Questões de Concurso Sobre português

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Q3443594 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão. 



O facão do seu Manuel



        Seu Manuel era português e tinha um açougue. Acordava cedo e trabalhava duro e foi assim que educou os filhos e conseguiu até que Joaquim, o Joca, se formasse em economia na PUC e fizesse mestrado em Harvard. Nem no dia da chegada do Joca dos Estados Unidos, onde ganhara nota altíssima com sua dissertação de mestrado Viés restritivo diagonal e viés distensivo horizontal nas economias emergentes, o seu Manuel deixou de trabalhar. Tanto que, depois da recepção no aeroporto, o Joca foi direto para o açougue abraçar o pai, nem se importando com o avental sujo de sangue contra o seu Armani.



        Ficou contando do sucesso da sua dissertação para o seu Manuel enquanto este continuava a servir a freguesia, pois era um dia movimentado no açougue. Foi quando Joca viu, horrorizado, que toda vez que colocava a carne na balança, seu Manuel fingia distração e pressionava o prato da balança com seu facão, aumentando o peso. Não quis fazer uma cena na frente dos fregueses mas, assim que pôde, protestou. Que imoralidade era aquela? O pai não via que aquilo era desonesto? E, mesmo, o aumento no peso era tão pequeno que não compensava o risco de um freguês descobrir e fazer um escândalo. O pai não tinha vergonha?



        Ó desgraçado, estás a cagare no prato em que comes — ponderou seu Manuel. E explicou que eram aquela pequena pressão do facão e aquele pequeno aumento no peso, repetidos várias vezes ao dia, durante anos, que tinham pago os estudos do Joca, inclusive o mestrado em Harvard e o Armani. Ou, continuou seu Manuel (em outras palavras, é claro), ele acreditava que cobrando preços justos, contentando-se com lucros honestos e, acima de tudo, tendo vergonha, o Brasil teria produzido a elite que produzira, inclusive economistas tão bons e tão elegantes para lhe dizer o que fazer? O Joca podia escolher entre trabalhar no açougue ou no governo. Seria rico e feliz, desde que nunca mais questionasse o facão.



        Joca, apesar de fictício, hoje é funcionário do Banco Central, onde sempre justifica algum episódio de cegueira conveniente ou moral relativa lembrando a pressão do facão do seu Manuel no prato da balança. Que ele chama de viés conjuntural perpendicular.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020. 

Analise as sentenças a seguir, retiradas do texto:

I. Não quis fazer uma cena na frente dos fregueses mas, assim que pôde, protestou.
II. E, mesmo, o aumento no peso era tão pequeno que não compensava o risco de um freguês descobrir e fazer um escândalo.
III. O pai não via que aquilo era desonesto?

Nas sentenças apresentadas, a palavra “que” introduz uma oração subordinada adverbial de valor consecutivo apenas em: 
Alternativas
Q3443593 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão. 



O facão do seu Manuel



        Seu Manuel era português e tinha um açougue. Acordava cedo e trabalhava duro e foi assim que educou os filhos e conseguiu até que Joaquim, o Joca, se formasse em economia na PUC e fizesse mestrado em Harvard. Nem no dia da chegada do Joca dos Estados Unidos, onde ganhara nota altíssima com sua dissertação de mestrado Viés restritivo diagonal e viés distensivo horizontal nas economias emergentes, o seu Manuel deixou de trabalhar. Tanto que, depois da recepção no aeroporto, o Joca foi direto para o açougue abraçar o pai, nem se importando com o avental sujo de sangue contra o seu Armani.



        Ficou contando do sucesso da sua dissertação para o seu Manuel enquanto este continuava a servir a freguesia, pois era um dia movimentado no açougue. Foi quando Joca viu, horrorizado, que toda vez que colocava a carne na balança, seu Manuel fingia distração e pressionava o prato da balança com seu facão, aumentando o peso. Não quis fazer uma cena na frente dos fregueses mas, assim que pôde, protestou. Que imoralidade era aquela? O pai não via que aquilo era desonesto? E, mesmo, o aumento no peso era tão pequeno que não compensava o risco de um freguês descobrir e fazer um escândalo. O pai não tinha vergonha?



        Ó desgraçado, estás a cagare no prato em que comes — ponderou seu Manuel. E explicou que eram aquela pequena pressão do facão e aquele pequeno aumento no peso, repetidos várias vezes ao dia, durante anos, que tinham pago os estudos do Joca, inclusive o mestrado em Harvard e o Armani. Ou, continuou seu Manuel (em outras palavras, é claro), ele acreditava que cobrando preços justos, contentando-se com lucros honestos e, acima de tudo, tendo vergonha, o Brasil teria produzido a elite que produzira, inclusive economistas tão bons e tão elegantes para lhe dizer o que fazer? O Joca podia escolher entre trabalhar no açougue ou no governo. Seria rico e feliz, desde que nunca mais questionasse o facão.



        Joca, apesar de fictício, hoje é funcionário do Banco Central, onde sempre justifica algum episódio de cegueira conveniente ou moral relativa lembrando a pressão do facão do seu Manuel no prato da balança. Que ele chama de viés conjuntural perpendicular.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020. 

A locução “desde que”, que introduz a oração subordinada em “Seria rico e feliz, desde que nunca mais questionasse o facão.”, imprime ao contexto em que ocorre um sentido:
Alternativas
Q3443592 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão. 



O facão do seu Manuel



        Seu Manuel era português e tinha um açougue. Acordava cedo e trabalhava duro e foi assim que educou os filhos e conseguiu até que Joaquim, o Joca, se formasse em economia na PUC e fizesse mestrado em Harvard. Nem no dia da chegada do Joca dos Estados Unidos, onde ganhara nota altíssima com sua dissertação de mestrado Viés restritivo diagonal e viés distensivo horizontal nas economias emergentes, o seu Manuel deixou de trabalhar. Tanto que, depois da recepção no aeroporto, o Joca foi direto para o açougue abraçar o pai, nem se importando com o avental sujo de sangue contra o seu Armani.



        Ficou contando do sucesso da sua dissertação para o seu Manuel enquanto este continuava a servir a freguesia, pois era um dia movimentado no açougue. Foi quando Joca viu, horrorizado, que toda vez que colocava a carne na balança, seu Manuel fingia distração e pressionava o prato da balança com seu facão, aumentando o peso. Não quis fazer uma cena na frente dos fregueses mas, assim que pôde, protestou. Que imoralidade era aquela? O pai não via que aquilo era desonesto? E, mesmo, o aumento no peso era tão pequeno que não compensava o risco de um freguês descobrir e fazer um escândalo. O pai não tinha vergonha?



        Ó desgraçado, estás a cagare no prato em que comes — ponderou seu Manuel. E explicou que eram aquela pequena pressão do facão e aquele pequeno aumento no peso, repetidos várias vezes ao dia, durante anos, que tinham pago os estudos do Joca, inclusive o mestrado em Harvard e o Armani. Ou, continuou seu Manuel (em outras palavras, é claro), ele acreditava que cobrando preços justos, contentando-se com lucros honestos e, acima de tudo, tendo vergonha, o Brasil teria produzido a elite que produzira, inclusive economistas tão bons e tão elegantes para lhe dizer o que fazer? O Joca podia escolher entre trabalhar no açougue ou no governo. Seria rico e feliz, desde que nunca mais questionasse o facão.



        Joca, apesar de fictício, hoje é funcionário do Banco Central, onde sempre justifica algum episódio de cegueira conveniente ou moral relativa lembrando a pressão do facão do seu Manuel no prato da balança. Que ele chama de viés conjuntural perpendicular.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020. 

O último parágrafo do texto permite concluir que:
Alternativas
Q3443571 Português

Leia atentamente a tirinha a seguir da Turma da Mônica, de Maurício de Sousa.



O acento circunflexo na palavra “quê” justifica-se por se tratar de
Alternativas
Q3443570 Português

Leia atentamente a tirinha a seguir da Turma da Mônica, de Maurício de Sousa.



O antônimo da palavra “bobo” é 
Alternativas
Q3443569 Português

Leia atentamente a tirinha a seguir da Turma da Mônica, de Maurício de Sousa.



Assinale a alternativa em que o termo apresentado corresponde a uma forma de pronúncia cujo registro, no texto, está em desconformidade com a ortografia oficial em vigor.
Alternativas
Q3443568 Português

Leia atentamente a tirinha a seguir da Turma da Mônica, de Maurício de Sousa.



O trecho “Ei, Cascão”, está isolado por vírgula porque exerce a função de 
Alternativas
Q3443567 Português

Leia atentamente a tirinha a seguir da Turma da Mônica, de Maurício de Sousa.



Em relação à compreensão e interpretação do texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q3443566 Português
Assinale a alternativa em que a palavra apresentada está corretamente grafada. 
Alternativas
Q3443565 Português
O verbo indica um processo localizado no tempo, em que podemos distinguir: presente, passado e futuro. Com base nessa informação, assinale a alternativa que apresenta uma frase no tempo passado.
Alternativas
Q3443564 Português
A palavra “abandonar” tem o mesmo sentido de 
Alternativas
Q3443563 Português
No trecho “Empatia, filho” a vírgula 
Alternativas
Q3443562 Português
Manteria o sentido do trecho “e se perceber na realidade do outro” a seguinte reescritura
Alternativas
Q3443561 Português
Em relação à compreensão e interpretação do texto, depreende-se do trecho “até ser capaz de sentir o que o outro sente” a necessidade de
Alternativas
Q3443560 Português

Leia atentamente a tirinha a seguir do personagem Armandinho, de Alexandre Beck.




Imagem associada para resolução da questão



No último quadrinho, ao mencionar a palavra “empatia” o personagem está

Alternativas
Q3443559 Português
Assinale a alternativa que apresenta a reescritura do trecho “Mas dá pra ressaltar que a alimentação é um exercício diário, e que a prática constante é que pode levar àquilo que se considera o ideal.” (linhas 53-56) sem prejuízo da correção gramatical e do sentido do texto.
Alternativas
Q3443558 Português
Assinale a alternativa em que a forma de separação silábica está correta.
Alternativas
Q3443557 Português
O sujeito elíptico da forma verbal “tratamos” (linha 35) corresponde a 
Alternativas
Q3443556 Português
No texto, a palavra “encarava” (linha 7) foi utilizada no sentido de 
Alternativas
Q3443555 Português
No trecho “É evidente que você sabe a resposta, como também sabem os estudos sobre o tema” (linhas 15 e 16), o termo “evidente” poderia ser substituído sem prejuízo da correção gramatical e do sentido do texto por
Alternativas
Respostas
47421: B
47422: A
47423: E
47424: B
47425: B
47426: A
47427: A
47428: D
47429: D
47430: C
47431: D
47432: B
47433: A
47434: B
47435: D
47436: C
47437: A
47438: C
47439: A
47440: A