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Questões de Concurso Comentadas sobre pronomes pessoais oblíquos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 1.693 questões

Q4130687 Português
Leia atentamente as afirmativas abaixo:

I.Nunca me informaram os motivos que justificaram a suspensão do procedimento administrativo.
II.Conforme lhe expliquei anteriormente, os documentos serão encaminhados ainda nesta semana.
III.Entregaram-me os resultados da auditoria durante a reunião extraordinária do conselho.
IV.Talvez se confirmem as irregularidades apontadas pelo relatório técnico apresentado ontem.
V.Orgulhar-me-ei das contribuições acadêmicas desenvolvidas pelos pesquisadores da instituição.

Identifique em quais afirmativas há emprego somente de próclise quanto a colocação pronominal. 
Alternativas
Q4130501 Português
Estamos perto de entender o que os animais querem dizer para nós?


Em 2025, ocorreu o primeiro Desafio Coller Dolittle, oferecendo recompensas para pesquisas científicas sobre como se comunicar com os animais.


Uma equipe americana ganhou o prêmio, ao descobrir que certos assobios emitidos pelos golfinhos podem ter função similar às palavras humanas.


Conversar com os animais costumava ser tema de livros e filmes. Mas será que ainda é apenas um sonho ou pode se tornar realidade em breve? E como a inteligência artificial (IA) pode nos ajudar?


A tecnologia já ampliou nossa compreensão da comunicação animal.


Microfones especiais podem nos ajudar a detectar ruídos inaudíveis para o ouvido humano, como os sons ultrassônicos emitidos pelos morcegos.


O ouvido humano pode escutar até cerca de 20 kHz, mas alguns morcegos podem fazer sons "de até 212 kHz", afirma a professora de Ecologia e Biodiversidade Kate Jones, do University College de Londres.


"Eles usam o som como qualquer mamífero faria, para dizer aos demais que estão preocupados ou assustados, ou como chamado de acasalamento", explicou ela ao programa de rádio The Documentary, do Serviço Mundial da BBC.


Como seres humanos, estamos acostumados a permanecer na bolha que os nossos sentidos podem perceber. Mas a nova tecnologia pode expandir este entendimento.


"Ela muda a forma de pensar na natureza e na percepção, pois sei que há muito mais além disso", afirma Jones.


A tecnologia também detecta sons muito baixos para a audição humana, com os emitidos por elefantes.


Em meados dos anos 1980, a bióloga Katy Payne visitou um zoológico em Portland, nos Estados Unidos, e presenciou uma sensação estranha quando estava perto dos elefantes.


"Observei todo tipo maravilhoso de comportamento social e, aos poucos, percebi que também estava sentindo algo um tanto estranho, algo pulsante no ar", contou ela à BBC em 2013.


Utilizando equipamento de gravação, ela percebeu que os elefantes produziam ruídos na faixa do infrassom. A descoberta foi revolucionária para a compreensão da comunicação entre os elefantes. Payne foi uma das fundadoras do Projeto Ouvindo os Elefantes, que documenta a vida de elefantes selvagens na África por meio dos seus sons.

Os cientistas continuam até hoje a usar seu banco de dados, preservado na Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Agora, eles combinam as informações com o poder da IA.


O pesquisador Alastair Pickering trabalha com o University College de Londres. Ele usa o banco de dados de sons de elefantes catalogados por idade, sexo, comportamento e até estado emocional para treinar um algoritmo de IA.


"Nós executamos o áudio e dizemos: 'Nesta parte da imagem, existe um elefante macho com problemas'", explica ele. "E a IA aprende a associar os padrões das imagens àquelas marcas específicas."


Um aparelho de gravação tradicional pode ficar no campo por meses até que o áudio seja processado. Mas a IA permite o desenvolvimento de ferramentas para analisar as vocalizações dos elefantes em tempo real, segundo Pickering.


Isso pode nos ajudar, por exemplo, a prever as incidências cada vez maiores de elefantes entrando em aldeias e cidades, destruindo plantações.


"Ela ainda não faz isso, mas [um dia] poderá identificar padrões vocais que sinalizam estresse ou grandes estímulos emocionais, que poderemos interpretar como precursores de uma invasão de elefantes", sugere ele.


Mas as ferramentas de IA não são perfeitas e podem necessitar de colaboração humana para produzir dados precisos.


"Se você tiver instalado um desses aparelhos de gravação acústicos, ele irá gravar tudo — os tucanos ao fundo, as gotas de chuva", explica Pickering.


A ferramenta pode não saber quais sons são importantes. Se o mesmo tucano vocalizar sempre, junto com os elefantes, ela poderá associar inadvertidamente o som do tucano ao som do elefante.


"Por isso, você precisa tentar ajudar a rede a chegar ao resultado certo", ele conta.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn08g8nyjj9o

"Observei todo tipo maravilhoso de comportamento social e, aos poucos, percebi que também estava sentindo algo um tanto estranho, algo pulsante no ar."


Com base nas regras de colocação pronominal, caso o complemento do verbo 'observar' seja substituído por um pronome oblíquo átono, assinale a alternativa em que a forma correta de colocação pronominal seja respeitada.


Alternativas
Q4129561 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Saudade (Rachel de Queiróz)

Conversávamos sobre saudade. E de repente me apercebi de que não tenho saudade de nada. Isso independente de qualquer recordação de felicidade ou de tristeza, de tempo mais feliz, menos feliz. Saudades de nada. Nem da infância querida, nem sequer das borboletas azuis, Casimiro. Nem mesmo de quem morreu. De quem morreu sinto é a falta, o prejuízo da perda, a ausência. A vontade da presença, mas não no passado, e sim a presença atual. Saudade será isso? Queria tê-los aqui, agora. Voltar atrás? Acho que não, nem com eles.

A vida é uma coisa que tem que passar, uma obrigação de que é preciso dar conta. Uma dívida que se vai pagando todos os meses, todos os dias. Parece loucura lamentar o tempo em que se devia muito mais.

Queria ter palavras boas, eficientes, para explicar como é isso de não ter saudades; fazer sentir que estou exprimindo um sentimento real, a humilde, a nua verdade. Você insinua a suspeita de que talvez seja isso uma atitude. Meu Deus, acha-me capaz de atitudes, pensa que eu me rebaixaria a isso? Pois então eu lhe digo que essa capacidade de morrer de saudades, creio que ela só afeta a quem não cresceu direito; feito uma cobra que se sentisse melhor na pele antiga, não se acomodasse nunca à pele nova. Mas nós, como é que vamos ter saudades de um trapo velho que não nos cabe mais?

Fala que saudade é sensação de perda. Pois é. E eu lhe digo que, pessoalmente, não sinto que perdi nada. Gastei, gastei tempo, emoções, corpo e alma. E gastar não é perder, é usar até consumir.

E não pense que estou a lhe sugerir tragédias. Tirando a média, não tive quinhão por demais pior que o dos outros. Houve muito pedaço duro, mas a vida é assim mesmo, a uns traz os seus golpes mais cedo e a outros mais tarde; no fim, iguala a todos.

Infância sem lágrimas, amada, protegida. Mocidade, mas a mocidade já é de si uma etapa infeliz. Coração inquieto que não sabe o que quer, ou quer demais. Qual será, nesta vida, o jovem satisfeito? Um jovem pode nos fazer confidências de exaltação, de embriaguez; de felicidade, nunca. Mocidade é a quadra dramática por excelência, o período dos conflitos, dos ajustamentos penosos, dos desajustamentos trágicos. A idade dos suicídios, dos desenganos e por isso mesmo dos grandes heroísmos. É o tempo em que a gente quer ser dono do mundo, e ao mesmo tempo sente que sobra nesse mesmo mundo. A idade em que se descobre a solidão irremediável de todos os viventes. Em que se pesam os valores do mundo por uma balança emocional, com medidas baralhadas; um quilo às vezes vale menos do que uma grama; e por essas medidas pode-se descobrir a diferença metafísica que há entre uma arroba de chumbo e uma arroba de plumas.

Nem sei mesmo como, entre as inúmeras mentiras do mundo, se consegue manter essa mentira maior de todas: a suposta felicidade dos moços. Por mim, sempre tive pena deles, da sua angústia e do seu desamparo. Enquanto esta idade madura a que chegamos você e eu, é o tempo da estabilidade e das batalhas ganhas. Já pouco se exige, já pouco se espera. E mesmo quando se exige muito, só se espera o possível. Se as surpresas são poucas, poucos também os desenganos. A gente vai se aferrando a hábitos, a pessoas e objetos. Aí, um dos piores tormentos dos jovens é justamente o desapego das coisas, essa instabilidade do querer, a sede do que é novo, o tédio do possuído.

E depois há o capítulo da morte, sempre presente em todas as idades. Com a diferença de que a morte é a amante dos moços e a companheira dos velhos. Para os jovens ela é abismo e paixão. Para nós, foi se tornando pouco a pouco uma velha amiga, a se anunciar devagarinho: o cabelo branco, a preguiça, a ruga no rosto, a vista fraca, os achaques. Velha amiga que vem de viagem e de cada porto nos manda um postal, para indicar que já embarcou.

Não, meu bem, não tenho saudades. Nem sequer do primeiro dia em que nos vimos, daqueles primeiros e atormentados dias de insegurança e deslumbramento. Considero uma benção e um privilégio esse passado que ficou para atrás de nós, vencido. Afinal, já andamos bastante caminho, temos direito ao sossego, a esta desambição, esta paz. Vivemos, não foi? Fizemos muito. E nem por isso deixamos de ainda ter muito o que fazer. A velhice que vai chegar com as suas doenças e trabalhos. E ainda virá a grande crise da morte em que um de nós, necessariamente, terá que ajudar o outro. Espero que aquele que ficar só, embora triste, se sinta tranquilo, na segurança de que a sua vez não tarda. Que aí, só lhe resta a pagar a última prestação.

https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/9127/saudade
"Velha amiga que vem de viagem e de cada porto nos manda um postal, para indicar que já embarcou." Considerando as classes de palavras, analise as afirmativas a seguir:

I. O vocábulo 'que', nas duas ocorrências, pertence à mesma classe gramatical, exercendo idêntica função sintática.
II. O termo 'nos' classifica-se como pronome pessoal oblíquo átono, exercendo função de objeto indireto.
III. A palavra 'cada' atua como pronome indefinido, determinando o substantivo 'porto' com valor distributivo.
IV. O termo 'velha' é um adjetivo que, caso seja posposto ao substantivo a que se refere, alterará seu valor semântico, assim como ocorrerá na frase 'Ele é um simples professor'.

Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.
Alternativas
Q4125253 Português
Assinale a alternativa em que o pronome foi empregado corretamente.
Alternativas
Q4124963 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


'David da Vinci', o menino gênio mexicano com QI superior ao de Einstein


David Camacho provavelmente não irá gostar do título desta reportagem.


Primeiramente, porque não se identifica com a descrição de "menino gênio", embora seu quociente de inteligência (QI) de 162 esteja muito acima dos 130 fixados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como mínimo para considerar uma pessoa com altas habilidades ou intelectualmente superdotado.


"Os gênios já estão no túmulo e, se foram gênios, é porque fizeram coisas geniais", explica ele, modestamente, à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.


Em segundo lugar, porque ele admite que não lhe agrada muito ser comparado com outras mentes brilhantes, como a dos físicos Stephen Hawking (1942-2018) ou Albert Einstein (1879-1955), que tinham QI estimado de 160.


"Tenho 10 anos e estou apenas começando", prossegue ele. "Talvez eu seja um gênio quando tiver 70 anos, mas quando tiver feito coisas geniais na vida, certo?"


Mas existe, sim, um gênio que serve de inspiração para o menino. Ele chegou a adotar seu sobrenome nas redes sociais, onde é conhecido como "David da Vinci".


"Minha professora do jardim da infância me ensinava muito sobre Leonardo da Vinci [1452-1519] e como ele era polímata: alguém que combina as ciências, tecnologia, engenharia, matemática, artes, ciências humanas... de tudo um pouco", recorda ele.


"Fiquei impressionado com a sua história, até que disse: 'Quero ser como ele', para fazer grandes coisas."


Eloquente, sempre sorrindo e com um discurso articulado e surpreendente para sua pouca idade, este menino de Querétaro, na região central do México, conta casualmente que oferece conferências em universidades e para organismos internacionais. E está a ponto de publicar um livro.


David Camacho também teve a "grandiosa oportunidade" de ser selecionado para visitar a sede da Nasa em Houston, no Estado americano do Texas. Ele participou de um programa de treinamento espacial, pilotou um voo simulado e vivenciou a gravidade zero.


Seu futuro poderá levá-lo em direção à Nasa, mas ele não quer fechar nenhuma porta.


"Gostaria de fazer a primeira cirurgia no espaço", ele conta. "Criar a próxima SpaceX, ser o próximo Elon Musk, algo assim. Combinando tudo com os negócios, com as ciências humanas... tenho toda a vida pela frente!"


Atualmente, David Camacho estuda em uma escola internacional online, que o certificará para poder entrar na universidade. Ele fala espanhol, inglês, francês e alemão e começou a estudar russo, português e italiano.


Ele garante que é "um orgulho" ter um quociente de inteligência tão alto e o que ele mais aprecia em ser uma criança com altas habilidades é poder entender tudo rápido e aprender de forma acelerada.


"Não são muitas as pessoas que nascem assim, de forma que eu gostaria de usar isso em favor das crianças e do bem-estar da humanidade, deixar a minha marca", afirma ele.


Mas ele acredita que nem todos entendem o que é ser um menino gênio.


"Muitas pessoas pensam que devemos saber tudo, mas não somos adivinhos, é preciso que nos ensinem. Não significa que temos todas as respostas do universo."


"Muitas vezes, eles me desafiam, dizendo: 'Se você é um menino gênio, diga a raiz quadrada não sei do quê, multiplique por tanto...' Espere, se eu não aprendi, não vou saber!", ele conta, rindo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8937lee8v5o

"Minha professora do jardim da infância me ensinava muito sobre Leonardo da Vinci."


Considerando a análise sintática dos termos presentes no trecho, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.



(__)O verbo 'ensinar' apresenta sujeito simples, explícito na oração, assim como na frase 'Faz-se chave aqui'.


(__)O 'me' é pronome oblíquo átono que exerce função de objeto direto, pois o verbo 'ensinar' nessa construção é transitivo direto e indireto e a expressão 'muito sobre Leonardo da Vinci' exerce a função de objeto indireto.


(__)O vocábulo 'muito' é advérbio de intensidade que modifica o verbo 'ensinar', exercendo função de adjunto adverbial.


(__)O pronome 'me', no contexto, desempenha a mesma função sintática que exerce em 'Carla me telefonou ontem'



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo. 

Alternativas
Q4124757 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


'David da Vinci', o menino gênio mexicano com QI superior ao de Einstein


David Camacho provavelmente não irá gostar do título desta reportagem.


Primeiramente, porque não se identifica com a descrição de “menino gênio”, embora seu quociente de inteligência (QI) de 162 esteja muito acima dos 130 fixados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como mínimo para considerar uma pessoa com altas habilidades ou intelectualmente superdotado.


“Os gênios já estão no túmulo e, se foram gênios, é porque fizeram coisas geniais”, explica ele, modestamente, à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.


Em segundo lugar, porque ele admite que não lhe agrada muito ser comparado com outras mentes brilhantes, como a dos físicos Stephen Hawking (1942-2018) ou Albert Einstein (1879-1955), que tinham QI estimado de 160.


“Tenho 10 anos e estou apenas começando”, prossegue ele. “Talvez eu seja um gênio quando tiver 70 anos, mas quando tiver feito coisas geniais na vida, certo?”


Mas existe, sim, um gênio que serve de inspiração para o menino. Ele chegou a adotar seu sobrenome nas redes sociais, onde é conhecido como “David da Vinci”.


“Minha professora do jardim da infância me ensinava muito sobre Leonardo da Vinci [1452-1519] e como ele era polímata: alguém que combina as ciências, tecnologia, engenharia, matemática, artes, ciências humanas... de tudo um pouco”, recorda ele.


“Fiquei impressionado com a sua história, até que disse: 'Quero ser como ele', para fazer grandes coisas.”


Eloquente, sempre sorrindo e com um discurso articulado e surpreendente para sua pouca idade, este menino de Querétaro, na região central do México, conta casualmente que oferece conferências em universidades e para organismos internacionais. E está a ponto de publicar um livro.


David Camacho também teve a “grandiosa oportunidade” de ser selecionado para visitar a sede da Nasa em Houston, no Estado americano do Texas. Ele participou de um programa de treinamento espacial, pilotou um voo simulado e vivenciou a gravidade zero.


Seu futuro poderá levá-lo em direção à Nasa, mas ele não quer fechar nenhuma porta.


“Gostaria de fazer a primeira cirurgia no espaço”, ele conta. “Criar a próxima SpaceX, ser o próximo Elon Musk, algo assim. Combinando tudo com os negócios, com as ciências humanas... tenho toda a vida pela frente!”


Atualmente, David Camacho estuda em uma escola internacional online, que o certificará para poder entrar na universidade. Ele fala espanhol, inglês, francês e alemão e começou a estudar russo, português e italiano.


Ele garante que é “um orgulho” ter um quociente de inteligência tão alto e o que ele mais aprecia em ser uma criança com altas habilidades é poder entender tudo rápido e aprender de forma acelerada.


“Não são muitas as pessoas que nascem assim, de forma que eu gostaria de usar isso em favor das crianças e do bem-estar da humanidade, deixar a minha marca”, afirma ele.


Mas ele acredita que nem todos entendem o que é ser um menino gênio.


“Muitas pessoas pensam que devemos saber tudo, mas não somos adivinhos, é preciso que nos ensinem. Não significa que temos todas as respostas do universo.”


“Muitas vezes, eles me desafiam, dizendo: 'Se você é um menino gênio, diga a raiz quadrada não sei do quê, multiplique por tanto...' Espere, se eu não aprendi, não vou saber!”, ele conta, rindo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8937lee8v5o

"Minha professora do jardim da infância me ensinava muito sobre Leonardo da Vinci."


Considerando a análise sintática dos termos presentes no trecho, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.



(__)O verbo 'ensinar' apresenta sujeito simples, explícito na oração, assim como na frase 'Faz-se chave aqui'.


(__)O 'me' é pronome oblíquo átono que exerce função de objeto direto, pois o verbo 'ensinar' nessa construção é transitivo direto e indireto e a expressão 'muito sobre Leonardo da Vinci' exerce a função de objeto indireto.


(__)O vocábulo 'muito' é advérbio de intensidade que modifica o verbo 'ensinar', exercendo função de adjunto adverbial.


(__)O pronome 'me', no contexto, desempenha a mesma função sintática que exerce em 'Carla me telefonou ontem'



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo. 

Alternativas
Q4124261 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

A indústria coureiro-calçadista do Vale dos Sinos

        Entre 1997 e 1999, surgiram 256 novos estabelecimentos do setor calçadista no Rio Grande do Sul. Essas novas empresas apresentam perfil distinto das que as antecederam: de um modo geral, são oriundas de fábricas que encerraram suas atividades ou que praticaram downsizing em seus postos de trabalho e caracterizam-se por apresentar porte pequeno ou medio, com baixos custos fixos, reduzido pessoal e administração econômica e sem endividamentos, muitas em regime cooperativo.

        Juntamente com as remanescentes, têm procurado maximizar o grau de aproveitamento de seus ativos fixos já instalados, particularmente máquinas e equipamentos, com uma crescente preocupação em substituir o layout usual da indústria calçadista, passando do sistema de esteiras rolantes para o de células de produção nas áreas de corte, costura e montagem do produto final.

        Essa nova configuração das empresas do Vale favoreceu, nos últimos anos, a conquista de espaços nos mercados de grifes, principalmente no mercado norteamericano. Mais da metade dos sapatos exportados pelo Brasil no ano passado teve como destino sofisticadas redes de varejo daquele país.

        De acordo com os agentes representantes das grifes americanas, a competitividade do produto brasileiro está na confiabilidade de entrega, na qualidade e no preço. O preço médio dos calçados de inverno brasileiros está 50% abaixo dos preços cobrados pela indústria italiana.

    Os fabricantes brasileiros calculam em 5% a margem de retorno para a indústria do negocio com as grifes internacionais. Mas a maior vantagem está na garantia de ganho de escala de produção, pois o produtor permanece com a carteira cheia o ano inteiro. 

        A questão da competitividade do cluster do Vale do Rio dos Sinos, indiscutivelmente, deve ser tratada como um desafio que implica mudanças nos modelos mentais dos tomadores de decisão das empresas da região; devem ser reconsiderados aspectos como gestão do conhecimento, cooperação e compartilhamento de informações, assimilação de novos valores e regras de sucesso e reconhecimento, entendimento das leis de mercado e a busca pelo aprimoramento de técnicas de vendas, principalmente pela reorganização e renovação de instrumentos já bastante conhecidos, como feiras e eventos, bem como a melhor utilização de novos meios que surgem atraves das tecnologias de informação e da configuração em rede da nova sociedade.

        Tais instrumentos podem e devem ser utilizados na construção de uma nova identidade ("Marca Brasil") a ser compartilhada pelo conjunto de empresas da cadeia coureiro-calçadista do Vale dos Sinos como alavanca principal da competitividade local.

Adaptado de: Jefferson Setubal e Yeda de Souza. Feiras setoriais e seu potencial para a aprendizagem organizacional. Teoria e Evidência Econômica, Passo Fundo, 2004.


No trecho Essas novas empresas apresentam perfil distinto das que as antecederam, analise a função dos termos que e as e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4122500 Português
Durante muito tempo, o turismo foi associado à ideia de liberdade. Viajar significava escolher o destino, o que ver, como experimentar o mundo. Um exercício de autonomia individual − com as restrições, claro, do bolso de cada um. Essa imagem, entretanto, não explica bem o turismo contemporâneo.

Hoje, o ato de viajar é governado por três fatores que raramente aparecem juntos no debate público: o desejo individual, a mediação digital e a geopolítica. Quando combinados, fica mais claro o que está acontecendo com o turismo global. Ele bateu recorde em 2025 — 1,5 bilhão de visitas internacionais, segundo a ONU — mas nunca foi tão regulado, filtrado e, de certa forma, antecipado.

Vamos começar pelo indivíduo. Ainda existe a ideia de que viajar nos transforma, amplia horizontes, nos torna mais tolerantes, mais interessantes. Essa crença vem de longe. Mark Twain escreveu que "viajar é fatal para o preconceito, a intolerância e as mentes limitadas".

Na prática, acontece muitas vezes o oposto. A filósofa Agnes Callard, num ensaio na revista The New Yorker, coloca isso de um jeito meio desconfortável: o turista já sabe, antes de partir, o que será quando voltar. "Viajar é um bumerangue", escreve. "É algo que te devolve exatamente ao lugar de onde você partiu." Viajamos para confirmar o que já esperávamos, não para desfazer expectativas. A viagem, assim, não rompe com o cotidiano, ela só o reproduz em outro cenário.

Soma-se a isso a proliferação dos algoritmos, cada vez mais treinados e afiados. Destinos já não são descobertos, e sim sugeridos. Experiências não são vividas espontaneamente, mas antecipadas, roteirizadas e, acima de tudo, registradas. O que antes se vivia para depois compartilhar, hoje se vive (quase que somente) para compartilhar.


(Disponível em: https://l1nk.dev/ia9oaaq. Acesso em 16 mai. 2026. Adaptado.)
Analise o trecho a seguir com atenção, observando as escolhas feitas pela autora para a construção dos sentidos, e, em seguida, analise as sentenças:
"A viagem, assim, não rompe com o cotidiano, ela só o reproduz em outro cenário. Soma-se a isso a proliferação dos algoritmos, cada vez mais treinados e afiados."
I.A palavra destacada em "o reproduz" é um pronome pessoal, tendo como referente o substantivo "cotidiano", substituindo-o.
II.O pronome demonstrativo "isso" foi usado para substituir toda a ideia contida no período anterior, evitando repetições desnecessárias.
III.O pronome pessoal "ela" é completamente desnecessário no contexto, uma vez que ele apenas repete seu referente "viagem", sem estabelecer nenhum efeito de sentido no contexto.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4120442 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

'David da Vinci', o menino gênio mexicano com QI superior ao de Einstein

 

David Camacho provavelmente não irá gostar do título desta reportagem.

Primeiramente, porque não se identifica com a descrição de "menino gênio", embora seu quociente de inteligência (QI) de 162 esteja muito acima dos 130 fixados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como mínimo para considerar uma pessoa com altas habilidades ou intelectualmente superdotado.

"Os gênios já estão no túmulo e, se foram gênios, é porque fizeram coisas geniais", explica ele, modestamente, à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.

Em segundo lugar, porque ele admite que não lhe agrada muito ser comparado com outras mentes brilhantes, como a dos físicos Stephen Hawking (1942-2018) ou Albert Einstein (1879-1955), que tinham QI estimado de 160.

"Tenho 10 anos e estou apenas começando", prossegue ele. "Talvez eu seja um gênio quando tiver 70 anos, mas quando tiver feito coisas geniais na vida, certo?"

Mas existe, sim, um gênio que serve de inspiração para o menino. Ele chegou a adotar seu sobrenome nas redes sociais, onde é conhecido como "David da Vinci".

"Minha professora do jardim da infância me ensinava muito sobre Leonardo da Vinci [1452-1519] e como ele era polímata: alguém que combina as ciências, tecnologia, engenharia, matemática, artes, ciências humanas... de tudo um pouco", recorda ele. "Fiquei impressionado com a sua história, até que disse: 'Quero ser como ele', para fazer grandes coisas."

Eloquente, sempre sorrindo e com um discurso articulado e surpreendente para sua pouca idade, este menino de Querétaro, na região central do México, conta casualmente que oferece conferências em universidades e para organismos internacionais. E está a ponto de publicar um livro.

David Camacho também teve a "grandiosa oportunidade" de ser selecionado para visitar a sede da Nasa em Houston, no Estado americano do Texas. Ele participou de um programa de treinamento espacial, pilotou um voo simulado e vivenciou a gravidade zero. Seu futuro poderá levá-lo em direção à Nasa, mas ele não quer fechar nenhuma porta.

"Gostaria de fazer a primeira cirurgia no espaço", ele conta. "Criar a próxima SpaceX, ser o próximo Elon Musk, algo assim. Combinando tudo com os negócios, com as ciências humanas... tenho toda a vida pela frente!"

Atualmente, David Camacho estuda em uma escola internacional online, que o certificará para poder entrar na universidade. Ele fala espanhol, inglês, francês e alemão e começou a estudar russo, português e italiano.

Ele garante que é "um orgulho" ter um quociente de inteligência tão alto e o que ele mais aprecia em ser uma criança com altas habilidades é poder entender tudo rápido e aprender de forma acelerada.

"Não são muitas as pessoas que nascem assim, de forma que eu gostaria de usar isso em favor das crianças e do bem-estar da humanidade, deixar a minha marca", afirma ele.

Mas ele acredita que nem todos entendem o que é ser um menino gênio. "Muitas pessoas pensam que devemos saber tudo, mas não somos adivinhos, é preciso que nos ensinem. Não significa que temos todas as respostas do universo."

"Muitas vezes, eles me desafiam, dizendo: 'Se você é um menino gênio, diga a raiz quadrada não sei do quê, multiplique por tanto...' Espere, se eu não aprendi, não vou saber!", ele conta, rindo.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8937lee8v5o

"Minha professora do jardim da infância me ensinava muito sobre Leonardo da Vinci."
Considerando a análise sintática dos termos presentes no trecho, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.
(__)O verbo 'ensinar' apresenta sujeito simples, explícito na oração, assim como na frase 'Faz-se chave aqui'.
(__) O 'me' é pronome oblíquo átono que exerce função de objeto direto, pois o verbo 'ensinar' nessa construção é transitivo direto e indireto e a expressão 'muito sobre Leonardo da Vinci' exerce a função de objeto indireto.
(__)O vocábulo 'muito' é advérbio de intensidade que modifica o verbo 'ensinar', exercendo função de adjunto adverbial.
(__)O pronome 'me', no contexto, desempenha a mesma função sintática que exerce em 'Carla me telefonou ontem'.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo.
Alternativas
Q4099159 Português
Em qual alternativa o pronome pessoal oblíquo está empregado de forma INCORRETA segundo a norma-padrão? 
Alternativas
Q4099155 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

A Cartomante - Machado de Assis (1896), fragmento

Hamlet observa a Horácio que há mais cousas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa sexta-feira de novembro de 1869, quando este ria dela, por ter ido na véspera consultar uma cartomante; a diferença é que o fazia por outras palavras.
- Ria, ria. Os homens são assim; não acreditam em nada. Pois saiba que fui, e que ela adivinhou o motivo da consulta, antes mesmo que eu lhe dissesse o que era. Apenas começou a botar as cartas, disse-me: "A senhora gosta de uma pessoa...". Confessei que sim, e então ela continuou a botar as cartas, combinou-as, e no fim declarou-me que eu tinha medo de que você me esquecesse, mas que não era verdade...
- Errou! - interrompeu Camilo, rindo.
Camilo pegou-lhe nas mãos, e olhou para ela sério e fixo. Jurou que lhe queria muito, que os seus sustos pareciam de criança; em todo o caso, quando tivesse algum receio, a melhor cartomante era ele mesmo. Depois, repreendeu-a; disse-lhe que era imprudente andar por essas casas. Vilela podia sabê-lo, e depois...
- Qual saber! Tive muita cautela, ao entrar na casa. Foi então que ela, sem saber que traduzia Hamlet em vulgar, disse-lhe que havia muita cousa misteriosa e verdadeira neste mundo. Se ele não acreditava, paciência; mas o certo é que a cartomante adivinhara tudo.
No trecho "Camilo pegou-lhe nas mãos", o pronome "Ihe" apresenta valor semântico de:
Alternativas
Q4095663 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Como foi a descoberta do "fungo zumbi" brasileiro.

O autor principal do trabalho que descreve o Purpureocillium atlanticum é o micologista brasileiro João Araújo, professor na Universidade de Copenhague, na Dinamarca.

Em entrevista à BBC News Brasil, ele detalhou que a expedição envolveu diversos pesquisadores, de várias áreas do conhecimento, que foram até uma reserva particular chamada Alto da Figueira, no município de Nova Friburgo, para observar e catalogar novas espécies de plantas, fungos e animais.

Os especialistas observaram a "ponta" do fungo — conhecida tecnicamente como estroma, ou corpo de frutificação — no chão da floresta e, com a ajuda de um canivete, Araújo escavou a área ao redor para retirá-lo por inteiro.

A análise mostrou que a espécie havia infectado uma aranha de alçapão, que já estava morta.

Esse corpo de frutificação citado anteriormente é a estrutura pela qual os esporos do fungo são liberados para garantir a propagação da espécie.

"Daí, uma vez em contato com outra aranha, os esporos perfuram o exoesqueleto para chegar à hemolinfa, onde estão os órgãos e o 'sangue' do bicho", detalha Araújo, que também é pesquisador associado honorário do Kew Gardens.

"Essas células do fungo começam então a se reproduzir e rapidamente o corpo do hospedeiro [a aranha de alçapão] fica todo tomado."

"O fungo solta substâncias para lutar contra o sistema imunológico do hospedeiro, que acaba morrendo", completa o pesquisador.

Araújo explica que uma espécie de fungo, a Purpureocillium atypicola, que tem uma ação semelhante, já havia sido descrita anteriormente em lugares como Japão, Estados Unidos e Tailândia.

Só que uma análise mais detalhada revelou que fungos classificados como integrantes dessa espécie podem ser, na verdade, diferentes espécies, com genéticas e características próprias.

"Nós vimos que, de fato, são espécies bastante distintas, que foram todas agrupadas dentro desse nome, Purpureocillium atypicola", observa o cientista.

"O que propomos agora, a partir das novas informações, é que o Purpureocillium atypicola é, na verdade um complexo de várias espécies, que inclui o Purpureocillium atlanticum entre eles."

Para fazer esse tipo de observação tão detalhada, a equipe de pesquisadores contou com uma nova ferramenta: o Oxford Nanopore, um pequeno aparelho que permite fazer o sequenciamento genético de seres vivos de forma portátil, no próprio campo de pesquisa.

"A grande vantagem desta tecnologia é poder usá-la logo ali, no momento em que o fungo ainda está fresco", contextualiza o micologista Vasco Fachada, do Kew Gardens, que não esteve envolvido diretamente com a pesquisa do Purpureocillium.

"O fato de o tecido do fungo ainda estar vivo aumenta a probabilidade de uma sequência genética de qualidade e de um estudo melhor", complementa ele.

Dezenas de espécies catalogadas pelo termo genérico "fungos zumbi" já foram descritas pela Ciência.

A mais famosa delas é o Ophiocordyceps, que foi retratado num dos episódios do documentário Planet Earth, da BBC Studios, narrado pelo naturalista britânico David Attenborough.

Esse trecho do documentário serviu de inspiração para os criadores da franquia The Last of Us, que faz sucesso no videogame e na televisão.

Na ficção, a história se passa num futuro pós-apocalíptico, em que a civilização entrou em colapso depois de uma pandemia causada por um fungo capaz de controlar a mente das pessoas e transformá-las em zumbis.

Na vida real, os gêneros Cordyceps e Ophiocordyceps são capazes de invadir o organismo de insetos, como algumas formigas, controlar o sistema nervoso deles e levá-los para um lugar mais alto, onde os esporos do microrganismo se espalham com facilidade.

Mas qual a relação entre o Ophiocordyceps e o Purpureocillium atlanticum recém-descoberto?

"O Purpureocillium está na família do Ophiocordyceps, então eles são próximos, são primos, vamos dizer assim", responde Araújo.

Ao contrário do que foi descrito com diversos representantes dos Ophiocordyceps, que controlam o sistema nervoso do inseto-hospedeiro para que ele morra num lugar mais alto, para facilitar o espalhamento de esporos, isso não parece acontecer com o Purpureocillium atlanticum: a aranha vítima desse fungo foi encontrada enterrada, e o esporo do fungo cresceu em direção ao solo, acima da camada de terra e folhas que cobriram o local onde o artrópode padeceu.

Mas, apesar dos paralelos entre vida real e ficção, a princípio não há motivos para se preocupar com o Purpureocillium atlanticum: ele se especializou em infectar aranhas de alçapão e parece não causar nenhum mal para seres humanos ou outras espécies.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cq5y62ln2q1o 
"Os especialistas observaram a ponta do fungo — conhecida tecnicamente como estroma, ou corpo de frutificação — no chão da floresta e, com a ajuda de um canivete, Araújo escavou a área ao redor para retirá-lo por inteiro."

Considerando as regras de colocação pronominal, analise as afirmativas a seguir:

I. A forma pronominal '-lo', em 'retirá-lo', está empregada corretamente em ênclise, uma vez que, com verbos no infinitivo, essa colocação é permitida.
II. Caso fosse incluído o advérbio 'não' antes do verbo 'retirar', ocorreria a próclise obrigatoriamente, uma vez que o advérbio 'não' é fator de atração do pronome átono.
III. Substituindo a expressão 'ponta do fungo' por um pronome oblíquo átono, obtém-se a forma 'observaram-na', corretamente empregada em ênclise.
IV. Substituindo o termo 'a área' em 'escavou a área' por um pronome oblíquo, obtém-se a forma 'escavou-lhe', corretamente empregada em ênclise.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4091380 Português
"Ah! A literatura ou me mata ou me dá o que peço dela." (Lima Barreto)

Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta da palavra destacada no pensamento acima.
Alternativas
Q4075470 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



Consumo abusivo de álcool é desafio nacional



Quando se fala no combate ao consumo abusivo de álcool, o depoimento de pessoas que conviveram, ou ainda convivem, com a doença é fundamental para conscientizar quem enfrenta a árdua batalha. Em vídeos recentes publicados em seu canal no YouTube, o músico Nando Reis, ex-Titãs, abriu o jogo e falou com detalhes sobre os maus bocados que passou por conta da dependência — sobretudo da vodca.


Vivemos em uma sociedade que banaliza perigosamente o consumo do álcool. As gerações X e Y cresceram em meio à celebração contínua da cervejinha e dos drinks em cada reunião de família. Bebia-se muito cedo, já na adolescência, sem qualquer problematização ou julgamento dos pais e de mais responsáveis. O tempo passa, porém, e os danos do perigoso hábito começam a se manifestar na vida adulta — ao menos sete tipos de câncer, por exemplo, são associados à substância.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há dose segura para o consumo. Inclusive, o chamado “binge drinking”, o exagero restrito aos fins de semana, um padrão comum no Brasil, pode ser tão prejudicial para a saúde quanto a ingestão diária da substância. Ainda que a metabolização do álcool varie de acordo com aspectos físicos e genéticos, o impacto é certeiro em qualquer cenário.


Diante disso, é preciso que o Brasil comece a combater o consumo de álcool como guerreou contra o tabagismo a partir dos anos de 1980 — sobretudo no campo da conscientização. A aceitação cultural da ingestão, por vezes, dificulta o entendimento dos riscos da substância. Inclusive os riscos sociais: o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), por exemplo, trabalha com a estimativa de que 30% dos acidentes fatais no Brasil envolvem motoristas que estavam sob efeito de álcool. Exigem-se, portanto, estratégias atualizadas e eficazes para vencer esses e outros obstáculos.


A boa notícia fica com a nova geração, formada por pessoas nascidas a partir de 1997, que tem se dedicado a novos rumos para o lazer e para as celebrações. Pesquisa do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) aponta que a abstinência passou de 46% para 64% entre pessoas de 18 a 24 anos. Esse, sim, precisa ser um caminho sem volta.


(Editorial, 18.02.2026. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a reescrita de informações do texto está em conformidade com a norma-padrão de colocação pronominal.
Alternativas
Q4071999 Português
m base no trecho lido e nas regras da norma-padrão, assinale onde está uma análise correta:
Alternativas
Q4070627 Português
TEXTO 1 

“Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos. Meu pai, logo que teve notícia da aventura, tratou de me afastar dela; mas eu resisti quanto pude. Embora estivesse já cansado daquela vida, continuava preso ao encanto que ela exercia sobre mim. No entanto, a razão começava a insinuar-se, e eu já não via com os mesmos olhos o que antes me parecia irresistível” (Adaptado de ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas)


Ainda sobre o texto 1, assinale a alternativa correta a respeito dos pronomes presentes no texto: 
Alternativas
Q4070557 Português

TEXTO 1


“Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos. Meu pai, logo que teve notícia da aventura, tratou de me afastar dela; mas eu resisti quanto pude. Embora estivesse já cansado daquela vida, continuava preso ao encanto que ela exercia sobre mim. No entanto, a razão começava a insinuar-se, e eu já não via com os mesmos olhos o que antes me parecia irresistível” (Adaptado de ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas) 

Ainda sobre o texto 1, assinale a alternativa correta a respeito dos pronomes presentes no texto: 
Alternativas
Q4069425 Português
Em determinados contextos, o emprego do pronome oblíquo “lhe”, assim como de certos vocábulos e construções, é utilizado com a finalidade de conferir maior formalidade ao enunciado. Contudo, nem sempre essa tentativa de formalização se realiza em conformidade com a norma-padrão, podendo acarretar desvio gramatical. Nesse sentido, assinale a alternativa em que o uso do pronome “lhe” ocorre de forma inadequada. 
Alternativas
Q4053157 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mulheres são mais empáticas que os homens? O que diz a ciência


Durante séculos, grandes realizações femininas foram vistas como exceções àquilo que se supunha ser a natureza das mulheres, como se liderança e exercício do poder pertencessem essencialmente ao universo masculino. Embora transformações sociais tenham ocorrido, persistem estereótipos que associam a empatia à feminilidade e a dominância ou assertividade ao masculino. Assim, comportamentos semelhantes continuam a receber avaliações distintas conforme o gênero de quem os manifesta.

A empatia é compreendida como a capacidade de perceber pensamentos e sentimentos alheios e de responder a eles de modo adequado. Pode assumir dimensão cognitiva, relacionada ao reconhecimento das emoções e à adoção da perspectiva do outro, e dimensão afetiva, que envolve reação emocional diante das experiências de alguém. Pesquisas mostram que, em média, mulheres tendem a obter pontuações mais altas em instrumentos que buscam mensurar essa habilidade, o que levou parte da comunidade científica a investigar possíveis fundamentos biológicos para tal diferença.

Alguns estudos sugerem que a exposição a hormônios durante a gestação influenciaria o desenvolvimento de determinadas competências. Níveis mais elevados de certos hormônios no período pré-natal foram associados a melhor desempenho em tarefas de identificação de padrões e, de forma inversa, a resultados mais baixos em testes de empatia. Ainda assim, admite-se que habilidades como empatia e sistematização resultam de interação complexa entre fatores biológicos e sociais, não podendo ser explicadas por um único elemento.

Outros pesquisadores contestam interpretações deterministas. Levantamentos realizados em diversos países indicam que as diferenças médias entre homens e mulheres são relativamente pequenas e variam conforme o contexto cultural. Além disso, a variação interna de cada grupo costuma ser maior do que a diferença entre eles. Análises com bebês não identificaram distinções significativas quanto à atenção às expressões faciais ou à sensibilidade ao choro alheio, o que enfraquece a ideia de predisposição inata diferenciada por sexo.

Estudos genéticos de grande escala apontam que fatores hereditários explicam apenas parte reduzida da variação empática entre indivíduos e não apresentam vínculo direto com o sexo. Esses achados reforçam a importância do ambiente e das experiências sociais no desenvolvimento dessa capacidade.

Desde a infância, meninas frequentemente são incentivadas a valorizar emoções e a priorizar necessidades alheias, enquanto meninos tendem a ser orientados para atividades técnicas ou instrumentais. A repetição dessas expectativas ao longo do tempo contribui para moldar comportamentos. Pesquisas também indicam que o exercício do poder pode diminuir a sensibilidade empática, aspecto relevante em contextos marcados por desigualdades históricas de autoridade.

A empatia, contudo, mostra-se uma habilidade passível de desenvolvimento. Estudos neurológicos demonstram que homens e mulheres apresentam respostas cerebrais semelhantes diante de estímulos emocionais, embora diferenças apareçam quando avaliam a si próprios por meio de questionários. Quando informados de que homens também podem ser sensíveis e cuidadosos, seus resultados tendem a se aproximar dos das mulheres. Incentivos externos igualmente aumentam o desempenho empático em ambos os grupos, o que indica influência das expectativas sociais e da motivação.

Experimentos revelam que diferenças desaparecem conforme as condições de estímulo. Em determinadas tarefas de inferência emocional, mulheres apresentam maior precisão sobretudo quando são estimuladas a refletir previamente sobre seus próprios sentimentos; na ausência desse estímulo, a discrepância não se mantém. Esses dados sugerem que avaliações baseadas em autorrelato estão sujeitas a vieses sociais.

Observa-se, entretanto, mudança gradual na valorização das habilidades emocionais. A ampliação da participação masculina em responsabilidades de cuidado e a revisão de modelos tradicionais de masculinidade indicam transformações em curso. O conjunto das evidências sugere que a empatia não constitui atributo rigidamente determinado pelo sexo, mas capacidade desenvolvida ao longo da vida, influenciada por fatores biológicos, sociais e culturais, bem como pelas expectativas presentes e cada contexto.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yqxp9v87go.adaptado.
A empatia é compreendida como a capacidade de perceber pensamentos e sentimentos alheios e de responder "a eles" de modo adequado.
Assinale a alternativa CORRETA quanto à reescrita do trecho destacado com a devida colocação pronominal.
Alternativas
Q4052599 Português
Leia as sentenças a seguir e analise a colocação dos pronomes átonos destacados:
I.Quem lhe explicará a razão desses números da pesquisa será a própria pesquisadora.
II.Não desista para não me desanimar também. Falta pouco para concluirmos tudo.
III.Ele certamente se alegrará com o resultado dos estudos e com a publicação do artigo.
IV.Querendo publicar logo a pesquisa, nos precipitamos na análise dos dados.

Está correta a colocação pronominal nas sentenças:
Alternativas
Respostas
41: A
42: A
43: D
44: C
45: D
46: D
47: D
48: C
49: B
50: D
51: A
52: C
53: B
54: A
55: D
56: C
57: C
58: C
59: D
60: C