Questões de Concurso Sobre português

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Q4303898 Não definido

"Agenor, funcionário do banco, perguntou ao seu gerente:



- Posso me ausentar, no período da tarde, para ir ao dentista?"



Assinale a alternativa que apresenta uma forma reescrita correta do trecho acima em relação aos sinais de pontuação, sem alterar o seu significado.

Alternativas
Q4303897 Não definido
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão escritas de acordo com as normas atuais em Língua Portuguesa.
Alternativas
Q4303896 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


A lição da carroça vazia


   Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer. Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:

   - Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?

   Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:

   - Estou ouvindo um barulho de carroça.

   - Isso mesmo, disse meu pai, é uma carroça vazia.

   Perguntei ao meu pai:

   - Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?

   - Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que ela faz.

   Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de intimidar), tratando o próximo com grossura inoportuna, prepotente, interrompendo a conversa de todo mundo e querendo demonstrar que é "a dona da razão e da verdade absoluta", tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:

   - Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz.


BOUDAKIAN, Luiz. A lição da carroça vazia.
Aprendendo a viver. Disponível em
<https://www.aprendendoaviver.com.br/artigo/a-licaoda-carroca-vazia>.
"Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz."

No final do texto “A lição da carroça vazia”", о ensinamento acima corresponde à seguinte ideia:
Alternativas
Q4303895 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


A lição da carroça vazia


   Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer. Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:

   - Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?

   Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:

   - Estou ouvindo um barulho de carroça.

   - Isso mesmo, disse meu pai, é uma carroça vazia.

   Perguntei ao meu pai:

   - Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?

   - Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que ela faz.

   Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de intimidar), tratando o próximo com grossura inoportuna, prepotente, interrompendo a conversa de todo mundo e querendo demonstrar que é "a dona da razão e da verdade absoluta", tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:

   - Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz.


BOUDAKIAN, Luiz. A lição da carroça vazia.
Aprendendo a viver. Disponível em
<https://www.aprendendoaviver.com.br/artigo/a-licaoda-carroca-vazia>.

"Ele se deteve numa clareira"



A expressão destacada no trecho acima é sinônima de:

Alternativas
Q4303718 Português
Considere o fragmento a seguir para a questão.

    Já há algum tempo a ciência fala em “ambientes obesogênicos”. Embora o conceito na nutrição seja mais amplo, aqui o enfoque é no ambiente urbano. Não é que a cidade force você a comer, mas ela cria um cenário onde a escolha saudável é a mais difícil, cara e demorada. O estudo em tela, que revisou a literatura de 1990 a 2024, mostra que o urbanismo afeta nosso peso por três vias principais: atividade física, dieta e estilo de vida e saúde mental.
    É como se a cidade fosse um imenso tabuleiro de jogo onde as regras foram feitas para você perder. Se o uso do solo é ‘espalhado’(o famoso urban sprawl), você é obrigado a usar o carro para tudo. Se não há mix de funções (comércio e residência no mesmo lugar), a caminhada utilitária, aquela que você faz para ir à padaria, por exemplo, desaparece. E sem parques ou áreas verdes, o lazer ativo vira um luxo para poucos.
    O espaço urbano não é, portanto, uma mera paisagem passiva, mas um agente determinante da saúde pública, que molda comportamentos e, portanto, riscos à saúde coletiva.

Fonte: https://jornal.usp.br/articulistas/hamilton-roschel/a-cidade-que-nos-engorda-como-o-urbanismo-molda-nosso-estilo-devida/
Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta de aspectos formais do fragmento acima.
Alternativas
Q4303717 Português
Considere o fragmento a seguir para a questão.

    Já há algum tempo a ciência fala em “ambientes obesogênicos”. Embora o conceito na nutrição seja mais amplo, aqui o enfoque é no ambiente urbano. Não é que a cidade force você a comer, mas ela cria um cenário onde a escolha saudável é a mais difícil, cara e demorada. O estudo em tela, que revisou a literatura de 1990 a 2024, mostra que o urbanismo afeta nosso peso por três vias principais: atividade física, dieta e estilo de vida e saúde mental.
    É como se a cidade fosse um imenso tabuleiro de jogo onde as regras foram feitas para você perder. Se o uso do solo é ‘espalhado’(o famoso urban sprawl), você é obrigado a usar o carro para tudo. Se não há mix de funções (comércio e residência no mesmo lugar), a caminhada utilitária, aquela que você faz para ir à padaria, por exemplo, desaparece. E sem parques ou áreas verdes, o lazer ativo vira um luxo para poucos.
    O espaço urbano não é, portanto, uma mera paisagem passiva, mas um agente determinante da saúde pública, que molda comportamentos e, portanto, riscos à saúde coletiva.

Fonte: https://jornal.usp.br/articulistas/hamilton-roschel/a-cidade-que-nos-engorda-como-o-urbanismo-molda-nosso-estilo-devida/
Assinale a alternativa que melhor preserva o sentido deste período:
Não é que a cidade force você a comer, mas ela cria um cenário onde a escolha saudável é a mais difícil, cara e demorada (1º§). 
Alternativas
Q4303716 Português
Considere o fragmento a seguir para a questão.

    Já há algum tempo a ciência fala em “ambientes obesogênicos”. Embora o conceito na nutrição seja mais amplo, aqui o enfoque é no ambiente urbano. Não é que a cidade force você a comer, mas ela cria um cenário onde a escolha saudável é a mais difícil, cara e demorada. O estudo em tela, que revisou a literatura de 1990 a 2024, mostra que o urbanismo afeta nosso peso por três vias principais: atividade física, dieta e estilo de vida e saúde mental.
    É como se a cidade fosse um imenso tabuleiro de jogo onde as regras foram feitas para você perder. Se o uso do solo é ‘espalhado’(o famoso urban sprawl), você é obrigado a usar o carro para tudo. Se não há mix de funções (comércio e residência no mesmo lugar), a caminhada utilitária, aquela que você faz para ir à padaria, por exemplo, desaparece. E sem parques ou áreas verdes, o lazer ativo vira um luxo para poucos.
    O espaço urbano não é, portanto, uma mera paisagem passiva, mas um agente determinante da saúde pública, que molda comportamentos e, portanto, riscos à saúde coletiva.

Fonte: https://jornal.usp.br/articulistas/hamilton-roschel/a-cidade-que-nos-engorda-como-o-urbanismo-molda-nosso-estilo-devida/
Considerando a coerência global do texto, a enumeração “atividade física, dieta e estilo de vida e saúde mental” (1º§) contribui para:
Alternativas
Q4303715 Português
Considere o fragmento a seguir para a questão.

    Já há algum tempo a ciência fala em “ambientes obesogênicos”. Embora o conceito na nutrição seja mais amplo, aqui o enfoque é no ambiente urbano. Não é que a cidade force você a comer, mas ela cria um cenário onde a escolha saudável é a mais difícil, cara e demorada. O estudo em tela, que revisou a literatura de 1990 a 2024, mostra que o urbanismo afeta nosso peso por três vias principais: atividade física, dieta e estilo de vida e saúde mental.
    É como se a cidade fosse um imenso tabuleiro de jogo onde as regras foram feitas para você perder. Se o uso do solo é ‘espalhado’(o famoso urban sprawl), você é obrigado a usar o carro para tudo. Se não há mix de funções (comércio e residência no mesmo lugar), a caminhada utilitária, aquela que você faz para ir à padaria, por exemplo, desaparece. E sem parques ou áreas verdes, o lazer ativo vira um luxo para poucos.
    O espaço urbano não é, portanto, uma mera paisagem passiva, mas um agente determinante da saúde pública, que molda comportamentos e, portanto, riscos à saúde coletiva.

Fonte: https://jornal.usp.br/articulistas/hamilton-roschel/a-cidade-que-nos-engorda-como-o-urbanismo-molda-nosso-estilo-devida/
Assinale a alternativa que apresenta uma análise INCORRETA dos elementos linguísticos empregados no fragmento acima.
Alternativas
Q4303714 Português
Considere o fragmento a seguir para a questão.

    Já há algum tempo a ciência fala em “ambientes obesogênicos”. Embora o conceito na nutrição seja mais amplo, aqui o enfoque é no ambiente urbano. Não é que a cidade force você a comer, mas ela cria um cenário onde a escolha saudável é a mais difícil, cara e demorada. O estudo em tela, que revisou a literatura de 1990 a 2024, mostra que o urbanismo afeta nosso peso por três vias principais: atividade física, dieta e estilo de vida e saúde mental.
    É como se a cidade fosse um imenso tabuleiro de jogo onde as regras foram feitas para você perder. Se o uso do solo é ‘espalhado’(o famoso urban sprawl), você é obrigado a usar o carro para tudo. Se não há mix de funções (comércio e residência no mesmo lugar), a caminhada utilitária, aquela que você faz para ir à padaria, por exemplo, desaparece. E sem parques ou áreas verdes, o lazer ativo vira um luxo para poucos.
    O espaço urbano não é, portanto, uma mera paisagem passiva, mas um agente determinante da saúde pública, que molda comportamentos e, portanto, riscos à saúde coletiva.

Fonte: https://jornal.usp.br/articulistas/hamilton-roschel/a-cidade-que-nos-engorda-como-o-urbanismo-molda-nosso-estilo-devida/
Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta do fragmento acima.
Alternativas
Q4303648 Português
Assinale a alternativa que NÃO apresenta desvio de ortografia, pontuação ou gramática, considerando a norma culta da língua escrita.
Alternativas
Q4303647 Português

Considere o fragmento a seguir para a questão:


Os modelos familiares ao longo da história foram se alterando por diversos motivos socioculturais. Perceber essas mudanças é de extrema importância para compreender os modelos atuais de família. Inicialmente a família não se importava com seus filhos, eram apenas frutos de uma relação sexual; contudo, a criança acaba marcando seu espaço, e a família passa por uma reestruturação. Ao olhar para esta criança, a família se reinventa e se assenta num modelo aristocrático, onde o pai é o provedor. Com a industrialização, a família passa por outras alterações e aí se reestrutura de forma a privilegiar a privacidade e formas sociais de convivência em massa. Com a emancipação da mulher, um novo cenário se instala, e a família tenta encontrar seu modelo, pois, com a autonomia feminina, o pai perde sua autoridade, e o modelo tradicional de pai, mães e filhos dá lugar a uma verdadeira desordem de estrutura, na qual a vivência dos desejos individuais é evidenciada. E, frente a esse panorama, o conceito de família fica frágil, e generalizá-lo é impossível.


Fonte: https://revistaft.com.br/o-modelo-familiar-nos-dias-atuais-uma-releitura-do-conceito-de-familia/ (adaptado)

Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta a respeito do emprego repetitivo da palavra “família”. 
Alternativas
Q4303646 Português

Considere o fragmento a seguir para a questão:


Os modelos familiares ao longo da história foram se alterando por diversos motivos socioculturais. Perceber essas mudanças é de extrema importância para compreender os modelos atuais de família. Inicialmente a família não se importava com seus filhos, eram apenas frutos de uma relação sexual; contudo, a criança acaba marcando seu espaço, e a família passa por uma reestruturação. Ao olhar para esta criança, a família se reinventa e se assenta num modelo aristocrático, onde o pai é o provedor. Com a industrialização, a família passa por outras alterações e aí se reestrutura de forma a privilegiar a privacidade e formas sociais de convivência em massa. Com a emancipação da mulher, um novo cenário se instala, e a família tenta encontrar seu modelo, pois, com a autonomia feminina, o pai perde sua autoridade, e o modelo tradicional de pai, mães e filhos dá lugar a uma verdadeira desordem de estrutura, na qual a vivência dos desejos individuais é evidenciada. E, frente a esse panorama, o conceito de família fica frágil, e generalizá-lo é impossível.


Fonte: https://revistaft.com.br/o-modelo-familiar-nos-dias-atuais-uma-releitura-do-conceito-de-familia/ (adaptado)

Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta.
Alternativas
Q4303645 Português

Considere o fragmento a seguir para a questão:


Os modelos familiares ao longo da história foram se alterando por diversos motivos socioculturais. Perceber essas mudanças é de extrema importância para compreender os modelos atuais de família. Inicialmente a família não se importava com seus filhos, eram apenas frutos de uma relação sexual; contudo, a criança acaba marcando seu espaço, e a família passa por uma reestruturação. Ao olhar para esta criança, a família se reinventa e se assenta num modelo aristocrático, onde o pai é o provedor. Com a industrialização, a família passa por outras alterações e aí se reestrutura de forma a privilegiar a privacidade e formas sociais de convivência em massa. Com a emancipação da mulher, um novo cenário se instala, e a família tenta encontrar seu modelo, pois, com a autonomia feminina, o pai perde sua autoridade, e o modelo tradicional de pai, mães e filhos dá lugar a uma verdadeira desordem de estrutura, na qual a vivência dos desejos individuais é evidenciada. E, frente a esse panorama, o conceito de família fica frágil, e generalizá-lo é impossível.


Fonte: https://revistaft.com.br/o-modelo-familiar-nos-dias-atuais-uma-releitura-do-conceito-de-familia/ (adaptado)

Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta do fragmento de texto acima. 
Alternativas
Q4303644 Português

Considere o fragmento a seguir para a questão:


Os modelos familiares ao longo da história foram se alterando por diversos motivos socioculturais. Perceber essas mudanças é de extrema importância para compreender os modelos atuais de família. Inicialmente a família não se importava com seus filhos, eram apenas frutos de uma relação sexual; contudo, a criança acaba marcando seu espaço, e a família passa por uma reestruturação. Ao olhar para esta criança, a família se reinventa e se assenta num modelo aristocrático, onde o pai é o provedor. Com a industrialização, a família passa por outras alterações e aí se reestrutura de forma a privilegiar a privacidade e formas sociais de convivência em massa. Com a emancipação da mulher, um novo cenário se instala, e a família tenta encontrar seu modelo, pois, com a autonomia feminina, o pai perde sua autoridade, e o modelo tradicional de pai, mães e filhos dá lugar a uma verdadeira desordem de estrutura, na qual a vivência dos desejos individuais é evidenciada. E, frente a esse panorama, o conceito de família fica frágil, e generalizá-lo é impossível.


Fonte: https://revistaft.com.br/o-modelo-familiar-nos-dias-atuais-uma-releitura-do-conceito-de-familia/ (adaptado)

Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta do fragmento de texto acima.
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Q4303633 Português
No que se refere ao acento, uma das palavras a seguir deve ser acentuada. 
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Q4303631 Português
"Não sei ____________ ela não foi à reunião ontem.” A palavra que completa corretamente a frase é: 
Alternativas
Q4303629 Português

ATENTE para a charge a seguir.


 Captura_de tela 2026-09-15 133300.jpg (245×232)


A frase que JUSTIFICA a regra do NÃO emprego da crase demonstrada na charge é: 

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Q4303628 Português

A Casa do Silêncio


    O menino descobriu cedo que a janela era maior que o mundo.  


    Por ela, via nuvens que se inventavam de animais, de barcos, de gigantes. O céu lhe contava histórias que ninguém mais parecia ouvir.


    A mãe, sempre apressada, dizia: 


    — Menino, larga essa janela, o mundo não se cabe aí!


    Mas o menino sabia que a mãe se enganava. A janela era feita de silêncio, e no silêncio cabia tudo.  


    Quando o vento brincava com a cortina, ele acreditava que o tempo queria entrar. Estendia a mão, mas o tempo nunca se deixava segurar. 


    O pai, atrás do jornal, ria da distração do filho:


    — Esse menino não vai crescer se viver de olhar o nada. 


    Mas o menino entendia que o nada era cheio de segredos.


    Certa manhã, um pássaro pousou no fio. O bico aberto parecia uma palavra que não queria nascer. 


E o menino aprendeu, sem professor algum, que nem todo canto precisava de som.


    Anos se passaram.


    Já homem, voltou à casa.  


    A janela estava menor, o vidro um pouco embaçado, a cortina cansada de tanto vento. Mas, ao abri-la, o mesmo pássaro — ou outro que o destino escolheu — pousava ali, silencioso. 


    O homem sorriu.


    Percebeu, então, que não era ele quem olhava o mundo pela janela.


    Era a janela que, desde sempre, olhava dentro dele. 


                              (TORRES, Samuel – Bartolomeu C. Queiroz na escrita jovem – Ed. Literíssima; p.30) 
Das palavras retiradas do texto, aquela em que o número de letras é SUPERIOR ao número de fonemas é:
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Q4303627 Português

A Casa do Silêncio


    O menino descobriu cedo que a janela era maior que o mundo.  


    Por ela, via nuvens que se inventavam de animais, de barcos, de gigantes. O céu lhe contava histórias que ninguém mais parecia ouvir.


    A mãe, sempre apressada, dizia: 


    — Menino, larga essa janela, o mundo não se cabe aí!


    Mas o menino sabia que a mãe se enganava. A janela era feita de silêncio, e no silêncio cabia tudo.  


    Quando o vento brincava com a cortina, ele acreditava que o tempo queria entrar. Estendia a mão, mas o tempo nunca se deixava segurar. 


    O pai, atrás do jornal, ria da distração do filho:


    — Esse menino não vai crescer se viver de olhar o nada. 


    Mas o menino entendia que o nada era cheio de segredos.


    Certa manhã, um pássaro pousou no fio. O bico aberto parecia uma palavra que não queria nascer. 


E o menino aprendeu, sem professor algum, que nem todo canto precisava de som.


    Anos se passaram.


    Já homem, voltou à casa.  


    A janela estava menor, o vidro um pouco embaçado, a cortina cansada de tanto vento. Mas, ao abri-la, o mesmo pássaro — ou outro que o destino escolheu — pousava ali, silencioso. 


    O homem sorriu.


    Percebeu, então, que não era ele quem olhava o mundo pela janela.


    Era a janela que, desde sempre, olhava dentro dele. 


                              (TORRES, Samuel – Bartolomeu C. Queiroz na escrita jovem – Ed. Literíssima; p.30) 
Quando o vento brincava com a cortina, ele acreditava que o tempo queria entrar.” A oração destacada EXPRIME em relação à posposta, uma: 
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Q4303625 Português

A Casa do Silêncio


    O menino descobriu cedo que a janela era maior que o mundo.  


    Por ela, via nuvens que se inventavam de animais, de barcos, de gigantes. O céu lhe contava histórias que ninguém mais parecia ouvir.


    A mãe, sempre apressada, dizia: 


    — Menino, larga essa janela, o mundo não se cabe aí!


    Mas o menino sabia que a mãe se enganava. A janela era feita de silêncio, e no silêncio cabia tudo.  


    Quando o vento brincava com a cortina, ele acreditava que o tempo queria entrar. Estendia a mão, mas o tempo nunca se deixava segurar. 


    O pai, atrás do jornal, ria da distração do filho:


    — Esse menino não vai crescer se viver de olhar o nada. 


    Mas o menino entendia que o nada era cheio de segredos.


    Certa manhã, um pássaro pousou no fio. O bico aberto parecia uma palavra que não queria nascer. 


E o menino aprendeu, sem professor algum, que nem todo canto precisava de som.


    Anos se passaram.


    Já homem, voltou à casa.  


    A janela estava menor, o vidro um pouco embaçado, a cortina cansada de tanto vento. Mas, ao abri-la, o mesmo pássaro — ou outro que o destino escolheu — pousava ali, silencioso. 


    O homem sorriu.


    Percebeu, então, que não era ele quem olhava o mundo pela janela.


    Era a janela que, desde sempre, olhava dentro dele. 


                              (TORRES, Samuel – Bartolomeu C. Queiroz na escrita jovem – Ed. Literíssima; p.30) 
O protagonista do conto demonstra no desenrolar do texto suas divagações através da janela. Já no desfecho, ao retornar à casa, ele observa a janela não tão fantasiosa como antes, através de um olhar mais denotativo. Pode-se INFERIR
Alternativas
Respostas
41: D
42: A
43: B
44: D
45: D
46: A
47: C
48: B
49: D
50: B
51: A
52: A
53: D
54: C
55: D
56: A
57: C
58: B
59: A
60: A