Questões de Concurso Sobre português

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Q3485076 Português
O alerta de médicos após homem ter garganta perfurada ao tentar conter espirro


Uma equipe médica emitiu um alerta depois que um homem teve a garganta perfurada ao tentar conter um espirro.


O paciente, que tinha por volta de 30 anos, foi levado ao hospital na Inglaterra, com fortes dores após ter fechado o nariz e a boca para não espirrar.


Os exames revelaram que ele sofreu uma ruptura de dois milímetros na traqueia.


Médicos da Universidade de Dundee disseram que, se você fechar a boca e o nariz durante um espirro, a pressão nas vias aéreas superiores aumenta cerca de vinte vezes.


Isso causa lesões, como ruptura de tímpanos, aneurismas e até costelas quebradas. O caso foi documentado na revista médica BMJ Case Reports.


Um rompimento repentino na garganta, conhecido clinicamente como "ruptura traqueal espontânea", é raro e pode ser potencialmente fatal.


Apenas alguns casos foram relatados, incluindo um em 2018, quando um homem também na Inglaterra teve uma lesão ao tentar conter um espirro.


No novo caso relatado, médicos examinaram o paciente e ouviram um estalo ao tocar seu pescoço.


O homem, que não foi identificado, dirigia no momento do espirro e tinha histórico de alergias e irritação na garganta.


O paciente não necessitou de tratamento cirúrgico e foi mantido em observação no hospital.


Teve alta e recebeu medicação analgésica e anti-histamínica. Os médicos também aconselharam evitar atividades físicas extenuantes por duas semanas.


Cinco semanas depois, um exame mostrou que a lesão havia cicatrizado.


Rasads Misirovs, principal autor do relato do caso, disse à BBC que se deve permitir que espirros escapem porque são o mecanismo de defesa natural do corpo para expelir substâncias irritantes das passagens nasais.


"Devemos cobrir suavemente o rosto com a mão ou com a parte interna do cotovelo para evitar que agentes como vírus, junto com saliva e muco, cheguem às pessoas ao redor."


Ele acrescentou que existem alguns métodos que as pessoas podem usar para reprimir espirros sem fechar o nariz e a boca.


"Pessoalmente, utilizo outra técnica: pressiono o polegar no lábio superior, logo abaixo do nariz, sem bloquear as fossas nasais por alguns segundos; isso funciona para mim", disse ele.


"Ao deixar as narinas abertas, o espirro escapa se a pressão dos lábios não funcionar."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4ny5xqe 1e7o. Adaptado.
Rasads Misirovs, principal autor do relato do caso, disse 'à' BBC que se deve permitir que espirros [...].

Em relação ao vocábulo destacado, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3485075 Português
O alerta de médicos após homem ter garganta perfurada ao tentar conter espirro


Uma equipe médica emitiu um alerta depois que um homem teve a garganta perfurada ao tentar conter um espirro.


O paciente, que tinha por volta de 30 anos, foi levado ao hospital na Inglaterra, com fortes dores após ter fechado o nariz e a boca para não espirrar.


Os exames revelaram que ele sofreu uma ruptura de dois milímetros na traqueia.


Médicos da Universidade de Dundee disseram que, se você fechar a boca e o nariz durante um espirro, a pressão nas vias aéreas superiores aumenta cerca de vinte vezes.


Isso causa lesões, como ruptura de tímpanos, aneurismas e até costelas quebradas. O caso foi documentado na revista médica BMJ Case Reports.


Um rompimento repentino na garganta, conhecido clinicamente como "ruptura traqueal espontânea", é raro e pode ser potencialmente fatal.


Apenas alguns casos foram relatados, incluindo um em 2018, quando um homem também na Inglaterra teve uma lesão ao tentar conter um espirro.


No novo caso relatado, médicos examinaram o paciente e ouviram um estalo ao tocar seu pescoço.


O homem, que não foi identificado, dirigia no momento do espirro e tinha histórico de alergias e irritação na garganta.


O paciente não necessitou de tratamento cirúrgico e foi mantido em observação no hospital.


Teve alta e recebeu medicação analgésica e anti-histamínica. Os médicos também aconselharam evitar atividades físicas extenuantes por duas semanas.


Cinco semanas depois, um exame mostrou que a lesão havia cicatrizado.


Rasads Misirovs, principal autor do relato do caso, disse à BBC que se deve permitir que espirros escapem porque são o mecanismo de defesa natural do corpo para expelir substâncias irritantes das passagens nasais.


"Devemos cobrir suavemente o rosto com a mão ou com a parte interna do cotovelo para evitar que agentes como vírus, junto com saliva e muco, cheguem às pessoas ao redor."


Ele acrescentou que existem alguns métodos que as pessoas podem usar para reprimir espirros sem fechar o nariz e a boca.


"Pessoalmente, utilizo outra técnica: pressiono o polegar no lábio superior, logo abaixo do nariz, sem bloquear as fossas nasais por alguns segundos; isso funciona para mim", disse ele.


"Ao deixar as narinas abertas, o espirro escapa se a pressão dos lábios não funcionar."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4ny5xqe 1e7o. Adaptado.
Uma equipe médica emitiu um alerta depois que um homem teve a garganta perfurada ao tentar conter um espirro.

Na frase apresentada, tem-se: 
Alternativas
Q3485073 Português
O alerta de médicos após homem ter garganta perfurada ao tentar conter espirro


Uma equipe médica emitiu um alerta depois que um homem teve a garganta perfurada ao tentar conter um espirro.


O paciente, que tinha por volta de 30 anos, foi levado ao hospital na Inglaterra, com fortes dores após ter fechado o nariz e a boca para não espirrar.


Os exames revelaram que ele sofreu uma ruptura de dois milímetros na traqueia.


Médicos da Universidade de Dundee disseram que, se você fechar a boca e o nariz durante um espirro, a pressão nas vias aéreas superiores aumenta cerca de vinte vezes.


Isso causa lesões, como ruptura de tímpanos, aneurismas e até costelas quebradas. O caso foi documentado na revista médica BMJ Case Reports.


Um rompimento repentino na garganta, conhecido clinicamente como "ruptura traqueal espontânea", é raro e pode ser potencialmente fatal.


Apenas alguns casos foram relatados, incluindo um em 2018, quando um homem também na Inglaterra teve uma lesão ao tentar conter um espirro.


No novo caso relatado, médicos examinaram o paciente e ouviram um estalo ao tocar seu pescoço.


O homem, que não foi identificado, dirigia no momento do espirro e tinha histórico de alergias e irritação na garganta.


O paciente não necessitou de tratamento cirúrgico e foi mantido em observação no hospital.


Teve alta e recebeu medicação analgésica e anti-histamínica. Os médicos também aconselharam evitar atividades físicas extenuantes por duas semanas.


Cinco semanas depois, um exame mostrou que a lesão havia cicatrizado.


Rasads Misirovs, principal autor do relato do caso, disse à BBC que se deve permitir que espirros escapem porque são o mecanismo de defesa natural do corpo para expelir substâncias irritantes das passagens nasais.


"Devemos cobrir suavemente o rosto com a mão ou com a parte interna do cotovelo para evitar que agentes como vírus, junto com saliva e muco, cheguem às pessoas ao redor."


Ele acrescentou que existem alguns métodos que as pessoas podem usar para reprimir espirros sem fechar o nariz e a boca.


"Pessoalmente, utilizo outra técnica: pressiono o polegar no lábio superior, logo abaixo do nariz, sem bloquear as fossas nasais por alguns segundos; isso funciona para mim", disse ele.


"Ao deixar as narinas abertas, o espirro escapa se a pressão dos lábios não funcionar."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4ny5xqe 1e7o. Adaptado.
'Isso' causa lesões, como ruptura de tímpanos, aneurismas e até costelas quebradas.

Morfologicamente, pelo contexto da frase, o vocábulo destacado trata-se de pronome:
Alternativas
Q3485072 Português
O alerta de médicos após homem ter garganta perfurada ao tentar conter espirro


Uma equipe médica emitiu um alerta depois que um homem teve a garganta perfurada ao tentar conter um espirro.


O paciente, que tinha por volta de 30 anos, foi levado ao hospital na Inglaterra, com fortes dores após ter fechado o nariz e a boca para não espirrar.


Os exames revelaram que ele sofreu uma ruptura de dois milímetros na traqueia.


Médicos da Universidade de Dundee disseram que, se você fechar a boca e o nariz durante um espirro, a pressão nas vias aéreas superiores aumenta cerca de vinte vezes.


Isso causa lesões, como ruptura de tímpanos, aneurismas e até costelas quebradas. O caso foi documentado na revista médica BMJ Case Reports.


Um rompimento repentino na garganta, conhecido clinicamente como "ruptura traqueal espontânea", é raro e pode ser potencialmente fatal.


Apenas alguns casos foram relatados, incluindo um em 2018, quando um homem também na Inglaterra teve uma lesão ao tentar conter um espirro.


No novo caso relatado, médicos examinaram o paciente e ouviram um estalo ao tocar seu pescoço.


O homem, que não foi identificado, dirigia no momento do espirro e tinha histórico de alergias e irritação na garganta.


O paciente não necessitou de tratamento cirúrgico e foi mantido em observação no hospital.


Teve alta e recebeu medicação analgésica e anti-histamínica. Os médicos também aconselharam evitar atividades físicas extenuantes por duas semanas.


Cinco semanas depois, um exame mostrou que a lesão havia cicatrizado.


Rasads Misirovs, principal autor do relato do caso, disse à BBC que se deve permitir que espirros escapem porque são o mecanismo de defesa natural do corpo para expelir substâncias irritantes das passagens nasais.


"Devemos cobrir suavemente o rosto com a mão ou com a parte interna do cotovelo para evitar que agentes como vírus, junto com saliva e muco, cheguem às pessoas ao redor."


Ele acrescentou que existem alguns métodos que as pessoas podem usar para reprimir espirros sem fechar o nariz e a boca.


"Pessoalmente, utilizo outra técnica: pressiono o polegar no lábio superior, logo abaixo do nariz, sem bloquear as fossas nasais por alguns segundos; isso funciona para mim", disse ele.


"Ao deixar as narinas abertas, o espirro escapa se a pressão dos lábios não funcionar."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4ny5xqe 1e7o. Adaptado.
Cinco semanas depois, um exame mostrou 'que a lesão havia cicatrizado'.

A expressão destacada na frase trata-se de uma oração:
Alternativas
Q3484994 Português
O alerta de médicos após homem ter garganta perfurada ao tentar conter espirro


Uma equipe médica emitiu um alerta depois que um homem teve a garganta perfurada ao tentar conter um espirro.

O paciente, que tinha por volta de 30 anos, foi levado ao hospital na Inglaterra, com fortes dores após ter fechado o nariz e a boca para não espirrar.

Os exames revelaram que ele sofreu uma ruptura de dois milímetros na traqueia.

Médicos da Universidade de Dundee disseram que, se você fechar a boca e o nariz durante um espirro, a pressão nas vias aéreas superiores aumenta cerca de vinte vezes.

Isso causa lesões, como ruptura de tímpanos, aneurismas e até costelas quebradas. O caso foi documentado na revista médica BMJ Case Reports.

Um rompimento repentino na garganta, conhecido clinicamente como "ruptura traqueal espontânea", é raro e pode ser potencialmente fatal.

Apenas alguns casos foram relatados, incluindo um em 2018, quando um homem também na Inglaterra teve uma lesão ao tentar conter um espirro.

No novo caso relatado, médicos examinaram o paciente e ouviram um estalo ao tocar seu pescoço.

O homem, que não foi identificado, dirigia no momento do espirro e tinha histórico de alergias e irritação na garganta.

O paciente não necessitou de tratamento cirúrgico e foi mantido em observação no hospital.

Teve alta e recebeu medicação analgésica e anti-histamínica. Os médicos também aconselharam evitar atividades físicas extenuantes por duas semanas.

Cinco semanas depois, um exame mostrou que a lesão havia cicatrizado.

Rasads Misirovs, principal autor do relato do caso, disse à BBC que se deve permitir que espirros escapem porque são o mecanismo de defesa natural do corpo para expelir substâncias irritantes das passagens nasais.

"Devemos cobrir suavemente o rosto com a mão ou com a parte interna do cotovelo para evitar que agentes como vírus, junto com saliva e muco, cheguem às pessoas ao redor."

Ele acrescentou que existem alguns métodos que as pessoas podem usar para reprimir espirros sem fechar o nariz e a boca.

"Pessoalmente, utilizo outra técnica: pressiono o polegar no lábio superior, logo abaixo do nariz, sem bloquear as fossas nasais por alguns segundos; isso funciona para mim", disse ele.

"Ao deixar as narinas abertas, o espirro escapa se a pressão dos lábios não funcionar."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4ny5xqe 1e7o. Adaptado.
O homem, que não foi identificado, 'dirigia' no momento do espirro e tinha histórico de alergias e irritação na garganta.

O vocábulo destacado comporta-se, nesta frase, como verbo:
Alternativas
Q3484993 Português
O alerta de médicos após homem ter garganta perfurada ao tentar conter espirro


Uma equipe médica emitiu um alerta depois que um homem teve a garganta perfurada ao tentar conter um espirro.

O paciente, que tinha por volta de 30 anos, foi levado ao hospital na Inglaterra, com fortes dores após ter fechado o nariz e a boca para não espirrar.

Os exames revelaram que ele sofreu uma ruptura de dois milímetros na traqueia.

Médicos da Universidade de Dundee disseram que, se você fechar a boca e o nariz durante um espirro, a pressão nas vias aéreas superiores aumenta cerca de vinte vezes.

Isso causa lesões, como ruptura de tímpanos, aneurismas e até costelas quebradas. O caso foi documentado na revista médica BMJ Case Reports.

Um rompimento repentino na garganta, conhecido clinicamente como "ruptura traqueal espontânea", é raro e pode ser potencialmente fatal.

Apenas alguns casos foram relatados, incluindo um em 2018, quando um homem também na Inglaterra teve uma lesão ao tentar conter um espirro.

No novo caso relatado, médicos examinaram o paciente e ouviram um estalo ao tocar seu pescoço.

O homem, que não foi identificado, dirigia no momento do espirro e tinha histórico de alergias e irritação na garganta.

O paciente não necessitou de tratamento cirúrgico e foi mantido em observação no hospital.

Teve alta e recebeu medicação analgésica e anti-histamínica. Os médicos também aconselharam evitar atividades físicas extenuantes por duas semanas.

Cinco semanas depois, um exame mostrou que a lesão havia cicatrizado.

Rasads Misirovs, principal autor do relato do caso, disse à BBC que se deve permitir que espirros escapem porque são o mecanismo de defesa natural do corpo para expelir substâncias irritantes das passagens nasais.

"Devemos cobrir suavemente o rosto com a mão ou com a parte interna do cotovelo para evitar que agentes como vírus, junto com saliva e muco, cheguem às pessoas ao redor."

Ele acrescentou que existem alguns métodos que as pessoas podem usar para reprimir espirros sem fechar o nariz e a boca.

"Pessoalmente, utilizo outra técnica: pressiono o polegar no lábio superior, logo abaixo do nariz, sem bloquear as fossas nasais por alguns segundos; isso funciona para mim", disse ele.

"Ao deixar as narinas abertas, o espirro escapa se a pressão dos lábios não funcionar."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4ny5xqe 1e7o. Adaptado.
Médicos alertam que não devemos conter espirros.

Qual é a recomendação do autor para conter espirros de forma segura, conforme mencionado no texto? 
Alternativas
Q3484991 Português
O alerta de médicos após homem ter garganta perfurada ao tentar conter espirro


Uma equipe médica emitiu um alerta depois que um homem teve a garganta perfurada ao tentar conter um espirro.

O paciente, que tinha por volta de 30 anos, foi levado ao hospital na Inglaterra, com fortes dores após ter fechado o nariz e a boca para não espirrar.

Os exames revelaram que ele sofreu uma ruptura de dois milímetros na traqueia.

Médicos da Universidade de Dundee disseram que, se você fechar a boca e o nariz durante um espirro, a pressão nas vias aéreas superiores aumenta cerca de vinte vezes.

Isso causa lesões, como ruptura de tímpanos, aneurismas e até costelas quebradas. O caso foi documentado na revista médica BMJ Case Reports.

Um rompimento repentino na garganta, conhecido clinicamente como "ruptura traqueal espontânea", é raro e pode ser potencialmente fatal.

Apenas alguns casos foram relatados, incluindo um em 2018, quando um homem também na Inglaterra teve uma lesão ao tentar conter um espirro.

No novo caso relatado, médicos examinaram o paciente e ouviram um estalo ao tocar seu pescoço.

O homem, que não foi identificado, dirigia no momento do espirro e tinha histórico de alergias e irritação na garganta.

O paciente não necessitou de tratamento cirúrgico e foi mantido em observação no hospital.

Teve alta e recebeu medicação analgésica e anti-histamínica. Os médicos também aconselharam evitar atividades físicas extenuantes por duas semanas.

Cinco semanas depois, um exame mostrou que a lesão havia cicatrizado.

Rasads Misirovs, principal autor do relato do caso, disse à BBC que se deve permitir que espirros escapem porque são o mecanismo de defesa natural do corpo para expelir substâncias irritantes das passagens nasais.

"Devemos cobrir suavemente o rosto com a mão ou com a parte interna do cotovelo para evitar que agentes como vírus, junto com saliva e muco, cheguem às pessoas ao redor."

Ele acrescentou que existem alguns métodos que as pessoas podem usar para reprimir espirros sem fechar o nariz e a boca.

"Pessoalmente, utilizo outra técnica: pressiono o polegar no lábio superior, logo abaixo do nariz, sem bloquear as fossas nasais por alguns segundos; isso funciona para mim", disse ele.

"Ao deixar as narinas abertas, o espirro escapa se a pressão dos lábios não funcionar."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4ny5xqe 1e7o. Adaptado.
Ele acrescentou 'que' existem alguns métodos 'que' as pessoas podem usar para reprimir espirros sem fechar o nariz e a boca.

Os vocábulos destacados são, respectivamente:
Alternativas
Q3484923 Português
Assinale a alternativa em que, na sentença apresentada, ocorre um verbo defectivo. 
Alternativas
Q3484917 Português
Caso de divórcio (III)


         Ele é um ex-seminarista. Sério, metódico e higiênico. Do tipo que dorme sem amassar o pijama. Dela, todos dizem: é uma santa. Nunca tiveram filhos, e explicam que é por um problema de bacia estreita. Dele, não dela, mas ninguém jamais pediu maiores explicações. Ele é técnico contábil, está muito bem de vida. Ela se dedica a obras benemerentes e a atividades paroquiais. Os dois fizeram cursilho. Certa vez, ele escreveu uma carta ao jornal sobre uma vaga questão de dogma da Igreja e assinou Leigo Alerta. Ela usa o cabelo puxado para trás e amarrado num coque que é uma declaração de princípios. Até que um dia...

          Um dia, por acaso, ligam o rádio no meio de uma transmissão de futebol. E ela ouve um nome: Dulcídio Wanderley Boschilia. Não ouve o resto da frase, não sabe quem é, mas fixa-se no nome como se o agarrasse com os dentes. Dulcídio Wanderley Boschilia. Estremece. Sente uma estranha sensação no peito, uma aflição. Como um sumidouro. Dulcídio Wanderley Boschilia. O que é que está me acontecendo, Deus? Levanta e vai na cozinha tomar água. Quando volta, o marido acabou de desligar o rádio e está tirando a gravata, sinal certo de que se prepara para dormir. Será que ele notou alguma coisa? Dulcídio Wanderley Boschilia. Não consegue dormir. Nunca mais será a mesma. Que fascínio tem aquele nome para mudar uma vida? E o mais estranho é que só de madrugada, o marido roncando como um urso, ela se dá conta que existe um homem que corresponde ao nome. Até então o nome fora uma assombração sem corpo na sua vigília, uma coisa etérea, uma abstração sonora.
         
         Poucas horas antes da missa das seis, a aflição ganha um corpo. Mas que corpo terá Dulcídio Wanderley Boschilia? De volta da missa ela pega o jornal e vira para a página de esportes. Procura uma fotografia. Será este aqui? Deixa ver. Zezinho. Não é este. Tadeu. Cacau. Sente-se ridícula. O massagista Banha. Preciso me controlar. E súbito, num canto da página, a notícia: o árbitro Dulcídio Wanderley Boschilia, que apitou o jogo de ontem, ficará na cidade até amanhã pela manhã, quando embarcará para São Paulo.

          A empregada aparece na sala para pedir instruções para o almoço e descobre a patroa, com o jornal amassado contra o peito, o olhar perdido, e uma expressão na boca que a empregada — se soubesse soletrar a palavra — chamaria de pura lascívia. No mesmo dia, temendo nem ela sabe bem o quê, a empregada pede dispensa, depois de 17 anos com a família.

          Na manhã do dia seguinte, em vez da missa, a mulher vai para o aeroporto. De cabelo solto. O marido fica dormindo. Atenta a todas as chamadas para embarque, a mulher procura em vão por alguém com cara de Dulcídio Wanderley Boschilia. Almoça um bauru com guaraná no balcão do aeroporto e fica até à noite. Só quando descobre que não há mais voos para São Paulo naquele dia é que vai para casa.

      — Onde é que você esteve? quis saber o marido, preocupado.

    — Não interessa. Ela tranca-se no quarto, e nos quatro dias seguintes só sai uma vez, para telefonar a um jornal. Pede o endereço de Dulcídio Wanderley Boschilia em São Paulo. Ninguém sabe.

       Ela deve escrever para a Federação Paulista de Futebol, o Departamento de Árbitros, por aí. Na noite do quarto dia ela declara para o marido:

      — Quero ir para São Paulo.

      — Está bem. Iremos.

     — Você, não. Eu. Quero viver. Quero viver!

     O marido salta com os dois pés no seu peito, como um Watusi, e a manda cambaleando para dentro do quarto. Fecha a porta. Até hoje, só a deixa sair para ir ao banheiro. Ela tem assustado várias pessoas da vizinhança com chamados furtivos, da janela, no meio da noite, e misteriosos bilhetes “para o Dulcídio, em São Paulo. Rápido, rápido!”


VERISSIMO, L. F. Ed Mort e outras histórias. Porto Alegre: L&PM Editores, 1985. 
Considere o excerto: “Nunca mais será a mesma.” No contexto apresentado, ocorre uma locução adverbial responsável por exprimir circunstância de: 
Alternativas
Q3484916 Português
Caso de divórcio (III)


         Ele é um ex-seminarista. Sério, metódico e higiênico. Do tipo que dorme sem amassar o pijama. Dela, todos dizem: é uma santa. Nunca tiveram filhos, e explicam que é por um problema de bacia estreita. Dele, não dela, mas ninguém jamais pediu maiores explicações. Ele é técnico contábil, está muito bem de vida. Ela se dedica a obras benemerentes e a atividades paroquiais. Os dois fizeram cursilho. Certa vez, ele escreveu uma carta ao jornal sobre uma vaga questão de dogma da Igreja e assinou Leigo Alerta. Ela usa o cabelo puxado para trás e amarrado num coque que é uma declaração de princípios. Até que um dia...

          Um dia, por acaso, ligam o rádio no meio de uma transmissão de futebol. E ela ouve um nome: Dulcídio Wanderley Boschilia. Não ouve o resto da frase, não sabe quem é, mas fixa-se no nome como se o agarrasse com os dentes. Dulcídio Wanderley Boschilia. Estremece. Sente uma estranha sensação no peito, uma aflição. Como um sumidouro. Dulcídio Wanderley Boschilia. O que é que está me acontecendo, Deus? Levanta e vai na cozinha tomar água. Quando volta, o marido acabou de desligar o rádio e está tirando a gravata, sinal certo de que se prepara para dormir. Será que ele notou alguma coisa? Dulcídio Wanderley Boschilia. Não consegue dormir. Nunca mais será a mesma. Que fascínio tem aquele nome para mudar uma vida? E o mais estranho é que só de madrugada, o marido roncando como um urso, ela se dá conta que existe um homem que corresponde ao nome. Até então o nome fora uma assombração sem corpo na sua vigília, uma coisa etérea, uma abstração sonora.
         
         Poucas horas antes da missa das seis, a aflição ganha um corpo. Mas que corpo terá Dulcídio Wanderley Boschilia? De volta da missa ela pega o jornal e vira para a página de esportes. Procura uma fotografia. Será este aqui? Deixa ver. Zezinho. Não é este. Tadeu. Cacau. Sente-se ridícula. O massagista Banha. Preciso me controlar. E súbito, num canto da página, a notícia: o árbitro Dulcídio Wanderley Boschilia, que apitou o jogo de ontem, ficará na cidade até amanhã pela manhã, quando embarcará para São Paulo.

          A empregada aparece na sala para pedir instruções para o almoço e descobre a patroa, com o jornal amassado contra o peito, o olhar perdido, e uma expressão na boca que a empregada — se soubesse soletrar a palavra — chamaria de pura lascívia. No mesmo dia, temendo nem ela sabe bem o quê, a empregada pede dispensa, depois de 17 anos com a família.

          Na manhã do dia seguinte, em vez da missa, a mulher vai para o aeroporto. De cabelo solto. O marido fica dormindo. Atenta a todas as chamadas para embarque, a mulher procura em vão por alguém com cara de Dulcídio Wanderley Boschilia. Almoça um bauru com guaraná no balcão do aeroporto e fica até à noite. Só quando descobre que não há mais voos para São Paulo naquele dia é que vai para casa.

      — Onde é que você esteve? quis saber o marido, preocupado.

    — Não interessa. Ela tranca-se no quarto, e nos quatro dias seguintes só sai uma vez, para telefonar a um jornal. Pede o endereço de Dulcídio Wanderley Boschilia em São Paulo. Ninguém sabe.

       Ela deve escrever para a Federação Paulista de Futebol, o Departamento de Árbitros, por aí. Na noite do quarto dia ela declara para o marido:

      — Quero ir para São Paulo.

      — Está bem. Iremos.

     — Você, não. Eu. Quero viver. Quero viver!

     O marido salta com os dois pés no seu peito, como um Watusi, e a manda cambaleando para dentro do quarto. Fecha a porta. Até hoje, só a deixa sair para ir ao banheiro. Ela tem assustado várias pessoas da vizinhança com chamados furtivos, da janela, no meio da noite, e misteriosos bilhetes “para o Dulcídio, em São Paulo. Rápido, rápido!”


VERISSIMO, L. F. Ed Mort e outras histórias. Porto Alegre: L&PM Editores, 1985. 
No excerto “Atè então o nome fora uma assombração sem corpo na sua vigília, uma coisa etèrea, uma abstração sonora.”, a palavra “etèreo” poderia ser substituída, sem prejuízo de valor, por:
Alternativas
Q3484907 Português
Analise as seguintes afirmações e marque V para verdadeiro ou F para falso.

I. O subjuntivo é frequentemente empregado para expressar certeza e fatos concretos.
II. O modo subjuntivo é raramente utilizado em situações hipotéticas.
III. Utilizamos o subjuntivo para expressar desejos e pedidos.
IV. Em frases negativas, o subjuntivo nunca é empregado.
V. Expressar incerteza e probabilidade são funções comuns do subjuntivo.

A opção que marca corretamente as alternativas de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3484891 Português
Assinale a alternativa que apresenta a forma incorreta do adjetivo no grau superlativo absoluto sintético. 
Alternativas
Q3484848 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O tempo é outro

No último treino de basquete que participei, veio de novo aquela sensação de que o tempo passou. E passou bonito. Porque em minha cabeça, a jogada estava certinha, mano, perfeita! Mas na hora de executar, quem disse que saiu?

Expectativa e realidade que fala, né? Tipo: a cabeça sabia o que fazer, mas o corpo não acompanhou.

E não é uma questão de estar ou não em forma. A parada é que aos 49 o corpo já não salta mais como aos 18 e se a cabeça não estiver boa o suficiente pode realmente dar pano para o divã. Tenho muitos amigos que simplesmente se recusam a aceitar que o tempo mudou. O tempo, de fato, é outro.

Claro que tudo tem a ver também com motivação porque com a mente focada naquilo que você ama fazer, alguns limites são superados. Eu, por exemplo, consigo carregar um equipamento de três quilos na mão o dia todo para fazer um ensaio fotográfico ou ficar em pé por horas dando aula, mas o fato é que nada disso ocorre impunemente e a conta chega cada vez pesada ao final.

Eu me preocupo com isso sim. Não tenho muito esta paranoia de classe média de trabalhar como um camelo em nome de uma aposentadoria privada razoável. A gente quer sim ter mais qualidade de vida, mas é para hoje que isso se faz urgente, para curtir a vida hoje, os filhos hoje, a esposa hoje, o mundo lindo como ele é, hoje!

Mas voltando ao UFC "Corpo x Mente", tem uma parte que isso fica legal: a maturidade.

Sim, porque com o tempo e sabedoria que ele nos traz, aprendemos a pensar e agir bem melhor. É o lance de você saber se entra ou não em uma discussão porque talvez não terá muita paciência para aquilo ou até mesmo saúde mental para segurar a bronca.

Neste caso, corpo e mente trabalham de forma perfeita e evitam problemas que facilmente aceitaríamos com uma cabeça mais jovem.

Enfim, prós e contras.

Mas que eu queria fazer de novo aquela infiltração, aquela bandeja perfeita e só soltar a bola quase que dentro da cesta, isso eu queria. Help!

Roberto Mancuzo


https://www.imparcial.com.br/noticias/o-tempo-e-outro,65342 
O autor do "O tempo é outro" traz uma conclusão que ressalta a dualidade do envelhecimento. Assinale a alternativa que apresenta essa dualidade:
Alternativas
Q3484822 Português

Dados do Censo 2022 indicam que 56,1% dos indígenas do país tem menos de 30 anos. Informações relacionadas à idade e ao sexo dessas populações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Elas indicam um perfil populacional bem mais jovem do que o registrado pela população total do Brasil.


Fonte: Léo Rodrigues. Agência Brasil. 03/05/2024.



De acordo com o trecho da reportagem acima, é possível afirmar que: 

Alternativas
Q3484770 Português

O Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc), unidade do Governo do Estado, enviou esta semana um quantitativo de plaquetas para auxiliar o Hemocentro do Estado do Rio Grande do Sul (Hemorgs). O estado gaúcho sofre com fortes chuvas que estão provocando mortes e destruição.


Fonte: Agência de Notícias SECOM. 03/05/2024.



Segundo o trecho da reportagem acima, a contribuição de Santa Catarina ao Rio Grande do Sul foi por meio de doação de: 

Alternativas
Q3484768 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Saúde mental e redes sociais


Tenho lugar de fala para tocar em um ponto bem delicado: a exposição às redes sociais pode afetar sim a saúde mental de muita gente.


Eu avalio a exposição pública nas redes por três ângulos. O primeiro diz respeito a quem apenas participa do universo do ciberespaço e usa estas plataformas para relacionamentos naturais, mesmo que à distância.


O segundo aspecto reúne os comerciantes da web, pessoas que conseguiram encaixar bons negócios na rede e precisam se manter em alta para tocar estes investimentos. Claro que para muitos vale tudo e, não raro, a situação pode descambar para situações grotescas de exposição.


E, por fim, os casos que entendo serem os mais graves, que dizem respeito ao quanto as redes sociais afetam diretamente a saúde mental das pessoas.


(...)


Hoje não. Agora, não entregamos mais a procuração a ninguém porque nós mesmos somos os principais personagens da história. Temos perfis e acesso direto a quem quer que seja em qualquer lugar. É um poder que, com certeza, ainda não demos conta de assumir com propriedade, sem prejuízos.


Dizer que isto é um problema a se atentar somente para crianças e jovens não é verdade. Adultos e idosos estão neste jogo da mesma forma e sujeitos a serem vítimas dos efeitos que a exposição em rede traz.


Alguns respiros neste mundo louco, porém, me trazem um pouco de otimismo, como quando a atriz Paolla Oliveira mandou um monte de haters se lascar quando eles, patologicamente, fizeram críticas ao seu peso e idade.


Conhecemos o jogo. Quem faz estas críticas é normalmente blindada pelo anonimato, mas está mais do que na hora de não deixar que isso sirva de gatilho para que a vida seja jogada no lixo.


Roberto Mancuzo



https://www.imparcial.com.br/noticias/saude-mental-e-redes-sociais,634 35

Analise as afirmações que seguem:



I. O autor começa ressaltando que a exposição às redes sociais pode afetar a saúde mental de muitas pessoas, introduzindo, assim, o tema central do texto.


II. O autor argumenta que, atualmente, as pessoas têm mais poder sobre suas próprias narrativas devido à presença online, mas alerta que esse poder vem com responsabilidade e implicações para a saúde mental.


III. O autor conclui que é hora de não permitir que as críticas online afetem negativamente a vida das pessoas, destacando a necessidade de enfrentar e resistir à negatividade virtual.



Está CORRETO o que se afirma em: 

Alternativas
Q3484767 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Saúde mental e redes sociais


Tenho lugar de fala para tocar em um ponto bem delicado: a exposição às redes sociais pode afetar sim a saúde mental de muita gente.


Eu avalio a exposição pública nas redes por três ângulos. O primeiro diz respeito a quem apenas participa do universo do ciberespaço e usa estas plataformas para relacionamentos naturais, mesmo que à distância.


O segundo aspecto reúne os comerciantes da web, pessoas que conseguiram encaixar bons negócios na rede e precisam se manter em alta para tocar estes investimentos. Claro que para muitos vale tudo e, não raro, a situação pode descambar para situações grotescas de exposição.


E, por fim, os casos que entendo serem os mais graves, que dizem respeito ao quanto as redes sociais afetam diretamente a saúde mental das pessoas.


(...)


Hoje não. Agora, não entregamos mais a procuração a ninguém porque nós mesmos somos os principais personagens da história. Temos perfis e acesso direto a quem quer que seja em qualquer lugar. É um poder que, com certeza, ainda não demos conta de assumir com propriedade, sem prejuízos.


Dizer que isto é um problema a se atentar somente para crianças e jovens não é verdade. Adultos e idosos estão neste jogo da mesma forma e sujeitos a serem vítimas dos efeitos que a exposição em rede traz.


Alguns respiros neste mundo louco, porém, me trazem um pouco de otimismo, como quando a atriz Paolla Oliveira mandou um monte de haters se lascar quando eles, patologicamente, fizeram críticas ao seu peso e idade.


Conhecemos o jogo. Quem faz estas críticas é normalmente blindada pelo anonimato, mas está mais do que na hora de não deixar que isso sirva de gatilho para que a vida seja jogada no lixo.


Roberto Mancuzo



https://www.imparcial.com.br/noticias/saude-mental-e-redes-sociais,634 35

O texto destaca que a questão da saúde mental e redes sociais não se limita apenas a crianças e jovens, mas também afeta adultos e idosos, demonstrando a universalidade do problema.



Essa situação destaca, principalmente:

Alternativas
Q3484765 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Saúde mental e redes sociais


Tenho lugar de fala para tocar em um ponto bem delicado: a exposição às redes sociais pode afetar sim a saúde mental de muita gente.


Eu avalio a exposição pública nas redes por três ângulos. O primeiro diz respeito a quem apenas participa do universo do ciberespaço e usa estas plataformas para relacionamentos naturais, mesmo que à distância.


O segundo aspecto reúne os comerciantes da web, pessoas que conseguiram encaixar bons negócios na rede e precisam se manter em alta para tocar estes investimentos. Claro que para muitos vale tudo e, não raro, a situação pode descambar para situações grotescas de exposição.


E, por fim, os casos que entendo serem os mais graves, que dizem respeito ao quanto as redes sociais afetam diretamente a saúde mental das pessoas.


(...)


Hoje não. Agora, não entregamos mais a procuração a ninguém porque nós mesmos somos os principais personagens da história. Temos perfis e acesso direto a quem quer que seja em qualquer lugar. É um poder que, com certeza, ainda não demos conta de assumir com propriedade, sem prejuízos.


Dizer que isto é um problema a se atentar somente para crianças e jovens não é verdade. Adultos e idosos estão neste jogo da mesma forma e sujeitos a serem vítimas dos efeitos que a exposição em rede traz.


Alguns respiros neste mundo louco, porém, me trazem um pouco de otimismo, como quando a atriz Paolla Oliveira mandou um monte de haters se lascar quando eles, patologicamente, fizeram críticas ao seu peso e idade.


Conhecemos o jogo. Quem faz estas críticas é normalmente blindada pelo anonimato, mas está mais do que na hora de não deixar que isso sirva de gatilho para que a vida seja jogada no lixo.


Roberto Mancuzo



https://www.imparcial.com.br/noticias/saude-mental-e-redes-sociais,634 35

Considere as afirmativas relacionadas ao texto apresentadas a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:



(__) O objetivo principal do texto é conscientizar os leitores sobre os potenciais impactos negativos que a exposição às redes sociais pode ter na saúde mental das pessoas.


(__) Ele busca destacar os diferentes ângulos dessa questão, desde a utilização das redes para relacionamentos até os efeitos negativos da exposição excessiva, especialmente enfatizando que esse problema não se restringe apenas aos jovens, mas também afeta adultos e idosos.


(__) Além disso, o texto busca inspirar uma reflexão sobre como as pessoas podem enfrentar e resistir às críticas e à negatividade online, promovendo uma cultura de autoempoderamento e proteção da saúde mental.



Assinale a alternativa com a sequência CORRETA: 

Alternativas
Q3484764 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Saúde mental e redes sociais


Tenho lugar de fala para tocar em um ponto bem delicado: a exposição às redes sociais pode afetar sim a saúde mental de muita gente.


Eu avalio a exposição pública nas redes por três ângulos. O primeiro diz respeito a quem apenas participa do universo do ciberespaço e usa estas plataformas para relacionamentos naturais, mesmo que à distância.


O segundo aspecto reúne os comerciantes da web, pessoas que conseguiram encaixar bons negócios na rede e precisam se manter em alta para tocar estes investimentos. Claro que para muitos vale tudo e, não raro, a situação pode descambar para situações grotescas de exposição.


E, por fim, os casos que entendo serem os mais graves, que dizem respeito ao quanto as redes sociais afetam diretamente a saúde mental das pessoas.


(...)


Hoje não. Agora, não entregamos mais a procuração a ninguém porque nós mesmos somos os principais personagens da história. Temos perfis e acesso direto a quem quer que seja em qualquer lugar. É um poder que, com certeza, ainda não demos conta de assumir com propriedade, sem prejuízos.


Dizer que isto é um problema a se atentar somente para crianças e jovens não é verdade. Adultos e idosos estão neste jogo da mesma forma e sujeitos a serem vítimas dos efeitos que a exposição em rede traz.


Alguns respiros neste mundo louco, porém, me trazem um pouco de otimismo, como quando a atriz Paolla Oliveira mandou um monte de haters se lascar quando eles, patologicamente, fizeram críticas ao seu peso e idade.


Conhecemos o jogo. Quem faz estas críticas é normalmente blindada pelo anonimato, mas está mais do que na hora de não deixar que isso sirva de gatilho para que a vida seja jogada no lixo.


Roberto Mancuzo



https://www.imparcial.com.br/noticias/saude-mental-e-redes-sociais,634 35

Releia o trecho a seguir: "Alguns respiros neste mundo louco, PORÉM, me trazem um pouco de otimismo, como quando a atriz Paolla Oliveira mandou um monte de haters se lascar quando eles, patologicamente, fizeram críticas ao seu peso e idade."



Assinale a alternativa cujo conteúdo determina a relação entre a ideia introduzida pela expressão destacada e aquela veiculada antes dessa mesma expressão: 

Alternativas
Q3484571 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que aconteceria se você se encontrasse com seu eu futuro?


Q1_10.png (348×200)


Um clássico conto do escritor americano Ted Chiang conta a história de um jovem comerciante que viaja para o futuro e encontra o seu "eu" de anos depois. Ao longo da história, o homem recebe alertas, promessas e dicas daquela versão mais idosa e sábia de si próprio.


Essas premonições mudam o curso da vida do comerciante, até que ele acaba se tornando o homem mais velho, que encontra seu eu mais jovem e compartilha aquele mesmo conhecimento.


Este tipo de narrativa, por razões óbvias, sempre ficou restrito ao campo da ficção científica. Mas e se − um grande "se" − você realmente conseguisse encontrar o seu eu do futuro?


Esta é uma questão bastante estranha, mas acredito que vale a pena pensar mais sobre ela e nas pesquisas que realizei.


Meus estudos se concentraram principalmente em como as pessoas pensam e se relacionam com seus "eus" futuros, e publiquei recentemente um livro sobre o assunto. Nele, exploro os motivos que nos levam a ter tanta dificuldade para tomar decisões de longo prazo e como podemos fazer escolhas melhores, ampliando nossa conexão emocional com nosso eu futuro.


Minhas pesquisas me ensinaram que costumamos imaginar o nosso eu futuro como outra pessoa − e esta tendência pode nos criar problemas.


Pense em alguém na sua vida que você mal conhece: um vizinho ou um colega de trabalho, por exemplo. Se esse estranho pedisse que você se privasse de algo em seu benefício − que lhe emprestasse dinheiro, por exemplo − talvez você educadamente recusasse.


Se tratarmos o nosso eu futuro da mesma forma, faz sentido por que, às vezes, nós cedemos aos nossos desejos imediatos em vez de fazer algo que nos traria um bem maior a longo prazo.


Nós poderíamos pelo menos tentar fazer com que o nosso eu futuro se parecesse menos com estranhos e mais com pessoas próximas, como nossos parceiros, nossos entes queridos ou melhores amigos.


Em um estudo recente, por exemplo, meus colaboradores e eu fizemos uma parceria com um banco e descobrimos que clientes que recebem imagens de si próprios com o avanço da idade, ao lado de mensagens incentivando que eles economizem para a aposentadoria, são 16% mais propensos a fazer uma contribuição para a aposentadoria do que as pessoas que receberam apenas as mensagens de incentivo.


Outro estudo concluiu que escrever cartas para si próprio no futuro − e respondê-las − também pode fortalecer a conexão entre o eu atual e o do futuro.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckrpd3md325o. Adaptado.
Um clássico conto do escritor americano Ted Chiang conta a história de um jovem comerciante que viaja para o futuro e encontra o seu "eu" de anos depois. Ao longo da história, o homem recebe alertas, promessas e dicas daquela versão mais idosa e sábia de si próprio.

Na frase em questão, é correto afirmar que há:
Alternativas
Respostas
46221: D
46222: B
46223: A
46224: A
46225: C
46226: B
46227: C
46228: C
46229: E
46230: A
46231: B
46232: D
46233: A
46234: B
46235: A
46236: A
46237: B
46238: D
46239: A
46240: A