Questões de Concurso Sobre português

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Q3397911 Português

Mediadores de leitura


Autora: Yolanda Reyes (Tradução de Elizabeth Guzzo de Almeida)

Instituição: Projeto Espantapájaros. Colômbia.

Os mediadores de leitura são aquelas pessoas que estendem pontes entre os livros e os leitores, ou seja, que criam as condições para fazer com que seja possível que um livro e um leitor se encontrem. A experiência de encontrar os livros certos nos momentos certos da vida, esses livros que nos fascinam e que nos vão transformando em leitores paulatinamente, não têm uma rota única nem uma metodologia específica; por isto os mediadores de leitura não são fáceis de definir. No entanto, basta lembrar como descobrimos, nos primeiros anos da vida, esses livros que deixaram rastros em nossa infância e, talvez, aparecerão nítidas algumas figuras que foram nossos mediadores de leitura: esses adultos íntimos que deram vida às páginas de um livro, essas vozes que liam para nós, essas mãos e esses rostos que nos apresentavam os mundos possíveis e as emoções dos livros.

Os mediadores de leitura, consequentemente, não estão somente na escola, mas no lar, nas bibliotecas e nos espaços não convencionais como os parques, os hospitais e as ludotecas, entre outros. Durante a primeira infância, quando a criança não lê sozinha, a leitura é um trabalho em parceria e o adulto é quem vai dando sentido a essas páginas que para o bebê não seriam nada, sem sua presença e sua voz. Por isso, os primeiros mediadores de leitura são os pais, as mães, os avós e os educadores da primeira infância e, paulatinamente, à medida que as crianças se aproximam da língua escrita, vão se somando outros professores, bibliotecários, livreiros e diversos adultos que acompanham a leitura das crianças.

O trabalho do mediador de leitura não é fácil de reduzir a um manual de funções. Seu ofício essencial é ler de muitas formas possíveis: em primeiro lugar para si mesmo, porque um mediador de leitura é um leitor sensível e perspicaz, que se deixa tocar pelos livros, que desfruta e que sonha em compartilhá-los com outras pessoas. Em segundo lugar, um mediador cria rituais, momentos e atmosferas propícias para facilitar os encontros entre livros e leitores. Às vezes, pode fazer a Hora do Conto e ler em voz alta uma ou várias histórias a um grupo, mas, outras vezes, propicia leituras íntimas e solitárias ou encontros em pequenos grupos. Assim, em certas ocasiões, conversa ou recomenda algum livro; em outras permanece em silêncio ou se oculta para deixar que livro e leitor conversem.

Por isso, além de livros, um mediador de leitura lê seus leitores: quem são, o que sonham e o que temem, e quais são esses livros que podem criar pontes com suas perguntas, com seus momentos vitais e com essa necessidade de construir sentido que nos impulsiona a ler, desde o começo e ao longo da vida.


Retirado e adaptado de: Glossário Ceale. Disponível em: https://www.ceale.fae.ufmg.br Acesso em: 12 mar., 2024. 

O texto foca, especialmente, no eixo da leitura. Sobre esta, analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__) A leitura é um processo passivo no qual o leitor recebe os sentidos construídos pelo autor do texto.

(__) Toda leitura parte de um objetivo, o qual irá desencadear a seleção de um gênero e um comportamento estratégico específico por parte do leitor.

(__) A leitura é uma competência, um conjunto de habilidades complexas, que guarda em si vários outros processos de ordem oculomotora, perceptual e de compreensão.

(__) Para que a leitura faça sentido, ela precisa estar associada a alguma atividade de produção de textos, pois é só assim que o professor saberá como o estudante leu e o que compreendeu do que foi lido.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3397910 Português

Mediadores de leitura


Autora: Yolanda Reyes (Tradução de Elizabeth Guzzo de Almeida)

Instituição: Projeto Espantapájaros. Colômbia.

Os mediadores de leitura são aquelas pessoas que estendem pontes entre os livros e os leitores, ou seja, que criam as condições para fazer com que seja possível que um livro e um leitor se encontrem. A experiência de encontrar os livros certos nos momentos certos da vida, esses livros que nos fascinam e que nos vão transformando em leitores paulatinamente, não têm uma rota única nem uma metodologia específica; por isto os mediadores de leitura não são fáceis de definir. No entanto, basta lembrar como descobrimos, nos primeiros anos da vida, esses livros que deixaram rastros em nossa infância e, talvez, aparecerão nítidas algumas figuras que foram nossos mediadores de leitura: esses adultos íntimos que deram vida às páginas de um livro, essas vozes que liam para nós, essas mãos e esses rostos que nos apresentavam os mundos possíveis e as emoções dos livros.

Os mediadores de leitura, consequentemente, não estão somente na escola, mas no lar, nas bibliotecas e nos espaços não convencionais como os parques, os hospitais e as ludotecas, entre outros. Durante a primeira infância, quando a criança não lê sozinha, a leitura é um trabalho em parceria e o adulto é quem vai dando sentido a essas páginas que para o bebê não seriam nada, sem sua presença e sua voz. Por isso, os primeiros mediadores de leitura são os pais, as mães, os avós e os educadores da primeira infância e, paulatinamente, à medida que as crianças se aproximam da língua escrita, vão se somando outros professores, bibliotecários, livreiros e diversos adultos que acompanham a leitura das crianças.

O trabalho do mediador de leitura não é fácil de reduzir a um manual de funções. Seu ofício essencial é ler de muitas formas possíveis: em primeiro lugar para si mesmo, porque um mediador de leitura é um leitor sensível e perspicaz, que se deixa tocar pelos livros, que desfruta e que sonha em compartilhá-los com outras pessoas. Em segundo lugar, um mediador cria rituais, momentos e atmosferas propícias para facilitar os encontros entre livros e leitores. Às vezes, pode fazer a Hora do Conto e ler em voz alta uma ou várias histórias a um grupo, mas, outras vezes, propicia leituras íntimas e solitárias ou encontros em pequenos grupos. Assim, em certas ocasiões, conversa ou recomenda algum livro; em outras permanece em silêncio ou se oculta para deixar que livro e leitor conversem.

Por isso, além de livros, um mediador de leitura lê seus leitores: quem são, o que sonham e o que temem, e quais são esses livros que podem criar pontes com suas perguntas, com seus momentos vitais e com essa necessidade de construir sentido que nos impulsiona a ler, desde o começo e ao longo da vida.


Retirado e adaptado de: Glossário Ceale. Disponível em: https://www.ceale.fae.ufmg.br Acesso em: 12 mar., 2024. 

No que diz respeito ao gênero do texto "Mediadores de leitura" e suas respectivas características e função, analise as afirmações a seguir e a relação proposta entre elas:

I. Podemos afirmar que o texto pertence ao gênero verbete de glossário. Este gênero explica palavras que são: i) pouco conhecidas ou; ii) palavras e expressões que ganham novos significados em uma determinada área do conhecimento.
PORQUE
II. Pertence ao tipo textual injuntivo e consiste em um texto impessoal, geralmente escrito em linguagem mais formal.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
Alternativas
Q3397909 Português

Mediadores de leitura


Autora: Yolanda Reyes (Tradução de Elizabeth Guzzo de Almeida)

Instituição: Projeto Espantapájaros. Colômbia.

Os mediadores de leitura são aquelas pessoas que estendem pontes entre os livros e os leitores, ou seja, que criam as condições para fazer com que seja possível que um livro e um leitor se encontrem. A experiência de encontrar os livros certos nos momentos certos da vida, esses livros que nos fascinam e que nos vão transformando em leitores paulatinamente, não têm uma rota única nem uma metodologia específica; por isto os mediadores de leitura não são fáceis de definir. No entanto, basta lembrar como descobrimos, nos primeiros anos da vida, esses livros que deixaram rastros em nossa infância e, talvez, aparecerão nítidas algumas figuras que foram nossos mediadores de leitura: esses adultos íntimos que deram vida às páginas de um livro, essas vozes que liam para nós, essas mãos e esses rostos que nos apresentavam os mundos possíveis e as emoções dos livros.

Os mediadores de leitura, consequentemente, não estão somente na escola, mas no lar, nas bibliotecas e nos espaços não convencionais como os parques, os hospitais e as ludotecas, entre outros. Durante a primeira infância, quando a criança não lê sozinha, a leitura é um trabalho em parceria e o adulto é quem vai dando sentido a essas páginas que para o bebê não seriam nada, sem sua presença e sua voz. Por isso, os primeiros mediadores de leitura são os pais, as mães, os avós e os educadores da primeira infância e, paulatinamente, à medida que as crianças se aproximam da língua escrita, vão se somando outros professores, bibliotecários, livreiros e diversos adultos que acompanham a leitura das crianças.

O trabalho do mediador de leitura não é fácil de reduzir a um manual de funções. Seu ofício essencial é ler de muitas formas possíveis: em primeiro lugar para si mesmo, porque um mediador de leitura é um leitor sensível e perspicaz, que se deixa tocar pelos livros, que desfruta e que sonha em compartilhá-los com outras pessoas. Em segundo lugar, um mediador cria rituais, momentos e atmosferas propícias para facilitar os encontros entre livros e leitores. Às vezes, pode fazer a Hora do Conto e ler em voz alta uma ou várias histórias a um grupo, mas, outras vezes, propicia leituras íntimas e solitárias ou encontros em pequenos grupos. Assim, em certas ocasiões, conversa ou recomenda algum livro; em outras permanece em silêncio ou se oculta para deixar que livro e leitor conversem.

Por isso, além de livros, um mediador de leitura lê seus leitores: quem são, o que sonham e o que temem, e quais são esses livros que podem criar pontes com suas perguntas, com seus momentos vitais e com essa necessidade de construir sentido que nos impulsiona a ler, desde o começo e ao longo da vida.


Retirado e adaptado de: Glossário Ceale. Disponível em: https://www.ceale.fae.ufmg.br Acesso em: 12 mar., 2024. 

A partir da leitura de "Mediadores de leitura" e de sua relação com as concepções de linguagem, analise as afirmações a seguir:

I. Ao analisar a função dos mediadores de leitura, fica sinalizado que a concepção de linguagem mais saliente na função do mediador é a linguagem como comunicação, pois é por meio da linguagem que uma mensagem é passada de um emissor a um receptor.

II. Essa forma de compreender o papel do mediador de leitura está muito ligada à concepção de linguagem como interação, visto que esta promove uma construção de sentidos, de relações alteritária e é um meio no qual tanto adulto quanto criança/adolescente têm espaço para trazer suas contribuições.

III. Considerando o papel do mediador de leitura, a concepção de linguagem que mais se aproxima dessa mediação é a linguagem como expressão do pensamento, visto que a função do mediador, muitas vezes, é "permanece[r] em silêncio ou se ocultar para deixar que livro e leitor conversem", deixando que o leitor expresse o que pensa.


É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3397485 Português
Leia o texto a seguir.
Os anos noventa reinventaram o costume da locomoção em carros de bois à festa de Trindade, em plena realidade cibernética, não como necessidade ou alternativa para o transporte, ao contrário, mas no sentido de reinterpretação, que se apoia em uma conjuntura favorável. O resultado de tudo isso é que a Romaria dos carreiros da Fé é também a Romaria do Espetáculo, assim como aconteceu com outros eventos tradicionais de Goiás, como o Rally do Jegue de Turvânia, o Jeep cross de Sanclerlândia, as Cavalhadas de Pirenópolis, a Procissão do Fogaréu, na cidade de Goiás, dentre outras.
BARBOSA, Romero Ribeiro. Tempos e movimentos: uma breve digressão cultural dos carros de bois no território goiano. Ciência Geográfica, Bauru, XVIII, Vol. XVIII, jan./dez., 2014. [Adaptado].

No sentido dado pelo texto, o Rally do Jegue destaca uma característica de Turvânia representada 
Alternativas
Q3397482 Português
Observe a imagem a seguir.
22.png (415×417)
Disponível em: https://www.instagram.com/p/CzeNANpOq1g/. Acesso em: 01 dez. 2023.

O texto contradiz a ideia de que o 
Alternativas
Q3397470 Português
Leia a placa a seguir.
10.png (432×191)
Disponível em: <https://www.naotemcrase.com/2016/03/sujeito-guincho.html>. Acesso em: 25 jan. 2024.
Há, na placa, um acento grave indicativo de crase usado de maneira equivocada. Tal desvio constitui-se em um erro de 
Alternativas
Q3397469 Português
Leia a placa a seguir.
9.png (246×247)
Disponível em: <https://questoes.grancursosonline.com.br/questoes-de-concursos/lingua-portuguesa/2243588>. Acesso em: 25 jan. 2024.
A placa apresenta um erro de concordância nominal que pode ser corrigido da seguinte forma: 
Alternativas
Q3397467 Português
Leia o texto a seguir.
7.png (427×255)
Disponível em: <https://startpubli.wordpress.com/2015/06/16/pecas-publicitarias-da-disciplina-criacao-publicitaria/>. Acesso em: 25 jan. 2024.
A palavra “irresistível”, presente no texto, é formada pelo processo de derivação parassintética, porque 
Alternativas
Q3397464 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.

Texto 1


A saga dos agrotóxicos

Impulsionado por ruralistas e rechaçado por ambientalistas, o projeto de lei que facilita autorizações para o comércio de agrotóxicos foi aprovado pelo Congresso, depois de mais de duas décadas de tramitação, e vai à sanção presidencial.
O ponto mais problemático se refere ao esvaziamento das atribuições da Anvisa e do Ibama, que assumem papel de consultores, enquanto as liberações se concentram no Ministério da Agricultura. [...]Deve-se considerar que, no primeiro semestre deste ano, foram liberados 231 produtos [...].
De todo modo, a estipulação no projeto de um período para liberações é sensata. O prazo máximo pode variar de 30 dias (para produtos destinados apenas à pesquisa) a dois anos (produtos novos). Os senadores demonstraram sobriedade ao aprovar o diploma com alterações e supressões.

Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2023/12/a-novela-dos-agrotoxicos.shtml>. Acesso em: 02 dez. 2023.
No fragmento em análise, há duas orações subordinadas adjetivas introduzidas por pronomes relativos. Elas são classificadas, respectivamente, em 
Alternativas
Q3397463 Português
Observe a imagem a seguir.
3.png (351×177)
Disponível em: <https://faciletrando.wordpress.com/2014/07/31/ambguidade/>. Acesso em: 25 jan. 2024.
Em textos polissêmicos, a mudança de sentido pode provocar, também, mudança na classificação gramatical. Considerando o sentido e a morfologia da palavra “muda”, ela é classificada, a depender da interpretação, como 
Alternativas
Q3397462 Português
Leia o texto a seguir.
2.png (452×183)
Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/webstories/cultura/2021/06/as-reflexoes-demafalda/>. Acesso em: 30 nov. 2023.
Ao analisar o uso da palavra “caminha” usada pela mãe e por Mafalda, no primeiro quadrinho, tem-se interpretações diferentes para o termo. Assim, respectivamente, elas apresentam 
Alternativas
Q3397461 Português
Leia o cartum a seguir.
1.png (397×302)
Disponível em:<https://www.instagram.com/dukechargista/>. Acesso em: 20 nov. 2023.
Na fala presente no cartum, as vírgulas foram usadas para 
Alternativas
Q3397193 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Brasil 50 graus: ondas de calor no contexto das mudanças climáticas


No ano passado, todos os recordes de temperatura do planeta foram rompidos: 2023 foi o mais quente da história. O Brasil foi assolado por oito ondas de calor. Surge desse cenário dantesco a seguinte pergunta: essas temperaturas intensas têm a ver com o aquecimento global? Depois de se debruçarem sobre a questão, pesquisadores concluíram: sim, há nisso um peso significativo das mudanças climáticas. Portanto, a principal ação é reduzir as emissões de gases de efeito estufa para estabilizar as temperaturas globais.


Ano: 2016. Os registros de temperatura globais haviam marcado surpreendente +0,94 grau celsius (ºC) a mais em relação à média histórica do século passado, tendo ultrapassado o aquecimento recorde de +0,04 ºC registrado no ano anterior. A anomalia foi ainda maior se consideramos só os valores registrados nas porções continentais: +1,43 ºC. Em âmbito regional, as anomalias chegaram a +0,75 ºC no hemisfério Sul, +1,13 ºC no hemisfério Norte e a surpreendentes +2,06 ºC no Ártico. Esses dados foram mais do que suficientes para credenciar 2016 como o ano mais quente já registrado. Mas a comunidade científica já sabia antecipadamente que aquele ano, na verdade, seria o mais quente até então.


Ano: 2023. Todos os recordes de temperatura do planeta foram rompidos. Janeiro foi identificado como o sétimo mais quente da história. Fevereiro foi anunciado como o quarto mais quente, seguido por março como o segundo mais quente da história. Finalmente, chegamos a junho, que, de fato, inaugurou o início de uma série de meses que seriam marcados como aqueles mais quentes já registrados. Em resumo: julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro terminaram de consolidar 2023 como o mais quente da história.


Isso sem contar outra informação digna de nota: alguns dos mais quentes da história foram registrados entre as décadas de 2010 (mais especificamente, 2014) e 2020. Ou seja, os anos mais recentes têm se apresentado como os mais quentes em escala global.


Cientistas têm se debruçado incansavelmente para aprofundar o entendimento das causas e dos mecanismos que podem ter produzido esses resultados. As respostas têm sido convergentes e, cada vez mais, inequívocas: apesar de identificada a participação de fenômenos naturais e inerentes ao sistema climático, a constante quebra de recordes de temperatura em escala global seria impossível sem a participação das mudanças climáticas. 


Portanto, a combinação entre modos de variabilidade naturais e mudanças climáticas globais está longe de ser equilibrada: considerando principalmente 2016 e 2023, o peso das mudanças climáticas foi significativo, tendo sido determinante para a ocorrência de eventos extremos de tempo atmosférico, como ondas de calor.


O que temos em comum entre 2016 e 2023? A já identificada (e amplamente investigada) atuação de um modo de variabilidade natural que é um velho conhecido da ciência do clima: o El Niño.


Wanderson Luiz Silva, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro, descreveu as principais características desse modo de variabilidade: o El Niño (e sua oposta, La Niña) são marcados pelo aumento (ou diminuição, no caso da La Niña) da temperatura média da superfície do mar na faixa do oceano Pacífico Equatorial.


Nessa região, esse aumento (ou diminuição) tem influência direta dos alísios. Formados nas zonas subtropicais, a baixas altitudes, esses ventos úmidos se enfraquecem (ou se fortalecem) de modo não linear, em escala temporal entre dois e sete anos.


Esse modo de variabilidade influencia (ou, tecnicamente, 'modula') o tempo e o clima em todo o planeta − inclusive, na América do Sul e, mais destacadamente, no Brasil. Em situação de El Niño, sua atuação se apresenta mais destacada nos meses de primavera e segue verão adiante.


No Brasil, sua ocorrência típica é marcada pelo aumento das condições chuvosas no Sul − e elevação das temperaturas no Centro-Oeste e parte do Sudeste −, bem como pelo déficit de precipitação no Nordeste e em parte do Norte. 


Ainda que as influências do aumento das emissões de gases de efeito estufa no El Niño (La Niña) estejam por ser mais profundamente conhecidas, estudos recentes apontam que as mudanças climáticas globais, potencialmente, apresentam participação na ocorrência de eventos El Niño (La Niña), tornando ambos mais extremos.

Retirado e adaptado de: ARMOND, Núbia Beray. BRASIL 50 graus - ondas de calor no contexto das mudanças climáticas.

Ciência HOJE. Disponível em: https://cienciahoje.org.br Acesso em: 18 jan., 2024.
Analise o seguinte trecho, retirado de "Brasil 50 graus: ondas de calor no contexto das mudanças climáticas":

O Brasil foi assolado por oito ondas de calor. Surge desse cenário dantesco a seguinte pergunta: essas temperaturas intensas têm a ver com o aquecimento global?

Podemos afirmar que a palavra em destaque exprime a seguinte figura de linguagem:
Alternativas
Q3397192 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Brasil 50 graus: ondas de calor no contexto das mudanças climáticas


No ano passado, todos os recordes de temperatura do planeta foram rompidos: 2023 foi o mais quente da história. O Brasil foi assolado por oito ondas de calor. Surge desse cenário dantesco a seguinte pergunta: essas temperaturas intensas têm a ver com o aquecimento global? Depois de se debruçarem sobre a questão, pesquisadores concluíram: sim, há nisso um peso significativo das mudanças climáticas. Portanto, a principal ação é reduzir as emissões de gases de efeito estufa para estabilizar as temperaturas globais.


Ano: 2016. Os registros de temperatura globais haviam marcado surpreendente +0,94 grau celsius (ºC) a mais em relação à média histórica do século passado, tendo ultrapassado o aquecimento recorde de +0,04 ºC registrado no ano anterior. A anomalia foi ainda maior se consideramos só os valores registrados nas porções continentais: +1,43 ºC. Em âmbito regional, as anomalias chegaram a +0,75 ºC no hemisfério Sul, +1,13 ºC no hemisfério Norte e a surpreendentes +2,06 ºC no Ártico. Esses dados foram mais do que suficientes para credenciar 2016 como o ano mais quente já registrado. Mas a comunidade científica já sabia antecipadamente que aquele ano, na verdade, seria o mais quente até então.


Ano: 2023. Todos os recordes de temperatura do planeta foram rompidos. Janeiro foi identificado como o sétimo mais quente da história. Fevereiro foi anunciado como o quarto mais quente, seguido por março como o segundo mais quente da história. Finalmente, chegamos a junho, que, de fato, inaugurou o início de uma série de meses que seriam marcados como aqueles mais quentes já registrados. Em resumo: julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro terminaram de consolidar 2023 como o mais quente da história.


Isso sem contar outra informação digna de nota: alguns dos mais quentes da história foram registrados entre as décadas de 2010 (mais especificamente, 2014) e 2020. Ou seja, os anos mais recentes têm se apresentado como os mais quentes em escala global.


Cientistas têm se debruçado incansavelmente para aprofundar o entendimento das causas e dos mecanismos que podem ter produzido esses resultados. As respostas têm sido convergentes e, cada vez mais, inequívocas: apesar de identificada a participação de fenômenos naturais e inerentes ao sistema climático, a constante quebra de recordes de temperatura em escala global seria impossível sem a participação das mudanças climáticas. 


Portanto, a combinação entre modos de variabilidade naturais e mudanças climáticas globais está longe de ser equilibrada: considerando principalmente 2016 e 2023, o peso das mudanças climáticas foi significativo, tendo sido determinante para a ocorrência de eventos extremos de tempo atmosférico, como ondas de calor.


O que temos em comum entre 2016 e 2023? A já identificada (e amplamente investigada) atuação de um modo de variabilidade natural que é um velho conhecido da ciência do clima: o El Niño.


Wanderson Luiz Silva, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro, descreveu as principais características desse modo de variabilidade: o El Niño (e sua oposta, La Niña) são marcados pelo aumento (ou diminuição, no caso da La Niña) da temperatura média da superfície do mar na faixa do oceano Pacífico Equatorial.


Nessa região, esse aumento (ou diminuição) tem influência direta dos alísios. Formados nas zonas subtropicais, a baixas altitudes, esses ventos úmidos se enfraquecem (ou se fortalecem) de modo não linear, em escala temporal entre dois e sete anos.


Esse modo de variabilidade influencia (ou, tecnicamente, 'modula') o tempo e o clima em todo o planeta − inclusive, na América do Sul e, mais destacadamente, no Brasil. Em situação de El Niño, sua atuação se apresenta mais destacada nos meses de primavera e segue verão adiante.


No Brasil, sua ocorrência típica é marcada pelo aumento das condições chuvosas no Sul − e elevação das temperaturas no Centro-Oeste e parte do Sudeste −, bem como pelo déficit de precipitação no Nordeste e em parte do Norte. 


Ainda que as influências do aumento das emissões de gases de efeito estufa no El Niño (La Niña) estejam por ser mais profundamente conhecidas, estudos recentes apontam que as mudanças climáticas globais, potencialmente, apresentam participação na ocorrência de eventos El Niño (La Niña), tornando ambos mais extremos.

Retirado e adaptado de: ARMOND, Núbia Beray. BRASIL 50 graus - ondas de calor no contexto das mudanças climáticas.

Ciência HOJE. Disponível em: https://cienciahoje.org.br Acesso em: 18 jan., 2024.
Analise o seguinte trecho, retirado de "Brasil 50 graus: ondas de calor no contexto das mudanças climáticas":

As respostas têm sido convergentes e, cada vez mais, inequívocas : apesar de identificada a participação de fenômenos naturais e inerentes ao sistema climático, a constante quebra de recordes de temperatura em escala global seria impossível sem a participação das mudanças climáticas.

Assinale a alternativa que apresenta o correto processo de formação da palavra destacada:
Alternativas
Q3397191 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Brasil 50 graus: ondas de calor no contexto das mudanças climáticas


No ano passado, todos os recordes de temperatura do planeta foram rompidos: 2023 foi o mais quente da história. O Brasil foi assolado por oito ondas de calor. Surge desse cenário dantesco a seguinte pergunta: essas temperaturas intensas têm a ver com o aquecimento global? Depois de se debruçarem sobre a questão, pesquisadores concluíram: sim, há nisso um peso significativo das mudanças climáticas. Portanto, a principal ação é reduzir as emissões de gases de efeito estufa para estabilizar as temperaturas globais.


Ano: 2016. Os registros de temperatura globais haviam marcado surpreendente +0,94 grau celsius (ºC) a mais em relação à média histórica do século passado, tendo ultrapassado o aquecimento recorde de +0,04 ºC registrado no ano anterior. A anomalia foi ainda maior se consideramos só os valores registrados nas porções continentais: +1,43 ºC. Em âmbito regional, as anomalias chegaram a +0,75 ºC no hemisfério Sul, +1,13 ºC no hemisfério Norte e a surpreendentes +2,06 ºC no Ártico. Esses dados foram mais do que suficientes para credenciar 2016 como o ano mais quente já registrado. Mas a comunidade científica já sabia antecipadamente que aquele ano, na verdade, seria o mais quente até então.


Ano: 2023. Todos os recordes de temperatura do planeta foram rompidos. Janeiro foi identificado como o sétimo mais quente da história. Fevereiro foi anunciado como o quarto mais quente, seguido por março como o segundo mais quente da história. Finalmente, chegamos a junho, que, de fato, inaugurou o início de uma série de meses que seriam marcados como aqueles mais quentes já registrados. Em resumo: julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro terminaram de consolidar 2023 como o mais quente da história.


Isso sem contar outra informação digna de nota: alguns dos mais quentes da história foram registrados entre as décadas de 2010 (mais especificamente, 2014) e 2020. Ou seja, os anos mais recentes têm se apresentado como os mais quentes em escala global.


Cientistas têm se debruçado incansavelmente para aprofundar o entendimento das causas e dos mecanismos que podem ter produzido esses resultados. As respostas têm sido convergentes e, cada vez mais, inequívocas: apesar de identificada a participação de fenômenos naturais e inerentes ao sistema climático, a constante quebra de recordes de temperatura em escala global seria impossível sem a participação das mudanças climáticas. 


Portanto, a combinação entre modos de variabilidade naturais e mudanças climáticas globais está longe de ser equilibrada: considerando principalmente 2016 e 2023, o peso das mudanças climáticas foi significativo, tendo sido determinante para a ocorrência de eventos extremos de tempo atmosférico, como ondas de calor.


O que temos em comum entre 2016 e 2023? A já identificada (e amplamente investigada) atuação de um modo de variabilidade natural que é um velho conhecido da ciência do clima: o El Niño.


Wanderson Luiz Silva, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro, descreveu as principais características desse modo de variabilidade: o El Niño (e sua oposta, La Niña) são marcados pelo aumento (ou diminuição, no caso da La Niña) da temperatura média da superfície do mar na faixa do oceano Pacífico Equatorial.


Nessa região, esse aumento (ou diminuição) tem influência direta dos alísios. Formados nas zonas subtropicais, a baixas altitudes, esses ventos úmidos se enfraquecem (ou se fortalecem) de modo não linear, em escala temporal entre dois e sete anos.


Esse modo de variabilidade influencia (ou, tecnicamente, 'modula') o tempo e o clima em todo o planeta − inclusive, na América do Sul e, mais destacadamente, no Brasil. Em situação de El Niño, sua atuação se apresenta mais destacada nos meses de primavera e segue verão adiante.


No Brasil, sua ocorrência típica é marcada pelo aumento das condições chuvosas no Sul − e elevação das temperaturas no Centro-Oeste e parte do Sudeste −, bem como pelo déficit de precipitação no Nordeste e em parte do Norte. 


Ainda que as influências do aumento das emissões de gases de efeito estufa no El Niño (La Niña) estejam por ser mais profundamente conhecidas, estudos recentes apontam que as mudanças climáticas globais, potencialmente, apresentam participação na ocorrência de eventos El Niño (La Niña), tornando ambos mais extremos.

Retirado e adaptado de: ARMOND, Núbia Beray. BRASIL 50 graus - ondas de calor no contexto das mudanças climáticas.

Ciência HOJE. Disponível em: https://cienciahoje.org.br Acesso em: 18 jan., 2024.
Analise o excerto a seguir a respeito do texto "Brasil 50 graus: ondas de calor no contexto das mudanças climáticas":

O texto pertence ao gênero _________, apresentando uma construção textual pertencente ao tipo ________ no qual predomina a função _________ da linguagem.

Assinale a alternativa que correta e respectivamente preenche as lacunas no excerto:
Alternativas
Q3397189 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Brasil 50 graus: ondas de calor no contexto das mudanças climáticas


No ano passado, todos os recordes de temperatura do planeta foram rompidos: 2023 foi o mais quente da história. O Brasil foi assolado por oito ondas de calor. Surge desse cenário dantesco a seguinte pergunta: essas temperaturas intensas têm a ver com o aquecimento global? Depois de se debruçarem sobre a questão, pesquisadores concluíram: sim, há nisso um peso significativo das mudanças climáticas. Portanto, a principal ação é reduzir as emissões de gases de efeito estufa para estabilizar as temperaturas globais.


Ano: 2016. Os registros de temperatura globais haviam marcado surpreendente +0,94 grau celsius (ºC) a mais em relação à média histórica do século passado, tendo ultrapassado o aquecimento recorde de +0,04 ºC registrado no ano anterior. A anomalia foi ainda maior se consideramos só os valores registrados nas porções continentais: +1,43 ºC. Em âmbito regional, as anomalias chegaram a +0,75 ºC no hemisfério Sul, +1,13 ºC no hemisfério Norte e a surpreendentes +2,06 ºC no Ártico. Esses dados foram mais do que suficientes para credenciar 2016 como o ano mais quente já registrado. Mas a comunidade científica já sabia antecipadamente que aquele ano, na verdade, seria o mais quente até então.


Ano: 2023. Todos os recordes de temperatura do planeta foram rompidos. Janeiro foi identificado como o sétimo mais quente da história. Fevereiro foi anunciado como o quarto mais quente, seguido por março como o segundo mais quente da história. Finalmente, chegamos a junho, que, de fato, inaugurou o início de uma série de meses que seriam marcados como aqueles mais quentes já registrados. Em resumo: julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro terminaram de consolidar 2023 como o mais quente da história.


Isso sem contar outra informação digna de nota: alguns dos mais quentes da história foram registrados entre as décadas de 2010 (mais especificamente, 2014) e 2020. Ou seja, os anos mais recentes têm se apresentado como os mais quentes em escala global.


Cientistas têm se debruçado incansavelmente para aprofundar o entendimento das causas e dos mecanismos que podem ter produzido esses resultados. As respostas têm sido convergentes e, cada vez mais, inequívocas: apesar de identificada a participação de fenômenos naturais e inerentes ao sistema climático, a constante quebra de recordes de temperatura em escala global seria impossível sem a participação das mudanças climáticas. 


Portanto, a combinação entre modos de variabilidade naturais e mudanças climáticas globais está longe de ser equilibrada: considerando principalmente 2016 e 2023, o peso das mudanças climáticas foi significativo, tendo sido determinante para a ocorrência de eventos extremos de tempo atmosférico, como ondas de calor.


O que temos em comum entre 2016 e 2023? A já identificada (e amplamente investigada) atuação de um modo de variabilidade natural que é um velho conhecido da ciência do clima: o El Niño.


Wanderson Luiz Silva, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro, descreveu as principais características desse modo de variabilidade: o El Niño (e sua oposta, La Niña) são marcados pelo aumento (ou diminuição, no caso da La Niña) da temperatura média da superfície do mar na faixa do oceano Pacífico Equatorial.


Nessa região, esse aumento (ou diminuição) tem influência direta dos alísios. Formados nas zonas subtropicais, a baixas altitudes, esses ventos úmidos se enfraquecem (ou se fortalecem) de modo não linear, em escala temporal entre dois e sete anos.


Esse modo de variabilidade influencia (ou, tecnicamente, 'modula') o tempo e o clima em todo o planeta − inclusive, na América do Sul e, mais destacadamente, no Brasil. Em situação de El Niño, sua atuação se apresenta mais destacada nos meses de primavera e segue verão adiante.


No Brasil, sua ocorrência típica é marcada pelo aumento das condições chuvosas no Sul − e elevação das temperaturas no Centro-Oeste e parte do Sudeste −, bem como pelo déficit de precipitação no Nordeste e em parte do Norte. 


Ainda que as influências do aumento das emissões de gases de efeito estufa no El Niño (La Niña) estejam por ser mais profundamente conhecidas, estudos recentes apontam que as mudanças climáticas globais, potencialmente, apresentam participação na ocorrência de eventos El Niño (La Niña), tornando ambos mais extremos.

Retirado e adaptado de: ARMOND, Núbia Beray. BRASIL 50 graus - ondas de calor no contexto das mudanças climáticas.

Ciência HOJE. Disponível em: https://cienciahoje.org.br Acesso em: 18 jan., 2024.
Analise o seguinte trecho, retirado de "Brasil 50 graus: ondas de calor no contexto das mudanças climáticas":

Esses dados foram mais do que suficientes para credenciar 2016 como o ano mais quente já registrado. Mas a comunidade científica já sabia antecipadamente que aquele ano, na verdade, seria o mais quente até então.

Em seguida, analise as afirmações apresentadas. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:

() Poderíamos adicionar um "apenas" antes de "o mais quente até então" sem que isso prejudicasse o sentido do texto.
() Há uma repetição na segunda sentença do período. Portanto, poderíamos concluir a ideia no primeiro ponto final e suprimir o resto, sem prejuízo de sentido ao texto.
() Há, entre as sentenças, uma relação de sentido que se aproxima da concessão, ainda que esta não esteja explícita.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3397187 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Brasil 50 graus: ondas de calor no contexto das mudanças climáticas


No ano passado, todos os recordes de temperatura do planeta foram rompidos: 2023 foi o mais quente da história. O Brasil foi assolado por oito ondas de calor. Surge desse cenário dantesco a seguinte pergunta: essas temperaturas intensas têm a ver com o aquecimento global? Depois de se debruçarem sobre a questão, pesquisadores concluíram: sim, há nisso um peso significativo das mudanças climáticas. Portanto, a principal ação é reduzir as emissões de gases de efeito estufa para estabilizar as temperaturas globais.


Ano: 2016. Os registros de temperatura globais haviam marcado surpreendente +0,94 grau celsius (ºC) a mais em relação à média histórica do século passado, tendo ultrapassado o aquecimento recorde de +0,04 ºC registrado no ano anterior. A anomalia foi ainda maior se consideramos só os valores registrados nas porções continentais: +1,43 ºC. Em âmbito regional, as anomalias chegaram a +0,75 ºC no hemisfério Sul, +1,13 ºC no hemisfério Norte e a surpreendentes +2,06 ºC no Ártico. Esses dados foram mais do que suficientes para credenciar 2016 como o ano mais quente já registrado. Mas a comunidade científica já sabia antecipadamente que aquele ano, na verdade, seria o mais quente até então.


Ano: 2023. Todos os recordes de temperatura do planeta foram rompidos. Janeiro foi identificado como o sétimo mais quente da história. Fevereiro foi anunciado como o quarto mais quente, seguido por março como o segundo mais quente da história. Finalmente, chegamos a junho, que, de fato, inaugurou o início de uma série de meses que seriam marcados como aqueles mais quentes já registrados. Em resumo: julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro terminaram de consolidar 2023 como o mais quente da história.


Isso sem contar outra informação digna de nota: alguns dos mais quentes da história foram registrados entre as décadas de 2010 (mais especificamente, 2014) e 2020. Ou seja, os anos mais recentes têm se apresentado como os mais quentes em escala global.


Cientistas têm se debruçado incansavelmente para aprofundar o entendimento das causas e dos mecanismos que podem ter produzido esses resultados. As respostas têm sido convergentes e, cada vez mais, inequívocas: apesar de identificada a participação de fenômenos naturais e inerentes ao sistema climático, a constante quebra de recordes de temperatura em escala global seria impossível sem a participação das mudanças climáticas. 


Portanto, a combinação entre modos de variabilidade naturais e mudanças climáticas globais está longe de ser equilibrada: considerando principalmente 2016 e 2023, o peso das mudanças climáticas foi significativo, tendo sido determinante para a ocorrência de eventos extremos de tempo atmosférico, como ondas de calor.


O que temos em comum entre 2016 e 2023? A já identificada (e amplamente investigada) atuação de um modo de variabilidade natural que é um velho conhecido da ciência do clima: o El Niño.


Wanderson Luiz Silva, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro, descreveu as principais características desse modo de variabilidade: o El Niño (e sua oposta, La Niña) são marcados pelo aumento (ou diminuição, no caso da La Niña) da temperatura média da superfície do mar na faixa do oceano Pacífico Equatorial.


Nessa região, esse aumento (ou diminuição) tem influência direta dos alísios. Formados nas zonas subtropicais, a baixas altitudes, esses ventos úmidos se enfraquecem (ou se fortalecem) de modo não linear, em escala temporal entre dois e sete anos.


Esse modo de variabilidade influencia (ou, tecnicamente, 'modula') o tempo e o clima em todo o planeta − inclusive, na América do Sul e, mais destacadamente, no Brasil. Em situação de El Niño, sua atuação se apresenta mais destacada nos meses de primavera e segue verão adiante.


No Brasil, sua ocorrência típica é marcada pelo aumento das condições chuvosas no Sul − e elevação das temperaturas no Centro-Oeste e parte do Sudeste −, bem como pelo déficit de precipitação no Nordeste e em parte do Norte. 


Ainda que as influências do aumento das emissões de gases de efeito estufa no El Niño (La Niña) estejam por ser mais profundamente conhecidas, estudos recentes apontam que as mudanças climáticas globais, potencialmente, apresentam participação na ocorrência de eventos El Niño (La Niña), tornando ambos mais extremos.

Retirado e adaptado de: ARMOND, Núbia Beray. BRASIL 50 graus - ondas de calor no contexto das mudanças climáticas.

Ciência HOJE. Disponível em: https://cienciahoje.org.br Acesso em: 18 jan., 2024.
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona funções da pontuação a exemplos de seu emprego no texto:

Primeira coluna: função da pontuação
(1) Enumeração.
(2) Isolamento de aposto.
(3) Isolamento de adjunto adverbial.
(4) Isolamento de conjunção.

Segunda coluna: exemplo de emprego
() Wanderson Luiz Silva, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro, descreveu as principais características desse modo de variabilidade.
() Portanto, a combinação entre modos de variabilidade naturais e mudanças climáticas globais está longe de ser equilibrada.
() Julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro terminaram de consolidar 2023 como o mais quente da história.
() No Brasil, sua ocorrência típica é marcada pelo aumento das condições chuvosas no Sul.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Alternativas
Q3397186 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Brasil 50 graus: ondas de calor no contexto das mudanças climáticas


No ano passado, todos os recordes de temperatura do planeta foram rompidos: 2023 foi o mais quente da história. O Brasil foi assolado por oito ondas de calor. Surge desse cenário dantesco a seguinte pergunta: essas temperaturas intensas têm a ver com o aquecimento global? Depois de se debruçarem sobre a questão, pesquisadores concluíram: sim, há nisso um peso significativo das mudanças climáticas. Portanto, a principal ação é reduzir as emissões de gases de efeito estufa para estabilizar as temperaturas globais.


Ano: 2016. Os registros de temperatura globais haviam marcado surpreendente +0,94 grau celsius (ºC) a mais em relação à média histórica do século passado, tendo ultrapassado o aquecimento recorde de +0,04 ºC registrado no ano anterior. A anomalia foi ainda maior se consideramos só os valores registrados nas porções continentais: +1,43 ºC. Em âmbito regional, as anomalias chegaram a +0,75 ºC no hemisfério Sul, +1,13 ºC no hemisfério Norte e a surpreendentes +2,06 ºC no Ártico. Esses dados foram mais do que suficientes para credenciar 2016 como o ano mais quente já registrado. Mas a comunidade científica já sabia antecipadamente que aquele ano, na verdade, seria o mais quente até então.


Ano: 2023. Todos os recordes de temperatura do planeta foram rompidos. Janeiro foi identificado como o sétimo mais quente da história. Fevereiro foi anunciado como o quarto mais quente, seguido por março como o segundo mais quente da história. Finalmente, chegamos a junho, que, de fato, inaugurou o início de uma série de meses que seriam marcados como aqueles mais quentes já registrados. Em resumo: julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro terminaram de consolidar 2023 como o mais quente da história.


Isso sem contar outra informação digna de nota: alguns dos mais quentes da história foram registrados entre as décadas de 2010 (mais especificamente, 2014) e 2020. Ou seja, os anos mais recentes têm se apresentado como os mais quentes em escala global.


Cientistas têm se debruçado incansavelmente para aprofundar o entendimento das causas e dos mecanismos que podem ter produzido esses resultados. As respostas têm sido convergentes e, cada vez mais, inequívocas: apesar de identificada a participação de fenômenos naturais e inerentes ao sistema climático, a constante quebra de recordes de temperatura em escala global seria impossível sem a participação das mudanças climáticas. 


Portanto, a combinação entre modos de variabilidade naturais e mudanças climáticas globais está longe de ser equilibrada: considerando principalmente 2016 e 2023, o peso das mudanças climáticas foi significativo, tendo sido determinante para a ocorrência de eventos extremos de tempo atmosférico, como ondas de calor.


O que temos em comum entre 2016 e 2023? A já identificada (e amplamente investigada) atuação de um modo de variabilidade natural que é um velho conhecido da ciência do clima: o El Niño.


Wanderson Luiz Silva, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro, descreveu as principais características desse modo de variabilidade: o El Niño (e sua oposta, La Niña) são marcados pelo aumento (ou diminuição, no caso da La Niña) da temperatura média da superfície do mar na faixa do oceano Pacífico Equatorial.


Nessa região, esse aumento (ou diminuição) tem influência direta dos alísios. Formados nas zonas subtropicais, a baixas altitudes, esses ventos úmidos se enfraquecem (ou se fortalecem) de modo não linear, em escala temporal entre dois e sete anos.


Esse modo de variabilidade influencia (ou, tecnicamente, 'modula') o tempo e o clima em todo o planeta − inclusive, na América do Sul e, mais destacadamente, no Brasil. Em situação de El Niño, sua atuação se apresenta mais destacada nos meses de primavera e segue verão adiante.


No Brasil, sua ocorrência típica é marcada pelo aumento das condições chuvosas no Sul − e elevação das temperaturas no Centro-Oeste e parte do Sudeste −, bem como pelo déficit de precipitação no Nordeste e em parte do Norte. 


Ainda que as influências do aumento das emissões de gases de efeito estufa no El Niño (La Niña) estejam por ser mais profundamente conhecidas, estudos recentes apontam que as mudanças climáticas globais, potencialmente, apresentam participação na ocorrência de eventos El Niño (La Niña), tornando ambos mais extremos.

Retirado e adaptado de: ARMOND, Núbia Beray. BRASIL 50 graus - ondas de calor no contexto das mudanças climáticas.

Ciência HOJE. Disponível em: https://cienciahoje.org.br Acesso em: 18 jan., 2024.
Analise as seguintes sentenças, considerando a grafia das palavras e o seu significado:

I. Ainda não conseguimos nos aprofundar na discussão sobre as ondas de calor, faremos isso na próxima ________, na semana que vem.
II. Tenho lido coisas interessantíssimas sobre as formas como diminuir a emissão de gases de efeito estufa, neste artigo, esta ________ trata justamente disso!
III. É fundamental que o governo faça a _________ de alguns cientistas para que se aprofundem nas pesquisas sobre os gases do efeito estufa.

Assinale a alternativa que correta a respectivamente preencha as lacunas nas sentenças:
Alternativas
Q3396990 Português
Leia o texto a seguir.
Ao usar a palavra “conhecimento” em termos gerais, considero útil fazer uma distinção entre duas ideias: “conhecimento dos poderosos” e “conhecimento poderoso”. O “conhecimento dos poderosos” é definido por quem detém o conhecimento. Historicamente e mesmo hoje em dia, quando pensamos na distribuição do acesso à universidade, aqueles com maior poder na sociedade são os que têm acesso a certos tipos de conhecimento; é a esse que eu chamo de “conhecimento dos poderosos” [...] No entanto, o fato de que parte do conhecimento é o “conhecimento dos poderosos” ou conhecimento de alto status, como já expressei (Young, 1971; 1998), não nos diz nada sobre o conhecimento em si. Assim, precisamos de outro conceito, no enfoque do currículo, que chamarei de “conhecimento poderoso”. Esse conceito não se refere a quem tem mais acesso ao conhecimento ou quem o legitima, embora ambas sejam questões importantes, mas refere-se ao que o conhecimento pode fazer, como, por exemplo, fornecer explicações confiáveis ou novas formas de se pensar a respeito do mundo.
YOUNG, Michael. Para que servem as escolas? Revista Educação e Sociedade, Campinas, vol. 28, n. 101, p. 1287-1302, set./dez. 2007.

Michael Young define o conjunto de conhecimentos do currículo, ou que deveriam estar no currículo, como “conhecimento poderoso”. A partir da explicação do autor, é possível compreender que o conhecimento poderoso, na atualidade, é cada vez mais
Alternativas
Q3396989 Português
Leia o texto a seguir que se refere ao Ensino Fundamental.
Nesse período da vida, as crianças estão vivendo mudanças importantes em seu processo de desenvolvimento que repercutem em suas relações consigo mesmas, com os outros e com o mundo. Como destacam as DCN, a maior desenvoltura e a maior autonomia nos movimentos e deslocamentos ampliam suas interações com o espaço; a relação com múltiplas linguagens, incluindo os usos sociais da escrita e da matemática, permite a participação no mundo letrado e a construção de novas aprendizagens, na escola e para além dela; a afirmação de sua identidade em relação ao coletivo no qual se inserem, resulta em formas mais ativas de se relacionarem com esse coletivo e com as normas que regem as relações entre as pessoas dentro e fora da escola, pelo reconhecimento de suas potencialidades e pelo acolhimento e pela valorização das diferenças.
BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR. Disponível em: <https://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaof>. Acesso em: 27 dez. 2023.
Segundo o documento, as crianças do Ensino Fundamental já apresentam formas mais ativas de se relacionarem com seu grupo e com as normas da escola e de fora da escola também. Essas conquistas, de acordo com o texto, se devem especialmente 
Alternativas
Respostas
49521: D
49522: A
49523: A
49524: D
49525: A
49526: A
49527: A
49528: B
49529: B
49530: B
49531: C
49532: B
49533: A
49534: B
49535: D
49536: A
49537: B
49538: C
49539: A
49540: D