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Questões de Concurso Sobre português

Foram encontradas 251.228 questões

Q3710381 Português

Leia a tira a seguir para responder à questão:


(Fernando Gonsales. https://www.instagram.com/p/DMcftWRuYzt/?img_index=5)

Assinale a alternativa que explica corretamente o efeito de humor da tira.
Alternativas
Q3710310 Português
Assinale a alternativa em que a concordância verbal e nominal está inteiramente correta, conforme a norma-padrão da língua portuguesa:
Alternativas
Q3710309 Português
Assinale a alternativa em que o uso da crase está correto, de acordo com a norma padrão da língua portuguesa:
Alternativas
Q3710308 Português
Assinale a alternativa em que as palavras destacadas foram empregadas corretamente de acordo com seus significados e grafias:
Alternativas
Q3710307 Português
Assinale a alternativa que está inteiramente correta quanto à ortografia das palavras segundo a norma culta da língua portuguesa:
Alternativas
Q3710306 Português
Nos versos: "Quantas chances desperdicei, quanto o que eu mais queria era provar para todo o mundo que eu não precisava provar nada para ninguém", de Renato Russo, observe a construção e o sentido dos elementos linguísticos. Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3710305 Português
Qual das alternativas a seguir corresponde corretamente ao sentimento expressado por Renato Russo na frase: "Quantas chances desperdicei, quanto o que eu mais queria era provar para todo o mundo que eu não precisava provar nada para ninguém"?
Alternativas
Q3710304 Português

Texto:





(Gilberto Gil - https://www.culturagenial.com/musica-draogilberto-gil/)

Na canção Drão, de Gilberto Gil, o trecho “Nossa caminhadura / Dura caminhada” apresenta um recurso estilístico que amplia o sentido poético da experiência do casal. Com base nesse trecho, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3710303 Português

Texto:





(Gilberto Gil - https://www.culturagenial.com/musica-draogilberto-gil/)

Na canção Drão, Gilberto Gil utiliza a palavra "monolito" na seguinte passagem:


“O verdadeiro amor é vão, estende-se infinito Imenso monolito, nossa arquitetura”


Com base no contexto em que a palavra monolito é usada, assinale a alternativa CORRETA quanto ao seu significado simbólico na canção:

Alternativas
Q3710302 Português

Texto:





(Gilberto Gil - https://www.culturagenial.com/musica-draogilberto-gil/)

Na expressão "n’algum lugar", retirada da canção Drão, observa-se um fenômeno linguístico comum na língua portuguesa, especialmente em contextos formais e literários. Esse fenômeno consiste em:
Alternativas
Q3710301 Português

Texto:





(Gilberto Gil - https://www.culturagenial.com/musica-draogilberto-gil/)

A canção “Drão”, de Gilberto Gil, carrega forte carga simbólica e poética ao tratar do amor, da dor e da separação. A partir da leitura da letra, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3709887 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quem são os povos quilombolas?


Os povos quilombolas são descendentes de pessoas negras escravizadas que resistiram à escravidão no Brasil. Durante os séculos de escravidão no país, muitos fugiram das fazendas de café e das plantações de cana-de-açúcar e formaram comunidades conhecidas como quilombos, geralmente em áreas de difícil acesso, como as matas.


O termo "quilombo" vem da língua banto e significa "povoação". Essas comunidades funcionavam com base na coletividade com desenvolvimento social, econômico e político. Com o tempo, mesmo após a destruição de muitos quilombos, as comunidades sobreviventes se fortaleceram e passaram a preservar suas tradições e identidades.


Atualmente, segundo o Decreto n.º 4.887/2023, uma comunidade quilombola é um grupo étnico-racial que se autodeclara como tal, ou seja, que se reconhece como descendente de quilombo e mantém práticas culturais, sociais e religiosas próprias. O reconhecimento leva em conta critérios étnico-raciais e culturais, respeitando o direito à autodeclaração, algo fundamental para a valorização da diversidade e da identidade quilombola no país.


Os quilombolas são agricultores, guardiãs de sementes, marisqueiras e pescadores, apanhadores de flores, de coco-babaçu, de açaí, de buriti e outras práticas com base no cultivo.


Um dos quilombos mais conhecidos da história do Brasil é o Quilombo dos Palmares, fundado no século XVI na região da Serra da Barriga, localizada em Alagoas. [...] Durante quase cem anos, Palmares resistiu aos ataques de tropas portuguesas, holandesas e bandeirantes paulistas, sendo destruído em 1695. [...] Os ataques aos quilombos aconteciam porque os negros escravizados fugiam das fazendas, em busca de liberdade e para escapar de violências que sofriam. Muitos quilombolas foram mortos por resistirem à recaptura e suas moradias destruídas. Essa destruição também tinha o objetivo de impedir que os fugitivos cultivassem a terra, inclusive a cana-de-açúcar. Para os senhores de engenho, atacar o Quilombo dos Palmares significava não apenas recuperar a mão de obra escravizada, mas também garantir que o plantio de cana ficasse restrito às suas próprias fazendas. [...]


Atualmente, os quilombos continuam sendo espaços de preservação cultural e resistência. Nessas comunidades, os quilombolas mantêm costumes, religiões, formas de plantio, culinária e conhecimentos tradicionais passados de geração em geração.


[...]


Quilombolas e o meio ambiente


Os povos quilombolas vivem em regiões com grande riqueza natural e podem exercer papel importante na proteção desses espaços. Ao proteger florestas, rios e manguezais, essas comunidades ajudam a evitar a degradação ambiental e garantem a manutenção do equilíbrio da natureza. [...] Eles também se organizam, muitas vezes, para enfrentar ameaças como a pesca predatória, o despejo de resíduos e o avanço de empreendimentos que colocam em risco o meio ambiente.


Os quilombolas combinam conhecimento ancestral com a ação coletiva para defender seus territórios. Um exemplo é o Quilombo Kalunga, localizado na Chapada dos Veadeiros (Goiás). Em 2023, moradores atuaram como brigadistas na prevenção de incêndios florestais. O conhecimento tradicional dos kalungas sobre o manejo do fogo, somada às técnicas de pesquisadores do Cerrado que atuam junto ao quilombo, contribuíram para reduzir os incêndios e facilitar o trabalho dos agricultores locais. [...] 


Diante dos efeitos das mudanças climáticas, a preservação dos territórios quilombolas se torna ainda mais urgente. [...] No Brasil, por exemplo, a mudança climática afeta a produção de alimentos e a disponibilidade de água, o que atinge diretamente comunidades tradicionais que dependem da agricultura e dos recursos naturais. [...] Para essas comunidades, isso significa enfrentar dificuldades no acesso à água potável, riscos à segurança alimentar e à continuidade de práticas culturais ligadas à terra e à natureza.


(Disponível em: https://www.politize.com.br/quilombolas/#quilombolas-e-o-meio-ambient e. Acesso em 29 set. 2025. Adaptado.)



O processo de formação de palavras é muito importante para a dinâmica de uma língua. Essa formação pode acontecer de variadas maneiras. Associe a segunda coluna com primeira, relacionando os tipos de formação de palavras com seus respectivos exemplos, os quais foram retirados do texto:

Primeira coluna: tipos
1.Derivação por prefixação
2.Derivação por sufixação
3.Derivação parassintética
4.Composição por justaposição
5.Composição por aglutinação

Segunda coluna: exemplos
(__)étnico-racial.
(__)coletividade.
(__)recuperar.
(__)sobreviventes.
(__)agricultura

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Alternativas
Q3709645 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quem são os povos quilombolas?


Os povos quilombolas são descendentes de pessoas negras escravizadas que resistiram à escravidão no Brasil. Durante os séculos de escravidão no país, muitos fugiram das fazendas de café e das plantações de cana-de-açúcar e formaram comunidades conhecidas como quilombos, geralmente em áreas de difícil acesso, como as matas. 


O termo "quilombo" vem da língua banto e significa "povoação". Essas comunidades funcionavam com base na coletividade com desenvolvimento social, econômico e político. Com o tempo, mesmo após a destruição de muitos quilombos, as comunidades sobreviventes se fortaleceram e passaram a preservar suas tradições e identidades.


Atualmente, segundo o Decreto n.º 4.887/2023, uma comunidade quilombola é um grupo étnico-racial que se autodeclara como tal, ou seja, que se reconhece como descendente de quilombo e mantém práticas culturais, sociais e religiosas próprias. O reconhecimento leva em conta critérios étnico-raciais e culturais, respeitando o direito à autodeclaração, algo fundamental para a valorização da diversidade e da identidade quilombola no país.


Os quilombolas são agricultores, guardiãs de sementes, marisqueiras e pescadores, apanhadores de flores, de coco-babaçu, de açaí, de buriti e outras práticas com base no cultivo.


Um dos quilombos mais conhecidos da história do Brasil é o Quilombo dos Palmares, fundado no século XVI na região da Serra da Barriga, localizada em Alagoas. [...] Durante quase cem anos, Palmares resistiu aos ataques de tropas portuguesas, holandesas e bandeirantes paulistas, sendo destruído em 1695. [...] Os ataques aos quilombos aconteciam porque os negros escravizados fugiam das fazendas, em busca de liberdade e para escapar de violências que sofriam. Muitos quilombolas foram mortos por resistirem à recaptura e suas moradias destruídas. Essa destruição também tinha o objetivo de impedir que os fugitivos cultivassem a terra, inclusive a cana-de-açúcar. Para os senhores de engenho, atacar o Quilombo dos Palmares significava não apenas recuperar a mão de obra escravizada, mas também garantir que o plantio de cana ficasse restrito às suas próprias fazendas. [...] 


Atualmente, os quilombos continuam sendo espaços de preservação cultural e resistência. Nessas comunidades, os quilombolas mantêm costumes, religiões, formas de plantio, culinária e conhecimentos tradicionais passados de geração em geração.


[...]


Quilombolas e o meio ambiente

Os povos quilombolas vivem em regiões com grande riqueza natural e podem exercer papel importante na proteção desses espaços. Ao proteger florestas, rios e manguezais, essas comunidades ajudam a evitar a degradação ambiental e garantem a manutenção do equilíbrio da natureza. [...] Eles também se organizam, muitas vezes, para enfrentar ameaças como a pesca predatória, o despejo de resíduos e o avanço de empreendimentos que colocam em risco o meio ambiente.


Os quilombolas combinam conhecimento ancestral com a ação coletiva para defender seus territórios. Um exemplo é o Quilombo Kalunga, localizado na Chapada dos Veadeiros (Goiás). Em 2023, moradores atuaram como brigadistas na prevenção de incêndios florestais. O conhecimento tradicional dos kalungas sobre o manejo do fogo, somada às técnicas de pesquisadores do Cerrado que atuam junto ao quilombo, contribuíram para reduzir os incêndios e facilitar o trabalho dos agricultores locais. [...] 


Diante dos efeitos das mudanças climáticas, a preservação dos territórios quilombolas se torna ainda mais urgente. [...] No Brasil, por exemplo, a mudança climática afeta a produção de alimentos e a disponibilidade de água, o que atinge diretamente comunidades tradicionais que dependem da agricultura e dos recursos naturais. [...] Para essas comunidades, isso significa enfrentar dificuldades no acesso à água potável, riscos à segurança alimentar e à continuidade de práticas culturais ligadas à terra e à natureza.


(Disponível em: https://www.politize.com.br/quilombolas/#quilombolas-e-o-meio-ambient e. Acesso em 29 set. 2025. Adaptado.)
O processo de formação de palavras é muito importante para a dinâmica de uma língua. Essa formação pode acontecer de variadas maneiras. Associe a segunda coluna com primeira, relacionando os tipos de formação de palavras com seus respectivos exemplos, os quais foram retirados do texto:

Primeira coluna: tipos
1.Derivação por prefixação
2.Derivação por sufixação
3.Derivação parassintética
4.Composição por justaposição
5.Composição por aglutinação

Segunda coluna: exemplos
(__)étnico-racial.
(__)coletividade.
(__)recuperar.
(__)sobreviventes.
(__)agricultura.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas: 
Alternativas
Q3709489 Português
Analise as sentenças a seguir quanto à colocação pronominal:

I.Sempre se colocou à frente de seu tempo.
II.Quem me explicará as razões dessa decisão?
III.Ele queria lhe falar sobre as mudanças que promoveria no setor.
IV.Após a reunião, todos se recordarão das decisões tomadas democraticamente.

A colocação pronominal está correta em:
Alternativas
Q3709487 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quem são os povos quilombolas?


Os povos quilombolas são descendentes de pessoas negras escravizadas que resistiram à escravidão no Brasil. Durante os séculos de escravidão no país, muitos fugiram das fazendas de café e das plantações de cana-de-açúcar e formaram comunidades conhecidas como quilombos, geralmente em áreas de difícil acesso, como as matas.


O termo "quilombo" vem da língua banto e significa "povoação". Essas comunidades funcionavam com base na coletividade com desenvolvimento social, econômico e político. Com o tempo, mesmo após a destruição de muitos quilombos, as comunidades sobreviventes se fortaleceram e passaram a preservar suas tradições e identidades.


Atualmente, segundo o Decreto n.º 4.887/2023, uma comunidade quilombola é um grupo étnico-racial que se autodeclara como tal, ou seja, que se reconhece como descendente de quilombo e mantém práticas culturais, sociais e religiosas próprias. O reconhecimento leva em conta critérios étnico-raciais e culturais, respeitando o direito à autodeclaração, algo fundamental para a valorização da diversidade e da identidade quilombola no país.


Os quilombolas são agricultores, guardiãs de sementes, marisqueiras e pescadores, apanhadores de flores, de coco-babaçu, de açaí, de buriti e outras práticas com base no cultivo.


Um dos quilombos mais conhecidos da história do Brasil é o Quilombo dos Palmares, fundado no século XVI na região da Serra da Barriga, localizada em Alagoas. [...] Durante quase cem anos, Palmares resistiu aos ataques de tropas portuguesas, holandesas e bandeirantes paulistas, sendo destruído em 1695. [...] Os ataques aos quilombos aconteciam porque os negros escravizados fugiam das fazendas, em busca de liberdade e para escapar de violências que sofriam. Muitos quilombolas foram mortos por resistirem à recaptura e suas moradias destruídas. Essa destruição também tinha o objetivo de impedir que os fugitivos cultivassem a terra, inclusive a cana-de-açúcar. Para os senhores de engenho, atacar o Quilombo dos Palmares significava não apenas recuperar a mão de obra escravizada, mas também garantir que o plantio de cana ficasse restrito às suas próprias fazendas. [...]


Atualmente, os quilombos continuam sendo espaços de preservação cultural e resistência. Nessas comunidades, os quilombolas mantêm costumes, religiões, formas de plantio, culinária e conhecimentos tradicionais passados de geração em geração.


[...]


Quilombolas e o meio ambiente


Os povos quilombolas vivem em regiões com grande riqueza natural e podem exercer papel importante na proteção desses espaços. Ao proteger florestas, rios e manguezais, essas comunidades ajudam a evitar a degradação ambiental e garantem a manutenção do equilíbrio da natureza. [...] Eles também se organizam, muitas vezes, para enfrentar ameaças como a pesca predatória, o despejo de resíduos e o avanço de empreendimentos que colocam em risco o meio ambiente. 


Os quilombolas combinam conhecimento ancestral com a ação coletiva para defender seus territórios. Um exemplo é o Quilombo Kalunga, localizado na Chapada dos Veadeiros (Goiás). Em 2023, moradores atuaram como brigadistas na prevenção de incêndios florestais. O conhecimento tradicional dos kalungas sobre o manejo do fogo, somada às técnicas de pesquisadores do Cerrado que atuam junto ao quilombo, contribuíram para reduzir os incêndios e facilitar o trabalho dos agricultores locais. [...] 


Diante dos efeitos das mudanças climáticas, a preservação dos territórios quilombolas se torna ainda mais urgente. [...] No Brasil, por exemplo, a mudança climática afeta a produção de alimentos e a disponibilidade de água, o que atinge diretamente comunidades tradicionais que dependem da agricultura e dos recursos naturais. [...] Para essas comunidades, isso significa enfrentar dificuldades no acesso à água potável, riscos à segurança alimentar e à continuidade de práticas culturais ligadas à terra e à natureza.


(Disponível em: https://www.politize.com.br/quilombolas/#quilombolas-e-o-meio-ambient e. Acesso em 29 set. 2025. Adaptado.)
O processo de formação de palavras é muito importante para a dinâmica de uma língua. Essa formação pode acontecer de variadas maneiras. Associe a segunda coluna com primeira, relacionando os tipos de formação de palavras com seus respectivos exemplos, os quais foram retirados do texto:

Primeira coluna: tipos
1.Derivação por prefixação
2.Derivação por sufixação
3.Derivação parassintética
4.Composição por justaposição
5.Composição por aglutinação

Segunda coluna: exemplos
(__)étnico-racial.
(__)coletividade.
(__)recuperar.
(__)sobreviventes.
(__)agricultura.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:

Alternativas
Q3709415 Português

Um professor de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental, ao chegar em sua sala de aula, presenciou uma conversa entre dois estudantes:


 — Meu pai disse que essa palavra não pode existir!


— Mas é irada! O nome do site é bem bolado, não?


Eles estavam olhando a tela do celular de um deles que mostrava a logomarca de um site:

 

                                                                     Imagem associada para resolução da questão



O professor interveio e perguntou aos estudantes: “Vocês sabem que faz sentido a formação dessa palavra, não é? Ela segue uma lógica de um processo de formação de palavras bem comum no português!″


Os estudantes ficaram curiosos, e ele resolveu abordar o assunto na aula.


Para que os estudantes entendam qual o processo de formação de palavras que se deu para a criação do nome do site, o professor propôs que

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Q3709414 Português

Diminutivos


No Brasil, usa-se o diminutivo principalmente em relação à comida. Nada nos desperta sentimentos tão carinhosos quanto uma boa comidinha.


 — Mais um feijãozinho?


O feijãozinho passou dois dias borbulhando num daqueles caldeirões de antropófagos com capacidade para três missionários. Leva porcos inteiros, todos os miúdos e temperos conhecidos e, parece, um missionário. Mas a dona de casa o trata como um mingau de todos os dias.


— Mais um feijãozinho?


— Um pouquinho.


— E uma farofinha?


— Ao lado do arrozinho?


— Isso.


 — E quem sabe mais uma cervejinha.


 — Obrigadinho.


VERISSIMO, L. F. Comédia da vida privada: 101 crônicas escolhidas. Porto Alegre: L&PM, 1994.



Durante a aula de prática textual com alunos da 3ª série do Ensino Médio, um professor decidiu ler a crônica de Verissimo para abordar aspectos estilísticos do texto. Feita a leitura, selecionou o trecho “a dona de casa o trata como um mingau de todos os dias” para explicar a importância de os estudantes compreenderem a ordem dos constituintes da oração e sua relação com o estilo, de modo a auxiliá-los na produção de textos argumentativos. Com base nessa abordagem, a estratégia que o professor utilizou para tal situação pressupõe
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Q3709413 Português

Diminutivos


No Brasil, usa-se o diminutivo principalmente em relação à comida. Nada nos desperta sentimentos tão carinhosos quanto uma boa comidinha.


 — Mais um feijãozinho?


O feijãozinho passou dois dias borbulhando num daqueles caldeirões de antropófagos com capacidade para três missionários. Leva porcos inteiros, todos os miúdos e temperos conhecidos e, parece, um missionário. Mas a dona de casa o trata como um mingau de todos os dias.


— Mais um feijãozinho?


— Um pouquinho.


— E uma farofinha?


— Ao lado do arrozinho?


— Isso.


 — E quem sabe mais uma cervejinha.


 — Obrigadinho.


VERISSIMO, L. F. Comédia da vida privada: 101 crônicas escolhidas. Porto Alegre: L&PM, 1994.



Um professor propõe utilizar o texto de Verissimo para desenvolver uma tarefa que leve os estudantes a refletirem sobre a formação e a função dos diminutivos, considerando os diferentes elementos constitutivos das palavras. Para cumprir o objetivo da aula, o professor deve
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Q3709405 Português

Para que ninguém a quisesse


Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as joias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.


Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.


Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.


Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.


Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.


Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.


COLASANTI, M. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986.



Na sala de aula, a professora propõe um debate sobre o conto de Marina Colasanti, com foco no protagonismo da mulher descrito na narrativa. Sabendo que a personagem sofre um apagamento identitário no texto, esse protagonismo
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Q3709400 Português

TEXTO 1


Toda a gente tinha achado estranha a maneira como o cap. Rodrigo Cambará entrara na vida de Santa Fé. Um dia chegou a cavalo, vindo ninguém sabia de onde, com o chapéu de barbicacho puxado para a nuca, a bela cabeça de macho altivamente erguida, e aquele seu olhar de gavião que irritava e ao mesmo tempo fascinava as pessoas. Devia andar lá pelo meio da casa dos trinta, montava um alazão, trazia bombachas claras, botas com chilenas de prata e o busto musculoso apertado num dólmã militar azul, com gola vermelha e botões de metal. Tinha um violão a tiracolo; sua espada, apresilhada aos arreios, rebrilhava ao sol daquela tarde de outubro de 1828 e o lenço encarnado que trazia ao pescoço esvoaçava no ar como uma bandeira.


 VERISSIMO, E. Um certo capitão Rodrigo. São Paulo: Cia. das Letras, 2005.



TEXTO 2


 — Bien ¿y usté don Segundo?


— Viviendo sin demasiadas penas graciah’a Dios.


Mientras los hombres se saludaban con las cortesías de uso, miré al recién llegado. No era tan grande en verdad, pero lo que le hacía aparecer tal hoy le viera, debíase seguramente a la expresión de fuerza que manaba de su cuerpo.


El pecho era vasto, las coyunturas huesudas como las de un potro, los pies cortos con un empeine a lo galleta, las manos gruesas y cuerudas como cascarón de peludo. Su tez era aindiada, sus ojos ligeramente levantados hacia las sienes y pequeños. Para conversar mejor habíase echado atrás el chambergo de ala escasa, descubriendo un flequillo cortado como crin a la altura de las cejas.


Su indumentaria era de gaucho pobre. Un simple chanchero rodeaba su cintura. La blusa corta se levantaba un poco sobre un “cabo de güeso”, del cual pendía el rebenque tosco y ennegrecido por el uso. El chiripá era largo, talar, y un simple pañuelo negro se anudaba en torno a su cuello, con las puntas divididas sobre el hombro. Las alpargatas tenían sobre el empeine un tajo para contener el pie carnudo.


 GÜIRALDES, R. Don Segundo Sombra. Buenos Aires: Proa, 1926.

Com base em uma metodologia pautada nos princípios da leitura dialógica e da intertextualidade, conforme discutido por Bakhtin, uma professora de Língua Portuguesa da 3ª série do Ensino Médio escolheu os textos literários 1 e 2 para que os estudantes compreendessem como esses textos podem estar relacionados. Em seguida, apresentou os textos, contextualizando-os brevemente quanto a autor, época e gênero.
Uma proposta de atividade que atenda aos pressupostos teóricos adotados e que trabalhe a relação entre os dois textos, conforme objetivado pela professora, é
Alternativas
Respostas
27721: B
27722: E
27723: B
27724: A
27725: E
27726: E
27727: A
27728: D
27729: C
27730: D
27731: C
27732: X
27733: X
27734: B
27735: X
27736: B
27737: C
27738: A
27739: C
27740: A