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Questões de Concurso Sobre português

Foram encontradas 250.650 questões

Q3688092 Português
Leia e faça o que se pede:
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A respeito de “ficar” no texto de Veríssimo, pode-se afirmar, EXCETO:
Alternativas
Q3688091 Português
Leia a tirinha a seguir:
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O humor neste texto é construído em função de ‘próprio’ ser entendido como um pronome
Alternativas
Q3688087 Português
Tens Problemas?

A solução está em suas mãos. Caro leitor, estás desiludido, desanimado, desorientado, tens caso íntimo à resolver, muita inveja, mal olhado no amor, nos negócios, no seu trabalho, tens amor não correspondido ou rompido, fazer voltar alguém à sua companhia ou qualquer assunto lhe preocupe. Pode ser um mal espiritual e você não sabe. Tire um tempo para você mesmo, faça agora mesmo uma consulta com a PROFª BEATRIZ (a mais célebre da América do Sul), em apenas uma consulta de poucos minutos a PROFª BEATRIZ, através de Búzios e Tarô (cientista em grafologia e astrologia) ela, lhe dará a solução dos seus problemas, e depois você verá a vida de outra maneira porque a vida é boa, mas às vezes pessoas atrapalham a nossa vida.
Joga-se Búzios e Tarô

PROFª BEATRIZ atende diariamente em sua residência das 8:00h da manhã às 9:00 da noite, todos os dias. Inclusive Sábados, Domingos e Feriados.
Fonte: Folheto distribuído em via pública.
As palavras retiradas do texto são acentuadas pela mesma regra, EXCETO em
Alternativas
Q3687960 Português
O regime de progressão continuada não significa aprovação automática, muito menos desconsidera etapas de escolaridade a serem vencidas. Ele é, sim, um novo conceito a ser dado à avaliação na escola. A avaliação passa a ser o instrumento guia na progressão do aluno no seu percurso escolar, apontando as diferenças na aquisição de habilidades e conhecimentos entre os alunos e orientando o trabalho do professor na condução desse processo. Deixa de ser repressora, castradora e comparativa para ser ________ e estimuladora do processo ensino-aprendizagem.

Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do texto:
Alternativas
Q3686569 Português
A colocação pronominal é um dos tópicos mais delicados da gramática normativa da língua portuguesa. Leia com atenção as afirmativas abaixo:

I.Ninguém me explicou o motivo daquela decisão repentina.
II.Ontem disseram-me que a reunião havia sido cancelada.
III.Quando te encontrei, percebi que não estavas bem.
IV.Os alunos que me auxiliaram foram devidamente reconhecidos.

Analise as afirmativas acima e identifique em quais delas o emprego da próclise está correto:
Alternativas
Q3686568 Português
A concordância nominal apresenta regras específicas que muitas vezes geram dúvidas, sobretudo quando há construções que envolvem substantivos compostos, adjetivos antepostos ou palavras que assumem valor variável ou invariável. Considerando as regras de concordância nominal na norma culta da língua portuguesa, assinale a alternativa em que o emprego está inteiramente correto, sem ferir nenhuma das normas descritas.
Alternativas
Q3686566 Português
A transformação da voz ativa em voz passiva pode assumir duas formas: a voz passiva analítica, e a voz passiva sintética. Correlacione corretamente os exemplos da Coluna 01 com o tipo de voz passiva apresentado na Coluna 02:

Coluna 01

(__)O contrato foi assinado pelos diretores da empresa.
(__)Vendem-se casas novas em bairro nobre da cidade.
(__)As cartas foram entregues pelo correio no prazo.
(__)Publicou-se recentemente um importante estudo científico.
(__)A lei foi aprovada pelos deputados após intenso debate.

Coluna 02

I.Voz Passiva Sintética.
II.Voz Passiva Analítica.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3686565 Português
A regência verbal representa um dos pontos mais complexos da norma culta, visto que diversos verbos apresentam alterações de complemento conforme o sentido empregado.
Considerando as regras de regência verbal da norma-padrão, assinale a alternativa em que o verbo visar está empregado corretamente, respeitando a regência correspondente ao sentido apresentado.
Alternativas
Q3686433 Português
Segundo Marcuschi (2008), os gêneros digitais não são simples transposições, mas formas discursivas específicas, estruturadas pela multimodalidade, pela hipertextualidade e pela interatividade. Considerando os estudos da linguagem digital e a teoria dos gêneros, qual alternativa expressa interpretação mais rigorosa dessa concepção teórica?
Alternativas
Q3686428 Português
No português brasileiro, a forma “a gente” funciona como pronome de primeira pessoa plural em registros orais e também em gêneros escritos informais. Tal fenômeno é relevante para análise da variação linguística. Considerando a reflexão gramatical e sociolinguística, qual alternativa expressa abordagem pedagógica mais rigorosa?
Alternativas
Q3686426 Português
Leia: “O projeto foi elogiado pelos professores, mas não recebeu apoio da secretaria. Os alunos, portanto, ficaram sem os recursos prometidos.” A interpretação adequada exige análise semântica dos conectores. Considerando sua função sintático-discursiva, qual alternativa apresenta explicação correta para o funcionamento dos termos destacados no enunciado?
Alternativas
Q3686425 Português

Leia o trecho adaptado de uma charge de Laerte:



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À luz dos estudos sobre gêneros digitais e práticas de multiletramentos, qual interpretação se mostra mais adequada para o uso didático desse material em sala de aula?

Alternativas
Q3686423 Português
Considere o registro autêntico: “Se você tivesse me avisado, eu tinha resolvido antes.” Esse enunciado revela o fenômeno da morfossintaxe brasileira: o uso de formas do pretérito mais-que-perfeito com valor de condicional. Considerando a teoria da variação e mudança linguística, qual alternativa expressa análise mais precisa?
Alternativas
Q3686422 Português

Leia o fragmento de uma postagem em rede social:


“Texto sem pontuação parece que não termina nunca e a gente vai lendo sem parar, sem respirar e às vezes até perde o sentido…”


Considerando os multiletramentos e a inserção de gêneros digitais no ensino, qual proposição reflete uma prática pedagógica alinhada à BNCC?

Alternativas
Q3686421 Português
A abordagem da variação linguística no ensino de Língua Portuguesa implica discutir o uso da norma-padrão sem ignorar outras variedades. Considerando a perspectiva sociolinguística e os documentos oficiais, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3686417 Português
A tradição gramatical ocidental fragmentou a língua em sintaxe, morfologia e semântica, mas abordagens modernas defendem articulação indissociável entre oralidade, leitura, escrita e reflexão metalinguística. Essas dimensões interdependentes constituem o cerne da formação linguística contemporânea. Nesse sentido, qual alternativa melhor representa tal concepção integradora? 
Alternativas
Q3686416 Português
A leitura já foi concebida como simples decodificação gráfica, como interação entre texto e leitor ou como processo construtivo de sentidos. A perspectiva atual, influenciada pela linguística textual e pela hermenêutica, articula conhecimentos linguísticos, memória discursiva, cultura e práticas sociais. Qual alternativa expressa rigorosamente essa concepção?
Alternativas
Q3686107 Português
Observe o par de orações:

O vento abriu a porta. / A porta abriu.

O único par que NÃO obedece ao mesmo padrão é:
Alternativas
Q3686103 Português
Mas o que é mesmo variação linguística?

Marcos Bagno


A ilusão da língua homogênea As pessoas que vivem em sociedades com uma longa tradição escrita, com uma história literária de muitos séculos e um sistema educacional organizado se acostumaram a ter uma ideia de uma língua muito influenciada por todas essas instituições. Para elas, só merece o nome de língua um conjunto muito particular de pronúncias, de palavras e de regras gramaticais que foram cuidadosamente selecionadas para compor o que vamos chamar nesse livro aqui de norma-padrão, isto é, o modelo de língua “certa”, de “bem falar” que, nessas sociedades, constitui uma espécie de tesouro nacional, de patrimônio cultural que, assim como as florestas, os rios, a flora, a fauna e os monumentos arquitetônicos, precisaria ser preservado da ruína e da extinção...

Ora, a escrita, a literatura e a escola são instituições eminentemente sociais, são invenções culturais, criações artificiais e muito recentes na história da humanidade ̶ as formas mais antigas de escrita têm menos de 56.000 anos, ou seja, durante 99% da história da nossa espécie ninguém escreveu nem leu nada, e até hoje uma grande parcela dos seres humanos permanece assim, excluída da escrita e da leitura! 

Portanto, o que se convencionou chamar de “língua” nas sociedades letradas é, na verdade, um produto social, artificial, que não corresponde àquilo que a língua realmente é. Mas será que a gente pode mesmo pensar nesse modelo de língua como um produto, semelhante ao iogurte, ao vinho, à borracha, ao papel, ao azeite e a tantas outras invenções humanas? Pode, mas com uma diferença: essa “língua” é um produto de um tipo diferente, um produto sociocultural, elaborado ao longo de muito tempo, pelo esforço de muita gente ̶ por isso ela é uma abstração ou, como se diz hoje em dia, um patrimônio imaterial.

Bom, então, se o que nós chamamos de “língua” é só uma aparência, uma ilusão nascida dos nossos hábitos culturais e das nossas relações sociais, como é a língua, de fato?


A realidade heterogênea das línguas

Ao contrário da norma-padrão, que é tradicionalmente concebida como um produto homogêneo, como um jogo de armar em que todas as peças se encaixam perfeitamente umas nas outras, sem faltar nenhuma, a língua, na concepção dos sociolinguistas, é intrinsecamente heterogênea, múltipla, variável, instável e está sempre em desconstrução e reconstrução. Ao contrário de um produto pronto e acabado, de um monumento histórico feito de pedra e cimento, a língua é um processo, um fazer-se permanente e nunca concluído. A língua é uma atividade social, um trabalho coletivo, empreendido por todos os seus falantes, cada vez que eles se põem a interagir por meio da fala ou da escrita.

Justamente pelo caráter heterogêneo, instável e mutante das línguas humanas, a grande maioria das pessoas acha muito mais confortável e tranquilizador pensar na língua como algo que já terminou de se construir, como uma ponte firme e sólida, por onde a gente pode caminhar sem medo de cair e de se afogar na correnteza vertiginosa que corre lá embaixo. Mas essa ponte não é feita de concreto, é feita de abstrato... O real estado da língua é o das águas de um rio, que nunca param de correr e de se agitar, que sobem e descem conforme o regime das chuvas, sujeitas a se precipitar por cachoeiras, a se estreitar entre as montanhas e a se alargar pelas planícies...

Também ao contrário do que muita gente acredita, a língua não está registrada por inteiro nos dicionários, nem suas regras de funcionamento são exatamente (nem somente) aquelas que aparecem nos livros chamados gramáticas. É mais ilusão social acreditar que é possível encerrar num único livro a verdade definitiva e eterna sobre uma língua.

Com tudo isso, a gente está querendo dizer que, na contramão das crenças mais difundidas, a variação e a mudança linguísticas é que são o “estado natural” das línguas, o seu jeito próprio de ser. Se a língua é falada por seres humanos que vivem em sociedades, se esses seres humanos e essas sociedades são sempre, em qualquer lugar e em qualquer época, heterogêneos, diversificados, instáveis, sujeitos a conflitos e a transformações, o estranho, o paradoxal, o impensável seria justamente que as línguas permanecessem estáveis e homogêneas!

Fonte: BAGNO, Marcos. Nada na Língua é por acaso. São Paulo: Parábola Editorial, 2007, p. 35-37.
Do texto de Marcos Bagno, pode-se depreender que 
Alternativas
Q3686102 Português
Mas o que é mesmo variação linguística?

Marcos Bagno


A ilusão da língua homogênea As pessoas que vivem em sociedades com uma longa tradição escrita, com uma história literária de muitos séculos e um sistema educacional organizado se acostumaram a ter uma ideia de uma língua muito influenciada por todas essas instituições. Para elas, só merece o nome de língua um conjunto muito particular de pronúncias, de palavras e de regras gramaticais que foram cuidadosamente selecionadas para compor o que vamos chamar nesse livro aqui de norma-padrão, isto é, o modelo de língua “certa”, de “bem falar” que, nessas sociedades, constitui uma espécie de tesouro nacional, de patrimônio cultural que, assim como as florestas, os rios, a flora, a fauna e os monumentos arquitetônicos, precisaria ser preservado da ruína e da extinção...

Ora, a escrita, a literatura e a escola são instituições eminentemente sociais, são invenções culturais, criações artificiais e muito recentes na história da humanidade ̶ as formas mais antigas de escrita têm menos de 56.000 anos, ou seja, durante 99% da história da nossa espécie ninguém escreveu nem leu nada, e até hoje uma grande parcela dos seres humanos permanece assim, excluída da escrita e da leitura! 

Portanto, o que se convencionou chamar de “língua” nas sociedades letradas é, na verdade, um produto social, artificial, que não corresponde àquilo que a língua realmente é. Mas será que a gente pode mesmo pensar nesse modelo de língua como um produto, semelhante ao iogurte, ao vinho, à borracha, ao papel, ao azeite e a tantas outras invenções humanas? Pode, mas com uma diferença: essa “língua” é um produto de um tipo diferente, um produto sociocultural, elaborado ao longo de muito tempo, pelo esforço de muita gente ̶ por isso ela é uma abstração ou, como se diz hoje em dia, um patrimônio imaterial.

Bom, então, se o que nós chamamos de “língua” é só uma aparência, uma ilusão nascida dos nossos hábitos culturais e das nossas relações sociais, como é a língua, de fato?


A realidade heterogênea das línguas

Ao contrário da norma-padrão, que é tradicionalmente concebida como um produto homogêneo, como um jogo de armar em que todas as peças se encaixam perfeitamente umas nas outras, sem faltar nenhuma, a língua, na concepção dos sociolinguistas, é intrinsecamente heterogênea, múltipla, variável, instável e está sempre em desconstrução e reconstrução. Ao contrário de um produto pronto e acabado, de um monumento histórico feito de pedra e cimento, a língua é um processo, um fazer-se permanente e nunca concluído. A língua é uma atividade social, um trabalho coletivo, empreendido por todos os seus falantes, cada vez que eles se põem a interagir por meio da fala ou da escrita.

Justamente pelo caráter heterogêneo, instável e mutante das línguas humanas, a grande maioria das pessoas acha muito mais confortável e tranquilizador pensar na língua como algo que já terminou de se construir, como uma ponte firme e sólida, por onde a gente pode caminhar sem medo de cair e de se afogar na correnteza vertiginosa que corre lá embaixo. Mas essa ponte não é feita de concreto, é feita de abstrato... O real estado da língua é o das águas de um rio, que nunca param de correr e de se agitar, que sobem e descem conforme o regime das chuvas, sujeitas a se precipitar por cachoeiras, a se estreitar entre as montanhas e a se alargar pelas planícies...

Também ao contrário do que muita gente acredita, a língua não está registrada por inteiro nos dicionários, nem suas regras de funcionamento são exatamente (nem somente) aquelas que aparecem nos livros chamados gramáticas. É mais ilusão social acreditar que é possível encerrar num único livro a verdade definitiva e eterna sobre uma língua.

Com tudo isso, a gente está querendo dizer que, na contramão das crenças mais difundidas, a variação e a mudança linguísticas é que são o “estado natural” das línguas, o seu jeito próprio de ser. Se a língua é falada por seres humanos que vivem em sociedades, se esses seres humanos e essas sociedades são sempre, em qualquer lugar e em qualquer época, heterogêneos, diversificados, instáveis, sujeitos a conflitos e a transformações, o estranho, o paradoxal, o impensável seria justamente que as línguas permanecessem estáveis e homogêneas!

Fonte: BAGNO, Marcos. Nada na Língua é por acaso. São Paulo: Parábola Editorial, 2007, p. 35-37.
A partir da leitura do texto de Marcos Bagno, analise as assertivas a seguir:

I. Muitas comunidades acreditam que língua é um conjunto muito particular de pronúncias, de palavras e de regras gramaticais.
II. O modelo de língua de determinadas sociedades, denominado tesouro nacional, é baseado em uma cultura arraigada na tradição escrita e literária.
III. A escrita, a literatura e a escola devem influenciar a maneira como os cidadãos de uma comunidade devem falar, determinando as regras predominantes do “bem falar”.
IV. Apesar de quase todas as sociedades do mundo serem letradas, as comunidades são muito artificiais e são excluídas da escrita e da leitura.

Estão CORRETAS apenas as assertivas
Alternativas
Respostas
28321: A
28322: B
28323: A
28324: C
28325: D
28326: C
28327: A
28328: B
28329: E
28330: B
28331: A
28332: A
28333: A
28334: C
28335: D
28336: B
28337: C
28338: A
28339: B
28340: A