Questões de Concurso Comentadas sobre pronomes pessoais oblíquos em português

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Q461313 Português
Considere o seguinte enunciado:

A jornalista Eliane Brum aproximou-se das parteiras amapaenses e entrevistou as parteiras amapaenses para apresentar as parteiras amapaenses ao restante do Brasil.

Para eliminar as repetições viciosas, as expressões destacadas devem ser substituídas, de acordo com a norma- padrão da língua portuguesa, respectivamente, por:
Alternativas
Q459197 Português
Escola × Violência

Jussara de Barros

Parágrafo 1 A violência é um problema social que está presente nas ações dentro das escolas e se manifesta de diversas formas entre todos os envolvidos no processo educativo. Isso não deveria acontecer, pois escola é lugar de formação da ética e da moral dos sujeitos ali inseridos, sejam eles alunos, professores ou demais funcionários.

Parágrafo 2 A violência estampada nas ruas das cidades, a violência doméstica, os latrocínios, os contrabandos, os crimes de colarinho branco têm levado jovens a perder a credibilidade em uma sociedade justa e igualitária capaz de promover o desenvolvimento social em iguais condições para todos, tornando-os violentos conforme esses modelos sociais.

Parágrafo 3 Nas escolas, as relações do dia a dia deveriam traduzir respeito ao próximo, através de atitudes que levassem à amizade, harmonia e integração das pessoas, visando a atingir os objetivos propostos no projeto político pedagógico da instituição.

Parágrafo 4 Muito se diz sobre o combate à violência, porém, levando ao pé da letra, combater significa guerrear, bombardear, batalhar, o que não traz um conceito correto para se revogar a mesma. As próprias instituições públicas se utilizam desse conceito errôneo, princípio que deve ser o motivador para a falta de engajamento dessas ações.

Parágrafo 5 Levar esse tema para a sala de aula desde as séries iniciais é uma forma de trabalhar com um tema controverso e presente em nossas vidas, possibilitando momentos de reflexão que auxiliarão na transformação social.

Parágrafo 6 Com recortes de jornais e revistas, pesquisas, filmes, músicas, desenhos animados, notícias televisivas, dentre outros, os professores podem levantar discussões acerca do tema numa possível forma de criar um ambiente de respeito ao próximo, considerando que todos os envolvidos no processo educativo devem participar e se engajar nessa ação para que a mesma não se torne contraditória. E muito além das discussões e momentos de reflexão, os professores devem propor soluções e análises críticas acerca dos problemas a fim de que os alunos se percebam capacitados para agir como cidadãos. Afinal, a credibilidade e a confiança são as melhores formas de mostrar para crianças e jovens que é possível vencer os desafios e problemas que a vida apresenta.

Disponível em: < http://www.brasilescola.com/educacao/escola-x-violencia.htm>. Acesso em: 25 maio 2014. (Adaptado)
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) com relação às palavras sublinhadas no excerto abaixo.

A violência estampada nas ruas das cidades, a violência doméstica, os latrocínios, os contrabandos, os crimes de colarinho branco têm levado jovens a perder a credibilidade em uma sociedade justa e igualitária capaz de promover o desenvolvimento social em iguais condições para todos, tornando-os violentos conforme esses modelos sociais.” (Parágrafo 2)

( ) têm levado pode ser substituído por “têm feito com que jovens percam” sem prejuízo de sentido.
( ) Em todas as ocorrências a é artigo definido feminino singular.
( ) Em tornando-os, o pronome pessoal refere-se a “jovens”.
( ) conforme pode ser substituído por “de acordo com” sem prejuízo de sentido.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Ano: 2014 Banca: FCC Órgão: DPE-RS Prova: FCC - 2014 - DPE-RS - Defensor Público |
Q458584 Português
Para responder a questão, considere o texto abaixo, conferência pronunciada
por Joaquim Nabuco a 20 de junho de 1909 na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos.

imagem-003.jpg

Há na vida das nações um período em que ainda não lhes foi revelado o papel que deverão desempenhar.

Sobre o pronome destacado acima, afirma-se com correção, considerada a norma padrão escrita:
Alternativas
Q458302 Português
Com a substituição do complemento verbal por um pronome pessoal oblíquo, infringe-se norma de regência em:
Alternativas
Q457072 Português
Vestibular de verdade era no meu tempo. Já estou chegando, ou já cheguei, à altura da vida em que tudo de bom era no meu tempo; meu e dos outros coroas. Acho inadmissível e mesmo chocante (no sentido antigo) um coroa não ser reacionário. Somos uma força histórica de grande valor. Se não agíssemos com o vigor necessário - evidentemente o condizente com a nossa condição provecta tudo sairia fora de controle, mais do que já está. O vestibular, é claro, jamais voltará ao que era outrora e talvez até desapareça, mas julgo necessário falar do antigo às novas gerações e lembrá-lo às minhas coevas (ao dicionário outra vez; domingo, dia de exercício).

O vestibular de Direito a que me submeti, na velha Faculdade de Direito da Bahia, tinha só quatro matérias: português, latim, francês ou inglês e sociologia, sendo que esta não constava dos currículos do curso secundário e a gente tinha que se virar por fora. Nada de cruzinhas, múltipla escolha ou matérias que não interessassem diretamente à carreira. Tudo escrito tão ruybarbosianamente quanto possível, com citações decoradas , preferivelmente . Os textos em latim eram As Catilinárias ou a Eneida, e das quais até hoje sei o comecinho.

Havia provas escritas e orais. A escrita já dava nervosismo, da oral muitos não se recuperaram inteiramente, pela vida afora. Tirava-se o ponto (sorteava-se o assunto) e partia-se para o martírio, insuperável por qualquer esporte radical desta juventude de hoje. A oral de latim era particularmente espetacular, porque se juntava uma multidão, para assistir à performance do saudoso mestre de Direito Romano Evandro Baltazar de Silveira. Franzino, sempre de colete e olhar vulpino (dicionário, dicionário), o mestre não perdoava.
- Traduza aí “quousque tandem, Catilina, [abutere] patientia nostra” - dizia ele ao entanguido vestibulando.

- Catilina,quanta paciência tens?" - retrucava o infeliz.

Era o bastante para o mestre se levantar, pôr as mãos sobre o estômago, olhar para a platéia como quem pede solidariedade e dar uma carreirinha em direção à porta da sala.

-Ai, minha barriga! - exclamava ele. - Deus, ó Deus, que fiz eu para ouvir tamanha asnice? Que pecados cometi, que ofensas Vos dirigi? Salvai essa alma de alimária, Senhor meu Pai!

Pode-se imaginar o resto do exame. [...] Comigo, a coisa foi um pouco melhor, eu falava um latinzinho e ele me deu seis, nota do mais alto coturno em seu elenco.

O maior público das provas orais era o que já tinha ouvido falar alguma coisa do candidato e vinha vê-lo “dar um show” . Eu dei show de português e inglês. O de português até que foi moleza, em certo sentido. O professor José Lima, de pé e tomando um cafezinho, me dirigiu as seguintes palavras aladas:
- Dou-lhe dez, se o senhor me disser qual é o sujeito da primeira oração do Hino Nacional!

- " As margens plácidas'' - respondi

instantaneamente e o mestre quase deixa cair a xícara.

- Por que não é indeterminado “ouviram,etc''?

- Porque o “as” de “as margens plácidas” não é craseado. Quem ouviu foram as margens plácidas. É uma anástrofe, entre as muitas que existem no Hino. “Nem teme quem te adora a própria morte” : sujeito: “quem te adora” . Se pusermos na ordem direta...

- Chega! - berrou ele. - Dez! Vá para a glória!
A Bahia será sempre a Bahia!

RIBEIRO, João Ubaldo. Jornal Grande Bahia-, 12 jun. 2013

De acordo com as normas do português padrão, a mudança de posição do pronome átono proposta só é admissível em:
Alternativas
Q455514 Português
Assinale a alternativa em que a substituição do termo em negrito por um pronome pessoal apresenta INCORREÇÃO.
Alternativas
Q452600 Português
Complete as frases com os pronomes eu ou mim e, depois, assinale a opção que apresenta a sequência CORRETA de cima para baixo.

I. Traga o livro para ___, quero ler agora.
II. Este segredo fica entre ____ e ela, não te intrometas.
III. Trouxe o texto para ____ corrigir; farei com imenso prazer.
IV. Para ____ acertar esta questão preciso de muita leitura
Alternativas
Q452385 Português
No trecho “lugares onde se tocava música africana.” (l31-32), a colocação do pronome em destaque se justifica pela mesma regra que determina sua colocação em:
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CESGRANRIO Órgão: Petrobras Provas: CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Conhecimentos Básicos - Nível Médio | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Administração e Controle Júnior | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) Ambiental Júnior | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Comercialização e Logística Júnior | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Enfermagem do Trabalho Júnior | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Exploração de Petróleo Júnior - Geologia | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Exploração de Petróleo Júnior - Informática | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Informática Júnior | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Inspeção de Equipamentos e Instalações Júnior | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Logística de Transporte Júnior - Controle | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Logística de Transporte Júnior - Operação | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Exploração de Petróleo Júnior - Geodésia | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Manutenção Júnior - Caldeiraria | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Estabilidade Júnior | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Manutenção Júnior - Elétrica | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Manutenção Júnior - Eletrônica | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Manutenção Júnior - Mecânica | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Projetos, Construção e Montagem Júnior - Elétrica | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Manutenção Júnior - Instrumentação | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico de Perfuração e Poços Júnior | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Projetos, Construção e Montagem Júnior - Eletrônica | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Projetos, Construção e Montagem Júnior - Edificações | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Projetos, Construção e Montagem Júnior - Estruturas Navais | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Projetos, Construção e Montagem Júnior - Instrumentação | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Projetos, Construção e Montagem Júnior - Mecânica | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Segurança Júnior | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Suprimento de Bens e Serviços Júnior - Mecânica | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Operação Júnior | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Suprimento de Bens e Serviços Júnior - Elétrica | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) Químico(a) de Petróleo Junior | CESGRANRIO - 2014 - Petrobras - Técnico(a) de Suprimento de Bens e Serviços Júnior - Administração |
Q452362 Português
                            imagem-001.jpg
Nos períodos abaixo, a expressão em destaque é substituída pelo pronome oblíquo as.

O período que mantém a posição do pronome de acordo com a norma-padrão é:
Alternativas
Q449831 Português
Instrução: Questão referente ao texto abaixo.

imagem-001.jpg

Para responder à questão , considere o trecho abaixo retirado do texto.


E acabamos tendo ainda menos tempo para nossos maridos, mulheres, namorados, filhos e pais; justamente as pessoas que têm maior importância em nossas vidas. E mesmo quando conseguimos tempo com eles, estamos sempre com o celular na mão[...]. (l.24-26)


Analise as assertivas abaixo a respeito do fragmento acima.


I. A expressão “as pessoas”, mantendo-se o sentido do fragmento, poderia ser substituída por os.
II. O verbo ‘ter’ não deveria estar grafado com acento circunflexo.
III. A expressão ‘com eles’ poderia ser suprimida, sem provocar alteração no sentido global do fragmento.
IV. As vírgulas da segunda linha do fragmento separam orações justapostas.

Quais estão corretas?

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Q448734 Português
Leia o seguinte trecho:

Não posso lhe atender agora, meu chapa. Estou lotado de pedidos e tem mais de dez clientes na tua frente.

Reescritas na norma padrão, as frases acima devem ficar com a seguinte redação:
Alternativas
Q447844 Português
Os termos“nas casinhas que vira na revista"(l.8)e“a",em"eu a quero"(l. 11), complementam ações verbais.
Alternativas
Ano: 2014 Banca: FUNCAB Órgão: SEPLAG-MG Prova: FUNCAB - 2014 - SEPLAG-MG - Direito |
Q447776 Português
É inaceitável, na língua padrão, por constituir ERRO de regência, a substituição do complemento verbal por pronome átono proposta em :
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Q447693 Português
Leia o texto para responder a questão.

                                  Invasão de danos


     Como se resolver o problema do déficit habitacional já  não fosse tarefa complexa, invasões orquestradas por movimentos de sem-teto em empreendimentos populares inacabados adicionam à equação dificuldades nada desprezíveis  – e não apenas para as autoridades.

     Também a população que vive em áreas de risco ou espera há anos por sua residência se vê prejudicada por intervenções de grupos que, à margem da lei, decidem se apossar de  conjuntos habitacionais construídos com recursos públicos.
     Na cidade de São Paulo, 1.427 famílias de baixa renda  continuam à espera de moradias do programa federal devido  a danos causados por invasores.
     Não satisfeitos em ocupar ilegalmente unidades quase  prontas, que dependiam apenas de ligações de água e de  esgoto para serem entregues, os sem-teto depredaram e incendiaram instalações de oito condomínios quando a polícia  comandou uma ação de reintegração de posse.
     O vandalismo tornou necessário reformar os empreendimentos. Assim, não se sabe quando as unidades, em construção desde 2010, serão oferecidas às famílias. Agrava-se,  pois, a situação de quem hoje vive em condições precárias.
     Os próprios sem-teto agradeceriam se os recursos não  precisassem ser aplicados duas vezes no  mesmo apartamento.


                                                                                                (Folha de S.Paulo, 26.08.2014. Adaptado)

Assinale a alternativa correta quanto ao emprego e à colocação do pronome, conforme a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q446940 Português
Para responder à  questão , leia trechos da entrevista dada pelo arquiteto Jorge Wilheim à Revista E, em que analisa o planejamento urbano de São Paulo e fala sobre a mobilidade (movimentação do trânsito).


Revista E – Nós vivemos um momento difícil da história de São Paulo, em que, pensando na mobilidade e na violência do trânsito, as pessoas estão cansadas da cidade. É possível fazer uma mudança positiva para a metrópole voltar a ser agradável?


J. Wilheim – O momento difícil da cidade, hoje, é que, em vez de uma mobilidade, temos uma imobilidade. Não se sabe o que fazer com o automóvel, e a população está fazendo críticas. Se teremos uma vida mais pacata, menos violenta, mais humana, eu, como sou otimista, diria que sim. Existem medidas que podem ser tomadas e que levariam a uma vida de mais qualidade.


Revista E – O carro ainda confere um status muito grande para o brasileiro e para o paulistano. Assim como a maioria das cidades brasileiras, São Paulo foi planejada para o uso do automóvel. Você acha que o paulistano está preparado para deixar o carro em casa e usar o transporte público, a bicicleta ou andar a pé?


J.Wilhein - Não. Ninguém está preparado. O dramaturgo italiano Luigi Pirandello, na década de 1930, dizia que o automóvel é  uma invenção do diabo. Se  é uma invenção  do  diabo, o que ele pretende? Trazer o inferno para a superfície da terra. E de que maneira? Pela sedução. Ele nos seduz. O automóvel, além de ser um objeto bonito e sensual, é um instrumento que nos permite a liberdade de circular por onde quisermos, quando quisermos, com quem quisermos, ou até de ficarmos parados ouvindo música ou namorando dentro dele. Além disso, ele traz em si o significado do conforto e de certo status social.

A sociedade de São paulo se divide em duas: aqueles que usam ônibus e aqueles que não usam,  deslocando-se a pé ou de automóvel. Eu mesmo não estou habituado a usar  o ônibus, porque a distância entre minha casa e o trabalho é de 12 metros. Uso pouco o automóvel, mas não saberia usar ônibus, pois faz tempo que não tomo um.

As pessoas só vão abandonar o automóvel se ele não servir mais para circular. Se a pessoa circular a 14 quilômetros por hora e ainda tiver que pagar uma fortuna para estacionar ou não encontrar onde parar o carro, ele vai começar a ser um empecilho na vida, e não uma ajuda. Aí, as pessoas serão obrigados a abandonar  o carro.


Revista E - O prefeito de Bogotá, na Colômbia, diante do caos da cidade, eliminou a maior parte das áreas para estacionar automóveis nas ruas da cidade. Aboliu, inclusive, as vagas exploradas pelo Estado (o equivalente da zona azul, em São Pulo). Você acha que uma  medida como essa funcionaria em São Paulo?


J.Wilheim - Aquele estacionamento  nos dois lados das vias de grande circulação, realmente, não vai poder continuar a existir. Essas vias foram  feitas para circular, não se podem  perder duas de quatro faixas, por exemplo. Elas devem ser utilizadas de maneira que  não seja possível estacionar, apenas parar para embarque e desembarque. O problema de estacionamento vai causar  uma crise daqui a pouquíssimo  tempo, pois essas vagas, com zona azul  ou sem, não vão existir.  Os edifícios de estacionamento surgirão a partir dessa demanda que vai acontecer, mas vai ser um empecilho a  mais, inclusive um encarecimento do uso do automóvel.

                                           (www.mobilize.org.br/noticias/5746/arquiteto-jorge-wilheim-analisa--o                                                                              planejamento-urbano-da-cidade-de-sao-paulo. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a expressão em desta- que está corretamente substituída pela expressão entre parênteses.
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Q446356 Português
      Não há hoje no mundo, em qualquer domínio de atividade artística, um artista cuja arte contenha maior universalidade que a de Charles Chaplin. A razão vem de que o tipo de Carlito é uma dessas criações que, salvo idiossincrasias muito raras, interessam e agradam a toda a gente. Como os heróis das lendas populares ou as personagens das velhas farsas de mamulengos.
     Carlito é popular no sentido mais alto da palavra. Não saiu completo e definitivo da cabeça de Chaplin: foi uma criação em que o artista procedeu por uma sucessão de tentativas erradas.
      Chaplin observava sobre o público o efeito de cada detalhe.
      Um dos traços mais característicos da pessoa física de Carlito foi achado casual. Chaplin certa vez lembrou-se de arremedar a marcha desgovernada de um tabético. O público riu: estava fixado o andar habitual de Carlito.
      O vestuário da personagem - fraquezinho humorístico, calças lambazonas, botinas escarrapachadas, cartolinha - também se fixou pelo consenso do público.
      Certa vez que Carlito trocou por outras as botinas escarrapachadas e a clássica cartolinha, o público não achou graça: estava desapontado. Chaplin eliminou imediatamente a variante. Sentiu com o público que ela destruía a unidade física do tipo. Podia ser jocosa também, mas não era mais Carlito.
      Note-se que essa indumentária, que vem dos primeiros filmes do artista, não contém nada de especialmente extravagante. Agrada por não sei quê de elegante que há no seu ridículo de miséria. Pode-se dizer que Carlito possui o dandismo do grotesco.
      Não será exagero afirmar que toda a humanidade viva colaborou nas salas de cinema para a realização da personagem de Carlito, como ela aparece nessas estupendas obras-primas de humor que são O garoto, Em busca do ouro e O circo.
      Isto por si só atestaria em Chaplin um extraordinário discernimento psicológico. Não obstante, se não houvesse nele profundidade de pensamento, lirismo, ternura, seria levado por esse processo de criação à vulgaridade dos artistas medíocres que condescendem com o fácil gosto do público.
      Aqui é que começa a genialidade de Chaplin. Descendo até o público, não só não se vulgarizou, mas ao contrário ganhou maior força de emoção e de poesia. A sua originalidade extremou-se. Ele soube isolar em seus dados pessoais, em sua inteligência e em sua sensibilidade de exceção, os elementos de irredutível humanidade. Como se diz em linguagem matemática, pôs em evidência o fator comum de todas as expressões humanas.


(Adaptado de: Manuel Bandeira. “O heroísmo de Carlito”.Crônicas da província do Brasil. 2. ed. São Paulo, Cosac Naify, 2006, p. 219-20)

A substituição do elemento grifado pelo pronome correspondente foi realizada de modo INCORRETO em:
Alternativas
Q443889 Português
Leia o texto para responder a questão.

                              Sondagem

      O carteiro, conversador amável, não gosta de livros. Tornam  pesada a carga matinal, que, na sua opinião, devia constituir-se  apenas de cartas. – No máximo algum jornalzinho leve, mas esses pacotes e mais pacotes que o senhor recebe, ler tudo isso  deve ser de morte!
      Explico-lhe que não é preciso ler tudo isso, e ele muito se   admira:
      – Então o senhor guarda sem ler? E como é que sabe o que  tem no miolo?
      Esclareço que não leio de ponta a ponta, mas sempre leio  algumas páginas.
      – Com o devido respeito, mas quem lhe mandou o livro desejava que o senhor lesse tudinho.
      – Bem, Teodorico, faz-se o possível, mas...
      – Eu sei, eu sei. O senhor não tem tempo.
      – É.
      – Mas quem escreveu, coitado! Esse perdeu o seu latim,  como se diz.
      – Será que perdeu? Teve satisfação em escrever, esvaziou a  alma.
     A ideia de que escrever é esvaziar a alma perturbou meu  carteiro, tanto quanto percebo em seu rosto magro e sulcado.
     – Não leva a mal?
     – Não levo a mal o quê?
     – Eu lhe dizer que nesse caso carece prestar mais atenção  ainda nos livros, muito mais! Se um cidadão vem à sua casa e  pede licença para contar um desgosto de família, uma dor forte,  dor-de-cotovelo, vamos dizer assim, será que o senhor não escutava o lacrimal dele?
     – Teodorico, nem todo livro representa uma confissão do  autor. E depois, no caso de ter uma dor moral, escrevendo o livro  o camarada desabafa, entende? Pouco importa que seja lido ou
não, isso é outra coisa.
     Ficou pensativo; à procura de argumento? Enquanto isso, eu  meditava a curiosidade de um carteiro que se queixa de carregar  muitos livros e ao mesmo tempo reprova que outros não os leiam integralmente.
     – Tem razão. Não adianta mesmo escrever.
     – Como não adianta? Lava o espírito.
     – No meu fraco raciocínio, uma coisa nunca acontece sozinha nem acaba sozinha. Se a pessoa, vamos dizer, eu, só para  armar um exemplo, se eu escrevo um livro, deve existir um outro
     – o senhor, numa hipótese – para receber e ler esse livro. Mas se  o senhor não liga a mínima, foi besteira eu fazer esse esforço.
     – Teodorico! você... escreveu um livro?
     Virou o rosto.
     – De poesia, mas agora não adianta eu lhe oferecer um  exemplar. Até segunda, bom domingo para o senhor.
     – Escute aqui, Teodorico...
     – Bem, já que o senhor insiste, aqui está o seu volume, não  repare os defeitos, ouviu? Esvaziei bastante a alma, tudo não era  possível!

                                                       (Carlos Drummond de Andrade. A bolsa e a vida. 1959. Adaptado)

As expressões destacadas no trecho – A ideia de que escrever é esvaziar a alma perturbou meu carteiro... – estão, corretamente, substituídas por pronomes, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, em:
Alternativas
Ano: 2014 Banca: IF-SC Órgão: IF-SC Prova: IF-SC - 2014 - IF-SC - Professor - Português |
Q439361 Português
Considere a leitura do texto a seguir para responder a questão.

                                 Você é um número

     Se você não tomar cuidado vira número até para si mesmo. Porque a partir do instante
em que você nasce classificam-no com um número. Sua identidade no Félix Pacheco é um
número. O registro civil é um número. Seu título de eleitor é um número. Profissionalmente
falando você também é. Para ser motorista, tem carteira com número, e chapa de carro. No
Imposto de Renda, o contribuinte é identificado com um número. Seu prédio, seu telefone, seu
número de apartamento – tudo é número.
     Se é dos que abrem crediário, para eles você é um número. Se tem propriedade,
também. Se é sócio de um clube tem um número. Se é imortal da Academia Brasileira de
Letras tem o número da cadeira.
     É por isso que vou tomar aulas particulares de Matemática. Preciso saber das coisas.
Ou aulas de Física. Não estou brincando: vou mesmo tomar aulas de Matemática, preciso
saber alguma coisa sobre cálculo integral.
     Se você é comerciante, seu alvará de localização o classifica também.
     Se é contribuinte de qualquer obra de beneficência também é solicitado por um número.
Se faz viagem de passeio ou de turismo ou de negócio recebe um número. Para tomar um
avião, dão-lhe um número. Se possui ações também recebe um, como acionista de uma
companhia. É claro que você é um número no recenseamento. Se é católico recebe número de
batismo. No registro civil ou religioso você é numerado. Se possui personalidade jurídica tem. E
quando a gente morre, no jazigo, tem um número.
     E a certidão de óbito também. Não somos ninguém? Protesto. Aliás é inútil o protesto. E
vai ver meu protesto também é um número.
    Uma amiga minha me contou que no Alto Sertão de Pernambuco uma mulher estava
com filho doente, desidratado, foi ao Posto de Saúde. E recebeu a ficha número 10. Mas dentro
do horário previsto pelo médico a criança não pôde ser atendida porque só atenderam até o
número 9. A criança morreu por causa de um número. Nós somos culpados.
    Se há uma guerra, você é classificado por um número. Numa pulseira com placa
metálica, se não me engano. Ou numa corrente de pescoço, metálica.
     Nós vamos lutar contra isso. Cada um é um, sem número. O si-mesmo é apenas o si-
mesmo.
     E Deus não é número.
     Vamos ser gente, por favor. Nossa sociedade está nos deixando secos como um
número seco, como um osso branco seco exposto ao sol. Meu número íntimo é 9. Só. 8. Só. 7.
Só. Sem somá-los nem transformá-los em novecentos e oitenta e sete. Estou me classificando
com um número? Não, a intimidade não deixa. Veja, tentei várias vezes na vida não ter número
e não escapei. O que faz com que precisemos de muito carinho, de nome próprio, de
genuinidade.
     Vamos amar que amor não tem número. Ou tem?
                                                                            
                                                                                                                                 07 de agosto de 1971.
(LISPECTOR, Clarice. Você é um número. In: A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1999).

A partir da leitura do texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q437967 Português
Assinale a opção que apresenta substituição correta para o termo grifado no texto abaixo.

Nunca na história da humanidade, uma virada de ano teve tantos registros em imagens e textos como esta de 2013 para 2014. Jamais as pessoas tiveram tanto poder nas mãos para fotografar, descrever e repassar instantaneamente para qualquer parte do mundo tudo o que lhes parece interessante. Os smartphones e as redes sociais consolidaram-se como instrumentos da comunicação instantânea, reduzindo distâncias, aproximando pessoas, possibilitando o compartilhamento de informações e até mesmo de intimidades.


                                                                                            (Adaptado de Zero Hora (RS), 31/12/2013)

Alternativas
Q437850 Português
Os protestos ocorridos em 2013, apesar do público diverso, tiveram em comum o desejo por serviços públicos de qualidade, tais como transporte coletivo, segurança, infraestrutura urbana, saúde e educação. Há uma insatisfação com o modelo de Estado brasileiro, caracterizado pela elevada carga tributária e pelos serviços públicos ruins. Mas por que o Estado brasileiro tem um custo tão alto e presta serviços de má qualidade?

A resposta começa pela análise da distribuição dos gastos públicos no Brasil. Eles são separados em dois grupos: as transferências diretas de recursos e a prestação de serviços públicos. As transferências diretas são aquelas em que há repasse de recursos monetários a empresas e famílias sem a contrapartida da prestação de um serviço pelos beneficiários, e incluem previdência, pagamento de juros, subsídios e outras transferências. Os demais recursos, por definição, seriam direcionados a prestação de serviços públicos e manutenção da máquina pública.

Conforme dados do Ministério da Fazenda, entre 2009 e 2012, as transferências para previdência, assistência social e subsídios, representaram de 15% a 16% do PIB. Se adicionarmos o pagamento de juros da dívida pública, cerca de 5% do PIB, teremos mais da metade da carga tributária de 35% destinada a transferências, restando cerca de 15% do PIB para a prestação de serviços. Esses números explicam a elevada carga tributária, mas não necessariamente a má qualidade dos serviços prestados, pois a carga tributária líquida brasileira é compatível com a de países ricos e superior a de muitos países emergentes.

O economista Marcos Mendes identifica a concentração de renda e a consequente demanda por benefícios públicos dos pobres, que ganharam influência política com a redemocratização brasileira, e dos ricos, que têm o poder econômico para influenciar as decisões políticas, como a causa de problemas como carga tributária elevada, limitados investimentos em infraestrutura e baixa qualidade de serviços públicos. Concordamos, mas entendemos que o problema tem origem anterior à redemocratização. Nesse sentido, os economistas Marcos Lisboa e Zeina Latif argumentam que a política econômica brasileira foi historicamente caracterizada pela concessão de privilégios, benefícios e proteção a determinados setores ou grupos econômicos, como parte da política de desenvolvimento liderada pelo Estado. Essas concessões criaram grupos de interesse capazes de proteger seus privilégios à custa dos consumidores e dos contribuintes. O que gostaríamos de acrescentar em relação às hipóteses citadas é a dificuldade gerencial do Estado brasileiro para prestar serviços públicos básicos.

Assim, da década de 1930 à década de 1980, quando o fomento à industrialização tornou-se objetivo primário do Estado brasileiro, foi enfatizada a redistribuição de recursos, por meio de subsídios, proteção tarifária, taxa de câmbio diferenciada, empréstimos subsidiados, isenções tributárias, etc. como mecanismo de incentivo aos setores selecionados. Para conduzir todo esse processo de intervenção econômica e redirecionamento de recursos era necessário incrementar a capacidade gerencial do setor público, o que foi tentado por meio da descentralização administrativa e da profissionalização de algumas carreiras de elite de funcionários públicos.

Já as carreiras ligadas à prestação de serviços ao cidadão continuavam desprestigiadas, ao mesmo tempo em que a rápida urbanização gerava expansão da necessidade de serviços como transporte, infraestrutura urbana, segurança, saneamento, educação e saúde. O resultado foi a favelização das grandes cidades, o aumento da violência e a impressão de que a taxa média de crescimento da economia de 7% ao ano trouxe poucos benefícios para a maioria da população.

BRAGA, A. Por que a carga tributária é alta e os serviços são ruins? Valor Econômico, 09 abr. 2014. Texto com adaptações.

Levando em consideração o 2º parágrafo do texto e as orientações da prescrição gramatical no que se refere a textos escritos na modalidade padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
1301: C
1302: B
1303: C
1304: E
1305: D
1306: C
1307: A
1308: B
1309: C
1310: A
1311: C
1312: C
1313: C
1314: E
1315: C
1316: B
1317: A
1318: D
1319: E
1320: B