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Questões de Concurso Sobre português

Foram encontradas 251.228 questões

Q3711897 Português

Texto:


“O vilarejo amanheceu cansado.”



O efeito de sentido da frase decorre do uso de qual figura de linguagem?



Alternativas
Q3711896 Português

“Estamos numa geração em

que a informação é imediata,

porém o conhecimento, falho.

As pessoas sabem o que está

ocorrendo, mas nem sempre

entendem o motivo”.



Com base no texto, pode-se afirmar que o autor estabelece uma relação de:



Alternativas
Q3711222 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quem são os povos quilombolas?

Os povos quilombolas são descendentes de pessoas negras escravizadas que resistiram à escravidão no Brasil. Durante os séculos de escravidão no país, muitos fugiram das fazendas de café e das plantações de cana-de-açúcar e formaram comunidades conhecidas como quilombos, geralmente em áreas de difícil acesso, como as matas.

O termo "quilombo" vem da língua banto e significa "povoação". Essas comunidades funcionavam com base na coletividade com desenvolvimento social, econômico e político. Com o tempo, mesmo após a destruição de muitos quilombos, as comunidades sobreviventes se fortaleceram e passaram a preservar suas tradições e identidades.

Atualmente, segundo o Decreto n.º 4.887/2023, uma comunidade quilombola é um grupo étnico-racial que se autodeclara como tal, ou seja, que se reconhece como descendente de quilombo e mantém práticas culturais, sociais e religiosas próprias. O reconhecimento leva em conta critérios étnico-raciais e culturais, respeitando o direito à autodeclaração, algo fundamental para a valorização da diversidade e da identidade quilombola no país.

Os quilombolas são agricultores, guardiãs de sementes, marisqueiras e pescadores, apanhadores de flores, de coco-babaçu, de açaí, de buriti e outras práticas com base no cultivo.

Um dos quilombos mais conhecidos da história do Brasil é o Quilombo dos Palmares, fundado no século XVI na região da Serra da Barriga, localizada em Alagoas. [...] Durante quase cem anos, Palmares resistiu aos ataques de tropas portuguesas, holandesas e bandeirantes paulistas, sendo destruído em 1695. [...] Os ataques aos quilombos aconteciam porque os negros escravizados fugiam das fazendas, em busca de liberdade e para escapar de violências que sofriam. Muitos quilombolas foram mortos por resistirem à recaptura e suas moradias destruídas. Essa destruição também tinha o objetivo de impedir que os fugitivos cultivassem a terra, inclusive a cana-de-açúcar. Para os senhores de engenho, atacar o Quilombo dos Palmares significava não apenas recuperar a mão de obra escravizada, mas também garantir que o plantio de cana ficasse restrito às suas próprias fazendas. [...]

Atualmente, os quilombos continuam sendo espaços de preservação cultural e resistência. Nessas comunidades, os quilombolas mantêm costumes, religiões, formas de plantio, culinária e conhecimentos tradicionais passados de geração em geração.

[...]

Quilombolas e o meio ambiente

Os povos quilombolas vivem em regiões com grande riqueza natural e podem exercer papel importante na proteção desses espaços. Ao proteger florestas, rios e manguezais, essas comunidades ajudam a evitar a degradação ambiental e garantem a manutenção do equilíbrio da natureza. [...] Eles também se organizam, muitas vezes, para enfrentar ameaças como a pesca predatória, o despejo de resíduos e o avanço de empreendimentos que colocam em risco o meio ambiente.

Os quilombolas combinam conhecimento ancestral com a ação coletiva para defender seus territórios. Um exemplo é o Quilombo Kalunga, localizado na Chapada dos Veadeiros (Goiás). Em 2023, moradores atuaram como brigadistas na prevenção de incêndios florestais. O conhecimento tradicional dos kalungas sobre o manejo do fogo, somada às técnicas de pesquisadores do Cerrado que atuam junto ao quilombo, contribuíram para reduzir os incêndios e facilitar o trabalho dos agricultores locais. [...]

Diante dos efeitos das mudanças climáticas, a preservação dos territórios quilombolas se torna ainda mais urgente. [...] No Brasil, por exemplo, a mudança climática afeta a produção de alimentos e a disponibilidade de água, o que atinge diretamente comunidades tradicionais que dependem da agricultura e dos recursos naturais. [...] Para essas comunidades, isso significa enfrentar dificuldades no acesso à água potável, riscos à segurança alimentar e à continuidade de práticas culturais ligadas à terra e à natureza.

(Disponível em: https://www.politize.com.br/quilombolas/#quilombolas-e-o-meio-ambient e. Acesso em 29 set. 2025. Adaptado.)
O processo de formação de palavras é muito importante para a dinâmica de uma língua. Essa formação pode acontecer de variadas maneiras. Associe a segunda coluna com primeira, relacionando os tipos de formação de palavras com seus respectivos exemplos, os quais foram retirados do texto:

Primeira coluna: tipos
1. Derivação por prefixação
2. Derivação por sufixação
3. Derivação parassintética
4. Composição por justaposição
5. Composição por aglutinação

Segunda coluna: exemplos
(__) étnico-racial.
(__) coletividade.
(__) recuperar.
(__) sobreviventes.
(__)agricultura.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas: 
Alternativas
Q3711218 Português
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 3.

Leia o texto que segue. Ele foi extraído da obra Ideias para adiar o fim do mundo, composta por duas palestras e uma entrevista feitas por Ailton Krenak e que foram transcritas e organizadas no livro.

"Nosso tempo é especialista em criar ausências: do sentido de viver em sociedade, do próprio sentido da experiência da vida. Isso gera uma intolerância muito grande com relação a quem ainda é capaz de experimentar o prazer de estar vivo, de dançar, de cantar. E está cheio de pequenas constelações de gente espalhada pelo mundo que dança, canta, faz chover. O tipo de humanidade zumbi que estamos sendo convocados a integrar não tolera tanto prazer, tanta fruição de vida. Então, pregam o fim do mundo como uma possibilidade de fazer a gente desistir dos nossos próprios sonhos. E a minha provocação sobre adiar o fim do mundo é exatamente sempre poder contar mais uma história. Se pudermos fazer isso, estaremos adiando o fim."

(KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 13.) 
Leia o excerto:
"E a minha provocação sobre adiar o fim do mundo é exatamente sempre poder contar mais uma história. Se pudermos fazer isso, estaremos adiando o fim."

(__) A expressão "contar mais uma história" se refere a uma vida com sentido, pois, para contar mais uma história é preciso viver, o que, de acordo com o texto, pede de nós movimento, vida em sociedade, sonhos.
(__) A palavra "sempre" é um advérbio, desempenhando a função de adjunto adverbial. No caso do excerto, ele modifica a locução verbal "poder contar", conferindo-lhe uma noção de constância, de continuidade. Essa construção estabelece o sentido pretendido por Krenak de que, contando mais uma história continuamente, adiamos o fim do mundo.
(__) A locução verbal "estaremos adiando" (estar + gerúndio) é comumente usada em textos orais, como é o caso da palestra. Ela poderia ser substituída por "adiaremos", mantendo o sentido do texto.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3711217 Português
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 3.

Leia o texto que segue. Ele foi extraído da obra Ideias para adiar o fim do mundo, composta por duas palestras e uma entrevista feitas por Ailton Krenak e que foram transcritas e organizadas no livro.

"Nosso tempo é especialista em criar ausências: do sentido de viver em sociedade, do próprio sentido da experiência da vida. Isso gera uma intolerância muito grande com relação a quem ainda é capaz de experimentar o prazer de estar vivo, de dançar, de cantar. E está cheio de pequenas constelações de gente espalhada pelo mundo que dança, canta, faz chover. O tipo de humanidade zumbi que estamos sendo convocados a integrar não tolera tanto prazer, tanta fruição de vida. Então, pregam o fim do mundo como uma possibilidade de fazer a gente desistir dos nossos próprios sonhos. E a minha provocação sobre adiar o fim do mundo é exatamente sempre poder contar mais uma história. Se pudermos fazer isso, estaremos adiando o fim."

(KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 13.) 
Leia o excerto a seguir e analise as sentenças, registrando V, para verdadeiras, e F, para falsas:
"O tipo de humanidade zumbi que estamos sendo convocados a integrar não tolera tanto prazer, tanta fruição de vida".

(__) A palavra "zumbi" foi usada em sentido figurado, caracterizando e restringindo o substantivo "humanidade", ou seja, aquela que apenas vagueia na vida, que está morta-viva, à espera do fim.
(__) Nesse contexto, o verbo "convocar" (no particípio, "convocados") tem como sinônimo o verbo "invocar", o qual pode substitui-lo mantendo o sentido: "O tipo de humanidade zumbi que estamos sendo invocados a integrar..."
(__) A palavra "fruição" foi usada adequadamente e tem o sentido de "desfrute, proveito, gozo, prazer".

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3711058 Português
O conceito de língua de acolhimento refere-se à aprendizagem de uma língua não materna em contextos de migração. O objetivo principal dessa formação linguística e cultural é a inserção dos sujeitos migrantes à sociedade de acolhimento. Dito de outro modo, o que caracteriza o ensino de língua de acolhimento é principalmente a especificidade do público a ser atendido. Trata-se, pois, de pessoas que chegam ao novo país, geralmente com poucos recursos financeiros e desgastadas pelo processo migratório, tendo, em alguns casos, essa condição agravada pelo rompimento brusco de laços familiares, linguísticos e culturais. Desse modo, o conhecimento da língua do país de acolhimento não é apenas uma condição necessária e indispensável para ser autônomo. Trata-se da apropriação da língua do país de acolhimento como uma forma de inserção e de compreensão ampliada daquele novo espaço. A necessidade de comunicação diária no trabalho, no transporte, nas questões ligadas à saúde e às relações interpessoais faz parte desse processo de aprendizagem do que denominamos “língua de acolhimento”.

BARBOSA, L. M. A.; SILVA, J. F. S. Português como Língua de Acolhimento
na Educação Básica: reflexões iniciais sobre PLAc.
Disponível em:  https://avamec.mec.gov.br. Acesso em: 19 maio 2025 (adaptado).
Com base no texto, a abordagem que contempla uma perspectiva translíngue para o ensino de Português como Língua de Acolhimento (PLAc)
Alternativas
Q3711057 Português
Um médico plantonista foi afastado do trabalho após ter uma foto sua publicada numa rede social com o título Uma imagem fala mais que mil palavras. Na foto, ele mostra o receituário médico com o seguinte dizer: Não existe peleumonia e nem raôxis. Vinte minutos antes da postagem, na quarta-feira (27), o médico havia atendido um paciente de 42 anos que estudou até o segundo ano do Ensino Fundamental e não sabe como falar corretamente algumas palavras.

Seu enteado o acompanhava na consulta e revela que, assim que souberam o diagnóstico, o paciente perguntou sobre o tratamento para a “peleumonia”. A reação do médico não foi muito profissional, afirma o acompanhante. “Quando meu padrasto falou pneumonia e raios X de forma errada, ele deu risada. Na hora, não desconfiamos que ele iria debochar depois na internet. O que ele fez foi absurdo. O procurei e escrevi para ele na rede social que, independente dele ser doutor, não existe faculdade para formar caráter. Assim que ele viu minha postagem, apagou a foto. Ele não quis conversar com a gente”. O enteado conta que o padrasto ainda não sabe que virou assunto na internet e teme pela reação dele. Ele diz que o padrasto não pôde estudar por falta de dinheiro.

                                VICTAL, R. Médico debocha de paciente na internet: “Não existe peleumonia”. Disponível em: https://g1.globo.com. Acesso em: 23 maio 2025 (adaptado).
Tendo em vista a valorização da diversidade linguística, da autonomia discente e da reflexão crítica sobre o preconceito linguístico, qual das seguintes propostas é adequada para abordar o texto?
Alternativas
Q3711054 Português
Se a teoria literária existe, parece óbvio que haja alguma coisa chamada literatura, sobre a qual se teoriza. Talvez a literatura seja definível não por ser ficcional ou imaginativa, mas porque emprega a linguagem de forma peculiar. Segundo essa teoria, a literatura é a escrita que, nas palavras de Jakobson, representa uma violência organizada contra a fala comum, transforma e intensifica a linguagem cotidiana, afastando-se sistematicamente dela.

EAGLETON, T. Teoria da literatura: uma introdução. São Paulo: Martins Fontes, 2006 (adaptado).
Qual sequência de atividades didáticas integra tecnologias digitais e ensino de literatura conforme a discussão presente no texto?
Alternativas
Q3711053 Português
Se a teoria literária existe, parece óbvio que haja alguma coisa chamada literatura, sobre a qual se teoriza. Talvez a literatura seja definível não por ser ficcional ou imaginativa, mas porque emprega a linguagem de forma peculiar. Segundo essa teoria, a literatura é a escrita que, nas palavras de Jakobson, representa uma violência organizada contra a fala comum, transforma e intensifica a linguagem cotidiana, afastando-se sistematicamente dela.

EAGLETON, T. Teoria da literatura: uma introdução. São Paulo: Martins Fontes, 2006 (adaptado).
Qual sequência pedagógica permite que uma turma do Ensino Médio perceba, pela intertextualidade, o conceito de literatura apresentado no texto ao comparar um poema e um texto não literário sobre o mesmo tema?
Alternativas
Q3711048 Português

TEXTO 1


Gregor deslocou-se devagar até a porta empurrando a cadeira, largou-a lá, lançou-se de encontro à porta, conservando-se em pé apoiado nela — as extremidades das suas perninhas tinham um pouco de substância adesiva — e ali descansou por um instante do esforço. Mas depois começou a girar, com a boca, a chave na fechadura. Infelizmente, ao que parecia ele não tinha dentes de verdade — com o que devia logo agarrar a chave? — mas em compensação as mandíbulas eram sem dúvida muito fortes; com a ajuda delas pôde de fato pôr a chave em movimento e não dar atenção ao fato de que estava seguramente causando alguma lesão em si mesmo, pois um líquido marrom saiu da sua boca, escorreu sobre a chave e pingou no chão.


KAFKA, F. A metamorfose. São Paulo: Cia. das Letras, 2006.



TEXTO 2


                                                                       



KUPER, P. A metamorfose. São Paulo: Conrad do Brasil, 2004.

Considerando uma abordagem de ensino em que se comparem os textos 1 e 2, identifique as técnicas que caracterizam a linguagem utilizada.
Alternativas
Q3711047 Português
Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes.


ASSIS, M. Dom Casmurro. Brasília: Edições Câmara, 2019.
Após a leitura e a discussão do texto, qual proposta coletiva transforma a imagem dos olhos de ressaca em produto artístico público, com vistas à reflexão social, favorecendo maior autonomia criativa de estudantes da 2ª série do Ensino Médio?
Alternativas
Q3711046 Português
Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes.


ASSIS, M. Dom Casmurro. Brasília: Edições Câmara, 2019.
Ao notar que Bentinho transforma uma impressão (olhos de ressaca) em uma suspeita moral sem provas, comparando o olhar de Capitu ao efeito devastador do mar de ressaca, uma turma debateu como aparências e boatos ainda afetam a vida das pessoas. O professor tem como objetivo elaborar uma ação participativa crítica que parta do trecho literário e dialogue de maneira interventiva com a sociedade contemporânea. Qual proposta de ação atende a esse objetivo?
Alternativas
Q3711043 Português

TEXTO 1


A concepção de linguagem e de gramática que agora consideramos tem bases fortemente humanistas: todo homem, sejam quais forem suas condições, nasce dotado de uma faculdade da linguagem como parte de sua própria capacidade e dignidade humanas. Mesmo que restem muitos pontos obscuros quanto à natureza e à extensão dessa faculdade, isso significa que, sem distinção, todas as crianças desenvolvem uma gramática interna.


Fica excluída, assim, toda valoração de uma língua ou modalidade de língua em relação a outra e qualquer forma de discriminação preconceituosa da modalidade popular.


Não faz sentido contrapor uma linguagem erudita a uma linguagem vulgar, nem tentar substituir uma pela outra. Trata- -se de levar a criança a dominar uma outra linguagem, por razões culturais, sociais e políticas bastante justificáveis.


FRANCHI, C. Mas o que é mesmo gramática?.  

São Paulo: Parábola, 2006 (adaptado).



TEXTO 2


Franchi (2006) apresenta a seguinte reflexão de uma professora acerca de uma redação contendo desvios normativos: “esse aluno escreve como fala. E isso a gente pode ver na grafia e nos erros de concordância. Eu não aceito essa onda de que não tem mais certo e errado. A redação fica horrível nessa linguagem vulgar. Há regras e normas para tudo e as crianças têm que aprender a escrever de acordo com o que foi estabelecido pelos bons escritores e pelos que conhecem a língua. O aluno tem direito de conhecer as belezas da sua própria língua.”

Considerando os textos 1 e 2, conclui-se que a concepção de ensino de gramática adotada pela professora revela uma
Alternativas
Q3711042 Português

TEXTO 1


A concepção de linguagem e de gramática que agora consideramos tem bases fortemente humanistas: todo homem, sejam quais forem suas condições, nasce dotado de uma faculdade da linguagem como parte de sua própria capacidade e dignidade humanas. Mesmo que restem muitos pontos obscuros quanto à natureza e à extensão dessa faculdade, isso significa que, sem distinção, todas as crianças desenvolvem uma gramática interna.


Fica excluída, assim, toda valoração de uma língua ou modalidade de língua em relação a outra e qualquer forma de discriminação preconceituosa da modalidade popular.


Não faz sentido contrapor uma linguagem erudita a uma linguagem vulgar, nem tentar substituir uma pela outra. Trata- -se de levar a criança a dominar uma outra linguagem, por razões culturais, sociais e políticas bastante justificáveis.


FRANCHI, C. Mas o que é mesmo gramática?.  

São Paulo: Parábola, 2006 (adaptado).



TEXTO 2


Franchi (2006) apresenta a seguinte reflexão de uma professora acerca de uma redação contendo desvios normativos: “esse aluno escreve como fala. E isso a gente pode ver na grafia e nos erros de concordância. Eu não aceito essa onda de que não tem mais certo e errado. A redação fica horrível nessa linguagem vulgar. Há regras e normas para tudo e as crianças têm que aprender a escrever de acordo com o que foi estabelecido pelos bons escritores e pelos que conhecem a língua. O aluno tem direito de conhecer as belezas da sua própria língua.”

Com base no texto 1, qual conduta docente se alinha a uma perspectiva crítica e científica para trabalhar produções textuais com usos que se distanciam da norma-padrão?
Alternativas
Q3710907 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quem são os povos quilombolas?


Os povos quilombolas são descendentes de pessoas negras escravizadas que resistiram à escravidão no Brasil. Durante os séculos de escravidão no país, muitos fugiram das fazendas de café e das plantações de cana-de-açúcar e formaram comunidades conhecidas como quilombos, geralmente em áreas de difícil acesso, como as matas.


O termo "quilombo" vem da língua banto e significa "povoação". Essas comunidades funcionavam com base na coletividade com desenvolvimento social, econômico e político. Com o tempo, mesmo após a destruição de muitos quilombos, as comunidades sobreviventes se fortaleceram e passaram a preservar suas tradições e identidades.


Atualmente, segundo o Decreto n.º 4.887/2023, uma comunidade quilombola é um grupo étnico-racial que se autodeclara como tal, ou seja, que se reconhece como descendente de quilombo e mantém práticas culturais, sociais e religiosas próprias. O reconhecimento leva em conta critérios étnico-raciais e culturais, respeitando o direito à autodeclaração, algo fundamental para a valorização da diversidade e da identidade quilombola no país.


Os quilombolas são agricultores, guardiãs de sementes, marisqueiras e pescadores, apanhadores de flores, de coco-babaçu, de açaí, de buriti e outras práticas com base no cultivo.


Um dos quilombos mais conhecidos da história do Brasil é o Quilombo dos Palmares, fundado no século XVI na região da Serra da Barriga, localizada em Alagoas. [...] Durante quase cem anos, Palmares resistiu aos ataques de tropas portuguesas, holandesas e bandeirantes paulistas, sendo destruído em 1695. [...] Os ataques aos quilombos aconteciam porque os negros escravizados fugiam das fazendas, em busca de liberdade e para escapar de violências que sofriam. Muitos quilombolas foram mortos por resistirem à recaptura e suas moradias destruídas. Essa destruição também tinha o objetivo de impedir que os fugitivos cultivassem a terra, inclusive a cana-de-açúcar. Para os senhores de engenho, atacar o Quilombo dos Palmares significava não apenas recuperar a mão de obra escravizada, mas também garantir que o plantio de cana ficasse restrito às suas próprias fazendas. [...]


Atualmente, os quilombos continuam sendo espaços de preservação cultural e resistência. Nessas comunidades, os quilombolas mantêm costumes, religiões, formas de plantio, culinária e conhecimentos tradicionais passados de geração em geração.


[...]


Quilombolas e o meio ambiente


Os povos quilombolas vivem em regiões com grande riqueza natural e podem exercer papel importante na proteção desses espaços. Ao proteger florestas, rios e manguezais, essas comunidades ajudam a evitar a degradação ambiental e garantem a manutenção do equilíbrio da natureza. [...] Eles também se organizam, muitas vezes, para enfrentar ameaças como a pesca predatória, o despejo de resíduos e o avanço de empreendimentos que colocam em risco o meio ambiente.


Os quilombolas combinam conhecimento ancestral com a ação coletiva para defender seus territórios. Um exemplo é o Quilombo Kalunga, localizado na Chapada dos Veadeiros (Goiás). Em 2023, moradores atuaram como brigadistas na prevenção de incêndios florestais. O conhecimento tradicional dos kalungas sobre o manejo do fogo, somada às técnicas de pesquisadores do Cerrado que atuam junto ao quilombo, contribuíram para reduzir os incêndios e facilitar o trabalho dos agricultores locais. [...]


Diante dos efeitos das mudanças climáticas, a preservação dos territórios quilombolas se torna ainda mais urgente. [...] No Brasil, por exemplo, a mudança climática afeta a produção de alimentos e a disponibilidade de água, o que atinge diretamente comunidades tradicionais que dependem da agricultura e dos recursos naturais. [...] Para essas comunidades, isso significa enfrentar dificuldades no acesso à água potável, riscos à segurança alimentar e à continuidade de práticas culturais ligadas à terra e à natureza.


(Disponível em: https://www.politize.com.br/quilombolas/#quilombolas-e-o-meio-ambient e. Acesso em 29 set. 2025. Adaptado.)
O processo de formação de palavras é muito importante para a dinâmica de uma língua. Essa formação pode acontecer de variadas maneiras. Associe a segunda coluna com primeira, relacionando os tipos de formação de palavras com seus respectivos exemplos, os quais foram retirados do texto:

Primeira coluna: tipos
1.Derivação por prefixação
2.Derivação por sufixação
3.Derivação parassintética
4.Composição por justaposição
5.Composição por aglutinação

Segunda coluna: exemplos
(__)étnico-racial.
(__)coletividade.
(__)recuperar.
(__)sobreviventes.
(__)agricultura.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Alternativas
Q3710866 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quem são os povos quilombolas?


Os povos quilombolas são descendentes de pessoas negras escravizadas que resistiram à escravidão no Brasil. Durante os séculos de escravidão no país, muitos fugiram das fazendas de café e das plantações de cana-de-açúcar e formaram comunidades conhecidas como quilombos, geralmente em áreas de difícil acesso, como as matas.

O termo "quilombo" vem da língua banto e significa "povoação". Essas comunidades funcionavam com base na coletividade com desenvolvimento social, econômico e político. Com o tempo, mesmo após a destruição de muitos quilombos, as comunidades sobreviventes se fortaleceram e passaram a preservar suas tradições e identidades.


Atualmente, segundo o Decreto n.º 4.887/2023, uma comunidade quilombola é um grupo étnico-racial que se autodeclara como tal, ou seja, que se reconhece como descendente de quilombo e mantém práticas culturais, sociais e religiosas próprias. O reconhecimento leva em conta critérios étnico-raciais e culturais, respeitando o direito à autodeclaração, algo fundamental para a valorização da diversidade e da identidade quilombola no país.


Os quilombolas são agricultores, guardiãs de sementes, marisqueiras e pescadores, apanhadores de flores, de coco-babaçu, de açaí, de buriti e outras práticas com base no cultivo.


Um dos quilombos mais conhecidos da história do Brasil é o Quilombo dos Palmares, fundado no século XVI na região da Serra da Barriga, localizada em Alagoas. [...] Durante quase cem anos, Palmares resistiu aos ataques de tropas portuguesas, holandesas e bandeirantes paulistas, sendo destruído em 1695. [...] Os ataques aos quilombos aconteciam porque os negros escravizados fugiam das fazendas, em busca de liberdade e para escapar de violências que sofriam. Muitos quilombolas foram mortos por resistirem à recaptura e suas moradias destruídas. Essa destruição também tinha o objetivo de impedir que os fugitivos cultivassem a terra, inclusive a cana-de-açúcar. Para os senhores de engenho, atacar o Quilombo dos Palmares significava não apenas recuperar a mão de obra escravizada, mas também garantir que o plantio de cana ficasse restrito às suas próprias fazendas. [...]


Atualmente, os quilombos continuam sendo espaços de preservação cultural e resistência. Nessas comunidades, os quilombolas mantêm costumes, religiões, formas de plantio, culinária e conhecimentos tradicionais passados de geração em geração.


[...]


Quilombolas e o meio ambiente 


Os povos quilombolas vivem em regiões com grande riqueza natural e podem exercer papel importante na proteção desses espaços. Ao proteger florestas, rios e manguezais, essas comunidades ajudam a evitar a degradação ambiental e garantem a manutenção do equilíbrio da natureza. [...] Eles também se organizam, muitas vezes, para enfrentar ameaças como a pesca predatória, o despejo de resíduos e o avanço de empreendimentos que colocam em risco o meio ambiente.


Os quilombolas combinam conhecimento ancestral com a ação coletiva para defender seus territórios. Um exemplo é o Quilombo Kalunga, localizado na Chapada dos Veadeiros (Goiás). Em 2023, moradores atuaram como brigadistas na prevenção de incêndios florestais. O conhecimento tradicional dos kalungas sobre o manejo do fogo, somada às técnicas de pesquisadores do Cerrado que atuam junto ao quilombo, contribuíram para reduzir os incêndios e facilitar o trabalho dos agricultores locais. [...]


Diante dos efeitos das mudanças climáticas, a preservação dos territórios quilombolas se torna ainda mais urgente. [...] No Brasil, por exemplo, a mudança climática afeta a produção de alimentos e a disponibilidade de água, o que atinge diretamente comunidades tradicionais que dependem da agricultura e dos recursos naturais. [...] Para essas comunidades, isso significa enfrentar dificuldades no acesso à água potável, riscos à segurança alimentar e à continuidade de práticas culturais ligadas à terra e à natureza.


(Disponível em: https://www.politize.com.br/quilombolas/#quilombolas-e-o-meio-ambient e. Acesso em 29 set. 2025. Adaptado.)
O processo de formação de palavras é muito importante para a dinâmica de uma língua. Essa formação pode acontecer de variadas maneiras. Associe a segunda coluna com primeira, relacionando os tipos de formação de palavras com seus respectivos exemplos, os quais foram retirados do texto:

Primeira coluna: tipos
1.Derivação por prefixação
2.Derivação por sufixação
3.Derivação parassintética
4.Composição por justaposição
5.Composição por aglutinação

Segunda coluna: exemplos
(__)étnico-racial.
(__)coletividade.
(__)recuperar.
(__)sobreviventes.
(__)agricultura.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas: 
Alternativas
Q3710775 Português
“Joana levantou tarde, não tomou café e também não foi ajudar a mãe na horta. Depois, teve que limpar todo o quintal e não pode brincar”. 
De acordo com o texto, podemos afirmar que: 
Alternativas
Q3710774 Português
Assinale a alternativa em que as palavras estão acentuadas e flexionadas no plural, de forma incorreta: 
Alternativas
Q3710773 Português
Assinale a frase em que a vírgula está usada corretamente: 
Alternativas
Q3710772 Português
A palavra complicado tem a seguinte divisão silábica: 
Alternativas
Respostas
27681: D
27682: B
27683: X
27684: E
27685: E
27686: B
27687: B
27688: A
27689: A
27690: A
27691: C
27692: B
27693: A
27694: D
27695: X
27696: X
27697: A
27698: A
27699: B
27700: A