🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões de Concurso Comentadas sobre pronomes relativos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 1.421 questões

Q1831768 Português

Pacto com a verdade


O termo fake news (notícias falsas) foi eleito a “palavra do ano” em 2017 e, desde então, nos assombra diariamente, sobretudo nos aplicativos de mensagens e redes sociais. O alerta sobre o termo ganhou vulto porque textos inverídicos sobre fatos e declarações que nunca aconteceram foram – e ainda são – usados com motivação política, sobretudo em ambientes polarizados. A lógica seria dizer que o adversário fez ou disse algo vexatório, por exemplo, e, com isso, fazer com que as pessoas acreditem em algo que nunca ocorreu. Prática condenável, antiética e perigosa, diante do vulto das consequências que pode causar.


Mas imagine um cenário em que as fake news são tão comuns que fazem com que as pessoas passem a duvidar dos fatos reais. Um ambiente tão impregnado de notícias falsas que leve as pessoas a ignorar, por exemplo, ameaças iminentes. E reais. Foi o que aconteceu, na quinta-feira, em Raposos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde alertas sobre o transbordamento do Rio das Velhas foram considerados “fake news” e ignorados. No dia seguinte, um sexto dos moradores do município estava desalojado por alagamento.


Entre mentiras e boatos disseminados ao longo dos tempos, sempre atendendo aos mais variados interesses, as fake news se destacam pelo grande feito de aniquilar a própria realidade, estabelecendo uma nova, e fluida, em seu lugar. Não por acaso, estudo da Universidade Oxford aponta que as campanhas de desinformação já chegaram a 70 países em 2019, muito comumente associadas ao discurso de líderes autoritários. Afinal de contas, quando a realidade é falseada, quem não precisa de proteção?


Por definição, chamamos de notícia (news, em inglês) informação a respeito de acontecimento novo, de mudanças recentes em alguma situação, ou do estado em que se encontra algo. Jornalisticamente falando, a notícia exige apuração minuciosa junto a fontes fidedignas, além do relato dos fatos presenciados pelo repórter e complementos advindos de pesquisas históricas ou científicas capazes de aprofundar ou contextualizar o fato. Mentira é outra coisa.


Alguns especialistas em checagem de fatos já rechaçam o uso do termo fake news. Em primeiro lugar, porque foi cunhado pelo presidente norte-americano Donald Trump para desqualificar o trabalho da imprensa. Em segundo lugar, pela própria acepção do termo, que reúne palavras contraditórias. Afinal, se são falsas, não são notícias. Trata-se de mentiras ou boatos.


Em Minas, na última sexta-feira, a dificuldade em distinguir mentira e verdade colocou vidas em risco. Nas redes sociais, notícias com alertas antecipados de órgãos reconhecidamente sérios como a Defesa Civil e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) eram ironizados horas antes da tempestade que deixou pelo menos 44 mortos no estado. As manchetes de sábado e de domingo mostraram que, em tempos de verdades “fluidas”, apoiar o jornalismo é, acima de tudo, fortalecer o compromisso com a informação de credibilidade. Estabelecer um pacto com os que têm a verdade como missão.


Disponível em:<https://www.em.com.br/app/noticia/opiniao/2020/01/27/ interna_opiniao,1117194/pacto-com-a-verdade.shtml>

Acesso em: 29 jan. 2020

Leia o trecho a seguir observando a palavra em destaque.


“Foi o que aconteceu, na quinta-feira, em Raposos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde alertas sobre o transbordamento do Rio das Velhas foram considerados “fake news” e ignorados.”


Assinale a alternativa que apresenta a mesma ideia da palavra em destaque nesse trecho.

Alternativas
Q1830915 Português
Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins. No dia a dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. (JABOR, A. Disponível em: https://www.pensador.com/conselhos_textos_arnaldo_jabor/. Acesso em: 25/10/2019.) Acerca de recursos linguísticos no texto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q1830207 Português

Internet: <https://www.bbc.com> (com adaptações).

Com  relação  à  correção  gramatical  e  à  coerência  das  substituições propostas para vocábulos e trechos destacados  do texto, julgue o item. 


“em que” (linha 3) por cujos

Alternativas
Q1830099 Português

“Ser goleiro é a maior glória que pode acontecer a um ser humano. Nada é mais belo do que ser um guarda-metas, um arqueiro, um guarda-rede, um guardião, um vigia. Ele é o anjo da guarda, a última esperança, aquele que impede que seu time e seu coração sejam alvejados pelo inimigo. Ele é o milagre pelo qual oramos com fervor, de joelhos, ao lado da cama. É a injeção mágica que cura a doença terminal, é o galho à beira do abismo, o salto para fora do carro no último segundo. O goleiro é a prova de que Deus existe e escuta nossas preces. O goleiro é a salvação. Ele é tão nobre que usa luvas; é um cavaleiro andante parado; um defensor que barra a entrada da cidade santa aos infiéis. O goleiro é a não vaidade, é o desejo de ser invisível e inútil. É como o bombeiro, que é melhor que não tenha chamas a combater, é como o médico, que é melhor que não tenha sangue a estancar. Ser goleiro é ser pássaro sem penas, é voar sem asas, é se lançar no espaço feito astronauta à deriva, sem saber se abraçará o redondo objeto de seu desejo. Ser goleiro é sacrifício, é altruísmo, é jogar sem tabelas, parceiros, lançamentos e passes. Ser goleiro é solidão. É estar à porta do inferno, sentindo o bafo quente das chamas; é ser coveiro de cemitério, vendo a indesejada das gentes rondando a todo instante. Enfim, ser goleiro é lutar contra a morte”, pensava Antônio Frederico antes que a bola batesse em seu poste direito, desestabilizando o pesado e mal encaixado travessão que caiu em sua cabeça, causando um traumatismo crânio encefálico fatal.

Antônio Frederico jogava no Clube Recreativo e Esportivo de Inocência, em Inocência, Mato Grosso do Sul, poética cidade entre os rios Viola e Sanfona.

(TORERO, J.R. Uns. Curitiba – PR. Biblioteca Pública do Paraná. 2020.)

A palavra que pode pertencer a variadas categorias gramaticais, como conjunção, pronome, substantivo, advérbio, preposição, interjeição ou partícula de realce, conforme sua função na frase. Sobre a palavra que (e sua variante qual) nos trechos dados, analise as afirmativas.


I- “Ser goleiro é a maior glória que pode acontecer a um ser humano → É pronome relativo, pois refere-se à palavra glória, pode ser substituído por a qual.

II- Ele é o anjo da guarda, a última esperança, aquele que impede que seu time e seu coração sejam alvejados pelo inimigo → As duas são conjunções a ligar orações coordenadas.

III- Ele é o milagre pelo qual oramos com fervor, de joelhos, ao lado da cama. → É pronome relativo acompanhado de preposição em função da regência do verbo orar.

IV- O goleiro é a prova de que Deus existe e escuta nossas preces. → É pronome relativo, pois possui a mesma função do termo a que se refere.

V- Ele é tão nobre que usa luvas → É conjunção que, aliada à palavra tão, expressa ideia de consequência em relação à primeira oração.


Estão corretas as afirmativas

Alternativas
Q1830095 Português

Se começou errado, não tem conserto


O destino da democracia se decide no momento de sua fundação. Se os lobos são eleitos para estabelecer as regras do jogo, será inútil que as ovelhas que os elegeram berrem depois ao serem transformadas em churrasco. Pois os lobos, que elas elegeram como seus representantes para fazer as leis, escreveram como lei: “É direito dos lobos comer ovelhas”. Não existe caso em que os lobos tenham, democraticamente, aberto mão dos direitos que eles mesmos estabeleceram. As ovelhas são as culpadas de sua desgraça. Foram elas que, pelo voto, deram poder aos lobos.

(ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Planeta, 2008.)

Sobre o texto e os elementos coesivos utilizados, analise as afirmativas.


I- Esse texto pertence ao gênero discursivo denominado alegoria, pois tem intuito de transmitir uma ideia expressa com linguagem figurativa.

II- Nos trechos que elas elegeram e que eles mesmos estabeleceram, o pronome relativo retoma o mesmo referente.

III- No trecho Não existe caso em que os lobos tenham, é adequado substituir em que por no qual, sem prejuízo gramatical ou semântico.

IV- Os conectores Se (linha 1) e Pois (linha 3) estabelecem ideia de condição e explicação, respectivamente.

V- Os pronomes os (linha 2) e seus (linha 3) são elementos coesivos referenciais e retomam o sentido da palavra lobos.


Estão corretas as afirmativas

Alternativas
Q1829779 Português


VERSIGNASSI, A. A palavra salário vem mesmo de “sal”?

VC S/A, São Paulo: Abril, p. 67, Jun. 2021. Adaptado.

O período em que a palavra ou a expressão em destaque NÃO está empregada de acordo com a norma-padrão é:
Alternativas
Q1829531 Português

A questão diz respeito à reportagem a seguir. Leia-a atentamente antes de respondê-la.


(Reportagem)




(Fonte adaptada: https://g1.globo.com>Acesso em 26 de julho de 2021)

A palavra “por que” (título da reportagem), no contexto em que está inserida, é formada pela seguinte alternativa: 
Alternativas
Q1828490 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. O destaque ao longo do texto está citado na questão.


Assinale a alternativa que completa as lacunas das linhas 03, 09 e 12, respectivamente.
Alternativas
Q1827323 Português

1917’: O virtuosismo filmando a angústia e o medo

Sam Mendes, para transmitir esta história de medo, de lama e sujeira,

inventou uma impressionante linguagem com sua câmera


Os quatro cavaleiros do Apocalipse são assustadores, nenhum é preferível a outro, é complicado optar entre eles pelo ruim ou o pior, mas há um ancestral cujo sinistro protagonismo não descansa nunca, que se distribui ciclicamente por todos os lugares do universo. É a guerra. Algo que o cinema descreveu muitas vezes com ares enaltecedores, no qual os bons sempre vencem, tentando fazer os espectadores saírem encantados da sala. É uma frivolidade imperdoável. Algo que despreza o melhor cinema realizado sobre esse inferno que nunca perde a atualidade.


O desembarque na Normandia foi crucial para a derrota daquele monstro com bigodinho, mas Spielberg se encarregou nos primeiros vinte e impactantes minutos do Resgate do soldado Ryan de transmitir as sensações físicas e mentais dos que estavam indo para a batalha. Vomitam, bebem, desmaiam, perdem o controle de seu organismo, estão fora de si, essas coisinhas que o pânico provoca. Você também sai entre alucinado e exaurido de Apocalypse Now, Nascido para matar e nos últimos instantes do prodigioso Dunkirk, sente na própria pele o medo e o mal-estar daqueles soldados encurralados e metralhados pelo exército alemão. Em todos eles, o cinema usou a linguagem mais poderosa para descrever esse horror eternamente repetido.


Da guerra nas trincheiras durante a Primeira Guerra Mundial, é inesquecível a imagem de Kirk Douglas usando um apito para ordenar o ataque ou a retirada. Acontecia em Glória feita de sangue. Sam Mendes, esse diretor tão inteligente que se move com desenvoltura e brilhantismo em gêneros variados (levam sua reconhecida assinatura Beleza americana, Estrada para perdição, Foi apenas um sonho, 007 – Operação Skyfall), retorna em 1917 à era trágica e às trincheiras angustiantes que Kubrick retratou. 


Mas se Kubrick se valeu daquela guerra para descrever a ignomínia dos chefes militares do exército francês executando vários de seus soldados inocentes acusados de covardia e traição, Sam Mendes narra o heroico calvário de dois soldados muito jovens do exército inglês com uma missão que pode ser suicida, a de abandonar as trincheiras e sair a céu aberto para avisar seus companheiros que os alemães fingiram uma retirada, armaram uma armadilha para massacrá-los. É uma missão com poucas chances de sobrevivência para esses dois homens responsáveis e assustados, mas com um motivo inapelável para um deles, já que seu irmão está entre os alvos do engodo.


Sam Mendes, para transmitir essa história de medo, de incerteza, de monstros que espreitam na luz ou na sombra os dois aventureiros involuntários, de lama e sujeira, de languidez e sobrevivência, inventou uma impressionante linguagem com sua câmera. Você tem a sensação de que as duas horas de filmagem se desenrolam em um só plano. Não percebe os cortes. E esse exercício estilístico nunca é gratuito. Não busca o exibicionismo. É a forma de fazer de você um cúmplice de todos os sentimentos que dominam os protagonistas em paisagens que às vezes parecem surreais, com o tom dos pesadelos.


Há aparições breves e contundentes de pesos pesados do cinema inglês, atores que sempre estão bem, como Benedict Cumberbatch, Colin Firth, Mark Strong, mas são dois intérpretes muito jovens, e que eu não conhecia, chamados Georges MacKay e Dean-Charles Chapman, que carregam o peso absoluto neste filme angustiante e surpreendente. E eles são tão comoventes como plausíveis.


Disponível em:<https://brasil.elpais.com/cultura/2020-01-22/o-virtuosismo-filmando-a-angustia-e-o-medo.html> . Acesso em: 27 jan. 2020. 

Releia o trecho a seguir, observando os pronomes em destaque.


“[...] Sam Mendes narra o heroico calvário de dois soldados muito jovens do exército inglês com uma missão que pode ser suicida, a de abandonar as trincheiras e sair a céu aberto para avisar seus companheiros que os alemães fingiram uma retirada, armaram uma armadilha para massacrá-los. É uma missão com poucas chances de sobrevivência para esses dois homens responsáveis e assustados, mas com um motivo inapelável para um deles, já que seu irmão está entre os alvos do engodo.”


Assinale a alternativa que apresenta relação incorreta entre o pronome e termo a que ele se refere.

Alternativas
Q1825774 Português

Texto CB1A1-I

    Em meados dos anos 80 do século passado, Haroldo de Campos tentava definir o sentimento geral de uma época marcada pela descrença no projeto estético e ideológico proposto pelo Modernismo. De acordo com o termo criado por ele, estaríamos vivendo um tempo pós-utópico.

    A designação me parece mais precisa que pós-moderno por dois motivos. Primeiro, porque evita certas ambiguidades — por exemplo, supor que se trata de um período cujo objetivo é encerrar definitivamente a modernidade, o “pós” sugerindo a ruptura radical, e não uma redefinição de caminhos. Depois, porque aponta para a diferença principal entre o imaginário estampado na produção estética ― não só a literária ― da primeira metade do século (e um pouco além) e aquele que temos vivenciado desde, pelo menos, o final dos anos 60 do século passado.

    Tanto a geração de 20 quanto a de 30 eram guiadas por um projeto definido, ousado. Havia uma luta, havia algo a ser combatido: o gosto aristocrático, a mesmice burguesa, para os modernistas da Semana de Arte Moderna de 1922; o atraso político, a opressão, as desigualdades sociais, no caso da geração seguinte. Por mais que existam diferenças entre esses dois momentos do Modernismo, há, em ambos, algo de missionário.

    No balanço do movimento modernista feito por Oswald e, sobretudo, Mário de Andrade, destacam-se, como crítica, o caráter superficial do movimento, sua “festividade”, seu descompromisso com questões estruturais mais “sérias”, o não enfrentamento das mazelas sociais, econômicas e políticas que mereceriam atenção prioritária. Mesmo reconhecendo as inestimáveis contribuições do movimento no sentido de ser um preparador das mudanças sociopolíticas posteriores, Mário condena certa ignorância dos modernistas acerca das verdadeiras condições culturais (em sentido lato) do país.

Flávio Carneiro. No país do presente: ficção brasileira do início do século XXI. Rocco Digital. Edição do Kindle (com adaptações). 

Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o item que se segue.


No trecho “um período cujo objetivo é encerrar definitivamente a modernidade” (segundo parágrafo), o termo “cujo” poderia ser substituído por onde, sem prejuízo da correção gramatical do texto.

Alternativas
Ano: 2021 Banca: IBFC Órgão: Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN Provas: IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Administrador | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Administrador - Especializado em Recursos Humanos e Gestor de RH | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Analista Ambiental | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Analista de Controle Interno - Contador | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Analista de Sistema e Tecnólogo de Informação | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Arquiteto | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Arquiteto - Especializado em Trânsito e Engenheiro Civil | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Arte Educador | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Cirurgião Dentista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Bioquímico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Biólogo | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Auditor Fiscal do Tesouro Municipal | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Assistente Social | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Civil | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Psiquiatra | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Florestal | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Elétrico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Fisioterapeuta | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo Endodontista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Fonoaudiólogo | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Contador | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Economista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Educador Físico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Ambiental | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Químico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Sociólogo | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Mecânico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Supervisor Escolar | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Terapeuta Ocupacional | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Sanitarista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Geógrafo | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Turismólogo | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Segurança do Trabalho | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Urologista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Veterinário | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Músico Terapeuta | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Estatístico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Farmacêutico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Cardiologista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Generalista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Fiscal Urbanístico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Geriatra | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Nutricionista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Ginecologista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Perito | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Otorrinolaringologista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Ortopedista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Zootecnista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo Buco Maxilo Facial | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo Diagnóstico Oral | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo para Portadores de Necessidades Especiais | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo Periodontista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Pediatra | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo Protetista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo Radiologista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Psicólogo | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Psicólogo Organizacional | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Psicopedagogo |
Q1825128 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

Guerra de narrativas (adaptado)
   Quando o sol parte e ficamos entretidos ao redor da fogueira ou de frente à telinha, passamos a uma dimensão em que é tênue a fronteira entre o real e o imaginário, o território dos mitos, as sutis engrenagens do nosso modelo social. Esse ritual repete-se há pelo menos 50 mil anos. E, como é da natureza do que é fundamental, histórias são simples. Todas têm começo, meio e fim; personagens e protagonistas; um cenário e um tempo. E mais: toda trama possui um narrador, alguém que escolhe que causo contar, onde o enredo começa e onde termina, o que entra e o que sai. Esse narrador nem sempre é visível, não há como apontar o autor de um mito ou do que entendemos como senso comum.
   Repetimos a balela do descobrimento da América sem pensar que aqui já viviam pessoas antes da invasão europeia. Se o uso da linguagem amplifica a capacidade de colaboração, histórias determinam e influenciam o comportamento social. Se repetimos a narrativa de opressão, perpetuamos sua essência.
   A habilidade narrativa determina quem tem voz. A tensão entre grupos em disputa pela narrativa é tão velha quanto a linguagem. Religiões e impérios sempre espalharam suas falas e disputaram a atenção. Identificar essas narrativas e a quem servem é o caminho para delimitar quem nos fala e inferir o que nos isola ou ajuda a colaborar.
   Não existe narrador isento. Por mais cuidadoso que seja, cada um carrega seu conjunto de valores e é perpassado pelos julgamentos e assunções que vêm com a cultura do grupo. Mesmo que não tenha mensagem específica, o contador de histórias sempre parte de sua visão de mundo.
 https://vidasimples.co/conviver/guerra-de-narrativas/
De acordo com a morfologia, assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, a classe de palavras dos termos destacados no trecho a seguir “A habilidade narrativa determina quem tem voz”.
Alternativas
Q1824355 Português
Texto para a questão
(João Carlos Ribeiro Jr. Le monde diplomatique. 25 de maio de 2021)
A mãe da escritora, Stefania, era uma pessoa a quem muitas garotas recorriam para descobrir se poderiam ser consideradas moças bonitas. (linhas 3 e 4)
Assinale a alternativa em que a alteração do segmento sublinhado no excerto acima NÃO tenha se mantido com adequação à norma culta. Não leve em conta alterações de sentido em relação ao período. 
Alternativas
Q1824226 Português

TEXTO I

ONU: 931 milhões de toneladas de alimentos foram para o lixo em 2019 


    Cerca de 931 milhões de toneladas de alimentos – 17% do total disponível aos consumidores em 2019 – foram para o lixo de residências, do comércio varejista, de restaurantes e de outros serviços alimentares, segundo pesquisa da Organização das Nações Unidas (ONU). O montante equivale a 23 milhões de caminhões de 40 toneladas carregados, o que, segundo a entidade, seria suficiente para circundar a Terra sete vezes. 

    O Índice de Desperdício de Alimentos 2021, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e da organização parceira WRAP, do Reino Unido, divulgado esta semana, analisa sobras alimentares em pontos de venda, restaurantes e residências – considerando partes comestíveis e não comestíveis, como ossos e conchas. 

    Foram observadas, ao todo, 152 unidades em 54 países. De acordo com o documento, o desperdício de alimentos é um problema global e não apenas de países desenvolvidos. As perdas de alimentos foram substanciais em quase todas as nações onde o desperdício foi medido, independentemente do nível de renda. 

    A maior parte desse desperdício, segundo o relatório, tem origem em residências – 11% do total de alimentos disponíveis para consumo são descartados nos lares. Já os serviços alimentares e os estabelecimentos de varejo desperdiçam 5% e 2%, respectivamente. 

    Em termos globais per capita, 121 quilos de alimentos são desperdiçados por consumidor a cada ano. Desse total, 74 quilos são descartados no ambiente doméstico. O desperdício tem impactos ambientais, sociais e econômicos significativos, assinala o relatório. Entre 8% e 10% das emissões globais de gases de efeito estufa, por exemplo, estão associadas a alimentos não consumidos, considerando as perdas em toda a cadeia alimentar. 

    Mudança climática 

    A diretora-executiva do Pnuma, Inger Andersen, avalia que a redução do desperdício de alimentos ajudaria a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, retardaria a destruição da natureza, aumentaria a disponibilidade de comida e, assim, reduziria a fome, além de contribuir para economizar dinheiro em um momento de recessão global. 

    "Se quisermos levar a sério o combate à mudança climática, à perda da natureza e da biodiversidade, à poluição e ao desperdício, empresas, governos e cidadãos de todo o mundo devem fazer a sua parte para reduzir o desperdício de alimentos”, disse, ao destacar que a Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU deste ano será uma oportunidade de lançar “novas e ousadas” ações para enfrentar o desperdício alimentar. 

    Segundo a ONU, o total de 690 milhões de pessoas afetadas pela fome ao longo de 2019 deverá crescer de maneira acentuada por conta da pandemia de covid-19. Além dessa parcela da população global, existem também, de acordo com a entidade, 3 bilhões de pessoas incapazes de custear uma dieta saudável. 

    Uma das sugestões apontadas no relatório é que os países incluam o desperdício de alimentos nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês) no âmbito do Acordo de Paris, enquanto fortalecem a segurança alimentar e reduzem os custos para as famílias. O documento também defende a prevenção do desperdício de alimentos como uma área primária a ser incluída nas estratégias de recuperação da Covid-19. 

    Cerca de 14 países já possuem dados sobre o desperdício doméstico de alimentos coletados de forma compatível com o índice do Pnuma. Outros 38 países têm dados sobre desperdício doméstico que, com pequenas mudanças na metodologia, cobertura geográfica ou tamanho da amostra, permitiriam a criação de uma estimativa compatível. 


Disponível em https://www.opovo.com.br/noticias/brasil/2021/03/06/onu--931-milhoes-de-toneladas-de-alimentos-foram-para-o-lixo-em-2019. Acesso em 06/03/2021

Na Língua Portuguesa, uma mesma palavra pode desempenhar funções diferentes no texto, dependendo das relações sintáticas que estabelece com outros termos da oração. O termo destacado em “As perdas de alimentos foram substanciais em quase todas as nações onde o desperdício foi medido, independentemente do nível de renda” exerce, no período, a função gramatical de 
Alternativas
Q1824081 Português

TEXTO I

GPS 


    Entrei no táxi e falei o meu destino.

    – Rua Araribóia, por favor.

    – Araribóia? Espera um minuto!…– rebateu o homem.

    Programou então seu GPS e arrancou.

    – Não precisa de GPS, amigo. Sei mais ou menos onde fica. Posso lhe orientar.

    – Ah, não. Não saio mais de casa sem isto – declarou.

    Resmunguei em silêncio. E lá se foi o taxista seguindo seu brinquedinho falante – “vire à esquerda”; “a 50 metros você vai virar à direita”; “daqui a 300 metros faça o retorno à esquerda”…

    De repente, entre uma e outra prosa, vi ele se afastando da direção que eu julgava ser a correta.

    – Amigo, acho que você está na direção contrária. Tinha que ter entrado naquela rua à direita, melhor fazer o retorno na frente.

    – Não, não, olha aqui – apontou pra geringonça, orgulhoso como ele só. É esse mesmo o caminho.

    Cocei a cabeça irritado. Embora eu não soubesse exatamente qual o trajeto a seguir, sabia que aquele caminho que ele fazia era estupidamente mais longo e complexo. 

    Argumentei mais uma vez, já na iminência de explodir.

    – Moço, desculpe, mas tenho quase certeza de que você está fazendo um caminho muito mais longo do que devia.

    – Não esquenta a cabeça não, companheiro. Tá aqui no GPS, ó. Não vou discutir com a tecnologia, né, amigo?

    “Não vou discutir com a tecnologia.” Sim, eu havia ouvido aquilo. E mais que uma frase de efeito de um chofer de praça, aquilo era uma senha que explicava muita coisa, talvez explicasse até toda uma época.

    O sujeito deixava de lado sua inteligência (se é que a tinha), a experiência de anos perambulando a bordo do seu táxi pelas quebradas da cidade e o próprio poder de dedução para seguir uma engenhoca surda e cega – mas “tecnológica” – sem questioná-la, e sem que eu também pudesse fazê-lo.

    Não quero parecer um dinossauro (embora por vezes eu inevitavelmente pareça), mas sempre defendi um uso inteligente, comedido e crítico dos apetrechos eletrônicos. Conheço pessoas que, por comodidade, condicionamento ou deslumbramento com o novo mundo cibernético, não se deslocam mais à esquina para comprar pão sem que façam uso de GPS, Google Maps e o escambau.

    Tenho um sobrinho, um pensador irreverente de botequim, que gosta de dizer o seguinte:

    – As rodas de bar ficaram muito chatas depois do iPhone. Ninguém mais pode ter dúvida alguma. Se alguém perguntar: “como é o nome daquele cantor que cantava aquela música?”; ou então: “quem era o centroavante da seleção de 86?”, logo algum bobo alegre vai acessar a internet e buscar a resposta. E aí acabar com a graça, a mágica e o mistério… Não sobra assunto pro próximo encontro.

    Outro amigo, filósofo de padaria, tem uma tese/profecia tenebrosa sobre o uso sem critério dos tecnobreguetes: Diz ele:

    – Num futuro próximo, as pessoas deixarão de ter memória. Para que lembrar, se tudo caberá num HD externo?

    É. Faz bastante sentido a tese do meu amigo. Aliás, há tempos não o vejo, o… o… Como é mesmo o nome dele, gente? Aníbal, não. Átila, não… É um nome assim, meio histórico… Desculpem aí, vou ter que espiar na agenda do meu celular.


Zeca Baleiro

Disponível em https://istoe.com.br/133775_GPS/

Em “Tenho um sobrinho, um pensador irreverente de botequim, que gosta de dizer o seguinte:...”, a partícula “que” está exercendo função gramatical de
Alternativas
Q1812458 Português
O sentido maior

   Quando eu era jovem, um padre dava aulas sobre Tomás de Aquino (1225-1274), doutor da igreja e teólogo global. O tema eram as cinco provas da existência de Deus. Após a exposição, o jesuíta contou, como arremate de uma boa aula, um caso sobre o doutor angélico. Disse que, após o italiano ter escrito coisas profundas e enormes sobre a divindade, teve um êxtase místico e, segundo a narrativa, uma compreensão de Deus além da Razão, além da Escolástica, além de Aristóteles e de toda a gramática possível de um cérebro humano. Ao sair da “divina possessão”, ele emudeceu e resistiu a continuar escrevendo sua já famosa obra. Motivo? Para ele, após o contato com Deus na forma direta que os místicos vivem, o que ele escrevera sob o rigor acadêmico e com base erudita, parecia- -lhe superficial, fraco, pífio, irrelevante e tão distante do que experimentara que ficou abatido. Bem, antes de partir precocemente do mundo, Tomás terminou ditando comentários ao Cântico dos Cânticos, o poema amoroso salomônico que possui dezenas de interpretações. Curioso que a última obra do grande intelectual católico seja sobre o amor.
   A história narrada traz uma questão que sempre me assombrou. Em todos os campos, inúmeras pessoas ao meu redor falam de uma densidade maior atrás do simples discurso ou do sentimento imediato. Sim, você pode ler os mais refinados teólogos, porém, sempre serão pálida sombra do objeto sagrado em si. O mesmo valeria para as emoções humanas como o amor. Romeu indica várias vezes a Julieta (e é correspondido) que as palavras são irrelevantes, que o que eles sentem está além da expressão delas. Já vi discursos semelhantes sobre arte e até sexo. Haveria uma densidade, uma complexidade, algo tão imenso que tudo o que eu possa expressar seria incompleto.
   Sempre desconfiei um pouco da afirmação sobre a densidade extraordinária que tornaria as coisas indizíveis. Por vezes acho que devo ter uma capacidade melhor de expressão ou uma capacidade menor de sentir. Um dos itens explica o fato de eu achar que as coisas são no limite do que consigo expressar e que não possuem uma película que esconde o “mais além” de uma metafísica absoluta.
   A leitura de boas obras sempre me pareceu muito prazerosa, muito, exatamente porque as ideias, a estética da escrita, o encadeamento de personagens ou de fatos e as soluções dos bons autores me seduzem. Uma taça boa de vinho ou uma noite amorosa são extraordinárias pelo que são em si, pelo prazer ali contido, pelas papilas gustativas agraciadas, pelos hormônios atiçados, pelos disparos de adrenalina e outras coisas. Não perco a consciência, não letivo, não transfiguro, não tenho êxtase: apenas gosto e sinto o motivo de eu gostar, alguns surpreendentes. Seria bom em descrever ou ruim em sentir de forma mais densa? Faltaria metafísica ou abundaria consciência? A descrição que alguns fazem de suas experiências sempre me pareceu fascinante e sedutora e profundamente distante do plano no qual eu sinto. Idiossincrasia? Couraça racional? Seria lucidez ou secura? Nunca saberei de fato, mas o vinho sempre pareceu bom, o texto fascinante, o sexo envolvente, o afeto belo, a boa música avassaladora e a paisagem produtora de paz interna. Já chorei de alegria diante de experiências lindas como um quadro que eu desejava conhecer ou quando desci ao Grand Canyon nos Estados Unidos. Eram lágrimas provocadas pela emoção de beleza, uma invasão positiva de muitos bons sentimentos que antigas expectativas estimularam. Era emoção, não transcendência que me derrubasse ao solo impactado pelo eterno. Vários filósofos chamaram isso de maravilhar-se, uma suspensão momentânea da racionalidade junto de incapacidade de narrar o experienciado. Mas, passado alguns instantes, recuperamos a lógica narrativa. Eu estava feliz porque era bom estar ali, porque eu desejara estar ali, porque eu me preparara para estar ali e porque, enfim estando, se fechava um ciclo de ansiedade desejo-prazer produzindo o momento único e... lacrimoso. Foi muito bom, excelente até, todavia foi aquilo e eu posso descrever o início, o meio e o fim daquele instante. Por vezes lembro-me da experiência de um “banho xamânico” em Oaxaca, no México. A guia da experiência dizia que aspirássemos as plantas naquela sauna e que imaginássemos a luz lilás sobre nós. Aluno fiel, eu aspirava a planta acre que ela jogara às brasas e imaginava a luz lilás. Ao final de meia hora de exercício imaginativo, ela me perguntou o que eu tinha sentido e eu disse: “Um cheiro forte dessa planta”. Ela insistia: “E?”. “Só”, eu respondia à desolada senhora. Eu sentira o cheiro e imaginara a luz. Foi minha experiência xamânica. Na verdade, é minha experiência de vida. As coisas são no limite do que existem, sem energias ou algo muito mais denso escondido pelo véu do discurso. Onde alguns descrevem alguém de “energia pesada”, eu vejo um chato agressivo. Não há uma “aura”, apenas frases desagradáveis ou reclamações incessantes. Onde identificam “vampiros de energia” eu vejo alguém irritante. Seria a mesma coisa? Volto ao que eu sinto (sem fazer disso uma definição de valor universal): as coisas são no limite do que existem. Dou a elas sentido, simbolismo, signos aleatórios e que dependem da minha imaginação, sem “energia”. Essa é imensa solidão da consciência, ou, ao menos, da minha consciência. Uma boa semana para todos.

(KARNAL, Leandro. Sentido maior. O Estado de São Paulo, São Paulo,
19/01/2020. Caderno 2, p. C2.)
A palavra “que” pode desempenhar diferentes funções morfossintáticas na Língua Portuguesa. Assinale a alternativa em que ela desempenha a função de pronome relativo e, por isso, introduz uma oração adjetiva.
Alternativas
Q1812359 Português

Leia o Texto para responder a questão.

(Texto)

A segunda partícula “que” presente na linha 7 poderia ser CORRETAMENTE substituída por:
Alternativas
Q1811950 Português

Poluição visual: entenda seus impactos


    Poluição visual é o excesso de elementos visuais criados pelo homem que são espalhados, geralmente, em grandes cidades e que promovem certo desconforto visual e espacial. Esse tipo de poluição pode ser causado por anúncios, propagandas, placas, postes, fios elétricos, lixo, torres de telefone, entre outros.


    A poluição visual, que atua junto com a poluição luminosa, está muito presente nos grandes centros urbanos por conta da enorme quantidade de anúncios publicitários e sua não harmonia com o ambiente, desviando exageradamente a atenção dos habitantes.


    Além dos danos estéticos, este tipo de poluição pode ser perigoso para motoristas e outras pessoas. Um prédio feito de vidro pode refletir a luz do sol, criando uma poluição visual que obstrui a visão de quem guia veículos nas vias. Também os anúncios publicitários situados perto de malhas viárias podem distrair os motoristas enquanto dirigem, causando acidentes.


    Problemas como estresse e desconforto visual também estão relacionados com a poluição visual. Um estudo recente da Universidade A&M, do Texas, nos EUA, demonstrou como a poluição visual está relacionada a esses problemas. Depois de ter realizado situações estressantes, as pessoas estudadas utilizaram dois tipos de avenidas: uma em direção ao interior com poucos ou nenhum anúncio publicitário e a outra cheia de anúncios e demais elementos que são causas de poluição visual. Os níveis de estresse diminuíram rapidamente nos indivíduos que utilizaram o primeiro tipo de avenida, enquanto permaneceu alta naqueles que utilizaram o segundo tipo.


    Outros danos negativos do excesso de anúncios publicitários são o incentivo ao consumo, que pode gerar problemas, como obesidade, tabagismo, alcoolismo e o aumento de geração de resíduos (seja por conta do anúncio em si ou do descarte dos produtos oferecidos pela publicidade). [...]


    Aqui no Brasil é fácil perceber o impacto da poluição visual em épocas de eleições. Além do estresse e do incômodo gerados pela propaganda eleitoral, o peso ambiental da distribuição de panfletos com o número dos candidatos (o famoso “santinho”) é imenso. [...]


    Para inibir ou controlar esse tipo de poluição, uma possibilidade é criação de leis regulamentando o uso de anúncios publicitários, que são os principais causadores desse tipo de dano. Em São Paulo e em algumas outras cidades, houve a implantação de regulamentações, que ordenam a paisagem do município e visam equilibrar os elementos que compõem a paisagem urbana, restringindo a publicidade externa como outdoors, faixas, cartazes e totens.


(Poluição visual: entenda seus impactos. Texto adaptado. Disponível em: https://www.ecycle.com.br/2738-poluicao-visual. Acesso em: 20/01/2019.)

Sobre o uso do “quem” em “(...) criando uma poluição visual que obstrui a visão de quem guia veículos nas vias.” (3º§), analise as afirmativas a seguir.
I. Assume a posição de sujeito agente da última oração. II. Assume a posição de sujeito paciente da última oração. III. Se as orações forem invertidas, ele pode ser um pronome relativo. IV. Se as orações forem invertidas, ele pode ser um pronome interrogativo.
Quantas afirmativas estão corretas?
Alternativas
Q1811944 Português

Poluição visual: entenda seus impactos


    Poluição visual é o excesso de elementos visuais criados pelo homem que são espalhados, geralmente, em grandes cidades e que promovem certo desconforto visual e espacial. Esse tipo de poluição pode ser causado por anúncios, propagandas, placas, postes, fios elétricos, lixo, torres de telefone, entre outros.


    A poluição visual, que atua junto com a poluição luminosa, está muito presente nos grandes centros urbanos por conta da enorme quantidade de anúncios publicitários e sua não harmonia com o ambiente, desviando exageradamente a atenção dos habitantes.


    Além dos danos estéticos, este tipo de poluição pode ser perigoso para motoristas e outras pessoas. Um prédio feito de vidro pode refletir a luz do sol, criando uma poluição visual que obstrui a visão de quem guia veículos nas vias. Também os anúncios publicitários situados perto de malhas viárias podem distrair os motoristas enquanto dirigem, causando acidentes.


    Problemas como estresse e desconforto visual também estão relacionados com a poluição visual. Um estudo recente da Universidade A&M, do Texas, nos EUA, demonstrou como a poluição visual está relacionada a esses problemas. Depois de ter realizado situações estressantes, as pessoas estudadas utilizaram dois tipos de avenidas: uma em direção ao interior com poucos ou nenhum anúncio publicitário e a outra cheia de anúncios e demais elementos que são causas de poluição visual. Os níveis de estresse diminuíram rapidamente nos indivíduos que utilizaram o primeiro tipo de avenida, enquanto permaneceu alta naqueles que utilizaram o segundo tipo.


    Outros danos negativos do excesso de anúncios publicitários são o incentivo ao consumo, que pode gerar problemas, como obesidade, tabagismo, alcoolismo e o aumento de geração de resíduos (seja por conta do anúncio em si ou do descarte dos produtos oferecidos pela publicidade). [...]


    Aqui no Brasil é fácil perceber o impacto da poluição visual em épocas de eleições. Além do estresse e do incômodo gerados pela propaganda eleitoral, o peso ambiental da distribuição de panfletos com o número dos candidatos (o famoso “santinho”) é imenso. [...]


    Para inibir ou controlar esse tipo de poluição, uma possibilidade é criação de leis regulamentando o uso de anúncios publicitários, que são os principais causadores desse tipo de dano. Em São Paulo e em algumas outras cidades, houve a implantação de regulamentações, que ordenam a paisagem do município e visam equilibrar os elementos que compõem a paisagem urbana, restringindo a publicidade externa como outdoors, faixas, cartazes e totens.


(Poluição visual: entenda seus impactos. Texto adaptado. Disponível em: https://www.ecycle.com.br/2738-poluicao-visual. Acesso em: 20/01/2019.)

Com relação ao emprego do que em “(...) criando uma poluição visual que obstrui a visão de quem guia veículos nas vias” (3º§), é correto afirmar que ele:
Alternativas
Q1811024 Português

A CANETA TINTEIRO


Íamos pra escola carregando na mala o mata-borrão.

Mata o quê?

Mata-borrão. Era um pedaço de papel bem poroso que a gente usava pra limpar a tinta que vazava da caneta tinteiro.

Caneta que vazava? Como assim?

É, vazava, soltava tinta. A gente tinha que carregar também, além da caneta, um potinho de vidro cheio de tinta preta ou azul, para encher a carga da caneta. Era uma trabalheira danada!

E mesmo com todo cuidado a caneta vazava, estragava o estojo de couro, comprado a duras penas, sujava a blusa, deixava aquela mancha envergonhada no branco imaculado da blusa do uniforme.

Estojo de couro, uniforme! Puxa, vó, que irado! Mas por que você não comprava uma BIC? Ia simplificar sua vida.

Ia, se ela existisse, como tudo mais que existe hoje e a gente nem sequer imaginava!

Fonte:

http://viveragora.com.br/cronicas-rapidas/

Qual a função sintática do pronome relativo em destaque no fragmento "Era um pedaço de papel bem poroso que a gente usava pra limpar a tinta QUE vazava da caneta tinteiro"?
Alternativas
Q1810318 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. O destaque ao longo do texto está citado na questão. 


Considerando o emprego dos pronomes e seus referentes, analise as assertivas a seguir:


I. Na linha 24, em “adaptando-a”, o referente do pronome oblíquo “a” é o substantivo “receita” (l. 23).

II. Na linha 26, o referente do pronome relativo “que” é o substantivo “ações” (l. 25).

III. Na linha 32, o referente do pronome “ela” é o substantivo “cultura” (l. 31).


Quais estão corretas?

Alternativas
Respostas
481: C
482: A
483: E
484: D
485: D
486: C
487: E
488: E
489: D
490: E
491: B
492: A
493: B
494: C
495: A
496: A
497: A
498: A
499: D
500: D