Questões de Concurso Sobre português

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Q4304429 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Ter um sítio


   Ter um sítio é bom, muito bom. Pensei nisso no primeiro dia em que o percorri como dono, ao parar na sombra da imensa antiga mangueira, sentindo no rosto o vento da tarde e escutando o canto dos passarinhos, e voltei a pensar muitas vezes, ao longo desses onze anos em que o tenho.

   Mas se quem nunca teve um sítio e deseja ter acha que é só isso o que você pensa, ou é um perfeito desinformado ou um perfeito idiota, ou as duas coisas ao mesmo tempo. Há horas, meu caro, há horas em que o que você mais gostaria de ser no mundo é um mágico: um mágico, para, num simples passe, fazer desaparecer de imediato e para sempre seu amado sítio.

  Imagine, por exemplo, que um dia seu empregado, sem qualquer motivo, avise que vai sair. Bom, o mínimo que você pede é que ele fique mais uns dias, até você arranjar outro, pois um empregado não se arranja assim de repente. Ele concorda e promete ficar. Ótimo. Três dias depois, ao voltar ao sítio por um imprevisto, você encontra os porcos berrando de sede e fome, as cercas rebentadas e o gado no pomar, e a égua, depois de muita procura, lá no pasto do vizinho. O que você não encontra é o filho duma égua do empregado: esse caiu no mundo. Eu disse imagine: mas foi isso, foi exatamente isso o que aconteceu comigo logo no primeiro ano.

   Houve depois coisas piores, bem piores, tanto na parte humana quanto na parte da natureza, embora, comparadas a algumas que vi ou ouvi de outras pessoas, eu possa dizer que não foram nada, que sou um sujeito de sorte. Na parte da natureza, o pior foi sempre, sem dúvida, as secas. É terrível. Só quem passou sabe. Você ver o gado emagrecendo, com aquele olhar que dói na gente. Os pastos rapados. O trato acabando. E dia após dia, noite após noite, olhar para o céu em busca de um sinalzinho de chuva, e nada. É terrível. (...)


VILELA, Luiz. Ter um sítio. Globo rural. Disponível em <https://globorural.globo.com/Noticias/Cultura/noticia/2017/01/ter-um-sitio-cronica-de-luiz-vilela.html>.
Em relação ao texto "Ter um sítio", é correto afirmar que o autor:
Alternativas
Q4304198 Português
Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas a seguir, na mesma ordem:

- Ele está pensando               .
- Você é muito parecido               .
- Será que ela vai                para a festa?
Alternativas
Q4304197 Português
Imagem associada para resolução da questão

BROWNE, Chris. Hagar o horrível. Disponível em <https://www.instagram.com/p/DYX9RmfJv0N/>.

O enunciado "Por que diz isso?", empregado na fala da personagem da charge acima, pode ser reescrito corretamente como:
Alternativas
Q4304196 Não definido
Assinale a alternativa em que a palavra destacada atende corretamente às normas de colocação pronominal em Língua Portuguesa.
Alternativas
Q4304195 Não definido
"Durante a reunião,              muitas discussões em torno de um mesmo tema."

Assinale a alternativa em que cada uma das formas verbais apresentadas fica correta no preenchimento da lacuna acima, de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q4304194 Português
Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas a seguir, na mesma ordem:

- Encaminhe sua demanda               organização do evento.
- Tudo ocorreu conforme               agenda elaborada com antecedência.
- Fiz referência               que você me disse anteriormente.
Alternativas
Q4304193 Português
"Não ensine seu filho apenas a ler. Ensine-o a ler e questionar o que ele está lendo." (George Carlin)

A forma verbal destacada no pensamento acima indica uma ação:
Alternativas
Q4304192 Português
Assinale a alternativa cuja palavra destacada apresenta função substantiva, dando nome a uma ação.
Alternativas
Q4304191 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Do primeiro celular ao smartphone


   Do primeiro celular a gente nunca se esquece: falo do tijolão preto quando chegou ao Brasil! Lembro como se fosse o primeiro dinossauro. Causou uma revolução em nossos costumes. Mas era apenas um telefone - falar e ouvir. E foi fantástico. Lembro a minha euforia. Quando me desfiz do primeiro, para tornar-me vítima do consumismo, fiquei com o coração apertado. Sou sentimental, tenho carinho pelos elos que vão ficando para trás. E o "pretinho básico" ficou esquecido. Foi um susto ao ver as pessoas falando nas calçadas. Gesticulavam igual a nossa Elis Regina ao cantar "Arrastão". Muito esquisito, eu parava na rua para olhar, e jurei não entrar naquela onda louca. Não adiantou.

  Na época, eu pensei que aquele estardalhaço nas ruas, com o aparelho no ouvido, seria coisa passageira, logo as pessoas entrariam no equilíbrio. Mas não; piorou. Sem cerimônia entramos na vida dos outros, nas conversas de família, nas doenças, nas brigas. E não se respeitam mais hospitais, clínicas, elevadores, lojas... O tranco é o mesmo. Um berreiro. E assim seguiremos, já acostumados a compartilhar toda a nossa vulnerabilidade em lugar público. Compartilhamos o que somos e o que gostaríamos de ser. Uma mistura surreal contemporânea, massificada. Um novo movimento. Não se sabe onde fica a linha divisória da razão. Existe o vício. Vi uma menina tuitando e rindo no cantinho de um velório. Senti vontade de lhe chamar a atenção (...).

    O mundo virtual está engolindo o mundo real nas lojas e bancos. Não gosto.

   Há uma ânsia em comunicar, alegrias e tristezas a compartilhar. Será que nossa cruz fica mais leve de carregar? Os filhos não querem saber de papo familiar, vão direto ao Facebook e lá tiram suas dúvidas com centenas de amigos.

    Só o futuro dirá algo sobre isso.


CARVALHO, Taís Luso de. Do primeiro celular ao
smartphone. Porto das crônicas. Disponível em
<https://taisluso.blogspot.com/2018/11/do-primeirocelular-ao-smartphone.html>.
Assinale a alternativa cuja palavra destacada se encontra em sentido figurado.
Alternativas
Q4304189 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Do primeiro celular ao smartphone


   Do primeiro celular a gente nunca se esquece: falo do tijolão preto quando chegou ao Brasil! Lembro como se fosse o primeiro dinossauro. Causou uma revolução em nossos costumes. Mas era apenas um telefone - falar e ouvir. E foi fantástico. Lembro a minha euforia. Quando me desfiz do primeiro, para tornar-me vítima do consumismo, fiquei com o coração apertado. Sou sentimental, tenho carinho pelos elos que vão ficando para trás. E o "pretinho básico" ficou esquecido. Foi um susto ao ver as pessoas falando nas calçadas. Gesticulavam igual a nossa Elis Regina ao cantar "Arrastão". Muito esquisito, eu parava na rua para olhar, e jurei não entrar naquela onda louca. Não adiantou.

  Na época, eu pensei que aquele estardalhaço nas ruas, com o aparelho no ouvido, seria coisa passageira, logo as pessoas entrariam no equilíbrio. Mas não; piorou. Sem cerimônia entramos na vida dos outros, nas conversas de família, nas doenças, nas brigas. E não se respeitam mais hospitais, clínicas, elevadores, lojas... O tranco é o mesmo. Um berreiro. E assim seguiremos, já acostumados a compartilhar toda a nossa vulnerabilidade em lugar público. Compartilhamos o que somos e o que gostaríamos de ser. Uma mistura surreal contemporânea, massificada. Um novo movimento. Não se sabe onde fica a linha divisória da razão. Existe o vício. Vi uma menina tuitando e rindo no cantinho de um velório. Senti vontade de lhe chamar a atenção (...).

    O mundo virtual está engolindo o mundo real nas lojas e bancos. Não gosto.

   Há uma ânsia em comunicar, alegrias e tristezas a compartilhar. Será que nossa cruz fica mais leve de carregar? Os filhos não querem saber de papo familiar, vão direto ao Facebook e lá tiram suas dúvidas com centenas de amigos.

    Só o futuro dirá algo sobre isso.


CARVALHO, Taís Luso de. Do primeiro celular ao
smartphone. Porto das crônicas. Disponível em
<https://taisluso.blogspot.com/2018/11/do-primeirocelular-ao-smartphone.html>.
De acordo com o conteúdo do texto "Do primeiro celular ao smartphone", com o passar do tempo, o comportamento das pessoas em função do aparelho móvel, em termos de socialização e bom senso:
Alternativas
Q4303913 Português
Imagem associada para resolução da questão

ISINALIZA.COM. Disponível em <https://www.isinaliza.com/placa-nao-pise-arranqueflores-jardim/p>.

As formas verbais utilizadas na placa acima encontram-se no:
Alternativas
Q4303912 Português
Preencha as lacunas a seguir com "eu" ou "mim" adequadamente. A seguir, assinale a sequência correta obtida.

- Entre ela e         não havia nenhuma disputa.
- Para          fazer as contas, é um custo.
- Para          , fazer as pazes é essencial.
- Ficou um clima tenso entre          e vocês.
- Por favor, não insista para          ler isso.
Alternativas
Q4303911 Não definido
Assinale a alternativa em que o verbo destacado está sendo empregado corretamente.
Alternativas
Q4303909 Não definido
Assinale a alternativa em que a lacuna pode ser preenchida tanto com "a" quanto com "à”, ficando as duas formas corretas, de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q4303908 Português

"Quero saber o                      de você não ter comparecido na festa ontem.                       você não foi?"



As lacunas acima, na mesma ordem, podem ser preenchidas corretamente com:

Alternativas
Q4303906 Português
"O ato de escrever é uma sequela do ato de ler". (Moacyr Scliar)

A palavra destacada no pensamento acima é sinônima de:
Alternativas
Q4303904 Português
"O livro é um lugar de papel e dentro dele existe sempre uma paisagem." (Ricardo Azevedo)

Em relação ao pensamento acima, assinale a palavra ou expressão que tem natureza adjetiva.
Alternativas
Q4303903 Não definido
Assinale a alternativa em que a palavra destacada está sendo empregada corretamente.
Alternativas
Q4303902 Português
Imagem associada para resolução da questão

BROWNE, Dik. Hagar o horrível. Disponível em <https://www.instagram.com/p/DXCUJU_IsPb/>.

Nas falas dos personagens da tirinha acima, as expressões "estar chegando" e "estar se afastando" se referem a ações:
Alternativas
Q4303900 Português
Assinale a alternativa em que a palavra destacada está sendo empregada corretamente.
Alternativas
Respostas
21: C
22: A
23: B
24: E
25: D
26: E
27: D
28: C
29: C
30: A
31: C
32: A
33: E
34: B
35: C
36: E
37: C
38: A
39: E
40: C