Questões de Concurso Sobre português
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"Os gregos não foram grandes políticos, nem criaram, militarmente, nenhum império coeso. Admite-se mesmo que seu espírito crítico deve ter contribuído para sua fragmentação política em um punhado de pequenos Estados. Mas levou-os, ao mesmo tempo, à contemplação da vida, do mundo, do homem..." (segundo parágrafo).
I - As duas ocorrências da palavra "os", em destaque, são "artigo" e "pronome", respectivamente.
II - A palavra "mas" poderia ser substituída pela palavra "todavia", sem mudar o sentido do texto.
III - O emprego do acento indicativo de crase, em "à contemplação" é facultativo.
I - A palavra "lhe" recupera o sintagma nominal "a literatura e as artes".
II - A palavra "prodigamente" está modificando o sentido da forma verbal "alimentou".
III - As palavras "séculos" e "espírito" são proparóxitonas e, por isso, são grafadas com acento.
"A sua ordenação não foi providenciada por um deus operando de fora. Ao contrário, os próprios deuses nascem, de alguma maneira, dessa matéria. Pois é a Terra – condensação da matéria – que, em amoroso amplexo com o Céu, dá origem às divindades primordiais." (terceiro parágrafo)
"Devido a seu caráter fundamental, o mito conserva até os nossos dias vitalidade e presença grandiosa: ele trata dos mesmos problemas – existenciais, morais e sociais – que continuam a afligir a humanidade. Por isso, o homem não deixou de criar novos mitos, muito embora tenha pisado na Lua." (décimo parágrafo)
I - As três ocorrências de "a", em destaque, são preposição, preposição e artigo, respectivamente.
II - A locução "muito embora" exprime ideia de concessão.
III - As palavras "nossos", "ele" e "mesmos" são exemplos de pronomes.
"Com a palavra mitologia, designam-se dois conceitos: o conjunto de mitos e lendas que um povo imaginou e o estudo dos mesmos." (sexto parágrafo)
I - O mito ajuda o homem a se sentir integrado aos grandes ciclos da vida, de modo que até mesmo a morte pode fazer sentido para ele, pois o reintegraria às origens.
II - Por tratar de problemas existenciais, morais e sociais que afligem a humanidade, o mito conserva vitalidade e presença grandiosa na vida humana, sendo, portanto, fundamental.
III - A narrativa mítica não pode ser considerada uma ficção caprichosa da imaginação porque traz em si uma verdade profundamente humana.
I - Para a consciência mítica, a origem de tudo pode ser recuperada pela imaginação.
II - Para a consciência mítica, a temporalidade dos acontecimentos é fundamental porque demonstra a repetição das origens nos ciclos da vida.
III - Para a consciência mítica, a morte faz sentido porque estimula a eterna transitoriedade humana pela repetição dos ciclos-modelo.
I - Segundo os gregos, o Caos é a desordem e a confusão, no entanto, se o que há nele for organizado, pode produzir e perpetuar a vida.
II - Segundo os gregos, os deuses e o homem têm sua origem da mesma matéria.
III - Segundo os gregos, os deuses e o homem diferenciam-se somente por uma força totalmente diferente.
I - A alta habilidade dos gregos no campo da política e da narrativa mítica foi fundamental para o seu domínio em muitos estados.
II - O homem, após ter pisado na Lua, continua criando novos mitos para explicar a grandeza do criador.
III - Por meio da mitologia e da ficção científica, o homem busca compensar o abismo entre ele e o universo racional organizado por grandes ciclos.
I - O ignorar o zero na matemática grega é um indício de que, para os gregos, o Nada é impensável.
II - Todas as formas existentes na superfície terrestre têm sua origem na força que ordenou o Caos.
III - A criação do mito foi uma forma de explicar o mistério da existência por meio da imaginação.
I - A mitologia helênica é uma concepção imatura criada pelo homem porque se trata apenas de ficção científica que almeja uma transposição da vida em zonas ideais.
II - A cultura ocidental deve muito à mitologia grega porque esta inspirou a literatura e as artes através dos séculos.
III - A contemplação da vida, do mundo e do homem levou os gregos a indagar sobre a origem do deus criador.
I - Para os gregos, ainda que regido por uma força vital única, tudo o que existia tinha como fonte um deus criador.
II - Para os gregos, a imensidão e a diversidade de fenômenos não poderiam ter sua origem em uma unidade criadora essencial.
III - Para os gregos, do nada existente no caos absoluto surgiu uma força vital única que originou as diferentes maneiras de ser com suas múltiplas funções.

