Questões de Concurso Sobre português

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Q4410275 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

As Letras são Infinitas

Estamos acostumados a pensar nos números como infinitos. E, de fato, eles o são. Ainda criança, fui atraído pela Matemática justamente por causa do infinito. Ele não cabe em nossas cabeças e, no entanto, falamos dele sem maior constrangimento. Estranho.
Foi apenas no entardecer da vida, porém, que descobri que as Letras também são Infinitas. E ouso afirmar: pertencem a um tipo de Infinito maior que o dos números.
O infinito, na Matemática, produz resultados profundamente contraintuitivos. Há, por exemplo, infinitos maiores que outros. "Infinito maior que infinito" soa como um paradoxo, mas não é. Para compreender isso, entretanto, é necessário um pouco de esforço e paciência. Algumas Verdades cobram tributo. [...]
O elemento da diagonal de Cantor é rebelde: recusa-se a ser confinado em qualquer lista pretensamente completa. [...]
Não me refiro, evidentemente, ao alfabeto nem às palavras. Ambos são finitos. Refiro-me à Literatura em seu sentido mais elevado. Esta expressa aquilo que os números são incapazes de comunicar. [...]
[...] Recorrendo à Liberdade das Letras, por analogia Poética com o Argumento da Diagonal de Cantor, concluo que elas pertencem a um Infinito superior ao dos números, e que as grandes Obras são rebeldes. Nenhuma interpretação consegue encerrá-las definitivamente. Como o elemento da diagonal de Cantor, elas sempre escapam à lista dos sentidos que julgávamos completos.
Os números podem ser infinitos; as Letras, por sua vez, são inesgotáveis. Tarde reconheci essa outra Verdade. Se a maturidade de hoje me tivesse sido dada na juventude, talvez eu tivesse seguido as Letras. O infinito dos números levou-me à Matemática. O Infinito inesgotável das Letras, esse Infinito maior que o infinito, teria me arrebatado com força maior.

YAMAGISHI, Michel E. Beleza. As Letras são Infinitas. Jornal da Unicamp, Campinas, 28 ago. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/08/28/michel-yamagishi/as-letras-s ao-infinitas/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)
Na crônica, os pronomes retomam termos e ideias, estabelecem relações entre orações e exercem funções sintáticas que podem não coincidir com a posição que ocupam na frase. Considerando o emprego dos pronomes e as relações que estabelecem no texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4410274 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

As Letras são Infinitas

Estamos acostumados a pensar nos números como infinitos. E, de fato, eles o são. Ainda criança, fui atraído pela Matemática justamente por causa do infinito. Ele não cabe em nossas cabeças e, no entanto, falamos dele sem maior constrangimento. Estranho.
Foi apenas no entardecer da vida, porém, que descobri que as Letras também são Infinitas. E ouso afirmar: pertencem a um tipo de Infinito maior que o dos números.
O infinito, na Matemática, produz resultados profundamente contraintuitivos. Há, por exemplo, infinitos maiores que outros. "Infinito maior que infinito" soa como um paradoxo, mas não é. Para compreender isso, entretanto, é necessário um pouco de esforço e paciência. Algumas Verdades cobram tributo. [...]
O elemento da diagonal de Cantor é rebelde: recusa-se a ser confinado em qualquer lista pretensamente completa. [...]
Não me refiro, evidentemente, ao alfabeto nem às palavras. Ambos são finitos. Refiro-me à Literatura em seu sentido mais elevado. Esta expressa aquilo que os números são incapazes de comunicar. [...]
[...] Recorrendo à Liberdade das Letras, por analogia Poética com o Argumento da Diagonal de Cantor, concluo que elas pertencem a um Infinito superior ao dos números, e que as grandes Obras são rebeldes. Nenhuma interpretação consegue encerrá-las definitivamente. Como o elemento da diagonal de Cantor, elas sempre escapam à lista dos sentidos que julgávamos completos.
Os números podem ser infinitos; as Letras, por sua vez, são inesgotáveis. Tarde reconheci essa outra Verdade. Se a maturidade de hoje me tivesse sido dada na juventude, talvez eu tivesse seguido as Letras. O infinito dos números levou-me à Matemática. O Infinito inesgotável das Letras, esse Infinito maior que o infinito, teria me arrebatado com força maior.

YAMAGISHI, Michel E. Beleza. As Letras são Infinitas. Jornal da Unicamp, Campinas, 28 ago. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/08/28/michel-yamagishi/as-letras-s ao-infinitas/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)
A crônica apresenta construções em que a concordância exige atenção ao gênero dos termos coordenados, ao núcleo de expressões partitivas, à estrutura da voz passiva e ao antecedente dos pronomes relativos. Considerando os mecanismos de concordância empregados no texto, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4410136 Português
O ensino de Língua Portuguesa tem sido objeto de diferentes concepções teóricas, que influenciam a organização do trabalho pedagógico e a compreensão dos objetivos da aprendizagem escolar (ANTUNES, 2003).
Em relação aos fundamentos do ensino de Língua Portuguesa apresentados no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4409424 Português
As discussões sobre a produção escrita têm contribuído para o aprimoramento das práticas pedagógicas e para a compreensão dos desafios envolvidos no ensino de Língua Portuguesa na Educação Básica (MARCUSCHI, 2008).

Em relação à produção escrita em diferentes gêneros textuais, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4409393 Português
O texto a seguir servirá de base para responder à questão.


Garimpando ou apenas atrás de avanços tecnológicos


Em 2004, dois físicos da Universidade de Manchester, no Reino Unido, utilizaram uma fita adesiva comum para isolar, pela primeira vez, uma folha atômica de grafite, inaugurando uma nova classe de materiais. Conhecido como grafeno, o material conduzia eletricidade tão bem quanto o cobre, destacava-se como um excelente condutor de calor e, embora sua estrutura muito compacta de carbono o tornasse denso, sua espessura ultrafina conferia extremamente flexível. A própria obtenção do grafeno foi considerada um feito surpreendente na época, visto que se julgou impensável que materiais cristalinos formados por apenas uma camada atômica fossem obtidos. O impacto da descoberta foi tão significativo que a equipe recebeu o Nobel de Física.

Embora mais de duas décadas tenham se passado desde a descoberta, os cientistas continuam explorando essa classe de materiais, conhecidos como materiais bidimensionais (2D) ou lamelares. Esses materiais consistem em uma ou poucas camadas atômicas e apresentam comportamentos físicos que, muitas vezes, desaparecem em suas formas tridimensionais, ampliando o leque de aplicações tecnológicas potenciais.

A física Ingrid Barcelos, pesquisadora do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), chefia um dos grupos brasileiros dedicados ao estudo desses materiais. A pesquisa de Barcelos é centrada na investigação de materiais 2D derivados de filossilicatos, minerais encontrados na natureza, e conta com financiamento da FAPESP. Segundo Barcelos, embora os filossilicatos sejam muito abundantes na natureza, eles ainda são pouco estudados. A pesquisadora ressalta que, devido ao seu baixo custo quando comparados a materiais 2D sintéticos, esses minerais se apresentam como opções acessíveis para aplicações tecnológicas, destacando-se como escolhas mais sustentáveis por terem origem natural e não passarem por processamento prévio, gerando menor impacto ambiental no descarte.

Os filossilicatos são formados pela combinação de átomos de silício e oxigênio, que se organizam em camadas empilhadas, compondo o mineral. À semelhança do procedimento pioneiro com o grafeno, Barcelos utiliza fitas adesivas para esfoliar, ou seja, separar as camadas desses minerais, produzindo flocos de espessuras nanométricas. Conforme explica a pesquisadora, a separação em camadas ultrafinas só é viável porque as interações entre as diferentes camadas sobrepostas são fracas o suficiente para permitir a clivagem, ao passo que as ligações entre os átomos de cada camada mantêm a integridade estrutural. Barcelos ilustra esse processo comparando-o a um pacote de folhas de papel do qual se pode retirar folha por folha, sendo cada qual uma camada atômica.

Barcelos aponta que os filossilicatos possuem características físicas de isolantes elétricos. De acordo com a pesquisadora, no universo dos materiais 2D, poucos apresentam esse comportamento; o nitreto de boro hexagonal, um dos mais utilizados, possui custo elevado para a obtenção de alta qualidade cristalina e produção concentrada em poucos locais, o que limita o seu acesso. Entre os filossilicatos estudados por Barcelos está o talco, um material 2D derivado da pedra-sabão. Essa rocha, abundante em Minas Gerais, é utilizada na fabricação de utensílios de cozinha e foi o material escolhido pelo artista Aleijadinho para esculpir suas obras.


Em 2018, uma equipe publicou um estudo na revista ACS Photonics sobre as propriedades do talco para o desenvolvimento de dispositivos optoeletrônicos. Para investigar como a luz se propaga em escala nanométrica, os pesquisadores combinaram a nano-espectroscopia de infravermelho à microscopia óptica de varredura no campo próximo tipo espalhamento (s-SNOM), revelando como a radiação trafega em seu interior. entendo como a radiação se propaga no material.

Em outro estudo, publicado em 2025 na revista Nanoscale, o grupo falou como o talco suporta a formação de fônon-poláritos, que são quasipartículas originadas da interação intensa entre a luz e as vibrações atômicas do cristal, permitindo entender como a radiação se propaga no material.

As propriedades físicas dos materiais 2D ampliam seu campo de aplicação: enquanto alguns atuam na eletrônica flexível com circuitos dobráveis, outros, como o grafeno, já são incorporados a plásticos para fortalecer sua resistência. Embora o talco e outros minerais permaneçam em avanços incipientes de caracterização, a investigação de materiais primários abundantes e baratos abre caminho para a criação de futuros dispositivos optoeletrônicos, nanofotônicos e emissores quânticos de luz. 


https://revistapesquisa.fapesp.br/garimpando-o-solo-atras-de-avancos-t ecnologicos/.adaptado.
As interações entre as diferentes camadas sobrepostas são fracas o suficiente para permitir a clivagem, ao passo que as ligações entre os átomos de cada camada " mantêm " a integridade estrutural.

Em relação à ortografia oficial da língua portuguesa, analise as proposições a seguir.

I.O verbo destacado está corretamente grafado e flexionado na terceira pessoa do plural do presente do indicativo, estabelecendo concordância com o núcleo do sujeito "ligações".
PORQUE
II.O verbo "mantêm" recebe acento gráfico por se tratar de um monossílabo tônico terminado em "-em", submetendo-se à regra geral de acentuação aplicável a essa classe de vocábulos.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4409392 Português
O texto a seguir servirá de base para responder à questão.


Garimpando ou apenas atrás de avanços tecnológicos


Em 2004, dois físicos da Universidade de Manchester, no Reino Unido, utilizaram uma fita adesiva comum para isolar, pela primeira vez, uma folha atômica de grafite, inaugurando uma nova classe de materiais. Conhecido como grafeno, o material conduzia eletricidade tão bem quanto o cobre, destacava-se como um excelente condutor de calor e, embora sua estrutura muito compacta de carbono o tornasse denso, sua espessura ultrafina conferia extremamente flexível. A própria obtenção do grafeno foi considerada um feito surpreendente na época, visto que se julgou impensável que materiais cristalinos formados por apenas uma camada atômica fossem obtidos. O impacto da descoberta foi tão significativo que a equipe recebeu o Nobel de Física.

Embora mais de duas décadas tenham se passado desde a descoberta, os cientistas continuam explorando essa classe de materiais, conhecidos como materiais bidimensionais (2D) ou lamelares. Esses materiais consistem em uma ou poucas camadas atômicas e apresentam comportamentos físicos que, muitas vezes, desaparecem em suas formas tridimensionais, ampliando o leque de aplicações tecnológicas potenciais.

A física Ingrid Barcelos, pesquisadora do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), chefia um dos grupos brasileiros dedicados ao estudo desses materiais. A pesquisa de Barcelos é centrada na investigação de materiais 2D derivados de filossilicatos, minerais encontrados na natureza, e conta com financiamento da FAPESP. Segundo Barcelos, embora os filossilicatos sejam muito abundantes na natureza, eles ainda são pouco estudados. A pesquisadora ressalta que, devido ao seu baixo custo quando comparados a materiais 2D sintéticos, esses minerais se apresentam como opções acessíveis para aplicações tecnológicas, destacando-se como escolhas mais sustentáveis por terem origem natural e não passarem por processamento prévio, gerando menor impacto ambiental no descarte.

Os filossilicatos são formados pela combinação de átomos de silício e oxigênio, que se organizam em camadas empilhadas, compondo o mineral. À semelhança do procedimento pioneiro com o grafeno, Barcelos utiliza fitas adesivas para esfoliar, ou seja, separar as camadas desses minerais, produzindo flocos de espessuras nanométricas. Conforme explica a pesquisadora, a separação em camadas ultrafinas só é viável porque as interações entre as diferentes camadas sobrepostas são fracas o suficiente para permitir a clivagem, ao passo que as ligações entre os átomos de cada camada mantêm a integridade estrutural. Barcelos ilustra esse processo comparando-o a um pacote de folhas de papel do qual se pode retirar folha por folha, sendo cada qual uma camada atômica.

Barcelos aponta que os filossilicatos possuem características físicas de isolantes elétricos. De acordo com a pesquisadora, no universo dos materiais 2D, poucos apresentam esse comportamento; o nitreto de boro hexagonal, um dos mais utilizados, possui custo elevado para a obtenção de alta qualidade cristalina e produção concentrada em poucos locais, o que limita o seu acesso. Entre os filossilicatos estudados por Barcelos está o talco, um material 2D derivado da pedra-sabão. Essa rocha, abundante em Minas Gerais, é utilizada na fabricação de utensílios de cozinha e foi o material escolhido pelo artista Aleijadinho para esculpir suas obras.


Em 2018, uma equipe publicou um estudo na revista ACS Photonics sobre as propriedades do talco para o desenvolvimento de dispositivos optoeletrônicos. Para investigar como a luz se propaga em escala nanométrica, os pesquisadores combinaram a nano-espectroscopia de infravermelho à microscopia óptica de varredura no campo próximo tipo espalhamento (s-SNOM), revelando como a radiação trafega em seu interior. entendo como a radiação se propaga no material.

Em outro estudo, publicado em 2025 na revista Nanoscale, o grupo falou como o talco suporta a formação de fônon-poláritos, que são quasipartículas originadas da interação intensa entre a luz e as vibrações atômicas do cristal, permitindo entender como a radiação se propaga no material.

As propriedades físicas dos materiais 2D ampliam seu campo de aplicação: enquanto alguns atuam na eletrônica flexível com circuitos dobráveis, outros, como o grafeno, já são incorporados a plásticos para fortalecer sua resistência. Embora o talco e outros minerais permaneçam em avanços incipientes de caracterização, a investigação de materiais primários abundantes e baratos abre caminho para a criação de futuros dispositivos optoeletrônicos, nanofotônicos e emissores quânticos de luz. 


https://revistapesquisa.fapesp.br/garimpando-o-solo-atras-de-avancos-t ecnologicos/.adaptado.
A investigação de matérias-primas abundantes e baratas abre caminho para a criação de futuros dispositivos optoeletrônicos, nanofotônicos e emissores quânticos de luz.

Em relação à regência nominal presente no trecho acima, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4409391 Português
O texto a seguir servirá de base para responder à questão.


Garimpando ou apenas atrás de avanços tecnológicos


Em 2004, dois físicos da Universidade de Manchester, no Reino Unido, utilizaram uma fita adesiva comum para isolar, pela primeira vez, uma folha atômica de grafite, inaugurando uma nova classe de materiais. Conhecido como grafeno, o material conduzia eletricidade tão bem quanto o cobre, destacava-se como um excelente condutor de calor e, embora sua estrutura muito compacta de carbono o tornasse denso, sua espessura ultrafina conferia extremamente flexível. A própria obtenção do grafeno foi considerada um feito surpreendente na época, visto que se julgou impensável que materiais cristalinos formados por apenas uma camada atômica fossem obtidos. O impacto da descoberta foi tão significativo que a equipe recebeu o Nobel de Física.

Embora mais de duas décadas tenham se passado desde a descoberta, os cientistas continuam explorando essa classe de materiais, conhecidos como materiais bidimensionais (2D) ou lamelares. Esses materiais consistem em uma ou poucas camadas atômicas e apresentam comportamentos físicos que, muitas vezes, desaparecem em suas formas tridimensionais, ampliando o leque de aplicações tecnológicas potenciais.

A física Ingrid Barcelos, pesquisadora do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), chefia um dos grupos brasileiros dedicados ao estudo desses materiais. A pesquisa de Barcelos é centrada na investigação de materiais 2D derivados de filossilicatos, minerais encontrados na natureza, e conta com financiamento da FAPESP. Segundo Barcelos, embora os filossilicatos sejam muito abundantes na natureza, eles ainda são pouco estudados. A pesquisadora ressalta que, devido ao seu baixo custo quando comparados a materiais 2D sintéticos, esses minerais se apresentam como opções acessíveis para aplicações tecnológicas, destacando-se como escolhas mais sustentáveis por terem origem natural e não passarem por processamento prévio, gerando menor impacto ambiental no descarte.

Os filossilicatos são formados pela combinação de átomos de silício e oxigênio, que se organizam em camadas empilhadas, compondo o mineral. À semelhança do procedimento pioneiro com o grafeno, Barcelos utiliza fitas adesivas para esfoliar, ou seja, separar as camadas desses minerais, produzindo flocos de espessuras nanométricas. Conforme explica a pesquisadora, a separação em camadas ultrafinas só é viável porque as interações entre as diferentes camadas sobrepostas são fracas o suficiente para permitir a clivagem, ao passo que as ligações entre os átomos de cada camada mantêm a integridade estrutural. Barcelos ilustra esse processo comparando-o a um pacote de folhas de papel do qual se pode retirar folha por folha, sendo cada qual uma camada atômica.

Barcelos aponta que os filossilicatos possuem características físicas de isolantes elétricos. De acordo com a pesquisadora, no universo dos materiais 2D, poucos apresentam esse comportamento; o nitreto de boro hexagonal, um dos mais utilizados, possui custo elevado para a obtenção de alta qualidade cristalina e produção concentrada em poucos locais, o que limita o seu acesso. Entre os filossilicatos estudados por Barcelos está o talco, um material 2D derivado da pedra-sabão. Essa rocha, abundante em Minas Gerais, é utilizada na fabricação de utensílios de cozinha e foi o material escolhido pelo artista Aleijadinho para esculpir suas obras.


Em 2018, uma equipe publicou um estudo na revista ACS Photonics sobre as propriedades do talco para o desenvolvimento de dispositivos optoeletrônicos. Para investigar como a luz se propaga em escala nanométrica, os pesquisadores combinaram a nano-espectroscopia de infravermelho à microscopia óptica de varredura no campo próximo tipo espalhamento (s-SNOM), revelando como a radiação trafega em seu interior. entendo como a radiação se propaga no material.

Em outro estudo, publicado em 2025 na revista Nanoscale, o grupo falou como o talco suporta a formação de fônon-poláritos, que são quasipartículas originadas da interação intensa entre a luz e as vibrações atômicas do cristal, permitindo entender como a radiação se propaga no material.

As propriedades físicas dos materiais 2D ampliam seu campo de aplicação: enquanto alguns atuam na eletrônica flexível com circuitos dobráveis, outros, como o grafeno, já são incorporados a plásticos para fortalecer sua resistência. Embora o talco e outros minerais permaneçam em avanços incipientes de caracterização, a investigação de materiais primários abundantes e baratos abre caminho para a criação de futuros dispositivos optoeletrônicos, nanofotônicos e emissores quânticos de luz. 


https://revistapesquisa.fapesp.br/garimpando-o-solo-atras-de-avancos-t ecnologicos/.adaptado.
"À" semelhança do procedimento pioneiro com o grafeno, Barcelos utiliza fitas adesivas para esfoliar, ou seja, separar as camadas desses minerais.

Em relação ao emprego do acento indicativo de crase no trecho, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4409390 Português
O texto a seguir servirá de base para responder à questão.


Garimpando ou apenas atrás de avanços tecnológicos


Em 2004, dois físicos da Universidade de Manchester, no Reino Unido, utilizaram uma fita adesiva comum para isolar, pela primeira vez, uma folha atômica de grafite, inaugurando uma nova classe de materiais. Conhecido como grafeno, o material conduzia eletricidade tão bem quanto o cobre, destacava-se como um excelente condutor de calor e, embora sua estrutura muito compacta de carbono o tornasse denso, sua espessura ultrafina conferia extremamente flexível. A própria obtenção do grafeno foi considerada um feito surpreendente na época, visto que se julgou impensável que materiais cristalinos formados por apenas uma camada atômica fossem obtidos. O impacto da descoberta foi tão significativo que a equipe recebeu o Nobel de Física.

Embora mais de duas décadas tenham se passado desde a descoberta, os cientistas continuam explorando essa classe de materiais, conhecidos como materiais bidimensionais (2D) ou lamelares. Esses materiais consistem em uma ou poucas camadas atômicas e apresentam comportamentos físicos que, muitas vezes, desaparecem em suas formas tridimensionais, ampliando o leque de aplicações tecnológicas potenciais.

A física Ingrid Barcelos, pesquisadora do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), chefia um dos grupos brasileiros dedicados ao estudo desses materiais. A pesquisa de Barcelos é centrada na investigação de materiais 2D derivados de filossilicatos, minerais encontrados na natureza, e conta com financiamento da FAPESP. Segundo Barcelos, embora os filossilicatos sejam muito abundantes na natureza, eles ainda são pouco estudados. A pesquisadora ressalta que, devido ao seu baixo custo quando comparados a materiais 2D sintéticos, esses minerais se apresentam como opções acessíveis para aplicações tecnológicas, destacando-se como escolhas mais sustentáveis por terem origem natural e não passarem por processamento prévio, gerando menor impacto ambiental no descarte.

Os filossilicatos são formados pela combinação de átomos de silício e oxigênio, que se organizam em camadas empilhadas, compondo o mineral. À semelhança do procedimento pioneiro com o grafeno, Barcelos utiliza fitas adesivas para esfoliar, ou seja, separar as camadas desses minerais, produzindo flocos de espessuras nanométricas. Conforme explica a pesquisadora, a separação em camadas ultrafinas só é viável porque as interações entre as diferentes camadas sobrepostas são fracas o suficiente para permitir a clivagem, ao passo que as ligações entre os átomos de cada camada mantêm a integridade estrutural. Barcelos ilustra esse processo comparando-o a um pacote de folhas de papel do qual se pode retirar folha por folha, sendo cada qual uma camada atômica.

Barcelos aponta que os filossilicatos possuem características físicas de isolantes elétricos. De acordo com a pesquisadora, no universo dos materiais 2D, poucos apresentam esse comportamento; o nitreto de boro hexagonal, um dos mais utilizados, possui custo elevado para a obtenção de alta qualidade cristalina e produção concentrada em poucos locais, o que limita o seu acesso. Entre os filossilicatos estudados por Barcelos está o talco, um material 2D derivado da pedra-sabão. Essa rocha, abundante em Minas Gerais, é utilizada na fabricação de utensílios de cozinha e foi o material escolhido pelo artista Aleijadinho para esculpir suas obras.


Em 2018, uma equipe publicou um estudo na revista ACS Photonics sobre as propriedades do talco para o desenvolvimento de dispositivos optoeletrônicos. Para investigar como a luz se propaga em escala nanométrica, os pesquisadores combinaram a nano-espectroscopia de infravermelho à microscopia óptica de varredura no campo próximo tipo espalhamento (s-SNOM), revelando como a radiação trafega em seu interior. entendo como a radiação se propaga no material.

Em outro estudo, publicado em 2025 na revista Nanoscale, o grupo falou como o talco suporta a formação de fônon-poláritos, que são quasipartículas originadas da interação intensa entre a luz e as vibrações atômicas do cristal, permitindo entender como a radiação se propaga no material.

As propriedades físicas dos materiais 2D ampliam seu campo de aplicação: enquanto alguns atuam na eletrônica flexível com circuitos dobráveis, outros, como o grafeno, já são incorporados a plásticos para fortalecer sua resistência. Embora o talco e outros minerais permaneçam em avanços incipientes de caracterização, a investigação de materiais primários abundantes e baratos abre caminho para a criação de futuros dispositivos optoeletrônicos, nanofotônicos e emissores quânticos de luz. 


https://revistapesquisa.fapesp.br/garimpando-o-solo-atras-de-avancos-t ecnologicos/.adaptado.
Em 2018, a equipe publicou um estudo na revista ACS Photonics sobre as propriedades do talco para o desenvolvimento de dispositivos optoeletrônicos.

Em relação à sintaxe da oração presente no trecho acima, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4409389 Português
O texto a seguir servirá de base para responder à questão.


Garimpando ou apenas atrás de avanços tecnológicos


Em 2004, dois físicos da Universidade de Manchester, no Reino Unido, utilizaram uma fita adesiva comum para isolar, pela primeira vez, uma folha atômica de grafite, inaugurando uma nova classe de materiais. Conhecido como grafeno, o material conduzia eletricidade tão bem quanto o cobre, destacava-se como um excelente condutor de calor e, embora sua estrutura muito compacta de carbono o tornasse denso, sua espessura ultrafina conferia extremamente flexível. A própria obtenção do grafeno foi considerada um feito surpreendente na época, visto que se julgou impensável que materiais cristalinos formados por apenas uma camada atômica fossem obtidos. O impacto da descoberta foi tão significativo que a equipe recebeu o Nobel de Física.

Embora mais de duas décadas tenham se passado desde a descoberta, os cientistas continuam explorando essa classe de materiais, conhecidos como materiais bidimensionais (2D) ou lamelares. Esses materiais consistem em uma ou poucas camadas atômicas e apresentam comportamentos físicos que, muitas vezes, desaparecem em suas formas tridimensionais, ampliando o leque de aplicações tecnológicas potenciais.

A física Ingrid Barcelos, pesquisadora do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), chefia um dos grupos brasileiros dedicados ao estudo desses materiais. A pesquisa de Barcelos é centrada na investigação de materiais 2D derivados de filossilicatos, minerais encontrados na natureza, e conta com financiamento da FAPESP. Segundo Barcelos, embora os filossilicatos sejam muito abundantes na natureza, eles ainda são pouco estudados. A pesquisadora ressalta que, devido ao seu baixo custo quando comparados a materiais 2D sintéticos, esses minerais se apresentam como opções acessíveis para aplicações tecnológicas, destacando-se como escolhas mais sustentáveis por terem origem natural e não passarem por processamento prévio, gerando menor impacto ambiental no descarte.

Os filossilicatos são formados pela combinação de átomos de silício e oxigênio, que se organizam em camadas empilhadas, compondo o mineral. À semelhança do procedimento pioneiro com o grafeno, Barcelos utiliza fitas adesivas para esfoliar, ou seja, separar as camadas desses minerais, produzindo flocos de espessuras nanométricas. Conforme explica a pesquisadora, a separação em camadas ultrafinas só é viável porque as interações entre as diferentes camadas sobrepostas são fracas o suficiente para permitir a clivagem, ao passo que as ligações entre os átomos de cada camada mantêm a integridade estrutural. Barcelos ilustra esse processo comparando-o a um pacote de folhas de papel do qual se pode retirar folha por folha, sendo cada qual uma camada atômica.

Barcelos aponta que os filossilicatos possuem características físicas de isolantes elétricos. De acordo com a pesquisadora, no universo dos materiais 2D, poucos apresentam esse comportamento; o nitreto de boro hexagonal, um dos mais utilizados, possui custo elevado para a obtenção de alta qualidade cristalina e produção concentrada em poucos locais, o que limita o seu acesso. Entre os filossilicatos estudados por Barcelos está o talco, um material 2D derivado da pedra-sabão. Essa rocha, abundante em Minas Gerais, é utilizada na fabricação de utensílios de cozinha e foi o material escolhido pelo artista Aleijadinho para esculpir suas obras.


Em 2018, uma equipe publicou um estudo na revista ACS Photonics sobre as propriedades do talco para o desenvolvimento de dispositivos optoeletrônicos. Para investigar como a luz se propaga em escala nanométrica, os pesquisadores combinaram a nano-espectroscopia de infravermelho à microscopia óptica de varredura no campo próximo tipo espalhamento (s-SNOM), revelando como a radiação trafega em seu interior. entendo como a radiação se propaga no material.

Em outro estudo, publicado em 2025 na revista Nanoscale, o grupo falou como o talco suporta a formação de fônon-poláritos, que são quasipartículas originadas da interação intensa entre a luz e as vibrações atômicas do cristal, permitindo entender como a radiação se propaga no material.

As propriedades físicas dos materiais 2D ampliam seu campo de aplicação: enquanto alguns atuam na eletrônica flexível com circuitos dobráveis, outros, como o grafeno, já são incorporados a plásticos para fortalecer sua resistência. Embora o talco e outros minerais permaneçam em avanços incipientes de caracterização, a investigação de materiais primários abundantes e baratos abre caminho para a criação de futuros dispositivos optoeletrônicos, nanofotônicos e emissores quânticos de luz. 


https://revistapesquisa.fapesp.br/garimpando-o-solo-atras-de-avancos-t ecnologicos/.adaptado.
Embora o talco e outros minerais permaneçam em estágios incipientes de caracterização, a investigação de matérias-primas abundantes e baratas abre caminho para a criação de futuros dispositivos optoeletrônicos, nanofotônicos e emissores quânticos de luz.

Em relação à concordância verbal presente no trecho acima, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4409388 Português
O texto a seguir servirá de base para responder à questão.


Garimpando ou apenas atrás de avanços tecnológicos


Em 2004, dois físicos da Universidade de Manchester, no Reino Unido, utilizaram uma fita adesiva comum para isolar, pela primeira vez, uma folha atômica de grafite, inaugurando uma nova classe de materiais. Conhecido como grafeno, o material conduzia eletricidade tão bem quanto o cobre, destacava-se como um excelente condutor de calor e, embora sua estrutura muito compacta de carbono o tornasse denso, sua espessura ultrafina conferia extremamente flexível. A própria obtenção do grafeno foi considerada um feito surpreendente na época, visto que se julgou impensável que materiais cristalinos formados por apenas uma camada atômica fossem obtidos. O impacto da descoberta foi tão significativo que a equipe recebeu o Nobel de Física.

Embora mais de duas décadas tenham se passado desde a descoberta, os cientistas continuam explorando essa classe de materiais, conhecidos como materiais bidimensionais (2D) ou lamelares. Esses materiais consistem em uma ou poucas camadas atômicas e apresentam comportamentos físicos que, muitas vezes, desaparecem em suas formas tridimensionais, ampliando o leque de aplicações tecnológicas potenciais.

A física Ingrid Barcelos, pesquisadora do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), chefia um dos grupos brasileiros dedicados ao estudo desses materiais. A pesquisa de Barcelos é centrada na investigação de materiais 2D derivados de filossilicatos, minerais encontrados na natureza, e conta com financiamento da FAPESP. Segundo Barcelos, embora os filossilicatos sejam muito abundantes na natureza, eles ainda são pouco estudados. A pesquisadora ressalta que, devido ao seu baixo custo quando comparados a materiais 2D sintéticos, esses minerais se apresentam como opções acessíveis para aplicações tecnológicas, destacando-se como escolhas mais sustentáveis por terem origem natural e não passarem por processamento prévio, gerando menor impacto ambiental no descarte.

Os filossilicatos são formados pela combinação de átomos de silício e oxigênio, que se organizam em camadas empilhadas, compondo o mineral. À semelhança do procedimento pioneiro com o grafeno, Barcelos utiliza fitas adesivas para esfoliar, ou seja, separar as camadas desses minerais, produzindo flocos de espessuras nanométricas. Conforme explica a pesquisadora, a separação em camadas ultrafinas só é viável porque as interações entre as diferentes camadas sobrepostas são fracas o suficiente para permitir a clivagem, ao passo que as ligações entre os átomos de cada camada mantêm a integridade estrutural. Barcelos ilustra esse processo comparando-o a um pacote de folhas de papel do qual se pode retirar folha por folha, sendo cada qual uma camada atômica.

Barcelos aponta que os filossilicatos possuem características físicas de isolantes elétricos. De acordo com a pesquisadora, no universo dos materiais 2D, poucos apresentam esse comportamento; o nitreto de boro hexagonal, um dos mais utilizados, possui custo elevado para a obtenção de alta qualidade cristalina e produção concentrada em poucos locais, o que limita o seu acesso. Entre os filossilicatos estudados por Barcelos está o talco, um material 2D derivado da pedra-sabão. Essa rocha, abundante em Minas Gerais, é utilizada na fabricação de utensílios de cozinha e foi o material escolhido pelo artista Aleijadinho para esculpir suas obras.


Em 2018, uma equipe publicou um estudo na revista ACS Photonics sobre as propriedades do talco para o desenvolvimento de dispositivos optoeletrônicos. Para investigar como a luz se propaga em escala nanométrica, os pesquisadores combinaram a nano-espectroscopia de infravermelho à microscopia óptica de varredura no campo próximo tipo espalhamento (s-SNOM), revelando como a radiação trafega em seu interior. entendo como a radiação se propaga no material.

Em outro estudo, publicado em 2025 na revista Nanoscale, o grupo falou como o talco suporta a formação de fônon-poláritos, que são quasipartículas originadas da interação intensa entre a luz e as vibrações atômicas do cristal, permitindo entender como a radiação se propaga no material.

As propriedades físicas dos materiais 2D ampliam seu campo de aplicação: enquanto alguns atuam na eletrônica flexível com circuitos dobráveis, outros, como o grafeno, já são incorporados a plásticos para fortalecer sua resistência. Embora o talco e outros minerais permaneçam em avanços incipientes de caracterização, a investigação de materiais primários abundantes e baratos abre caminho para a criação de futuros dispositivos optoeletrônicos, nanofotônicos e emissores quânticos de luz. 


https://revistapesquisa.fapesp.br/garimpando-o-solo-atras-de-avancos-t ecnologicos/.adaptado.
Esses materiais consistem em uma ou poucas camadas atômicas e exibem comportamentos físicos que, muitas vezes, desaparecem em suas formas tridimensionais, ampliando o leque de potenciais aplicações tecnológicas.

Analise as assertivas a seguir acerca da sintaxe do período.

I.A oração introduzida pelo pronome relativo "que" exerce a função de oração subordinada substantiva completiva nominal, pois completa o sentido do substantivo "comportamentos".
II.O segmento "em uma ou poucas camadas atômicas" exerce a função de objeto direto preposicionado do verbo "consistem", por completar diretamente o sentido desse verbo.
III.A expressão "muitas vezes" encontra-se intercalada entre vírgulas e exerce função de adjunto adverbial de frequência no interior da oração subordinada adjetiva.
IV.A forma verbal "ampliando" introduz uma oração reduzida de gerúndio com valor de resultado em relação às informações anteriormente apresentadas no período.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4409387 Português
O texto a seguir servirá de base para responder à questão.


Garimpando ou apenas atrás de avanços tecnológicos


Em 2004, dois físicos da Universidade de Manchester, no Reino Unido, utilizaram uma fita adesiva comum para isolar, pela primeira vez, uma folha atômica de grafite, inaugurando uma nova classe de materiais. Conhecido como grafeno, o material conduzia eletricidade tão bem quanto o cobre, destacava-se como um excelente condutor de calor e, embora sua estrutura muito compacta de carbono o tornasse denso, sua espessura ultrafina conferia extremamente flexível. A própria obtenção do grafeno foi considerada um feito surpreendente na época, visto que se julgou impensável que materiais cristalinos formados por apenas uma camada atômica fossem obtidos. O impacto da descoberta foi tão significativo que a equipe recebeu o Nobel de Física.

Embora mais de duas décadas tenham se passado desde a descoberta, os cientistas continuam explorando essa classe de materiais, conhecidos como materiais bidimensionais (2D) ou lamelares. Esses materiais consistem em uma ou poucas camadas atômicas e apresentam comportamentos físicos que, muitas vezes, desaparecem em suas formas tridimensionais, ampliando o leque de aplicações tecnológicas potenciais.

A física Ingrid Barcelos, pesquisadora do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), chefia um dos grupos brasileiros dedicados ao estudo desses materiais. A pesquisa de Barcelos é centrada na investigação de materiais 2D derivados de filossilicatos, minerais encontrados na natureza, e conta com financiamento da FAPESP. Segundo Barcelos, embora os filossilicatos sejam muito abundantes na natureza, eles ainda são pouco estudados. A pesquisadora ressalta que, devido ao seu baixo custo quando comparados a materiais 2D sintéticos, esses minerais se apresentam como opções acessíveis para aplicações tecnológicas, destacando-se como escolhas mais sustentáveis por terem origem natural e não passarem por processamento prévio, gerando menor impacto ambiental no descarte.

Os filossilicatos são formados pela combinação de átomos de silício e oxigênio, que se organizam em camadas empilhadas, compondo o mineral. À semelhança do procedimento pioneiro com o grafeno, Barcelos utiliza fitas adesivas para esfoliar, ou seja, separar as camadas desses minerais, produzindo flocos de espessuras nanométricas. Conforme explica a pesquisadora, a separação em camadas ultrafinas só é viável porque as interações entre as diferentes camadas sobrepostas são fracas o suficiente para permitir a clivagem, ao passo que as ligações entre os átomos de cada camada mantêm a integridade estrutural. Barcelos ilustra esse processo comparando-o a um pacote de folhas de papel do qual se pode retirar folha por folha, sendo cada qual uma camada atômica.

Barcelos aponta que os filossilicatos possuem características físicas de isolantes elétricos. De acordo com a pesquisadora, no universo dos materiais 2D, poucos apresentam esse comportamento; o nitreto de boro hexagonal, um dos mais utilizados, possui custo elevado para a obtenção de alta qualidade cristalina e produção concentrada em poucos locais, o que limita o seu acesso. Entre os filossilicatos estudados por Barcelos está o talco, um material 2D derivado da pedra-sabão. Essa rocha, abundante em Minas Gerais, é utilizada na fabricação de utensílios de cozinha e foi o material escolhido pelo artista Aleijadinho para esculpir suas obras.


Em 2018, uma equipe publicou um estudo na revista ACS Photonics sobre as propriedades do talco para o desenvolvimento de dispositivos optoeletrônicos. Para investigar como a luz se propaga em escala nanométrica, os pesquisadores combinaram a nano-espectroscopia de infravermelho à microscopia óptica de varredura no campo próximo tipo espalhamento (s-SNOM), revelando como a radiação trafega em seu interior. entendo como a radiação se propaga no material.

Em outro estudo, publicado em 2025 na revista Nanoscale, o grupo falou como o talco suporta a formação de fônon-poláritos, que são quasipartículas originadas da interação intensa entre a luz e as vibrações atômicas do cristal, permitindo entender como a radiação se propaga no material.

As propriedades físicas dos materiais 2D ampliam seu campo de aplicação: enquanto alguns atuam na eletrônica flexível com circuitos dobráveis, outros, como o grafeno, já são incorporados a plásticos para fortalecer sua resistência. Embora o talco e outros minerais permaneçam em avanços incipientes de caracterização, a investigação de materiais primários abundantes e baratos abre caminho para a criação de futuros dispositivos optoeletrônicos, nanofotônicos e emissores quânticos de luz. 


https://revistapesquisa.fapesp.br/garimpando-o-solo-atras-de-avancos-t ecnologicos/.adaptado.
Os avanços científicos frequentemente decorrem da investigação de materiais, fenômenos ou processos cujas propriedades ampliam as possibilidades de desenvolvimento tecnológico.

Em relação às informações e às perspectivas de desenvolvimento tecnológico apresentadas no texto-base, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4409386 Português
O texto a seguir servirá de base para responder à questão.


Garimpando ou apenas atrás de avanços tecnológicos


Em 2004, dois físicos da Universidade de Manchester, no Reino Unido, utilizaram uma fita adesiva comum para isolar, pela primeira vez, uma folha atômica de grafite, inaugurando uma nova classe de materiais. Conhecido como grafeno, o material conduzia eletricidade tão bem quanto o cobre, destacava-se como um excelente condutor de calor e, embora sua estrutura muito compacta de carbono o tornasse denso, sua espessura ultrafina conferia extremamente flexível. A própria obtenção do grafeno foi considerada um feito surpreendente na época, visto que se julgou impensável que materiais cristalinos formados por apenas uma camada atômica fossem obtidos. O impacto da descoberta foi tão significativo que a equipe recebeu o Nobel de Física.

Embora mais de duas décadas tenham se passado desde a descoberta, os cientistas continuam explorando essa classe de materiais, conhecidos como materiais bidimensionais (2D) ou lamelares. Esses materiais consistem em uma ou poucas camadas atômicas e apresentam comportamentos físicos que, muitas vezes, desaparecem em suas formas tridimensionais, ampliando o leque de aplicações tecnológicas potenciais.

A física Ingrid Barcelos, pesquisadora do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), chefia um dos grupos brasileiros dedicados ao estudo desses materiais. A pesquisa de Barcelos é centrada na investigação de materiais 2D derivados de filossilicatos, minerais encontrados na natureza, e conta com financiamento da FAPESP. Segundo Barcelos, embora os filossilicatos sejam muito abundantes na natureza, eles ainda são pouco estudados. A pesquisadora ressalta que, devido ao seu baixo custo quando comparados a materiais 2D sintéticos, esses minerais se apresentam como opções acessíveis para aplicações tecnológicas, destacando-se como escolhas mais sustentáveis por terem origem natural e não passarem por processamento prévio, gerando menor impacto ambiental no descarte.

Os filossilicatos são formados pela combinação de átomos de silício e oxigênio, que se organizam em camadas empilhadas, compondo o mineral. À semelhança do procedimento pioneiro com o grafeno, Barcelos utiliza fitas adesivas para esfoliar, ou seja, separar as camadas desses minerais, produzindo flocos de espessuras nanométricas. Conforme explica a pesquisadora, a separação em camadas ultrafinas só é viável porque as interações entre as diferentes camadas sobrepostas são fracas o suficiente para permitir a clivagem, ao passo que as ligações entre os átomos de cada camada mantêm a integridade estrutural. Barcelos ilustra esse processo comparando-o a um pacote de folhas de papel do qual se pode retirar folha por folha, sendo cada qual uma camada atômica.

Barcelos aponta que os filossilicatos possuem características físicas de isolantes elétricos. De acordo com a pesquisadora, no universo dos materiais 2D, poucos apresentam esse comportamento; o nitreto de boro hexagonal, um dos mais utilizados, possui custo elevado para a obtenção de alta qualidade cristalina e produção concentrada em poucos locais, o que limita o seu acesso. Entre os filossilicatos estudados por Barcelos está o talco, um material 2D derivado da pedra-sabão. Essa rocha, abundante em Minas Gerais, é utilizada na fabricação de utensílios de cozinha e foi o material escolhido pelo artista Aleijadinho para esculpir suas obras.


Em 2018, uma equipe publicou um estudo na revista ACS Photonics sobre as propriedades do talco para o desenvolvimento de dispositivos optoeletrônicos. Para investigar como a luz se propaga em escala nanométrica, os pesquisadores combinaram a nano-espectroscopia de infravermelho à microscopia óptica de varredura no campo próximo tipo espalhamento (s-SNOM), revelando como a radiação trafega em seu interior. entendo como a radiação se propaga no material.

Em outro estudo, publicado em 2025 na revista Nanoscale, o grupo falou como o talco suporta a formação de fônon-poláritos, que são quasipartículas originadas da interação intensa entre a luz e as vibrações atômicas do cristal, permitindo entender como a radiação se propaga no material.

As propriedades físicas dos materiais 2D ampliam seu campo de aplicação: enquanto alguns atuam na eletrônica flexível com circuitos dobráveis, outros, como o grafeno, já são incorporados a plásticos para fortalecer sua resistência. Embora o talco e outros minerais permaneçam em avanços incipientes de caracterização, a investigação de materiais primários abundantes e baratos abre caminho para a criação de futuros dispositivos optoeletrônicos, nanofotônicos e emissores quânticos de luz. 


https://revistapesquisa.fapesp.br/garimpando-o-solo-atras-de-avancos-t ecnologicos/.adaptado.
O material conduzia eletricidade tão bem quanto o cobre, "destacava"-se como um excelente condutor de calor e, embora sua estrutura muito compacta de carbono o "tornasse" denso, sua espessura ultrafina "conferia" extrema flexibilidade.

Analise se as afirmativas a seguir são falsas (F) ou verdadeiras (V) acerca do emprego das classes de palavras destacadas.

(__)"Destacava" é uma forma verbal flexionada no pretérito imperfeito do indicativo, empregada para atribuir ao sujeito uma característica apresentada ao longo da exposição.
(__)"Tornasse" corresponde a uma forma nominal do verbo, empregada para indicar ação com ausência de modo e de tempo verbais.
(__)"Conferia" classifica-se como verbo flexionado no pretérito perfeito do indicativo, mantendo, no contexto, a função própria dessa classe de palavras.
(__)As formas verbais "destacava" e "conferia" estão flexionadas no mesmo tempo e modo verbais, ao passo que "tornasse" se encontra flexionada no pretérito imperfeito do subjuntivo.

Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4409110 Português
Mais de 41% dos resíduos urbanos tiveram destinação inadequada em 2023


Apenas 58,5% dos resíduos sólidos urbanos gerados em 2023 receberam destinação ambientalmente adequada, conforme o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2024, divulgado pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema). Isso significa que 41,5% tiveram destinação inadequada, como os lixões, que receberam 35,5% dos resíduos gerados no país.

O relatório destaca o descumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que fixou prazo para o encerramento dos lixões. O documento ressalva que a situação apresenta riscos ao meio ambiente equilibrado e à saúde pública. Em comparação com 2022, contudo, houve melhora: o percentual de destinação adequada subiu de 57% para 58,5%, um avanço pequeno, porém positivo.

Cada brasileiro gerou, em média, 1,047 quilo de resíduos por dia em 2023, o que totaliza cerca de 81 milhões de toneladas por ano. Desse total, foram coletadas 75,6 milhões de toneladas, e apenas 8% dos resíduos secos foram encaminhados para a reciclagem.

Para gerenciar os resíduos, os municípios gastaram R$ 34,7 bilhões, valor que chega a R$ 37 bilhões quando se inclui o setor privado – alta de 9,4% em relação a 2022. O setor empregou 386 mil pessoas. 
Considere os seguintes períodos do Texto: "O documento ressalva que a situação apresenta riscos ao meio ambiente equilibrado e à saúde pública. Em comparação com 2022, contudo, houve melhora." As reescritas abaixo unificam os dois períodos e diferem entre si por alterações pontuais. Assinale a alternativa em que a reescrita preserva, simultaneamente, o sentido original, a correção gramatical e a impessoalidade do texto-fonte.
Alternativas
Q4409109 Português
Mais de 41% dos resíduos urbanos tiveram destinação inadequada em 2023


Apenas 58,5% dos resíduos sólidos urbanos gerados em 2023 receberam destinação ambientalmente adequada, conforme o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2024, divulgado pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema). Isso significa que 41,5% tiveram destinação inadequada, como os lixões, que receberam 35,5% dos resíduos gerados no país.

O relatório destaca o descumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que fixou prazo para o encerramento dos lixões. O documento ressalva que a situação apresenta riscos ao meio ambiente equilibrado e à saúde pública. Em comparação com 2022, contudo, houve melhora: o percentual de destinação adequada subiu de 57% para 58,5%, um avanço pequeno, porém positivo.

Cada brasileiro gerou, em média, 1,047 quilo de resíduos por dia em 2023, o que totaliza cerca de 81 milhões de toneladas por ano. Desse total, foram coletadas 75,6 milhões de toneladas, e apenas 8% dos resíduos secos foram encaminhados para a reciclagem.

Para gerenciar os resíduos, os municípios gastaram R$ 34,7 bilhões, valor que chega a R$ 37 bilhões quando se inclui o setor privado – alta de 9,4% em relação a 2022. O setor empregou 386 mil pessoas. 
A classificação de um texto em determinado gênero depende menos do tema tratado e mais da situação de circulação, do propósito comunicativo e do modo como o enunciador se posiciona diante do que relata. Considerando esses critérios, conclui-se que o texto configura: 
Alternativas
Q4409108 Português
Mais de 41% dos resíduos urbanos tiveram destinação inadequada em 2023


Apenas 58,5% dos resíduos sólidos urbanos gerados em 2023 receberam destinação ambientalmente adequada, conforme o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2024, divulgado pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema). Isso significa que 41,5% tiveram destinação inadequada, como os lixões, que receberam 35,5% dos resíduos gerados no país.

O relatório destaca o descumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que fixou prazo para o encerramento dos lixões. O documento ressalva que a situação apresenta riscos ao meio ambiente equilibrado e à saúde pública. Em comparação com 2022, contudo, houve melhora: o percentual de destinação adequada subiu de 57% para 58,5%, um avanço pequeno, porém positivo.

Cada brasileiro gerou, em média, 1,047 quilo de resíduos por dia em 2023, o que totaliza cerca de 81 milhões de toneladas por ano. Desse total, foram coletadas 75,6 milhões de toneladas, e apenas 8% dos resíduos secos foram encaminhados para a reciclagem.

Para gerenciar os resíduos, os municípios gastaram R$ 34,7 bilhões, valor que chega a R$ 37 bilhões quando se inclui o setor privado – alta de 9,4% em relação a 2022. O setor empregou 386 mil pessoas. 
O Texto informa que a situação dos resíduos "apresenta riscos ao meio ambiente equilibrado e à saúde pública". Os períodos abaixo, elaborados a partir dessa informação, diferem entre si por um único aspecto gramatical. Considerando as regras de concordância com o pronome "se", de regência e de emprego do sinal indicativo de crase, assinale a alternativa em que o período atende integralmente à norma-padrão.
Alternativas
Q4409107 Português
Mais de 41% dos resíduos urbanos tiveram destinação inadequada em 2023


Apenas 58,5% dos resíduos sólidos urbanos gerados em 2023 receberam destinação ambientalmente adequada, conforme o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2024, divulgado pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema). Isso significa que 41,5% tiveram destinação inadequada, como os lixões, que receberam 35,5% dos resíduos gerados no país.

O relatório destaca o descumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que fixou prazo para o encerramento dos lixões. O documento ressalva que a situação apresenta riscos ao meio ambiente equilibrado e à saúde pública. Em comparação com 2022, contudo, houve melhora: o percentual de destinação adequada subiu de 57% para 58,5%, um avanço pequeno, porém positivo.

Cada brasileiro gerou, em média, 1,047 quilo de resíduos por dia em 2023, o que totaliza cerca de 81 milhões de toneladas por ano. Desse total, foram coletadas 75,6 milhões de toneladas, e apenas 8% dos resíduos secos foram encaminhados para a reciclagem.

Para gerenciar os resíduos, os municípios gastaram R$ 34,7 bilhões, valor que chega a R$ 37 bilhões quando se inclui o setor privado – alta de 9,4% em relação a 2022. O setor empregou 386 mil pessoas. 
Nos textos informativos da área ambiental e dos serviços públicos, a ordem de apresentação das informações constrói uma hierarquia entre problema, contexto normativo, evolução e custos. As informações do Texto estão parafraseadas e listadas abaixo, fora de ordem. Verifique a sequência em que elas são apresentadas no texto.

1.Quantificação do esforço financeiro despendido com o manejo dos resíduos no país.
2.Dimensionamento da fração dos resíduos que alcançou destinação ambientalmente adequada no ano de referência.
3.Cotejo evolutivo entre os índices de destinação adequada de dois anos consecutivos.
4.Registro do desatendimento ao marco normativo que estipulou termo final para os lixões.
5.Indicação da geração média diária de resíduos por habitante.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, conforme a ordem de apresentação no texto:
Alternativas
Q4409106 Português
Mais de 41% dos resíduos urbanos tiveram destinação inadequada em 2023


Apenas 58,5% dos resíduos sólidos urbanos gerados em 2023 receberam destinação ambientalmente adequada, conforme o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2024, divulgado pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema). Isso significa que 41,5% tiveram destinação inadequada, como os lixões, que receberam 35,5% dos resíduos gerados no país.

O relatório destaca o descumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que fixou prazo para o encerramento dos lixões. O documento ressalva que a situação apresenta riscos ao meio ambiente equilibrado e à saúde pública. Em comparação com 2022, contudo, houve melhora: o percentual de destinação adequada subiu de 57% para 58,5%, um avanço pequeno, porém positivo.

Cada brasileiro gerou, em média, 1,047 quilo de resíduos por dia em 2023, o que totaliza cerca de 81 milhões de toneladas por ano. Desse total, foram coletadas 75,6 milhões de toneladas, e apenas 8% dos resíduos secos foram encaminhados para a reciclagem.

Para gerenciar os resíduos, os municípios gastaram R$ 34,7 bilhões, valor que chega a R$ 37 bilhões quando se inclui o setor privado – alta de 9,4% em relação a 2022. O setor empregou 386 mil pessoas. 
A frase abaixo, construída a partir de informações do Texto, exige a discriminação entre formas homônimas e parônimas cujo emprego depende da função que exercem no período. Analise a afirmativa abaixo.

Não se sabe ao certo _____________ o país ainda convive com lixões, mas especialistas  _____________ apontando,  _____________ anos, a insuficiência dos investimentos em destinação adequada.

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas:
Alternativas
Q4409105 Português
Só 6,9% das áreas urbanas do país são cobertas por vegetação


Apenas 6,9% das áreas urbanas das cidades brasileiras são cobertas por vegetação. Isso equivale a 283,7 mil hectares – metade da extensão territorial do Distrito Federal. Os dados fazem parte de um estudo divulgado pelo MapBiomas, rede ambiental que envolve universidades, organizações não governamentais e empresas de tecnologia.


De acordo com Julio Pedrassoli, coordenador da equipe responsável pelo estudo, essa proporção de verde nas áreas urbanas do país é insuficiente. "Se lembrarmos que a distribuição dessa vegetação é desigual, o cenário pode ser ainda pior", diz o pesquisador. Ele acrescenta que estudos mostram que áreas urbanas com menos de 30% de vegetação experimentam um aumento crescente das temperaturas locais.


Para o pesquisador, a vegetação urbana regula o microclima, contribui para os sistemas de drenagem e fornece habitat para a fauna. Além disso, ela é um importante fator de bem-estar humano, porque oferece à população espaços de lazer e de prática de atividades físicas.


A baixa cobertura de vegetação nas cidades brasileiras dificulta a adaptação exigida pelas mudanças climáticas. Por isso, ele defende que o poder público atue para preservar as áreas verdes existentes e promover a distribuição equânime da vegetação. "Não basta apenas ter uma grande área verde em um ponto e imaginar que aquilo vai ter o mesmo efeito na cidade toda. É preciso também pensar na distribuição espacial e aumentar a quantidade de vegetação por habitante", disse à Agência Brasil.


"Associar essa mudança ao longo do tempo com áreas de risco e com prejuízos causados por eventos extremos vai dar um retrato do que as cidades estão perdendo por não tratarem as áreas verdes como infraestrutura essencial", conclui. 
A interpretação dos elementos referenciais do Texto exige distinguir retomadas pontuais, retomadas resumitivas e os critérios (formais ou semânticos) que orientam a identificação dos antecedentes. Acerca da referenciação no Texto, analise as sentenças abaixo:


I.Em "Isso equivale a 283,7 mil hectares", o pronome "Isso" não retoma um termo específico da oração anterior, mas encapsula o conteúdo proposicional nela expresso, convertendo-o em objeto de uma nova predicação.
II. Em "essa proporção de verde nas áreas urbanas do país é insuficiente", a expressão "essa proporção" retoma o dado percentual do primeiro parágrafo e, ao mesmo tempo, o recategoriza sob um rótulo nominal que orienta a avaliação em curso.
III. Em "ela é um importante fator de bem-estar humano", a identificação do antecedente de "ela" é resolvida pela concordância de gênero, uma vez que "a vegetação urbana" é o único termo feminino disponível no período anterior.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4409104 Português
Só 6,9% das áreas urbanas do país são cobertas por vegetação


Apenas 6,9% das áreas urbanas das cidades brasileiras são cobertas por vegetação. Isso equivale a 283,7 mil hectares – metade da extensão territorial do Distrito Federal. Os dados fazem parte de um estudo divulgado pelo MapBiomas, rede ambiental que envolve universidades, organizações não governamentais e empresas de tecnologia.


De acordo com Julio Pedrassoli, coordenador da equipe responsável pelo estudo, essa proporção de verde nas áreas urbanas do país é insuficiente. "Se lembrarmos que a distribuição dessa vegetação é desigual, o cenário pode ser ainda pior", diz o pesquisador. Ele acrescenta que estudos mostram que áreas urbanas com menos de 30% de vegetação experimentam um aumento crescente das temperaturas locais.


Para o pesquisador, a vegetação urbana regula o microclima, contribui para os sistemas de drenagem e fornece habitat para a fauna. Além disso, ela é um importante fator de bem-estar humano, porque oferece à população espaços de lazer e de prática de atividades físicas.


A baixa cobertura de vegetação nas cidades brasileiras dificulta a adaptação exigida pelas mudanças climáticas. Por isso, ele defende que o poder público atue para preservar as áreas verdes existentes e promover a distribuição equânime da vegetação. "Não basta apenas ter uma grande área verde em um ponto e imaginar que aquilo vai ter o mesmo efeito na cidade toda. É preciso também pensar na distribuição espacial e aumentar a quantidade de vegetação por habitante", disse à Agência Brasil.


"Associar essa mudança ao longo do tempo com áreas de risco e com prejuízos causados por eventos extremos vai dar um retrato do que as cidades estão perdendo por não tratarem as áreas verdes como infraestrutura essencial", conclui. 
Nos trechos do Texto reproduzidos na Coluna 2, os articuladores destacados estabelecem relações lógico-discursivas distintas, cuja identificação exige diferenciar, sobretudo, o que é motivo, o que é consequência e o que é propósito. Associe as colunas abaixo, relacionando as relações lógico-discursivas às suas respectivas ocorrências, considerando o elemento destacado em cada trecho. 

Coluna 1

1.Condição. 2.Conclusão. 3.Causa. 4.Finalidade.


Coluna 2

( )"Se lembrarmos que a distribuição dessa vegetação é desigual, o cenário pode ser ainda pior."
( )"ele defende que o poder público atue para preservar as áreas verdes existentes e promover a distribuição equânime da vegetação."
( )"Por isso, ele defende que o poder público atue para preservar as áreas verdes existentes."
( )"ela é um importante fator de bem-estar humano, porque oferece à população espaços de lazer e de prática de atividades físicas."

Assinale a alternativa que contém a sequência correta dos itens acima. 
Alternativas
Q4409103 Português
Só 6,9% das áreas urbanas do país são cobertas por vegetação


Apenas 6,9% das áreas urbanas das cidades brasileiras são cobertas por vegetação. Isso equivale a 283,7 mil hectares – metade da extensão territorial do Distrito Federal. Os dados fazem parte de um estudo divulgado pelo MapBiomas, rede ambiental que envolve universidades, organizações não governamentais e empresas de tecnologia.


De acordo com Julio Pedrassoli, coordenador da equipe responsável pelo estudo, essa proporção de verde nas áreas urbanas do país é insuficiente. "Se lembrarmos que a distribuição dessa vegetação é desigual, o cenário pode ser ainda pior", diz o pesquisador. Ele acrescenta que estudos mostram que áreas urbanas com menos de 30% de vegetação experimentam um aumento crescente das temperaturas locais.


Para o pesquisador, a vegetação urbana regula o microclima, contribui para os sistemas de drenagem e fornece habitat para a fauna. Além disso, ela é um importante fator de bem-estar humano, porque oferece à população espaços de lazer e de prática de atividades físicas.


A baixa cobertura de vegetação nas cidades brasileiras dificulta a adaptação exigida pelas mudanças climáticas. Por isso, ele defende que o poder público atue para preservar as áreas verdes existentes e promover a distribuição equânime da vegetação. "Não basta apenas ter uma grande área verde em um ponto e imaginar que aquilo vai ter o mesmo efeito na cidade toda. É preciso também pensar na distribuição espacial e aumentar a quantidade de vegetação por habitante", disse à Agência Brasil.


"Associar essa mudança ao longo do tempo com áreas de risco e com prejuízos causados por eventos extremos vai dar um retrato do que as cidades estão perdendo por não tratarem as áreas verdes como infraestrutura essencial", conclui. 
As informações implícitas do Texto autorizam inferências que ultrapassam o que está literalmente dito, desde que sustentadas pelos dados e pelas falas reportadas. Com base nesse pressuposto, analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:

I.Depreende-se do Texto que dois municípios com a mesma quantidade média de vegetação por habitante podem proporcionar às suas populações benefícios bastante distintos.

PORQUE

II. De acordo com o texto, os efeitos benéficos do verde urbano dependem não apenas da quantidade de vegetação existente, mas também do modo como ela se distribui pelo território da cidade.

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
401: C
402: A
403: A
404: D
405: A
406: B
407: C
408: C
409: C
410: B
411: C
412: A
413: B
414: D
415: D
416: D
417: A
418: D
419: A
420: C