Questões de Concurso Sobre português

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Q3851488 Português
Assinale a afirmativa em que o termo em destaque é um pronome possessivo.
Alternativas
Q3851487 Português
Assinale a alternativa em que o vocábulo “a” em destaque NÃO exerce a função de artigo. 
Alternativas
Q3851486 Português
Assinale a alternativa que contém a frase correta em relação à pontuação.
Alternativas
Q3851485 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


O Risadinha (I)


        Seria melhor dizer que ele não teve infância. Mas não é verdade. Eu o conheci menino, trepando às árvores, armando alçapão para canários-da-terra, bodoqueando as rolinhas, rolando pneu velho pelas ruas, pegando traseira de bonde, chamando o Professor Asdrúbal de Jaburu. Foi este último um dos mais divertidos e perigosos brinquedos da nossa infância: o velho corria atrás da gente brandindo a bengala, seus bastos bigodes amarelos fremindo sob as ventas vulcânicas. 


        Nestor, em suma, teve a meninice normal de um filho de funcionário público em nosso tempo, tempo incerto, pois os recursos da Fazenda na província eram magros, e os pagamentos se atrasavam, enervando a população.


        Seus companheiros talvez nem soubessem que se chamasse Nestor; era para todos o Risadinha. Falava pouco e ria muito, um riso de fato diminutivo, nascido de reservados solilóquios, quase extemporâneo. Certa feita, na aula de francês, quando entoávamos em coro o presente do subjuntivo do verbo s'en aller, Risadinha pespegou uma bólide de papel bem na ponta do nariz do professor, que era muito branco, pedante a capricho e tinha o nome de Demóstenes. O rosto do mestre passou do pálido ao rubro das suas tremendas cóleras. Um dos seus prazeres, sendo-lhe vetado por lei castigar-nos com o bastão, era desfiar em cima do culpado uma série de insultos preciosos, que ele ia escandindo um por um, sem pressa e com ódio. 


        — Levante-se, seu Nestor! Sa-cri-pan-ta! Ne-gli-gen-te! Si-co-fan-ta! Tu-nan-te! Man-drião! Ca-la-cei-ro! Pan-di-lha! Bil-tre! Tram-po-linei-ro! Bar-gan-te! Es-trói-na! Val-de-vi-nos! Va-ga-bun-do!...


        Pegando a deixa da única palavra inteligível, Risadinha erguia o dedo no ar e protestava, com ar ofendido:


        — Vagabundo, não, professor. 


        Era um artista do cinismo, e sua momice de inocência era de tal arte que até mesmo seu Demóstenes não conseguia conter o riso. Como também somente ele já arrancara uma gargalhada do padre-prefeito, um alemão da altura da catedral de Colônia, num dia em que vinha caminhando lento e distraído, fora da forma.


        — Por que o senhorr não está na forma? — perguntou-lhe rosnando o padre, como se estivesse de promotor da Inquisição, diante de um herege horripilante.


        — É porque estou com meu pezinho machucado, respondeu com doçura o Risadinha.


        — E por que senhorr não está mancando? Risadinha olhou com espanto para os seus próprios pés, começando a mancar vistosamente:


        — Desculpe, seu padre, é porque eu tinha esquecido.


CAMPOS, Paulo Mendes. O risadinha. In: Para Gostar de Ler. São Paulo: Ática, 1992. p. 62. (Volume 2 – Crônicas).

Assinale a alternativa INCORRETA a respeito da concordância no seguinte parágrafo do texto:
“Foi este último um dos mais divertidos e perigosos brinquedos da nossa infância: o velho corria atrás da gente brandindo a bengala, seus bastos bigodes amarelos fremindo sob as ventas vulcânicas.”
Alternativas
Q3851484 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


O Risadinha (I)


        Seria melhor dizer que ele não teve infância. Mas não é verdade. Eu o conheci menino, trepando às árvores, armando alçapão para canários-da-terra, bodoqueando as rolinhas, rolando pneu velho pelas ruas, pegando traseira de bonde, chamando o Professor Asdrúbal de Jaburu. Foi este último um dos mais divertidos e perigosos brinquedos da nossa infância: o velho corria atrás da gente brandindo a bengala, seus bastos bigodes amarelos fremindo sob as ventas vulcânicas. 


        Nestor, em suma, teve a meninice normal de um filho de funcionário público em nosso tempo, tempo incerto, pois os recursos da Fazenda na província eram magros, e os pagamentos se atrasavam, enervando a população.


        Seus companheiros talvez nem soubessem que se chamasse Nestor; era para todos o Risadinha. Falava pouco e ria muito, um riso de fato diminutivo, nascido de reservados solilóquios, quase extemporâneo. Certa feita, na aula de francês, quando entoávamos em coro o presente do subjuntivo do verbo s'en aller, Risadinha pespegou uma bólide de papel bem na ponta do nariz do professor, que era muito branco, pedante a capricho e tinha o nome de Demóstenes. O rosto do mestre passou do pálido ao rubro das suas tremendas cóleras. Um dos seus prazeres, sendo-lhe vetado por lei castigar-nos com o bastão, era desfiar em cima do culpado uma série de insultos preciosos, que ele ia escandindo um por um, sem pressa e com ódio. 


        — Levante-se, seu Nestor! Sa-cri-pan-ta! Ne-gli-gen-te! Si-co-fan-ta! Tu-nan-te! Man-drião! Ca-la-cei-ro! Pan-di-lha! Bil-tre! Tram-po-linei-ro! Bar-gan-te! Es-trói-na! Val-de-vi-nos! Va-ga-bun-do!...


        Pegando a deixa da única palavra inteligível, Risadinha erguia o dedo no ar e protestava, com ar ofendido:


        — Vagabundo, não, professor. 


        Era um artista do cinismo, e sua momice de inocência era de tal arte que até mesmo seu Demóstenes não conseguia conter o riso. Como também somente ele já arrancara uma gargalhada do padre-prefeito, um alemão da altura da catedral de Colônia, num dia em que vinha caminhando lento e distraído, fora da forma.


        — Por que o senhorr não está na forma? — perguntou-lhe rosnando o padre, como se estivesse de promotor da Inquisição, diante de um herege horripilante.


        — É porque estou com meu pezinho machucado, respondeu com doçura o Risadinha.


        — E por que senhorr não está mancando? Risadinha olhou com espanto para os seus próprios pés, começando a mancar vistosamente:


        — Desculpe, seu padre, é porque eu tinha esquecido.


CAMPOS, Paulo Mendes. O risadinha. In: Para Gostar de Ler. São Paulo: Ática, 1992. p. 62. (Volume 2 – Crônicas).

Assinale a alternativa que contém um sinônimo do termo “vetado” destacado no trecho do texto a seguir:
“Um dos seus prazeres, sendo-lhe vetado por lei castigar-nos com o bastão, era desfiar em cima do culpado uma série de insultos preciosos, que ele ia escandindo um por um, sem pressa e com ódio.”
Alternativas
Q3851483 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


O Risadinha (I)


        Seria melhor dizer que ele não teve infância. Mas não é verdade. Eu o conheci menino, trepando às árvores, armando alçapão para canários-da-terra, bodoqueando as rolinhas, rolando pneu velho pelas ruas, pegando traseira de bonde, chamando o Professor Asdrúbal de Jaburu. Foi este último um dos mais divertidos e perigosos brinquedos da nossa infância: o velho corria atrás da gente brandindo a bengala, seus bastos bigodes amarelos fremindo sob as ventas vulcânicas. 


        Nestor, em suma, teve a meninice normal de um filho de funcionário público em nosso tempo, tempo incerto, pois os recursos da Fazenda na província eram magros, e os pagamentos se atrasavam, enervando a população.


        Seus companheiros talvez nem soubessem que se chamasse Nestor; era para todos o Risadinha. Falava pouco e ria muito, um riso de fato diminutivo, nascido de reservados solilóquios, quase extemporâneo. Certa feita, na aula de francês, quando entoávamos em coro o presente do subjuntivo do verbo s'en aller, Risadinha pespegou uma bólide de papel bem na ponta do nariz do professor, que era muito branco, pedante a capricho e tinha o nome de Demóstenes. O rosto do mestre passou do pálido ao rubro das suas tremendas cóleras. Um dos seus prazeres, sendo-lhe vetado por lei castigar-nos com o bastão, era desfiar em cima do culpado uma série de insultos preciosos, que ele ia escandindo um por um, sem pressa e com ódio. 


        — Levante-se, seu Nestor! Sa-cri-pan-ta! Ne-gli-gen-te! Si-co-fan-ta! Tu-nan-te! Man-drião! Ca-la-cei-ro! Pan-di-lha! Bil-tre! Tram-po-linei-ro! Bar-gan-te! Es-trói-na! Val-de-vi-nos! Va-ga-bun-do!...


        Pegando a deixa da única palavra inteligível, Risadinha erguia o dedo no ar e protestava, com ar ofendido:


        — Vagabundo, não, professor. 


        Era um artista do cinismo, e sua momice de inocência era de tal arte que até mesmo seu Demóstenes não conseguia conter o riso. Como também somente ele já arrancara uma gargalhada do padre-prefeito, um alemão da altura da catedral de Colônia, num dia em que vinha caminhando lento e distraído, fora da forma.


        — Por que o senhorr não está na forma? — perguntou-lhe rosnando o padre, como se estivesse de promotor da Inquisição, diante de um herege horripilante.


        — É porque estou com meu pezinho machucado, respondeu com doçura o Risadinha.


        — E por que senhorr não está mancando? Risadinha olhou com espanto para os seus próprios pés, começando a mancar vistosamente:


        — Desculpe, seu padre, é porque eu tinha esquecido.


CAMPOS, Paulo Mendes. O risadinha. In: Para Gostar de Ler. São Paulo: Ática, 1992. p. 62. (Volume 2 – Crônicas).

Releia o trecho do texto:
“Nestor, em suma, teve a meninice normal de um filho de funcionário público em nosso tempo, tempo incerto, pois os recursos da Fazenda na província eram magros, e os pagamentos se atrasavam, enervando a população.”
Assinale a alternativa que contém um termo ou expressão utilizado em sentido figurado no trecho acima:
Alternativas
Q3851482 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


O Risadinha (I)


        Seria melhor dizer que ele não teve infância. Mas não é verdade. Eu o conheci menino, trepando às árvores, armando alçapão para canários-da-terra, bodoqueando as rolinhas, rolando pneu velho pelas ruas, pegando traseira de bonde, chamando o Professor Asdrúbal de Jaburu. Foi este último um dos mais divertidos e perigosos brinquedos da nossa infância: o velho corria atrás da gente brandindo a bengala, seus bastos bigodes amarelos fremindo sob as ventas vulcânicas. 


        Nestor, em suma, teve a meninice normal de um filho de funcionário público em nosso tempo, tempo incerto, pois os recursos da Fazenda na província eram magros, e os pagamentos se atrasavam, enervando a população.


        Seus companheiros talvez nem soubessem que se chamasse Nestor; era para todos o Risadinha. Falava pouco e ria muito, um riso de fato diminutivo, nascido de reservados solilóquios, quase extemporâneo. Certa feita, na aula de francês, quando entoávamos em coro o presente do subjuntivo do verbo s'en aller, Risadinha pespegou uma bólide de papel bem na ponta do nariz do professor, que era muito branco, pedante a capricho e tinha o nome de Demóstenes. O rosto do mestre passou do pálido ao rubro das suas tremendas cóleras. Um dos seus prazeres, sendo-lhe vetado por lei castigar-nos com o bastão, era desfiar em cima do culpado uma série de insultos preciosos, que ele ia escandindo um por um, sem pressa e com ódio. 


        — Levante-se, seu Nestor! Sa-cri-pan-ta! Ne-gli-gen-te! Si-co-fan-ta! Tu-nan-te! Man-drião! Ca-la-cei-ro! Pan-di-lha! Bil-tre! Tram-po-linei-ro! Bar-gan-te! Es-trói-na! Val-de-vi-nos! Va-ga-bun-do!...


        Pegando a deixa da única palavra inteligível, Risadinha erguia o dedo no ar e protestava, com ar ofendido:


        — Vagabundo, não, professor. 


        Era um artista do cinismo, e sua momice de inocência era de tal arte que até mesmo seu Demóstenes não conseguia conter o riso. Como também somente ele já arrancara uma gargalhada do padre-prefeito, um alemão da altura da catedral de Colônia, num dia em que vinha caminhando lento e distraído, fora da forma.


        — Por que o senhorr não está na forma? — perguntou-lhe rosnando o padre, como se estivesse de promotor da Inquisição, diante de um herege horripilante.


        — É porque estou com meu pezinho machucado, respondeu com doçura o Risadinha.


        — E por que senhorr não está mancando? Risadinha olhou com espanto para os seus próprios pés, começando a mancar vistosamente:


        — Desculpe, seu padre, é porque eu tinha esquecido.


CAMPOS, Paulo Mendes. O risadinha. In: Para Gostar de Ler. São Paulo: Ática, 1992. p. 62. (Volume 2 – Crônicas).

O que podemos depreender do trecho “Pegando a deixa da única palavra inteligível, Risadinha erguia o dedo no ar e protestava”? 
Alternativas
Q3850892 Português
Analise o uso do acento indicativo de crase nas frases a seguir e assinale a alternativa correta, que está de acordo com a gramática da língua portuguesa. 
Alternativas
Q3850891 Português
Analise as assertivas abaixo a respeito das classes de palavras e classifique-as em verdadeiro (V) ou falso (F). 

(   ) Viveremos dias melhores na nossa casa de campo. – Os termos “melhores” e “campo” são classificados como substantivos. 

(   ) Vilma sempre foi muito inteligente e generosa. – Tanto a palavra “inteligente” quanto “generosa” pertencem à classe gramatical adjetivo.

(   )  A empresa obteve um aumento no número de contratos ao longo do ano. – Ambas as palavras destacadas (“obteve” e “aumento”) são classificadas como verbos.

Marque a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Alternativas
Q3850890 Português
Assinale a alternativa em que a concordância entre as palavras está INCORRETA.
Alternativas
Q3850889 Português
Qual das palavras destacadas a seguir é um advérbio?
Alternativas
Q3850888 Português
Assinale a alternativa que NÃO apresenta um grupo de palavras sinônimas entre si.
Alternativas
Q3850887 Português

Assinale a alternativa que apresenta a pontuação correta para a seguinte frase:



Luciano indignado perguntou Por que você agiu de tal forma Nereu

Alternativas
Q3850886 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Disponível em: <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-de-armandinho>


Com relação à ortografia, na tirinha ocorre o termo “ideia”, que sofreu alteração com o novo acordo ortográfico da língua portuguesa. Analise as palavras destacadas nas alternativas abaixo e marque a que contém uma palavra ortograficamente correta. 
Alternativas
Q3850885 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Disponível em: <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-de-armandinho>


Qual das palavras a seguir, retirada da tirinha, é uma preposição?
Alternativas
Q3850884 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Disponível em: <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-de-armandinho>


O termo “alguma”, no segundo quadrinho da tirinha, classifica-se gramaticalmente como:
Alternativas
Q3850883 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Disponível em: <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-de-armandinho>


Na tirinha acima, há uma quebra de expectativa provocada pelo fato de que:
Alternativas
Q3850862 Português

Assinale a alternativa que indica as pontuações na ordem correta em que estão faltando na seguinte frase: 



Pare___ Você não viu o buraco na calçada____

Alternativas
Q3850861 Português
Entre os termos destacados nas frases das alternativas a seguir, qual está ortograficamente correto? 
Alternativas
Q3850860 Português

Leia a frase:



A sua sala ficou linda. Os vasos azuis combinaram com o tapete estampado.



Assinale a alternativa que apresenta apenas substantivos que ocorrem no trecho acima:

Alternativas
Respostas
21721: A
21722: E
21723: B
21724: E
21725: E
21726: C
21727: D
21728: A
21729: D
21730: E
21731: B
21732: D
21733: E
21734: C
21735: C
21736: B
21737: A
21738: C
21739: D
21740: C