Questões de Concurso Sobre português

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Q4418998 Português
Texto 1 - De volta à Lua, contemplamos uma Terra em risco


    Nasci em 1957, ano do Sputnik, primeiro satélite artificial lançado pela então União Soviética, dando início à corrida espacial.

   Cresci viajando para Ubatuba, quando quase tudo lá era mato. Conheci a maioria das praias de ônibus e a pé, por trilhas e pinguelas. Só em 1965 meus pais compraram o primeiro carro, um Fusca 1959.

   Foi em Ubatuba que vi, ou tentei ver, o pouso da Apollo 11 na Lua, nas férias de julho de 1969. A TV em branco e preto do vizinho era pequena e só chuvisco, e mais imaginei do que enxerguei quando Neil Armstrong deu o pequeno passo para um homem e um salto gigante para a humanidade. Meio às cegas, acreditei. Tornei-me entusiasta da ciência e da tecnologia, mas também amante da natureza, em contato com a Mata Atlântica que se atira da serra ao oceano.

   Queria ser astronauta, depois médico, biólogo —acabei jornalista. Entrei na Folha de São Paulo como redator em 1986, ano do cometa Halley e de duas tragédias, a do ônibus espacial Challenger e a da usina nuclear soviética Chernobyl.

   Escrever sobre ciência e tecnologia foi escolha natural, com foco em biologia. O ano de 1988 trouxe o assassinato do seringueiro Chico Mendes e manchetes no mundo todo sobre queimadas que podiam ser flagradas por satélites herdeiros do Sputnik.

   Aprendi com Antonio Donato Nobre que era balela a história de uma Amazônia pulmão verde da Terra. Mas, também, que o carbono nela estocado agravaria o efeito estufa se a destruição continuasse galopando e sua biomassa virasse fumaça.

 Gato escaldado, após 38 anos e quase 500 mil quilômetros quadrados de floresta derrubados, desacelerei a produção de reportagens sobre desmatamento e mudança climática. Ainda abordo o tema em colunas, mas já sem a ilusão de que eventos mastodônticos à moda da COP30 possam reverter a crise do clima.

   A humanidade, ou melhor, países e populações pobres enfrentam e enfrentarão tempos bicudos. Não posso deixar de pensar nisso ao ler notícias sobre o sobrevoo da Lua pela Artemis 2 e ao ver as lindas fotos que os astronautas enviam do céu.

  Espero que os tripulantes, incólumes, deem muitas palestras e sirvam de exemplos para crianças e jovens se entusiasmarem com ciência, como há 57 anos. Se as tecnologias dela derivadas estão a castigar o planeta, será também crucial investigação metódica responsável para tirarmos o pé do lodo climático.

   Faço minhas as palavras ressabiadas de Gilberto Gil em 1967, na canção "Lunik 9", sonda soviética que rondou a Lua: "Lá se foi [o homem] buscando a esperança que aqui já se foi / Nos jornais, manchetes, sensação, reportagens, fotos, conclusão:/ A Lua foi alcançada afinal, muito bem / Confesso que estou contente também".


Texto de Marcelo Leite (adaptado)12.abr.2026. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloleite/2026/04/- acesso em 12 de abril de 2026. 
A menção ao sobrevoo da Lua por missões contemporâneas, como o Artemis II, quando relacionada à memória da Apollo 11, produz um efeito de sentido que pode ser compreendido como
Alternativas
Q4418997 Português
Texto 1 - De volta à Lua, contemplamos uma Terra em risco


    Nasci em 1957, ano do Sputnik, primeiro satélite artificial lançado pela então União Soviética, dando início à corrida espacial.

   Cresci viajando para Ubatuba, quando quase tudo lá era mato. Conheci a maioria das praias de ônibus e a pé, por trilhas e pinguelas. Só em 1965 meus pais compraram o primeiro carro, um Fusca 1959.

   Foi em Ubatuba que vi, ou tentei ver, o pouso da Apollo 11 na Lua, nas férias de julho de 1969. A TV em branco e preto do vizinho era pequena e só chuvisco, e mais imaginei do que enxerguei quando Neil Armstrong deu o pequeno passo para um homem e um salto gigante para a humanidade. Meio às cegas, acreditei. Tornei-me entusiasta da ciência e da tecnologia, mas também amante da natureza, em contato com a Mata Atlântica que se atira da serra ao oceano.

   Queria ser astronauta, depois médico, biólogo —acabei jornalista. Entrei na Folha de São Paulo como redator em 1986, ano do cometa Halley e de duas tragédias, a do ônibus espacial Challenger e a da usina nuclear soviética Chernobyl.

   Escrever sobre ciência e tecnologia foi escolha natural, com foco em biologia. O ano de 1988 trouxe o assassinato do seringueiro Chico Mendes e manchetes no mundo todo sobre queimadas que podiam ser flagradas por satélites herdeiros do Sputnik.

   Aprendi com Antonio Donato Nobre que era balela a história de uma Amazônia pulmão verde da Terra. Mas, também, que o carbono nela estocado agravaria o efeito estufa se a destruição continuasse galopando e sua biomassa virasse fumaça.

 Gato escaldado, após 38 anos e quase 500 mil quilômetros quadrados de floresta derrubados, desacelerei a produção de reportagens sobre desmatamento e mudança climática. Ainda abordo o tema em colunas, mas já sem a ilusão de que eventos mastodônticos à moda da COP30 possam reverter a crise do clima.

   A humanidade, ou melhor, países e populações pobres enfrentam e enfrentarão tempos bicudos. Não posso deixar de pensar nisso ao ler notícias sobre o sobrevoo da Lua pela Artemis 2 e ao ver as lindas fotos que os astronautas enviam do céu.

  Espero que os tripulantes, incólumes, deem muitas palestras e sirvam de exemplos para crianças e jovens se entusiasmarem com ciência, como há 57 anos. Se as tecnologias dela derivadas estão a castigar o planeta, será também crucial investigação metódica responsável para tirarmos o pé do lodo climático.

   Faço minhas as palavras ressabiadas de Gilberto Gil em 1967, na canção "Lunik 9", sonda soviética que rondou a Lua: "Lá se foi [o homem] buscando a esperança que aqui já se foi / Nos jornais, manchetes, sensação, reportagens, fotos, conclusão:/ A Lua foi alcançada afinal, muito bem / Confesso que estou contente também".


Texto de Marcelo Leite (adaptado)12.abr.2026. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloleite/2026/04/- acesso em 12 de abril de 2026. 
Assinale a alternativa cuja construção apresenta ambiguidade decorrente da dupla possibilidade de associação sintática, assim como ocorre no trecho “ao ver as lindas fotos que os astronautas enviam do céu”.
Alternativas
Q4418940 Português
Nas frases a seguir, as palavras ou expressões destacadas estabelecem diferentes relações de sentido. Assinale a alternativa em que as palavras ou expressões destacadas são empregadas como sinônimas: 
Alternativas
Q4418939 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão corretamente acentuadas: 
Alternativas
Q4418938 Português
No diálogo a seguir, os sinas de pontuação foram retirados. Cada sinal está representado por parênteses (__). Assinale a alternativa que apresenta, na ordem, os sinais de pontuação que completam corretamente os espaços do diálogo:
O motorista perguntou ao colega (__)
— O caminhão já está pronto (__)
O colega respondeu (__)
— Sim (__) podemos iniciar o trabalho (__)
Alternativas
Q4418937 Português
Assinale a alternativa em que as concordâncias verbal e nominal estão corretas: 
Alternativas
Q4418936 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras destacadas estão escritas corretamente:
Alternativas
Q4418935 Português

PROCON de Maravilha recolhe mais de 400 kg de fios obsoletos em campanha de limpeza


03/09/2026


Na última quarta-feira (02), o Procon deu continuidade à "Operação Limpa Fios". Na ocasião as equipes trabalharam na Avenida Sete de Setembro com início na esquina da Loja 1001, seguindo até o Hangra, abrangendo um importante trecho da região central. A ação tem como objetivo combater o acúmulo de fios e cabos obsoletos instalados na rede aérea do município.

Durante os trabalhos, foram recolhidos aproximadamente 450 quilos de fios e cabos, materiais que estavam sem utilização e permaneciam instalados na rede. Para o Procon de Maravilha, a Campanha Limpa Fio possui uma importância que vai além da questão estética: "A retirada de cabos sem utilização contribui para uma cidade mais organizada e segura, além de facilitar a identificação e a manutenção dos cabos que efetivamente estão em funcionamento", afirma o diretor do Procon, Rodrigo Motter.


https://maravilha.sc.gov.br/procon-de-maravilha-recolhe-mais-de-400-k g-de-fios-obsoletos-em-campanha-de-limpeza/ Acesso em 07/09/2026 (Adaptado). 
No trecho "A retirada de cabos sem utilização contribui para uma cidade mais organizada e segura, além de facilitar a identificação e a manutenção dos cabos que efetivamente estão em funcionamento", a expressão destacada contribui para a construção do sentido do texto porque:
Alternativas
Q4418934 Português

PROCON de Maravilha recolhe mais de 400 kg de fios obsoletos em campanha de limpeza


03/09/2026


Na última quarta-feira (02), o Procon deu continuidade à "Operação Limpa Fios". Na ocasião as equipes trabalharam na Avenida Sete de Setembro com início na esquina da Loja 1001, seguindo até o Hangra, abrangendo um importante trecho da região central. A ação tem como objetivo combater o acúmulo de fios e cabos obsoletos instalados na rede aérea do município.

Durante os trabalhos, foram recolhidos aproximadamente 450 quilos de fios e cabos, materiais que estavam sem utilização e permaneciam instalados na rede. Para o Procon de Maravilha, a Campanha Limpa Fio possui uma importância que vai além da questão estética: "A retirada de cabos sem utilização contribui para uma cidade mais organizada e segura, além de facilitar a identificação e a manutenção dos cabos que efetivamente estão em funcionamento", afirma o diretor do Procon, Rodrigo Motter.


https://maravilha.sc.gov.br/procon-de-maravilha-recolhe-mais-de-400-k g-de-fios-obsoletos-em-campanha-de-limpeza/ Acesso em 07/09/2026 (Adaptado). 
No segundo parágrafo do texto, há um trecho entre aspas. Considerando o uso desse sinal de pontuação no texto, as aspas servem para:
Alternativas
Q4418933 Português

PROCON de Maravilha recolhe mais de 400 kg de fios obsoletos em campanha de limpeza


03/09/2026


Na última quarta-feira (02), o Procon deu continuidade à "Operação Limpa Fios". Na ocasião as equipes trabalharam na Avenida Sete de Setembro com início na esquina da Loja 1001, seguindo até o Hangra, abrangendo um importante trecho da região central. A ação tem como objetivo combater o acúmulo de fios e cabos obsoletos instalados na rede aérea do município.

Durante os trabalhos, foram recolhidos aproximadamente 450 quilos de fios e cabos, materiais que estavam sem utilização e permaneciam instalados na rede. Para o Procon de Maravilha, a Campanha Limpa Fio possui uma importância que vai além da questão estética: "A retirada de cabos sem utilização contribui para uma cidade mais organizada e segura, além de facilitar a identificação e a manutenção dos cabos que efetivamente estão em funcionamento", afirma o diretor do Procon, Rodrigo Motter.


https://maravilha.sc.gov.br/procon-de-maravilha-recolhe-mais-de-400-k g-de-fios-obsoletos-em-campanha-de-limpeza/ Acesso em 07/09/2026 (Adaptado). 
Considerando as características internas do texto, como título, data, linguagem e informações apresentadas, assinale a alternativa que identifica corretamente seu gênero textual e sua finalidade.
Alternativas
Q4418932 Português

PROCON de Maravilha recolhe mais de 400 kg de fios obsoletos em campanha de limpeza


03/09/2026


Na última quarta-feira (02), o Procon deu continuidade à "Operação Limpa Fios". Na ocasião as equipes trabalharam na Avenida Sete de Setembro com início na esquina da Loja 1001, seguindo até o Hangra, abrangendo um importante trecho da região central. A ação tem como objetivo combater o acúmulo de fios e cabos obsoletos instalados na rede aérea do município.

Durante os trabalhos, foram recolhidos aproximadamente 450 quilos de fios e cabos, materiais que estavam sem utilização e permaneciam instalados na rede. Para o Procon de Maravilha, a Campanha Limpa Fio possui uma importância que vai além da questão estética: "A retirada de cabos sem utilização contribui para uma cidade mais organizada e segura, além de facilitar a identificação e a manutenção dos cabos que efetivamente estão em funcionamento", afirma o diretor do Procon, Rodrigo Motter.


https://maravilha.sc.gov.br/procon-de-maravilha-recolhe-mais-de-400-k g-de-fios-obsoletos-em-campanha-de-limpeza/ Acesso em 07/09/2026 (Adaptado). 
No texto, a palavra obsoletos é usada para se referir aos fios e cabos que: 
Alternativas
Q4418931 Português

PROCON de Maravilha recolhe mais de 400 kg de fios obsoletos em campanha de limpeza


03/09/2026


Na última quarta-feira (02), o Procon deu continuidade à "Operação Limpa Fios". Na ocasião as equipes trabalharam na Avenida Sete de Setembro com início na esquina da Loja 1001, seguindo até o Hangra, abrangendo um importante trecho da região central. A ação tem como objetivo combater o acúmulo de fios e cabos obsoletos instalados na rede aérea do município.

Durante os trabalhos, foram recolhidos aproximadamente 450 quilos de fios e cabos, materiais que estavam sem utilização e permaneciam instalados na rede. Para o Procon de Maravilha, a Campanha Limpa Fio possui uma importância que vai além da questão estética: "A retirada de cabos sem utilização contribui para uma cidade mais organizada e segura, além de facilitar a identificação e a manutenção dos cabos que efetivamente estão em funcionamento", afirma o diretor do Procon, Rodrigo Motter.


https://maravilha.sc.gov.br/procon-de-maravilha-recolhe-mais-de-400-k g-de-fios-obsoletos-em-campanha-de-limpeza/ Acesso em 07/09/2026 (Adaptado). 
De acordo com as informações do texto, a retirada dos fios e cabos sem utilização é importante porque: 
Alternativas
Q4418875 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quem quer ser cientista?


Quando pensamos nos desafios da ciência brasileira, é comum falarmos de financiamento, infraestrutura, equipamentos ou bolsas. Mas quem é que fará ciência no futuro? Nenhum sistema científico existe sem pessoas dispostas a dedicar parte importante de suas vidas à produção de conhecimento. Ao passo que laboratórios podem ser construídos, equipamentos podem ser comprados e editais podem ser lançados, cientistas, por outro lado, precisam ser formados. E precisam querer ser cientistas. [...]


Iniciemos considerando que a carreira acadêmica não deixou de ser boa. Pelo contrário, poucas profissões oferecem uma combinação de autonomia intelectual e potencial de legado permanente, dada a possibilidade de descobrir algo que ninguém conhecia e de formar novas gerações de mentes pensantes. Ser cientista é intelectualmente estimulante. Mas acho que o problema está em outros lugares, como na trajetória necessária para chegar a essa carreira e na forma como ela é percebida pela sociedade. [...]


Durante anos, um profissional altamente qualificado pode não saber exatamente onde trabalhará ou se terá condições de continuar fazendo pesquisa. Isso importa porque a academia concorre, em desvantagem, com todas as outras possibilidades profissionais oferecidas a um trabalhador com esse perfil. Isso gera um mercado de trabalho científico restrito, fazendo com que "seguir carreira acadêmica" seja sinônimo de tornar-se professor universitário. [...]


Ser cientista deve fazer sentido como projeto de vida. A carreira acadêmica não é um caminho fácil, pois a ciência exige, além de curiosidade, muita persistência, criatividade e disposição para lidar com aquilo que ainda não sabemos. A natureza intrinsecamente incerta da atividade científica deve permanecer no âmbito das hipóteses que eventualmente não se confirmam e não extravasar como insegurança de futuro profissional. [...]


MARTINS-DE-SOUZA, Daniel. Quem quer ser cientista? Jornal da Unicamp, Campinas, 15 set. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/09/15/daniel-martins-de-souza/quem-quer-ser-cientista/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)

O emprego do acento grave indicativo de crase depende da regência do termo antecedente e da possibilidade de o termo seguinte receber artigo definido feminino. Associe as colunas abaixo, relacionando as justificativas (Coluna 1) às ocorrências do texto ou às reescritas propostas a partir dele (Coluna 2).


Coluna 1:


1. Crase obrigatória, resultante da fusão da preposição exigida pelo termo regente com o artigo definido feminino.


2. Ausência de crase diante de pronome demonstrativo que não se inicia pela vogal "a".


3. Ausência de crase diante de artigo indefinido feminino.


4. Crase facultativa diante de pronome possessivo feminino no singular.


Coluna 2:


(__) "a" em "chegar a essa carreira", no texto.


(__) "à" em "dedicar parte importante de suas vidas à produção de conhecimento", no texto.


(__) "à" na reescrita "pesquisadores que se dedicam à sua investigação".


(__) "a" na reescrita "possibilidades oferecidas a uma pesquisadora".



Assinale a alternativa que contém a associação CORRETA, de cima para baixo. 

Alternativas
Q4418874 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quem quer ser cientista?


Quando pensamos nos desafios da ciência brasileira, é comum falarmos de financiamento, infraestrutura, equipamentos ou bolsas. Mas quem é que fará ciência no futuro? Nenhum sistema científico existe sem pessoas dispostas a dedicar parte importante de suas vidas à produção de conhecimento. Ao passo que laboratórios podem ser construídos, equipamentos podem ser comprados e editais podem ser lançados, cientistas, por outro lado, precisam ser formados. E precisam querer ser cientistas. [...]


Iniciemos considerando que a carreira acadêmica não deixou de ser boa. Pelo contrário, poucas profissões oferecem uma combinação de autonomia intelectual e potencial de legado permanente, dada a possibilidade de descobrir algo que ninguém conhecia e de formar novas gerações de mentes pensantes. Ser cientista é intelectualmente estimulante. Mas acho que o problema está em outros lugares, como na trajetória necessária para chegar a essa carreira e na forma como ela é percebida pela sociedade. [...]


Durante anos, um profissional altamente qualificado pode não saber exatamente onde trabalhará ou se terá condições de continuar fazendo pesquisa. Isso importa porque a academia concorre, em desvantagem, com todas as outras possibilidades profissionais oferecidas a um trabalhador com esse perfil. Isso gera um mercado de trabalho científico restrito, fazendo com que "seguir carreira acadêmica" seja sinônimo de tornar-se professor universitário. [...]


Ser cientista deve fazer sentido como projeto de vida. A carreira acadêmica não é um caminho fácil, pois a ciência exige, além de curiosidade, muita persistência, criatividade e disposição para lidar com aquilo que ainda não sabemos. A natureza intrinsecamente incerta da atividade científica deve permanecer no âmbito das hipóteses que eventualmente não se confirmam e não extravasar como insegurança de futuro profissional. [...]


MARTINS-DE-SOUZA, Daniel. Quem quer ser cientista? Jornal da Unicamp, Campinas, 15 set. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/09/15/daniel-martins-de-souza/quem-quer-ser-cientista/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)

O período a seguir reescreve ideias do texto e deve ser completado com palavras que preservem as relações de sentido presentes no original, mantendo equivalência com os termos ali empregados. Analise a afirmativa abaixo:


Para o autor, a incerteza __________ à atividade científica deve ficar contida no âmbito das hipóteses, sem __________ para a vida profissional do pesquisador, cuja trajetória, marcada por __________, contrasta com o legado __________ que a carreira pode oferecer.


Assinale a alternativa que preenche CORRETA e respectivamente as lacunas. 

Alternativas
Q4418873 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quem quer ser cientista?


Quando pensamos nos desafios da ciência brasileira, é comum falarmos de financiamento, infraestrutura, equipamentos ou bolsas. Mas quem é que fará ciência no futuro? Nenhum sistema científico existe sem pessoas dispostas a dedicar parte importante de suas vidas à produção de conhecimento. Ao passo que laboratórios podem ser construídos, equipamentos podem ser comprados e editais podem ser lançados, cientistas, por outro lado, precisam ser formados. E precisam querer ser cientistas. [...]


Iniciemos considerando que a carreira acadêmica não deixou de ser boa. Pelo contrário, poucas profissões oferecem uma combinação de autonomia intelectual e potencial de legado permanente, dada a possibilidade de descobrir algo que ninguém conhecia e de formar novas gerações de mentes pensantes. Ser cientista é intelectualmente estimulante. Mas acho que o problema está em outros lugares, como na trajetória necessária para chegar a essa carreira e na forma como ela é percebida pela sociedade. [...]


Durante anos, um profissional altamente qualificado pode não saber exatamente onde trabalhará ou se terá condições de continuar fazendo pesquisa. Isso importa porque a academia concorre, em desvantagem, com todas as outras possibilidades profissionais oferecidas a um trabalhador com esse perfil. Isso gera um mercado de trabalho científico restrito, fazendo com que "seguir carreira acadêmica" seja sinônimo de tornar-se professor universitário. [...]


Ser cientista deve fazer sentido como projeto de vida. A carreira acadêmica não é um caminho fácil, pois a ciência exige, além de curiosidade, muita persistência, criatividade e disposição para lidar com aquilo que ainda não sabemos. A natureza intrinsecamente incerta da atividade científica deve permanecer no âmbito das hipóteses que eventualmente não se confirmam e não extravasar como insegurança de futuro profissional. [...]


MARTINS-DE-SOUZA, Daniel. Quem quer ser cientista? Jornal da Unicamp, Campinas, 15 set. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/09/15/daniel-martins-de-souza/quem-quer-ser-cientista/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)

O emprego do acento gráfico obedece a regras que consideram a posição da sílaba tônica, a terminação do vocábulo, o timbre da vogal e, em alguns casos, a necessidade de distinguir formas homógrafas. Considerando as regras do Acordo Ortográfico vigente e as palavras empregadas no texto, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4418872 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quem quer ser cientista?


Quando pensamos nos desafios da ciência brasileira, é comum falarmos de financiamento, infraestrutura, equipamentos ou bolsas. Mas quem é que fará ciência no futuro? Nenhum sistema científico existe sem pessoas dispostas a dedicar parte importante de suas vidas à produção de conhecimento. Ao passo que laboratórios podem ser construídos, equipamentos podem ser comprados e editais podem ser lançados, cientistas, por outro lado, precisam ser formados. E precisam querer ser cientistas. [...]


Iniciemos considerando que a carreira acadêmica não deixou de ser boa. Pelo contrário, poucas profissões oferecem uma combinação de autonomia intelectual e potencial de legado permanente, dada a possibilidade de descobrir algo que ninguém conhecia e de formar novas gerações de mentes pensantes. Ser cientista é intelectualmente estimulante. Mas acho que o problema está em outros lugares, como na trajetória necessária para chegar a essa carreira e na forma como ela é percebida pela sociedade. [...]


Durante anos, um profissional altamente qualificado pode não saber exatamente onde trabalhará ou se terá condições de continuar fazendo pesquisa. Isso importa porque a academia concorre, em desvantagem, com todas as outras possibilidades profissionais oferecidas a um trabalhador com esse perfil. Isso gera um mercado de trabalho científico restrito, fazendo com que "seguir carreira acadêmica" seja sinônimo de tornar-se professor universitário. [...]


Ser cientista deve fazer sentido como projeto de vida. A carreira acadêmica não é um caminho fácil, pois a ciência exige, além de curiosidade, muita persistência, criatividade e disposição para lidar com aquilo que ainda não sabemos. A natureza intrinsecamente incerta da atividade científica deve permanecer no âmbito das hipóteses que eventualmente não se confirmam e não extravasar como insegurança de futuro profissional. [...]


MARTINS-DE-SOUZA, Daniel. Quem quer ser cientista? Jornal da Unicamp, Campinas, 15 set. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/09/15/daniel-martins-de-souza/quem-quer-ser-cientista/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)

No texto, várias palavras exercem papel de núcleo ou de modificador em expressões nominais, e algumas delas mudam de classe gramatical conforme a posição e a função que ocupam na frase. Considerando a classe e o funcionamento dessas palavras no contexto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4418871 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quem quer ser cientista?


Quando pensamos nos desafios da ciência brasileira, é comum falarmos de financiamento, infraestrutura, equipamentos ou bolsas. Mas quem é que fará ciência no futuro? Nenhum sistema científico existe sem pessoas dispostas a dedicar parte importante de suas vidas à produção de conhecimento. Ao passo que laboratórios podem ser construídos, equipamentos podem ser comprados e editais podem ser lançados, cientistas, por outro lado, precisam ser formados. E precisam querer ser cientistas. [...]


Iniciemos considerando que a carreira acadêmica não deixou de ser boa. Pelo contrário, poucas profissões oferecem uma combinação de autonomia intelectual e potencial de legado permanente, dada a possibilidade de descobrir algo que ninguém conhecia e de formar novas gerações de mentes pensantes. Ser cientista é intelectualmente estimulante. Mas acho que o problema está em outros lugares, como na trajetória necessária para chegar a essa carreira e na forma como ela é percebida pela sociedade. [...]


Durante anos, um profissional altamente qualificado pode não saber exatamente onde trabalhará ou se terá condições de continuar fazendo pesquisa. Isso importa porque a academia concorre, em desvantagem, com todas as outras possibilidades profissionais oferecidas a um trabalhador com esse perfil. Isso gera um mercado de trabalho científico restrito, fazendo com que "seguir carreira acadêmica" seja sinônimo de tornar-se professor universitário. [...]


Ser cientista deve fazer sentido como projeto de vida. A carreira acadêmica não é um caminho fácil, pois a ciência exige, além de curiosidade, muita persistência, criatividade e disposição para lidar com aquilo que ainda não sabemos. A natureza intrinsecamente incerta da atividade científica deve permanecer no âmbito das hipóteses que eventualmente não se confirmam e não extravasar como insegurança de futuro profissional. [...]


MARTINS-DE-SOUZA, Daniel. Quem quer ser cientista? Jornal da Unicamp, Campinas, 15 set. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/09/15/daniel-martins-de-souza/quem-quer-ser-cientista/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)

O texto discute a atratividade da carreira científica no Brasil e desloca, ao longo dos parágrafos, o foco da análise dos recursos materiais para as pessoas que produzem conhecimento e para as condições em que elas trabalham. Considerando a argumentação desenvolvida no texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4418870 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quem quer ser cientista?


Quando pensamos nos desafios da ciência brasileira, é comum falarmos de financiamento, infraestrutura, equipamentos ou bolsas. Mas quem é que fará ciência no futuro? Nenhum sistema científico existe sem pessoas dispostas a dedicar parte importante de suas vidas à produção de conhecimento. Ao passo que laboratórios podem ser construídos, equipamentos podem ser comprados e editais podem ser lançados, cientistas, por outro lado, precisam ser formados. E precisam querer ser cientistas. [...]


Iniciemos considerando que a carreira acadêmica não deixou de ser boa. Pelo contrário, poucas profissões oferecem uma combinação de autonomia intelectual e potencial de legado permanente, dada a possibilidade de descobrir algo que ninguém conhecia e de formar novas gerações de mentes pensantes. Ser cientista é intelectualmente estimulante. Mas acho que o problema está em outros lugares, como na trajetória necessária para chegar a essa carreira e na forma como ela é percebida pela sociedade. [...]


Durante anos, um profissional altamente qualificado pode não saber exatamente onde trabalhará ou se terá condições de continuar fazendo pesquisa. Isso importa porque a academia concorre, em desvantagem, com todas as outras possibilidades profissionais oferecidas a um trabalhador com esse perfil. Isso gera um mercado de trabalho científico restrito, fazendo com que "seguir carreira acadêmica" seja sinônimo de tornar-se professor universitário. [...]


Ser cientista deve fazer sentido como projeto de vida. A carreira acadêmica não é um caminho fácil, pois a ciência exige, além de curiosidade, muita persistência, criatividade e disposição para lidar com aquilo que ainda não sabemos. A natureza intrinsecamente incerta da atividade científica deve permanecer no âmbito das hipóteses que eventualmente não se confirmam e não extravasar como insegurança de futuro profissional. [...]


MARTINS-DE-SOUZA, Daniel. Quem quer ser cientista? Jornal da Unicamp, Campinas, 15 set. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/09/15/daniel-martins-de-souza/quem-quer-ser-cientista/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)

No primeiro parágrafo, lê-se: "Ao passo que laboratórios podem ser construídos, equipamentos podem ser comprados e editais podem ser lançados, cientistas, por outro lado, precisam ser formados." Considerando o emprego das formas verbais e da voz verbal nesse período, analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:


I. O emprego reiterado de locuções verbais na voz passiva analítica, sem agente expresso, permite ao autor pôr em evidência os seres afetados pelas ações: laboratórios, equipamentos, editais e cientistas.


PORQUE


II. Na voz passiva, o termo que sofre a ação ocupa a posição de sujeito da oração, e a omissão do agente torna secundária a identificação de quem pratica a ação.



A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4418869 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quem quer ser cientista?


Quando pensamos nos desafios da ciência brasileira, é comum falarmos de financiamento, infraestrutura, equipamentos ou bolsas. Mas quem é que fará ciência no futuro? Nenhum sistema científico existe sem pessoas dispostas a dedicar parte importante de suas vidas à produção de conhecimento. Ao passo que laboratórios podem ser construídos, equipamentos podem ser comprados e editais podem ser lançados, cientistas, por outro lado, precisam ser formados. E precisam querer ser cientistas. [...]


Iniciemos considerando que a carreira acadêmica não deixou de ser boa. Pelo contrário, poucas profissões oferecem uma combinação de autonomia intelectual e potencial de legado permanente, dada a possibilidade de descobrir algo que ninguém conhecia e de formar novas gerações de mentes pensantes. Ser cientista é intelectualmente estimulante. Mas acho que o problema está em outros lugares, como na trajetória necessária para chegar a essa carreira e na forma como ela é percebida pela sociedade. [...]


Durante anos, um profissional altamente qualificado pode não saber exatamente onde trabalhará ou se terá condições de continuar fazendo pesquisa. Isso importa porque a academia concorre, em desvantagem, com todas as outras possibilidades profissionais oferecidas a um trabalhador com esse perfil. Isso gera um mercado de trabalho científico restrito, fazendo com que "seguir carreira acadêmica" seja sinônimo de tornar-se professor universitário. [...]


Ser cientista deve fazer sentido como projeto de vida. A carreira acadêmica não é um caminho fácil, pois a ciência exige, além de curiosidade, muita persistência, criatividade e disposição para lidar com aquilo que ainda não sabemos. A natureza intrinsecamente incerta da atividade científica deve permanecer no âmbito das hipóteses que eventualmente não se confirmam e não extravasar como insegurança de futuro profissional. [...]


MARTINS-DE-SOUZA, Daniel. Quem quer ser cientista? Jornal da Unicamp, Campinas, 15 set. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/09/15/daniel-martins-de-souza/quem-quer-ser-cientista/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)

Os sinais de pontuação do texto contribuem para a organização sintática dos períodos e para a construção de efeitos de sentido, como ênfase, destaque de expressões e interlocução com o leitor. Acerca do emprego dos sinais de pontuação no texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4418868 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quem quer ser cientista?


Quando pensamos nos desafios da ciência brasileira, é comum falarmos de financiamento, infraestrutura, equipamentos ou bolsas. Mas quem é que fará ciência no futuro? Nenhum sistema científico existe sem pessoas dispostas a dedicar parte importante de suas vidas à produção de conhecimento. Ao passo que laboratórios podem ser construídos, equipamentos podem ser comprados e editais podem ser lançados, cientistas, por outro lado, precisam ser formados. E precisam querer ser cientistas. [...]


Iniciemos considerando que a carreira acadêmica não deixou de ser boa. Pelo contrário, poucas profissões oferecem uma combinação de autonomia intelectual e potencial de legado permanente, dada a possibilidade de descobrir algo que ninguém conhecia e de formar novas gerações de mentes pensantes. Ser cientista é intelectualmente estimulante. Mas acho que o problema está em outros lugares, como na trajetória necessária para chegar a essa carreira e na forma como ela é percebida pela sociedade. [...]


Durante anos, um profissional altamente qualificado pode não saber exatamente onde trabalhará ou se terá condições de continuar fazendo pesquisa. Isso importa porque a academia concorre, em desvantagem, com todas as outras possibilidades profissionais oferecidas a um trabalhador com esse perfil. Isso gera um mercado de trabalho científico restrito, fazendo com que "seguir carreira acadêmica" seja sinônimo de tornar-se professor universitário. [...]


Ser cientista deve fazer sentido como projeto de vida. A carreira acadêmica não é um caminho fácil, pois a ciência exige, além de curiosidade, muita persistência, criatividade e disposição para lidar com aquilo que ainda não sabemos. A natureza intrinsecamente incerta da atividade científica deve permanecer no âmbito das hipóteses que eventualmente não se confirmam e não extravasar como insegurança de futuro profissional. [...]


MARTINS-DE-SOUZA, Daniel. Quem quer ser cientista? Jornal da Unicamp, Campinas, 15 set. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/09/15/daniel-martins-de-souza/quem-quer-ser-cientista/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)

O texto contém construções em que a concordância exige identificar corretamente o núcleo do sujeito, o termo modificado por um adjetivo ou particípio e a natureza oracional de certos sujeitos. Sobre a concordância nominal e verbal nos trechos transcritos, julgue as afirmações abaixo como Verdadeiras (V) ou Falsas (F):



(__) Em "é comum falarmos de financiamento, infraestrutura, equipamentos ou bolsas", "comum" fica no singular porque o sujeito de "é" é a oração infinitiva, e não a série de substantivos. 


(__) Em "dada a possibilidade de descobrir algo", o particípio concorda com "possibilidade" e passaria a "dadas" caso esse substantivo fosse pluralizado no mesmo contexto.


(__) Em "outras possibilidades profissionais oferecidas a um trabalhador", o particípio poderia concordar com "trabalhador", termo mais próximo, sem desvio da norma-padrão.


(__) Em "Ser cientista é intelectualmente estimulante", o adjetivo concorda com "cientista", núcleo do sujeito, e iria para o plural na construção "Ser cientistas".


(__) Em "A natureza intrinsecamente incerta da atividade científica deve permanecer", o verbo concorda com "natureza", e não com "atividade", núcleo de um adjunto.



A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:

Alternativas
Respostas
221: C
222: E
223: D
224: D
225: D
226: C
227: E
228: E
229: A
230: C
231: C
232: C
233: C
234: C
235: D
236: E
237: D
238: B
239: A
240: D