Questões de Concurso Sobre português

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Q3538787 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo. 

Escolha ética do sujeito

        Afirma o psiquiatra e terapeuta suíço Carl Gustav Jung, em seu livro Memórias, sonhos e reflexões: "Quando se toca no mal, corre-se o risco iminente de se sucumbira ele. O homem, de um modo geral, não deve sucumbir nem mesmo ao bem. Um pretenso bem ao qual se sucumbe perde seu caráter moral, não porque tenha se tornado um mal em si, mas porque simplesmente se sucumbiu a ele."

        Nessa passagem Jung faz compreendera condicionante decisiva desse especial e mais grave "sucumbir"que nos vitima: nossa submissão sem volta a um campo de julgamento em que os valores já estão firmados e cristalizados em polarizações mecânicas.

        Para Jung, o bem e o mal "constituem, juntamente, um todo paradoxal". E continua: "o indivíduo [...) procura ansiosamente as regras e as leis exteriores às quais possa ater-se cegamente nos momentos de perplexidade". E lembra ele que é comum atribuir a essas regras e leis exterioresaqualificação definitiva de "fatos", antes mesmo de qualquer busca de comprovação.

        Pode parecer-nos oportuno abandonar, por exemplo, a complexidade dos desafios do nosso tempo para nos submetermos à ideologia mais confortável e simplificadora, à qual passamos a nos agarrar sem sombra de reflexão mais séria. Escolhemos aquilo que nos parece mais natural, mais fácil. No entanto, antes dejulgar o valor da específica escolha adotada no cardápio vicioso de valores já assentados, Jung considera, assim, o maleficio fundamental do nosso acatamento irrefletido de uma escolha que, a rigor, sequer chegamosa escolher.

 (Silvério Tárrega, a editar)
As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
Alternativas
Q3538743 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

[Autobiografia de um historiador]

    Não escrevi esta minha biografia com o espirito de confissão tão vendável hoje em dia, em parte porque a única justificativa para essa viagem em torno do ego é a genialidade - não sou nem um santo Agostinho nem um Rousseau -e em parte porque nenhum autobiógrafo vivo seria capaz de contar sua verdade particular sobre as coisas que envolvem outras pessoas vivas sem ferir injustificavelmente os sentimentos de algumas delas.
    Este livro também não é uma apologia da vida do autor. Se o leitor não quiser entender o século XX, deve ler as autobiografias daqueles que sejustificam a si mesmos, advogados de sua própria defesa, e as de seu reverso, os pecadores arrependidos.
    Estes escritos não são a história do mundo ilustrada pelas experiéncias de um indivíduo, mas a história do mundo dando forma às experiëncias de um indivíduo, ou melhor, oferecendo uma gama de escolhas sempre limitadas, com as quais os homens fazem suas vidas, não nas circunstâncias escolhidas por eles, e sim nas circunstâncias diretamente proporcionadas pelo mundo em volta deles.
    Busquei juntar meus temas de modo coerente, com alguma racionalização histórica. Outros historiadores poderão interessar-se por esse aspecto mais profissional do meu livro. Espero, entretanto, que os demais o leiam como uma introdução ao extraordinário século XX, como um relato que é também o itinerário de um ser humano cuja vida não poderia ter ocorrido em outro século.

 (Adaptado de: HOBSBAWM, Eric. Tempos interessantes. Trad. S. Duarte. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 10-12)
Considere as seguintes afirmações:
I. Sendo historiador, ele escreveu uma autobiografia.
II. Sua autobiografia tem interesse histórico.
III. Sua autobiografia inscreve-se no século XX.
Essas afirmações estão articuladas com correção e coerência neste período único: 
Alternativas
Q3538742 Português
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[Autobiografia de um historiador]

    Não escrevi esta minha biografia com o espirito de confissão tão vendável hoje em dia, em parte porque a única justificativa para essa viagem em torno do ego é a genialidade - não sou nem um santo Agostinho nem um Rousseau -e em parte porque nenhum autobiógrafo vivo seria capaz de contar sua verdade particular sobre as coisas que envolvem outras pessoas vivas sem ferir injustificavelmente os sentimentos de algumas delas.
    Este livro também não é uma apologia da vida do autor. Se o leitor não quiser entender o século XX, deve ler as autobiografias daqueles que sejustificam a si mesmos, advogados de sua própria defesa, e as de seu reverso, os pecadores arrependidos.
    Estes escritos não são a história do mundo ilustrada pelas experiéncias de um indivíduo, mas a história do mundo dando forma às experiëncias de um indivíduo, ou melhor, oferecendo uma gama de escolhas sempre limitadas, com as quais os homens fazem suas vidas, não nas circunstâncias escolhidas por eles, e sim nas circunstâncias diretamente proporcionadas pelo mundo em volta deles.
    Busquei juntar meus temas de modo coerente, com alguma racionalização histórica. Outros historiadores poderão interessar-se por esse aspecto mais profissional do meu livro. Espero, entretanto, que os demais o leiam como uma introdução ao extraordinário século XX, como um relato que é também o itinerário de um ser humano cuja vida não poderia ter ocorrido em outro século.

 (Adaptado de: HOBSBAWM, Eric. Tempos interessantes. Trad. S. Duarte. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 10-12)
Estes escritos não constituem uma história do mundo, embora a levem em conta.
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, as formas verbais deverão ficar, na ordem dada,
Alternativas
Q3538741 Português
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[Autobiografia de um historiador]

    Não escrevi esta minha biografia com o espirito de confissão tão vendável hoje em dia, em parte porque a única justificativa para essa viagem em torno do ego é a genialidade - não sou nem um santo Agostinho nem um Rousseau -e em parte porque nenhum autobiógrafo vivo seria capaz de contar sua verdade particular sobre as coisas que envolvem outras pessoas vivas sem ferir injustificavelmente os sentimentos de algumas delas.
    Este livro também não é uma apologia da vida do autor. Se o leitor não quiser entender o século XX, deve ler as autobiografias daqueles que sejustificam a si mesmos, advogados de sua própria defesa, e as de seu reverso, os pecadores arrependidos.
    Estes escritos não são a história do mundo ilustrada pelas experiéncias de um indivíduo, mas a história do mundo dando forma às experiëncias de um indivíduo, ou melhor, oferecendo uma gama de escolhas sempre limitadas, com as quais os homens fazem suas vidas, não nas circunstâncias escolhidas por eles, e sim nas circunstâncias diretamente proporcionadas pelo mundo em volta deles.
    Busquei juntar meus temas de modo coerente, com alguma racionalização histórica. Outros historiadores poderão interessar-se por esse aspecto mais profissional do meu livro. Espero, entretanto, que os demais o leiam como uma introdução ao extraordinário século XX, como um relato que é também o itinerário de um ser humano cuja vida não poderia ter ocorrido em outro século.

 (Adaptado de: HOBSBAWM, Eric. Tempos interessantes. Trad. S. Duarte. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 10-12)
Os tempos e os modos das formas verbais estão adequadamente articulados na frase:
Alternativas
Q3538740 Português
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[Autobiografia de um historiador]

    Não escrevi esta minha biografia com o espirito de confissão tão vendável hoje em dia, em parte porque a única justificativa para essa viagem em torno do ego é a genialidade - não sou nem um santo Agostinho nem um Rousseau -e em parte porque nenhum autobiógrafo vivo seria capaz de contar sua verdade particular sobre as coisas que envolvem outras pessoas vivas sem ferir injustificavelmente os sentimentos de algumas delas.
    Este livro também não é uma apologia da vida do autor. Se o leitor não quiser entender o século XX, deve ler as autobiografias daqueles que sejustificam a si mesmos, advogados de sua própria defesa, e as de seu reverso, os pecadores arrependidos.
    Estes escritos não são a história do mundo ilustrada pelas experiéncias de um indivíduo, mas a história do mundo dando forma às experiëncias de um indivíduo, ou melhor, oferecendo uma gama de escolhas sempre limitadas, com as quais os homens fazem suas vidas, não nas circunstâncias escolhidas por eles, e sim nas circunstâncias diretamente proporcionadas pelo mundo em volta deles.
    Busquei juntar meus temas de modo coerente, com alguma racionalização histórica. Outros historiadores poderão interessar-se por esse aspecto mais profissional do meu livro. Espero, entretanto, que os demais o leiam como uma introdução ao extraordinário século XX, como um relato que é também o itinerário de um ser humano cuja vida não poderia ter ocorrido em outro século.

 (Adaptado de: HOBSBAWM, Eric. Tempos interessantes. Trad. S. Duarte. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 10-12)
Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:
Alternativas
Q3538739 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

[Autobiografia de um historiador]

    Não escrevi esta minha biografia com o espirito de confissão tão vendável hoje em dia, em parte porque a única justificativa para essa viagem em torno do ego é a genialidade - não sou nem um santo Agostinho nem um Rousseau -e em parte porque nenhum autobiógrafo vivo seria capaz de contar sua verdade particular sobre as coisas que envolvem outras pessoas vivas sem ferir injustificavelmente os sentimentos de algumas delas.
    Este livro também não é uma apologia da vida do autor. Se o leitor não quiser entender o século XX, deve ler as autobiografias daqueles que sejustificam a si mesmos, advogados de sua própria defesa, e as de seu reverso, os pecadores arrependidos.
    Estes escritos não são a história do mundo ilustrada pelas experiéncias de um indivíduo, mas a história do mundo dando forma às experiëncias de um indivíduo, ou melhor, oferecendo uma gama de escolhas sempre limitadas, com as quais os homens fazem suas vidas, não nas circunstâncias escolhidas por eles, e sim nas circunstâncias diretamente proporcionadas pelo mundo em volta deles.
    Busquei juntar meus temas de modo coerente, com alguma racionalização histórica. Outros historiadores poderão interessar-se por esse aspecto mais profissional do meu livro. Espero, entretanto, que os demais o leiam como uma introdução ao extraordinário século XX, como um relato que é também o itinerário de um ser humano cuja vida não poderia ter ocorrido em outro século.

 (Adaptado de: HOBSBAWM, Eric. Tempos interessantes. Trad. S. Duarte. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 10-12)
Contrastando com os vários alertas sobre o que sua autobiografia não é, não pode ou não deseja ser, há no texto um reconhecimento afirmativo do autor quanto 
Alternativas
Q3538738 Português
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Nosso cérebro e os sistemas digitais

    O cérebro humano não opera comо ит сотрutador digital, mas isso não impede que esses nossos computadores orgânicos sejam programados por sinais externos. Muito pelo contrário! E preciso considerar os graves riscos que a humanidade enfrentará nos próximos anos, em decorréncia da nossa interação e da nossa dependência cada vez maior em relação aos sistemas digitais, estabelecendo uma verdadeira simbiose que pode afetar profundamente o cérebro, por meio do fenômeno da plasticidade neural.
   Basicamente, a convivência contínua com computadores pode afetar a forma como o cérebro funciona e, no limite, nos transformar em meros zumbis orgânicos. De acordo com a minha estimativa, essa transformação pode ocorrer muito mais depressa do que imaginamos. Esse cenário se manifestará quão mais rapidamente o nosso cérebro for ludibriado, convencendo-se de que recompensas maiores seriam auferidas se ele cessasse de expressar os atributos mais celebrados e únicos da condição humana.
    Que atributos seriam esses? Eles incluem a imensa criatividade e a intuição, a inteligéncia bem como a compaixão, a empatia pelo próximo e a busca de um fim benéfico comum. Em troca, o cérebro optaria pela produção de comportamentos mais eficientes e produtivos, seguindo as rígidas normas impostas pela modernidade, que nos condenariam a uma existência primordialmente virtual onde -de acordo com a falsa utopia dominante dos nossos tempos - poderíamos nos defender melhor das frustrações e das dores cotidianas advindas do mundo real.
  Na verdade, esse seria o caminho mais rápido para nos transformarmos em simples autômatos controlados por um sistema ditatorial e por um tipo de economia divorciada da promoção do bem-estar geral. 

(Adaptado de: NICOLELIS, Miguel. O verdadeiro criador de tudo. São Paulo: Planeta, 2020, p. 21)
A supressão da vírgula implicará alteração de sentido na frase: 
Alternativas
Q3538737 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Nosso cérebro e os sistemas digitais

    O cérebro humano não opera comо ит сотрutador digital, mas isso não impede que esses nossos computadores orgânicos sejam programados por sinais externos. Muito pelo contrário! E preciso considerar os graves riscos que a humanidade enfrentará nos próximos anos, em decorréncia da nossa interação e da nossa dependência cada vez maior em relação aos sistemas digitais, estabelecendo uma verdadeira simbiose que pode afetar profundamente o cérebro, por meio do fenômeno da plasticidade neural.
   Basicamente, a convivência contínua com computadores pode afetar a forma como o cérebro funciona e, no limite, nos transformar em meros zumbis orgânicos. De acordo com a minha estimativa, essa transformação pode ocorrer muito mais depressa do que imaginamos. Esse cenário se manifestará quão mais rapidamente o nosso cérebro for ludibriado, convencendo-se de que recompensas maiores seriam auferidas se ele cessasse de expressar os atributos mais celebrados e únicos da condição humana.
    Que atributos seriam esses? Eles incluem a imensa criatividade e a intuição, a inteligéncia bem como a compaixão, a empatia pelo próximo e a busca de um fim benéfico comum. Em troca, o cérebro optaria pela produção de comportamentos mais eficientes e produtivos, seguindo as rígidas normas impostas pela modernidade, que nos condenariam a uma existência primordialmente virtual onde -de acordo com a falsa utopia dominante dos nossos tempos - poderíamos nos defender melhor das frustrações e das dores cotidianas advindas do mundo real.
  Na verdade, esse seria o caminho mais rápido para nos transformarmos em simples autômatos controlados por um sistema ditatorial e por um tipo de economia divorciada da promoção do bem-estar geral. 

(Adaptado de: NICOLELIS, Miguel. O verdadeiro criador de tudo. São Paulo: Planeta, 2020, p. 21)
É regular o emprego do elemento sublinhado na seguinte construção:
Alternativas
Q3538736 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Nosso cérebro e os sistemas digitais

    O cérebro humano não opera comо ит сотрutador digital, mas isso não impede que esses nossos computadores orgânicos sejam programados por sinais externos. Muito pelo contrário! E preciso considerar os graves riscos que a humanidade enfrentará nos próximos anos, em decorréncia da nossa interação e da nossa dependência cada vez maior em relação aos sistemas digitais, estabelecendo uma verdadeira simbiose que pode afetar profundamente o cérebro, por meio do fenômeno da plasticidade neural.
   Basicamente, a convivência contínua com computadores pode afetar a forma como o cérebro funciona e, no limite, nos transformar em meros zumbis orgânicos. De acordo com a minha estimativa, essa transformação pode ocorrer muito mais depressa do que imaginamos. Esse cenário se manifestará quão mais rapidamente o nosso cérebro for ludibriado, convencendo-se de que recompensas maiores seriam auferidas se ele cessasse de expressar os atributos mais celebrados e únicos da condição humana.
    Que atributos seriam esses? Eles incluem a imensa criatividade e a intuição, a inteligéncia bem como a compaixão, a empatia pelo próximo e a busca de um fim benéfico comum. Em troca, o cérebro optaria pela produção de comportamentos mais eficientes e produtivos, seguindo as rígidas normas impostas pela modernidade, que nos condenariam a uma existência primordialmente virtual onde -de acordo com a falsa utopia dominante dos nossos tempos - poderíamos nos defender melhor das frustrações e das dores cotidianas advindas do mundo real.
  Na verdade, esse seria o caminho mais rápido para nos transformarmos em simples autômatos controlados por um sistema ditatorial e por um tipo de economia divorciada da promoção do bem-estar geral. 

(Adaptado de: NICOLELIS, Miguel. O verdadeiro criador de tudo. São Paulo: Planeta, 2020, p. 21)
As normas de concordância verbal encontram-se bem observadas na frase:
Alternativas
Q3538735 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Nosso cérebro e os sistemas digitais

    O cérebro humano não opera comо ит сотрutador digital, mas isso não impede que esses nossos computadores orgânicos sejam programados por sinais externos. Muito pelo contrário! E preciso considerar os graves riscos que a humanidade enfrentará nos próximos anos, em decorréncia da nossa interação e da nossa dependência cada vez maior em relação aos sistemas digitais, estabelecendo uma verdadeira simbiose que pode afetar profundamente o cérebro, por meio do fenômeno da plasticidade neural.
   Basicamente, a convivência contínua com computadores pode afetar a forma como o cérebro funciona e, no limite, nos transformar em meros zumbis orgânicos. De acordo com a minha estimativa, essa transformação pode ocorrer muito mais depressa do que imaginamos. Esse cenário se manifestará quão mais rapidamente o nosso cérebro for ludibriado, convencendo-se de que recompensas maiores seriam auferidas se ele cessasse de expressar os atributos mais celebrados e únicos da condição humana.
    Que atributos seriam esses? Eles incluem a imensa criatividade e a intuição, a inteligéncia bem como a compaixão, a empatia pelo próximo e a busca de um fim benéfico comum. Em troca, o cérebro optaria pela produção de comportamentos mais eficientes e produtivos, seguindo as rígidas normas impostas pela modernidade, que nos condenariam a uma existência primordialmente virtual onde -de acordo com a falsa utopia dominante dos nossos tempos - poderíamos nos defender melhor das frustrações e das dores cotidianas advindas do mundo real.
  Na verdade, esse seria o caminho mais rápido para nos transformarmos em simples autômatos controlados por um sistema ditatorial e por um tipo de economia divorciada da promoção do bem-estar geral. 

(Adaptado de: NICOLELIS, Miguel. O verdadeiro criador de tudo. São Paulo: Planeta, 2020, p. 21)
Estão indicadas uma causa e sua consequência, nesta ordem, na relação entre os seguintes segmentos: 
Alternativas
Q3538734 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Nosso cérebro e os sistemas digitais

    O cérebro humano não opera comо ит сотрutador digital, mas isso não impede que esses nossos computadores orgânicos sejam programados por sinais externos. Muito pelo contrário! E preciso considerar os graves riscos que a humanidade enfrentará nos próximos anos, em decorréncia da nossa interação e da nossa dependência cada vez maior em relação aos sistemas digitais, estabelecendo uma verdadeira simbiose que pode afetar profundamente o cérebro, por meio do fenômeno da plasticidade neural.
   Basicamente, a convivência contínua com computadores pode afetar a forma como o cérebro funciona e, no limite, nos transformar em meros zumbis orgânicos. De acordo com a minha estimativa, essa transformação pode ocorrer muito mais depressa do que imaginamos. Esse cenário se manifestará quão mais rapidamente o nosso cérebro for ludibriado, convencendo-se de que recompensas maiores seriam auferidas se ele cessasse de expressar os atributos mais celebrados e únicos da condição humana.
    Que atributos seriam esses? Eles incluem a imensa criatividade e a intuição, a inteligéncia bem como a compaixão, a empatia pelo próximo e a busca de um fim benéfico comum. Em troca, o cérebro optaria pela produção de comportamentos mais eficientes e produtivos, seguindo as rígidas normas impostas pela modernidade, que nos condenariam a uma existência primordialmente virtual onde -de acordo com a falsa utopia dominante dos nossos tempos - poderíamos nos defender melhor das frustrações e das dores cotidianas advindas do mundo real.
  Na verdade, esse seria o caminho mais rápido para nos transformarmos em simples autômatos controlados por um sistema ditatorial e por um tipo de economia divorciada da promoção do bem-estar geral. 

(Adaptado de: NICOLELIS, Miguel. O verdadeiro criador de tudo. São Paulo: Planeta, 2020, p. 21)
Considerando os riscos que a humanidade enfrentará nos próximos anos da nossa era digital, o autor lembra que
Alternativas
Q3538612 Português

Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.


        Padre Alfredo visitou-o pela primeira vez naquela semana. O capitão estava tão desacostumado de ter visitas que, ao ouvir tocar o sino, não foi logo ao portão. "Senhor padre, bons dias, o que o traz por cá? Estava a fazer uma sesta, entre, entre" -e dirigiu-o ao quintal. "Então é aqui que passa os seus dias o bravo capitão Celestino. Que esplendoroso roseiral", e abeirou-se da roseira. As rosas pareciam envernizadas, tão túrgidas que cantavam. Na verdade, viera vero que havia atrás das sebes. As flores calaram-no. О perfume, intensificado pela luz do Sol que, àquela hora, estavaapique, abafou o sermão que trazia preparado. Celestino foi amistoso. "Plantou caril, capitão? Anda por aqui um perfume intenso." Misturados uns aos outros, picados pela luz, os aromas dos frutos e das flores adquiriam um odor inebriante, com várias notas confusas, cítricas, mas também fundas, amadeiradas e apimentadas. O jardim em volta, com o seu canteiro de cravos e sardinheiras vermelhas, as ervilhas de cheiro rosa vivo, a ameixoeira cuidadosamente podada, cada folha desenhada por um pintor apaixonado e por ele lacada, os condutos do sistema de rega inventado pelo jardineiro, os atilhos coloridos que prendiam os ramos mais altos das rosinhas cor de chá às paredes da casa, a paz do quintal, o amor posto em tudo, dissonante da figura sorumbática que tinha à sua frente e que, acabara de dar conta, não se calava, assim que se aflorou o pretexto dos cuidados de jardinagem que preservavam o quintal na perfeição em que estava. Celestino falava sozinho enquanto o padre tirava as suas conclusões.


        Gesticulava como há muito ansiasse ter com quem conversar e, ao mesmo tempo, como se o padre tivesse tocado o único tema que lhe importava.


(Adaptado de: ALMEIDA, Djaimilia Pereira de. A visão das plantas. Todavia, 2022)

O verbo empregado em linguagem figurada está sublinhado em:
Alternativas
Q3538611 Português

Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.


        Padre Alfredo visitou-o pela primeira vez naquela semana. O capitão estava tão desacostumado de ter visitas que, ao ouvir tocar o sino, não foi logo ao portão. "Senhor padre, bons dias, o que o traz por cá? Estava a fazer uma sesta, entre, entre" -e dirigiu-o ao quintal. "Então é aqui que passa os seus dias o bravo capitão Celestino. Que esplendoroso roseiral", e abeirou-se da roseira. As rosas pareciam envernizadas, tão túrgidas que cantavam. Na verdade, viera vero que havia atrás das sebes. As flores calaram-no. О perfume, intensificado pela luz do Sol que, àquela hora, estavaapique, abafou o sermão que trazia preparado. Celestino foi amistoso. "Plantou caril, capitão? Anda por aqui um perfume intenso." Misturados uns aos outros, picados pela luz, os aromas dos frutos e das flores adquiriam um odor inebriante, com várias notas confusas, cítricas, mas também fundas, amadeiradas e apimentadas. O jardim em volta, com o seu canteiro de cravos e sardinheiras vermelhas, as ervilhas de cheiro rosa vivo, a ameixoeira cuidadosamente podada, cada folha desenhada por um pintor apaixonado e por ele lacada, os condutos do sistema de rega inventado pelo jardineiro, os atilhos coloridos que prendiam os ramos mais altos das rosinhas cor de chá às paredes da casa, a paz do quintal, o amor posto em tudo, dissonante da figura sorumbática que tinha à sua frente e que, acabara de dar conta, não se calava, assim que se aflorou o pretexto dos cuidados de jardinagem que preservavam o quintal na perfeição em que estava. Celestino falava sozinho enquanto o padre tirava as suas conclusões.


        Gesticulava como há muito ansiasse ter com quem conversar e, ao mesmo tempo, como se o padre tivesse tocado o único tema que lhe importava.


(Adaptado de: ALMEIDA, Djaimilia Pereira de. A visão das plantas. Todavia, 2022)

Celestino falava sozinho enquanto o padre tirava suas conclusões.
O termo enquanto, no contexto, expressa
Alternativas
Q3538610 Português

Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.


        Padre Alfredo visitou-o pela primeira vez naquela semana. O capitão estava tão desacostumado de ter visitas que, ao ouvir tocar o sino, não foi logo ao portão. "Senhor padre, bons dias, o que o traz por cá? Estava a fazer uma sesta, entre, entre" -e dirigiu-o ao quintal. "Então é aqui que passa os seus dias o bravo capitão Celestino. Que esplendoroso roseiral", e abeirou-se da roseira. As rosas pareciam envernizadas, tão túrgidas que cantavam. Na verdade, viera vero que havia atrás das sebes. As flores calaram-no. О perfume, intensificado pela luz do Sol que, àquela hora, estavaapique, abafou o sermão que trazia preparado. Celestino foi amistoso. "Plantou caril, capitão? Anda por aqui um perfume intenso." Misturados uns aos outros, picados pela luz, os aromas dos frutos e das flores adquiriam um odor inebriante, com várias notas confusas, cítricas, mas também fundas, amadeiradas e apimentadas. O jardim em volta, com o seu canteiro de cravos e sardinheiras vermelhas, as ervilhas de cheiro rosa vivo, a ameixoeira cuidadosamente podada, cada folha desenhada por um pintor apaixonado e por ele lacada, os condutos do sistema de rega inventado pelo jardineiro, os atilhos coloridos que prendiam os ramos mais altos das rosinhas cor de chá às paredes da casa, a paz do quintal, o amor posto em tudo, dissonante da figura sorumbática que tinha à sua frente e que, acabara de dar conta, não se calava, assim que se aflorou o pretexto dos cuidados de jardinagem que preservavam o quintal na perfeição em que estava. Celestino falava sozinho enquanto o padre tirava as suas conclusões.


        Gesticulava como há muito ansiasse ter com quem conversar e, ao mesmo tempo, como se o padre tivesse tocado o único tema que lhe importava.


(Adaptado de: ALMEIDA, Djaimilia Pereira de. A visão das plantas. Todavia, 2022)

Na narrativa, padre Alfredo observa um contraste entre
Alternativas
Q3538609 Português

Atenção: Considere o poema de José Miguel Wisnik para responder à questão.


O anel que tu me deste

Não guardei nem esqueci

Ele nunca se quebrou

Fui eu que me perdi


O anel que tu me lembras

Meu escuro escondeu

Ele nunca se partiu

Quem partiu de si fui eu


Eu ainda não sabia

Que existia o puro dom

Que era feito de verdade

Desapego e solidão


Tudo então que nos unia

Numa voz e uma canção

Nele brilha solitário

Diamante escuridão


Sob a luz estroboscópica

Do agito de um salão

Que ainda dança a nossa volta

Com as décadas que se vão


Retiraste de teu dedo

Sem nenhuma hesitação

e o puseste com cuidado

Na palma da minha mão 


Era a luz alucinada

De um estranho festival

Nada ali anunciava

O teu gesto e o cristal

O amor que tu me tinhas

Não tem nome nem lugar

Luz que vem da mesma liga

Do anel a nos ligar 


(O anel. José Miguel Wisnik)



A classificação do verbo -como de qualquer palavra - depende da situação em que se acha empregado na frase. Muitos verbos, de acordo com os vários sentidos que podem assumir, ora entram no grupo dos verbos de ligação, ora são transitivos (diretos ou indiretos), ora intransitivos.
(Adaptado de: Bechara, Evanildo (2018-10-30T22:58:59.000). Lições de Português pela Análise Sintática. Nova Fronteira, edição digital)
O verbo que, no contexto do poema, possui complemento indireto encontra-se em:
Alternativas
Q3538608 Português

Atenção: Considere o poema de José Miguel Wisnik para responder à questão.


O anel que tu me deste

Não guardei nem esqueci

Ele nunca se quebrou

Fui eu que me perdi


O anel que tu me lembras

Meu escuro escondeu

Ele nunca se partiu

Quem partiu de si fui eu


Eu ainda não sabia

Que existia o puro dom

Que era feito de verdade

Desapego e solidão


Tudo então que nos unia

Numa voz e uma canção

Nele brilha solitário

Diamante escuridão


Sob a luz estroboscópica

Do agito de um salão

Que ainda dança a nossa volta

Com as décadas que se vão


Retiraste de teu dedo

Sem nenhuma hesitação

e o puseste com cuidado

Na palma da minha mão 


Era a luz alucinada

De um estranho festival

Nada ali anunciava

O teu gesto e o cristal

O amor que tu me tinhas

Não tem nome nem lugar

Luz que vem da mesma liga

Do anel a nos ligar 


(O anel. José Miguel Wisnik)



A flexão verbal expressa uma ação já concluída no verso:
Alternativas
Q3538607 Português

Atenção: Considere o poema de José Miguel Wisnik para responder à questão.


O anel que tu me deste

Não guardei nem esqueci

Ele nunca se quebrou

Fui eu que me perdi


O anel que tu me lembras

Meu escuro escondeu

Ele nunca se partiu

Quem partiu de si fui eu


Eu ainda não sabia

Que existia o puro dom

Que era feito de verdade

Desapego e solidão


Tudo então que nos unia

Numa voz e uma canção

Nele brilha solitário

Diamante escuridão


Sob a luz estroboscópica

Do agito de um salão

Que ainda dança a nossa volta

Com as décadas que se vão


Retiraste de teu dedo

Sem nenhuma hesitação

e o puseste com cuidado

Na palma da minha mão 


Era a luz alucinada

De um estranho festival

Nada ali anunciava

O teu gesto e o cristal

O amor que tu me tinhas

Não tem nome nem lugar

Luz que vem da mesma liga

Do anel a nos ligar 


(O anel. José Miguel Wisnik)



A conjunção "nem", nos versos Não guardei nem esqueci e Não tem nome nem lugar, estabelece, no contexto em que se encontra, ideia de
Alternativas
Q3538606 Português

Atenção: Considere o poema de José Miguel Wisnik para responder à questão.


O anel que tu me deste

Não guardei nem esqueci

Ele nunca se quebrou

Fui eu que me perdi


O anel que tu me lembras

Meu escuro escondeu

Ele nunca se partiu

Quem partiu de si fui eu


Eu ainda não sabia

Que existia o puro dom

Que era feito de verdade

Desapego e solidão


Tudo então que nos unia

Numa voz e uma canção

Nele brilha solitário

Diamante escuridão


Sob a luz estroboscópica

Do agito de um salão

Que ainda dança a nossa volta

Com as décadas que se vão


Retiraste de teu dedo

Sem nenhuma hesitação

e o puseste com cuidado

Na palma da minha mão 


Era a luz alucinada

De um estranho festival

Nada ali anunciava

O teu gesto e o cristal

O amor que tu me tinhas

Não tem nome nem lugar

Luz que vem da mesma liga

Do anel a nos ligar 


(O anel. José Miguel Wisnik)



Considerado o contexto, observa-se a figura de linguagem "personificação" no verso que se encontra em:
Alternativas
Q3538605 Português

Atenção: Considere o poema de José Miguel Wisnik para responder à questão.


O anel que tu me deste

Não guardei nem esqueci

Ele nunca se quebrou

Fui eu que me perdi


O anel que tu me lembras

Meu escuro escondeu

Ele nunca se partiu

Quem partiu de si fui eu


Eu ainda não sabia

Que existia o puro dom

Que era feito de verdade

Desapego e solidão


Tudo então que nos unia

Numa voz e uma canção

Nele brilha solitário

Diamante escuridão


Sob a luz estroboscópica

Do agito de um salão

Que ainda dança a nossa volta

Com as décadas que se vão


Retiraste de teu dedo

Sem nenhuma hesitação

e o puseste com cuidado

Na palma da minha mão 


Era a luz alucinada

De um estranho festival

Nada ali anunciava

O teu gesto e o cristal

O amor que tu me tinhas

Não tem nome nem lugar

Luz que vem da mesma liga

Do anel a nos ligar 


(O anel. José Miguel Wisnik)



Ao dialogar com uma pessoa (tu), o eu lírico 
Alternativas
Q3538604 Português

Atenção: Considere o poema de José Miguel Wisnik para responder à questão.


O anel que tu me deste

Não guardei nem esqueci

Ele nunca se quebrou

Fui eu que me perdi


O anel que tu me lembras

Meu escuro escondeu

Ele nunca se partiu

Quem partiu de si fui eu


Eu ainda não sabia

Que existia o puro dom

Que era feito de verdade

Desapego e solidão


Tudo então que nos unia

Numa voz e uma canção

Nele brilha solitário

Diamante escuridão


Sob a luz estroboscópica

Do agito de um salão

Que ainda dança a nossa volta

Com as décadas que se vão


Retiraste de teu dedo

Sem nenhuma hesitação

e o puseste com cuidado

Na palma da minha mão 


Era a luz alucinada

De um estranho festival

Nada ali anunciava

O teu gesto e o cristal

O amor que tu me tinhas

Não tem nome nem lugar

Luz que vem da mesma liga

Do anel a nos ligar 


(O anel. José Miguel Wisnik)



Um dos temas do poema é
Alternativas
Respostas
31241: E
31242: E
31243: A
31244: B
31245: D
31246: C
31247: A
31248: E
31249: D
31250: B
31251: C
31252: D
31253: C
31254: E
31255: D
31256: C
31257: B
31258: B
31259: A
31260: E