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Questões de Concurso Sobre português

Foram encontradas 250.021 questões

Q3641701 Português
Leia o texto 2 e depois responda à questão:


TEXTO 2

     Mesmo sem ter ganhado o Oscar de melhor atriz por Ainda Estou Aqui, Fernanda Torres deu ao Brasil seis valiosas lições de civilidade durante a campanha, provando que seu talento é sustentado por qualidades que vão muito além da tela. Confira:


     Menos é mais


   No longa dirigido por Walter Salles, Fernanda interpreta Eunice Paiva, viúva do ex-deputado Rubens Paiva, que foi sequestrado, torturado e morto por agentes da ditadura militar. Sua atuação contida na maior parte do filme foi capaz de passar para o público todos os sentimentos de angústia e tristeza que a personagem sentia. No filme, Eunice explode somente uma vez, quando enfrenta agentes que faziam a vigia sobre sua família, sem precisar de exageros para contar uma história tão revoltante quanto a da família Paiva. As escolhas dos figurinos de Fernanda Torres para os eventos de campanha também sempre foram minimalistas, mas deslumbrantes. Tons sóbrios e escuros foram escolhidos para não desviar a atenção do filme, além de homenagear Eunice. [...]


    Ter o pé no chão é importante


   Desde o início da corrida pelo Oscar, Fernanda humildemente se manteve com os pés no chão. A atriz deixou claro que vencer seria praticamente impossível e ressaltou várias vezes os obstáculos para se conquistar o troféu com um filme em língua portuguesa – feito que permanece inédito. Além disso, apostava abertamente na vitória de Demi Moore, a favorita por A Substância. Com um discurso pessimista, ela pretendia poupar o público – e talvez a si mesma – da frustração. Mas sem muito sucesso, já que o país inteiro criou expectativas. No final, a lição que fica é: sonhar é importante, mas manter a conexão com a realidade também.


(Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/as-6-licoes-de-civilidade-que-fernandatorres-deu-ao-brasil).
Sobre os mecanismos de coesão do texto 2, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3641700 Português
Leia o texto 2 e depois responda à questão:


TEXTO 2

     Mesmo sem ter ganhado o Oscar de melhor atriz por Ainda Estou Aqui, Fernanda Torres deu ao Brasil seis valiosas lições de civilidade durante a campanha, provando que seu talento é sustentado por qualidades que vão muito além da tela. Confira:


     Menos é mais


   No longa dirigido por Walter Salles, Fernanda interpreta Eunice Paiva, viúva do ex-deputado Rubens Paiva, que foi sequestrado, torturado e morto por agentes da ditadura militar. Sua atuação contida na maior parte do filme foi capaz de passar para o público todos os sentimentos de angústia e tristeza que a personagem sentia. No filme, Eunice explode somente uma vez, quando enfrenta agentes que faziam a vigia sobre sua família, sem precisar de exageros para contar uma história tão revoltante quanto a da família Paiva. As escolhas dos figurinos de Fernanda Torres para os eventos de campanha também sempre foram minimalistas, mas deslumbrantes. Tons sóbrios e escuros foram escolhidos para não desviar a atenção do filme, além de homenagear Eunice. [...]


    Ter o pé no chão é importante


   Desde o início da corrida pelo Oscar, Fernanda humildemente se manteve com os pés no chão. A atriz deixou claro que vencer seria praticamente impossível e ressaltou várias vezes os obstáculos para se conquistar o troféu com um filme em língua portuguesa – feito que permanece inédito. Além disso, apostava abertamente na vitória de Demi Moore, a favorita por A Substância. Com um discurso pessimista, ela pretendia poupar o público – e talvez a si mesma – da frustração. Mas sem muito sucesso, já que o país inteiro criou expectativas. No final, a lição que fica é: sonhar é importante, mas manter a conexão com a realidade também.


(Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/as-6-licoes-de-civilidade-que-fernandatorres-deu-ao-brasil).
Sobre o texto 2, marque a alternativa incorreta:  
Alternativas
Q3641699 Português
Leia o texto 2 e depois responda à questão:


TEXTO 2

     Mesmo sem ter ganhado o Oscar de melhor atriz por Ainda Estou Aqui, Fernanda Torres deu ao Brasil seis valiosas lições de civilidade durante a campanha, provando que seu talento é sustentado por qualidades que vão muito além da tela. Confira:


     Menos é mais


   No longa dirigido por Walter Salles, Fernanda interpreta Eunice Paiva, viúva do ex-deputado Rubens Paiva, que foi sequestrado, torturado e morto por agentes da ditadura militar. Sua atuação contida na maior parte do filme foi capaz de passar para o público todos os sentimentos de angústia e tristeza que a personagem sentia. No filme, Eunice explode somente uma vez, quando enfrenta agentes que faziam a vigia sobre sua família, sem precisar de exageros para contar uma história tão revoltante quanto a da família Paiva. As escolhas dos figurinos de Fernanda Torres para os eventos de campanha também sempre foram minimalistas, mas deslumbrantes. Tons sóbrios e escuros foram escolhidos para não desviar a atenção do filme, além de homenagear Eunice. [...]


    Ter o pé no chão é importante


   Desde o início da corrida pelo Oscar, Fernanda humildemente se manteve com os pés no chão. A atriz deixou claro que vencer seria praticamente impossível e ressaltou várias vezes os obstáculos para se conquistar o troféu com um filme em língua portuguesa – feito que permanece inédito. Além disso, apostava abertamente na vitória de Demi Moore, a favorita por A Substância. Com um discurso pessimista, ela pretendia poupar o público – e talvez a si mesma – da frustração. Mas sem muito sucesso, já que o país inteiro criou expectativas. No final, a lição que fica é: sonhar é importante, mas manter a conexão com a realidade também.


(Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/as-6-licoes-de-civilidade-que-fernandatorres-deu-ao-brasil).
Sobre o texto 2, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3641698 Português
Leia o texto 1 e depois responda à questão:


TEXTO 1


    Dezenove anos antes de decidir morrer, Nora Seed estava sentada no aconchego da pequena biblioteca da Hazeldene School, na cidade de Bedford. Olhava fixamente para um tabuleiro de xadrez em uma mesa baixa.

    - Nora, querida, é natural se preocupar com o futuro – disse a bibliotecária, a Sra. Elm, os olhos cintilando como raios de sol refletindo no orvalho congelado.

    A Sra. Elm fez o primeiro movimento. Cavalo pulando sobre uma fileira perfeita de peões brancos.

    - É óbvio que você vai ficar estressada por causa das provas. Mas, Nora, você pode ser o que quiser. Pense em todas as possibilidades. Isso é muito empolgante!

    - É. Pode ser...

    - Uma vida inteira pela frente.

    - Uma vida inteira...

    - Você pode fazer qualquer coisa, morar onde quiser. Num lugar menos frio e chuvoso.

    Nora moveu um dos peões duas casas adiante.

   Era difícil não comparar a Sra. Elm com sua mãe, que tratava Nora como um erro a ser corrigido. Por exemplo, quando ela ainda era bebê, sua mãe ficou tão agoniada com o fato de sua orelha esquerda ser mais saliente que a direita que usava uma fita adesiva para tentar resolver o problema, e então a escondia por baixo de uma touca de lã.


(HAIG, Matt. A biblioteca da meia-noite. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2023).
Sobre a pontuação do texto 1, assinale a alternativa incorreta:
Alternativas
Q3641697 Português
Leia o texto 1 e depois responda à questão:


TEXTO 1


    Dezenove anos antes de decidir morrer, Nora Seed estava sentada no aconchego da pequena biblioteca da Hazeldene School, na cidade de Bedford. Olhava fixamente para um tabuleiro de xadrez em uma mesa baixa.

    - Nora, querida, é natural se preocupar com o futuro – disse a bibliotecária, a Sra. Elm, os olhos cintilando como raios de sol refletindo no orvalho congelado.

    A Sra. Elm fez o primeiro movimento. Cavalo pulando sobre uma fileira perfeita de peões brancos.

    - É óbvio que você vai ficar estressada por causa das provas. Mas, Nora, você pode ser o que quiser. Pense em todas as possibilidades. Isso é muito empolgante!

    - É. Pode ser...

    - Uma vida inteira pela frente.

    - Uma vida inteira...

    - Você pode fazer qualquer coisa, morar onde quiser. Num lugar menos frio e chuvoso.

    Nora moveu um dos peões duas casas adiante.

   Era difícil não comparar a Sra. Elm com sua mãe, que tratava Nora como um erro a ser corrigido. Por exemplo, quando ela ainda era bebê, sua mãe ficou tão agoniada com o fato de sua orelha esquerda ser mais saliente que a direita que usava uma fita adesiva para tentar resolver o problema, e então a escondia por baixo de uma touca de lã.


(HAIG, Matt. A biblioteca da meia-noite. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2023).
Sobre o texto 1, marque a alternativa correta:
Alternativas
Q3641696 Português
Leia o texto 1 e depois responda à questão:


TEXTO 1


    Dezenove anos antes de decidir morrer, Nora Seed estava sentada no aconchego da pequena biblioteca da Hazeldene School, na cidade de Bedford. Olhava fixamente para um tabuleiro de xadrez em uma mesa baixa.

    - Nora, querida, é natural se preocupar com o futuro – disse a bibliotecária, a Sra. Elm, os olhos cintilando como raios de sol refletindo no orvalho congelado.

    A Sra. Elm fez o primeiro movimento. Cavalo pulando sobre uma fileira perfeita de peões brancos.

    - É óbvio que você vai ficar estressada por causa das provas. Mas, Nora, você pode ser o que quiser. Pense em todas as possibilidades. Isso é muito empolgante!

    - É. Pode ser...

    - Uma vida inteira pela frente.

    - Uma vida inteira...

    - Você pode fazer qualquer coisa, morar onde quiser. Num lugar menos frio e chuvoso.

    Nora moveu um dos peões duas casas adiante.

   Era difícil não comparar a Sra. Elm com sua mãe, que tratava Nora como um erro a ser corrigido. Por exemplo, quando ela ainda era bebê, sua mãe ficou tão agoniada com o fato de sua orelha esquerda ser mais saliente que a direita que usava uma fita adesiva para tentar resolver o problema, e então a escondia por baixo de uma touca de lã.


(HAIG, Matt. A biblioteca da meia-noite. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2023).
Sobre o texto 1, assinale a afirmativa incorreta:
Alternativas
Q3641695 Português
Leia o texto 1 e depois responda à questão:


TEXTO 1


    Dezenove anos antes de decidir morrer, Nora Seed estava sentada no aconchego da pequena biblioteca da Hazeldene School, na cidade de Bedford. Olhava fixamente para um tabuleiro de xadrez em uma mesa baixa.

    - Nora, querida, é natural se preocupar com o futuro – disse a bibliotecária, a Sra. Elm, os olhos cintilando como raios de sol refletindo no orvalho congelado.

    A Sra. Elm fez o primeiro movimento. Cavalo pulando sobre uma fileira perfeita de peões brancos.

    - É óbvio que você vai ficar estressada por causa das provas. Mas, Nora, você pode ser o que quiser. Pense em todas as possibilidades. Isso é muito empolgante!

    - É. Pode ser...

    - Uma vida inteira pela frente.

    - Uma vida inteira...

    - Você pode fazer qualquer coisa, morar onde quiser. Num lugar menos frio e chuvoso.

    Nora moveu um dos peões duas casas adiante.

   Era difícil não comparar a Sra. Elm com sua mãe, que tratava Nora como um erro a ser corrigido. Por exemplo, quando ela ainda era bebê, sua mãe ficou tão agoniada com o fato de sua orelha esquerda ser mais saliente que a direita que usava uma fita adesiva para tentar resolver o problema, e então a escondia por baixo de uma touca de lã.


(HAIG, Matt. A biblioteca da meia-noite. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2023).
Sobre o texto 1, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3641554 Português
A concordância nominal está devidamente estabelecida em:
Alternativas
Q3641553 Português
Dentre as sentenças a seguir, aquela cuja regência verbal dispensa a preposição é:
Alternativas
Q3641552 Português
Não se emprega o hífen apenas em:
Alternativas
Q3641551 Português
A alternativa em que todas as palavras são proparoxítonas é:
Alternativas
Q3641550 Português
Quanto à classe gramatical das palavras em destaque nas sentenças.

I. Dirigi-me devagar ao hospital.
II. Curiosamente, o casal desapareceu durante a trilha.
III. Após cinco meses de tratamento, foi curada da doença.
IV. Isso até que é um bom hábito.

é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3641549 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Telefonema


    Na redação do Diário de Notícias, há dois anos, fui chamado ao telefone às 23 horas. Uma voz de mulher que julguei reconhecer.

    — José Carlos?

    — Ele mesmo. Você está boa?

    — Mais ou menos. Estou aqui na portaria do jornal. Será que você podia descer um instante?

    Nesse momento, percebi que a voz não pertencia a quem eu pensava, e perguntei:

    — Quem está falando?

    — Ora, você sabe.

    — Palavra de honra que não sei.

    — Ora, José Carlos.

    Quem seria? A voz indicava aflição.

    — Ouça, eu estou falando a verdade — insisti. — Não sei quem é você. Talvez você esteja à procura de outra pessoa com o meu nome.

    — José Carlos, preciso que você desça até aqui. Eu não pude entrar em casa e quero que você me dê a sua chave para eu ir para lá.

    A coisa já estava ficando penosa. A mulher parecia desesperada. Tive medo de descer, embora nada tivesse na consciência que pudesse ser tido como culpa em relação a alguma mulher.

    — Minha senhora — falei — eu vou desligar. Eu não sou a pessoa que a senhora está procurando.

    — Por favor, José Carlos, não me faça uma coisa dessas…

    Desliguei. Fiquei alguns minutos sem saber o que fazer. Descrevi o telefonema a um companheiro e pedi que me aconselhasse. “Que coisa estranha!”, disse ele apenas. Mais alguns minutos de hesitação e resolvi descer. Chegando ao térreo, encontrei apenas o porteiro, junto ao telefone pelo qual ela se comunicara comigo.

    — Cadê aquela mulher que me telefonou? — perguntei.

    — Ela saiu daqui correndo e chorando.

    Por minha vez, saí correndo para a rua deserta e procurei-a em todas as direções. Inutilmente. E até hoje não compreendi o que se passou naquela noite.


OLIVEIRA, J. C. Telefonema. In: Caderno B, coluna “O homem e a fábula”, Jornal do Brasil, 1963. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/19277/telefonema>.

    
Considere as classificações de “simples”, “composto”, “comum” e “próprio” para os substantivos I. “voz” e II. “aflição”, que ocorrem no texto. Conforme essas categorias, a classificação correta dos substantivos dados é:
Alternativas
Q3641548 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Telefonema


    Na redação do Diário de Notícias, há dois anos, fui chamado ao telefone às 23 horas. Uma voz de mulher que julguei reconhecer.

    — José Carlos?

    — Ele mesmo. Você está boa?

    — Mais ou menos. Estou aqui na portaria do jornal. Será que você podia descer um instante?

    Nesse momento, percebi que a voz não pertencia a quem eu pensava, e perguntei:

    — Quem está falando?

    — Ora, você sabe.

    — Palavra de honra que não sei.

    — Ora, José Carlos.

    Quem seria? A voz indicava aflição.

    — Ouça, eu estou falando a verdade — insisti. — Não sei quem é você. Talvez você esteja à procura de outra pessoa com o meu nome.

    — José Carlos, preciso que você desça até aqui. Eu não pude entrar em casa e quero que você me dê a sua chave para eu ir para lá.

    A coisa já estava ficando penosa. A mulher parecia desesperada. Tive medo de descer, embora nada tivesse na consciência que pudesse ser tido como culpa em relação a alguma mulher.

    — Minha senhora — falei — eu vou desligar. Eu não sou a pessoa que a senhora está procurando.

    — Por favor, José Carlos, não me faça uma coisa dessas…

    Desliguei. Fiquei alguns minutos sem saber o que fazer. Descrevi o telefonema a um companheiro e pedi que me aconselhasse. “Que coisa estranha!”, disse ele apenas. Mais alguns minutos de hesitação e resolvi descer. Chegando ao térreo, encontrei apenas o porteiro, junto ao telefone pelo qual ela se comunicara comigo.

    — Cadê aquela mulher que me telefonou? — perguntei.

    — Ela saiu daqui correndo e chorando.

    Por minha vez, saí correndo para a rua deserta e procurei-a em todas as direções. Inutilmente. E até hoje não compreendi o que se passou naquela noite.


OLIVEIRA, J. C. Telefonema. In: Caderno B, coluna “O homem e a fábula”, Jornal do Brasil, 1963. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/19277/telefonema>.

    
Em “— Por favor, José Carlos, não me faça uma coisa dessas…”, a próclise se justifica:
Alternativas
Q3641547 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Telefonema


    Na redação do Diário de Notícias, há dois anos, fui chamado ao telefone às 23 horas. Uma voz de mulher que julguei reconhecer.

    — José Carlos?

    — Ele mesmo. Você está boa?

    — Mais ou menos. Estou aqui na portaria do jornal. Será que você podia descer um instante?

    Nesse momento, percebi que a voz não pertencia a quem eu pensava, e perguntei:

    — Quem está falando?

    — Ora, você sabe.

    — Palavra de honra que não sei.

    — Ora, José Carlos.

    Quem seria? A voz indicava aflição.

    — Ouça, eu estou falando a verdade — insisti. — Não sei quem é você. Talvez você esteja à procura de outra pessoa com o meu nome.

    — José Carlos, preciso que você desça até aqui. Eu não pude entrar em casa e quero que você me dê a sua chave para eu ir para lá.

    A coisa já estava ficando penosa. A mulher parecia desesperada. Tive medo de descer, embora nada tivesse na consciência que pudesse ser tido como culpa em relação a alguma mulher.

    — Minha senhora — falei — eu vou desligar. Eu não sou a pessoa que a senhora está procurando.

    — Por favor, José Carlos, não me faça uma coisa dessas…

    Desliguei. Fiquei alguns minutos sem saber o que fazer. Descrevi o telefonema a um companheiro e pedi que me aconselhasse. “Que coisa estranha!”, disse ele apenas. Mais alguns minutos de hesitação e resolvi descer. Chegando ao térreo, encontrei apenas o porteiro, junto ao telefone pelo qual ela se comunicara comigo.

    — Cadê aquela mulher que me telefonou? — perguntei.

    — Ela saiu daqui correndo e chorando.

    Por minha vez, saí correndo para a rua deserta e procurei-a em todas as direções. Inutilmente. E até hoje não compreendi o que se passou naquela noite.


OLIVEIRA, J. C. Telefonema. In: Caderno B, coluna “O homem e a fábula”, Jornal do Brasil, 1963. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/19277/telefonema>.

    
O trecho a seguir cuja palavra em destaque é um pronome demonstrativo é:
Alternativas
Q3641546 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Telefonema


    Na redação do Diário de Notícias, há dois anos, fui chamado ao telefone às 23 horas. Uma voz de mulher que julguei reconhecer.

    — José Carlos?

    — Ele mesmo. Você está boa?

    — Mais ou menos. Estou aqui na portaria do jornal. Será que você podia descer um instante?

    Nesse momento, percebi que a voz não pertencia a quem eu pensava, e perguntei:

    — Quem está falando?

    — Ora, você sabe.

    — Palavra de honra que não sei.

    — Ora, José Carlos.

    Quem seria? A voz indicava aflição.

    — Ouça, eu estou falando a verdade — insisti. — Não sei quem é você. Talvez você esteja à procura de outra pessoa com o meu nome.

    — José Carlos, preciso que você desça até aqui. Eu não pude entrar em casa e quero que você me dê a sua chave para eu ir para lá.

    A coisa já estava ficando penosa. A mulher parecia desesperada. Tive medo de descer, embora nada tivesse na consciência que pudesse ser tido como culpa em relação a alguma mulher.

    — Minha senhora — falei — eu vou desligar. Eu não sou a pessoa que a senhora está procurando.

    — Por favor, José Carlos, não me faça uma coisa dessas…

    Desliguei. Fiquei alguns minutos sem saber o que fazer. Descrevi o telefonema a um companheiro e pedi que me aconselhasse. “Que coisa estranha!”, disse ele apenas. Mais alguns minutos de hesitação e resolvi descer. Chegando ao térreo, encontrei apenas o porteiro, junto ao telefone pelo qual ela se comunicara comigo.

    — Cadê aquela mulher que me telefonou? — perguntei.

    — Ela saiu daqui correndo e chorando.

    Por minha vez, saí correndo para a rua deserta e procurei-a em todas as direções. Inutilmente. E até hoje não compreendi o que se passou naquela noite.


OLIVEIRA, J. C. Telefonema. In: Caderno B, coluna “O homem e a fábula”, Jornal do Brasil, 1963. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/19277/telefonema>.

    
Em relação aos verbos “correr” e “chorar”, em “Ela saiu daqui correndo e chorando”, é correto afirmar:
Alternativas
Q3641545 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Telefonema


    Na redação do Diário de Notícias, há dois anos, fui chamado ao telefone às 23 horas. Uma voz de mulher que julguei reconhecer.

    — José Carlos?

    — Ele mesmo. Você está boa?

    — Mais ou menos. Estou aqui na portaria do jornal. Será que você podia descer um instante?

    Nesse momento, percebi que a voz não pertencia a quem eu pensava, e perguntei:

    — Quem está falando?

    — Ora, você sabe.

    — Palavra de honra que não sei.

    — Ora, José Carlos.

    Quem seria? A voz indicava aflição.

    — Ouça, eu estou falando a verdade — insisti. — Não sei quem é você. Talvez você esteja à procura de outra pessoa com o meu nome.

    — José Carlos, preciso que você desça até aqui. Eu não pude entrar em casa e quero que você me dê a sua chave para eu ir para lá.

    A coisa já estava ficando penosa. A mulher parecia desesperada. Tive medo de descer, embora nada tivesse na consciência que pudesse ser tido como culpa em relação a alguma mulher.

    — Minha senhora — falei — eu vou desligar. Eu não sou a pessoa que a senhora está procurando.

    — Por favor, José Carlos, não me faça uma coisa dessas…

    Desliguei. Fiquei alguns minutos sem saber o que fazer. Descrevi o telefonema a um companheiro e pedi que me aconselhasse. “Que coisa estranha!”, disse ele apenas. Mais alguns minutos de hesitação e resolvi descer. Chegando ao térreo, encontrei apenas o porteiro, junto ao telefone pelo qual ela se comunicara comigo.

    — Cadê aquela mulher que me telefonou? — perguntei.

    — Ela saiu daqui correndo e chorando.

    Por minha vez, saí correndo para a rua deserta e procurei-a em todas as direções. Inutilmente. E até hoje não compreendi o que se passou naquela noite.


OLIVEIRA, J. C. Telefonema. In: Caderno B, coluna “O homem e a fábula”, Jornal do Brasil, 1963. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/19277/telefonema>.

    
Analise as afirmações a seguir, com base no texto:

I. A mulher que procurava por José Carlos no telefone era sua esposa.
II. José Carlos não pôde identificar a quem pertencia a voz da mulher no telefone.
III. O conselho de seu amigo era o de que a situação fosse resolvida pelo porteiro do prédio.

É (são) verdadeira(s) apenas:
Alternativas
Q3640922 Português
Texto CG1A1


      O “economês” é uma linguagem própria dos economistas, repleta de termos técnicos, siglas e conceitos que, à primeira vista, podem parecer inacessíveis para quem não é da área. O uso dessa linguagem deve-se à função do economês: ele é a caixa de ferramentas do economista, os óculos conceituais que ajudam a enxergar, analisar e interpretar os complexos mecanismos que regem a produção, o consumo e a distribuição de riqueza na sociedade.

      O economês não é uma linguagem criada para excluir, mas para sintetizar. Ele encapsula décadas — às vezes séculos — de conhecimento em palavras ou expressões compactas. Essa linguagem é como um atalho: em vez de longas explicações, utiliza conceitos consolidados para comunicar ideias com precisão e eficiência.

    Embora seja útil para economistas, o economês pode parecer um código fechado para quem não faz parte desse mundo. Mas isso não deveria ser assim! Afinal, os fenômenos econômicos também afetam a vida dessas pessoas.

   Entender o economês vale muito a pena. Ele nos oferece ferramentas poderosas para compreendermos não apenas os debates sobre a economia global e as finanças, mas também as decisões políticas que moldam o futuro de um país. É como aprender uma nova língua: no início, os termos podem parecer estranhos, mas, uma vez que você compreende o básico, torna-se possível enxergar o mundo com mais clareza.

   Se o economês é tão útil, por que ele ainda parece inacessível para tanta gente? Parte do problema parece estar na comunicação. Muitos economistas se acostumaram a usar termos técnicos sem explicar o que eles significam, o que cria uma barreira entre eles e o público geral. Para tornar o economês mais acessível, é fundamental traduzir esses conceitos de maneira clara e didática.

    O economês é uma linguagem poderosa e prática. Quando bem explicado, torna-se simples, acessível e incrivelmente útil. Ao compreendermos essa “caixa de ferramentas”, ganhamos mais do que o entendimento de jargões econômicos: ganhamos a capacidade de decifrar a economia, as finanças e o Brasil.


Paulo Gaia. Por que os economistas falam economês? Ferramentas para entender o mundo. Internet: (com adaptações)  
Acerca da pontuação no segundo período do segundo parágrafo do texto CG1A1, é correto afirmar que
Alternativas
Q3640921 Português
Texto CG1A1


      O “economês” é uma linguagem própria dos economistas, repleta de termos técnicos, siglas e conceitos que, à primeira vista, podem parecer inacessíveis para quem não é da área. O uso dessa linguagem deve-se à função do economês: ele é a caixa de ferramentas do economista, os óculos conceituais que ajudam a enxergar, analisar e interpretar os complexos mecanismos que regem a produção, o consumo e a distribuição de riqueza na sociedade.

      O economês não é uma linguagem criada para excluir, mas para sintetizar. Ele encapsula décadas — às vezes séculos — de conhecimento em palavras ou expressões compactas. Essa linguagem é como um atalho: em vez de longas explicações, utiliza conceitos consolidados para comunicar ideias com precisão e eficiência.

    Embora seja útil para economistas, o economês pode parecer um código fechado para quem não faz parte desse mundo. Mas isso não deveria ser assim! Afinal, os fenômenos econômicos também afetam a vida dessas pessoas.

   Entender o economês vale muito a pena. Ele nos oferece ferramentas poderosas para compreendermos não apenas os debates sobre a economia global e as finanças, mas também as decisões políticas que moldam o futuro de um país. É como aprender uma nova língua: no início, os termos podem parecer estranhos, mas, uma vez que você compreende o básico, torna-se possível enxergar o mundo com mais clareza.

   Se o economês é tão útil, por que ele ainda parece inacessível para tanta gente? Parte do problema parece estar na comunicação. Muitos economistas se acostumaram a usar termos técnicos sem explicar o que eles significam, o que cria uma barreira entre eles e o público geral. Para tornar o economês mais acessível, é fundamental traduzir esses conceitos de maneira clara e didática.

    O economês é uma linguagem poderosa e prática. Quando bem explicado, torna-se simples, acessível e incrivelmente útil. Ao compreendermos essa “caixa de ferramentas”, ganhamos mais do que o entendimento de jargões econômicos: ganhamos a capacidade de decifrar a economia, as finanças e o Brasil.


Paulo Gaia. Por que os economistas falam economês? Ferramentas para entender o mundo. Internet: (com adaptações)  
A expressão “à primeira vista” (primeiro período do primeiro parágrafo) poderia ser substituída, sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto CG1A1, por  
Alternativas
Q3640920 Português
Texto CG1A1


      O “economês” é uma linguagem própria dos economistas, repleta de termos técnicos, siglas e conceitos que, à primeira vista, podem parecer inacessíveis para quem não é da área. O uso dessa linguagem deve-se à função do economês: ele é a caixa de ferramentas do economista, os óculos conceituais que ajudam a enxergar, analisar e interpretar os complexos mecanismos que regem a produção, o consumo e a distribuição de riqueza na sociedade.

      O economês não é uma linguagem criada para excluir, mas para sintetizar. Ele encapsula décadas — às vezes séculos — de conhecimento em palavras ou expressões compactas. Essa linguagem é como um atalho: em vez de longas explicações, utiliza conceitos consolidados para comunicar ideias com precisão e eficiência.

    Embora seja útil para economistas, o economês pode parecer um código fechado para quem não faz parte desse mundo. Mas isso não deveria ser assim! Afinal, os fenômenos econômicos também afetam a vida dessas pessoas.

   Entender o economês vale muito a pena. Ele nos oferece ferramentas poderosas para compreendermos não apenas os debates sobre a economia global e as finanças, mas também as decisões políticas que moldam o futuro de um país. É como aprender uma nova língua: no início, os termos podem parecer estranhos, mas, uma vez que você compreende o básico, torna-se possível enxergar o mundo com mais clareza.

   Se o economês é tão útil, por que ele ainda parece inacessível para tanta gente? Parte do problema parece estar na comunicação. Muitos economistas se acostumaram a usar termos técnicos sem explicar o que eles significam, o que cria uma barreira entre eles e o público geral. Para tornar o economês mais acessível, é fundamental traduzir esses conceitos de maneira clara e didática.

    O economês é uma linguagem poderosa e prática. Quando bem explicado, torna-se simples, acessível e incrivelmente útil. Ao compreendermos essa “caixa de ferramentas”, ganhamos mais do que o entendimento de jargões econômicos: ganhamos a capacidade de decifrar a economia, as finanças e o Brasil.


Paulo Gaia. Por que os economistas falam economês? Ferramentas para entender o mundo. Internet: (com adaptações)  
Assinale a opção em que a reescrita proposta para o último período do texto CG1A1 preserva a correção gramatical e a coesão e coerência textuais. 
Alternativas
Respostas
29321: C
29322: B
29323: D
29324: A
29325: A
29326: D
29327: C
29328: C
29329: E
29330: C
29331: E
29332: C
29333: B
29334: D
29335: C
29336: D
29337: B
29338: C
29339: C
29340: C