Questões de Concurso
Sobre pronomes pessoais oblíquos em português
Foram encontradas 2.278 questões
Considere as seguintes propostas de alteração no uso de pronomes do texto.
1. O segmento lhe rendeu (l. 22) poderia ser substituído por rendeu a ele.
2. O segmento chamou-o (l. 33) poderia ser substituído por chamou ele.
3. O segmento lhe confiou (l. 34) poderia ser substituído por confiou nele.
Quais propostas são gramaticalmente corretas?
Leia o texto abaixo.
RENDA-SE
O vestido curto,
com abertura
nas costas e
renda, ressalta
a feminilidade
e a delicadeza
do look.
(Revista Picadilly, editora profashional, nº15, ano 7, p. 43, adaptado)
As palavras “renda-se” e “renda” presentes no texto se caracterizam por:
I. Serem um verbo e um nome.
II. Ambas podem ser antecedidas de artigo.
III. Somente a segunda pode ser antecedida de artigo.
IV. Ambas se combinam com pronomes átonos.
V. Somente a primeira se combina com pronome átono.
Está correto o que se afirma apenas em:
Leia o fragmento abaixo, extraído e adaptado de documento oficial.
1 A pendência ao julgamento do recurso de apelação, interposto pelo Ministério Público, não
2 obsta a obtenção de benefícios na execução da pena à teor do que dispõe a Súmula do
3 Supremo Tribunal Federal: "Admite-se a progressão de regime de cumprimento da pena ou
4 a aplicação imediata de regime menos severo nela determinada, antes do trânsito em
5 julgado da sentença condenatória". No caso específico dos autos, contudo, o Paciente não
6 encontra-se preso preventivamente o que impede a pretendida expedição de guia
7 provisória de cumprimento de pena. Habeas corpus denegado.
Este fragmento apresenta problemas com relação à correção gramatical. A esse respeito, considere os seguintes itens do ponto de vista da correção gramatical do fragmento.1 - uso da preposição a depois da palavra pendência (l. 1) 2 - uso de vírgula antes e depois de interposto pelo Ministério Público (l.1) 3 - ausência de vírgula depois de pena (l. 2) 4 - uso de crase na expressão à teor(l. 2) 5 - uso do termo cumprimento (l. 3 e 7) 6 - posposição do pronome se na forma verbal encontra-se (l. 6) 7 - ausência de vírgula depois de preventivamente (l. 6) 8 - uso de itálico na expressão Habeas corpus (l. 7)
Dos itens arrolados acima, estão em desacordo com as regras de correção gramatical da Língua Portuguesa apenas dos itens
Instrução: A questão esta relacionada à redação oficial.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas tracejadas do enunciado abaixo.
Peço a Vossa Excelência que _________ o relatório
de gestão ao ________ Assessor em Letras, a fim de
que este ________ devolva o texto revisado.
A ambição de criar robôs dotados de esperteza é anterior, remete aos mitos da Grécia antiga, tal qual o de Talo, o gigante de bronze criado pelos deuses. Mas foi só a partir de meados do século passado, com o trabalho de estudiosos como McCarthy, que a chance de produzir androides come- çou a ser levada a sério. Rapidamente brotaram medos exagerados e possibilidades descabidas, refletidas na ficção em obras da literatura. O exemplo mais evidente é o clássico Eu, Robô, de Isaac Asimov – no qual se apresentaram as Três Leis da Robótica, que controlariam a IA e, desrespeitadas, gerariam monstros de ferro e alumínio nas veias. Hoje, sabe- -se que não passa de bobagem a mirabolante visão de um futuro de guerras fratricidas contra nossas crias.
A IA progrediu e, silenciosamente, está perto de superar a capacidade mental humana, principalmente em tarefas padronizadas e exatas, como nos cálculos financeiros ou na promessa de carros sem motorista. Não há o conflito desenhado, a não ser no cinema. É cada um na sua. As máquinas não param de evoluir, mas estritamente como máquinas. Os humanos serão cada vez mais humanos, com fraquezas, inseguranças e imperfeições.
Pedir a um software capaz de pintar como Van Gogh que cortasse a própria orelha deixaria os algoritmos tontos, perdidos, incapazes de entender o comando suicida.
(Felipe Vilic, Raquel Beer e Rita Loiola, Cada um na sua. Veja, 22.07.2015, p. 78. Adaptado)
I. Essa blusa é para________ e não para minha irmã.
II. Um sorriso é a menor distância entre________ e você.
III. Na gravidez, seria muito difícil para________fazer um curso de inglês.
A questão a seguir refere-se ao texto acima:
Assinale a opção em que o termo destacado NÃO pertence à mesma classe de palavras dos destacados nas demais opções:
A questão a seguir refere-se ao texto acima:
Quanto à estrutura do texto, assinale a alternativa em que o termo destacado NÃO foi identificado corretamente:
Aprender a desfazer
O mundo tem aprendido que desfazer pode ser bem mais complicado que fazer. Pode ser mais difícil desfazer o aquecimento global. Pode ser impossível desfazer a destruição de uma floresta. Pode ser bem complicado desfazer o desaparecimento de uma espécie.
No campo da tecnologia, entretanto, ainda estamos engatinhando. Quem não terá em casa um equipamento eletrônico antigo que não sabe a quem dar porque ninguém quer, nem onde descartar porque não há um local apropriado e muito menos desmontar, porque quase nunca aprendemos a desfazer, de maneira econômica, aquilo que fizemos em tecnologia?
Funciona assim: quando um equipamento fica velho, pode ter muita riqueza dentro dele para ser reaproveitada. Com a ajuda da internet, você vai conseguir estimar quanto tem de plástico, vidro, metais comuns e preciosos até com boa aproximação. Feitas as contas, descobre-se rapidamente três grandes verdades da tecnologia de descaracterização de equipamentos:
1) Sem escala não há negócio. Não estamos falando de desmontar um celular, mas milhares deles;
2) O custo em tempo para desmontar o equipamento precisa ser muito menor que o valor que houver nele, caso contrário, não valerá a pena;
3) É preciso aproveitar tudo o que houver no equipamento para que a desmontagem seja, de verdade, rentável e não agrida o meio ambiente.
O nome da matéria que trata do assunto? Eco Design ou Design Ecológico e, no Brasil, universidades como a de São Carlos fazem um belo trabalho a respeito. Gosto de definir o assunto como a arte de projetar coisas, pensando em desfazê-las de forma simples e não agressiva, quando não forem mais úteis.
Como um exemplo vale mais que mil parágrafos, vou contar uma história. Corriam os idos dos anos noventa. Duas da manhã, eu virava uma noite de sexta-feira em um cliente na cidade do Rio de Janeiro, longe de casa, mais de uma semana, como na música.
Estávamos eu e um funcionário local, o grande Najan, que de cliente já havia se tornado amigo, tanto que viramos noites juntos no trabalho. De repente, desespero total. Na máquina em que eu trabalhava, um moderníssimo PC 386, não havia um leitor de disquetes de 5 ¼ de polegada. Era gravar um disquete e ganhávamos a liberdade, eu para voltar para casa e encontrar a família e ele direto para a praia ou algum outro merecido prazer da cidade maravilhosa.
- Deixa comigo, diz o Najan! Vou desmontar a unidade daquela máquina ali e trazer para cá, apontando para um equipamento modelo XT de marca que prefiro não dizer, já velho e perto da aposentadoria.
Caixa de ferramentas em punho, eu de cá animado e compilando os programas para gravar e mandar para a produção, ele de lá começa a desmontagem . E é aí que você vai entender um pouco de design ecológico. Vinte minutos depois, saio correndo da minha cadeira para segurar o Najan. Ele, martelo de borracha na mão e desespero nos olhos estufados, dava pancadas, de leve é verdade, na velha máquina e dizia:
- Um pai... Uma pancada... Paga escola a vida inteira... Outra pancada... Para um filho! Se sacrifica! Mais uma pancada... Pra ele projetar uma porcaria dessa. Pancada final.
Na mesa jaziam todas as peças do computador, totalmente desmontado para permitir a remoção de uma simples unidade de disco. Desnecessário dizer que o dia amanheceu antes que a gente terminasse todo o serviço e a devolvêssemos a seu jazigo eterno no seio daquele velho XT.
Se você olhar em volta na sua empresa e perceber que desmontar todos os equipamentos que estão lá vai ser complicado assim, passo o telefone do velho amigo Najan. Talvez ele ainda tenha o bom e velho martelo de borracha.
(Roberto Francisco Souza – Revista Ecológico – adaptado)
Pitangueira inspiradora
As árvores daquele bosque tornavam o residencial ainda mais atraente e harmonioso. Em pouco tempo, a pitangueira passou a mesclar o verde das folhas com vários tons de vermelho das frutinhas. Os pássaros sentiam-se em casa, como que num grande refeitório. As duas meninas, Luisa e Mariana, gostavam de brincar no bosque. Naquela manhã, sem nenhum ruído estrondoso, _________ uma fantástica ideia: colher pitangas e vender aos moradores. Colhidas as frutas, tocaram …...... campainha dos apartamentos: três pitangas por um real. Os rendimentos seriam destinados ao Projeto Mão Amiga, que _________ crianças em situação de vulnerabilidade social.
Senti uma grande emoção quando recebi um saquinho com as moedas arrecadadas com a comercialização das pitangas. Um gesto que ultrapassou a quantidade para elevar a solidariedade. Pensei comigo: o mundo não está perdido, como alguns pensam. Quando crianças de sete anos colhem algumas frutinhas para ajudar outras crianças, em situação menos favorável, a esperança de um mundo novo deixa de ser distante e anônima. Nem os pais sabiam do incrível plano de ação fraterna. A alegria contagiou os presentes. O fato não sai da lembrança. Um aprendizado e tanto.
Toda vez que meus olhos alcançarem uma pitangueira recordarei do doce coração das duas meninas que comercializaram pitangas, para auxiliar outras crianças em situação social desfavorável. Onde está alguém fazendo o bem, a emoção se torna incontida. Evidente que esses gestos deveriam estar multiplicados nos diversos ambientes de convivência humana. Afinal, a bondade nunca deixou de ser significativa. Talvez os humanos andaram um tanto esquecidos de tal prática. Aprender com as crianças é alcançar a essência.
Nem todos levam jeito para comercializar pitangas. Porém, todos podem usar da criatividade que é inerente …...... bondade. Faz bem fazer o bem. Se não …...... nada para ser ofertado, ainda assim restam muitas opções: escutar quem necessita desabafar, abraçar quem já não tem motivos para continuar a caminhada, sorrir para quem foi tomado pela tristeza, acolher quem está sem rumo, amar quem nunca provou da gratuidade do amor. Antes que a pitangueira _________ novamente, é importante dar-se conta que somente um coração de criança é capaz de entender que a fraternidade é possível e que a solidariedade é um fruto encontrado em todas as estações.
(Frei Jaime Bettega – Jornal Correio Riograndense – 18/11/2015 – adaptado)
“... a emoção se torna incontida."
“Os pássaros sentiam-se em casa,..."
Quanto à colocação pronominal, nos segmentos acima há:
A omissão da preposição “a" em “tomando por base a nós mesmos" (l.3) e em “A conclusão a que devemos chegar" (l.21) prejudicaria a correção gramatical desses dois trechos.
Felizes para sempre? Quem dera...
Gláucia Leal (Revista Mente e Cérebro).
Para responder à questão, leia a charge, supondo que as personagens retratadas sejam pai e filha.

Os pais, contando histórias para os filhos, despertam nas crianças o prazer pela leitura.
Considerando que, nas alternativas a seguir, o pronome está substituindo apenas uma das expressões grifadas na frase, é correto afirmar que ele está empregado corretamente, mantendo-se o sentido da frase, em:


