Questões de Concurso
Sobre pronomes demonstrativos em português
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Intercâmbio de alimentos
Renato Mocelline/Rosiane de Camargo, História em debate. São Paulo: Editora do Brasil, p. 72.
A chegada dos europeus à América foi o começo de uma das transformações mais revolucionárias nos hábitos alimentares dos seres humanos.
Nos primeiros anos da conquista, os espanhóis resistiram a comer produtos nativos americanos, por isso trouxeram consigo plantas e animais de sua terra natal. Todavia, os espanhóis enviavam à Europa todos os alimentos exóticos que os nativos lhes ofereciam para, de alguma forma, apaziguar a Coroa pelas dificuldades que tinham de encontrar os tão desejados metais preciosos.
Progressivamente, por meio dessa troca entre América e Europa, a flora e a fauna de ambos os continentes foram modificadas, pois diversas plantas e animais adaptaram-se aos novos climas. Com isso, a dieta dos habitantes das duas regiões foi enriquecida.
Observe os três segmentos abaixo, retirados do texto.
“por isso trouxeram consigo plantas e animais de sua terra natal”
“Progressivamente, por meio dessa troca entre América e Europa...”
“Com isso, a dieta dos habitantes das duas regiões foi enriquecida”.
Nessas ocorrências, os pronomes demonstrativos empregados:
Ensino com diretriz
Está quase pronto o documento que definirá o padrão nacional para o que crianças e jovens devem aprender até o 9° ano do ensino fundamental. Trata-se da quarta versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Caso aprovada até janeiro, a diretriz deve começar a ser implementada nos próximos dois anos.
A BNCC define conteúdos a serem estudados e competências e habilidades que os alunos devem demonstrar a cada passo da vida escolar. Soa como obviedade, mas não existe norma válida em todo o país que estabeleça de modo preciso a progressão do ensino e o que se deve esperar como resultado.
Note-se ainda que a base curricular não especifica como alcançar seus objetivos – isso será papel dos currículos a serem elaborados por estados e municípios, que podem fazer acréscimos conforme necessidades regionais.
A existência de um padrão pode permitir a correção de desigualdades do aprendizado e avaliações melhores. A partir de um limiar mediano de clareza, inteligência pedagógica e pragmatismo, qualquer modelo é melhor do que nenhum. Nesse aspecto, a nova versão da BNCC está perto de merecer nota de aprovação.
O programa ainda se mostra extenso em demasia, não muito diferente do que se viu nas escolas das últimas décadas, quando raramente foi cumprido. O excesso de assuntos dificulta abordagens mais aprofundadas e criativas.
A BNCC lembra a Constituição de 1988. Detalhista, arrojada e generosa, mas de difícil aplicação imediata e integral. É indiscutível, de todo modo, a urgência de pôr em prática esse plano que pode oferecer educação decente e igualitária às crianças.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 10.12.2017. Adaptado)
Por que os namoros terminam?
Saber o momento de colocar o famoso ‘ponto final’ costuma ser complicado. Há muita coisa envolvida na escolha, e a carência pode piorar tudo. Colocar na balança os prós e contras, que lhe fazem ter vontade de ficar com a pessoa ou partir para outra, passa a ser o principal desafio. Mas que fatores são realmente definitivos para a escolha? O que vale a pena relevar pela saúde do casal e o que incomoda o suficiente para causar o término?
Embora o amor não seja uma ciência exata, pesquisadores resolveram palpitar no assunto. Cientistas da Universidade de Utah, nos EUA, e de Toronto, no Canadá, conseguiram encontrar certo padrão nessas motivações. “Até hoje, a maioria das pesquisas sobre términos focava mais em prever quando um casal ficaria junto ou não, mas não sabíamos muito sobre esse processo de escolha – e quais os fatores que mais pesavam” explica Samantha Joel, que liderou os experimentos, em comunicado.
Seu estudo, publicado no jornal Social Psychological and Personality Science, envolveu 477 voluntários. No grupo, havia pessoas solteiras, casadas e em um relacionamento sério. Alguns deles, inclusive, estavam vivendo nessa incerteza, sem saber se deviam dar mais uma chance às suas metades.
Em um primeiro momento, eles tiveram de responder, de forma anônima, a uma série de questões abertas sobre seus relacionamentos, atuais e passados. Na lista, havia dúvidas como “Quais são os principais motivos que alguém deve considerar na decisão de ficar/deixar alguém?”. A partir das respostas das cobaias, os cientistas chegaram à lista de ouro: os 27 motivos para permanecer com alguém e 23 para deixar de lado a ideia.
As razões para terminar um relacionamento foram, em geral, mais ou menos as mesmas. Namoros e casamentos tinham mais chance de terminar quando existia alguma forma de distância emocional – uma pessoa sentir que o parceiro não estava mais tão empolgado com a união. Quebras de expectativas (mentiras, traições etc.), desgaste da relação e aspectos incômodos da personalidade da outra pessoa também apareceram na lista.
Do outro lado da via, casados e namorados apontaram motivações diferentes para manter seus relacionamentos. Para quem estava junto de papel passado, as obrigações do matrimônio acabam pesando mais. O tempo gasto na relação, as responsabilidades familiares e a logística (distância, moradia) foram alguns dos critérios. Os solteiros, porém, se guiavam mais pela emoção, como ter uma boa conexão e a sensação de segurança perto da pessoa amada.
Esses motivos, depois, foram convertidos em um questionário, entregue a novas cobaias que estavam em crise em seus relacionamentos. Todos eles residiam nos EUA, e estavam junto de seus parceiros por pelo menos 2 anos – prazo que era de 9 anos, em média, para os casados. Suas respostas mostraram o que todo mundo está careca de saber: terminar um relacionamento ou continuar cheio de dúvidas é difícil demais. Isso apareceu nas respostas dos participantes, que consideraram igualmente tanto os aspectos que apontavam para o término quanto aqueles que indicavam que tentar de novo era a solução.
“De uma perspectiva evolutiva, os primeiros humanos achavam que arrumar um parceiro era mais importante que encontrar uma alma gêmea. Por causa disso, pode ser mais fácil começar relacionamentos do que sair deles”, completa Joel. Então, da próxima vez que se sentir trouxa por conta de seu namoro, já sabe. Essa necessidade em ter um cobertor de orelha não é exatamente culpa sua – mas o problema, esse sim, só você pode resolver.
https://super.abril.com.br/comportamento/por-que-as-pessoas-terminam-namoros/
Em: “Suas respostas mostraram o que todo mundo está careca de saber [...]”, o é
(www.liceuasabin.br/infantil/files/arquivos/area_profes-sor/14738758850.ppt - Acesso em 05/11/17.)
Em se tratando do emprego dos pronomes como elementos coesivos, analise os pronomes destacados no trecho de entrevista abaixo a fim de marcar a alternativa INADEQUADA.
Como separar a história do conhecimento da história da cultura?
Peter Burke: A história do conhecimento é uma parte substancial da história da cultura, não limitada ao mundo acadêmico, apesar de eu me concentrar nele. Há muitos conhecimentos. Alguns são necessários para pintar quadros, tocar instrumentos, escrever poemas, encenar.
Em outras palavras, há conhecimentos para contribuir e também para apreciar o que chamamos de cultura. Esses conhecimentos não são os mesmos em toda parte do mundo. A história da arte, por exemplo, não diz muito sobre o saber necessário para produzir arte – a história da cultura é maior que a história do conhecimento.
Em qual momento a academia se interessou pela sabedoria popular, o conhecimento do boca a boca e do fazer manual?
Peter Burke: Isso ocorreu no começo do século XIX, quando o folclore se tornou um conteúdo organizado, estudado dentro das universidades. Mas é importante lembrar que, na história humana, o conhecimento acadêmico é relativamente recente – na Grécia Antiga e na China, ele ocorreu somente 2 mil ou 3 mil anos antes que no Ocidente. O conhecimento popular é muito mais antigo. Então, tem havido um longo processo de emprestar, testar e formalizar informações e saberes do folclore para o mundo dos “doutores profissionais”.
Os conhecimentos feminino e masculino sempre foram tratados de forma distinta?
Peter Burke: No domínio do conhecimento popular, há uma especialização entre os conhecimentos femininos – cozinhar, bordar, costurar – e os saberes masculinos – caçar, pescar, plantar. São conhecimentos separados, que são de alguma forma equivalentes. No mundo acadêmico, no entanto, as mulheres foram excluídas do conhecimento até o final do século XIX. Hoje, elas ainda permanecem como minoria nas instituições acadê-micas. A presença feminina tem crescido, mas ainda é muito inferior à masculina.
Ainda há preconceito de intelectuais em relação ao conhecimento popular?
Peter Burke: Acredito que as opiniões variam, não somente entre os intelectuais, mas também em relação aos diferentes tipos de conhecimento popular. Muitas pessoas de classe média apreciam arte popular e folclore. Algumas acreditam em curas folclóricas, por exemplo, entre outras formas de medicina alternativa. É certo que intelectuais de esquerda levam mais a sério o conhecimento popular do que os de direita.
(http://www.fronteiras.com/entrevistas/peter-burke-e-a-historia-do-conhecimento-lvoce-nao-sabe-mais-que-seus-ancestraisr - Acesso em 04/11/17. – Fragmento.)
Texto 5
Rotina não é monotonia
A monotonia é a morte da motivação! Isso vale tanto nas relações afetivas como nas de trabalho. Não é por acaso que as pessoas que gerenciam outras no ambiente de trabalho procuram fazer com que a rotina tenha um padrão de sequência, de completude, mas tentam alterar a situação quando veem o risco de virar monotonia.
O automatismo é distrativo. Isso serve até para ver televisão. Quando o escritor mineiro Fernando Sabino dizia, de maneira genial, que “a televisão é o chiclete dos olhos”, era para descrever o estado em que você assiste a algo e não retém nada do conteúdo exibido. Na leitura, quando lemos de forma automática, chegamos ao pé da página do livro sem lembrar do que estava nas linhas superiores. Já a leitura rotineira é aquela em que você pega o material e vai lendo em sequência, procurando fruir. Quando você se distrai, é sinal de que ela se tornou automática.
CORTELLA, M. S. Por que fazemos o que fazemos? Aflições vitais sobre
trabalho, carreira e realização. São Paulo: Planeta, 2016. p. 40-41.
Adaptado.
1. Em “Isso vale tanto nas relações afetivas como nas de trabalho.” (1º parágrafo), o pronome demonstrativo tem papel anafórico, retomando a informação da frase precedente. Esse mesmo tipo de funcionamento do pronome ocorre em “Isso serve até para ver televisão” (2° parágrafo). 2. Em “tentam alterar a situação quando veem o risco de monotonia” (1° parágrafo), o conector sublinhado estabelece uma relação semântica de simultaneidade entre dois eventos pontuais, específicos e delimitados no tempo passado. 3. Em “Quando o escritor mineiro Fernando Sabino dizia […], era para descrever o estado […]” (2° parágrafo), há uma localização temporal de um acontecimento combinada com uma relação semântica de finalidade. 4. Em “Na leitura, quando lemos de forma automática, chegamos ao pé da página do livro sem lembrar do que estava nas linhas superiores” (2° parágrafo), há uma relação semântica de condicionalidade mesclada à ideia de temporalidade expressa pelo conector sublinhado. 5. Em “Já a leitura rotineira é aquela em que você pega o material e vai lendo em sequência, procurando fruir.” (2° parágrafo), o vocábulo sublinhado funciona como operador argumentativo que adiciona um argumento da mesma natureza do precedente, tendo em vista a mesma conclusão.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Texto 1
A filosofia como forma de vida
A filosofia, ao menos desde os tempos de Sócrates (século V a.C.), tinha como principal objetivo ajudar os sujeitos a não viver uma mera vida animal, aprendendo a construir uma forma de vida própria (bios) que fosse além da mera sobrevivência imposta pela vida biológica (zoe). Cada sujeito deveria criar a forma de sua vida de acordo com as opções axiológicas e suas convicções epistêmicas.
Desse modo, o aparato conceitual desenvolvido por cada escola filosófica, episteme, tinha por finalidade auxiliar na constituição de um ethos ou modo de vida dos sujeitos. A finalidade filosófica de criar uma forma de vida é uma tarefa essencialmente ética. Só há ética no modo como o sujeito constitui sua vida. Como consequência, esse ethos influía nas formas coletivas que os sujeitos criaram nas pólis, política. Havia uma estreita relação entre a forma de vida e a forma política de governo.
A preocupação da filosofia por ajudar os sujeitos a criar uma forma de vida foi diminuindo a partir do século V d.C., com a transferência gradativa dessa tarefa para a teologia cristã, que vinha se consolidando como um saber que adaptou a mensagem bíblica e a tradição sapiencial oriental, própria da teologia semita, aos parâmetros da filosofia grega. Para uma parte significativa dos pensadores cristãos, a teologia cristã, do modo como eles a estavam construindo, era vista como a culminação da filosofia clássica. Michel Foucault considera que o momento crítico em que a filosofia se afastou da teologia, na sua originária missão de criar uma forma de vida, aconteceu no século XVII, quando a razão moderna separou definitivamente o conhecimento da ética, o saber do modo de ser. O que Foucault denominou de “momento cartesiano” representaria o declínio definitivo da filosofia moderna em sua missão de auxiliar os sujeitos a criar uma forma de vida.
Vários autores contemporâneos voltaram parte de suas pesquisas para essa problemática, identificando na filosofia um saber que tem a potencialidade de constituir formas de vida para os sujeitos. Para Foucault e Agamben, a filosofia é capaz de criar estilos de vida com autonomia efetiva dos sujeitos e, como consequência, uma prática que possibilite resistir aos dispositivos biopolíticos de sujeição e controle que dominam nossas sociedades.
RUIZ, C. B. A filosofia como forma de vida. Disponível em: <<http://
www.ihuonline.unisinos.br/artigo/5965-artigo-castor-bartolome-
Desse modo, o aparato conceitual desenvolvido por cada escola filosófica, episteme, tinha por finalidade auxiliar na constituição de um ethos ou modo de vida dos sujeitos. A finalidade filosófica de criar uma forma de vida é uma tarefa essencialmente ética. Só há ética no modo como o sujeito constitui sua vida. Como consequência, esse ethos influía nas formas coletivas que os sujeitos criaram nas pólis, política. Havia uma estreita relação entre a forma de vida e a forma política de governo.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ), em relação ao texto.
( ) No parágrafo, os tempos verbais se alternam predominantemente entre pretérito imperfeito e presente do modo indicativo, expressando situações passadas e comentários do autor, respectivamente. ( ) A palavra “essencialmente” é usada com o mesmo significado da palavra sublinhada em “a razão moderna separou definitivamente o conhecimento da ética” (3° parágrafo), podendo ambas serem substituídas por “necessariamente” sem prejuízo de significado no texto. ( ) O vocábulo “como” pode ser substituído por “pelo qual”, tanto na ocorrência do trecho acima quanto em “do modo como eles a estavam construindo” (3° parágrafo), sem prejuízo de significado no texto. ( ) O verbo haver tem sentido existencial e, em ambas as ocorrências sublinhadas, o sujeito está posposto ao verbo. ( ) O pronome demonstrativo “esse” pode ser substituído pelo artigo indefinido “um”, mantendo-se a coesão referencial do texto pela retomada de “um ethos”.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Para responder à questão, leia o texto a seguir.

(ateotalamo.files.wordpress.com/)
Releia esta fala dos quadrinhos:
"Que tal uns florais pra essa ansiedade?"
Leia o texto a seguir e responda
Finalmente, meu caminho dependeria do meu esforço e dedicação, de decisões minhas e não de terceiros, e eu me sentia suficientemente capaz de solucionar todos os problemas que surgissem, de encontrar saídas para os apuros em que porventura me metesse.
Se estava com medo? Mais que a espuma das ondas, estava branco, completamente branco de medo. Mas, ao me encontrar afinal só, só e independente, senti uma súbita calma. Era preciso começar a trabalhar rápido, deixar a África para trás, e era exatamente o que eu estava fazendo. Era preciso vencer o medo; e o grande medo, meu maior medo na viagem, eu venci ali, naquele mesmo instante, em meio à desordem dos elementos e à bagunça daquela situação. Era o medo de nunca partir. Sem dúvida, este foi o maior risco que corri: não partir.
(KLINK, Amyr. Cem dias entre céu e mar. São Paulo:
Companhia de Bolso, 2014.)
A ERA DAS LIVES
Mais conhecidas como lives, as transmissões ao vivo pela internet, que chegaram ao YouTube nos idos anos de 2008, ganharam mais visibilidade do público em geral nos últimos anos. Na sua chegada, o propósito era colocar na internet atrações que antes apenas víamos pela TV. Quase dez anos depois, o cenário é bem diferente.
Esse também foi um espaço ocupado por outro protagonista da mídia tradicional: as marcas. As lives se tornaram uma maneira rápida de falar e ouvir feedback do consumidor – com lançamentos e eventos transmitidos ao vivo é muito fácil perceber a aprovação (ou ausência) do público. Este canal mais direto também ajuda a fortalecer os laços de relacionamento que as marcas tanto almejam com seus clientes.
Os primeiros aplicativos de live (como Meer-kat e Periscope) surgiram no início de 2015 e após um breve momento de sucesso, viram sua queda com a inauguração do mesmo recurso no Facebook, em agosto do mesmo ano. Mesmo com toda a abrangência de uma rede gigantesca a funcionalidade demorou a cair nas graças do povo: somente 9 meses depois de lançada, a primeira live na rede de Mark Zucker-berg viralizou com a carismática americana Candace Payne, dividindo o entusiasmo dela com a máscara de Chewbacca que havia comprado para seu filho.
Após essa demonstração espontânea do poder de alcance da ferramenta, as pessoas passaram a notar que as próprias redes sociais dão mais visibilidade para as lives em detrimento do funcionamento de seus algoritmos – uma transmissão ao vivo chega a mais pessoas seja quando ainda está acontecendo, ou quando é registrada em formato vídeo, também um queridinho das redes sociais.
Essa visibilidade tem seu lado positivo – vários vídeos de bichinhos fofos ou que provam algum tipo de abuso de autoridade e crime – também tem seu lado bizarro – o youtuber russo que fez uma live direto de um caixão – e sombrio – as irmãs que estavam transmitindo uma viagem de carro e acabaram se envolvendo em um acidente fatal. O que nos leva à reflexão: comunicar-se e encontrar espaços de expressão é cada vez mais importante – mas quais são os limites?
Fonte: http://dialogando.com.br/era-das-lives/?current_page=2; acesso em 06/09/2017
“... dividindo o entusiasmo dela com a máscara de Chewbacca que havia comprado para seu filho”.
Assinale a alternativa correta, considerando a categoria gramatical das palavras:
A gravidez da mulher jovem não é um problema exclusivo do nosso tempo. Isto era um fato comum e cotidiano: nossas avós casavam-se aos 15 ou 16 anos e começavam a procriar, nunca ocorrendo a ninguém daquela época que isso pudesse ser um problema, pois essas gestações eram desejadas. O que se tem constituído em preocupação é isso: o crescente número de gestações indesejadas na adolescência.
VITELLO, Nelson. Pais & teens, ano 2, n. 3 (adaptado).
Apresentamos, abaixo, trechos da entrevista concedida pela assistente social Ângela Maria Pereira, por telefone, em relação à violência
sofrida pela mulher, particularmente sobre a realidade do Rio Grande do Sul. Após a leitura, responda à questão que se segue:

I - Por se tratar de uma entrevista, e, como toda entrevista é formal, justifica-se a desobediência às regras estabelecidas nas gramáticas. II- Os usos dos pronomes relativos e demonstrativos evidenciados no texto denunciam, segundo os linguistas, o processo de renovação da língua, e, sendo próprios da oralidade, não implicam erro, mas uma outra norma linguística. III - A ausência do sinal de crase na primeira frase do texto “atribuo esta realidade a questão da impunidade” e o uso da vírgula em “... muitas delas, buscam a força para fazer valer os seu desejos” caracterizam erro, por serem marcas do registro escrito. IV - Todos os fatos linguísticos sob análise no texto (uso dos pronomes, da crase e da pontuação) devem ser avaliados sob um mesmo parâmetro, desconsiderando o tipo de registro, sob pena de prejudicar a compreensão da norma gramatical.
Do exposto, conclui-se que apenas
Apresentamos, abaixo, trechos da entrevista concedida pela assistente social Ângela Maria Pereira, por telefone, em relação à violência
sofrida pela mulher, particularmente sobre a realidade do Rio Grande do Sul. Após a leitura, responda à questão que se segue:

( ) O uso do pronome em “eu atribuo esta realidade” (linha 3) atende à primeira regra, já que, no processo enunciativo, atualiza-se o fato experienciado pelas mulheres, no caso a violência. ( ) A remissão por meio de “isto” em “acabam perpetuando isto em suas famílias” (linha 10) fere a segunda regra, visto que “resumir/encapsular” a ideia expressa no período precedente favoreceria o uso anafórico do pronome, logo “isso”. ( ) Na frase: “esses homens não conseguem ressignificar esta relação de sofrimento” (linha 11), embora o sintagma em destaque faça remissão a uma informação do período anterior, deve ter prioridade, na aplicação da regra, a relação de proximidade entre os referentes, daí seria inadequado o uso de “essa”. ( ) Em “ainda existem fatores que interferem nesse rompimento do silêncio” (linha 17) há uma falha no uso do demonstrativo, uma vez que foi desconsiderada a proximidade entre “rompendo com este silêncio” e “nesse rompimento do silêncio”, sendo mais apropriado o uso de “este”. ( ) O sintagma “este silêncio” (linha 16) sumariza o conteúdo da pergunta relativa ao “medo de denunciar” (linha 15), evidenciando que a função de retomada não é exclusiva do pronome e que o processo de referenciação não se limita à remissão a “termos”.
Feita a análise das proposições, a sequência que corresponde CORRETAMENTE à questão é
A menina que fez a América
Eu vou morrer um dia, porque tudo que nasce também morre: bicho, planta, mulher, homem. Mas histórias podem durar depois de nós. Basta que sejam postas em folhas de papel e que suas letras mortas sejam ressuscitadas por olhos que saibam ler. Por isso, aqui está para vocês o papel da minha história: uma vida-menina para as meninas-dos-seus-olhos.
Vou contar...
Eu nasci no ano de 1890, numa pequena aldeia da Calábria, ao sul da Itália. E onde fica a Itália?...É só olhar um mapa da Europa e procurar uma terra em forma de bota, que dá um pontapé no Mar Mediterrâneo e um chute de calcanhar no Mar Adriático.
É lá.
Lá, nessa terra entre mares, foi que eu nasci num dia de inverno, quando as flores silvestres que perfumavam o ar puro dos campos da minha aldeia estavam à espera do florescer da primavera. Saracema: este era o nome do lugar pequenino onde eu nasci. Eu disse “era”, embora o lugar ainda existia e tenha crescido, como eu também cresci. Mas, como nunca mais voltei para lá, acho que não pode ser mais o mesmo que conheci e onde vivi até os dez anos de idade. A Saracena de 1890 era aquela sem a comunicação do telefone, os sons do rádio e as imagens da televisão nas casas; sem o eco dos carros e das motocicletas nas estradas ou o ronco dos aviões sobre telhados. A música que andava no ar, nos tempos da minha infância, vinha do canto dos pássaros, do chiar das rodas das carroças, das batidas dos cascos dos cavalos, do burburinho do risco das crianças e do lamento dos sinais das igrejas. Essa era a voz da terra onde começava a minha vida e terminava o meu mundo.
Nunca cheguei a conhecer meu pai, Domenico Gallo. Só em retrato: um homem alto, bonito, de finos bigodes. Dizem que ele ficou muito feliz quando eu e meu irmãozinho Caetano nascemos. Ah, esqueci de dizer que meu nome é Fortunata e que, quando menina, me chamavam de Fortunatella.
(LAURITO, Ilka Brunhilde. A menina que fez a América. São Paulo, FTD)
Sobre os pronomes utilizados nos dois primeiros parágrafos do texto, avalie as afirmações que seguem:
I. O pronome esses (l. 02) refere-se a termo expresso na linha 01.
II. Na linha 05, o pronome isso faz referência ao papel da contabilidade da empresa, expresso entre as linhas 05 e 06.
III. Na linha 07, o pronome que introduz uma oração adjetiva explicativa, referindo-se às formas de evitar as irregularidades.
Quais estão INCORRETAS?

Analise as afirmações que seguem relativas a determinadas passagens do texto:
I. O uso da forma verbal estamos (l. 02) permite inferir que o autor do texto se insere na informação que está sendo veiculada.
II. A troca de outro da linha 03 pelo pronome esse implicaria alteração de sentido.
III. Na linha 14, a expressão nessa questão faz referência à informação contida no parágrafo anterior.
Quais estão corretas?
Leia o texto 1 para responder à questão.
Texto 1

( ) São pronomes relativos. ( ) No quadro 1, o vocábulo “estes”, é um pronome demonstrativo adjetivo. ( ) No quadro 1, o pronome “estes” é possessivo e, no quadro 2, “esses” é um pronome demonstrativo.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
O pronome este funciona no período anterior como:

