Questões de Concurso Sobre português

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Q4297139 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Educação climática avança nas escolas, mas ainda tem lacunas no currículo


A presença da emergência climática nos currículos escolares ainda avança em ritmos distintos ao redor do mundo.


Dados da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) mostram que 47% dos currículos nacionais de 100 países não mencionam  tema, enquanto 20% dos professores afirmam não se sentir preparados para orientar os alunos.


No Brasil, esse cenário tem impulsionado iniciativas voltadas à ampliação da educação climática, como a Reconectta, que, por meio do movimento "Escolas pelo Clima", já mobiliza mais de 1 milhão de estudantes e 100 mil educadores em 480 municípios, com foco em ações práticas de engajamento.


Para Livia Ribeiro, sócia-fundadora da Reconectta, a presença do tema na educação formal está em processo de consolidação. "É importante lembrarmos que, embora a ciência estude o aquecimento global há bastante tempo, a emergência climática como pauta presente na sociedade como um todo no debate público, de forma mais latente, é um fenômeno relativamente recente, talvez entre 5 e 10 anos", afirma. Segundo ela, a incorporação do assunto envolve mudanças culturais e estruturais. "O tema ainda é tratado muitas vezes como opcional, como algo que cabe numa semana temática, num projeto de feira de ciências, e não como parte do currículo permanente", comenta.


A preparação dos educadores é um dos pontos centrais nesse processo. Livia destaca que o desafio está relacionado à necessidade de ampliar formação e suporte contínuo. "Essa ausência do tema nos currículos dificulta a compreensão da temática e impede que eles realmente entendam o que está acontecendo, por que está acontecendo e, principalmente, como podem se envolver nas soluções".


Os efeitos das mudanças climáticas já fazem parte da realidade de muitos estudantes. Um relatório do Unicef aponta que, apenas em 2024, mais de um milhão de crianças e jovens brasileiros tiveram os estudos interrompidos por eventos extremos. Nesse contexto, a compreensão do tema ganha relevância. "Essa ausência desse tema nos currículos dificulta a compreensão da temática, que eles realmente entendam o que está acontecendo, por que está acontecendo e principalmente como que eles podem se envolver nas soluções", explica.


Com foco na prática, o movimento "Escolas pelo Clima" propõe que cada instituição desenvolva ao menos uma ação ao longo do ano. "A prática, ela é o coração do movimento", afirma Livia. A iniciativa oferece formações, materiais de apoio e reconhecimento às escolas, além de estimular a troca de experiências entre diferentes regiões.


A proposta também considera as particularidades de cada território. "Não existe receita pronta para que essa prática aconteça nas escolas", ressalta. "A gente dá caminhos, inspirações e uma série de apoio para que essas ações aconteçam de forma muito contextualizada em cada território." Em 2025, cerca de 700 ações foram realizadas no país.


A diversidade de contextos, especialmente na rede pública, que representa 70% das instituições participantes, demanda soluções flexíveis. "O segredo está em transformar a sustentabilidade em uma estratégia institucional, e não apenas em um projeto passageiro, garantindo que esse aprendizado seja continuado", afirma.


Além das escolas, a iniciativa também dialoga com o setor corporativo, conectando programas de responsabilidade social a uma rede já engajada. "Quando a gente age de forma integrada com esses diferentes atores da sociedade, a gente consegue não apenas compromissos de longo prazo, mas resultados sistêmicos e permanentes", diz Livia.


Fonte: NICOLAU, André. Educação climática avança nas escolas, mas ainda tem lacunas no currículo. CNN Brasil, [S. l.], 8 jun. 2026.

Disponível em:

https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/educacao-climatica-avanca-nas-escolas-mas-ainda-tem-lacunas-no-curriculo/. Acesso em: 9 ago. 2026.

Considerando as informações apresentadas no texto sobre educação climática nas escolas, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4297108 Português

Texto: O PRIMEIRO TRILIONÁRIO E A ILUSÃO DA RIQUEZA SEM PRODUÇÃO


Jean Paul Prates


    A notícia de que Elon Musk se tornou o primeiro trilionário da história tem força simbólica suficiente para merecer mais do que admiração ou repulsa. Ela exige reflexão. Não apenas porque se trata de uma fortuna jamais alcançada individualmente, mas porque a forma como esse marco foi celebrado revela algo profundo sobre o espírito econômico do nosso tempo. A marca de US$ 1 trilhão não foi recebida apenas como um dado financeiro. Foi apresentada, por muitos, como uma espécie de consagração histórica da nova economia, da ousadia empreendedora e da supremacia dos ativos sobre o trabalho.


    É preciso reconhecer, desde logo, que Musk não é um rentista convencional. Suas empresas mudaram setores inteiros, desafiaram monopólios tecnológicos, aceleraram a eletrificação automotiva, reduziram custos de acesso ao espaço e criaram modelos industriais que muitos julgavam improváveis. A SpaceX, em especial, é uma realização empresarial e tecnológica extraordinária. Nada disso deve ser diminuído. O problema começa quando a celebração do empreendedor inovador se transforma em culto à desigualdade crescente e quando a valorização patrimonial passa a ser tratada como medida suficiente de progresso civilizatório.


    A fortuna de Musk não está em salário, nem em caixa pessoal, nem na remuneração direta pelo trabalho. Está fundamentalmente em participação acionária. [...]


    Seu patrimônio decorre do valor de mercado atribuído às fatias que detém em empresas como SpaceX e Tesla. Esse detalhe é central, porque ajuda a compreender uma das grandes transformações econômicas das últimas décadas: a financeirização. Em termos simples, financeirização é o processo pelo qual ativos financeiros, expectativas de mercado e valorização patrimonial passam a comandar a lógica da economia real.


    A empresa deixa de ser avaliada apenas por aquilo que produz, pelos empregos que gera, pelos lucros que entrega ou pela infraestrutura que constrói. Ela passa a ser medida, cada vez mais, pela expectativa de valor futuro que o mercado decide antecipar no presente.


    Esse movimento não é necessariamente negativo. O mercado de capitais tem papel indispensável no financiamento da inovação. Muitas tecnologias de alto risco não sairiam do papel se dependessem apenas do lucro corrente ou do crédito tradicional. Foguetes reutilizáveis, constelações de satélites, veículos elétricos, inteligência artificial, semicondutores avançados e novas plataformas energéticas exigem capital paciente, disposição para risco e confiança em retornos futuros. Sem essa capacidade de financiar o ainda inexistente, a inovação andaria mais devagar.


    O problema está na inversão de hierarquia. Uma coisa é usar o capital financeiro para viabilizar a produção, a tecnologia e a infraestrutura. Outra, bem diferente, é tratar a valorização financeira como finalidade última da economia. Quando isso acontece, o mercado deixa de ser instrumento e passa a ser altar. A riqueza deixa de ser compreendida como resultado de uma capacidade produtiva efetiva e passa a ser admirada como fenômeno autônomo, quase mágico, desconectado do mundo físico.


    Essa é a parte nefelibata da celebração. É fantasioso imaginar que uma sociedade pode viver indefinidamente de valorizações patrimoniais, múltiplos de mercado e expectativas futuras, como se a produção tangível fosse uma etapa menor, quase vulgar, da economia. Ações não geram energia elétrica. Títulos financeiros não fabricam baterias. Avaliações bilionárias não constroem ferrovias, portos, refinarias, data centers, satélites, cabos submarinos ou redes de transmissão.


    A economia financeira pode antecipar valor, organizar risco e multiplicar oportunidades. Mas ela não substitui a economia real. No fim, toda riqueza financeira precisa estar ancorada em alguma capacidade concreta de produzir, operar, transportar, transformar e entregar. [...]


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2026/06/10 59977-o-primeiro-trilionario-e-a-ilusao-da-riqueza-sem producao.html. Acesso em 18/06/2026. Excerto

No título do texto (“O primeiro trilionário e a ilusão da riqueza sem produção”), as palavras destacadas são classificadas, respectivamente, como: 
Alternativas
Q4297107 Português

Texto: O PRIMEIRO TRILIONÁRIO E A ILUSÃO DA RIQUEZA SEM PRODUÇÃO


Jean Paul Prates


    A notícia de que Elon Musk se tornou o primeiro trilionário da história tem força simbólica suficiente para merecer mais do que admiração ou repulsa. Ela exige reflexão. Não apenas porque se trata de uma fortuna jamais alcançada individualmente, mas porque a forma como esse marco foi celebrado revela algo profundo sobre o espírito econômico do nosso tempo. A marca de US$ 1 trilhão não foi recebida apenas como um dado financeiro. Foi apresentada, por muitos, como uma espécie de consagração histórica da nova economia, da ousadia empreendedora e da supremacia dos ativos sobre o trabalho.


    É preciso reconhecer, desde logo, que Musk não é um rentista convencional. Suas empresas mudaram setores inteiros, desafiaram monopólios tecnológicos, aceleraram a eletrificação automotiva, reduziram custos de acesso ao espaço e criaram modelos industriais que muitos julgavam improváveis. A SpaceX, em especial, é uma realização empresarial e tecnológica extraordinária. Nada disso deve ser diminuído. O problema começa quando a celebração do empreendedor inovador se transforma em culto à desigualdade crescente e quando a valorização patrimonial passa a ser tratada como medida suficiente de progresso civilizatório.


    A fortuna de Musk não está em salário, nem em caixa pessoal, nem na remuneração direta pelo trabalho. Está fundamentalmente em participação acionária. [...]


    Seu patrimônio decorre do valor de mercado atribuído às fatias que detém em empresas como SpaceX e Tesla. Esse detalhe é central, porque ajuda a compreender uma das grandes transformações econômicas das últimas décadas: a financeirização. Em termos simples, financeirização é o processo pelo qual ativos financeiros, expectativas de mercado e valorização patrimonial passam a comandar a lógica da economia real.


    A empresa deixa de ser avaliada apenas por aquilo que produz, pelos empregos que gera, pelos lucros que entrega ou pela infraestrutura que constrói. Ela passa a ser medida, cada vez mais, pela expectativa de valor futuro que o mercado decide antecipar no presente.


    Esse movimento não é necessariamente negativo. O mercado de capitais tem papel indispensável no financiamento da inovação. Muitas tecnologias de alto risco não sairiam do papel se dependessem apenas do lucro corrente ou do crédito tradicional. Foguetes reutilizáveis, constelações de satélites, veículos elétricos, inteligência artificial, semicondutores avançados e novas plataformas energéticas exigem capital paciente, disposição para risco e confiança em retornos futuros. Sem essa capacidade de financiar o ainda inexistente, a inovação andaria mais devagar.


    O problema está na inversão de hierarquia. Uma coisa é usar o capital financeiro para viabilizar a produção, a tecnologia e a infraestrutura. Outra, bem diferente, é tratar a valorização financeira como finalidade última da economia. Quando isso acontece, o mercado deixa de ser instrumento e passa a ser altar. A riqueza deixa de ser compreendida como resultado de uma capacidade produtiva efetiva e passa a ser admirada como fenômeno autônomo, quase mágico, desconectado do mundo físico.


    Essa é a parte nefelibata da celebração. É fantasioso imaginar que uma sociedade pode viver indefinidamente de valorizações patrimoniais, múltiplos de mercado e expectativas futuras, como se a produção tangível fosse uma etapa menor, quase vulgar, da economia. Ações não geram energia elétrica. Títulos financeiros não fabricam baterias. Avaliações bilionárias não constroem ferrovias, portos, refinarias, data centers, satélites, cabos submarinos ou redes de transmissão.


    A economia financeira pode antecipar valor, organizar risco e multiplicar oportunidades. Mas ela não substitui a economia real. No fim, toda riqueza financeira precisa estar ancorada em alguma capacidade concreta de produzir, operar, transportar, transformar e entregar. [...]


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2026/06/10 59977-o-primeiro-trilionario-e-a-ilusao-da-riqueza-sem producao.html. Acesso em 18/06/2026. Excerto

“O problema começa quando a celebração do empreendedor inovador se transforma em culto à desigualdade crescente [...]” (2º parágrafo). Nesse trecho, a conjunção em destaque veicula sentido: 
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Q4297106 Português

Texto: O PRIMEIRO TRILIONÁRIO E A ILUSÃO DA RIQUEZA SEM PRODUÇÃO


Jean Paul Prates


    A notícia de que Elon Musk se tornou o primeiro trilionário da história tem força simbólica suficiente para merecer mais do que admiração ou repulsa. Ela exige reflexão. Não apenas porque se trata de uma fortuna jamais alcançada individualmente, mas porque a forma como esse marco foi celebrado revela algo profundo sobre o espírito econômico do nosso tempo. A marca de US$ 1 trilhão não foi recebida apenas como um dado financeiro. Foi apresentada, por muitos, como uma espécie de consagração histórica da nova economia, da ousadia empreendedora e da supremacia dos ativos sobre o trabalho.


    É preciso reconhecer, desde logo, que Musk não é um rentista convencional. Suas empresas mudaram setores inteiros, desafiaram monopólios tecnológicos, aceleraram a eletrificação automotiva, reduziram custos de acesso ao espaço e criaram modelos industriais que muitos julgavam improváveis. A SpaceX, em especial, é uma realização empresarial e tecnológica extraordinária. Nada disso deve ser diminuído. O problema começa quando a celebração do empreendedor inovador se transforma em culto à desigualdade crescente e quando a valorização patrimonial passa a ser tratada como medida suficiente de progresso civilizatório.


    A fortuna de Musk não está em salário, nem em caixa pessoal, nem na remuneração direta pelo trabalho. Está fundamentalmente em participação acionária. [...]


    Seu patrimônio decorre do valor de mercado atribuído às fatias que detém em empresas como SpaceX e Tesla. Esse detalhe é central, porque ajuda a compreender uma das grandes transformações econômicas das últimas décadas: a financeirização. Em termos simples, financeirização é o processo pelo qual ativos financeiros, expectativas de mercado e valorização patrimonial passam a comandar a lógica da economia real.


    A empresa deixa de ser avaliada apenas por aquilo que produz, pelos empregos que gera, pelos lucros que entrega ou pela infraestrutura que constrói. Ela passa a ser medida, cada vez mais, pela expectativa de valor futuro que o mercado decide antecipar no presente.


    Esse movimento não é necessariamente negativo. O mercado de capitais tem papel indispensável no financiamento da inovação. Muitas tecnologias de alto risco não sairiam do papel se dependessem apenas do lucro corrente ou do crédito tradicional. Foguetes reutilizáveis, constelações de satélites, veículos elétricos, inteligência artificial, semicondutores avançados e novas plataformas energéticas exigem capital paciente, disposição para risco e confiança em retornos futuros. Sem essa capacidade de financiar o ainda inexistente, a inovação andaria mais devagar.


    O problema está na inversão de hierarquia. Uma coisa é usar o capital financeiro para viabilizar a produção, a tecnologia e a infraestrutura. Outra, bem diferente, é tratar a valorização financeira como finalidade última da economia. Quando isso acontece, o mercado deixa de ser instrumento e passa a ser altar. A riqueza deixa de ser compreendida como resultado de uma capacidade produtiva efetiva e passa a ser admirada como fenômeno autônomo, quase mágico, desconectado do mundo físico.


    Essa é a parte nefelibata da celebração. É fantasioso imaginar que uma sociedade pode viver indefinidamente de valorizações patrimoniais, múltiplos de mercado e expectativas futuras, como se a produção tangível fosse uma etapa menor, quase vulgar, da economia. Ações não geram energia elétrica. Títulos financeiros não fabricam baterias. Avaliações bilionárias não constroem ferrovias, portos, refinarias, data centers, satélites, cabos submarinos ou redes de transmissão.


    A economia financeira pode antecipar valor, organizar risco e multiplicar oportunidades. Mas ela não substitui a economia real. No fim, toda riqueza financeira precisa estar ancorada em alguma capacidade concreta de produzir, operar, transportar, transformar e entregar. [...]


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2026/06/10 59977-o-primeiro-trilionario-e-a-ilusao-da-riqueza-sem producao.html. Acesso em 18/06/2026. Excerto

“Uma coisa é usar o capital financeiro para viabilizar a produção, a tecnologia e a infraestrutura. Outra, bem diferente, é tratar a valorização financeira como finalidade última da economia.” (7º parágrafo). Nesse trecho, as vírgulas empregadas imediatamente antes e após o termo em destaque contribuem para: 
Alternativas
Q4297105 Português

Texto: O PRIMEIRO TRILIONÁRIO E A ILUSÃO DA RIQUEZA SEM PRODUÇÃO


Jean Paul Prates


    A notícia de que Elon Musk se tornou o primeiro trilionário da história tem força simbólica suficiente para merecer mais do que admiração ou repulsa. Ela exige reflexão. Não apenas porque se trata de uma fortuna jamais alcançada individualmente, mas porque a forma como esse marco foi celebrado revela algo profundo sobre o espírito econômico do nosso tempo. A marca de US$ 1 trilhão não foi recebida apenas como um dado financeiro. Foi apresentada, por muitos, como uma espécie de consagração histórica da nova economia, da ousadia empreendedora e da supremacia dos ativos sobre o trabalho.


    É preciso reconhecer, desde logo, que Musk não é um rentista convencional. Suas empresas mudaram setores inteiros, desafiaram monopólios tecnológicos, aceleraram a eletrificação automotiva, reduziram custos de acesso ao espaço e criaram modelos industriais que muitos julgavam improváveis. A SpaceX, em especial, é uma realização empresarial e tecnológica extraordinária. Nada disso deve ser diminuído. O problema começa quando a celebração do empreendedor inovador se transforma em culto à desigualdade crescente e quando a valorização patrimonial passa a ser tratada como medida suficiente de progresso civilizatório.


    A fortuna de Musk não está em salário, nem em caixa pessoal, nem na remuneração direta pelo trabalho. Está fundamentalmente em participação acionária. [...]


    Seu patrimônio decorre do valor de mercado atribuído às fatias que detém em empresas como SpaceX e Tesla. Esse detalhe é central, porque ajuda a compreender uma das grandes transformações econômicas das últimas décadas: a financeirização. Em termos simples, financeirização é o processo pelo qual ativos financeiros, expectativas de mercado e valorização patrimonial passam a comandar a lógica da economia real.


    A empresa deixa de ser avaliada apenas por aquilo que produz, pelos empregos que gera, pelos lucros que entrega ou pela infraestrutura que constrói. Ela passa a ser medida, cada vez mais, pela expectativa de valor futuro que o mercado decide antecipar no presente.


    Esse movimento não é necessariamente negativo. O mercado de capitais tem papel indispensável no financiamento da inovação. Muitas tecnologias de alto risco não sairiam do papel se dependessem apenas do lucro corrente ou do crédito tradicional. Foguetes reutilizáveis, constelações de satélites, veículos elétricos, inteligência artificial, semicondutores avançados e novas plataformas energéticas exigem capital paciente, disposição para risco e confiança em retornos futuros. Sem essa capacidade de financiar o ainda inexistente, a inovação andaria mais devagar.


    O problema está na inversão de hierarquia. Uma coisa é usar o capital financeiro para viabilizar a produção, a tecnologia e a infraestrutura. Outra, bem diferente, é tratar a valorização financeira como finalidade última da economia. Quando isso acontece, o mercado deixa de ser instrumento e passa a ser altar. A riqueza deixa de ser compreendida como resultado de uma capacidade produtiva efetiva e passa a ser admirada como fenômeno autônomo, quase mágico, desconectado do mundo físico.


    Essa é a parte nefelibata da celebração. É fantasioso imaginar que uma sociedade pode viver indefinidamente de valorizações patrimoniais, múltiplos de mercado e expectativas futuras, como se a produção tangível fosse uma etapa menor, quase vulgar, da economia. Ações não geram energia elétrica. Títulos financeiros não fabricam baterias. Avaliações bilionárias não constroem ferrovias, portos, refinarias, data centers, satélites, cabos submarinos ou redes de transmissão.


    A economia financeira pode antecipar valor, organizar risco e multiplicar oportunidades. Mas ela não substitui a economia real. No fim, toda riqueza financeira precisa estar ancorada em alguma capacidade concreta de produzir, operar, transportar, transformar e entregar. [...]


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2026/06/10 59977-o-primeiro-trilionario-e-a-ilusao-da-riqueza-sem producao.html. Acesso em 18/06/2026. Excerto

Embora o autor manifeste posicionamento crítico em relação ao tema abordado, a função da linguagem predominante no texto é a: 
Alternativas
Q4297104 Português

Texto: O PRIMEIRO TRILIONÁRIO E A ILUSÃO DA RIQUEZA SEM PRODUÇÃO


Jean Paul Prates


    A notícia de que Elon Musk se tornou o primeiro trilionário da história tem força simbólica suficiente para merecer mais do que admiração ou repulsa. Ela exige reflexão. Não apenas porque se trata de uma fortuna jamais alcançada individualmente, mas porque a forma como esse marco foi celebrado revela algo profundo sobre o espírito econômico do nosso tempo. A marca de US$ 1 trilhão não foi recebida apenas como um dado financeiro. Foi apresentada, por muitos, como uma espécie de consagração histórica da nova economia, da ousadia empreendedora e da supremacia dos ativos sobre o trabalho.


    É preciso reconhecer, desde logo, que Musk não é um rentista convencional. Suas empresas mudaram setores inteiros, desafiaram monopólios tecnológicos, aceleraram a eletrificação automotiva, reduziram custos de acesso ao espaço e criaram modelos industriais que muitos julgavam improváveis. A SpaceX, em especial, é uma realização empresarial e tecnológica extraordinária. Nada disso deve ser diminuído. O problema começa quando a celebração do empreendedor inovador se transforma em culto à desigualdade crescente e quando a valorização patrimonial passa a ser tratada como medida suficiente de progresso civilizatório.


    A fortuna de Musk não está em salário, nem em caixa pessoal, nem na remuneração direta pelo trabalho. Está fundamentalmente em participação acionária. [...]


    Seu patrimônio decorre do valor de mercado atribuído às fatias que detém em empresas como SpaceX e Tesla. Esse detalhe é central, porque ajuda a compreender uma das grandes transformações econômicas das últimas décadas: a financeirização. Em termos simples, financeirização é o processo pelo qual ativos financeiros, expectativas de mercado e valorização patrimonial passam a comandar a lógica da economia real.


    A empresa deixa de ser avaliada apenas por aquilo que produz, pelos empregos que gera, pelos lucros que entrega ou pela infraestrutura que constrói. Ela passa a ser medida, cada vez mais, pela expectativa de valor futuro que o mercado decide antecipar no presente.


    Esse movimento não é necessariamente negativo. O mercado de capitais tem papel indispensável no financiamento da inovação. Muitas tecnologias de alto risco não sairiam do papel se dependessem apenas do lucro corrente ou do crédito tradicional. Foguetes reutilizáveis, constelações de satélites, veículos elétricos, inteligência artificial, semicondutores avançados e novas plataformas energéticas exigem capital paciente, disposição para risco e confiança em retornos futuros. Sem essa capacidade de financiar o ainda inexistente, a inovação andaria mais devagar.


    O problema está na inversão de hierarquia. Uma coisa é usar o capital financeiro para viabilizar a produção, a tecnologia e a infraestrutura. Outra, bem diferente, é tratar a valorização financeira como finalidade última da economia. Quando isso acontece, o mercado deixa de ser instrumento e passa a ser altar. A riqueza deixa de ser compreendida como resultado de uma capacidade produtiva efetiva e passa a ser admirada como fenômeno autônomo, quase mágico, desconectado do mundo físico.


    Essa é a parte nefelibata da celebração. É fantasioso imaginar que uma sociedade pode viver indefinidamente de valorizações patrimoniais, múltiplos de mercado e expectativas futuras, como se a produção tangível fosse uma etapa menor, quase vulgar, da economia. Ações não geram energia elétrica. Títulos financeiros não fabricam baterias. Avaliações bilionárias não constroem ferrovias, portos, refinarias, data centers, satélites, cabos submarinos ou redes de transmissão.


    A economia financeira pode antecipar valor, organizar risco e multiplicar oportunidades. Mas ela não substitui a economia real. No fim, toda riqueza financeira precisa estar ancorada em alguma capacidade concreta de produzir, operar, transportar, transformar e entregar. [...]


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2026/06/10 59977-o-primeiro-trilionario-e-a-ilusao-da-riqueza-sem producao.html. Acesso em 18/06/2026. Excerto

Ao afirmar que “o mercado deixa de ser instrumento e passa a ser altar” (7º parágrafo), o autor recorre a uma figura de linguagem cuja principal finalidade é: 
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Q4297103 Português

Texto: O PRIMEIRO TRILIONÁRIO E A ILUSÃO DA RIQUEZA SEM PRODUÇÃO


Jean Paul Prates


    A notícia de que Elon Musk se tornou o primeiro trilionário da história tem força simbólica suficiente para merecer mais do que admiração ou repulsa. Ela exige reflexão. Não apenas porque se trata de uma fortuna jamais alcançada individualmente, mas porque a forma como esse marco foi celebrado revela algo profundo sobre o espírito econômico do nosso tempo. A marca de US$ 1 trilhão não foi recebida apenas como um dado financeiro. Foi apresentada, por muitos, como uma espécie de consagração histórica da nova economia, da ousadia empreendedora e da supremacia dos ativos sobre o trabalho.


    É preciso reconhecer, desde logo, que Musk não é um rentista convencional. Suas empresas mudaram setores inteiros, desafiaram monopólios tecnológicos, aceleraram a eletrificação automotiva, reduziram custos de acesso ao espaço e criaram modelos industriais que muitos julgavam improváveis. A SpaceX, em especial, é uma realização empresarial e tecnológica extraordinária. Nada disso deve ser diminuído. O problema começa quando a celebração do empreendedor inovador se transforma em culto à desigualdade crescente e quando a valorização patrimonial passa a ser tratada como medida suficiente de progresso civilizatório.


    A fortuna de Musk não está em salário, nem em caixa pessoal, nem na remuneração direta pelo trabalho. Está fundamentalmente em participação acionária. [...]


    Seu patrimônio decorre do valor de mercado atribuído às fatias que detém em empresas como SpaceX e Tesla. Esse detalhe é central, porque ajuda a compreender uma das grandes transformações econômicas das últimas décadas: a financeirização. Em termos simples, financeirização é o processo pelo qual ativos financeiros, expectativas de mercado e valorização patrimonial passam a comandar a lógica da economia real.


    A empresa deixa de ser avaliada apenas por aquilo que produz, pelos empregos que gera, pelos lucros que entrega ou pela infraestrutura que constrói. Ela passa a ser medida, cada vez mais, pela expectativa de valor futuro que o mercado decide antecipar no presente.


    Esse movimento não é necessariamente negativo. O mercado de capitais tem papel indispensável no financiamento da inovação. Muitas tecnologias de alto risco não sairiam do papel se dependessem apenas do lucro corrente ou do crédito tradicional. Foguetes reutilizáveis, constelações de satélites, veículos elétricos, inteligência artificial, semicondutores avançados e novas plataformas energéticas exigem capital paciente, disposição para risco e confiança em retornos futuros. Sem essa capacidade de financiar o ainda inexistente, a inovação andaria mais devagar.


    O problema está na inversão de hierarquia. Uma coisa é usar o capital financeiro para viabilizar a produção, a tecnologia e a infraestrutura. Outra, bem diferente, é tratar a valorização financeira como finalidade última da economia. Quando isso acontece, o mercado deixa de ser instrumento e passa a ser altar. A riqueza deixa de ser compreendida como resultado de uma capacidade produtiva efetiva e passa a ser admirada como fenômeno autônomo, quase mágico, desconectado do mundo físico.


    Essa é a parte nefelibata da celebração. É fantasioso imaginar que uma sociedade pode viver indefinidamente de valorizações patrimoniais, múltiplos de mercado e expectativas futuras, como se a produção tangível fosse uma etapa menor, quase vulgar, da economia. Ações não geram energia elétrica. Títulos financeiros não fabricam baterias. Avaliações bilionárias não constroem ferrovias, portos, refinarias, data centers, satélites, cabos submarinos ou redes de transmissão.


    A economia financeira pode antecipar valor, organizar risco e multiplicar oportunidades. Mas ela não substitui a economia real. No fim, toda riqueza financeira precisa estar ancorada em alguma capacidade concreta de produzir, operar, transportar, transformar e entregar. [...]


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2026/06/10 59977-o-primeiro-trilionario-e-a-ilusao-da-riqueza-sem producao.html. Acesso em 18/06/2026. Excerto

“A empresa deixa de ser avaliada apenas por aquilo que produz [...]” (5º parágrafo). Nesse trecho, a expressão destacada contribui para expressar: 
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Q4297102 Português

Texto: O PRIMEIRO TRILIONÁRIO E A ILUSÃO DA RIQUEZA SEM PRODUÇÃO


Jean Paul Prates


    A notícia de que Elon Musk se tornou o primeiro trilionário da história tem força simbólica suficiente para merecer mais do que admiração ou repulsa. Ela exige reflexão. Não apenas porque se trata de uma fortuna jamais alcançada individualmente, mas porque a forma como esse marco foi celebrado revela algo profundo sobre o espírito econômico do nosso tempo. A marca de US$ 1 trilhão não foi recebida apenas como um dado financeiro. Foi apresentada, por muitos, como uma espécie de consagração histórica da nova economia, da ousadia empreendedora e da supremacia dos ativos sobre o trabalho.


    É preciso reconhecer, desde logo, que Musk não é um rentista convencional. Suas empresas mudaram setores inteiros, desafiaram monopólios tecnológicos, aceleraram a eletrificação automotiva, reduziram custos de acesso ao espaço e criaram modelos industriais que muitos julgavam improváveis. A SpaceX, em especial, é uma realização empresarial e tecnológica extraordinária. Nada disso deve ser diminuído. O problema começa quando a celebração do empreendedor inovador se transforma em culto à desigualdade crescente e quando a valorização patrimonial passa a ser tratada como medida suficiente de progresso civilizatório.


    A fortuna de Musk não está em salário, nem em caixa pessoal, nem na remuneração direta pelo trabalho. Está fundamentalmente em participação acionária. [...]


    Seu patrimônio decorre do valor de mercado atribuído às fatias que detém em empresas como SpaceX e Tesla. Esse detalhe é central, porque ajuda a compreender uma das grandes transformações econômicas das últimas décadas: a financeirização. Em termos simples, financeirização é o processo pelo qual ativos financeiros, expectativas de mercado e valorização patrimonial passam a comandar a lógica da economia real.


    A empresa deixa de ser avaliada apenas por aquilo que produz, pelos empregos que gera, pelos lucros que entrega ou pela infraestrutura que constrói. Ela passa a ser medida, cada vez mais, pela expectativa de valor futuro que o mercado decide antecipar no presente.


    Esse movimento não é necessariamente negativo. O mercado de capitais tem papel indispensável no financiamento da inovação. Muitas tecnologias de alto risco não sairiam do papel se dependessem apenas do lucro corrente ou do crédito tradicional. Foguetes reutilizáveis, constelações de satélites, veículos elétricos, inteligência artificial, semicondutores avançados e novas plataformas energéticas exigem capital paciente, disposição para risco e confiança em retornos futuros. Sem essa capacidade de financiar o ainda inexistente, a inovação andaria mais devagar.


    O problema está na inversão de hierarquia. Uma coisa é usar o capital financeiro para viabilizar a produção, a tecnologia e a infraestrutura. Outra, bem diferente, é tratar a valorização financeira como finalidade última da economia. Quando isso acontece, o mercado deixa de ser instrumento e passa a ser altar. A riqueza deixa de ser compreendida como resultado de uma capacidade produtiva efetiva e passa a ser admirada como fenômeno autônomo, quase mágico, desconectado do mundo físico.


    Essa é a parte nefelibata da celebração. É fantasioso imaginar que uma sociedade pode viver indefinidamente de valorizações patrimoniais, múltiplos de mercado e expectativas futuras, como se a produção tangível fosse uma etapa menor, quase vulgar, da economia. Ações não geram energia elétrica. Títulos financeiros não fabricam baterias. Avaliações bilionárias não constroem ferrovias, portos, refinarias, data centers, satélites, cabos submarinos ou redes de transmissão.


    A economia financeira pode antecipar valor, organizar risco e multiplicar oportunidades. Mas ela não substitui a economia real. No fim, toda riqueza financeira precisa estar ancorada em alguma capacidade concreta de produzir, operar, transportar, transformar e entregar. [...]


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2026/06/10 59977-o-primeiro-trilionario-e-a-ilusao-da-riqueza-sem producao.html. Acesso em 18/06/2026. Excerto

A organização dos argumentos permite concluir que o texto foi construído de modo a: 
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Q4297101 Português

Texto: O PRIMEIRO TRILIONÁRIO E A ILUSÃO DA RIQUEZA SEM PRODUÇÃO


Jean Paul Prates


    A notícia de que Elon Musk se tornou o primeiro trilionário da história tem força simbólica suficiente para merecer mais do que admiração ou repulsa. Ela exige reflexão. Não apenas porque se trata de uma fortuna jamais alcançada individualmente, mas porque a forma como esse marco foi celebrado revela algo profundo sobre o espírito econômico do nosso tempo. A marca de US$ 1 trilhão não foi recebida apenas como um dado financeiro. Foi apresentada, por muitos, como uma espécie de consagração histórica da nova economia, da ousadia empreendedora e da supremacia dos ativos sobre o trabalho.


    É preciso reconhecer, desde logo, que Musk não é um rentista convencional. Suas empresas mudaram setores inteiros, desafiaram monopólios tecnológicos, aceleraram a eletrificação automotiva, reduziram custos de acesso ao espaço e criaram modelos industriais que muitos julgavam improváveis. A SpaceX, em especial, é uma realização empresarial e tecnológica extraordinária. Nada disso deve ser diminuído. O problema começa quando a celebração do empreendedor inovador se transforma em culto à desigualdade crescente e quando a valorização patrimonial passa a ser tratada como medida suficiente de progresso civilizatório.


    A fortuna de Musk não está em salário, nem em caixa pessoal, nem na remuneração direta pelo trabalho. Está fundamentalmente em participação acionária. [...]


    Seu patrimônio decorre do valor de mercado atribuído às fatias que detém em empresas como SpaceX e Tesla. Esse detalhe é central, porque ajuda a compreender uma das grandes transformações econômicas das últimas décadas: a financeirização. Em termos simples, financeirização é o processo pelo qual ativos financeiros, expectativas de mercado e valorização patrimonial passam a comandar a lógica da economia real.


    A empresa deixa de ser avaliada apenas por aquilo que produz, pelos empregos que gera, pelos lucros que entrega ou pela infraestrutura que constrói. Ela passa a ser medida, cada vez mais, pela expectativa de valor futuro que o mercado decide antecipar no presente.


    Esse movimento não é necessariamente negativo. O mercado de capitais tem papel indispensável no financiamento da inovação. Muitas tecnologias de alto risco não sairiam do papel se dependessem apenas do lucro corrente ou do crédito tradicional. Foguetes reutilizáveis, constelações de satélites, veículos elétricos, inteligência artificial, semicondutores avançados e novas plataformas energéticas exigem capital paciente, disposição para risco e confiança em retornos futuros. Sem essa capacidade de financiar o ainda inexistente, a inovação andaria mais devagar.


    O problema está na inversão de hierarquia. Uma coisa é usar o capital financeiro para viabilizar a produção, a tecnologia e a infraestrutura. Outra, bem diferente, é tratar a valorização financeira como finalidade última da economia. Quando isso acontece, o mercado deixa de ser instrumento e passa a ser altar. A riqueza deixa de ser compreendida como resultado de uma capacidade produtiva efetiva e passa a ser admirada como fenômeno autônomo, quase mágico, desconectado do mundo físico.


    Essa é a parte nefelibata da celebração. É fantasioso imaginar que uma sociedade pode viver indefinidamente de valorizações patrimoniais, múltiplos de mercado e expectativas futuras, como se a produção tangível fosse uma etapa menor, quase vulgar, da economia. Ações não geram energia elétrica. Títulos financeiros não fabricam baterias. Avaliações bilionárias não constroem ferrovias, portos, refinarias, data centers, satélites, cabos submarinos ou redes de transmissão.


    A economia financeira pode antecipar valor, organizar risco e multiplicar oportunidades. Mas ela não substitui a economia real. No fim, toda riqueza financeira precisa estar ancorada em alguma capacidade concreta de produzir, operar, transportar, transformar e entregar. [...]


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2026/06/10 59977-o-primeiro-trilionario-e-a-ilusao-da-riqueza-sem producao.html. Acesso em 18/06/2026. Excerto

Esse movimento não é necessariamente negativo” (6º parágrafo). A expressão em destaque, no texto, retoma a ideia de que: 
Alternativas
Q4297100 Português

Texto: O PRIMEIRO TRILIONÁRIO E A ILUSÃO DA RIQUEZA SEM PRODUÇÃO


Jean Paul Prates


    A notícia de que Elon Musk se tornou o primeiro trilionário da história tem força simbólica suficiente para merecer mais do que admiração ou repulsa. Ela exige reflexão. Não apenas porque se trata de uma fortuna jamais alcançada individualmente, mas porque a forma como esse marco foi celebrado revela algo profundo sobre o espírito econômico do nosso tempo. A marca de US$ 1 trilhão não foi recebida apenas como um dado financeiro. Foi apresentada, por muitos, como uma espécie de consagração histórica da nova economia, da ousadia empreendedora e da supremacia dos ativos sobre o trabalho.


    É preciso reconhecer, desde logo, que Musk não é um rentista convencional. Suas empresas mudaram setores inteiros, desafiaram monopólios tecnológicos, aceleraram a eletrificação automotiva, reduziram custos de acesso ao espaço e criaram modelos industriais que muitos julgavam improváveis. A SpaceX, em especial, é uma realização empresarial e tecnológica extraordinária. Nada disso deve ser diminuído. O problema começa quando a celebração do empreendedor inovador se transforma em culto à desigualdade crescente e quando a valorização patrimonial passa a ser tratada como medida suficiente de progresso civilizatório.


    A fortuna de Musk não está em salário, nem em caixa pessoal, nem na remuneração direta pelo trabalho. Está fundamentalmente em participação acionária. [...]


    Seu patrimônio decorre do valor de mercado atribuído às fatias que detém em empresas como SpaceX e Tesla. Esse detalhe é central, porque ajuda a compreender uma das grandes transformações econômicas das últimas décadas: a financeirização. Em termos simples, financeirização é o processo pelo qual ativos financeiros, expectativas de mercado e valorização patrimonial passam a comandar a lógica da economia real.


    A empresa deixa de ser avaliada apenas por aquilo que produz, pelos empregos que gera, pelos lucros que entrega ou pela infraestrutura que constrói. Ela passa a ser medida, cada vez mais, pela expectativa de valor futuro que o mercado decide antecipar no presente.


    Esse movimento não é necessariamente negativo. O mercado de capitais tem papel indispensável no financiamento da inovação. Muitas tecnologias de alto risco não sairiam do papel se dependessem apenas do lucro corrente ou do crédito tradicional. Foguetes reutilizáveis, constelações de satélites, veículos elétricos, inteligência artificial, semicondutores avançados e novas plataformas energéticas exigem capital paciente, disposição para risco e confiança em retornos futuros. Sem essa capacidade de financiar o ainda inexistente, a inovação andaria mais devagar.


    O problema está na inversão de hierarquia. Uma coisa é usar o capital financeiro para viabilizar a produção, a tecnologia e a infraestrutura. Outra, bem diferente, é tratar a valorização financeira como finalidade última da economia. Quando isso acontece, o mercado deixa de ser instrumento e passa a ser altar. A riqueza deixa de ser compreendida como resultado de uma capacidade produtiva efetiva e passa a ser admirada como fenômeno autônomo, quase mágico, desconectado do mundo físico.


    Essa é a parte nefelibata da celebração. É fantasioso imaginar que uma sociedade pode viver indefinidamente de valorizações patrimoniais, múltiplos de mercado e expectativas futuras, como se a produção tangível fosse uma etapa menor, quase vulgar, da economia. Ações não geram energia elétrica. Títulos financeiros não fabricam baterias. Avaliações bilionárias não constroem ferrovias, portos, refinarias, data centers, satélites, cabos submarinos ou redes de transmissão.


    A economia financeira pode antecipar valor, organizar risco e multiplicar oportunidades. Mas ela não substitui a economia real. No fim, toda riqueza financeira precisa estar ancorada em alguma capacidade concreta de produzir, operar, transportar, transformar e entregar. [...]


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2026/06/10 59977-o-primeiro-trilionario-e-a-ilusao-da-riqueza-sem producao.html. Acesso em 18/06/2026. Excerto

Ao reconhecer as realizações empresariais de Elon Musk antes de apresentar sua crítica (2º parágrafo), o autor procura: 
Alternativas
Q4297099 Português

Texto: O PRIMEIRO TRILIONÁRIO E A ILUSÃO DA RIQUEZA SEM PRODUÇÃO


Jean Paul Prates


    A notícia de que Elon Musk se tornou o primeiro trilionário da história tem força simbólica suficiente para merecer mais do que admiração ou repulsa. Ela exige reflexão. Não apenas porque se trata de uma fortuna jamais alcançada individualmente, mas porque a forma como esse marco foi celebrado revela algo profundo sobre o espírito econômico do nosso tempo. A marca de US$ 1 trilhão não foi recebida apenas como um dado financeiro. Foi apresentada, por muitos, como uma espécie de consagração histórica da nova economia, da ousadia empreendedora e da supremacia dos ativos sobre o trabalho.


    É preciso reconhecer, desde logo, que Musk não é um rentista convencional. Suas empresas mudaram setores inteiros, desafiaram monopólios tecnológicos, aceleraram a eletrificação automotiva, reduziram custos de acesso ao espaço e criaram modelos industriais que muitos julgavam improváveis. A SpaceX, em especial, é uma realização empresarial e tecnológica extraordinária. Nada disso deve ser diminuído. O problema começa quando a celebração do empreendedor inovador se transforma em culto à desigualdade crescente e quando a valorização patrimonial passa a ser tratada como medida suficiente de progresso civilizatório.


    A fortuna de Musk não está em salário, nem em caixa pessoal, nem na remuneração direta pelo trabalho. Está fundamentalmente em participação acionária. [...]


    Seu patrimônio decorre do valor de mercado atribuído às fatias que detém em empresas como SpaceX e Tesla. Esse detalhe é central, porque ajuda a compreender uma das grandes transformações econômicas das últimas décadas: a financeirização. Em termos simples, financeirização é o processo pelo qual ativos financeiros, expectativas de mercado e valorização patrimonial passam a comandar a lógica da economia real.


    A empresa deixa de ser avaliada apenas por aquilo que produz, pelos empregos que gera, pelos lucros que entrega ou pela infraestrutura que constrói. Ela passa a ser medida, cada vez mais, pela expectativa de valor futuro que o mercado decide antecipar no presente.


    Esse movimento não é necessariamente negativo. O mercado de capitais tem papel indispensável no financiamento da inovação. Muitas tecnologias de alto risco não sairiam do papel se dependessem apenas do lucro corrente ou do crédito tradicional. Foguetes reutilizáveis, constelações de satélites, veículos elétricos, inteligência artificial, semicondutores avançados e novas plataformas energéticas exigem capital paciente, disposição para risco e confiança em retornos futuros. Sem essa capacidade de financiar o ainda inexistente, a inovação andaria mais devagar.


    O problema está na inversão de hierarquia. Uma coisa é usar o capital financeiro para viabilizar a produção, a tecnologia e a infraestrutura. Outra, bem diferente, é tratar a valorização financeira como finalidade última da economia. Quando isso acontece, o mercado deixa de ser instrumento e passa a ser altar. A riqueza deixa de ser compreendida como resultado de uma capacidade produtiva efetiva e passa a ser admirada como fenômeno autônomo, quase mágico, desconectado do mundo físico.


    Essa é a parte nefelibata da celebração. É fantasioso imaginar que uma sociedade pode viver indefinidamente de valorizações patrimoniais, múltiplos de mercado e expectativas futuras, como se a produção tangível fosse uma etapa menor, quase vulgar, da economia. Ações não geram energia elétrica. Títulos financeiros não fabricam baterias. Avaliações bilionárias não constroem ferrovias, portos, refinarias, data centers, satélites, cabos submarinos ou redes de transmissão.


    A economia financeira pode antecipar valor, organizar risco e multiplicar oportunidades. Mas ela não substitui a economia real. No fim, toda riqueza financeira precisa estar ancorada em alguma capacidade concreta de produzir, operar, transportar, transformar e entregar. [...]


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2026/06/10 59977-o-primeiro-trilionario-e-a-ilusao-da-riqueza-sem producao.html. Acesso em 18/06/2026. Excerto

A posição defendida pelo autor ao longo do texto está adequadamente expressa na afirmação de que: 
Alternativas
Q4297078 Português
Considerando os recursos sintático-semânticos e as implicações sócio-políticas do texto, analise as assertivas a seguir:

I. Sob a perspectiva sociopolítica, o texto evidencia o conflito de interesses e a perda de controle ético na delegação dos processos regulatórios à própria IA.
II. O termo I.A. é empregado duas vezes na mesma frase com papéis sintático-semânticos distintos: como agente regulador e como objeto regulado.
III. Os traços fisionômicos do robô secundarizam a intenção do autor, servindo apenas como elemento decorativo que corrobora a idoneidade da máquina na redação dos marcos regulatórios.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4297077 Português
Na perspectiva sociointeracionista proposta por Luiz Antônio Marcuschi, os gêneros textuais constituem formas verbais de ação social estáveis, pautadas por objetivos comunicativos, papéis de interlocutores e suportes específicos. Com base na análise da charge de Adão e na teoria dos gêneros de Marcuschi, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4297076 Português
 Considerando a análise fonética, ortográfica e morfológica do vocábulo trabalhando, assinale a alternativa cuja análise está INCORRETA. 
Alternativas
Q4297075 Português
Com base nos aspectos sintáticos e morfossintáticos do trecho Não se preocupe!, analise as partes que seguem:

(1ª parte): Sintaticamente, o pronome se funciona como objeto indireto do verbo preocupe, indicando que a ação verbal recai sobre o próprio emissor da mensagem.
(2ª parte): A presença do advérbio Não antes do verbo exige gramaticalmente a colocação do pronome se em próclise por se tratar de palavra atrativa.
(3ª parte): No plano da sintaxe do período composto, a frase atua como oração subordinada substantiva subjetiva em relação à fala seguinte.

Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4297074 Português
Considerando a oração A I.A. está trabalhando na regulamentação da I.A., analise a sintaxe do sujeito e assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4297073 Português
Com base na leitura analítica da charge de Adão, na qual a linguagem verbal e a linguagem não verbal se articulam para construir a crítica central, assinale a alternativa que apresenta a interpretação INCORRETA do texto. 
Alternativas
Q4297070 Português
Analise as assertivas abaixo quanto ao emprego das figuras de linguagem nos enunciados apresentados:

I. O trecho Ele leu Machado de Assis inteiro durante as férias de julho constitui uma metáfora, pois estabelece uma comparação implícita de natureza subjetiva entre a figura física do escritor e o conteúdo de seus livros.
II. O trecho O barulho ensurdecedor do silêncio tomou conta da sala de reunião configura um eufemismo, visto que atenua o impacto provocado pela ausência de manifestação dos participantes.

Acerca das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4297069 Português
Considerando a sintaxe de concordância verbal e nominal prescrita pela gramática normativa do português contemporâneo, assinale a alternativa cuja estrutura frasacional NÃO apresenta desvio gramatical. 
Alternativas
Q4296993 Português

Diagnóstico do câncer: estamos diante da próxima grande transformação?



Por Fernando Maluf





(Disponível em: forbes.com.br/colunas/2026/07/diagnostico-do-cancer-estamos-diante-da-proxima-grandetransformacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 

No trecho “Recentemente, publiquei um vídeo no Instagram falando sobre o que considero uma das próximas grandes transformações da oncologia”, retirado do texto, a expressão “da oncologia” exerce a função sintática de:
Alternativas
Respostas
541: A
542: D
543: B
544: A
545: C
546: C
547: D
548: A
549: D
550: A
551: B
552: C
553: A
554: D
555: A
556: C
557: A
558: C
559: D
560: C