Questões de Concurso Sobre português

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Q4341764 Português

Leia o texto a seguir:



Brasil chega a 214,2 milhões de habitantes, diz IBGE


Estimativa mostra crescimento mais lento e revela onde a população está mais concentrada no país



    A população estimada do Brasil atingiu 214,2 milhões de pessoas em 1º de julho deste ano, segundo o estudo Estimativas da População, divulgado pelo IBGE. O levantamento mostra que o crescimento populacional continua em ritmo mais lento, com expansão de 0,37% em relação ao ano anterior.

    Na comparação com o período 2024/2025, quando a alta havia sido de 0,39%, houve nova desaceleração. O dado reforça a tendência de avanço mais moderado da população brasileira, observada pelo instituto nos últimos anos.

    O Sudeste concentra a maior parcela da população, com 89 milhões de pessoas, o equivalente a 41,6% do total. Em seguida aparecem o Nordeste, com 57,4 milhões, o Sul, com 31,5 milhões, o Norte, com 18,9 milhões, e o Centro-Oeste, com 17,4 milhões de habitantes.

    Entre os estados, São Paulo lidera com 46,1 milhões de moradores, seguido por Minas Gerais, com 21,5 milhões, e Rio de Janeiro, com 17,2 milhões. No outro extremo, Acre, Amapá e Roraima seguem como as menores unidades da federação em população, todas com menos de 1 milhão de habitantes.

    As capitais brasileiras somam 49,4 milhões de habitantes, o que representa 23,1% da população do país. As mais populosas são São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza e Salvador, que juntas reúnem 26,8 milhões de pessoas.

    Na lista dos municípios com mais de 1 milhão de habitantes, apenas Guarulhos e Campinas, ambos em São Paulo, não são capitais. Já entre as cidades menores, Serra da Saudade, em Minas Gerais, aparece na última posição, com 857 moradores.

    Boa Vista, em Roraima, registrou a maior taxa de crescimento entre as capitais no período 2025-2026, com alta de 3,2%. Entre os estados, Roraima, Santa Catarina e Mato Grosso foram os únicos com crescimento acima de 1%.

    Por outro lado, Salvador, Natal, Belém e Belo Horizonte apresentaram recuo nas estimativas, ainda que em percentuais pequenos. O IBGE também apontou que 44,3% dos municípios brasileiros têm até 10 mil habitantes, mas essas cidades concentram apenas 6% da população total do país. (com informações da Agência Brasil)



Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/2026/08/1060732-populacao-do-brasil-chega-a2142-milhoes-aponta-ibge.html. Acesso em 29/08/2026. Texto adaptado 

Ao afirmar que os dados reforçam “a tendência de avanço mais moderado da população brasileira” (2º parágrafo), o texto permite completar corretamente a ideia de que o(a):
Alternativas
Q4341763 Português

Leia o texto a seguir:



Brasil chega a 214,2 milhões de habitantes, diz IBGE


Estimativa mostra crescimento mais lento e revela onde a população está mais concentrada no país



    A população estimada do Brasil atingiu 214,2 milhões de pessoas em 1º de julho deste ano, segundo o estudo Estimativas da População, divulgado pelo IBGE. O levantamento mostra que o crescimento populacional continua em ritmo mais lento, com expansão de 0,37% em relação ao ano anterior.

    Na comparação com o período 2024/2025, quando a alta havia sido de 0,39%, houve nova desaceleração. O dado reforça a tendência de avanço mais moderado da população brasileira, observada pelo instituto nos últimos anos.

    O Sudeste concentra a maior parcela da população, com 89 milhões de pessoas, o equivalente a 41,6% do total. Em seguida aparecem o Nordeste, com 57,4 milhões, o Sul, com 31,5 milhões, o Norte, com 18,9 milhões, e o Centro-Oeste, com 17,4 milhões de habitantes.

    Entre os estados, São Paulo lidera com 46,1 milhões de moradores, seguido por Minas Gerais, com 21,5 milhões, e Rio de Janeiro, com 17,2 milhões. No outro extremo, Acre, Amapá e Roraima seguem como as menores unidades da federação em população, todas com menos de 1 milhão de habitantes.

    As capitais brasileiras somam 49,4 milhões de habitantes, o que representa 23,1% da população do país. As mais populosas são São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza e Salvador, que juntas reúnem 26,8 milhões de pessoas.

    Na lista dos municípios com mais de 1 milhão de habitantes, apenas Guarulhos e Campinas, ambos em São Paulo, não são capitais. Já entre as cidades menores, Serra da Saudade, em Minas Gerais, aparece na última posição, com 857 moradores.

    Boa Vista, em Roraima, registrou a maior taxa de crescimento entre as capitais no período 2025-2026, com alta de 3,2%. Entre os estados, Roraima, Santa Catarina e Mato Grosso foram os únicos com crescimento acima de 1%.

    Por outro lado, Salvador, Natal, Belém e Belo Horizonte apresentaram recuo nas estimativas, ainda que em percentuais pequenos. O IBGE também apontou que 44,3% dos municípios brasileiros têm até 10 mil habitantes, mas essas cidades concentram apenas 6% da população total do país. (com informações da Agência Brasil)



Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/2026/08/1060732-populacao-do-brasil-chega-a2142-milhoes-aponta-ibge.html. Acesso em 29/08/2026. Texto adaptado 

Considerando o conjunto das informações apresentadas, o objetivo principal do texto é: 
Alternativas
Q4341507 Português
Em um documento oficial, foram utilizadas as formas "antissocial", "contrarregra", "infraestrutura", "recém-formado" e "pré-requisito". Considerando as regras da ortografia oficial vigente, assinale a afirmativa CORRETA.
Alternativas
Q4341506 Português

Considere o período:



"Seguem anexas ao processo as cópias solicitadas pela comissão, juntamente com os documentos que comprovam a regularidade da inscrição."



À luz da norma-padrão, assinale a afirmativa CORRETA.

Alternativas
Q4341505 Português
Durante a revisão de um documento oficial, um servidor encontra as seguintes formas: assembleia, herói, pôde, mantêm e veem. Outro servidor afirma que algumas delas deveriam receber acento em razão das regras aplicadas antes das alterações promovidas pelo Acordo Ortográfico. Considerando a ortografia oficial vigente, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4341504 Português

Leia o período:



"Os resultados foram considerados suficientemente consistentes para sustentar a conclusão apresentada no relatório, embora ainda fossem necessárias novas verificações."



Considerando a classificação e o emprego das palavras no contexto, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4341503 Português

Em um relatório técnico, foi registrado o seguinte período:



"Após a reunião, os responsáveis pelo setor procederam à análise dos documentos, chegaram à conclusão de que havia inconsistências no procedimento e reconheceram que algumas etapas eram incompatíveis com as normas internas."



Considerando a regência verbal e nominal na norma-padrão, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4341502 Português

Considere o período:



"Os profissionais que chegaram mais cedo organizaram cuidadosamente os documentos recebidos ontem."



A respeito dos termos destacados, assinale a afirmativa CORRETA.

Alternativas
Q4341501 Português
Considere o período:

"A equipe técnica mostrou-se favorável à revisão do procedimento e contrária à manutenção de práticas incompatíveis com as normas estabelecidas."

Assinale a afirmativa CORRETA quanto à regência nominal.
Alternativas
Q4341500 Português

Leia o trecho:



"Em contextos institucionais, a clareza da comunicação não decorre apenas da escolha de palavras compreensíveis. Um texto pode empregar vocabulário simples e, ainda assim, produzir interpretações distintas quando as informações são apresentadas sem hierarquia, as relações entre os argumentos permanecem implícitas ou a forma de exposição não corresponde ao objetivo pretendido. Por isso, comunicar com clareza pressupõe considerar simultaneamente o que se diz, como as informações são articuladas e para que finalidade o texto é produzido."



A partir da leitura e considerando a construção argumentativa do trecho, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4341499 Português

Leia o período:



"É necessário que os setores responsáveis mantenham atualizados os registros e que permaneçam disponíveis as informações solicitadas pela auditoria."



Considerando a estrutura sintática do período e as regras de concordância da norma-padrão, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4341498 Português

Leia o trecho:



"Embora a adoção de novas tecnologias possa acelerar a circulação de informações, a velocidade do fluxo informacional não equivale, necessariamente, à qualidade da comunicação. Em ambientes institucionais, a utilidade de uma informação depende também de sua precisão, pertinência e possibilidade de orientar decisões."



A partir do texto, assinale a afirmativa CORRETA.

Alternativas
Q4341384 Português
Leia atentamente as afirmativas a seguir e considere a classificação das orações quanto a sua relação de coordenação.
I.O pesquisador concluiu a análise, portanto encaminhou os resultados à comissão responsável.
II.A equipe revisou os documentos, verificou os dados, organizou os arquivos, enviou o relatório.
III.O candidato apresentou os argumentos, mas não conseguiu convencer os membros da banca.
IV.Ou a instituição revisará o procedimento, ou manterá os critérios atualmente adotados.
Assinale a alternativa que reúne as afirmativas em que há emprego de orações coordenadas sindéticas.
Alternativas
Q4341383 Português
Em textos formais, o emprego do acento grave exige a identificação da relação sintática estabelecida entre o termo regente e o termo regido, bem como o reconhecimento das situações em que ocorre a fusão da preposição a com outro elemento. Considerando as regras de emprego e de não emprego da crase, analise cuidadosamente as construções apresentadas nas alternativas.
Assinale a alternativa em que o emprego da crase está corretamente realizado de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q4341382 Português
Em textos formais, a relação estabelecida entre determinados nomes e seus complementos exige o emprego de preposições específicas, conforme a regência nominal prescrita pela norma-padrão. Considerando esse princípio, observe atentamente as construções apresentadas nas alternativas a seguir.
Assinale a alternativa em que a regência nominal está devidamente empregada de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q4341381 Português
Leia a construção apresentada a seguir, extraída de uma situação hipotética de atendimento administrativo, e observe a organização das formas verbais empregadas. "A equipe estará analisando os documentos recebidos e estará encaminhando as solicitações aos setores responsáveis, enquanto os servidores estarão verificando os dados cadastrais dos requerentes."
Considerando os vícios de linguagem tradicionalmente classificados pela norma de uso formal da língua portuguesa, analise a oração acima e identifique o vício de linguagem presente na construção.
Alternativas
Q4341380 Português
Leia atentamente a oração apresentada a seguir e observe a relação estabelecida entre suas partes.
"O relatório foi elaborado conforme determinavam as normas estabelecidas pelo órgão fiscalizador."
Considerando a relação semântica estabelecida pela oração subordinada, assinale a alternativa que identifica corretamente sua classificação.
Alternativas
Q4341379 Português
Na análise sintática, a classificação do predicado deve considerar a relação estabelecida entre o verbo e os demais termos da oração, especialmente a existência de um predicativo.
Essa análise permite distinguir estruturas em que o verbo constitui o núcleo significativo da predicação daquelas em que um nome atribui característica ao sujeito ou ao objeto. Assinale a alternativa em que há emprego de predicado verbo-nominal. 
Alternativas
Q4341378 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

NACIONALIDADE - RACHEL DE QUEIROZ

O menino nisei sentou no banco do jardim. Teria uns 11 anos, comia sossegado o seu sanduíche de queijo. Duas menininhas, uma morena outra ruiva, que pulavam amarelinha, chegaram junto dele e gritaram:
— Japonês! Japonês! Você quer dizer as horas pra nós?
O menino olhou o pulso, disse que eram nove e meia e acrescentou:
— Eu não sou japonês. Sou paulistano, nasci aqui, no Jardim América.
A ruivinha, mais velha, coçou um borrachudo na canela fina:
— Se você não é japonês, teu pai é.
— Não, meu pai nasceu em Batatais.
— Então tua mãe.
— Ela também nasceu em Batatais. A menor, moreninha, fez o comentário óbvio:
— Nós te chamou japonês porque tu tem cara de japonês.
— Meu avô é que era japonês. E a minha avó. E acho que os meus tios.
— Só eles?
— Só.
A pequenininha estava maravilhada com aquele milagre biológico: 
— Nunca vi pessoa ser brasileiro e ter cara de japonês. Eu pensava que brasileiro era tudo igual.
A maior ensinou:
— Nem todo brasileiro é igual. Negro é brasileiro e é diferente.
— Negro é africano, observou, com certa malícia, o que chamavam de japonês.
— Como é que você sabe?
— Aprendi na aula.
— Na minha rua tem muito judeu. Nós tudos somos judeu, contribuiu a ruiva.
— E onde é a terra de judeu, quis saber a outra.
— Meu pai veio da Rússia. E o meu avô. A minha mãe veio da Polônia.
— Então esse negócio de judeu é besteira. Quem vem da Rússia é russo. E na Polônia dá é polaco.
— O menino falava com grande autoridade.
— A minha mãe disse que a gente fala polonês. Polaco é feio.
— Pode ser. Polonês. Mas judeu? A moreninha interveio:
— Judeu vem da Judia. Não tem país chamado Judia, doutrinou o nisei.
— Como é que você sabe? Você conhece todos os países do mundo?
— Todos. Estou no curso de admissão. Já dei na geografia.
— Meu pai diz que a terra dos judeus se chama Israel, lembrou então a ruiva.
— Então como é que ele é da Rússia? Mistério. Os três se entreolharam. Afinal o rapaz sugeriu:
— Só se é mentira do teu pai.
— Mentira do teu! Teu pai é que é um japonês mentiroso!
— Já falei que o meu pai é brasileiro.
A outra menina pacificou:
Não xingue. Eu também sou brasileira. Eu nasci em Campos. E minha mãe nasceu em Campos, e o meu irmão, e o meu pai, todo o mundo na minha casa nasceu em Campos.
A ruiva riu:
— Tudo é campeiro?
— Não, a gente diz é campista. Campos fica no estado do Rio de Janeiro. 
— Agora lá se chama Guanabara, sentenciou o menino.
— Não, não é Guanabara. Estado do Rio é outra coisa.
— Então tem dois Rio? 
— Não, agora só tem um. Não falei que o Rio de Janeiro virou Guanabara? Também diz Velhacap. A menina ruiva ficou a olhar um momento os dois outros:
— Acho que campista também parece com japonês. Só não tem o olho arrebitado.
— Minha mãe diz que nós temos sangue de índio, contribuiu a campista. E o paulistano contou:
— Meu pai uma vez viu um índio e pensou que fosse japonês fantasiado. Falou para ele em língua de japonês, mas o índio não entendeu nada.
— Mas você não disse que seu pai é de Batatais?
— É. Mas filho de japonês sabe falar a língua do pai.
— E você sabe? Fala um pouquinho pra gente ver.
— Não sei. Puxa, já disse tanta vez que sou paulistano! A moreninha deu um salto:
— Pois eu sou é Corinthians!
— Ninguém está conversando futebol, boba. Houve um silêncio. A menina menor indagou então:
— E onde é o lugar onde só tem brasileiro?
Os outros dois ficaram um tempo pensando, olhando uns pombos que bicavam na areia. Afinal a menina maior falou
: — Gente grande é muito misturado. Acho que deve ser no lugar onde só tem criança.

https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/19087/nacionalidade
Ao longo da conversa entre as crianças, diferentes ideias sobre nacionalidade, origem familiar e aparência física são apresentadas e confrontadas. A partir do desenvolvimento desse diálogo, é possível observar uma mudança na compreensão inicial das crianças sobre identidade e pertencimento.
Considerando o trecho apresentado, assinale a alternativa que interpreta essa questão central da narrativa.
Alternativas
Q4341377 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

NACIONALIDADE - RACHEL DE QUEIROZ

O menino nisei sentou no banco do jardim. Teria uns 11 anos, comia sossegado o seu sanduíche de queijo. Duas menininhas, uma morena outra ruiva, que pulavam amarelinha, chegaram junto dele e gritaram:
— Japonês! Japonês! Você quer dizer as horas pra nós?
O menino olhou o pulso, disse que eram nove e meia e acrescentou:
— Eu não sou japonês. Sou paulistano, nasci aqui, no Jardim América.
A ruivinha, mais velha, coçou um borrachudo na canela fina:
— Se você não é japonês, teu pai é.
— Não, meu pai nasceu em Batatais.
— Então tua mãe.
— Ela também nasceu em Batatais. A menor, moreninha, fez o comentário óbvio:
— Nós te chamou japonês porque tu tem cara de japonês.
— Meu avô é que era japonês. E a minha avó. E acho que os meus tios.
— Só eles?
— Só.
A pequenininha estava maravilhada com aquele milagre biológico: 
— Nunca vi pessoa ser brasileiro e ter cara de japonês. Eu pensava que brasileiro era tudo igual.
A maior ensinou:
— Nem todo brasileiro é igual. Negro é brasileiro e é diferente.
— Negro é africano, observou, com certa malícia, o que chamavam de japonês.
— Como é que você sabe?
— Aprendi na aula.
— Na minha rua tem muito judeu. Nós tudos somos judeu, contribuiu a ruiva.
— E onde é a terra de judeu, quis saber a outra.
— Meu pai veio da Rússia. E o meu avô. A minha mãe veio da Polônia.
— Então esse negócio de judeu é besteira. Quem vem da Rússia é russo. E na Polônia dá é polaco.
— O menino falava com grande autoridade.
— A minha mãe disse que a gente fala polonês. Polaco é feio.
— Pode ser. Polonês. Mas judeu? A moreninha interveio:
— Judeu vem da Judia. Não tem país chamado Judia, doutrinou o nisei.
— Como é que você sabe? Você conhece todos os países do mundo?
— Todos. Estou no curso de admissão. Já dei na geografia.
— Meu pai diz que a terra dos judeus se chama Israel, lembrou então a ruiva.
— Então como é que ele é da Rússia? Mistério. Os três se entreolharam. Afinal o rapaz sugeriu:
— Só se é mentira do teu pai.
— Mentira do teu! Teu pai é que é um japonês mentiroso!
— Já falei que o meu pai é brasileiro.
A outra menina pacificou:
Não xingue. Eu também sou brasileira. Eu nasci em Campos. E minha mãe nasceu em Campos, e o meu irmão, e o meu pai, todo o mundo na minha casa nasceu em Campos.
A ruiva riu:
— Tudo é campeiro?
— Não, a gente diz é campista. Campos fica no estado do Rio de Janeiro. 
— Agora lá se chama Guanabara, sentenciou o menino.
— Não, não é Guanabara. Estado do Rio é outra coisa.
— Então tem dois Rio? 
— Não, agora só tem um. Não falei que o Rio de Janeiro virou Guanabara? Também diz Velhacap. A menina ruiva ficou a olhar um momento os dois outros:
— Acho que campista também parece com japonês. Só não tem o olho arrebitado.
— Minha mãe diz que nós temos sangue de índio, contribuiu a campista. E o paulistano contou:
— Meu pai uma vez viu um índio e pensou que fosse japonês fantasiado. Falou para ele em língua de japonês, mas o índio não entendeu nada.
— Mas você não disse que seu pai é de Batatais?
— É. Mas filho de japonês sabe falar a língua do pai.
— E você sabe? Fala um pouquinho pra gente ver.
— Não sei. Puxa, já disse tanta vez que sou paulistano! A moreninha deu um salto:
— Pois eu sou é Corinthians!
— Ninguém está conversando futebol, boba. Houve um silêncio. A menina menor indagou então:
— E onde é o lugar onde só tem brasileiro?
Os outros dois ficaram um tempo pensando, olhando uns pombos que bicavam na areia. Afinal a menina maior falou
: — Gente grande é muito misturado. Acho que deve ser no lugar onde só tem criança.

https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/19087/nacionalidade
O desfecho da narrativa desloca a discussão das crianças para uma questão mais ampla sobre identidade e pertencimento. Depois de várias tentativas de estabelecer diferenças entre brasileiros a partir de suas origens, características físicas e referências culturais, surge uma pergunta que retoma o problema apresentado desde o início. Assinale a alternativa que interpreta o sentido do desfecho da narrativa. 
Alternativas
Respostas
2781: B
2782: A
2783: C
2784: B
2785: E
2786: E
2787: C
2788: C
2789: E
2790: C
2791: A
2792: A
2793: A
2794: D
2795: B
2796: C
2797: B
2798: D
2799: C
2800: B