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Questões de Concurso Comentadas sobre pronomes pessoais retos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 543 questões

Q1132380 Português

                                                  Texto 1

                    Automedicação pode causar sérios danos à saúde


      Hábito pode inibir eficácia dos medicamentos, causar efeitos colaterais nocivos e causar a morte A automedicação pode trazer consequências graves à saúde, como reações alérgicas e dependência. Além disso, de acordo com o Ministério da Saúde, o hábito pode aumentar a resistência de micro-organismos e inibir a eficácia dos remédios.

      Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos cinco anos, quase 60 mil casos de internações por automedicação foram registrados no Brasil.

      O estudante Stuart Figueredo, por exemplo, tem bronquite asmática e compra os medicamentos sem receita médica para tratar a doença. Ele conta que já percebeu os efeitos da automedicação. “Eu compro bombinha, inalador, para melhorar da asma, e já tem tanto tempo que eu faço essa automedicação que às vezes o remédio não surte tanto efeito. Já tiveram algumas situações em que o uso da bombinha ou então do inalador, da nebulização, não surtiu efeito que eu precisava. Eu precisava de verdade ir no hospital e fazer o tratamento correto para que eu pudesse sarar daquele sintoma”, conta.

      Segundo o ex-secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, optar pela automedicação pode trazer consequências graves para a saúde. “Pode matar, os excessos de medicamentos ou às vezes o uso prolongado de um medicamento. Os efeitos colaterais, os efeitos adversos. Basta ler as bulas, vocês vão ver que todos os medicamentos, eles podem ter efeitos adversos. O uso indevido de medicamentos, ele pode piorar a qualidade de vida em vez de melhorar a qualidade de vida se ele for utilizado inadequadamente”, reforça.

(Adaptado de http://www.brasil.gov.br/saude/2014/08/automedicacao -pode-causar-serios-danos-a-saude)

Assinale a alternativa correta a respeito do texto 1.
Alternativas
Q1096427 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo. 

Investigação da Fifa vê indícios de irregularidades cometidas por Blatter
Em outubro de 2011, funcionários foram premiados com US$ 14 milhões em bônus para a Copa do Mundo 2014

    Investigação interna feita pela Federação Internacional de Futebol informa ter encontrado evidências de violações cometidas pelo ex-presidente da entidade, Joseph Blatter, e pelos ex-secretários gerais Jérôme Valckee e Markus Kattner. Segundo a Fifa, por meio de aumentos salariais, bônus e incentivos, os três enriqueceram em mais de US$ 79 milhões em apenas cinco anos.
    Por meio de nota, a Fifa divulgou os resultados, que são ainda preliminares. De acordo com um dos investigadores do caso, Quinn Emanuel, foram aprovadas alterações contratuais problemáticas em favor de Blatter, Kattner e Valcke. "Essas alterações resultaram em pagamentos maciços, no valor de dezenas de milhões de dólares, para os ex-funcionários na forma de salários e bônus entre os anos de 2011 e 2015", disse Emanuel, por meio de nota. 

Enriquecimento
      Segundo ele, há documentos e provas revelando "um esforço coordenado por três altos funcionários da Fifa para enriquecer através de aumentos anuais de salário e bônus da Copa do Mundo, bem como o pagamento de indenizações indevidas." Em apenas uma das operações citadas pelos investigadores, os três teriam recebido, em 2010, US$ 23 milhões em bônus especiais para a Copa daquele ano, realizada na África do Sul. De acordo com a nota da Fifa, foram atribuídos efeitos retroativos a esses prêmios quatro meses após a conclusão da Copa, "aparentemente, sem uma cláusula contratual subjacente estipulando tais bônus".
    Em outubro de 2011, Valcke e Kattner foram premiados novamente com um combinado de US$ 14 milhões em bônus para a Copa do Mundo 2014 e em junho de 2014 receberam outros US$ 15,5 milhões em bônus para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

(http://www.administradores.com.br/)
Observe as quatro ocorrências de pronomes abaixo.
I. Essas alterações resultaram em pagamentos maciços. II. Segundo ele, há documentos e provas. III. a Fifa divulgou os resultados, que são ainda preliminares. IV. bônus especiais para a Copa daquele ano.
Agora, assinale a alternativa que contenha análises corretas.
Alternativas
Q864158 Português

                                    TEXTO 1


      O texto adiante é de Luís Fernando Veríssimo. Leia-o com atenção e responda às questões propostas a seguir.


                                 PRONOMES


      Antes de apresentar o Carlinhos para a turma, Carolina pediu:

      — Me faz um favor?

      — O quê?

      — Você não vai ficar chateado?

      — O que é?

      — Não fala tão certo?

      — Como assim?

      — Você fala certo demais. Fica esquisito.

      — Por quê?

      — É que a turma repara. Sei lá, parece…

      — Soberba?

      — Olha aí, ‘soberba’. Se você falar ‘soberba’ ninguém vai saber o que é. Não fala ‘soberba’. Nem ‘todavia’. Nem ‘outrossim’. E cuidado com os pronomes.

      — Os pronomes? Não posso usá-los corretamente?

      — Está vendo? Usar eles. Usar eles!

      O Carlinhos ficou tão chateado que, junto com a turma, não falou nem certo nem errado. Não falou nada. Até comentaram:

      — O Carol, teu namorado é mudo?

      Ele ia dizer ‘Não, é que, falando, sentir-me-ia vexado’, mas se conteve a tempo.

      Depois, quando estavam sozinhos, a Carolina agradeceu, com aquela voz que ele gostava:

      — Comigo você pode botar os pronomes onde quiser, Carlinhos.

      Aquela voz de cobertura de caramelo.

Luís Fernando Veríssimo. Contos de Verão, O Estado de S. Paulo, 16 jan. 2000.


Glossário:

Outrossim – igualmente, do mesmo modo.

Soberba – arrogância, presunção.

Todavia – mas, porém.  

Considere:


“ — Os pronomes? Não posso usá-los corretamente?

Está vendo? Usar eles. Usar eles! ”


Podemos afirmar que nesse trecho do TEXTO 1 há:

Alternativas
Q806184 Português

                                           TEXTO 6

Pronominais

Dê-me (1) um cigarro

Diz a gramática

Do professor e do aluno

E do mulato sabido

Mas o bom negro e o bom branco

Da Nação Brasileira

Dizem todos os dias

Deixa disso camarada

Me (2) dá um cigarro

Oswald de Andrade, O. Obras completas, Volumes 6-7. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972.

Nesse marcante poema “Pronominais”, Oswald de Andrade reafirma uma das propostas do movimento Modernista brasileiro, em sua primeira fase (1922-1930): a de reduzir a distância entre a linguagem falada e a escrita, o que marca sua crítica e sua recusa ao passadismo acadêmico.

Quanto aos itens (1) e (2) em destaque no texto do poema, podemos afirmar que:

Alternativas
Q779413 Português
A questão refere-se ao período que segue.
Assim que foram entregues os documentos das crianças ao funcionário que iria conferir os documentos, o funcionário pediu às crianças que permanecessem frente ao guichê 5, no guichê devolveria os documentos às crianças em meia hora. 
As repetições indesejáveis presentes na frase acima são eliminadas, em conformidade com a norma-padrão da língua, com a substituição dos segmentos destacados, respectivamente, por:
Alternativas
Q763687 Português

Considere o texto a seguir:


“O tradicional colégio Pedro II, escola federal fundada em 1837, no Rio, não tem mais uniformes masculino e feminino. Na prática, o uso de saias está autorizado para os meninos, que podem usá-las livremente. Desde maio deste ano, o Pedro II adota nas listas de chamada o nome social escolhido por alunos e alunas transexuais”.

Adaptado de Colégio Pedro II, no Rio, libera saia para meninos. Estadão, 20/09/2016. http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,colegio-pedro- -ii-no-rio-libera-saia-para-meninos,10000077010


Para o estabelecimento da coesão textual, são diversos os recursos disponíveis na língua portuguesa. Entre eles estão os pronomes. O termo las, em destaque no primeiro parágrafo, trata-se de pronome pessoal:

Alternativas
Q749544 Português
“Os candidatos não devem esperar questões com itens óbvios. Eles terão que pensar muito antes de escolher a alternativa certa.”
Com base no trecho acima, encontre a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IF-MS Órgão: IF-MS Prova: IF-MS - 2016 - IF-MS - Secretário Executivo |
Q741869 Português

Leia o texto seguinte para responder a questão.

O Cantor Na Biblioteca

    Bob Dylan, que surpresa, é o Prêmio Nobel de Literatura de 2016. Esse inédito reconhecimento literário a um dos maiores criadores do rock levanta a dúvida: o que Dylan faz, afinal, é poesia?

    “Bob Dylan realmente merece um Prêmio Nobel? E por quê? ” A pergunta foi feita a Sara Danius, secretária da Academia Sueca, instituição responsável pelo Prêmio Nobel de Literatura, depois do anúncio, na quinta-feira 13, de que o vencedor deste ano não era um poeta, romancista ou dramaturgo, mas um cantor, uma estrela do rock. Na sua formulação seca e direta, o questionamento quase soa agressivo. Onde já se viu duvidar dos méritos do premiado? No entanto, trata-se de uma entrevista oficial, divulgada no próprio site do Nobel. Está claro que os acadêmicos suecos não só tinham plena consciência de que a premiação de um mestre do cancioneiro popular poderia incitar crítica e oposição: eles desejam instigar essas reações. A conversa segue com os elogios convencionais próprios da ocasião – Dylan, segundo Sara Danius, “corporifica a tradição” e sempre “reinventou a si mesmo” - , até o momento em que o entrevistador pede à secretária que indique obras do compositor americano. Sara sugere que “se ouça ou leia” Blonde on Blonde, disco de 1966. Leitura? De um disco? O verbo “ler” apareceu estranhamente deslocado em uma conversa sobre o Nobel de Literatura. A vetusta Academia Sueca, talvez na ânsia de rejuvenescer (embora Dylan tenha 75 anos), abriu-se para o gênero por excelência da inconstância juvenil: a canção pop.

    Em anacronismo arriscado, Sara Darius comparou Dylan a Homero e Safo, autores gregos que também teriam criado versos para ser cantados. A Ilíada e a Odisseia, poemas épicos que a tradição atribui ao lendário Homero, datam do século IX ou VIII a. C., e é mais ou menos consensual entre especialistas que foram criação não de um só bardo, mas de uma coletividade de rapsodos. Safo, cuja obra ainda sobrevivente é pequena e fragmentária, nasceu provavelmente em 630 a.C., na Ilha de Lesbos, e morreu em data desconhecida. As criações desses poetas da Antiguidade estavam associadas a algum tipo de melodia – que se perdeu no tempo -, mas isso não os aproxima da moderna produção musical. Dylan, sobretudo antes de eletrificar sua música com Like a Roling Stone, bebeu das raízes populares do folk. Mas nunca foi, como os aedos que aparecem cantando feitos heroicos na Odisseia, um artesão: ele é um profissional da indústria fonográfica, um artista da era em que os discos de vinil no formato LP tornaram-se obras autorais. No outro lado – o lado propriamente literário do balcão -, a música silenciou. Por convenção, ainda se diz que a polonesa Wislawa Szymborska (1923 -2012), Nobel de 1996, fazia “poesia lírica”. Mas ela dispensava lira (ou guitarra) para escrever.

    Nada disso invalida o prêmio. Mas a escolha de Dylan (que até o fechamento desta edição ainda não se manifestara sobre o Nobel) naturalmente levanta reações puristas. Para muitos, é como se a Academia Sueca permitisse que as sandálias empoeiradas de vulgaridade de um menestrel pop sujem o chão imaculado de alta cultura. Essa posição pernóstica é difícil de sustentar quando se considera o dinamismo que sempre pautou as trocas culturais. Shakespeare e Cervantes, para citar os dois gigantes cujos 400 anos de morte foram lembrados neste ano, transitaram com plena liberdade entre o alto e o baixo, o popular e o erudito.

    Não há razão para se considerar que um compositor de rock como Dylan seja menos “elevado” do que um poeta livresco como o irlandês Seamus Heaney (1939 – 2013), outro Nobel. No entanto, ainda subsiste uma restrição insistente à escolha dos suecos: se o prêmio é para realizações em literatura, cabe considerar letras de música? Dylan, é verdade, também publicou livros (Crônicas Volume 1, de memórias, e Tarantula, coletânea de poemas), mas seus grandes feitos são musicais. Em On Poetry (Sobre a Poesia), de 2012, o poeta inglês Glyn Maxuel argumenta, sem esnobismo, mas também sem concessões, que poema é uma coisa, letra de música é outra. E usa como exemplo uma composição do próprio Dylan, Not Dark Yet, de 1997. Trata-se, diz Maxwell, de uma canção memorável, mas sua letra “encolhe” quando colocada contra o branco da página. Mesmo as criações dos melhores letristas – Cole Porter, Leonard Cohen, Patti Smith – só sobreviveriam na moldura sonora para a qual foram criadas: no silêncio representado pelo branco da página, morrem. Maxwell conclui descartando a costumeira aproximação que se faz entre Dylan e o poeta inglês John Keats (1795 – 1821): os dois não devem ser comparados, pois praticam ofícios diferentes.

    Mesmo que se aceite integralmente esse argumento, ainda há um caminho para justificar o Nobel do autor da popularíssima Blowin’in the Wind (e da menos lembrada mas superior Idiot Wind): uma letra de música, ainda que não seja propriamente poesia ou literatura, pode ter certas qualidades literárias. Nas metáforas, alegorias e alusões bíblicas que Dylan mobiliza em All Along the Watchpower (popularizada por Jimi Hendrix) ou na destreza narrativa com que conta a história do lutador de boxe negro falsamente acusado de assassinato em Hurricane, vemos um artista com um domínio de recursos que poucos escritores alcançam. O problema é que também se podem identificar atributos que se diriam “literários” em filmes e séries de TV. E então volta à cena aquela turma alarmista que denuncia a decadência da arte e da cultura contemporâneas: o que virá a seguir – Nobel para a reconstituição de cenários históricos do videogame Assassin’s Creed? Em universidades pelo mundo, aliás, os “estudos culturais” já transformaram essas ligeirezas da cultura de massa em objeto de análise.

    O Nobel conta ainda com um prestígio único entre os prêmios literários. É porque o prêmio carrega essa pesada importância simbólica que sempre nos lembramos de suas falhas e omissões. Maior inovador do romance no século XX, o irlandês James Joyce (1882-1941) não foi escolhido, embora amplamente aclamado (e eventualmente censurado e atacado) por Ulisses, de 1922. Sabe-se que o argentino Jorge Luis Borges (1899 – 1986), gênio polivalente da poesia, do conto e do ensaio, foi desprezado pela academia, sobretudo por uma infame razão política: aceitou uma comenda do ditador chileno Augusto Pinochet. O curioso é que ninguém julgaria ser uma injustiça insanável se Bob Dylan jamais ganhasse o Nobel: trata-se, afinal, de um músico amplamente reconhecido e celebrado em seu campo. E que se torna agora o único homem da história a ter acumulado o Oscar, o Grammy, o Pulitzer e o Nobel.

    A academia sueca reconhece, com Dylan, as forças culturais (ou contraculturais) que se gestaram na agitação febril da década de 60. Sempre preterido, o americano Philip Roth, 83 anos, também marcou a turbulência daqueles anos com seu escandaloso Complexo de Portnoy (1969). Um tanto mais jovem – 67 anos – e também sempre cogitado para o prêmio, o japonês Haruky Muramaky apresenta, em sua ficção, um vigoroso diálogo com a cultura pop (um de seus romances de maior sucesso, de 1987, traz o título de uma canção dos Beatles: Norwegian Wood). O Nobel para Dylan deu uma revigorante sacudida no prêmio, e a rica discografia do compositor americano merece mesmo toda e qualquer celebração. Mas sempre haverá grandes livros para ser igualmente celebrados.

Fonte: TEIXEIRA, Jerônimo. O Cantor na Biblioteca. In: Veja, São Paulo, Abril: 2016

O pronome pessoal do caso reto eles, no trecho: “Está claro que os acadêmicos suecos não só tinham plena consciência de que a premiação de um mestre do cancioneiro popular poderia incitar crítica e oposição: eles desejam instigar essas reações”, aparece no texto para retomar algo mencionado anteriormente. Assinale a opção que apresenta o termo retomado pelo pronome pessoal em questão.
Alternativas
Q726891 Português
Em apenas uma das alternativas abaixo o pronome pessoal está corretamente empregado. Assinale-a.
Alternativas
Q717569 Português
As 12 substâncias químicas
que causam mais problemas hormonais

       Uma organização americana1 dedicada a estudar os efeitos ambientais sobre a saúde das pessoas e animais divulgou uma lista com as substâncias químicas2 que mais causam danos ao corpo por provocar alterações hormonais. Esses compostos são os chamados desreguladores endócrinos – uma vez em contato com o organismo, eles imitam a ação de hormônios naturais3 , alterando a ação ou a quantidade deles no corpo.
       
        “Nós estamos rotineiramente expostos a esses desreguladores endócrinos e isso tem um potencial de prejudicar de forma significativa a saúde dos jovens. É importante fazermos o que estiver ao nosso alcance para evitá-los”, diz Renee Sharp, diretor de pesquisa do Environmental Working Group (EWG), que elaborou a lista.

          Para fazer a lista, os pesquisadores do EWG reuniram uma série de artigos científicos4 sobre os efeitos dessas substâncias na saúde das pessoas. Segundo os especialistas do grupo, os desreguladores endócrinos podem ser muitas vezes encontrados em alimentos, água, embalagens e produtos de consumo, como os de limpeza e cosméticos. A exposição a esses compostos já foi associada a diversos5 problemas: entre eles danos à fertilidade e à cognição e um maior risco de câncer.

           Entre os itens da lista do EWG, está o bisfenol A (BPA), um composto químico presente6 principalmente em alguns objetos de plástico e latas de alumínio. A substância vem sendo alvo de uma série de pesquisas científicas, que já encontraram uma relação entre o BPA e problemas de fertilidade, obesidade, câncer, entre outras condições. Estudos como esses fizeram com que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibisse, em setembro de 2011, a comercialização de mamadeiras com a presença do composto.
(veja.abril.com.br)
No segundo parágrafo, está destacada a forma "evitá-los". Analise o contexto em que ela aparece e assinale a alternativa que contenha uma análise totalmente correta.
Alternativas
Q705187 Português

Os netos de Lennon 

Nada como umas boas férias para sofrer uma crise histérica com as crianças. Não com todas, é claro. Refiro-me a um tipo especial de anjinho, cada vez mais frequente na cidade. Seus pais, tios e avós amavam os Beatles e os Rolling Stones. Frutos de uma omelete de teorias libertárias, as gracinhas podem tudo – e atormentam a todos. Há três semanas, um casal foi almoçar lá em casa, com a filha. Servi macarrão com molho al pesto. 

A sinhazinha, do alto dos seus 7 anos, experimentou, torceu o nariz e declarou aos gritos: 

– Está horrível, horrível!

Disfarcei achando que a mãe devia estar morta de vergonha. Coisa nenhuma. Estava feliz, até orgulhosa:

– Minha filha é muito autêntica.

A autêntica começou a bater a colher no prato, espalhando o molho verde pela toalha de renda. Arreganhei os lábios, tenso. O pai sorriu:

– Acho que você não foi muito feliz no cardápio. Ela prefere sundae. Tem mania de misturar sorvete com bacon.

Prometi intimamente servir dobradinha com açúcar queimado se alguma vez os encontrasse de novo pela frente. Quando eu era pequeno, minha mãe me obrigava a comer um pouco e fingir que gostava.

Agora, devo continuar gentil enquanto a jovem gourmande atira um fiapo de espaguete nos meus óculos.

Recentemente, em uma livraria, vi um menino agarrar o rolo de papel da máquina de calcular da caixa. Enquanto a pobre moça tentava salvar suas contas, a mãe assistia à cena placidamente. Conheço outro garoto que, mal chegado à casa alheia, atira-se com os sapatos sujos sobre o sofá, pula nas almofadas e agarra os cinzeiros de vidro sem ouvir um ah! Da mãe, que mantêm a expressão extasiada porque ele "é muito esperto". Estive próximo de um ataque cardíaco certa vez em que decidi levá-lo a passear no shopping. Correr atrás dele pelas lojas equivaleu a um treino para disputar as olimpíadas. Ele simplesmente parecia incapaz de perceber o sentido da palavra "não". Para os espíritos aventureiros, o ideal é ir no fim de semana a algum shopping da moda e conviver com a nova geração de superliberados. São centenas de crianças agitadas como abelhas e propensas a trombar nas pernas alheias, como se os adultos fossem um trambolho incômodo. Pior: O espírito antirrepressor da educação parece resultar em pequenas personalidades autoritárias

: – Pai, eu quero pizza já!

– Mas...

– Já, pai, agora mesmo!

Muitas têm mania que me surpreendem. Levei um susto no restaurante japonês. A menina, de uns 8 anos, chegou com os pais. Pediu, sofisticada:

– Sushi. Mas só de atum, com pouca mostarda. Cuidado, da outra vez você exagerou. Rápido, estou com fome.

O sushiman ficou olhando chocado, com a faca erguida. Fechei os olhos. Quando abri, ela comia agilmente, com os palitinhos nipônicos. Já vi cenas semelhantes em lojas.

Um garoto:

– Este tênis, nunca, nunca!

O pai, tímido:

– Mas é igual ao outro, e mais barato, filho.

– Eu só uso da minha marca!

Muitas crianças conhecem grifes, perfumes, a maioria tem um pé na computação, nenhuma resiste a um videogame. Fazem os pais comprar o que querem e, por isso, os lojistas as recepcionam com sorrisos e suspiros. Perdi uma grande amiga por causa do rebento. Resisti a tudo: mordidas nas almofadas, livros rasgados. Até o dia em que esqueci a parta aberta e ele se pendurou no murinho da varanda do 6° andar, onde vivo. Gritei, assustado:

– Sai daí, você vai cair.

O anjinho sorriu, uma das pernas balançando no espaço. Olhei para o lado: a mãe folheava uma revista calmamente. Eu me senti o próprio Indiana Jones. Dei três saltos, mergulhei de cabeça e o atirei ao chão. A mãe veio, furiosa:

– Você não tinha o direito. Deixou o menino fora de si. Impediu que tivesse a experiência integralmente. Como é que a cabecinha dele vai reagir?

– cair do 6° andar é uma experiência integral?

Muitas vezes, minha vontade é dar um belo beliscão à antiga em algum desses netos de Lennon. Mas me contenho. A culpa afinal não é deles, mas de uma geração de pais com horror à palavra não. E um bom não, sinceramente, não faz mal a ninguém.

CARRASCO, Walcyr. Os netos de Lennon: In: _______O golpe do aniversariante. São Paulo: Ática, 2003, p. 20 -22.

Fazendo-se a análise morfológica da frase “E um bom não, sinceramente, não faz mal a ninguém.”, é correto afirmar
Alternativas
Q697662 Português
Nós respeitamos o patrimônio público”. Como podemos classificar “Nós” nesta frase?
Alternativas
Q683997 Português
Analise a frase a seguir.
Maria foi à padaria. ________ não vai demorar.
Considerando os pronomes pessoais, assinale a alternativa que completa corretamente a frase anterior
Alternativas
Q671777 Português

Vocês vão no cinema hoje à noite?

Vamos, mas a gente vai sair cedo!

Tá bom! Me esperem que eu vou com vocês! 

O fragmento mostra um diálogo entre amigos, daí a presença de marcas da linguagem coloquial, adequada a esse tipo de situação comunicativa. Nesse diálogo, o coloquialismo só não tem como marca
Alternativas
Q671336 Português

Texto 1

1     No Brasil de hoje, talvez no mundo, parece haver um duplo fenômeno de proliferação dos poetas e de diminuição da circulação da poesia (por exemplo, no debate público e no mercado). Uma das possíveis explicações para isso é a resistência que a poesia tem de se tornar um produto mercantil, ou seja, de se tornar objeto da cultura de massas. Ao mesmo tempo, numa sociedade de consumo e laica, parece não haver mais uma função social para o poeta, substituído por outros personagens. A poesia, compreendida como a arte de criar poemas, se tornou anacrônica?

2     Parece-me que a poesia escrita sempre será – pelo menos em tempo previsível – coisa para poucas pessoas. É que ela exige muito do seu leitor. Para ser plenamente apreciado, cada poema deve ser lido lentamente, em voz baixa ou alta, ou ainda “aural”, como diz o poeta Jacques Roubaud. Alguns de seus trechos, ou ele inteiro, devem ser relidos, às vezes mais de uma vez. Há muitas coisas a serem descobertas num poema, e tudo nele é sugestivo: os sentidos, as alusões, a sonoridade, o ritmo, as relações paronomásicas, as aliterações, as rimas, os assíndetos, as associações icônicas etc. Todos os componentes de um poema escrito podem (e devem) ser levados em conta. Muitos deles são inter-relacionados. Tudo isso deve ser comparado a outros poemas que o leitor conheça. E, de preferência, o leitor deve ser familiarizado com os poemas canônicos. (...) O leitor deve convocar e deixar que interajam uns com os outros, até onde não puder mais, todos os recursos de que dispõe: razão, intelecto, experiência, cultura, emoção, sensibilidade, sensualidade, intuição, senso de humor, etc.

3     Sem isso tudo, a leitura do poema não compensa: é uma chatice. Um quadro pode ser olhado en passant; um romance, lido à maneira dinâmica; uma música, ouvida distraidamente; um filme, uma peça de teatro, um ballet, idem. Um poema, não. Nada mais entediante do que a leitura desatenta de um poema. Quanto melhor ele for, mais faculdades nossas, e em mais alto grau, são por ele solicitadas e atualizadas. É por isso que muita gente tem preguiça de ler um poema, e muita gente jamais o faz. Os que o fazem, porém, sabem que é precisamente a exigência do poema – a interação e a atualização das nossas faculdades – que constitui a recompensa (incomparável) que ele oferece ao seu leitor. Mas os bons poemas são raridades. A função do poeta é fazer essas raridades. Felizmente, elas são anacrônicas, porque nos fazem experimentar uma temporalidade inteiramente diferente da temporalidade utilitária em que passamos a maior parte das nossas vidas.

(CÍCERO, Antônio. In: antoniocicero. Hogspot.com.br/ 2008_09_01archive.html (adaptado de uma entrevista).

No trecho seguinte destacam-se vários pronomes:

“OS que O fazem, porém, sabem que é precisamente a exigência do poema – a interação e a atualização das NOSSAS faculdades – que constitui a recompensa (incomparável) QUE ELE oferece ao SEU leitor.” (§ 3)

Aqueles que fazem, com fins coesivos, referência exofórica são:

Alternativas
Q670037 Português
(...) Consumidores
Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), as operadoras não apresentam justificativas técnicas para inclusões ou reduções de franquias de dados nos novos planos. “Ao adotarem essas medidas, as operadoras elevam seus preços sem justa causa, detém vantagem excessiva nos contratos, limitam a competição e geram aumento arbitrário de lucro,” disse o pesquisador em telecomunicações do instituto, Rafael Zanatta.
A entidade ingressou com uma ação civil pública contra as operadoras Claro, Net, Oi e Telefônica. O objetivo é impedir a suspensão do serviço de internet, que, segundo o Idec, é uma importante ferramenta de acesso à informação, reconhecido como direito fundamental e essencial para o exercício da democracia e da cidadania, “não devendo, portanto, prevalecer as alterações desejadas pelas operadoras”. (...).
Revista Exame
No fragmento: “Ao adotarem essas medidas, as operadoras elevam seus preços sem justa causa, detém vantagem excessiva nos contratos, limitam a competição e geram aumento arbitrário de lucro,” O pronome em destaque classifica-se como:
Alternativas
Q663263 Português

                Vício em internet: quando o acesso à web se torna uma doença

      Acredite ou não: o conceito de dependência em internet começou como uma piada. Em 1995, o psiquiatra norte-americano Ivan Goldberg publicou um artigo satírico em seu site pessoal no qual ele descrevia um problema recém-descoberto e batizado como IAD (sigla para Internet Addiction Disorder, ou Desordem do Vício em Internet).

      O que Goldberg não imaginava era que a imprensa e a comunidade científica passariam a tratar o IAD como um problema real, usando como gancho os rápidos avanços tecnológicos ocorridos na década de 90. Com o advento dos navegadores, buscadores e computadores pessoais, era natural que tal assunto chamasse atenção até mesmo dos leigos.

      Ainda que não seja mencionado na versão mais recente do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5, datado de 2013), os profissionais de psiquiatria e psicologia do mundo inteiro são unânimes: o vício em internet existe e é uma doença bastante perigosa. Hoje em dia temos milhares de casos em todo o planeta, incluindo no Brasil, onde ainda é bastante difícil encontrar tratamento especializado para quem sofre desse mal.

      Assim como outros transtornos psicológicos, a dependência em internet pode afetar qualquer pessoa, mas alguns indivíduos possuem maior predisposição a desenvolverem a doença. De acordo com a psicóloga Daniela Faertes, especialista em mudança de comportamento, pessoas introvertidas e que têm dificuldades em manter relações interpessoais são as que possuem maior tendência a se tornarem viciadas.

      Os fanáticos pela internet geralmente são afetados por problemas pessoais ou familiares, incluindo bullying, exclusão social, frustrações profissionais, conturbações no casamento e até mesmo dificuldades financeiras. Tendo isso em mente, o acesso frenético à internet pode ser entendido como uma válvula de escape desse indivíduo – um local confortável que acaba tomando o lugar do mundo real.

      Para Daniela Faertes, é necessário que haja um autocontrole dos horários em que se acessa a internet e utiliza o telefone celular. “Uma das grandes questões é que, mesmo não sendo dependente, a internet provoca uma percepção distorcida da passagem do tempo e, como a gama de assuntos que pode ser acessada por ela é infinita, é necessário colocar um limite pessoal”, observa.

   Disponível em: <http://goo.gl/hFSm5J> . Acesso em: 30 abr 2016 (com adaptações). 

As expressões destacadas dos trechos “no qual ele descrevia um problema” e “para quem sofre desse mal” pertencem a uma categoria de palavras da língua que têm por função:
Alternativas
Q612228 Português
Marque a alternativa correta quanto ao emprego dos pronomes eu e mim:
Alternativas
Q607159 Português
Leia os quadrinhos.

Imagem associada para resolução da questão


Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas na fala da personagem devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Q1630354 Português

Você já rebateu um absurdo hoje?


Os tempos de crise são um terreno fértil para os discursos de ódio e apelos autoritários.

Confrontá‐los no dia a dia é uma forma de evitar que se tornem, um dia, projetos reais.


    Tenho a péssima mania de responder absurdos com silêncio. Quanto maior o absurdo, menor a vontade de falar. Percebi a gravidade dessa relação porque tenho andado muito quieto ultimamente. A vida em rede me acostumou mal: habituado a conversar com quem já tem uma predisposição em ouvir, aprendi a despejar na internet, não sem certa arrogância, tudo o que tinha vontade de dizer e não disse quando o taxista falou que a cidade só teria jeito quando pegassem o bairro pobre, jogassem gasolina e botassem fogo. Ou quando a socialite levantou a taça de espumante e, com um olho na piscina e outro na bolsa Louis Vuitton, se disse assustada com a calamidade em que vivemos no Brasil.

    Tudo começou, acho, na adolescência, quando a vizinha gente‐boa levou uma tarde a me desejar boa sorte na minha viagem a São Paulo, onde dali em diante eu passaria a morar e estudar. Atenciosamente, ela me deu um roteiro de passeios, dicas, culturas e cuidados na metrópole. Ao fim da conversa, soltou um “só tome cuidado porque é uma cidade infestada por imigrantes, e eles estão acabando com tudo”. Ainda hoje me questiono por que não a rebati, ali, na lata. Foi porque só tinha 19 anos? Por não querer ser indelicado? Para não azedar a boa vizinhança? Mas de que vale ter vizinhos assim, que só te respeitam porque te veem como um igual?

    Na conversa, ela me pedia para reparar como os imigrantes de vários sotaques se espalhavam em nossa cidade do interior trazendo sujeira e insegurança. “Em São Paulo é ainda pior”, reforçava. Lembrei que, naquela época, uma série de assaltos a repúblicas estudantis das redondezas era noticiada pelos jornais locais. Pouco depois, a quadrilha foi identificada, e qual não foi o choque quando descobrimos que um vizinho nosso, branco e de classe média, estava envolvido. Na mesma época, acordamos certa manhã de sonos intranquilos com a Polícia Federal à porta do prédio. Os agentes estavam em busca de um morador, querido por todos, que integrava um suposto esquema ilegal de fabricação e comércio de couro. A realidade desmentia a tese daquela senhora que se gabava de ter livros por todo canto de casa, embora não tivesse olhos para entender o mundo para além da própria janela. “A insegurança é sempre o outro”, concluía comigo mesmo, sem jamais dizer nada.

    À medida que me adaptava à vida em São Paulo, e aos círculos menos inóspitos da vida universitária, me acostumei a falar em guetos. Neles, enquanto tentávamos entender a lógica da discriminação em um país ainda marcadamente desigual, dividíamos nossas angústias como numa roda de reabilitados. Falávamos da tia racista que achava um absurdo o namoro do artista mulato com a atriz branca. “Preconceito contra eles mesmos”, repetia a parente, para a concordância bovina de todos à mesa.

    A sequência era conhecida. “Bons eram os tempos dos militares; tomávamos cascudos, mas andávamos na linha”. “O Brasil é um país de belezas naturais e um povo criado na malandragem.” “Político é tudo igual.” “Virou gay porque faltou chinelada.” “Virou lésbica porque não encontrou o cara certo.” “Ninguém mandou usar saia.” E etc, etc. Nos círculos sociais, lidamos o tempo todo com autodidatas especializados em política e sociedade.

    Toda vez que essas conversas reaparecem, é como se eu tivesse a chance de rebater aquela vizinha, já sem as amarras da imaturidade. Dias atrás ela reapareceu em uma conversa num Café decorado e com ar‐condicionado. Vestia terno e tinha certeza que o calor tropical inibia a vocação do brasileiro ao trabalho. Exatamente à sua frente, separado apenas por um vidro blindado, um pedreiro se derretia para erguer um muro de tijolo sob o sol a pino. Pensei em apresentar um para o outro, mas, como sempre, calei.

     “Deixem falar. São só ignorantes”, dizem os amigos, enquanto guardam os cartuchos para os grandes debates com professores, autoridades públicas, grandes corporações etc.

    A verdade é que nessas manifestações gratuitas de ingenuidade/ignorância não está o exercício saudável do debate. Está a fórmula autoritária de falar e ser ouvido e, se rebatido, correr para a linha segura do tatame com uma velha muleta: “É só a minha opinião, você precisa respeitar”. Confundimos, então, silêncio com respeito, e determinamos arbitrariamente quem merece e quem não merece ser contrariado. Aquela lição canhestra herdada da ditadura, a de que política não se discute, ainda faz estragos: dizer o que se pensa se transformou em uma espécie de pregação a convertidos. Por aqui, debate, conflito e contraponto não sensibilizam consensos, mas melindres. Por isso, e para evitá‐los, calamos.

    Tempos atrás, quando todos pareciam satisfeitos em seus quadrados, essas pontas de fagulha pareciam inofensivas. Agora os tempos mudaram. Em parte devido à conjuntura mundial, em parte devido a apostas equivocadas dos governos locais, em parte devido à insensibilidade para perceber que os modelos se esgotaram, o cobertor se encurtou, as saídas se estreitaram, a crise se avizinhou, o pirão acabou e a primeira reação nesses guetos é garantir primeiro a sua farinha.

(Disponível em: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/voce‐ja‐rebateu‐um‐absurdo‐hoje‐3639.html Acesso em: 09.03.2015. Adaptado.)

Assinale a alternativa em que o referente do pronome destacado nos trechos a seguir foi corretamente indicado entre parênteses.
Alternativas
Respostas
441: B
442: D
443: A
444: D
445: B
446: E
447: C
448: A
449: B
450: B
451: A
452: A
453: B
454: E
455: A
456: D
457: A
458: D
459: B
460: D