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Q4204673 Português

11TEXTO I


A Bela e a Fera



    A Fera era uma Fera mesmo. Tão feia que, quando olhava no espelho, o espelho quebrava de susto. Morava num castelo imenso, cercado de espinhos e solidão. Certo dia, um velho mercador se perdeu na floresta e acabou colhendo uma rosa no jardim da Fera. A Fera, surgindo do nada com um rugido de tremer as estruturas, disse: "Vou te matar! A menos que você me traga sua filha mais bela para morar comigo".

    O velho, apavorado, levou a Bela. No começo, ela chorava muito, achando que seria devorada no jantar. Mas a Fera era um doce. Tratava a moça com as melhores iguarias, dava-lhe joias, lia poesia (embora com aquela voz de britadeira) e nunca, jamais, tentou qualquer gracinha. Com o tempo, Bela foi se acostumando. Começou a achar que a feiura da Fera era apenas uma "característica exótica".

    Um dia, Bela pediu para visitar o pai doente. A Fera, com o coração na mão (figuradamente, claro), deixou: "Mas volte em uma semana, ou eu morrerei de tristeza". Bela foi, se distraiu com as irmãs invejosas e demorou dez dias. Quando voltou, encontrou a Fera estirada no jardim, quase morta. Chorando, Bela abraçou o monstro e disse: "Eu te amo, Fera! Case comigo!".

    Nesse momento, uma explosão de luz! A Fera se transformou num Príncipe lindo, loiro, de olhos azuis e roupas de seda. Bela olhou para ele de cima a baixo, deu um passo atrás e disse:

    — Ah, não! Assim não serve.

    — Por que? — perguntou o Príncipe, chocado.

    — Eu sou lindo!— Pois é — respondeu Bela, fazendo as malas.

    — O que eu gostava em você era o contraste. Agora você é igual a todos os outros. E foi embora, deixando o Príncipe sozinho com sua beleza e sua perplexidade.



(Versão de Millor Fernandes)

Em qual das frases o verbo destacado é irregular?
Alternativas
Q4204672 Português

11TEXTO I


A Bela e a Fera



    A Fera era uma Fera mesmo. Tão feia que, quando olhava no espelho, o espelho quebrava de susto. Morava num castelo imenso, cercado de espinhos e solidão. Certo dia, um velho mercador se perdeu na floresta e acabou colhendo uma rosa no jardim da Fera. A Fera, surgindo do nada com um rugido de tremer as estruturas, disse: "Vou te matar! A menos que você me traga sua filha mais bela para morar comigo".

    O velho, apavorado, levou a Bela. No começo, ela chorava muito, achando que seria devorada no jantar. Mas a Fera era um doce. Tratava a moça com as melhores iguarias, dava-lhe joias, lia poesia (embora com aquela voz de britadeira) e nunca, jamais, tentou qualquer gracinha. Com o tempo, Bela foi se acostumando. Começou a achar que a feiura da Fera era apenas uma "característica exótica".

    Um dia, Bela pediu para visitar o pai doente. A Fera, com o coração na mão (figuradamente, claro), deixou: "Mas volte em uma semana, ou eu morrerei de tristeza". Bela foi, se distraiu com as irmãs invejosas e demorou dez dias. Quando voltou, encontrou a Fera estirada no jardim, quase morta. Chorando, Bela abraçou o monstro e disse: "Eu te amo, Fera! Case comigo!".

    Nesse momento, uma explosão de luz! A Fera se transformou num Príncipe lindo, loiro, de olhos azuis e roupas de seda. Bela olhou para ele de cima a baixo, deu um passo atrás e disse:

    — Ah, não! Assim não serve.

    — Por que? — perguntou o Príncipe, chocado.

    — Eu sou lindo!— Pois é — respondeu Bela, fazendo as malas.

    — O que eu gostava em você era o contraste. Agora você é igual a todos os outros. E foi embora, deixando o Príncipe sozinho com sua beleza e sua perplexidade.



(Versão de Millor Fernandes)

Quanto aos verbos empregados no texto, predominam os tempos e modo  
Alternativas
Q4204671 Português

11TEXTO I


A Bela e a Fera



    A Fera era uma Fera mesmo. Tão feia que, quando olhava no espelho, o espelho quebrava de susto. Morava num castelo imenso, cercado de espinhos e solidão. Certo dia, um velho mercador se perdeu na floresta e acabou colhendo uma rosa no jardim da Fera. A Fera, surgindo do nada com um rugido de tremer as estruturas, disse: "Vou te matar! A menos que você me traga sua filha mais bela para morar comigo".

    O velho, apavorado, levou a Bela. No começo, ela chorava muito, achando que seria devorada no jantar. Mas a Fera era um doce. Tratava a moça com as melhores iguarias, dava-lhe joias, lia poesia (embora com aquela voz de britadeira) e nunca, jamais, tentou qualquer gracinha. Com o tempo, Bela foi se acostumando. Começou a achar que a feiura da Fera era apenas uma "característica exótica".

    Um dia, Bela pediu para visitar o pai doente. A Fera, com o coração na mão (figuradamente, claro), deixou: "Mas volte em uma semana, ou eu morrerei de tristeza". Bela foi, se distraiu com as irmãs invejosas e demorou dez dias. Quando voltou, encontrou a Fera estirada no jardim, quase morta. Chorando, Bela abraçou o monstro e disse: "Eu te amo, Fera! Case comigo!".

    Nesse momento, uma explosão de luz! A Fera se transformou num Príncipe lindo, loiro, de olhos azuis e roupas de seda. Bela olhou para ele de cima a baixo, deu um passo atrás e disse:

    — Ah, não! Assim não serve.

    — Por que? — perguntou o Príncipe, chocado.

    — Eu sou lindo!— Pois é — respondeu Bela, fazendo as malas.

    — O que eu gostava em você era o contraste. Agora você é igual a todos os outros. E foi embora, deixando o Príncipe sozinho com sua beleza e sua perplexidade.



(Versão de Millor Fernandes)

Em “Começou a achar que a feiura da Fera era apenas uma "característica exótica". A palavra destacada é acentuada pois se trata de uma palavra
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Q4204670 Português

11TEXTO I


A Bela e a Fera



    A Fera era uma Fera mesmo. Tão feia que, quando olhava no espelho, o espelho quebrava de susto. Morava num castelo imenso, cercado de espinhos e solidão. Certo dia, um velho mercador se perdeu na floresta e acabou colhendo uma rosa no jardim da Fera. A Fera, surgindo do nada com um rugido de tremer as estruturas, disse: "Vou te matar! A menos que você me traga sua filha mais bela para morar comigo".

    O velho, apavorado, levou a Bela. No começo, ela chorava muito, achando que seria devorada no jantar. Mas a Fera era um doce. Tratava a moça com as melhores iguarias, dava-lhe joias, lia poesia (embora com aquela voz de britadeira) e nunca, jamais, tentou qualquer gracinha. Com o tempo, Bela foi se acostumando. Começou a achar que a feiura da Fera era apenas uma "característica exótica".

    Um dia, Bela pediu para visitar o pai doente. A Fera, com o coração na mão (figuradamente, claro), deixou: "Mas volte em uma semana, ou eu morrerei de tristeza". Bela foi, se distraiu com as irmãs invejosas e demorou dez dias. Quando voltou, encontrou a Fera estirada no jardim, quase morta. Chorando, Bela abraçou o monstro e disse: "Eu te amo, Fera! Case comigo!".

    Nesse momento, uma explosão de luz! A Fera se transformou num Príncipe lindo, loiro, de olhos azuis e roupas de seda. Bela olhou para ele de cima a baixo, deu um passo atrás e disse:

    — Ah, não! Assim não serve.

    — Por que? — perguntou o Príncipe, chocado.

    — Eu sou lindo!— Pois é — respondeu Bela, fazendo as malas.

    — O que eu gostava em você era o contraste. Agora você é igual a todos os outros. E foi embora, deixando o Príncipe sozinho com sua beleza e sua perplexidade.



(Versão de Millor Fernandes)

Quanto à tipologia pode-se afirmar que se trata de um texto 
Alternativas
Q4204669 Português

11TEXTO I


A Bela e a Fera



    A Fera era uma Fera mesmo. Tão feia que, quando olhava no espelho, o espelho quebrava de susto. Morava num castelo imenso, cercado de espinhos e solidão. Certo dia, um velho mercador se perdeu na floresta e acabou colhendo uma rosa no jardim da Fera. A Fera, surgindo do nada com um rugido de tremer as estruturas, disse: "Vou te matar! A menos que você me traga sua filha mais bela para morar comigo".

    O velho, apavorado, levou a Bela. No começo, ela chorava muito, achando que seria devorada no jantar. Mas a Fera era um doce. Tratava a moça com as melhores iguarias, dava-lhe joias, lia poesia (embora com aquela voz de britadeira) e nunca, jamais, tentou qualquer gracinha. Com o tempo, Bela foi se acostumando. Começou a achar que a feiura da Fera era apenas uma "característica exótica".

    Um dia, Bela pediu para visitar o pai doente. A Fera, com o coração na mão (figuradamente, claro), deixou: "Mas volte em uma semana, ou eu morrerei de tristeza". Bela foi, se distraiu com as irmãs invejosas e demorou dez dias. Quando voltou, encontrou a Fera estirada no jardim, quase morta. Chorando, Bela abraçou o monstro e disse: "Eu te amo, Fera! Case comigo!".

    Nesse momento, uma explosão de luz! A Fera se transformou num Príncipe lindo, loiro, de olhos azuis e roupas de seda. Bela olhou para ele de cima a baixo, deu um passo atrás e disse:

    — Ah, não! Assim não serve.

    — Por que? — perguntou o Príncipe, chocado.

    — Eu sou lindo!— Pois é — respondeu Bela, fazendo as malas.

    — O que eu gostava em você era o contraste. Agora você é igual a todos os outros. E foi embora, deixando o Príncipe sozinho com sua beleza e sua perplexidade.



(Versão de Millor Fernandes)

A resposta final de Bela — "O que eu gostava em você era o contraste. Agora você é igual a todos os outros" — sugere que, para a personagem 
Alternativas
Q4204668 Português

11TEXTO I


A Bela e a Fera



    A Fera era uma Fera mesmo. Tão feia que, quando olhava no espelho, o espelho quebrava de susto. Morava num castelo imenso, cercado de espinhos e solidão. Certo dia, um velho mercador se perdeu na floresta e acabou colhendo uma rosa no jardim da Fera. A Fera, surgindo do nada com um rugido de tremer as estruturas, disse: "Vou te matar! A menos que você me traga sua filha mais bela para morar comigo".

    O velho, apavorado, levou a Bela. No começo, ela chorava muito, achando que seria devorada no jantar. Mas a Fera era um doce. Tratava a moça com as melhores iguarias, dava-lhe joias, lia poesia (embora com aquela voz de britadeira) e nunca, jamais, tentou qualquer gracinha. Com o tempo, Bela foi se acostumando. Começou a achar que a feiura da Fera era apenas uma "característica exótica".

    Um dia, Bela pediu para visitar o pai doente. A Fera, com o coração na mão (figuradamente, claro), deixou: "Mas volte em uma semana, ou eu morrerei de tristeza". Bela foi, se distraiu com as irmãs invejosas e demorou dez dias. Quando voltou, encontrou a Fera estirada no jardim, quase morta. Chorando, Bela abraçou o monstro e disse: "Eu te amo, Fera! Case comigo!".

    Nesse momento, uma explosão de luz! A Fera se transformou num Príncipe lindo, loiro, de olhos azuis e roupas de seda. Bela olhou para ele de cima a baixo, deu um passo atrás e disse:

    — Ah, não! Assim não serve.

    — Por que? — perguntou o Príncipe, chocado.

    — Eu sou lindo!— Pois é — respondeu Bela, fazendo as malas.

    — O que eu gostava em você era o contraste. Agora você é igual a todos os outros. E foi embora, deixando o Príncipe sozinho com sua beleza e sua perplexidade.



(Versão de Millor Fernandes)

O desfecho do texto de Millor Fernandes subverte a expectativa do leitor em relação à versão clássica do conto de fadas porque 
Alternativas
Q4204637 Português

TEXTO IV



Imagem associada para resolução da questão

Acessado em maio de 2026



Nessa campanha, a associação entre a linguagem verbal e a não verbal é uma estratégia para

Alternativas
Q4204636 Português

TEXTO III



Canção


Nunca vi ninguém viver
tão de rastro como eu vivo.
Comendo o que ninguém quer,
bebendo o que não tem gosto,
sempre de rosto para o chão,
como se o chão fosse o rosto
de quem me pudesse amar.

Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmã das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei.
Não sei se fico
ou passo.

(Cecília Meireles, em "Viagem"

Em “Comendo o que ninguém quer,” a palavra destacada é 
Alternativas
Q4204635 Português

TEXTO III



Canção


Nunca vi ninguém viver
tão de rastro como eu vivo.
Comendo o que ninguém quer,
bebendo o que não tem gosto,
sempre de rosto para o chão,
como se o chão fosse o rosto
de quem me pudesse amar.

Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmã das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei.
Não sei se fico
ou passo.

(Cecília Meireles, em "Viagem"

No verso,” Não sou alegre nem sou triste:

sou poeta”. Os verbos são 

Alternativas
Q4204634 Português

TEXTO III



Canção


Nunca vi ninguém viver
tão de rastro como eu vivo.
Comendo o que ninguém quer,
bebendo o que não tem gosto,
sempre de rosto para o chão,
como se o chão fosse o rosto
de quem me pudesse amar.

Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmã das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei.
Não sei se fico
ou passo.

(Cecília Meireles, em "Viagem"

A sinestesia ocorre quando há o cruzamento de diferentes sensações (olfato, visão, tato, audição, paladar) em uma mesma expressão. No poema, o verso que melhor exemplifica essa mistura de sentidos 
Alternativas
Q4204632 Português

TEXTO II



O Dilema do Algoritmo e a Essência Humana



    Vivemos um momento de transição sem precedentes. A ascensão vertiginosa da Inteligência Artificial (IA) Generativa não é apenas uma evolução tecnológica, mas um divisor de águas que nos obriga a redefinir o conceito de trabalho e, talvez, de humanidade. Enquanto entusiastas celebram a eficiência robótica, críticos alertam para a erosão da subjetividade.


    O problema central não reside na ferramenta em si, mas naquilo a que nos propomos enquanto sociedade: estamos substituindo o esforço criativo pela conveniência do comando automatizado. Quando delegamos a escrita de um poema ou a criação de uma arte a um código, perdemos o processo, o erro e a angústia — elementos que são, essencialmente, a alma da produção humana.


    Ademais, a regência de nossas vidas parece estar sendo entregue a algoritmos opacos. É urgente que as instituições públicas e privadas assistam ao desenvolvimento dessa tecnologia com olhar atento e ético. Não podemos permitir que a busca pelo lucro desenfreado silencie a voz humana. Afinal, a máquina pode processar dados, mas nunca sentirá a satisfação de uma descoberta genuína. Este é o desafio da nossa era: domar a técnica sem se deixar domesticar por ela. 


(Autor desconhecido) 

Em “Afinal, a máquina pode processar dados, mas nunca sentirá a satisfação de uma descoberta genuína. No final texto, o termo destacado ‘’articula dois enunciados envolvidos numa mesma relação argumentativa construindo uma ideia de 
Alternativas
Q4204631 Português

TEXTO II



O Dilema do Algoritmo e a Essência Humana



    Vivemos um momento de transição sem precedentes. A ascensão vertiginosa da Inteligência Artificial (IA) Generativa não é apenas uma evolução tecnológica, mas um divisor de águas que nos obriga a redefinir o conceito de trabalho e, talvez, de humanidade. Enquanto entusiastas celebram a eficiência robótica, críticos alertam para a erosão da subjetividade.


    O problema central não reside na ferramenta em si, mas naquilo a que nos propomos enquanto sociedade: estamos substituindo o esforço criativo pela conveniência do comando automatizado. Quando delegamos a escrita de um poema ou a criação de uma arte a um código, perdemos o processo, o erro e a angústia — elementos que são, essencialmente, a alma da produção humana.


    Ademais, a regência de nossas vidas parece estar sendo entregue a algoritmos opacos. É urgente que as instituições públicas e privadas assistam ao desenvolvimento dessa tecnologia com olhar atento e ético. Não podemos permitir que a busca pelo lucro desenfreado silencie a voz humana. Afinal, a máquina pode processar dados, mas nunca sentirá a satisfação de uma descoberta genuína. Este é o desafio da nossa era: domar a técnica sem se deixar domesticar por ela. 


(Autor desconhecido) 

“O problema central não reside na ferramenta em si, mas naquilo a que nos propomos enquanto sociedade...” Nesse trecho do texto II, há 
Alternativas
Q4204630 Português

TEXTO II



O Dilema do Algoritmo e a Essência Humana



    Vivemos um momento de transição sem precedentes. A ascensão vertiginosa da Inteligência Artificial (IA) Generativa não é apenas uma evolução tecnológica, mas um divisor de águas que nos obriga a redefinir o conceito de trabalho e, talvez, de humanidade. Enquanto entusiastas celebram a eficiência robótica, críticos alertam para a erosão da subjetividade.


    O problema central não reside na ferramenta em si, mas naquilo a que nos propomos enquanto sociedade: estamos substituindo o esforço criativo pela conveniência do comando automatizado. Quando delegamos a escrita de um poema ou a criação de uma arte a um código, perdemos o processo, o erro e a angústia — elementos que são, essencialmente, a alma da produção humana.


    Ademais, a regência de nossas vidas parece estar sendo entregue a algoritmos opacos. É urgente que as instituições públicas e privadas assistam ao desenvolvimento dessa tecnologia com olhar atento e ético. Não podemos permitir que a busca pelo lucro desenfreado silencie a voz humana. Afinal, a máquina pode processar dados, mas nunca sentirá a satisfação de uma descoberta genuína. Este é o desafio da nossa era: domar a técnica sem se deixar domesticar por ela. 


(Autor desconhecido) 

Em “A ascensão vertiginosa da Inteligência Artificial (IA) Generativa...”A palavra destaca foi formada pelo processo de formação
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Q4204629 Português

TEXTO II



O Dilema do Algoritmo e a Essência Humana



    Vivemos um momento de transição sem precedentes. A ascensão vertiginosa da Inteligência Artificial (IA) Generativa não é apenas uma evolução tecnológica, mas um divisor de águas que nos obriga a redefinir o conceito de trabalho e, talvez, de humanidade. Enquanto entusiastas celebram a eficiência robótica, críticos alertam para a erosão da subjetividade.


    O problema central não reside na ferramenta em si, mas naquilo a que nos propomos enquanto sociedade: estamos substituindo o esforço criativo pela conveniência do comando automatizado. Quando delegamos a escrita de um poema ou a criação de uma arte a um código, perdemos o processo, o erro e a angústia — elementos que são, essencialmente, a alma da produção humana.


    Ademais, a regência de nossas vidas parece estar sendo entregue a algoritmos opacos. É urgente que as instituições públicas e privadas assistam ao desenvolvimento dessa tecnologia com olhar atento e ético. Não podemos permitir que a busca pelo lucro desenfreado silencie a voz humana. Afinal, a máquina pode processar dados, mas nunca sentirá a satisfação de uma descoberta genuína. Este é o desafio da nossa era: domar a técnica sem se deixar domesticar por ela. 


(Autor desconhecido) 

No trecho "O problema central não reside na ferramenta em si, mas naquilo a que nos propomos...", quanto ao emprego da palavra destacada pode-se inferir que 
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Q4204628 Português

TEXTO II



O Dilema do Algoritmo e a Essência Humana



    Vivemos um momento de transição sem precedentes. A ascensão vertiginosa da Inteligência Artificial (IA) Generativa não é apenas uma evolução tecnológica, mas um divisor de águas que nos obriga a redefinir o conceito de trabalho e, talvez, de humanidade. Enquanto entusiastas celebram a eficiência robótica, críticos alertam para a erosão da subjetividade.


    O problema central não reside na ferramenta em si, mas naquilo a que nos propomos enquanto sociedade: estamos substituindo o esforço criativo pela conveniência do comando automatizado. Quando delegamos a escrita de um poema ou a criação de uma arte a um código, perdemos o processo, o erro e a angústia — elementos que são, essencialmente, a alma da produção humana.


    Ademais, a regência de nossas vidas parece estar sendo entregue a algoritmos opacos. É urgente que as instituições públicas e privadas assistam ao desenvolvimento dessa tecnologia com olhar atento e ético. Não podemos permitir que a busca pelo lucro desenfreado silencie a voz humana. Afinal, a máquina pode processar dados, mas nunca sentirá a satisfação de uma descoberta genuína. Este é o desafio da nossa era: domar a técnica sem se deixar domesticar por ela. 


(Autor desconhecido) 

No terceiro parágrafo, o verbo "assistir" foi utilizado com o sentido de "ver/presenciar". De acordo com a normapadrão, portanto está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q4204627 Português

TEXTO II



O Dilema do Algoritmo e a Essência Humana



    Vivemos um momento de transição sem precedentes. A ascensão vertiginosa da Inteligência Artificial (IA) Generativa não é apenas uma evolução tecnológica, mas um divisor de águas que nos obriga a redefinir o conceito de trabalho e, talvez, de humanidade. Enquanto entusiastas celebram a eficiência robótica, críticos alertam para a erosão da subjetividade.


    O problema central não reside na ferramenta em si, mas naquilo a que nos propomos enquanto sociedade: estamos substituindo o esforço criativo pela conveniência do comando automatizado. Quando delegamos a escrita de um poema ou a criação de uma arte a um código, perdemos o processo, o erro e a angústia — elementos que são, essencialmente, a alma da produção humana.


    Ademais, a regência de nossas vidas parece estar sendo entregue a algoritmos opacos. É urgente que as instituições públicas e privadas assistam ao desenvolvimento dessa tecnologia com olhar atento e ético. Não podemos permitir que a busca pelo lucro desenfreado silencie a voz humana. Afinal, a máquina pode processar dados, mas nunca sentirá a satisfação de uma descoberta genuína. Este é o desafio da nossa era: domar a técnica sem se deixar domesticar por ela. 


(Autor desconhecido) 

O texto "O Dilema do Algoritmo e a Essência Humana" classifica-se como 
Alternativas
Q4204626 Português

TEXTO II



O Dilema do Algoritmo e a Essência Humana



    Vivemos um momento de transição sem precedentes. A ascensão vertiginosa da Inteligência Artificial (IA) Generativa não é apenas uma evolução tecnológica, mas um divisor de águas que nos obriga a redefinir o conceito de trabalho e, talvez, de humanidade. Enquanto entusiastas celebram a eficiência robótica, críticos alertam para a erosão da subjetividade.


    O problema central não reside na ferramenta em si, mas naquilo a que nos propomos enquanto sociedade: estamos substituindo o esforço criativo pela conveniência do comando automatizado. Quando delegamos a escrita de um poema ou a criação de uma arte a um código, perdemos o processo, o erro e a angústia — elementos que são, essencialmente, a alma da produção humana.


    Ademais, a regência de nossas vidas parece estar sendo entregue a algoritmos opacos. É urgente que as instituições públicas e privadas assistam ao desenvolvimento dessa tecnologia com olhar atento e ético. Não podemos permitir que a busca pelo lucro desenfreado silencie a voz humana. Afinal, a máquina pode processar dados, mas nunca sentirá a satisfação de uma descoberta genuína. Este é o desafio da nossa era: domar a técnica sem se deixar domesticar por ela. 


(Autor desconhecido) 

No trecho "Este é o desafio da nossa era: domar a técnica sem se deixar domesticar por ela", o autor sugere que
Alternativas
Q4204625 Português

TEXTO II



O Dilema do Algoritmo e a Essência Humana



    Vivemos um momento de transição sem precedentes. A ascensão vertiginosa da Inteligência Artificial (IA) Generativa não é apenas uma evolução tecnológica, mas um divisor de águas que nos obriga a redefinir o conceito de trabalho e, talvez, de humanidade. Enquanto entusiastas celebram a eficiência robótica, críticos alertam para a erosão da subjetividade.


    O problema central não reside na ferramenta em si, mas naquilo a que nos propomos enquanto sociedade: estamos substituindo o esforço criativo pela conveniência do comando automatizado. Quando delegamos a escrita de um poema ou a criação de uma arte a um código, perdemos o processo, o erro e a angústia — elementos que são, essencialmente, a alma da produção humana.


    Ademais, a regência de nossas vidas parece estar sendo entregue a algoritmos opacos. É urgente que as instituições públicas e privadas assistam ao desenvolvimento dessa tecnologia com olhar atento e ético. Não podemos permitir que a busca pelo lucro desenfreado silencie a voz humana. Afinal, a máquina pode processar dados, mas nunca sentirá a satisfação de uma descoberta genuína. Este é o desafio da nossa era: domar a técnica sem se deixar domesticar por ela. 


(Autor desconhecido) 

Em “Vivemos um momento de transição sem precedentes.” O sujeito dessa oração é 
Alternativas
Q4204624 Português

TEXTO I

 


O Lixo


Encontram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam.


— Bom dia.


— Bom dia.


— A senhora é do 610?


— E o senhor do 612.


— É.


— Eu ainda não o conhecia pessoalmente...


— Pois é.


— Estava revendo a sua vida no seu lixo.


— Como?


— O seu lixo. O conteúdo do seu pacote.


— Ah...


— O senhor fuma?


— Um pouco.


— Três maços por dia.


— Como é que a senhora sabe?


— Pelas embalagens.


— Ah.


— E é vegetariano.


— Sei... A senhora também examina as cascas de legumes?


— Examino não. É bem a palavra. Elas saltam aos olhos. O senhor não come carne. O senhor não gosta de frango, nem de peixe. Só de cenoura, chuchu e abóbora.


— É que eu estou num regime.


— Sei. E toma muito vinho.


— É para o coração. Me disseram que uma taça de vinho tinto...


— Duas garrafas de "Gato Negro" por dia?


— Bem...


— E o senhor gosta de ler.


— Como é que a senhora sabe?


— Pelas revistas de informática.


— Ah.


— E o senhor está com um problema de pele.


— Isso a senhora não pode saber. Não joguei nada fora que...


— O senhor comprou um creme para dermatite. A bisnaga está vazia.


— É verdade.


— E o senhor é muito sozinho.


— Por que a senhora diz isso?


— Pelos catálogos de pedidos pelo telefone. O senhor pede tudo em casa. E pelas quentinhas. O senhor não cozinha.


— É...


— O senhor não mora com ninguém. No seu lixo só tem material de uma pessoa.


— É verdade. Mas e o seu lixo?


— O meu?


— A senhora é casada, tem dois filhos, um deles ainda usa fraldas, o outro gosta de iogurte de morango, o seu marido fuma charutos, a senhora usa hidratante caro, joga fora muitas flores...


— Como é que o senhor sabe tudo isso?


— No seu lixo tem fraldas, copos de iogurte, pontas de charuto, potes vazios de creme francês e muitas flores murchas.


— Impressionado...


— O quê?


— Eu sempre achei que o lixo fosse a coisa mais particular de uma pessoa. Mas o lixo é público.


— Pois é. Os dois ficaram em silêncio por um tempo.


— O senhor quer jantar comigo hoje à noite?


— O quê?


— É que hoje eu não vou produzir lixo. Vou comer fora. E se o senhor quiser me acompanhar...


— Aceito.


— Ótimo. Só uma coisa.


— O quê?


— No meu lixo você não viu nenhuma embalagem de veneno, viu?

(Luiz Fernando Verissimo)

Em “Encontram-se na área de serviço”. A palavra destacada foi acentuada pelo mesmo motivo de 
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Q4204623 Português

TEXTO I

 


O Lixo


Encontram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam.


— Bom dia.


— Bom dia.


— A senhora é do 610?


— E o senhor do 612.


— É.


— Eu ainda não o conhecia pessoalmente...


— Pois é.


— Estava revendo a sua vida no seu lixo.


— Como?


— O seu lixo. O conteúdo do seu pacote.


— Ah...


— O senhor fuma?


— Um pouco.


— Três maços por dia.


— Como é que a senhora sabe?


— Pelas embalagens.


— Ah.


— E é vegetariano.


— Sei... A senhora também examina as cascas de legumes?


— Examino não. É bem a palavra. Elas saltam aos olhos. O senhor não come carne. O senhor não gosta de frango, nem de peixe. Só de cenoura, chuchu e abóbora.


— É que eu estou num regime.


— Sei. E toma muito vinho.


— É para o coração. Me disseram que uma taça de vinho tinto...


— Duas garrafas de "Gato Negro" por dia?


— Bem...


— E o senhor gosta de ler.


— Como é que a senhora sabe?


— Pelas revistas de informática.


— Ah.


— E o senhor está com um problema de pele.


— Isso a senhora não pode saber. Não joguei nada fora que...


— O senhor comprou um creme para dermatite. A bisnaga está vazia.


— É verdade.


— E o senhor é muito sozinho.


— Por que a senhora diz isso?


— Pelos catálogos de pedidos pelo telefone. O senhor pede tudo em casa. E pelas quentinhas. O senhor não cozinha.


— É...


— O senhor não mora com ninguém. No seu lixo só tem material de uma pessoa.


— É verdade. Mas e o seu lixo?


— O meu?


— A senhora é casada, tem dois filhos, um deles ainda usa fraldas, o outro gosta de iogurte de morango, o seu marido fuma charutos, a senhora usa hidratante caro, joga fora muitas flores...


— Como é que o senhor sabe tudo isso?


— No seu lixo tem fraldas, copos de iogurte, pontas de charuto, potes vazios de creme francês e muitas flores murchas.


— Impressionado...


— O quê?


— Eu sempre achei que o lixo fosse a coisa mais particular de uma pessoa. Mas o lixo é público.


— Pois é. Os dois ficaram em silêncio por um tempo.


— O senhor quer jantar comigo hoje à noite?


— O quê?


— É que hoje eu não vou produzir lixo. Vou comer fora. E se o senhor quiser me acompanhar...


— Aceito.


— Ótimo. Só uma coisa.


— O quê?


— No meu lixo você não viu nenhuma embalagem de veneno, viu?

(Luiz Fernando Verissimo)

O texto "O Lixo" é uma crônica. Uma característica desse gênero presente na obra de Veríssimo é
Alternativas
Respostas
261: B
262: E
263: D
264: A
265: B
266: C
267: A
268: B
269: D
270: E
271: B
272: D
273: E
274: A
275: A
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277: D
278: C
279: D
280: E