Questões de Concurso Sobre português
Foram encontradas 248.539 questões

O trecho "proposta pela professora de artes" está entre vírgulas. Assinale a alternativa que explica corretamente o uso dessa pontuação nesse contexto:

I.O canal de tele-entrega da farmácia não atende após as duas da madrugada.
II.Toda a situação em torno do conflito foi resultado de um mal-entendido.
III.A parede estava tomada de porta-retratos , de diversos formatos e tamanhos. Muita história era contada ali.
IV.Não há anti-inflamatório capaz de conter a inflamação da alma.
É correta a grafia das palavra destacada em:
Para a questão, leia o trecho da obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos:
“A VIDA na fazenda se tornara difícil. Sinha Vitória benzia-se tremendo, manejava o rosário, mexia os beiços rezando rezas desesperadas. Encolhido no banco do copiar, Fabiano espiava a catinga amarela, onde as folhas secas se pulverizavam, trituradas pelos redemoinhos, e os garranchos se torciam, negros, torrados. No céu azul as últimas arribações tinham desaparecido. Pouco a pouco os bichos se finavam, devorados pelo carrapato. E Fabiano resistia, pedindo a Deus um milagre.
Mas quando a fazenda se despovoou, viu que tudo estava perdido, combinou a viagem com a mulher, matou o bezerro morrinhento que possuíam, salgou a carne, largou-se com a família, sem se despedir do amo. Não poderia nunca liquidar aquela dívida exagerada. Só lhe restava jogar-se ao mundo, como negro fugido.
Saíram de madrugada. Sinha Vitória meteu o braço pelo buraco da parede e fechou a porta da frente com a taramela. Atravessaram o pátio, deixaram na escuridão o chiqueiro e o curral, vazios, de porteiras abertas, o carro de bois que apodrecia, os juazeiros. Ao passar junto às pedras onde os meninos atiravam cobras mortas, sinhá Vitória lembrou-se da cachorra Baleia, chorou, mas estava invisível e ninguém percebeu o choro.
Desceram a ladeira, atravessaram o rio seco, tomaram rumo para o sul. Com a fresca da madrugada, andaram bastante, em silêncio, quatro sombras no caminho estreito coberto de seixos miúdos — os meninos à frente, conduzindo trouxas de roupa, sinhá Vitória sob o baú de folha pintada e a cabaça de água, Fabiano atrás, de facão de rasto e faca de ponta, a cuia pendurada por uma correia amarrada ao cinturão, o aió a tiracolo, a espingarda de pederneira num ombro, o saco da matalotagem no outro. “
[...]
(Adaptado de: GRACILIANO, Ramos. Vidas Secas. 71 ed. São Paulo: Record, 1996, p. 116-117)
Para a questão, leia o trecho da obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos:
“A VIDA na fazenda se tornara difícil. Sinha Vitória benzia-se tremendo, manejava o rosário, mexia os beiços rezando rezas desesperadas. Encolhido no banco do copiar, Fabiano espiava a catinga amarela, onde as folhas secas se pulverizavam, trituradas pelos redemoinhos, e os garranchos se torciam, negros, torrados. No céu azul as últimas arribações tinham desaparecido. Pouco a pouco os bichos se finavam, devorados pelo carrapato. E Fabiano resistia, pedindo a Deus um milagre.
Mas quando a fazenda se despovoou, viu que tudo estava perdido, combinou a viagem com a mulher, matou o bezerro morrinhento que possuíam, salgou a carne, largou-se com a família, sem se despedir do amo. Não poderia nunca liquidar aquela dívida exagerada. Só lhe restava jogar-se ao mundo, como negro fugido.
Saíram de madrugada. Sinha Vitória meteu o braço pelo buraco da parede e fechou a porta da frente com a taramela. Atravessaram o pátio, deixaram na escuridão o chiqueiro e o curral, vazios, de porteiras abertas, o carro de bois que apodrecia, os juazeiros. Ao passar junto às pedras onde os meninos atiravam cobras mortas, sinhá Vitória lembrou-se da cachorra Baleia, chorou, mas estava invisível e ninguém percebeu o choro.
Desceram a ladeira, atravessaram o rio seco, tomaram rumo para o sul. Com a fresca da madrugada, andaram bastante, em silêncio, quatro sombras no caminho estreito coberto de seixos miúdos — os meninos à frente, conduzindo trouxas de roupa, sinhá Vitória sob o baú de folha pintada e a cabaça de água, Fabiano atrás, de facão de rasto e faca de ponta, a cuia pendurada por uma correia amarrada ao cinturão, o aió a tiracolo, a espingarda de pederneira num ombro, o saco da matalotagem no outro. “
[...]
(Adaptado de: GRACILIANO, Ramos. Vidas Secas. 71 ed. São Paulo: Record, 1996, p. 116-117)
Para a questão, analise a charge abaixo:
TEXTO II

(Fonte: NINIU. [Não existe racismo. Tanto que você está empregado, né segurança?]. Instagram: @chargesdoniniu. [S. l.], 13 ago. 2023. Disponível em: <https://www.instagram.com/chargesdoniniu/ >. Acesso em: 10 jul. 2026.)
Para a questão, analise a situação-problema abaixo:
Sobre a atuação da Fifa na designação dos países sede da Copa do Mundo, imaginemos que dois jornais de expressividade regional (doravante Jornal A e Jornal B) publiquem as seguintes manchetes:
Manchete 1 (Jornal A)
“A Fifa priorizou aspectos financeiros na definição dos EUA como uma das sedes da Copa do Mundo em 2026”
Manchete 2 (Jornal B)
“A fome financeira da Fifa determinou a escolha dos EUA como uma das sedes do mundial em 2026”
Para a questão, leia atentamente o texto a seguir:
A Copa das incertezas
A pergunta que agora se faz: Como será uma Copa do Mundo realizada nos três países? E nos Estados Unidos? O racismo se fará presente?
Por IVANILDO SAMPAIO
Publicado em 22/02/2026 às 0:00 | Atualizado em 23/02/2026 às 9:05

O jogador Vinicius, craque do Real Madri e da Seleção Brasileira de Futebol, foi, mais uma vez, recentemente, vítima de agressões racistas vindas de um jogador do Benfica, e da própria torcida do time português, num jogo válido pela Champions League, quando seu time derrotou a equipe portuguesa com um gol de sua autoria. Não foi a primeira vez e certamente não será a última em que o grande craque sofrerá agressões de torcedores e adversários, que não aceitam seu talento, sua coragem em campo e fora dele, jamais se curvando diante desses ataques covardes, quase sempre ocorridos sob o anonimato das arquibancadas, sem que a Fifa, até hoje, tenha tomado medidas duras e punitivas para combater esse tipo de violência anônima e suja.
Resolvesse, por exemplo, que a equipe onde o agressor atua seria punida com perda total da renda da partida, proibição de mando de campo e confisco dos pontos, se os conquistou, na partida onde a agressão aconteceu - certamente isso deixaria de ocorrer. Mas, até hoje, não houve, por parte da Fifa e das Confederações Continentais, uma decisão séria e dura para combater esse tipo de crime, porque, sob o manto da lei, racismo é crime. E Vinicius, assim como outros jogadores negros, continuam sendo agredidos nos mais diferentes estádios do mundo. Inclusive no Brasil.
Trago de volta esse triste episódio envolvendo, mais uma vez, Vinicius Junior, diante de uma realidade irreversível e preocupante: o Campeonato Mundial de Futebol, que será realizado este ano, pela primeira vez tendo três países como sede. Só mesmo a ganância e fome financeira de uma instituição como a Fifa, muitas vezes palco de corrupção desenfreada e escândalos que envolveram, inclusive "cartolas" brasileiros. Mas, e a Copa do Mundo, tendo como sede Os Estados Unidos, o Canadá e o México? Como vai acabar isso? E o turista que pretende ver a Copa, o que deve fazer? Reservar Hotel nos três países? Pular de um para outro, acompanhando a sua Seleção, desde que ela avance etapa por etapa? Encontrará hotel disponível?
Os dois primeiros países têm pouco tradição no futebol: o México é considerado uma "potência média", com experiência de já ter sido sede de Copa do Mundo, inclusive quando viu a Seleção Brasileira de Pelé, Gérson, Jairzinho, Rivelino e outros craques conquistaram o tricampeonato e a Taça Jules Rimet, que posteriormente seria roubada e derretida, sem que ninguém jamais tenha sido punido por isso. Os Estados Unidos tentam comprar com o dinheiro o talento que seus jogadores não têm: virou o paraíso de grandes craques em final de carreira, como aconteceu com Pelé, que foi jogar no Cosmos quando já há algum tempo havia "pendurado" as chuteiras no Brasil.
A pergunta que agora se faz: Como será uma Copa do Mundo realizada nos três países? E nos Estados Unidos? O racismo se fará presente nos Estádios de Futebol? O que se pode esperar de um país onde seu presidente, Donald Trump, coloca nas redes sociais uma montagem dos corpos de dois macacos com os rostos de um ex-presidente e de sua mulher, como ele fez com Barak Obama e sua mulher Michelle? Que ocuparam a Presidência com uma dignidade que ele jamais terá? Os torcedores terão liberdade e apoio para expor seu racismo com as bênçãos da Casa Branca?
Será permitido xingar e tentar humilhar jogadores negros, alguns muito mais dignos do que aqueles brancos que os xingam? E o Canadá? Possui ou não um histórico de racismo em sua sociedade, mesmo com seus portões abertos para a imigração? E a Fifa? Também se curvará ao poder de Trump, sob a ameaça de ser adquirida por ele, assim como ele já "comprou" a Venezuela e ameaça comprar a Groelândia?
É bom lembrar que, pelo menos até agora", não há, no Brasil, um clima de confiança na Seleção que que vai defender a tradição brasileiras nessa Copa "Tripartite". Os torcedores ainda se mostram cautelosos, sentem que não há, entre os que vão vestir a camisa verde-amarela um grande craque que, mesmo depois de Pelé, se colocavam acima da média, como Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho, Romário e Zico.
Não tenho conhecimento de atos de racismo contra nenhum desses craques. Até porque quando algum deles se irritava, era o goleiro adversário quem pagava a conta, indo apanhar a bola no fundo das redes. E o treinador Carlo Anceloti, merece a fortuna que está recebendo?
Que Vinicius continue combatendo esse racismo criminoso e inaceitável e, se puder, quando estiver irritado, faça como aqueles craques das Seleções de outrora: mande, com um sorriso malandro, os adversários irem também apanhar a bola no fundo das redes.
(SAMPAIO, Ivanildo. A Copa das incertezas. Jornal do Commercio, Recife, 22 fev. 2026. Disponível em: https://jc.uol.com.br/opiniao/artigo/2026/02/22/a-copa-das-incertezas.html. Acesso em: 10 jul. 2026)
Para a questão, leia atentamente o texto a seguir:
A Copa das incertezas
A pergunta que agora se faz: Como será uma Copa do Mundo realizada nos três países? E nos Estados Unidos? O racismo se fará presente?
Por IVANILDO SAMPAIO
Publicado em 22/02/2026 às 0:00 | Atualizado em 23/02/2026 às 9:05

O jogador Vinicius, craque do Real Madri e da Seleção Brasileira de Futebol, foi, mais uma vez, recentemente, vítima de agressões racistas vindas de um jogador do Benfica, e da própria torcida do time português, num jogo válido pela Champions League, quando seu time derrotou a equipe portuguesa com um gol de sua autoria. Não foi a primeira vez e certamente não será a última em que o grande craque sofrerá agressões de torcedores e adversários, que não aceitam seu talento, sua coragem em campo e fora dele, jamais se curvando diante desses ataques covardes, quase sempre ocorridos sob o anonimato das arquibancadas, sem que a Fifa, até hoje, tenha tomado medidas duras e punitivas para combater esse tipo de violência anônima e suja.
Resolvesse, por exemplo, que a equipe onde o agressor atua seria punida com perda total da renda da partida, proibição de mando de campo e confisco dos pontos, se os conquistou, na partida onde a agressão aconteceu - certamente isso deixaria de ocorrer. Mas, até hoje, não houve, por parte da Fifa e das Confederações Continentais, uma decisão séria e dura para combater esse tipo de crime, porque, sob o manto da lei, racismo é crime. E Vinicius, assim como outros jogadores negros, continuam sendo agredidos nos mais diferentes estádios do mundo. Inclusive no Brasil.
Trago de volta esse triste episódio envolvendo, mais uma vez, Vinicius Junior, diante de uma realidade irreversível e preocupante: o Campeonato Mundial de Futebol, que será realizado este ano, pela primeira vez tendo três países como sede. Só mesmo a ganância e fome financeira de uma instituição como a Fifa, muitas vezes palco de corrupção desenfreada e escândalos que envolveram, inclusive "cartolas" brasileiros. Mas, e a Copa do Mundo, tendo como sede Os Estados Unidos, o Canadá e o México? Como vai acabar isso? E o turista que pretende ver a Copa, o que deve fazer? Reservar Hotel nos três países? Pular de um para outro, acompanhando a sua Seleção, desde que ela avance etapa por etapa? Encontrará hotel disponível?
Os dois primeiros países têm pouco tradição no futebol: o México é considerado uma "potência média", com experiência de já ter sido sede de Copa do Mundo, inclusive quando viu a Seleção Brasileira de Pelé, Gérson, Jairzinho, Rivelino e outros craques conquistaram o tricampeonato e a Taça Jules Rimet, que posteriormente seria roubada e derretida, sem que ninguém jamais tenha sido punido por isso. Os Estados Unidos tentam comprar com o dinheiro o talento que seus jogadores não têm: virou o paraíso de grandes craques em final de carreira, como aconteceu com Pelé, que foi jogar no Cosmos quando já há algum tempo havia "pendurado" as chuteiras no Brasil.
A pergunta que agora se faz: Como será uma Copa do Mundo realizada nos três países? E nos Estados Unidos? O racismo se fará presente nos Estádios de Futebol? O que se pode esperar de um país onde seu presidente, Donald Trump, coloca nas redes sociais uma montagem dos corpos de dois macacos com os rostos de um ex-presidente e de sua mulher, como ele fez com Barak Obama e sua mulher Michelle? Que ocuparam a Presidência com uma dignidade que ele jamais terá? Os torcedores terão liberdade e apoio para expor seu racismo com as bênçãos da Casa Branca?
Será permitido xingar e tentar humilhar jogadores negros, alguns muito mais dignos do que aqueles brancos que os xingam? E o Canadá? Possui ou não um histórico de racismo em sua sociedade, mesmo com seus portões abertos para a imigração? E a Fifa? Também se curvará ao poder de Trump, sob a ameaça de ser adquirida por ele, assim como ele já "comprou" a Venezuela e ameaça comprar a Groelândia?
É bom lembrar que, pelo menos até agora", não há, no Brasil, um clima de confiança na Seleção que que vai defender a tradição brasileiras nessa Copa "Tripartite". Os torcedores ainda se mostram cautelosos, sentem que não há, entre os que vão vestir a camisa verde-amarela um grande craque que, mesmo depois de Pelé, se colocavam acima da média, como Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho, Romário e Zico.
Não tenho conhecimento de atos de racismo contra nenhum desses craques. Até porque quando algum deles se irritava, era o goleiro adversário quem pagava a conta, indo apanhar a bola no fundo das redes. E o treinador Carlo Anceloti, merece a fortuna que está recebendo?
Que Vinicius continue combatendo esse racismo criminoso e inaceitável e, se puder, quando estiver irritado, faça como aqueles craques das Seleções de outrora: mande, com um sorriso malandro, os adversários irem também apanhar a bola no fundo das redes.
(SAMPAIO, Ivanildo. A Copa das incertezas. Jornal do Commercio, Recife, 22 fev. 2026. Disponível em: https://jc.uol.com.br/opiniao/artigo/2026/02/22/a-copa-das-incertezas.html. Acesso em: 10 jul. 2026)
Para a questão, leia atentamente o texto a seguir:
A Copa das incertezas
A pergunta que agora se faz: Como será uma Copa do Mundo realizada nos três países? E nos Estados Unidos? O racismo se fará presente?
Por IVANILDO SAMPAIO
Publicado em 22/02/2026 às 0:00 | Atualizado em 23/02/2026 às 9:05

O jogador Vinicius, craque do Real Madri e da Seleção Brasileira de Futebol, foi, mais uma vez, recentemente, vítima de agressões racistas vindas de um jogador do Benfica, e da própria torcida do time português, num jogo válido pela Champions League, quando seu time derrotou a equipe portuguesa com um gol de sua autoria. Não foi a primeira vez e certamente não será a última em que o grande craque sofrerá agressões de torcedores e adversários, que não aceitam seu talento, sua coragem em campo e fora dele, jamais se curvando diante desses ataques covardes, quase sempre ocorridos sob o anonimato das arquibancadas, sem que a Fifa, até hoje, tenha tomado medidas duras e punitivas para combater esse tipo de violência anônima e suja.
Resolvesse, por exemplo, que a equipe onde o agressor atua seria punida com perda total da renda da partida, proibição de mando de campo e confisco dos pontos, se os conquistou, na partida onde a agressão aconteceu - certamente isso deixaria de ocorrer. Mas, até hoje, não houve, por parte da Fifa e das Confederações Continentais, uma decisão séria e dura para combater esse tipo de crime, porque, sob o manto da lei, racismo é crime. E Vinicius, assim como outros jogadores negros, continuam sendo agredidos nos mais diferentes estádios do mundo. Inclusive no Brasil.
Trago de volta esse triste episódio envolvendo, mais uma vez, Vinicius Junior, diante de uma realidade irreversível e preocupante: o Campeonato Mundial de Futebol, que será realizado este ano, pela primeira vez tendo três países como sede. Só mesmo a ganância e fome financeira de uma instituição como a Fifa, muitas vezes palco de corrupção desenfreada e escândalos que envolveram, inclusive "cartolas" brasileiros. Mas, e a Copa do Mundo, tendo como sede Os Estados Unidos, o Canadá e o México? Como vai acabar isso? E o turista que pretende ver a Copa, o que deve fazer? Reservar Hotel nos três países? Pular de um para outro, acompanhando a sua Seleção, desde que ela avance etapa por etapa? Encontrará hotel disponível?
Os dois primeiros países têm pouco tradição no futebol: o México é considerado uma "potência média", com experiência de já ter sido sede de Copa do Mundo, inclusive quando viu a Seleção Brasileira de Pelé, Gérson, Jairzinho, Rivelino e outros craques conquistaram o tricampeonato e a Taça Jules Rimet, que posteriormente seria roubada e derretida, sem que ninguém jamais tenha sido punido por isso. Os Estados Unidos tentam comprar com o dinheiro o talento que seus jogadores não têm: virou o paraíso de grandes craques em final de carreira, como aconteceu com Pelé, que foi jogar no Cosmos quando já há algum tempo havia "pendurado" as chuteiras no Brasil.
A pergunta que agora se faz: Como será uma Copa do Mundo realizada nos três países? E nos Estados Unidos? O racismo se fará presente nos Estádios de Futebol? O que se pode esperar de um país onde seu presidente, Donald Trump, coloca nas redes sociais uma montagem dos corpos de dois macacos com os rostos de um ex-presidente e de sua mulher, como ele fez com Barak Obama e sua mulher Michelle? Que ocuparam a Presidência com uma dignidade que ele jamais terá? Os torcedores terão liberdade e apoio para expor seu racismo com as bênçãos da Casa Branca?
Será permitido xingar e tentar humilhar jogadores negros, alguns muito mais dignos do que aqueles brancos que os xingam? E o Canadá? Possui ou não um histórico de racismo em sua sociedade, mesmo com seus portões abertos para a imigração? E a Fifa? Também se curvará ao poder de Trump, sob a ameaça de ser adquirida por ele, assim como ele já "comprou" a Venezuela e ameaça comprar a Groelândia?
É bom lembrar que, pelo menos até agora", não há, no Brasil, um clima de confiança na Seleção que que vai defender a tradição brasileiras nessa Copa "Tripartite". Os torcedores ainda se mostram cautelosos, sentem que não há, entre os que vão vestir a camisa verde-amarela um grande craque que, mesmo depois de Pelé, se colocavam acima da média, como Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho, Romário e Zico.
Não tenho conhecimento de atos de racismo contra nenhum desses craques. Até porque quando algum deles se irritava, era o goleiro adversário quem pagava a conta, indo apanhar a bola no fundo das redes. E o treinador Carlo Anceloti, merece a fortuna que está recebendo?
Que Vinicius continue combatendo esse racismo criminoso e inaceitável e, se puder, quando estiver irritado, faça como aqueles craques das Seleções de outrora: mande, com um sorriso malandro, os adversários irem também apanhar a bola no fundo das redes.
(SAMPAIO, Ivanildo. A Copa das incertezas. Jornal do Commercio, Recife, 22 fev. 2026. Disponível em: https://jc.uol.com.br/opiniao/artigo/2026/02/22/a-copa-das-incertezas.html. Acesso em: 10 jul. 2026)
Para a questão, leia atentamente o texto a seguir:
A Copa das incertezas
A pergunta que agora se faz: Como será uma Copa do Mundo realizada nos três países? E nos Estados Unidos? O racismo se fará presente?
Por IVANILDO SAMPAIO
Publicado em 22/02/2026 às 0:00 | Atualizado em 23/02/2026 às 9:05

O jogador Vinicius, craque do Real Madri e da Seleção Brasileira de Futebol, foi, mais uma vez, recentemente, vítima de agressões racistas vindas de um jogador do Benfica, e da própria torcida do time português, num jogo válido pela Champions League, quando seu time derrotou a equipe portuguesa com um gol de sua autoria. Não foi a primeira vez e certamente não será a última em que o grande craque sofrerá agressões de torcedores e adversários, que não aceitam seu talento, sua coragem em campo e fora dele, jamais se curvando diante desses ataques covardes, quase sempre ocorridos sob o anonimato das arquibancadas, sem que a Fifa, até hoje, tenha tomado medidas duras e punitivas para combater esse tipo de violência anônima e suja.
Resolvesse, por exemplo, que a equipe onde o agressor atua seria punida com perda total da renda da partida, proibição de mando de campo e confisco dos pontos, se os conquistou, na partida onde a agressão aconteceu - certamente isso deixaria de ocorrer. Mas, até hoje, não houve, por parte da Fifa e das Confederações Continentais, uma decisão séria e dura para combater esse tipo de crime, porque, sob o manto da lei, racismo é crime. E Vinicius, assim como outros jogadores negros, continuam sendo agredidos nos mais diferentes estádios do mundo. Inclusive no Brasil.
Trago de volta esse triste episódio envolvendo, mais uma vez, Vinicius Junior, diante de uma realidade irreversível e preocupante: o Campeonato Mundial de Futebol, que será realizado este ano, pela primeira vez tendo três países como sede. Só mesmo a ganância e fome financeira de uma instituição como a Fifa, muitas vezes palco de corrupção desenfreada e escândalos que envolveram, inclusive "cartolas" brasileiros. Mas, e a Copa do Mundo, tendo como sede Os Estados Unidos, o Canadá e o México? Como vai acabar isso? E o turista que pretende ver a Copa, o que deve fazer? Reservar Hotel nos três países? Pular de um para outro, acompanhando a sua Seleção, desde que ela avance etapa por etapa? Encontrará hotel disponível?
Os dois primeiros países têm pouco tradição no futebol: o México é considerado uma "potência média", com experiência de já ter sido sede de Copa do Mundo, inclusive quando viu a Seleção Brasileira de Pelé, Gérson, Jairzinho, Rivelino e outros craques conquistaram o tricampeonato e a Taça Jules Rimet, que posteriormente seria roubada e derretida, sem que ninguém jamais tenha sido punido por isso. Os Estados Unidos tentam comprar com o dinheiro o talento que seus jogadores não têm: virou o paraíso de grandes craques em final de carreira, como aconteceu com Pelé, que foi jogar no Cosmos quando já há algum tempo havia "pendurado" as chuteiras no Brasil.
A pergunta que agora se faz: Como será uma Copa do Mundo realizada nos três países? E nos Estados Unidos? O racismo se fará presente nos Estádios de Futebol? O que se pode esperar de um país onde seu presidente, Donald Trump, coloca nas redes sociais uma montagem dos corpos de dois macacos com os rostos de um ex-presidente e de sua mulher, como ele fez com Barak Obama e sua mulher Michelle? Que ocuparam a Presidência com uma dignidade que ele jamais terá? Os torcedores terão liberdade e apoio para expor seu racismo com as bênçãos da Casa Branca?
Será permitido xingar e tentar humilhar jogadores negros, alguns muito mais dignos do que aqueles brancos que os xingam? E o Canadá? Possui ou não um histórico de racismo em sua sociedade, mesmo com seus portões abertos para a imigração? E a Fifa? Também se curvará ao poder de Trump, sob a ameaça de ser adquirida por ele, assim como ele já "comprou" a Venezuela e ameaça comprar a Groelândia?
É bom lembrar que, pelo menos até agora", não há, no Brasil, um clima de confiança na Seleção que que vai defender a tradição brasileiras nessa Copa "Tripartite". Os torcedores ainda se mostram cautelosos, sentem que não há, entre os que vão vestir a camisa verde-amarela um grande craque que, mesmo depois de Pelé, se colocavam acima da média, como Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho, Romário e Zico.
Não tenho conhecimento de atos de racismo contra nenhum desses craques. Até porque quando algum deles se irritava, era o goleiro adversário quem pagava a conta, indo apanhar a bola no fundo das redes. E o treinador Carlo Anceloti, merece a fortuna que está recebendo?
Que Vinicius continue combatendo esse racismo criminoso e inaceitável e, se puder, quando estiver irritado, faça como aqueles craques das Seleções de outrora: mande, com um sorriso malandro, os adversários irem também apanhar a bola no fundo das redes.
(SAMPAIO, Ivanildo. A Copa das incertezas. Jornal do Commercio, Recife, 22 fev. 2026. Disponível em: https://jc.uol.com.br/opiniao/artigo/2026/02/22/a-copa-das-incertezas.html. Acesso em: 10 jul. 2026)
I.O fluxo e o refluxo das ondas encanta a quem tem alma leve.
II.As mãos de alguém acudiu o vaso e as flores em queda.
III.Pegamos a estrada, ainda escuro, o pai, o cachorro e eu.
Está correta a concordância verbal em:
I.A neurociência tem nos mostrado algo fascinante e, ao mesmo tempo, assustador: o nosso cérebro é o grande maestro da orquestra familiar. Por quê?
II.O por quê está no fato de que, quando estamos em modo de estresse, com o sistema límbico (o centro das emoções) em alerta máximo, nosso córtex pré-frontal (o da razão e do planejamento) tira férias.
III.Entender por que essa tempestade interna, essa desregulação do nosso próprio sistema nervoso, alimenta o caos lá fora é essencial para administrar o ambiente familiar.
Está correto o que se apresenta em:
Menina faz sucesso ao recriar fotografias de mulheres inspiradoras
Clara Larchete, de 8 anos, moradora de São Paulo, conquistou as redes sociais ao fazer a releitura fotográfica de mulheres inspiradoras. Inicialmente, o projeto surgiu em decorrência de uma atividade escolar em 2020. A tarefa, proposta pela professora de artes, consistia em fazer uma releitura de um quadro, vídeo ou foto de uma personalidade. Com a ajuda da mãe, a menina resolveu recriar o autorretrato da Tarsila do Amaral. Após, o resultado foi compartilhado nas redes. A receptividade foi tão surpreendente que as duas decidiram continuar desenvolvendo a atividade. Além disso, o processo proporcionou que conhecessem um pouco mais da história de cada pessoa retratada.
"Além de ter nos aproximado ainda mais, esse projeto é uma oportunidade para aprender e ensinar a ela sobre essas grandes figuras, conversando sobre a vida delas, a contribuição que deram à sociedade ou suas lutas atuais", contou a mãe.
Estão entre as mulheres retratadas: Michele Obama, Maju Coutinho, Taís Araújo, Frida Kahlo e outras. Clara participa de todo o processo de criação e produção como a escolha da foto original, o figurino e o cenário.
"Vou continuar ajudando a Clarinha com as releituras até quando ela quiser. É muito legal ver que ela tem essas grandes mulheres para se inspirar, o que era mais raro quando eu era criança, por exemplo. Muitas delas já existiam, mas o acesso às informações sobre a vida, trabalho e conquistas delas era muito difícil. Ainda temos muito que avançar na questão da representatividade, mas acredito que o que já conquistamos fará toda a diferença para essa nova geração", disse a mãe.

Conceição Evaristo, escritora, e Clara. (Disponível em: https://jornalnota.com.br/2022/07/17/menina-faz-sucesso-ao-recriar-foto grafias-de-mulheres-inspiradoras/. Acesso em: 2026. Adaptado.)
I.O canal de tele-entrega da farmácia não atende após as duas da madrugada.
II.Toda a situação em torno do conflito foi resultado de um mal-entendido.
III.A parede estava tomada de porta-retratos, de diversos formatos e tamanhos. Muita história era contada ali.
IV.Não há anti-inflamatório capaz de conter a inflamação da alma.
É correta a grafia das palavra destacada em:
Menina faz sucesso ao recriar fotografias de mulheres inspiradoras
Clara Larchete, de 8 anos, moradora de São Paulo, conquistou as redes sociais ao fazer a releitura fotográfica de mulheres inspiradoras. Inicialmente, o projeto surgiu em decorrência de uma atividade escolar em 2020. A tarefa, proposta pela professora de artes, consistia em fazer uma releitura de um quadro, vídeo ou foto de uma personalidade. Com a ajuda da mãe, a menina resolveu recriar o autorretrato da Tarsila do Amaral. Após, o resultado foi compartilhado nas redes. A receptividade foi tão surpreendente que as duas decidiram continuar desenvolvendo a atividade. Além disso, o processo proporcionou que conhecessem um pouco mais da história de cada pessoa retratada.
"Além de ter nos aproximado ainda mais, esse projeto é uma oportunidade para aprender e ensinar a ela sobre essas grandes figuras, conversando sobre a vida delas, a contribuição que deram à sociedade ou suas lutas atuais", contou a mãe.
Estão entre as mulheres retratadas: Michele Obama, Maju Coutinho, Taís Araújo, Frida Kahlo e outras. Clara participa de todo o processo de criação e produção como a escolha da foto original, o figurino e o cenário.
"Vou continuar ajudando a Clarinha com as releituras até quando ela quiser. É muito legal ver que ela tem essas grandes mulheres para se inspirar, o que era mais raro quando eu era criança, por exemplo. Muitas delas já existiam, mas o acesso às informações sobre a vida, trabalho e conquistas delas era muito difícil. Ainda temos muito que avançar na questão da representatividade, mas acredito que o que já conquistamos fará toda a diferença para essa nova geração", disse a mãe.

Conceição Evaristo, escritora, e Clara. (Disponível em: https://jornalnota.com.br/2022/07/17/menina-faz-sucesso-ao-recriar-foto grafias-de-mulheres-inspiradoras/. Acesso em: 2026. Adaptado.)
(__)A mãe de Clara constata que há uma diferença entre a sua infância e a da filha no que se refere às referências de mulheres inspiradoras porque houve mudança no acesso às informações a respeito dessas mulheres.
(__)A representatividade negra no Brasil avançou muito e hoje as conquistas são fáceis e acessíveis.
(__)Uma tarefa escolar se transformou, na vida de Clara e de sua mãe, em uma oportunidade para conhecerem mais sobre a vida das mulheres retratadas pela garota.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Menina faz sucesso ao recriar fotografias de mulheres inspiradoras
Clara Larchete, de 8 anos, moradora de São Paulo, conquistou as redes sociais ao fazer a releitura fotográfica de mulheres inspiradoras. Inicialmente, o projeto surgiu em decorrência de uma atividade escolar em 2020. A tarefa, proposta pela professora de artes, consistia em fazer uma releitura de um quadro, vídeo ou foto de uma personalidade. Com a ajuda da mãe, a menina resolveu recriar o autorretrato da Tarsila do Amaral. Após, o resultado foi compartilhado nas redes. A receptividade foi tão surpreendente que as duas decidiram continuar desenvolvendo a atividade. Além disso, o processo proporcionou que conhecessem um pouco mais da história de cada pessoa retratada.
"Além de ter nos aproximado ainda mais, esse projeto é uma oportunidade para aprender e ensinar a ela sobre essas grandes figuras, conversando sobre a vida delas, a contribuição que deram à sociedade ou suas lutas atuais", contou a mãe.
Estão entre as mulheres retratadas: Michele Obama, Maju Coutinho, Taís Araújo, Frida Kahlo e outras. Clara participa de todo o processo de criação e produção como a escolha da foto original, o figurino e o cenário.
"Vou continuar ajudando a Clarinha com as releituras até quando ela quiser. É muito legal ver que ela tem essas grandes mulheres para se inspirar, o que era mais raro quando eu era criança, por exemplo. Muitas delas já existiam, mas o acesso às informações sobre a vida, trabalho e conquistas delas era muito difícil. Ainda temos muito que avançar na questão da representatividade, mas acredito que o que já conquistamos fará toda a diferença para essa nova geração", disse a mãe.

Conceição Evaristo, escritora, e Clara. (Disponível em: https://jornalnota.com.br/2022/07/17/menina-faz-sucesso-ao-recriar-foto grafias-de-mulheres-inspiradoras/. Acesso em: 2026. Adaptado.)
O trecho "proposta pela professora de artes" está entre vírgulas. Assinale a alternativa que explica corretamente o uso dessa pontuação nesse contexto:
Leia o texto e responda à questão.
A JANELA QUE VIAJAVA
Quando a antiga kombi azul apareceu pela primeira vez na praça, muita gente pensou que fosse apenas mais um veículo da Prefeitura. As portas se abriram, porém, e revelaram prateleiras cheias de livros.
Na lateral, uma placa anunciava: “Biblioteca em Movimento”.
Nos primeiros dias, os adultos se aproximavam com cautela. As crianças, menos desconfiadas, escolhiam histórias e sentavam-se sob as árvores. Aos poucos, quem passava a caminho do trabalho começou a reservar alguns minutos para folhear jornais, romances ou manuais. O veículo não levava apenas livros: criava uma pausa no ritmo apressado da praça.
Certa manhã, seu Antônio devolveu um livro sobre hortas domésticas e contou que havia plantado temperos em latas reaproveitadas. Na semana seguinte, trouxe fotografias das mudas e explicou o processo a dois jovens. A leitura, que começara silenciosa, transformou-se em conversa e experiência compartilhada.
O projeto também enfrentava dificuldades. Em dias de chuva, o movimento diminuía; alguns títulos eram muito procurados, enquanto outros permaneciam meses nas estantes. A equipe passou, então, a registrar os empréstimos e a ouvir sugestões dos moradores. Com esses dados, reorganizou o acervo e definiu novos pontos de parada.
Meses depois, a kombi continuava com a mesma pintura gasta. Ainda assim, já não parecia um veículo antigo. Para muitos moradores, tornara-se uma janela: não porque mostrasse uma paisagem pronta, mas porque ajudava cada leitor a enxergar possibilidades que antes passavam despercebidas.
Fonte: texto autoral, elaborado exclusivamente para esta prova.
Leia o texto e responda à questão.
A JANELA QUE VIAJAVA
Quando a antiga kombi azul apareceu pela primeira vez na praça, muita gente pensou que fosse apenas mais um veículo da Prefeitura. As portas se abriram, porém, e revelaram prateleiras cheias de livros.
Na lateral, uma placa anunciava: “Biblioteca em Movimento”.
Nos primeiros dias, os adultos se aproximavam com cautela. As crianças, menos desconfiadas, escolhiam histórias e sentavam-se sob as árvores. Aos poucos, quem passava a caminho do trabalho começou a reservar alguns minutos para folhear jornais, romances ou manuais. O veículo não levava apenas livros: criava uma pausa no ritmo apressado da praça.
Certa manhã, seu Antônio devolveu um livro sobre hortas domésticas e contou que havia plantado temperos em latas reaproveitadas. Na semana seguinte, trouxe fotografias das mudas e explicou o processo a dois jovens. A leitura, que começara silenciosa, transformou-se em conversa e experiência compartilhada.
O projeto também enfrentava dificuldades. Em dias de chuva, o movimento diminuía; alguns títulos eram muito procurados, enquanto outros permaneciam meses nas estantes. A equipe passou, então, a registrar os empréstimos e a ouvir sugestões dos moradores. Com esses dados, reorganizou o acervo e definiu novos pontos de parada.
Meses depois, a kombi continuava com a mesma pintura gasta. Ainda assim, já não parecia um veículo antigo. Para muitos moradores, tornara-se uma janela: não porque mostrasse uma paisagem pronta, mas porque ajudava cada leitor a enxergar possibilidades que antes passavam despercebidas.
Fonte: texto autoral, elaborado exclusivamente para esta prova.
Leia o texto e responda à questão.
A JANELA QUE VIAJAVA
Quando a antiga kombi azul apareceu pela primeira vez na praça, muita gente pensou que fosse apenas mais um veículo da Prefeitura. As portas se abriram, porém, e revelaram prateleiras cheias de livros.
Na lateral, uma placa anunciava: “Biblioteca em Movimento”.
Nos primeiros dias, os adultos se aproximavam com cautela. As crianças, menos desconfiadas, escolhiam histórias e sentavam-se sob as árvores. Aos poucos, quem passava a caminho do trabalho começou a reservar alguns minutos para folhear jornais, romances ou manuais. O veículo não levava apenas livros: criava uma pausa no ritmo apressado da praça.
Certa manhã, seu Antônio devolveu um livro sobre hortas domésticas e contou que havia plantado temperos em latas reaproveitadas. Na semana seguinte, trouxe fotografias das mudas e explicou o processo a dois jovens. A leitura, que começara silenciosa, transformou-se em conversa e experiência compartilhada.
O projeto também enfrentava dificuldades. Em dias de chuva, o movimento diminuía; alguns títulos eram muito procurados, enquanto outros permaneciam meses nas estantes. A equipe passou, então, a registrar os empréstimos e a ouvir sugestões dos moradores. Com esses dados, reorganizou o acervo e definiu novos pontos de parada.
Meses depois, a kombi continuava com a mesma pintura gasta. Ainda assim, já não parecia um veículo antigo. Para muitos moradores, tornara-se uma janela: não porque mostrasse uma paisagem pronta, mas porque ajudava cada leitor a enxergar possibilidades que antes passavam despercebidas.
Fonte: texto autoral, elaborado exclusivamente para esta prova.
Leia o texto e responda à questão.
A JANELA QUE VIAJAVA
Quando a antiga kombi azul apareceu pela primeira vez na praça, muita gente pensou que fosse apenas mais um veículo da Prefeitura. As portas se abriram, porém, e revelaram prateleiras cheias de livros.
Na lateral, uma placa anunciava: “Biblioteca em Movimento”.
Nos primeiros dias, os adultos se aproximavam com cautela. As crianças, menos desconfiadas, escolhiam histórias e sentavam-se sob as árvores. Aos poucos, quem passava a caminho do trabalho começou a reservar alguns minutos para folhear jornais, romances ou manuais. O veículo não levava apenas livros: criava uma pausa no ritmo apressado da praça.
Certa manhã, seu Antônio devolveu um livro sobre hortas domésticas e contou que havia plantado temperos em latas reaproveitadas. Na semana seguinte, trouxe fotografias das mudas e explicou o processo a dois jovens. A leitura, que começara silenciosa, transformou-se em conversa e experiência compartilhada.
O projeto também enfrentava dificuldades. Em dias de chuva, o movimento diminuía; alguns títulos eram muito procurados, enquanto outros permaneciam meses nas estantes. A equipe passou, então, a registrar os empréstimos e a ouvir sugestões dos moradores. Com esses dados, reorganizou o acervo e definiu novos pontos de parada.
Meses depois, a kombi continuava com a mesma pintura gasta. Ainda assim, já não parecia um veículo antigo. Para muitos moradores, tornara-se uma janela: não porque mostrasse uma paisagem pronta, mas porque ajudava cada leitor a enxergar possibilidades que antes passavam despercebidas.
Fonte: texto autoral, elaborado exclusivamente para esta prova.