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Questões de Concurso Sobre português

Foram encontradas 250.021 questões

Q3622610 Português

Texto 3


Leia o poema de Elias José.



O sim e o não


Em casa

Sempre digo NÃO

sem parar para pensar.


Ando só na contramão,

carregando bandeiras

e discursos de protesto.


Sinto que sou dura,

juro mudar, mas só vou piorando.


Na rua, na escola,

com colegas e professores,

sou a cordeirinha,

a dama do SIM,

aquela que abaixa a cabeça

e cala

ou ainda agradece

quando usada.


Sinto que sou mole, despersonalizada,

juro mudar, mas só vou piorando. Que raiva!


Por que não sei pôr

O SIM e o NÃO

no lugar e no tempo certos?

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação ao texto 3.

( ) Quer dizendo SIM quer dizendo NÃO, o eu lírico mostra uma vontade frustrada de mudança de comportamento.
( ) Quem fala no poema é uma adolescente.
( ) Na rua, o eu lírico é humilde e conformista.
( ) Para seus familiares, o eu lírico é sempre “do contra”.
( ) O SIM e o NÃO estariam no lugar e no tempo certos se o comportamento fosse igual, tanto na rua, quanto em casa.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo. 
Alternativas
Q3622609 Português

Texto 3


Leia o poema de Elias José.



O sim e o não


Em casa

Sempre digo NÃO

sem parar para pensar.


Ando só na contramão,

carregando bandeiras

e discursos de protesto.


Sinto que sou dura,

juro mudar, mas só vou piorando.


Na rua, na escola,

com colegas e professores,

sou a cordeirinha,

a dama do SIM,

aquela que abaixa a cabeça

e cala

ou ainda agradece

quando usada.


Sinto que sou mole, despersonalizada,

juro mudar, mas só vou piorando. Que raiva!


Por que não sei pôr

O SIM e o NÃO

no lugar e no tempo certos?

De acordo com o texto 3, qual o sentimento melhor resume o comportamento do eu lírico, ou seja, daquele que fala no poema. 
Alternativas
Q3622608 Português

Texto 3


Leia o poema de Elias José.



O sim e o não


Em casa

Sempre digo NÃO

sem parar para pensar.


Ando só na contramão,

carregando bandeiras

e discursos de protesto.


Sinto que sou dura,

juro mudar, mas só vou piorando.


Na rua, na escola,

com colegas e professores,

sou a cordeirinha,

a dama do SIM,

aquela que abaixa a cabeça

e cala

ou ainda agradece

quando usada.


Sinto que sou mole, despersonalizada,

juro mudar, mas só vou piorando. Que raiva!


Por que não sei pôr

O SIM e o NÃO

no lugar e no tempo certos?

Considerando o texto 3, as expressões “em casa” e “na rua” são: 
Alternativas
Q3622607 Português
Texto 1

No Brasil, algumas pessoas e grupos sociais que dominam a norma-padrão da língua consideram todas as outras variantes linguísticas como formas impuras e corrompidas de nosso idioma. Veja, por exemplo, o ponto de vista de Arnaldo Niskier, presidente da Academia Brasileira de Letras:

[…] pode-se registrar o fato, facilmente comprovável, de que nunca se escreveu e falou tão mal o idioma de Ruy Barbosa. […] A classe dita culta mostra-se displicente em relação à língua nacional e, assim, a indigência vocabular tomou conta da juventude e dos não tão jovens assim, quase como que aqueles se orgulhassem de sua própria ignorância e estes quisessem voltar atrás no tempo.

(Folha de São Paulo)


Texto 2

[…] não há Português certo ou errado: todas as variedades são igualmente eficazes em termos comunicacionais nas situações em que são de uso esperado e apropriado. O que há na verdade são modalidades de prestígio e modalidades desprestigiadas em função do grupo social que as utiliza.

(Luiz Carlos Travaglia)
Considerando as flexões verbais, assinale a alternativa correta
Alternativas
Q3622606 Português
Texto 1

No Brasil, algumas pessoas e grupos sociais que dominam a norma-padrão da língua consideram todas as outras variantes linguísticas como formas impuras e corrompidas de nosso idioma. Veja, por exemplo, o ponto de vista de Arnaldo Niskier, presidente da Academia Brasileira de Letras:

[…] pode-se registrar o fato, facilmente comprovável, de que nunca se escreveu e falou tão mal o idioma de Ruy Barbosa. […] A classe dita culta mostra-se displicente em relação à língua nacional e, assim, a indigência vocabular tomou conta da juventude e dos não tão jovens assim, quase como que aqueles se orgulhassem de sua própria ignorância e estes quisessem voltar atrás no tempo.

(Folha de São Paulo)


Texto 2

[…] não há Português certo ou errado: todas as variedades são igualmente eficazes em termos comunicacionais nas situações em que são de uso esperado e apropriado. O que há na verdade são modalidades de prestígio e modalidades desprestigiadas em função do grupo social que as utiliza.

(Luiz Carlos Travaglia)
Leia a frase abaixo retirada do texto 2:
“Todas as variedades são igualmente eficazes…”
Avalie a veracidade das afirmativas abaixo considerando a análise sintática.

1. É um período simples com uma só oração. 2. Não constitui oração, pois não apresenta verbo.
3. O predicado é nominal e “eficazes” é o termo classificado como predicativo do sujeito.
4. O sujeito é composto, pois trata-se de mais de uma variedade.
5. Se o sujeito “todas as variedades” viesse posposto ao predicado, a frase não teria seu sentido prejudicado.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas
Alternativas
Q3622605 Português
Texto 1

No Brasil, algumas pessoas e grupos sociais que dominam a norma-padrão da língua consideram todas as outras variantes linguísticas como formas impuras e corrompidas de nosso idioma. Veja, por exemplo, o ponto de vista de Arnaldo Niskier, presidente da Academia Brasileira de Letras:

[…] pode-se registrar o fato, facilmente comprovável, de que nunca se escreveu e falou tão mal o idioma de Ruy Barbosa. […] A classe dita culta mostra-se displicente em relação à língua nacional e, assim, a indigência vocabular tomou conta da juventude e dos não tão jovens assim, quase como que aqueles se orgulhassem de sua própria ignorância e estes quisessem voltar atrás no tempo.

(Folha de São Paulo)


Texto 2

[…] não há Português certo ou errado: todas as variedades são igualmente eficazes em termos comunicacionais nas situações em que são de uso esperado e apropriado. O que há na verdade são modalidades de prestígio e modalidades desprestigiadas em função do grupo social que as utiliza.

(Luiz Carlos Travaglia)
Sobre o uso da vírgula nos textos 1 e 2, assinale a alternativa correta
Alternativas
Q3622604 Português
Texto 1

No Brasil, algumas pessoas e grupos sociais que dominam a norma-padrão da língua consideram todas as outras variantes linguísticas como formas impuras e corrompidas de nosso idioma. Veja, por exemplo, o ponto de vista de Arnaldo Niskier, presidente da Academia Brasileira de Letras:

[…] pode-se registrar o fato, facilmente comprovável, de que nunca se escreveu e falou tão mal o idioma de Ruy Barbosa. […] A classe dita culta mostra-se displicente em relação à língua nacional e, assim, a indigência vocabular tomou conta da juventude e dos não tão jovens assim, quase como que aqueles se orgulhassem de sua própria ignorância e estes quisessem voltar atrás no tempo.

(Folha de São Paulo)


Texto 2

[…] não há Português certo ou errado: todas as variedades são igualmente eficazes em termos comunicacionais nas situações em que são de uso esperado e apropriado. O que há na verdade são modalidades de prestígio e modalidades desprestigiadas em função do grupo social que as utiliza.

(Luiz Carlos Travaglia)
De acordo com o uso dos pronomes demonstrativos “estes” e “aqueles” no texto 1, assinale a alternativa correta
Alternativas
Q3622603 Português
Texto 1

No Brasil, algumas pessoas e grupos sociais que dominam a norma-padrão da língua consideram todas as outras variantes linguísticas como formas impuras e corrompidas de nosso idioma. Veja, por exemplo, o ponto de vista de Arnaldo Niskier, presidente da Academia Brasileira de Letras:

[…] pode-se registrar o fato, facilmente comprovável, de que nunca se escreveu e falou tão mal o idioma de Ruy Barbosa. […] A classe dita culta mostra-se displicente em relação à língua nacional e, assim, a indigência vocabular tomou conta da juventude e dos não tão jovens assim, quase como que aqueles se orgulhassem de sua própria ignorância e estes quisessem voltar atrás no tempo.

(Folha de São Paulo)


Texto 2

[…] não há Português certo ou errado: todas as variedades são igualmente eficazes em termos comunicacionais nas situações em que são de uso esperado e apropriado. O que há na verdade são modalidades de prestígio e modalidades desprestigiadas em função do grupo social que as utiliza.

(Luiz Carlos Travaglia)
Assinale a alternativa que mostra corretamente uma consequência da displicência da dita classe culta em relação à língua nacional. 
Alternativas
Q3622602 Português
Texto 1

No Brasil, algumas pessoas e grupos sociais que dominam a norma-padrão da língua consideram todas as outras variantes linguísticas como formas impuras e corrompidas de nosso idioma. Veja, por exemplo, o ponto de vista de Arnaldo Niskier, presidente da Academia Brasileira de Letras:

[…] pode-se registrar o fato, facilmente comprovável, de que nunca se escreveu e falou tão mal o idioma de Ruy Barbosa. […] A classe dita culta mostra-se displicente em relação à língua nacional e, assim, a indigência vocabular tomou conta da juventude e dos não tão jovens assim, quase como que aqueles se orgulhassem de sua própria ignorância e estes quisessem voltar atrás no tempo.

(Folha de São Paulo)


Texto 2

[…] não há Português certo ou errado: todas as variedades são igualmente eficazes em termos comunicacionais nas situações em que são de uso esperado e apropriado. O que há na verdade são modalidades de prestígio e modalidades desprestigiadas em função do grupo social que as utiliza.

(Luiz Carlos Travaglia)
Da leitura dos textos 1 e 2, julgue as alternativas abaixo e assinale a correta
Alternativas
Q3622551 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.


TEXTO III


A última crônica


A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.


Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.


Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.


A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.


São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.


Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.


Fernando Sabino

Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13529/aultima-cronica
Releia:

“A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali.”

No trecho acima, a palavra destacada exerce a função de:
Alternativas
Q3622547 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.


TEXTO III


A última crônica


A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.


Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.


Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.


A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.


São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.


Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.


Fernando Sabino

Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13529/aultima-cronica
No trecho: “Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa” (5º parágrafo), as palavras destacadas pertencem, RESPECTIVAMENTE, às classes de:
Alternativas
Q3622543 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.


TEXTO II

Q7_10.png (334×342)

Disponível em: https://www.vestibulandoweb.com.br/enem/simulado-enemtirinhas-charges/
No segundo balão da fala de Mafalda, a personagem afirma: “Chht! Não se fala palavrão na mesa!”. Considerando as palavras destacadas, assinale a alternativa que apresenta corretamente suas classes gramaticais.
Alternativas
Q3622541 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


Texto I


Anvisa recua e fecha cerco a manipulação de emagrecedores


Claudia Lucca Mano


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recuou e proibiu, no último dia 25 de agosto, a manipulação de semaglutida em farmácias de manipulação. A decisão marca uma guinada em relação à postura anterior da agência, que vinha mantendo posição favorável ao setor magistral mesmo sob pressão da indústria farmacêutica.


Não é de hoje que a Anvisa publica notas técnicas sobre a manipulação de agonistas do GLP-1, como a semaglutida e a tirzepatida, usados no tratamento do diabetes e da obesidade. A popularidade desses medicamentos, que extrapolou o ambiente médico para se tornar pauta cultural, acendeu um debate regulatório e econômico.


Ozempic, Wegovy e Rybelsus — todos à base de semaglutida e fabricados pela Novo Nordisk — se tornaram símbolos da chamada “era GLP-1”. O primeiro é frequentemente citado como responsável por impactos econômicos inusitados, como a queda no faturamento de redes de fast-food. A patente da semaglutida expira em 2026, mas a empresa tenta prorrogá-la. O Superior Tribunal de Justiça já sinalizou que não deve aceitar a tese.


O Mounjaro, da Eli Lilly, caneta injetável de tirzepatida considerada mais potente que a semaglutida, tem patente válida no Brasil ao menos até 2035.


Nos bastidores, a disputa entre farmácias magistrais e laboratórios detentores de patentes ganhou força. As farmácias vinham amparadas pelo artigo 43, inciso III, da Lei 9.279/96, que permite a manipulação de medicamentos mediante prescrição individual, sem violação de patente.


A Anvisa, porém, não tem competência legal para fiscalizar infrações patentárias — nem para proteger interesses da indústria em detrimento da saúde pública. Como a agência não pode fiscalizar violações de patente, e considerando que a manipulação sob prescrição médica é legal, a indústria conseguiu uma vitória indireta: alegou ausência de equivalência entre a semaglutida aprovada pela Anvisa e a usada em farmácias de manipulação estéreis.


O argumento prevaleceu. A agência acatou a tese de que não seria possível comparar a semaglutida biológica industrializada à manipulada, por se tratar de produtos obtidos a partir de organismos vivos. Assim, proibiu a manipulação. 


A tirzepatida continua autorizada, mas as farmácias e importadoras de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) terão de cumprir requisitos muito mais rigorosos: atender a padrões analíticos mais restritos, inspecionar fisicamente as fornecedoras de matéria-prima, manter condições especiais de armazenamento e adotar controles que, na prática, podem inibir o atendimento magistral, além de aumentar o preço ao consumidor final.


Além disso, chama atenção o fato de a Anvisa ter retirado o efeito suspensivo dos recursos administrativos que venham a ser manejados questionando a decisão. Pela legislação brasileira, recursos têm efeito suspensivo justamente para evitar mudanças bruscas que prejudiquem pacientes em tratamento, além de conferir segurança jurídica às empresas que operam em setores altamente regulados.


O cenário pode acabar empurrando as empresas para judicialização, principalmente para assegurar a continuidade dos tratamentos em curso e impedir que estoques já manipulados sejam descartados sem respaldo científico ou sanitário.


A decisão da Anvisa fortalece a pressão de setores da indústria que buscam manter o monopólio dos GLP1 até o fim — e talvez além — de suas patentes.


A semaglutida sintética, que está em processo de registro, pode alterar o cenário. Até lá, porém, quem perde são os pacientes que não podem arcar com os medicamentos industrializados.


Enquanto um frasco de semaglutida manipulada (4 ml a 1,3 mg/ml) custa cerca de R$ 270, uma caneta de Ozempic sai por aproximadamente R$ 999. Já o Wegovy pode variar entre R$ 999 e R$ 1.699, dependendo da dosagem. Mesmo com cortes recentes de até 20%, os preços seguem proibitivos. A economia com manipulados chega a 70%–85%.


Sem incorporação desses medicamentos ao SUS, milhões de brasileiros seguem excluídos. O governo federal já rejeitou incluir Ozempic e Wegovy na rede pública, mas o presidente Lula cobrou da Anvisa celeridade na análise da semaglutida sintética — modalidade que, em tese, poderia ser manipulada em farmácias, já que a restrição atinge apenas insumos de origem biológica.


O Brasil precisa decidir se a regulação sanitária vai continuar se curvando aos interesses comerciais ou se, finalmente, vai assumir um papel técnico e independente no que diz respeito à saúde pública.


HOJE EM DIA. Disponível em: https://claudiadeluccamano.adv.br/anvisarecua-e-fecha-cerco-a-manipulacao-de-emagrecedores-veto-ao-ozempic-enovas-regras-paratirzepatida/#:~:text=O%20argumento%20prevaleceu.,Assim%2C%20proibiu% 20a%20manipula%C3%A7%C3%A3o. 
No trecho:

Como a agência não pode fiscalizar violações de patente, a indústria conseguiu uma vitória indireta.” a oração destacada é classificada como:
Alternativas
Q3622537 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


Texto I


Anvisa recua e fecha cerco a manipulação de emagrecedores


Claudia Lucca Mano


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recuou e proibiu, no último dia 25 de agosto, a manipulação de semaglutida em farmácias de manipulação. A decisão marca uma guinada em relação à postura anterior da agência, que vinha mantendo posição favorável ao setor magistral mesmo sob pressão da indústria farmacêutica.


Não é de hoje que a Anvisa publica notas técnicas sobre a manipulação de agonistas do GLP-1, como a semaglutida e a tirzepatida, usados no tratamento do diabetes e da obesidade. A popularidade desses medicamentos, que extrapolou o ambiente médico para se tornar pauta cultural, acendeu um debate regulatório e econômico.


Ozempic, Wegovy e Rybelsus — todos à base de semaglutida e fabricados pela Novo Nordisk — se tornaram símbolos da chamada “era GLP-1”. O primeiro é frequentemente citado como responsável por impactos econômicos inusitados, como a queda no faturamento de redes de fast-food. A patente da semaglutida expira em 2026, mas a empresa tenta prorrogá-la. O Superior Tribunal de Justiça já sinalizou que não deve aceitar a tese.


O Mounjaro, da Eli Lilly, caneta injetável de tirzepatida considerada mais potente que a semaglutida, tem patente válida no Brasil ao menos até 2035.


Nos bastidores, a disputa entre farmácias magistrais e laboratórios detentores de patentes ganhou força. As farmácias vinham amparadas pelo artigo 43, inciso III, da Lei 9.279/96, que permite a manipulação de medicamentos mediante prescrição individual, sem violação de patente.


A Anvisa, porém, não tem competência legal para fiscalizar infrações patentárias — nem para proteger interesses da indústria em detrimento da saúde pública. Como a agência não pode fiscalizar violações de patente, e considerando que a manipulação sob prescrição médica é legal, a indústria conseguiu uma vitória indireta: alegou ausência de equivalência entre a semaglutida aprovada pela Anvisa e a usada em farmácias de manipulação estéreis.


O argumento prevaleceu. A agência acatou a tese de que não seria possível comparar a semaglutida biológica industrializada à manipulada, por se tratar de produtos obtidos a partir de organismos vivos. Assim, proibiu a manipulação. 


A tirzepatida continua autorizada, mas as farmácias e importadoras de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) terão de cumprir requisitos muito mais rigorosos: atender a padrões analíticos mais restritos, inspecionar fisicamente as fornecedoras de matéria-prima, manter condições especiais de armazenamento e adotar controles que, na prática, podem inibir o atendimento magistral, além de aumentar o preço ao consumidor final.


Além disso, chama atenção o fato de a Anvisa ter retirado o efeito suspensivo dos recursos administrativos que venham a ser manejados questionando a decisão. Pela legislação brasileira, recursos têm efeito suspensivo justamente para evitar mudanças bruscas que prejudiquem pacientes em tratamento, além de conferir segurança jurídica às empresas que operam em setores altamente regulados.


O cenário pode acabar empurrando as empresas para judicialização, principalmente para assegurar a continuidade dos tratamentos em curso e impedir que estoques já manipulados sejam descartados sem respaldo científico ou sanitário.


A decisão da Anvisa fortalece a pressão de setores da indústria que buscam manter o monopólio dos GLP1 até o fim — e talvez além — de suas patentes.


A semaglutida sintética, que está em processo de registro, pode alterar o cenário. Até lá, porém, quem perde são os pacientes que não podem arcar com os medicamentos industrializados.


Enquanto um frasco de semaglutida manipulada (4 ml a 1,3 mg/ml) custa cerca de R$ 270, uma caneta de Ozempic sai por aproximadamente R$ 999. Já o Wegovy pode variar entre R$ 999 e R$ 1.699, dependendo da dosagem. Mesmo com cortes recentes de até 20%, os preços seguem proibitivos. A economia com manipulados chega a 70%–85%.


Sem incorporação desses medicamentos ao SUS, milhões de brasileiros seguem excluídos. O governo federal já rejeitou incluir Ozempic e Wegovy na rede pública, mas o presidente Lula cobrou da Anvisa celeridade na análise da semaglutida sintética — modalidade que, em tese, poderia ser manipulada em farmácias, já que a restrição atinge apenas insumos de origem biológica.


O Brasil precisa decidir se a regulação sanitária vai continuar se curvando aos interesses comerciais ou se, finalmente, vai assumir um papel técnico e independente no que diz respeito à saúde pública.


HOJE EM DIA. Disponível em: https://claudiadeluccamano.adv.br/anvisarecua-e-fecha-cerco-a-manipulacao-de-emagrecedores-veto-ao-ozempic-enovas-regras-paratirzepatida/#:~:text=O%20argumento%20prevaleceu.,Assim%2C%20proibiu% 20a%20manipula%C3%A7%C3%A3o. 
O tema central do texto é:
Alternativas
Q3622505 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 02 




Disponível em: https://poemasesentimentos.wordpress.com/2016/10/28/218/. Acesso em: 14 ago. 2024. 
Os verbos “olha” e “envelheçamos” encontram-se conjugados no 
Alternativas
Q3622504 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 02 




Disponível em: https://poemasesentimentos.wordpress.com/2016/10/28/218/. Acesso em: 14 ago. 2024. 
Analise os itens a seguir, tendo em vista as funções de linguagem presentes no texto 02.

I- Poética.
II- Fática.
III- Apelativa.
IV- Denotativa.
V- Metalinguística.

Estão CORRETOS os itens 
Alternativas
Q3622502 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01


“Joyspan”: o segredo para uma longevidade cheia de significado


    Vivemos mais hoje em dia do que há algumas décadas. Isso é fato. Antes, a expectativa de vida ficava perto dos 50 anos. Agora, chegar aos 80 ou 90 deixou de ser raro. Mas viver muitos anos não basta. O que realmente importa é construir uma longevidade saudável, em que gostamos da vida que vivemos. É daí que vem o conceito de “joyspan”, a ideia de prolongar não só a duração da vida, mas também o tempo de alegria e bem-estar.

    O conceito, que traz uma nova perspectiva sobre envelhecimento, se conecta profundamente com as reflexões da psicanalista e escritora Sylvia Loeb, cofundadora do canal “Minha Idade Não Me Define”. Segundo ela, um dos maiores desafios para gostar da vida, especialmente na maturidade, é lidar com as ausências que a existência inevitavelmente impõe: a perda da agilidade, de projetos, de entes queridos e de certezas. “Não se trata de gostar da vida ‘apesar de tudo’, mas de aprender a gostar dela com o que há – com o corpo mais lento, com a solidão, com as transformações. É um gosto mais sereno, mais escolhido.”

   Neuropsicóloga e psicóloga, Aline Graffiette também ressalta a importância de entender que lidar com os limites naturais do envelhecimento faz parte do processo de estar vivo. Embora o corpo passe por mudanças e haja perdas de vitalidade, como a capacidade física, o entendimento mais profundo da vida e das relações são ganhos. “Apesar de o Ocidente não valorizar tanto os idosos, no Oriente eles são reconhecidos como os grandes sábios da vida, alguém que traz a experiência de forma próxima ao contexto familiar”, destaca.

    Cultivar a alegria nessa fase da vida significa substituir a expectativa da euforia pela delicadeza do contentamento. “Não é negar as dores, mas conseguir perceber a beleza no que ainda nos pertence, seja um café quente pela manhã, uma lembrança afetuosa ou uma conversa inesperada”, conta Sylvia.

     A atenção ao presente é outro caminho para encontrar sentido e prazer no cotidiano, mesmo diante das limitações físicas e emocionais. “Pequenas rotinas como regar uma planta, caminhar devagar, cozinhar para alguém, escrever um bilhete e ouvir uma música inteira ajudam muito a não se isolar. O prazer pode vir do cotidiano, mas o sentido costuma vir da relação com o outro. E rir, rir do que ainda pode ser cômico. O bom humor é um tipo de inteligência emocional”, acrescenta a psicanalista.

   Nesse sentido, a aceitação tem um papel transformador fundamental. Para Aline, a aceitação radical, conceito presente em terapias como a terapia de aceitação e compromisso (ACT), ajuda a reconhecer que nem tudo pode ser mudado e que as perdas coexistem com ganhos.

   “Em vez de resistir, é mais saudável reconhecer o que se transforma e o que ainda pode ser vivido com plenitude”, explica.

   Na visão de Sylvia, o autoconhecimento se traduz mais na aceitação do que no entendimento. É reconhecer o que nos faz bem, o que nos fere e o que já não faz sentido manter. Essa aceitação liberta de cobranças externas e abre espaço para uma existência mais leve e verdadeira, sem a necessidade de provar algo para os outros. “Aceitar as limitações não significa desistir, mas escolher com clareza onde investir a energia que ainda temos.” “A segunda metade da vida pode ser menos barulhenta, mas muito mais autêntica e rica. É diferente da juventude e é justamente aí que está a beleza. Aceitar o que muda, cultivar o que ainda pulsa e encontrar alegria na serenidade do presente é a verdadeira arte de prosperar. Viver não é só contar os anos, mas fazer com que cada momento valha a pena.”

  Tudo isso também está ligado ao modo como vivemos a primeira metade da vida. “Se tivemos validação, relações saudáveis e autonomia, é natural que levemos isso para a segunda fase. O conceito “joyspan” tem muito a ver com a responsabilidade de ter colocado a vida sob nosso próprio controle, sem terceirizá-la. É como uma colheita: quanto melhor plantamos antes, melhor vivemos depois”, complementa. [...]



Fonte: Suzuki, Mariana. “Joyspan”: o segredo para uma longevidade cheia de significado. Disponível em: vidasimples.com/saude-emocional/. Acesso em: 13 ago. 2025. Adaptado. 
Considere a seguinte passagem do texto: “O conceito, que traz uma nova perspectiva sobre envelhecimento, se conecta profundamente com as reflexões da psicanalista e escritora Sylvia Loeb, cofundadora do canal ‘Minha Idade Não Me Define’.”

Sobre a pontuação usada nessa passagem, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3622501 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01


“Joyspan”: o segredo para uma longevidade cheia de significado


    Vivemos mais hoje em dia do que há algumas décadas. Isso é fato. Antes, a expectativa de vida ficava perto dos 50 anos. Agora, chegar aos 80 ou 90 deixou de ser raro. Mas viver muitos anos não basta. O que realmente importa é construir uma longevidade saudável, em que gostamos da vida que vivemos. É daí que vem o conceito de “joyspan”, a ideia de prolongar não só a duração da vida, mas também o tempo de alegria e bem-estar.

    O conceito, que traz uma nova perspectiva sobre envelhecimento, se conecta profundamente com as reflexões da psicanalista e escritora Sylvia Loeb, cofundadora do canal “Minha Idade Não Me Define”. Segundo ela, um dos maiores desafios para gostar da vida, especialmente na maturidade, é lidar com as ausências que a existência inevitavelmente impõe: a perda da agilidade, de projetos, de entes queridos e de certezas. “Não se trata de gostar da vida ‘apesar de tudo’, mas de aprender a gostar dela com o que há – com o corpo mais lento, com a solidão, com as transformações. É um gosto mais sereno, mais escolhido.”

   Neuropsicóloga e psicóloga, Aline Graffiette também ressalta a importância de entender que lidar com os limites naturais do envelhecimento faz parte do processo de estar vivo. Embora o corpo passe por mudanças e haja perdas de vitalidade, como a capacidade física, o entendimento mais profundo da vida e das relações são ganhos. “Apesar de o Ocidente não valorizar tanto os idosos, no Oriente eles são reconhecidos como os grandes sábios da vida, alguém que traz a experiência de forma próxima ao contexto familiar”, destaca.

    Cultivar a alegria nessa fase da vida significa substituir a expectativa da euforia pela delicadeza do contentamento. “Não é negar as dores, mas conseguir perceber a beleza no que ainda nos pertence, seja um café quente pela manhã, uma lembrança afetuosa ou uma conversa inesperada”, conta Sylvia.

     A atenção ao presente é outro caminho para encontrar sentido e prazer no cotidiano, mesmo diante das limitações físicas e emocionais. “Pequenas rotinas como regar uma planta, caminhar devagar, cozinhar para alguém, escrever um bilhete e ouvir uma música inteira ajudam muito a não se isolar. O prazer pode vir do cotidiano, mas o sentido costuma vir da relação com o outro. E rir, rir do que ainda pode ser cômico. O bom humor é um tipo de inteligência emocional”, acrescenta a psicanalista.

   Nesse sentido, a aceitação tem um papel transformador fundamental. Para Aline, a aceitação radical, conceito presente em terapias como a terapia de aceitação e compromisso (ACT), ajuda a reconhecer que nem tudo pode ser mudado e que as perdas coexistem com ganhos.

   “Em vez de resistir, é mais saudável reconhecer o que se transforma e o que ainda pode ser vivido com plenitude”, explica.

   Na visão de Sylvia, o autoconhecimento se traduz mais na aceitação do que no entendimento. É reconhecer o que nos faz bem, o que nos fere e o que já não faz sentido manter. Essa aceitação liberta de cobranças externas e abre espaço para uma existência mais leve e verdadeira, sem a necessidade de provar algo para os outros. “Aceitar as limitações não significa desistir, mas escolher com clareza onde investir a energia que ainda temos.” “A segunda metade da vida pode ser menos barulhenta, mas muito mais autêntica e rica. É diferente da juventude e é justamente aí que está a beleza. Aceitar o que muda, cultivar o que ainda pulsa e encontrar alegria na serenidade do presente é a verdadeira arte de prosperar. Viver não é só contar os anos, mas fazer com que cada momento valha a pena.”

  Tudo isso também está ligado ao modo como vivemos a primeira metade da vida. “Se tivemos validação, relações saudáveis e autonomia, é natural que levemos isso para a segunda fase. O conceito “joyspan” tem muito a ver com a responsabilidade de ter colocado a vida sob nosso próprio controle, sem terceirizá-la. É como uma colheita: quanto melhor plantamos antes, melhor vivemos depois”, complementa. [...]



Fonte: Suzuki, Mariana. “Joyspan”: o segredo para uma longevidade cheia de significado. Disponível em: vidasimples.com/saude-emocional/. Acesso em: 13 ago. 2025. Adaptado. 
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura de composição da passagem “Na visão de Sylvia, o autoconhecimento se traduz mais na aceitação do que no entendimento. É reconhecer o que nos faz bem, o que nos fere e o que já não faz sentido manter.”

I- A vírgula depois do termo “Sylvia” foi usada para separar um adjunto adverbial antecipado.
II- O uso do recurso expressivo paralelismo sintático pode ser observado no último período.
III- O termo “o”, nas ocorrências do último período, foi usado como pronome demonstrativo.
IV- O termo “que”, nas ocorrências do último período, foi empregado como pronome relativo.
V- A próclise do pronome “se” é obrigatória tendo em vista a presença de palavra atrativa.

Estão CORRETAS as afirmativas 
Alternativas
Q3622500 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01


“Joyspan”: o segredo para uma longevidade cheia de significado


    Vivemos mais hoje em dia do que há algumas décadas. Isso é fato. Antes, a expectativa de vida ficava perto dos 50 anos. Agora, chegar aos 80 ou 90 deixou de ser raro. Mas viver muitos anos não basta. O que realmente importa é construir uma longevidade saudável, em que gostamos da vida que vivemos. É daí que vem o conceito de “joyspan”, a ideia de prolongar não só a duração da vida, mas também o tempo de alegria e bem-estar.

    O conceito, que traz uma nova perspectiva sobre envelhecimento, se conecta profundamente com as reflexões da psicanalista e escritora Sylvia Loeb, cofundadora do canal “Minha Idade Não Me Define”. Segundo ela, um dos maiores desafios para gostar da vida, especialmente na maturidade, é lidar com as ausências que a existência inevitavelmente impõe: a perda da agilidade, de projetos, de entes queridos e de certezas. “Não se trata de gostar da vida ‘apesar de tudo’, mas de aprender a gostar dela com o que há – com o corpo mais lento, com a solidão, com as transformações. É um gosto mais sereno, mais escolhido.”

   Neuropsicóloga e psicóloga, Aline Graffiette também ressalta a importância de entender que lidar com os limites naturais do envelhecimento faz parte do processo de estar vivo. Embora o corpo passe por mudanças e haja perdas de vitalidade, como a capacidade física, o entendimento mais profundo da vida e das relações são ganhos. “Apesar de o Ocidente não valorizar tanto os idosos, no Oriente eles são reconhecidos como os grandes sábios da vida, alguém que traz a experiência de forma próxima ao contexto familiar”, destaca.

    Cultivar a alegria nessa fase da vida significa substituir a expectativa da euforia pela delicadeza do contentamento. “Não é negar as dores, mas conseguir perceber a beleza no que ainda nos pertence, seja um café quente pela manhã, uma lembrança afetuosa ou uma conversa inesperada”, conta Sylvia.

     A atenção ao presente é outro caminho para encontrar sentido e prazer no cotidiano, mesmo diante das limitações físicas e emocionais. “Pequenas rotinas como regar uma planta, caminhar devagar, cozinhar para alguém, escrever um bilhete e ouvir uma música inteira ajudam muito a não se isolar. O prazer pode vir do cotidiano, mas o sentido costuma vir da relação com o outro. E rir, rir do que ainda pode ser cômico. O bom humor é um tipo de inteligência emocional”, acrescenta a psicanalista.

   Nesse sentido, a aceitação tem um papel transformador fundamental. Para Aline, a aceitação radical, conceito presente em terapias como a terapia de aceitação e compromisso (ACT), ajuda a reconhecer que nem tudo pode ser mudado e que as perdas coexistem com ganhos.

   “Em vez de resistir, é mais saudável reconhecer o que se transforma e o que ainda pode ser vivido com plenitude”, explica.

   Na visão de Sylvia, o autoconhecimento se traduz mais na aceitação do que no entendimento. É reconhecer o que nos faz bem, o que nos fere e o que já não faz sentido manter. Essa aceitação liberta de cobranças externas e abre espaço para uma existência mais leve e verdadeira, sem a necessidade de provar algo para os outros. “Aceitar as limitações não significa desistir, mas escolher com clareza onde investir a energia que ainda temos.” “A segunda metade da vida pode ser menos barulhenta, mas muito mais autêntica e rica. É diferente da juventude e é justamente aí que está a beleza. Aceitar o que muda, cultivar o que ainda pulsa e encontrar alegria na serenidade do presente é a verdadeira arte de prosperar. Viver não é só contar os anos, mas fazer com que cada momento valha a pena.”

  Tudo isso também está ligado ao modo como vivemos a primeira metade da vida. “Se tivemos validação, relações saudáveis e autonomia, é natural que levemos isso para a segunda fase. O conceito “joyspan” tem muito a ver com a responsabilidade de ter colocado a vida sob nosso próprio controle, sem terceirizá-la. É como uma colheita: quanto melhor plantamos antes, melhor vivemos depois”, complementa. [...]



Fonte: Suzuki, Mariana. “Joyspan”: o segredo para uma longevidade cheia de significado. Disponível em: vidasimples.com/saude-emocional/. Acesso em: 13 ago. 2025. Adaptado. 
Analise os itens a seguir tendo em vista os recursos empregados no texto para a construção da argumentação.

I- Intertextualidade.
II- Metalinguagem.
III- Subjetividade.
IV- Conotatividade.
V- Exemplificação.

Estão CORRETOS os itens 
Alternativas
Q3622476 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 02 


Disponível em: https://poemasesentimentos.wordpress.com/2016/10/28/218/. Acesso em: 14 ago. 2024. 
Em “à sombra delas”, o sinal indicativo de crase foi usado por se tratar de uma
Alternativas
Respostas
29941: A
29942: E
29943: B
29944: E
29945: D
29946: A
29947: C
29948: A
29949: B
29950: A
29951: B
29952: B
29953: B
29954: C
29955: D
29956: A
29957: D
29958: B
29959: A
29960: C