Questões de Concurso Sobre português

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Q4420690 Português

Considere o texto a seguir:



Mulheres da “geração sanduíche” podem mudar as regras do jogo


    Reportagem desta Folha (“Meninas de 10 a 14 anos cuidam mais da casa e da família do que homens, diz estudo”, 8/3) revelou uma realidade que deveria preocupar todo o país. Ainda na adolescência, quase 80% das brasileiras já acumulam estudos com trabalho doméstico ou atividades de cuidado. Aos 25 anos, mais da metade concilia trabalho remunerado com as responsabilidades da casa, e uma parcela expressiva enfrenta simultaneamente três jornadas.  


    Os números mostram que a desigualdade entre homens e mulheres continua começando muito cedo. Mas eles também suscitam uma pergunta menos óbvia: quem será capaz de romper esse ciclo? Minha resposta é a “geração sanduíche”. 


    As mulheres que hoje têm entre 40 e 60 anos ocupam uma posição singular na história brasileira. Foram educadas em uma sociedade que ainda naturalizava a divisão desigual das responsabilidades domésticas, mas construíram suas trajetórias em um país que ampliou, como nunca antes, o acesso feminino à educação, ao mercado de trabalho e aos espaços de liderança. 


    São mulheres que conhecem, por experiência própria, o peso das antigas regras e, ao mesmo tempo, participaram da construção das novas. Poucas gerações reuniram tamanho repertório para compreender as dificuldades do passado e identificar os caminhos do futuro. 


    A expressão “geração sanduíche” costuma ser associada à responsabilidade simultânea pelos filhos e pelos pais idosos. Mas sua importância vai muito além dessa condição. Pela primeira vez, uma geração feminina ocupa, ao mesmo tempo, posições de influência nas empresas, nas universidades, nas organizações públicas e dentro das próprias famílias. Essa dupla presença amplia sua capacidade de transformação. […] 

Tendo em vista a tríade conteúdo temático, estilo e construção composicional desse excerto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4420689 Português

O excerto a seguir foi extraído do livro Os gêneros do discurso, de Mikhail Bakhtin, e é referência para a questão.


O emprego da língua efetua-se em forma de enunciados (orais e escritos) concretos e únicos, proferidos pelos integrantes desse ou daquele campo da atividade humana. Esses enunciados refletem as condições específicas e as finalidades de cada referido campo não só por seu conteúdo (temático) e pelo estilo da linguagem, ou seja, pela seleção dos recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais da língua, mas, acima de tudo, por sua construção composicional. Todos esses três elementos – o conteúdo temático, o estilo, a construção composicional – estão indissoluvelmente ligados no conjunto do enunciado e são igualmente determinados pela especificidade de um determinado campo da comunicação. Evidentemente, cada enunciado particular é individual, mas cada campo de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, os quais denominamos gêneros do discurso. 

Assinale a alternativa que associa corretamente o gênero discursivo à tipologia textual dominante em sua composição. 
Alternativas
Q4420688 Português

O excerto a seguir foi extraído do livro Os gêneros do discurso, de Mikhail Bakhtin, e é referência para a questão.


O emprego da língua efetua-se em forma de enunciados (orais e escritos) concretos e únicos, proferidos pelos integrantes desse ou daquele campo da atividade humana. Esses enunciados refletem as condições específicas e as finalidades de cada referido campo não só por seu conteúdo (temático) e pelo estilo da linguagem, ou seja, pela seleção dos recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais da língua, mas, acima de tudo, por sua construção composicional. Todos esses três elementos – o conteúdo temático, o estilo, a construção composicional – estão indissoluvelmente ligados no conjunto do enunciado e são igualmente determinados pela especificidade de um determinado campo da comunicação. Evidentemente, cada enunciado particular é individual, mas cada campo de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, os quais denominamos gêneros do discurso. 

De que forma os diferentes gêneros do discurso podem ser empregados no ensino das funções da linguagem? 
Alternativas
Q4420687 Português

O excerto a seguir foi extraído do livro Os gêneros do discurso, de Mikhail Bakhtin, e é referência para a questão.


O emprego da língua efetua-se em forma de enunciados (orais e escritos) concretos e únicos, proferidos pelos integrantes desse ou daquele campo da atividade humana. Esses enunciados refletem as condições específicas e as finalidades de cada referido campo não só por seu conteúdo (temático) e pelo estilo da linguagem, ou seja, pela seleção dos recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais da língua, mas, acima de tudo, por sua construção composicional. Todos esses três elementos – o conteúdo temático, o estilo, a construção composicional – estão indissoluvelmente ligados no conjunto do enunciado e são igualmente determinados pela especificidade de um determinado campo da comunicação. Evidentemente, cada enunciado particular é individual, mas cada campo de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, os quais denominamos gêneros do discurso. 

Considerando as características de dialogia e interacionismo presentes no ensino dos gêneros do discurso, é correto afirmar que a adoção dessa perspectiva bakhtiniana na Educação Básica: 
Alternativas
Q4420684 Português
Dois professores analisam separadamente os mesmos vídeos de recepção de saque de uma equipe escolar, utilizando critérios previamente definidos. Encontram quantidades iguais de ações em cada categoria, mas discordam sobre a classificação de várias recepções específicas. Depois de conversar, produzem uma ficha consensual. Para examinar a concordância entre avaliadores no uso inicial do instrumento, qual procedimento é correto?
Alternativas
Q4420656 Português
No processo de formação de palavras, a derivação sufixal tem papel importante na versatilidade da língua porque ela possibilita conferir nova classe gramatical à palavra derivada. Por exemplo, de um adjetivo pode derivar um substantivo. Todas as palavras destacadas a seguir são derivadas. Assinale a alternativa cuja palavra derivada é um advérbio:
Alternativas
Q4420655 Português
Leia as sentenças e analise a concordância verbal:

I.Há vários documentários que nos ajudam a mudar o modo de ver a vida.
II.Tratam-se de documentários sobre temas diversos.
III.Já passam dos dez documentários que assisti nas últimas semanas.

Está correta a concordância verbal em: 
Alternativas
Q4420654 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


"Oito documentários que ajudam a ver o mundo de outra forma


Uma seleção de filmes que questionam certezas, revelam histórias pouco conhecidas e apresentam diferentes perspectivas


Há documentários que ampliam nosso repertório justamente porque nos colocam diante de perspectivas, pessoas e realidades que não fazem parte do nosso cotidiano. Eles podem informar, contextualizar e apresentar personagens e acontecimentos, mas também conseguem nos aproximar de experiências que não conhecemos e nos levar a olhar para elas por outro ângulo.

A proposta desta lista é reunir filmes que provocam esse tipo de deslocamento, e isso não depende de tema grandioso. Eduardo Coutinho passou uma semana num prédio de Copacabana entrevistando moradores e saiu de lá com um dos documentários mais ricos da história do cinema brasileiro. Sebastião Salgado percorreu décadas fotografando conflitos, migrações e paisagens antes de ser o próprio sujeito de um filme. Craig Foster visitou a mesma floresta de algas todos os dias durante um ano para acompanhar um polvo, e aquilo virou algo muito diferente de um documentário sobre biologia marinha. A diversidade de pontos de partida é também um argumento, pois o deslocamento de olhar não acontece por um tipo específico de assunto. Acontece quando um filme trata seu objeto com atenção suficiente para revelar o que não estava na superfície."


(Disponível em: https://vidasimples.co/cultura/oito-documentarios-que-ajudam-a-ver-omundo-de-outra-forma/. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.)
A classe gramatical das palavras não é determinada isoladamente, mas pelo contexto em que são empregadas. Considerando essa informação, analise as sentenças a seguir:

I.A palavra "olhar" ocorre duas vezes. Na primeira, ela é um verbo; na segunda, um substantivo.
II.As palavras "próprio" e "mesma" são advérbios, portanto, invariáveis e têm o sentido de "justamente, realmente".
III.A palavra "um/uma" ocorre várias vezes no texto. É numeral em: "uma semana", "durante um ano" e "um polvo"; é artigo em: "num prédio", "de um documentário".

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4420653 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


"Oito documentários que ajudam a ver o mundo de outra forma


Uma seleção de filmes que questionam certezas, revelam histórias pouco conhecidas e apresentam diferentes perspectivas


Há documentários que ampliam nosso repertório justamente porque nos colocam diante de perspectivas, pessoas e realidades que não fazem parte do nosso cotidiano. Eles podem informar, contextualizar e apresentar personagens e acontecimentos, mas também conseguem nos aproximar de experiências que não conhecemos e nos levar a olhar para elas por outro ângulo.

A proposta desta lista é reunir filmes que provocam esse tipo de deslocamento, e isso não depende de tema grandioso. Eduardo Coutinho passou uma semana num prédio de Copacabana entrevistando moradores e saiu de lá com um dos documentários mais ricos da história do cinema brasileiro. Sebastião Salgado percorreu décadas fotografando conflitos, migrações e paisagens antes de ser o próprio sujeito de um filme. Craig Foster visitou a mesma floresta de algas todos os dias durante um ano para acompanhar um polvo, e aquilo virou algo muito diferente de um documentário sobre biologia marinha. A diversidade de pontos de partida é também um argumento, pois o deslocamento de olhar não acontece por um tipo específico de assunto. Acontece quando um filme trata seu objeto com atenção suficiente para revelar o que não estava na superfície."


(Disponível em: https://vidasimples.co/cultura/oito-documentarios-que-ajudam-a-ver-omundo-de-outra-forma/. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.)
No processo de construção de um texto, a coesão exerce papel essencial na articulação das ideias, seja retomando informações já mencionadas, seja introduzindo novos elementos. Nesse processo, os pronomes demonstrativos podem contribuir para estabelecer relações entre diferentes partes do texto. No segundo parágrafo, o autor emprega esse recurso para dar continuidade à reflexão desenvolvida. Analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)O pronome "esta", em "desta lista", faz referência à lista de oito documentários apresentada, na reportagem, pelo autor.
(__)O pronome "isso", em "isso não depende", apresenta ambiguidade porque o leitor não consegue definir com certeza se ele se refere a "reunir filmes" ou a "provocam esse tipo de deslocamento".
(__)O pronome "aquilo", em "aquilo virou", tem como referente toda a ideia que o antecede, ou seja, a de que Foster visitara a mesma floresta de algas todos os dias, no período de um ano, para acompanhar um polvo.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4420652 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão


Por que as mulheres estão priorizando as amizades em vez de amor?


Especialista em gênero aponta que camadas de exaustão e falhas do Estado impulsionam a reorganização de redes de apoio


Nos últimos anos, _____ busca de mulheres por reorganizar suas redes de afeto, priorizar amizades e construir comunidades tem ganhado força como resposta _____ precarização do trabalho, _____ sobrecarga invisível do cuidado e _____ uma crescente epidemia de solidão.

A socióloga Eliane Gonçalves, especialista em gênero e sexualidade, explicou que essa mudança não é apenas uma escolha individual. Trata-se de um fenômeno social e coletivo de sobrevivência. Diante de cidades desiguais e da exaustão causada por extensas jornadas de trabalho, as mulheres têm se unido para produzir sentido e solidariedade em que o Estado, muitas vezes, falha em prover. A idealização do conceito de família não encontra eco na realidade cotidiana. "É um pouco como uma tábua de salvação, mas também uma forma de organização política", define ao BdF Entrevista.

"Produzir espaços de solidariedade umas com as outras, em diferentes classes sociais, em diferentes momentos históricos. Como isso tem sido denominado, como isso tem sido tratado pela sociedade, eu acho que é um tema muito relevante. E podemos falar da amizade, podemos pensar nos espaços onde a amizade floresce e como a amizade tem sido negada às mulheres, porque é muito difícil realizá-la na situação de divisão do trabalho que a gente tem", analisa.

A análise de Gonçalves aponta para uma contradição histórica: embora as mulheres tenham conquistado direitos públicos importantes recentemente, como educação e trabalho remunerado, não houve uma contrapartida social ou estatal que dividisse a responsabilidade pelo trabalho doméstico e de cuidado de crianças e idosos. "Mesmo tendo conquistado gloriosamente o direito ao trabalho remunerado, o direito à educação, o direito a ter carreiras, elas têm esse fardo. Isso é muito antigo. Isso já se chamou dupla opressão, dupla jornada. Aí viu que isso era inadequado, porque, na verdade, não tem dupla, não tem tripla: você tem múltiplas camadas de exaustão", relata.

Eliane Gonçalves também problematiza a questão do cuidado, historicamente, ter sido colocado como uma responsabilidade que não faria parte do universo dos homens. E ela alerta que é mais do que simplesmente dizer que é machismo. "Aquilo que é estrutural é invisível. A gente chama de DNA social", avalia.

Para a socióloga, a saída para essa crise civilizatória não está em discursos conservadores que tentam idealizar um passado inexistente, mas, sim, no reconhecimento de que o isolamento é uma ilusão. "A gente precisa uns dos outros, ponto final, e quanto maiores, mais competentes e mais estruturadas forem as redes, melhor para todas as pessoas", defende. "Nós não podemos pensar na nossa vida como seres individuais. O indivíduo é uma ficção."

Como um caminho possível, Gonçalves defende que "as respostas estão nas nossas capacidades de criar modos de vida, de recriar coisas e condições de emancipação para homens e mulheres, para jovens e adultos, para crianças e velhos, e isso tem que ser uma insistência, isso tem que estar no nosso horizonte, nós não podemos descuidar", resume.


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/podcast/brasil-de-fato-entrevista/2026/0 9/01/por-que-as-mulheres-estao-priorizando-as-amizades-em-vez-de-a mor/. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.)
Ler um texto exige de quem o lê uma postura atenta, crítica e mobilizadora de conhecimentos. As informações nem sempre estão elencadas como em uma lista, mas distribuídas ao longo do texto e relacionadas a conhecimentos externos à materialidade textual. Isso exige que o leitor mobilize suas habilidades de leitura, como a capacidade de fazer inferências. Assim, a partir da leitura do texto, analise as sentenças a seguir: 

I.A conquista de direitos por parte das mulheres é inegável, porém, esses direitos não foram estabelecidos ao mesmo tempo em que o trabalho doméstico e as responsabilidades com o cuidado foram ressignificados e redimensionados. Nesse contexto, ao conquistar esses direitos, a mulher se viu sobrecarregada com múltiplas responsabilidades.
II.Pode-se inferir que, ao produzir espaços de solidariedade com outras mulheres, há um movimento de resistência a uma sociedade estruturada na negação à mulher de condições para que ela construa relações de amizade, principalmente se considerarmos a divisão de trabalho.
III.A sobrevivência da mulher está atrelada a uma vida coletiva, formando redes de apoio e produzindo solidariedade entre elas, também porque, no dia a dia, o conceito de família idealizado não é uma realidade.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4420651 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão


Por que as mulheres estão priorizando as amizades em vez de amor?


Especialista em gênero aponta que camadas de exaustão e falhas do Estado impulsionam a reorganização de redes de apoio


Nos últimos anos, _____ busca de mulheres por reorganizar suas redes de afeto, priorizar amizades e construir comunidades tem ganhado força como resposta _____ precarização do trabalho, _____ sobrecarga invisível do cuidado e _____ uma crescente epidemia de solidão.

A socióloga Eliane Gonçalves, especialista em gênero e sexualidade, explicou que essa mudança não é apenas uma escolha individual. Trata-se de um fenômeno social e coletivo de sobrevivência. Diante de cidades desiguais e da exaustão causada por extensas jornadas de trabalho, as mulheres têm se unido para produzir sentido e solidariedade em que o Estado, muitas vezes, falha em prover. A idealização do conceito de família não encontra eco na realidade cotidiana. "É um pouco como uma tábua de salvação, mas também uma forma de organização política", define ao BdF Entrevista.

"Produzir espaços de solidariedade umas com as outras, em diferentes classes sociais, em diferentes momentos históricos. Como isso tem sido denominado, como isso tem sido tratado pela sociedade, eu acho que é um tema muito relevante. E podemos falar da amizade, podemos pensar nos espaços onde a amizade floresce e como a amizade tem sido negada às mulheres, porque é muito difícil realizá-la na situação de divisão do trabalho que a gente tem", analisa.

A análise de Gonçalves aponta para uma contradição histórica: embora as mulheres tenham conquistado direitos públicos importantes recentemente, como educação e trabalho remunerado, não houve uma contrapartida social ou estatal que dividisse a responsabilidade pelo trabalho doméstico e de cuidado de crianças e idosos. "Mesmo tendo conquistado gloriosamente o direito ao trabalho remunerado, o direito à educação, o direito a ter carreiras, elas têm esse fardo. Isso é muito antigo. Isso já se chamou dupla opressão, dupla jornada. Aí viu que isso era inadequado, porque, na verdade, não tem dupla, não tem tripla: você tem múltiplas camadas de exaustão", relata.

Eliane Gonçalves também problematiza a questão do cuidado, historicamente, ter sido colocado como uma responsabilidade que não faria parte do universo dos homens. E ela alerta que é mais do que simplesmente dizer que é machismo. "Aquilo que é estrutural é invisível. A gente chama de DNA social", avalia.

Para a socióloga, a saída para essa crise civilizatória não está em discursos conservadores que tentam idealizar um passado inexistente, mas, sim, no reconhecimento de que o isolamento é uma ilusão. "A gente precisa uns dos outros, ponto final, e quanto maiores, mais competentes e mais estruturadas forem as redes, melhor para todas as pessoas", defende. "Nós não podemos pensar na nossa vida como seres individuais. O indivíduo é uma ficção."

Como um caminho possível, Gonçalves defende que "as respostas estão nas nossas capacidades de criar modos de vida, de recriar coisas e condições de emancipação para homens e mulheres, para jovens e adultos, para crianças e velhos, e isso tem que ser uma insistência, isso tem que estar no nosso horizonte, nós não podemos descuidar", resume.


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/podcast/brasil-de-fato-entrevista/2026/0 9/01/por-que-as-mulheres-estao-priorizando-as-amizades-em-vez-de-a mor/. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.)
Nos parágrafos 3º a 6º, há oito palavras destacadas em negrito. A respeito da acentuação gráfica dessas palavras, analise as afirmativas a seguir:

I.No 4º parágrafo, as cinco palavras destacadas em negrito foram acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação.
II.As palavras "difícil" e "invisível" são acentuadas por serem paroxítonas terminadas em -l.
III.A palavra "saída" recebeu acento por ser uma paroxítona terminada em -a.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4420650 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão


Por que as mulheres estão priorizando as amizades em vez de amor?


Especialista em gênero aponta que camadas de exaustão e falhas do Estado impulsionam a reorganização de redes de apoio


Nos últimos anos, _____ busca de mulheres por reorganizar suas redes de afeto, priorizar amizades e construir comunidades tem ganhado força como resposta _____ precarização do trabalho, _____ sobrecarga invisível do cuidado e _____ uma crescente epidemia de solidão.

A socióloga Eliane Gonçalves, especialista em gênero e sexualidade, explicou que essa mudança não é apenas uma escolha individual. Trata-se de um fenômeno social e coletivo de sobrevivência. Diante de cidades desiguais e da exaustão causada por extensas jornadas de trabalho, as mulheres têm se unido para produzir sentido e solidariedade em que o Estado, muitas vezes, falha em prover. A idealização do conceito de família não encontra eco na realidade cotidiana. "É um pouco como uma tábua de salvação, mas também uma forma de organização política", define ao BdF Entrevista.

"Produzir espaços de solidariedade umas com as outras, em diferentes classes sociais, em diferentes momentos históricos. Como isso tem sido denominado, como isso tem sido tratado pela sociedade, eu acho que é um tema muito relevante. E podemos falar da amizade, podemos pensar nos espaços onde a amizade floresce e como a amizade tem sido negada às mulheres, porque é muito difícil realizá-la na situação de divisão do trabalho que a gente tem", analisa.

A análise de Gonçalves aponta para uma contradição histórica: embora as mulheres tenham conquistado direitos públicos importantes recentemente, como educação e trabalho remunerado, não houve uma contrapartida social ou estatal que dividisse a responsabilidade pelo trabalho doméstico e de cuidado de crianças e idosos. "Mesmo tendo conquistado gloriosamente o direito ao trabalho remunerado, o direito à educação, o direito a ter carreiras, elas têm esse fardo. Isso é muito antigo. Isso já se chamou dupla opressão, dupla jornada. Aí viu que isso era inadequado, porque, na verdade, não tem dupla, não tem tripla: você tem múltiplas camadas de exaustão", relata.

Eliane Gonçalves também problematiza a questão do cuidado, historicamente, ter sido colocado como uma responsabilidade que não faria parte do universo dos homens. E ela alerta que é mais do que simplesmente dizer que é machismo. "Aquilo que é estrutural é invisível. A gente chama de DNA social", avalia.

Para a socióloga, a saída para essa crise civilizatória não está em discursos conservadores que tentam idealizar um passado inexistente, mas, sim, no reconhecimento de que o isolamento é uma ilusão. "A gente precisa uns dos outros, ponto final, e quanto maiores, mais competentes e mais estruturadas forem as redes, melhor para todas as pessoas", defende. "Nós não podemos pensar na nossa vida como seres individuais. O indivíduo é uma ficção."

Como um caminho possível, Gonçalves defende que "as respostas estão nas nossas capacidades de criar modos de vida, de recriar coisas e condições de emancipação para homens e mulheres, para jovens e adultos, para crianças e velhos, e isso tem que ser uma insistência, isso tem que estar no nosso horizonte, nós não podemos descuidar", resume.


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/podcast/brasil-de-fato-entrevista/2026/0 9/01/por-que-as-mulheres-estao-priorizando-as-amizades-em-vez-de-a mor/. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.)
Considere o segundo parágrafo do texto:

A socióloga Eliane Gonçalves, especialista em gênero e sexualidade, explicou que essa mudança não é apenas uma escolha individual. Trata-se de um fenômeno social e coletivo de sobrevivência. Diante de cidades desiguais e da exaustão causada por extensas jornadas de trabalho, as mulheres têm se unido para produzir sentido e solidariedade em que o Estado, muitas vezes, falha em prover. A idealização do conceito de família não encontra eco na realidade cotidiana. "É um pouco como uma tábua de salvação, mas também uma forma de organização política", define ao BdF Entrevista.

A respeito da pontuação, analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)As vírgulas antes e depois de "especialista em gênero e sexualidade" foram usadas corretamente, pois o trecho se trata de um aposto.
(__)A vírgula após o trecho sublinhado foi empregada corretamente, indicando uma oração subordinada adverbial antecedendo o verbo da oração principal.
(__)As aspas duplas foram usadas para abrir e fechar uma citação direta; no caso, o comentário feito pela entrevistada.
(__)A vírgula antes de "define" sinaliza uma oração justaposta.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4420649 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão


Por que as mulheres estão priorizando as amizades em vez de amor?


Especialista em gênero aponta que camadas de exaustão e falhas do Estado impulsionam a reorganização de redes de apoio


Nos últimos anos, _____ busca de mulheres por reorganizar suas redes de afeto, priorizar amizades e construir comunidades tem ganhado força como resposta _____ precarização do trabalho, _____ sobrecarga invisível do cuidado e _____ uma crescente epidemia de solidão.

A socióloga Eliane Gonçalves, especialista em gênero e sexualidade, explicou que essa mudança não é apenas uma escolha individual. Trata-se de um fenômeno social e coletivo de sobrevivência. Diante de cidades desiguais e da exaustão causada por extensas jornadas de trabalho, as mulheres têm se unido para produzir sentido e solidariedade em que o Estado, muitas vezes, falha em prover. A idealização do conceito de família não encontra eco na realidade cotidiana. "É um pouco como uma tábua de salvação, mas também uma forma de organização política", define ao BdF Entrevista.

"Produzir espaços de solidariedade umas com as outras, em diferentes classes sociais, em diferentes momentos históricos. Como isso tem sido denominado, como isso tem sido tratado pela sociedade, eu acho que é um tema muito relevante. E podemos falar da amizade, podemos pensar nos espaços onde a amizade floresce e como a amizade tem sido negada às mulheres, porque é muito difícil realizá-la na situação de divisão do trabalho que a gente tem", analisa.

A análise de Gonçalves aponta para uma contradição histórica: embora as mulheres tenham conquistado direitos públicos importantes recentemente, como educação e trabalho remunerado, não houve uma contrapartida social ou estatal que dividisse a responsabilidade pelo trabalho doméstico e de cuidado de crianças e idosos. "Mesmo tendo conquistado gloriosamente o direito ao trabalho remunerado, o direito à educação, o direito a ter carreiras, elas têm esse fardo. Isso é muito antigo. Isso já se chamou dupla opressão, dupla jornada. Aí viu que isso era inadequado, porque, na verdade, não tem dupla, não tem tripla: você tem múltiplas camadas de exaustão", relata.

Eliane Gonçalves também problematiza a questão do cuidado, historicamente, ter sido colocado como uma responsabilidade que não faria parte do universo dos homens. E ela alerta que é mais do que simplesmente dizer que é machismo. "Aquilo que é estrutural é invisível. A gente chama de DNA social", avalia.

Para a socióloga, a saída para essa crise civilizatória não está em discursos conservadores que tentam idealizar um passado inexistente, mas, sim, no reconhecimento de que o isolamento é uma ilusão. "A gente precisa uns dos outros, ponto final, e quanto maiores, mais competentes e mais estruturadas forem as redes, melhor para todas as pessoas", defende. "Nós não podemos pensar na nossa vida como seres individuais. O indivíduo é uma ficção."

Como um caminho possível, Gonçalves defende que "as respostas estão nas nossas capacidades de criar modos de vida, de recriar coisas e condições de emancipação para homens e mulheres, para jovens e adultos, para crianças e velhos, e isso tem que ser uma insistência, isso tem que estar no nosso horizonte, nós não podemos descuidar", resume.


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/podcast/brasil-de-fato-entrevista/2026/0 9/01/por-que-as-mulheres-estao-priorizando-as-amizades-em-vez-de-a mor/. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.)
A respeito do texto lido, ao escrevê-lo, o autor mobiliza vários componentes do processo comunicativo, porém, enfatiza um deles para alcançar seu objetivo. Assinale a alternativa que apresenta corretamente a função da linguagem predominante no texto: 
Alternativas
Q4420648 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão


Por que as mulheres estão priorizando as amizades em vez de amor?


Especialista em gênero aponta que camadas de exaustão e falhas do Estado impulsionam a reorganização de redes de apoio


Nos últimos anos, _____ busca de mulheres por reorganizar suas redes de afeto, priorizar amizades e construir comunidades tem ganhado força como resposta _____ precarização do trabalho, _____ sobrecarga invisível do cuidado e _____ uma crescente epidemia de solidão.

A socióloga Eliane Gonçalves, especialista em gênero e sexualidade, explicou que essa mudança não é apenas uma escolha individual. Trata-se de um fenômeno social e coletivo de sobrevivência. Diante de cidades desiguais e da exaustão causada por extensas jornadas de trabalho, as mulheres têm se unido para produzir sentido e solidariedade em que o Estado, muitas vezes, falha em prover. A idealização do conceito de família não encontra eco na realidade cotidiana. "É um pouco como uma tábua de salvação, mas também uma forma de organização política", define ao BdF Entrevista.

"Produzir espaços de solidariedade umas com as outras, em diferentes classes sociais, em diferentes momentos históricos. Como isso tem sido denominado, como isso tem sido tratado pela sociedade, eu acho que é um tema muito relevante. E podemos falar da amizade, podemos pensar nos espaços onde a amizade floresce e como a amizade tem sido negada às mulheres, porque é muito difícil realizá-la na situação de divisão do trabalho que a gente tem", analisa.

A análise de Gonçalves aponta para uma contradição histórica: embora as mulheres tenham conquistado direitos públicos importantes recentemente, como educação e trabalho remunerado, não houve uma contrapartida social ou estatal que dividisse a responsabilidade pelo trabalho doméstico e de cuidado de crianças e idosos. "Mesmo tendo conquistado gloriosamente o direito ao trabalho remunerado, o direito à educação, o direito a ter carreiras, elas têm esse fardo. Isso é muito antigo. Isso já se chamou dupla opressão, dupla jornada. Aí viu que isso era inadequado, porque, na verdade, não tem dupla, não tem tripla: você tem múltiplas camadas de exaustão", relata.

Eliane Gonçalves também problematiza a questão do cuidado, historicamente, ter sido colocado como uma responsabilidade que não faria parte do universo dos homens. E ela alerta que é mais do que simplesmente dizer que é machismo. "Aquilo que é estrutural é invisível. A gente chama de DNA social", avalia.

Para a socióloga, a saída para essa crise civilizatória não está em discursos conservadores que tentam idealizar um passado inexistente, mas, sim, no reconhecimento de que o isolamento é uma ilusão. "A gente precisa uns dos outros, ponto final, e quanto maiores, mais competentes e mais estruturadas forem as redes, melhor para todas as pessoas", defende. "Nós não podemos pensar na nossa vida como seres individuais. O indivíduo é uma ficção."

Como um caminho possível, Gonçalves defende que "as respostas estão nas nossas capacidades de criar modos de vida, de recriar coisas e condições de emancipação para homens e mulheres, para jovens e adultos, para crianças e velhos, e isso tem que ser uma insistência, isso tem que estar no nosso horizonte, nós não podemos descuidar", resume.


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/podcast/brasil-de-fato-entrevista/2026/0 9/01/por-que-as-mulheres-estao-priorizando-as-amizades-em-vez-de-a mor/. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.)
Leia o seguinte excerto:

"A análise de Gonçalves aponta para uma contradição histórica: embora as mulheres tenham conquistado direitos públicos importantes recentemente, como educação e trabalho remunerado, não houve uma contrapartida social ou estatal que dividisse a responsabilidade pelo trabalho doméstico e de cuidado de crianças e idosos."

A conjunção "embora" estabelece uma relação de sentido entre as ideias que conecta e, por isso, não pode ser substituída por qualquer conjunção ou locução conjuntiva sem que haja alteração de sentido. Assinale a alternativa que indica corretamente o sentido estabelecido no excerto e a expressão que pode substituir "embora" sem comprometê-lo:
Alternativas
Q4420647 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão


Por que as mulheres estão priorizando as amizades em vez de amor?


Especialista em gênero aponta que camadas de exaustão e falhas do Estado impulsionam a reorganização de redes de apoio


Nos últimos anos, _____ busca de mulheres por reorganizar suas redes de afeto, priorizar amizades e construir comunidades tem ganhado força como resposta _____ precarização do trabalho, _____ sobrecarga invisível do cuidado e _____ uma crescente epidemia de solidão.

A socióloga Eliane Gonçalves, especialista em gênero e sexualidade, explicou que essa mudança não é apenas uma escolha individual. Trata-se de um fenômeno social e coletivo de sobrevivência. Diante de cidades desiguais e da exaustão causada por extensas jornadas de trabalho, as mulheres têm se unido para produzir sentido e solidariedade em que o Estado, muitas vezes, falha em prover. A idealização do conceito de família não encontra eco na realidade cotidiana. "É um pouco como uma tábua de salvação, mas também uma forma de organização política", define ao BdF Entrevista.

"Produzir espaços de solidariedade umas com as outras, em diferentes classes sociais, em diferentes momentos históricos. Como isso tem sido denominado, como isso tem sido tratado pela sociedade, eu acho que é um tema muito relevante. E podemos falar da amizade, podemos pensar nos espaços onde a amizade floresce e como a amizade tem sido negada às mulheres, porque é muito difícil realizá-la na situação de divisão do trabalho que a gente tem", analisa.

A análise de Gonçalves aponta para uma contradição histórica: embora as mulheres tenham conquistado direitos públicos importantes recentemente, como educação e trabalho remunerado, não houve uma contrapartida social ou estatal que dividisse a responsabilidade pelo trabalho doméstico e de cuidado de crianças e idosos. "Mesmo tendo conquistado gloriosamente o direito ao trabalho remunerado, o direito à educação, o direito a ter carreiras, elas têm esse fardo. Isso é muito antigo. Isso já se chamou dupla opressão, dupla jornada. Aí viu que isso era inadequado, porque, na verdade, não tem dupla, não tem tripla: você tem múltiplas camadas de exaustão", relata.

Eliane Gonçalves também problematiza a questão do cuidado, historicamente, ter sido colocado como uma responsabilidade que não faria parte do universo dos homens. E ela alerta que é mais do que simplesmente dizer que é machismo. "Aquilo que é estrutural é invisível. A gente chama de DNA social", avalia.

Para a socióloga, a saída para essa crise civilizatória não está em discursos conservadores que tentam idealizar um passado inexistente, mas, sim, no reconhecimento de que o isolamento é uma ilusão. "A gente precisa uns dos outros, ponto final, e quanto maiores, mais competentes e mais estruturadas forem as redes, melhor para todas as pessoas", defende. "Nós não podemos pensar na nossa vida como seres individuais. O indivíduo é uma ficção."

Como um caminho possível, Gonçalves defende que "as respostas estão nas nossas capacidades de criar modos de vida, de recriar coisas e condições de emancipação para homens e mulheres, para jovens e adultos, para crianças e velhos, e isso tem que ser uma insistência, isso tem que estar no nosso horizonte, nós não podemos descuidar", resume.


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/podcast/brasil-de-fato-entrevista/2026/0 9/01/por-que-as-mulheres-estao-priorizando-as-amizades-em-vez-de-a mor/. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.)
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas no primeiro parágrafo do texto, observando o uso ou não do acento grave (crase): 
Alternativas
Q4420616 Português
No processo de formação de palavras, a derivação sufixal tem papel importante na versatilidade da língua porque ela possibilita conferir nova classe gramatical à palavra derivada. Por exemplo, de um adjetivo pode derivar um substantivo. Todas as palavras destacadas a seguir são derivadas. Assinale a alternativa cuja palavra derivada é um advérbio:
Alternativas
Q4420615 Português
Leia as sentenças e analise a concordância verbal:

I.Há vários documentários que nos ajudam a mudar o modo de ver a vida.
II.Tratam-se de documentários sobre temas diversos.
III.Já passam dos dez documentários que assisti nas últimas semanas.

Está correta a concordância verbal em:
Alternativas
Q4420614 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


"Oito documentários que ajudam a ver o mundo de outra forma


Uma seleção de filmes que questionam certezas, revelam histórias pouco conhecidas e apresentam diferentes perspectivas


Há documentários que ampliam nosso repertório justamente porque nos colocam diante de perspectivas, pessoas e realidades que não fazem parte do nosso cotidiano. Eles podem informar, contextualizar e apresentar personagens e acontecimentos, mas também conseguem nos aproximar de experiências que não conhecemos e nos levar a olhar para elas por outro ângulo.

A proposta desta lista é reunir filmes que provocam esse tipo de deslocamento, e isso não depende de tema grandioso. Eduardo Coutinho passou uma semana num prédio de Copacabana entrevistando moradores e saiu de lá com um dos documentários mais ricos da história do cinema brasileiro. Sebastião Salgado percorreu décadas fotografando conflitos, migrações e paisagens antes de ser o próprio sujeito de um filme. Craig Foster visitou a mesma floresta de algas todos os dias durante um ano para acompanhar um polvo, e aquilo virou algo muito diferente de um documentário sobre biologia marinha. A diversidade de pontos de partida é também um argumento, pois o deslocamento de olhar não acontece por um tipo específico de assunto. Acontece quando um filme trata seu objeto com atenção suficiente para revelar o que não estava na superfície."


(Disponível em: https://vidasimples.co/cultura/oito-documentarios-que-ajudam-a-ver-omundo-de-outra-forma/. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.)
A classe gramatical das palavras não é determinada isoladamente, mas pelo contexto em que são empregadas. Considerando essa informação, analise as sentenças a seguir:

I.A palavra "olhar" ocorre duas vezes. Na primeira, ela é um verbo; na segunda, um substantivo.
II.As palavras "próprio" e "mesma" são advérbios, portanto, invariáveis e têm o sentido de "justamente, realmente".
III.A palavra "um/uma" ocorre várias vezes no texto. É numeral em: "uma semana", "durante um ano" e "um polvo"; é artigo em: "num prédio", "de um documentário".

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4420613 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


"Oito documentários que ajudam a ver o mundo de outra forma


Uma seleção de filmes que questionam certezas, revelam histórias pouco conhecidas e apresentam diferentes perspectivas


Há documentários que ampliam nosso repertório justamente porque nos colocam diante de perspectivas, pessoas e realidades que não fazem parte do nosso cotidiano. Eles podem informar, contextualizar e apresentar personagens e acontecimentos, mas também conseguem nos aproximar de experiências que não conhecemos e nos levar a olhar para elas por outro ângulo.

A proposta desta lista é reunir filmes que provocam esse tipo de deslocamento, e isso não depende de tema grandioso. Eduardo Coutinho passou uma semana num prédio de Copacabana entrevistando moradores e saiu de lá com um dos documentários mais ricos da história do cinema brasileiro. Sebastião Salgado percorreu décadas fotografando conflitos, migrações e paisagens antes de ser o próprio sujeito de um filme. Craig Foster visitou a mesma floresta de algas todos os dias durante um ano para acompanhar um polvo, e aquilo virou algo muito diferente de um documentário sobre biologia marinha. A diversidade de pontos de partida é também um argumento, pois o deslocamento de olhar não acontece por um tipo específico de assunto. Acontece quando um filme trata seu objeto com atenção suficiente para revelar o que não estava na superfície."


(Disponível em: https://vidasimples.co/cultura/oito-documentarios-que-ajudam-a-ver-omundo-de-outra-forma/. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.)
No processo de construção de um texto, a coesão exerce papel essencial na articulação das ideias, seja retomando informações já mencionadas, seja introduzindo novos elementos. Nesse processo, os pronomes demonstrativos podem contribuir para estabelecer relações entre diferentes partes do texto. No segundo parágrafo, o autor emprega esse recurso para dar continuidade à reflexão desenvolvida. Analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)O pronome "esta", em "desta lista", faz referência à lista de oito documentários apresentada, na reportagem, pelo autor.
(__)O pronome "isso", em "isso não depende", apresenta ambiguidade porque o leitor não consegue definir com certeza se ele se refere a "reunir filmes" ou a "provocam esse tipo de deslocamento".
(__)O pronome "aquilo", em "aquilo virou", tem como referente toda a ideia que o antecede, ou seja, a de que Foster visitara a mesma floresta de algas todos os dias, no período de um ano, para acompanhar um polvo.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4420612 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão


Por que as mulheres estão priorizando as amizades em vez de amor?


Especialista em gênero aponta que camadas de exaustão e falhas do Estado impulsionam a reorganização de redes de apoio


Nos últimos anos, _____ busca de mulheres por reorganizar suas redes de afeto, priorizar amizades e construir comunidades tem ganhado força como resposta _____ precarização do trabalho, _____ sobrecarga invisível do cuidado e _____ uma crescente epidemia de solidão.

A socióloga Eliane Gonçalves, especialista em gênero e sexualidade, explicou que essa mudança não é apenas uma escolha individual. Trata-se de um fenômeno social e coletivo de sobrevivência. Diante de cidades desiguais e da exaustão causada por extensas jornadas de trabalho, as mulheres têm se unido para produzir sentido e solidariedade em que o Estado, muitas vezes, falha em prover. A idealização do conceito de família não encontra eco na realidade cotidiana. "É um pouco como uma tábua de salvação, mas também uma forma de organização política", define ao BdF Entrevista.

"Produzir espaços de solidariedade umas com as outras, em diferentes classes sociais, em diferentes momentos históricos. Como isso tem sido denominado, como isso tem sido tratado pela sociedade, eu acho que é um tema muito relevante. E podemos falar da amizade, podemos pensar nos espaços onde a amizade floresce e como a amizade tem sido negada às mulheres, porque é muito difícil realizá-la na situação de divisão do trabalho que a gente tem", analisa.

A análise de Gonçalves aponta para uma contradição histórica: embora as mulheres tenham conquistado direitos públicos importantes recentemente, como educação e trabalho remunerado, não houve uma contrapartida social ou estatal que dividisse a responsabilidade pelo trabalho doméstico e de cuidado de crianças e idosos. "Mesmo tendo conquistado gloriosamente o direito ao trabalho remunerado, o direito à educação, o direito a ter carreiras, elas têm esse fardo. Isso é muito antigo. Isso já se chamou dupla opressão, dupla jornada. Aí viu que isso era inadequado, porque, na verdade, não tem dupla, não tem tripla: você tem múltiplas camadas de exaustão", relata.

Eliane Gonçalves também problematiza a questão do cuidado, historicamente, ter sido colocado como uma responsabilidade que não faria parte do universo dos homens. E ela alerta que é mais do que simplesmente dizer que é machismo. "Aquilo que é estrutural é invisível. A gente chama de DNA social", avalia.

Para a socióloga, a saída para essa crise civilizatória não está em discursos conservadores que tentam idealizar um passado inexistente, mas, sim, no reconhecimento de que o isolamento é uma ilusão. "A gente precisa uns dos outros, ponto final, e quanto maiores, mais competentes e mais estruturadas forem as redes, melhor para todas as pessoas", defende. "Nós não podemos pensar na nossa vida como seres individuais. O indivíduo é uma ficção."

Como um caminho possível, Gonçalves defende que "as respostas estão nas nossas capacidades de criar modos de vida, de recriar coisas e condições de emancipação para homens e mulheres, para jovens e adultos, para crianças e velhos, e isso tem que ser uma insistência, isso tem que estar no nosso horizonte, nós não podemos descuidar", resume.


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/podcast/brasil-de-fato-entrevista/2026/0 9/01/por-que-as-mulheres-estao-priorizando-as-amizades-em-vez-de-a mor/. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.)
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas no primeiro parágrafo do texto, observando o uso ou não do acento grave (crase):
Alternativas
Respostas
21: A
22: B
23: E
24: C
25: C
26: D
27: A
28: X
29: A
30: B
31: B
32: D
33: E
34: B
35: B
36: B
37: B
38: A
39: B
40: C