Questões de Concurso Sobre português
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(Disponível em: https://acesse.one/ki3f9eb. Acesso em: 15 mai. 2026. Adaptado.)
Analise as sentenças a seguir:
I.No trecho sublinhado, as vírgulas foram usadas pelo mesmo motivo em todo o trecho: separar termos ou orações coordenadas assindéticas.
II.As aspas, simples ou duplas, podem ser usadas por vários motivos e são um sinal de pontuação. No contexto em análise, as aspas foram usadas em "ser humano" para indicar que a expressão tem outro sentido, diferente do que comumente denota.
III.No trecho "Mais do que uma curiosidade, a ciência visa resolver algum problema", a vírgula foi usada porque há uma oração subordinada adverbial (nesse caso comparativa), que exerce a mesma função do adjunto adverbial e está anteposta ao verbo. Essa mesma sentença poderia ser reescrita sem a vírgula, assim: A ciência visa resolver um problema mais do que uma curiosidade.
É correto o que se afirma em:
I.Tanto o malabarismo quanto a palhaçaria são práticas da arte circense.
II.Faz parte da cultura brasileira não só o cinema como o circo.
III.O circo, com seus artistas, lutou para que a arte fosse reconhecida como manifestação da cultura brasileira.
IV.Nem o circo nem o grafite deveriam ser excluídos do reconhecimento como arte popular no Brasil.
Está correta a concordância dos verbos destacados em:
I.O texto permite ao leitor compreender que, ao pensar na Copa do Mundo de Futebol que acontecerá este ano, na América do Norte, é necessário olhar criticamente para a questão climática, uma vez que, nos últimos 40 anos, a humanidade não freou a emissão de gases do efeito estufa na atmosfera, logo, a temperatura média do planeta não estagnou, nem reduziu, o que poderá contribuir para temperaturas elevadas durante os jogos em 2026.
II.Um estudo concluiu que, apesar de a minoria dos estádios que sediarão os jogos correrem risco muito elevado de apresentar condições de estresse térmico extremo, essa é uma questão que requer atenção, cuidado e medidas antecipadas.
III.O período de maior possibilidade de estresse térmico extremo é à tarde. Considerando as variáveis calor, umidade, radiação solar e esforço físico, nesse período, os atletas podem sofrer uma queda elevada de água no organismo.
É correto o que se afirma em:
Primeira coluna: usos do presente do indicativo
1.A Terra realiza um movimento em torno de seu próprio eixo, cuja duração é de aproximadamente 24 horas.
2.No próximo dia 21 de junho, entramos no inverno, mas já faz frio em algumas partes do hemisfério sul.
3.Se você quer uma vida longa e ativa, precisa mudar seus hábitos agora.
4.Se, durante a viagem de férias, eu me levanto todos os dias às 5h para correr, minha irmã se aborreceria demais.
Segunda coluna: sentidos
(__)Usa-se o presente do indicativo em referência a algo que ainda acontecerá e tem-se certeza.
(__)Usa-se o presente do indicativo para indicar uma condição futura, possível de acontecer, mas incerta.
(__)Usa-se o presente do indicativo para declarar algo que acontece habitualmente, que é atemporal.
(__)Usa-se o presente do indicativo para indicar uma ação possível de ter acontecido no passado, como condição para outra ação acontecer.
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Outra possibilidade de concordância, considerando o contexto em destaque, seria o adjetivo "brasileira" ser posto no plural, mantendo o feminino porque ele se refere a dois substantivos de mesmo gênero.
(__)Considere a seguinte construção: O cinema e a música brasileiros são manifestações da nossa cultura. O adjetivo "brasileiros", nesse contexto, está no masculino plural porque há duas palavras determinadas de gêneros diferentes (cinema e música), fazendo a concordância corretamente. Também poderia estar no feminino singular, concordando com o substantivo mais próximo.
(__)Em O circo, o cinema e a música brasileira são manifestações da nossa cultura , ao concordar apenas com o substantivo mais próximo, o adjetivo se limita a qualificar apenas este. Se o autor da sentença quiser se referir aos três elementos, obrigatoriamente, deve colocar o adjetivo com o gênero da maioria dos substantivos, portanto, ficando no masculino plural.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
I.O autor do texto utiliza as expressões "A atividade circense" (primeiro parágrafo) e "o setor" (segundo parágrafo) para retomar "Circo" no título. Além de evitar a repetição, possibilitam a introdução de novas informações, ou seja, a progressão das ideias.
II."A medida" (primeiro parágrafo) se refere à "lei", no título. Porém, usá-la no texto foi um equívoco, pois a palavra já aparece no subtítulo.
III.A expressão "O texto" (segundo parágrafo) não está clara, uma vez que pode se referir tanto ao texto da lei como ao texto em si, escrito para publicação. O autor deveria ter escolhido uma expressão mais clara.
IV.O autor do texto erra ao tomar "manifestação da cultura e da arte popular brasileira" como sinônimo de ser "parte do patrimônio cultural e artístico nacional". Isso prejudica a coesão textual e a progressão das ideias.
Está correto o que se afirma em:
Essa terra-território chamada Cerrado, que ocupa cerca de 23,3% do país, é um dos ecossistemas mais antigos e mais ricos em biodiversidade do planeta e desempenha papel estratégico na regulação hídrica nacional. Conhecido como o “Berço das Águas do Brasil”, abriga as nascentes dos rios São Francisco, Tocantins, Araguaia e Paraná, entre outros. Nas últimas décadas, após perder mais de 50% da vegetação nativa, esse ecossistema vital tem dado sinais alarmantes de desequilíbrio. Tornou-se cada vez mais vulnerável à ação humana e a fatores ambientais.
João Palhares e Valéria Pereira Santos. O Cerrado grita, o mundo precisa escutar, Mídia Ninja. 23 de dez. de 2025. Disponível em: https://midianinja.org/o-cerrado-grita-o-mundo-precisa-escutar/. Acesso em: 20 jan. 2026. [Adaptado].
A condição apresentada no texto intensifica qual efeito no Cerrado?
Texto 3
A cena em que um participante do BBB encurrala uma colega num canto da despensa e tenta beijá-la não é "exceção de reality". Acontece aos montes, todo dia, em festa, elevador, corredor de empresa, transporte. O detalhe que dá vontade de vomitar é outro: ali há câmeras ligadas 24 horas. Se, com iluminação, microfone e contrato, o sujeito se sente autorizado a fazer isso, imagine fora do enquadramento.
Na última década, parte do país aprendeu a falar de assédio, abuso, importunação, consentimento. Há cartazes em elevadores, alertas em bares, códigos em aplicativos, discursos potentes. Mesmo assim, a estrutura que mantém a violência contra a mulher segue impávida; parte dos homens se comporta como se o corpo alheio fosse um território negociável.
Na pesquisa Visível e Invisível (Fórum Brasileiro de Segurança Pública/Datafolha), 37,9% das mulheres relataram algum tipo de assédio, em 2021; 46,7% em 2023 e 49,6% em 2025. No mesmo ano, 20,5% receberam cantadas e comentários desrespeitosos no trabalho. E quando a violência atravessa a porta de casa, a escala não diminui: o DataSenado aponta que 3 em cada 10 brasileiras já sofreram violência doméstica.
Há uma questão fundamental: a virada de consciência aconteceu do lado de cá. As mulheres, em larga escala, reconhecem violência de gênero, nomeiam o abuso, trocam ferramentas de proteção. O problema é a assimetria de impacto que ainda alcança poucos homens para quem esse comportamento arcaico é inaceitável e precisa ser combatido.
Para muitos, ainda é "mal-entendido", "papel do homem".
Cadê educação sobre respeito e limites (não como "palestra", mas como formação), campanhas permanentes voltadas a meninos e homens? Reality expulsa em 24 horas, mas na vida aqui fora mulheres continuam morrendo.
JORGE, Mariliz Pereira. Importunação sexual ao vivo na TV. Folha de S.Paulo, São Paulo, 20 jan. 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marilizpereirajorge/2026/01/importuna cao-sexual-ao-vivo-na-tv.shtml. Acesso em: 20 jan. 2026. [Adaptado].
Texto 3
A cena em que um participante do BBB encurrala uma colega num canto da despensa e tenta beijá-la não é "exceção de reality". Acontece aos montes, todo dia, em festa, elevador, corredor de empresa, transporte. O detalhe que dá vontade de vomitar é outro: ali há câmeras ligadas 24 horas. Se, com iluminação, microfone e contrato, o sujeito se sente autorizado a fazer isso, imagine fora do enquadramento.
Na última década, parte do país aprendeu a falar de assédio, abuso, importunação, consentimento. Há cartazes em elevadores, alertas em bares, códigos em aplicativos, discursos potentes. Mesmo assim, a estrutura que mantém a violência contra a mulher segue impávida; parte dos homens se comporta como se o corpo alheio fosse um território negociável.
Na pesquisa Visível e Invisível (Fórum Brasileiro de Segurança Pública/Datafolha), 37,9% das mulheres relataram algum tipo de assédio, em 2021; 46,7% em 2023 e 49,6% em 2025. No mesmo ano, 20,5% receberam cantadas e comentários desrespeitosos no trabalho. E quando a violência atravessa a porta de casa, a escala não diminui: o DataSenado aponta que 3 em cada 10 brasileiras já sofreram violência doméstica.
Há uma questão fundamental: a virada de consciência aconteceu do lado de cá. As mulheres, em larga escala, reconhecem violência de gênero, nomeiam o abuso, trocam ferramentas de proteção. O problema é a assimetria de impacto que ainda alcança poucos homens para quem esse comportamento arcaico é inaceitável e precisa ser combatido.
Para muitos, ainda é "mal-entendido", "papel do homem".
Cadê educação sobre respeito e limites (não como "palestra", mas como formação), campanhas permanentes voltadas a meninos e homens? Reality expulsa em 24 horas, mas na vida aqui fora mulheres continuam morrendo.
JORGE, Mariliz Pereira. Importunação sexual ao vivo na TV. Folha de S.Paulo, São Paulo, 20 jan. 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marilizpereirajorge/2026/01/importuna cao-sexual-ao-vivo-na-tv.shtml. Acesso em: 20 jan. 2026. [Adaptado].
Texto 3
A cena em que um participante do BBB encurrala uma colega num canto da despensa e tenta beijá-la não é "exceção de reality". Acontece aos montes, todo dia, em festa, elevador, corredor de empresa, transporte. O detalhe que dá vontade de vomitar é outro: ali há câmeras ligadas 24 horas. Se, com iluminação, microfone e contrato, o sujeito se sente autorizado a fazer isso, imagine fora do enquadramento.
Na última década, parte do país aprendeu a falar de assédio, abuso, importunação, consentimento. Há cartazes em elevadores, alertas em bares, códigos em aplicativos, discursos potentes. Mesmo assim, a estrutura que mantém a violência contra a mulher segue impávida; parte dos homens se comporta como se o corpo alheio fosse um território negociável.
Na pesquisa Visível e Invisível (Fórum Brasileiro de Segurança Pública/Datafolha), 37,9% das mulheres relataram algum tipo de assédio, em 2021; 46,7% em 2023 e 49,6% em 2025. No mesmo ano, 20,5% receberam cantadas e comentários desrespeitosos no trabalho. E quando a violência atravessa a porta de casa, a escala não diminui: o DataSenado aponta que 3 em cada 10 brasileiras já sofreram violência doméstica.
Há uma questão fundamental: a virada de consciência aconteceu do lado de cá. As mulheres, em larga escala, reconhecem violência de gênero, nomeiam o abuso, trocam ferramentas de proteção. O problema é a assimetria de impacto que ainda alcança poucos homens para quem esse comportamento arcaico é inaceitável e precisa ser combatido.
Para muitos, ainda é "mal-entendido", "papel do homem".
Cadê educação sobre respeito e limites (não como "palestra", mas como formação), campanhas permanentes voltadas a meninos e homens? Reality expulsa em 24 horas, mas na vida aqui fora mulheres continuam morrendo.
JORGE, Mariliz Pereira. Importunação sexual ao vivo na TV. Folha de S.Paulo, São Paulo, 20 jan. 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marilizpereirajorge/2026/01/importuna cao-sexual-ao-vivo-na-tv.shtml. Acesso em: 20 jan. 2026. [Adaptado].

