Questões de Concurso Comentadas sobre pronomes demonstrativos em português

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Q942160 Português

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Considerando a proximidade dos personagens, que se manifestam verbalmente na gravura, aos objetos a que eles fazem referência, quais pronomes demonstrativos preenchem, correta e respectivamente, as lacunas?

Alternativas
Q864301 Português

                Cassini faz primeiro mergulho entre Saturno e seus anéis;

                       cientistas esperam dados de qualidade inédita.


      Após 13 anos em órbita, a sonda Cassini-Huygens já está enviando informações para a Terra após ter feito seu primeiro “mergulho” entre os anéis de Saturno - são 22 planejados para os próximos cinco meses.

      A Cassini começou a executar a manobra - considerada difícil e delicada - na última quarta-feira e restabeleceu contato com a Nasa (agência espacial americana) na manhã desta quinta. A sonda se movimenta a 110 mil km/h, tão rapidamente que qualquer colisão com outros objetos - mesmo partículas de terra ou gelo - poderia provocar danos.

      Um objetivo central é determinar a massa e, portanto, a idade dos anéis - formados, acredita-se, por gelo e água. Quanto maior a massa, mais velhos eles podem ser, talvez tão antigos quanto Saturno. Os cientistas pretendem descobrir isso ao estudar como a velocidade da sonda é alterada enquanto ela voa entre os campos gravitacionais gerados pelo planeta e pelas faixas de gelo que giram em torno dele.

Fragmento do texto publicado no site da BBC Brasil, por Jonathan Amos, correspondente de Ciência da BBC, dia 27 de abril de 2017. 

Ainda a respeito do termo ISSO, é CORRETO afirmar que se classifica como pronome:
Alternativas
Q862966 Português

Leia este texto.


O tempo passa voando quando você faz _______ gosta.

Já reparou que toda vez que você está se divertindo, ______ um filme, o tempo parece passar mais rápido?

_______acontece ______ sempre que você está aproveitando a vida você está preferindo viver _____ observar o tempo passar.


Assinale a alternativa que preenche as lacunas do texto, respectivamente e de acordo com a norma-padrão.

Alternativas
Q861617 Português

                          A vontade do falecido


      Alguns dias depois, deu-se o evento. Seu Irineu pisou no prego e esvaziou. Apanhou um resfriado, do resfriado passou à pneumonia, da pneumonia passou ao estado de coma e do estado de coma não passou mais. Levou pau e foi reprovado. Um médico do SAMDU*, muito a contragosto, compareceu ao local e deu o atestado de óbito.

      Tudo que era parente com razoáveis esperanças de herança foi velar o morto.

      Tomou-se conhecimento de uma carta que estava cuidadosamente colocada dentro do cofre, sobre o dinheiro deixado por seu Irineu. E na carta o velho dizia: “Quero ser enterrado junto com a quantia existente nesse cofre, que é tudo o que eu possuo e que foi ganho com o suor do meu rosto, sem a ajuda de parente vagabundo nenhum”. E, por baixo, a assinatura com firma reconhecida para não haver dúvida: Irineu de Carvalho Pinto Boaventura.

      Para quê! Nunca se chorou tanto num velório, sem se ligar pro morto. A parentada chorava às pampas, mas não apareceu ninguém com peito para desrespeitar a vontade do falecido.

      Foi quase na hora do corpo sair. Desde o momento em que se tomou conhecimento do que a carta dizia, que Altamirando imaginava um jeito de passar o morto para trás. Era muita sopa deixar aquele dinheiro ali pro velho gastar com minhoca. Pensou, pensou e, na hora que iam fechar o caixão, ele deu o grito de “pera aí”. Tirou os sessenta milhões de dentro do caixão, fez um cheque da mesma importância, jogou lá dentro e disse “fecha”.

      – Se ele precisar, mais tarde desconta o cheque no Banco.

* SAMDU – Serviço de Assistência Médica Domiciliar e de Urgência, já extinto.

             (Stanislaw Ponte Preta. Dois amigos e um chato, 1986. Adaptado)

Assinale a alternativa em que, na expressão destacada, o termo “o” está empregado como pronome demonstrativo.
Alternativas
Q860768 Português

                                  DISCRETA PRIMAVERA

                                                                             Fernanda Torres


      As petições pululam na tela do computador. Assino, assino todas elas. Peço a demarcação das terras indígenas, a liberação do aborto e a descriminalização das drogas. Grito contra o trabalho escravo, o preconceito racial e de gênero; tento melar o emprego indiscriminado de agrotóxicos, frear o degelo das calotas polares, o desmatamento e a destruição dos corais da Amazônia. Clamo pelo fim da guerra na Síria, da corrupção e do foro privilegiado; exijo a reforma política; voto pela proteção dos micos-leões e falho com os ursos-polares.

      E, em meio ao acúmulo de urgências, ao imenso ruído do planeta, vacilo entre a paralisia e a ação. Entre o engajamento e a reflexão no silêncio. Entre ser e não ser.

      Quem É Primavera das Neves?, documentário de Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo, toca em cheio na histeria do agora, sem falar diretamente dela.

      Primavera Ácrata Saiz das Neves é uma mulher que enfrentou o açoite e os insultos do mundo, a afronta do opressor, o desdém do orgulhoso, as pontadas do amor humilhado, as delongas da lei, a prepotência do mando e o achincalhe do século XX.

      Filha de pai anarquista e mãe sufragista, fugidos das ditaduras de Franco e Salazar, ela cresceu no Catete do pós-guerra, estudou no Licée e dominou seis línguas. Casou-se com um tenente português e retornou para o Brasil em 1964, sozinha, com uma filha pequena. O marido permaneceu em Lisboa, condenado à prisão por ter participado da mal-sucedida Revolta da Beja.

      Em meio à insensatez e às injustiças de seu tempo, Primavera dedicou a vida à amizade, à maternidade, ao amor e à arte. Foi íntima e discreta, e nem por isso mesquinha, pequena ou indiferente.

      Traduziu Lewis Carroll, Vladimir Nabokov, Arthur C. Clarke e Emily Dickinson, Simenon e Julio Verne. Foi poeta, mãe, mulher, amiga e adoradora de Wagner; influenciou de forma profunda os que a conheceram, mas teve uma vida invisível. Morreu aos 47 anos.

      Teria permanecido anônima, não fosse a obstinação de arqueólogo de Furtado e Azevedo, que, intrigados com o nome da tradutora de Alice no País das Maravilhas, desencavaram sua preciosa história.

      Eulalie, a amiga saudosa, que sempre admirou a personalidade livre e contemporânea de Primavera, jamais percebeu nela a vontade de se promover — é o verbo que usa: promover.

      Hoje, estamos todos em promoção, gritando a esmo, como numa liquidação de Natal.

      O século XXI promove revoluções movidas a likes. Não diminuo a importância das petições que, reitero, assino convicta. Mas o milênio que se inicia também produziu uma perturbadora pornografia do ego, do exibicionismo das selfies; o bestialógico da multiplicação de blogueiros e a brutalidade travestida de diversão dos realities. Um confessionário a céu aberto, onde todos, e cada um, têm o quinhão de narcisismo preenchido pela publicação de seu diário de bordo.

      Primavera era em tudo o contrário. Apesar das perseguições que testemunhou e sofreu, da inteligência e sensibilidade que possuiu, nunca se impôs ao mundo, ou impôs o seu mundo aos demais.

     A ela, bastava ser — qualidade cada vez mais rara de ver, ter e encontrar.

         Fonte: http://vejario.abril.com.br/blog/fernanda-torres/discreta-primavera/

No fragmento extraído do texto “influenciou de forma profunda os que a conheceram, mas teve uma vida invisível”. O termo em destaque é: 
Alternativas
Q853800 Português

            

No que se refere aos aspectos linguísticos e aos mecanismos de construção da argumentação do texto CB1A1AAA, julgue o próximo item.


O elemento “disso” (ℓ.10) retoma “foco no resultado com responsabilidade fiscal” (ℓ. 9 e 10).
Alternativas
Q845635 Português

Texto


                                       Camelos e beija-flores...

                                                                                             (Rubem Alves)


      A revisora informou delicadamente que era norma do jornal que todas as “estórias” deveriam ser grafadas como “histórias”. É assim que os gramáticos decidiram e escreveram nos dicionários.

      Respondi também delicadamente: “Comigo não. Quando escrevo ‘estória’ eu quero dizer ‘estória’. Quando escrevo ‘história’ eu quero dizer ‘história’. Estória e história são tão diferentes quanto camelos e beija-fores...”

      Escrevi um livro baseado na diferença entre “história” e “estória”. O revisor, obediente ao dicionário, corrigiu minhas “estórias” para “história”. Confiando no rigor do revisor, não li o texto corrigido. Aí, um livro que era para falar de camelos e beija-flores, só falou de camelos. Foram-se os beija-flores engolidos pelos camelos...

      Escoro-me no Guimarães Rosa. Ele começa o Tutameia com esta afirmação: “A estória não quer ser história. A estória, em rigor, deve ser contra a história.”

      Qual é a diferença? É simples. Quando minha filha era pequena eu lhe inventava estórias. Ela, ao final, me perguntava: “Papai, isso aconteceu de verdade?” E eu ficava sem lhe poder responder porque a resposta seria de difícil compreensão para ela. A resposta que lhe daria seria: “Essa estória não aconteceu nunca para que aconteça sempre...”

      A história é o reino das coisas que aconteceram de verdade, no tempo, e que estão definitivamente enterradas no passado. Mortas para sempre. [...]

      Mas as estórias não aconteceram nunca. São invenções, mentiras. O mito de Narciso é uma invenção. O jovem que se apaixonou por sua própria imagem nunca existiu. Aí, ao ler o mito que nunca existiu eu me vejo hoje debruçado sobre a fonte que me reflete nos olhos dos outros. Toda estória é um espelho. [...]

      A história nos leva para o tempo do “nunca mais”, tempo da morte. As estórias nos levam para o tempo da ressurreição. Se elas sempre começam com o “era uma vez, há muito tempo” é só para nos arrancar da banalidade do presente e nos levar para o tempo mágico da alma.

      Assim, por favor, revisora: quando eu escrever “estória” não corrija para “história”. Não quero confundir camelos e beija-flores...

O emprego do pronome demonstrativo em ‘Ele começa o Tutameia com esta afirmação:” (4º§) está correto uma vez que: 
Alternativas
Q842304 Português

No que concerne aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto CB2A1AAA, julgue o item seguinte.


A correção gramatical e as relações de coesão do texto seriam mantidas caso o pronome “essa” (l.37) fosse substituído por ela.

Alternativas
Ano: 2017 Banca: FAU Órgão: E-Paraná Comunicação - PR Provas: FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Advogado | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Administrador | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Auxiliar Administrativo | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Técnico em Tecnologia da Informação | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Contador | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Analista de Mídias Sociais | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Analista de Captação de Recursos e Projetos Culturais | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Analista de Criação e Desenvolvimento em Web e Plataformas Digitais | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Analista de Eventos | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Analista de Marketing | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Analista de Mídia | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Analista de Recursos Humanos | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Designer Gráfico | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Editor de Radio e TV | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Jornalista | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Produtor de Radio e TV | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Redator Publicitário | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Relações Públicas | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Repórter de Rádio e TV | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Repórter Cinematográfico | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Repórter Fotográfico | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Webdesigner | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Auxiliar de Almoxarifado Técnico | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Auxiliar de Eventos | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Diretor de Cena | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Editor de Imagem e Finalização | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Eletrotécnico | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Locutor | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Operador de Áudio | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Secretário | FAU - 2017 - E-Paraná Comunicação - PR - Assistente de Câmera |
Q840716 Português

Texto 01:

                             O desvio ético do gerundismo


      Há implicações éticas no vício de linguagem. O uso excessivo e desnecessário do gerúndio é conhecido como endorreia, cuja forma popular é a construção “vou estar + gerúndio”, uma perífrase (locução formada por dois ou três verbos). A locução em si é legítima, quando comunica a ideia de uma ação futura que ocorrerá no momento de outra ou sequenciada. As sentenças “vou estar dormindo na hora do jogo” ou “vou estar vendo o jogo quando você estiver assistindo à novela” são adequadas ao sistema da língua, assim como em verbos que indiquem processo: “amanhã vai estar chovendo” ou ato contínuo: “vou estar trabalhando das 8h às 18h.”

      Aquilo que nos acostumamos a chamar de gerundismo se dá quando não queremos comunicar essa ideia de eventos ou ações simultâneas, mas antes falar de ação pontual, em que a duração não é preocupação dominante. “Vou falar” narra algo que vai ocorrer a partir de agora. “Vou estar falando” se refere a um futuro em andamento.

      É inadequado usar uma forma verbal com valor de outra – falar de ação isolada, que se encerraria num só ato, como se fosse contínua. Quando respondemos ao telefone “vou estar passando o recado” fazemos o recado, que potencialmente tem tudo para ser dado, não ter mais prazo de validade. O vício aqui isenta a pessoa de responsabilidade sobre o que prometeu fazer. É antes de tudo um desvio ético.

                (Revista Língua Portuguesa, ano 7, número 77. Março de 2012) 

No excerto: “Aquilo que nos acostumamos a chamar de gerundismo se dá quando não queremos comunica (...)”. A palavra destacada pode ser classificada como:
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Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: DPE-RS Prova: FCC - 2017 - DPE-RS - Analista - Processual |
Q840561 Português

                                    Modos de disputa


      Dois indivíduos têm uma contenda e estão enraivecidos. Um deles diz ao outro, furioso: − Vou te quebrar a cara! Ao que o outro, igualmente indignado, responde com energia: − Pois eu vou te processar!

      São, não há dúvida, dois modos de disputar a razão de quem viu ofendido um suposto direito seu. O primeiro indivíduo recua bastante na história e reproduz a jurisprudência das cavernas: a pancada corretiva, o direito da força, o recurso dos instintos primários; o segundo preferiu confiar numa instituição, numa instância social, na mediação das leis, na força do direito. O que não significa que, em outra situação, os mesmos indivíduos não pudessem reagir de modo oposto: somos criaturas difíceis, sujeitas ao temperamento, ao sentimento de ocasião.

      “Vou te processar” é o modo civilizado, que confia no equilíbrio de um rito jurídico, devidamente conduzido e arbitrado por profissionais do ramo: advogados, juízes, promotores. O processo tem sua mecânica balizada por prazos, recursos, ações de embargo etc. O propósito está em que, ao fim e ao cabo do processo, todos os componentes de uma disputa tenham sido devidamente apreciados e julgados, a partir do que se exare a sentença final. Como todo rito complexo e minucioso, pode demorar muito até o bater do martelo.

      A instituição justa do processo conta com o fato de que ambas as partes sigam exatamente os mesmos passos garantidos pela lei. Mas não há como evitar certas condicionantes, que fazem diferença: a habilidade maior de um advogado, os recursos para custear um processo longo, a intimidação que pode representar o fato de uma das partes ser um litigante de grande poder político ou notoriedade social. As diferenças sociais e econômicas entre os homens podem marcar o destino de um processo. Nesse caso, voltamos um pouquinho no tempo e, de um modo aparentemente mais civilizado, reproduzimos algo parecido com o direito da força.

                                                                                          (Júlio Castro de Ribeiro, inédito)

Está adequado o emprego dos elementos sublinhados na frase:
Alternativas
Ano: 2017 Banca: FGV Órgão: IBGE Prova: FGV - 2017 - IBGE - Recenseador |
Q828539 Português

Texto 3 – “Silva, Oliveira, Faria, Ferreira... Todo mundo tem um sobrenome e temos de agradecer aos romanos por isso. Foi esse povo, que há mais de dois mil anos ergueu um império com a conquista de boa parte das terras banhadas pelo Mediterrâneo, o inventor da moda. Eles tiveram a ideia de juntar ao nome comum, ou prenome, um nome.

Por quê? Porque o império romano crescia e eles precisavam indicar o clã a que a pessoa pertencia ou o lugar onde tinha nascido”. (Ciência Hoje, março de 2014) 

“Todo mundo tem um sobrenome e temos de agradecer aos romanos por isso”. (texto 3)

O pronome “isso”, nesse segmento do texto, se refere a(à):

Alternativas
Q825771 Português
No trecho “isso incluiria discutir futebol” (l. 7), o pronome destacado refere-se a
Alternativas
Q805209 Português

Leia o texto abaixo para responder a questão

Dia Mundial da Aids é comemorado

com palestra e caminhada

Roseli Servilha

        O Dia mundial de luta contra a AIDS é celebrado nesta quinta-feira, 1º, e desde esta quarta, palestras alusivas ao dia foram realizadas no Centro Estadual Especializado em Diagnóstico, Assistência e Pesquisa (Cedap).

        Tema como ‘Um novo olhar na prevenção do HIV’, foi proferido pela médica Leila Regina Amorim, que falou sobre novas alternativas para prevenção da doença. Leila aproveitou para falar sobre formas de prevenção.

        “Hoje trabalhamos a prevenção combinada, que é um conjunto de ações que visam analisar o ser como um todo e, não só a orientação de usar preservativo. Mas, também, outras situações de onde o paciente foi exposto”.

        Ela fala sobre a profilaxia pós-exposição ao vírus HIV (PEP), para aqueles indivíduos que estiveram em uma situação sexual de risco, “é possível fazer uso das medicações, numa forma de evitar complicações”.

        A profilaxia pré-exposição (PREP), vem mostrando eficácia em sua atuação, mas ainda não está disponível no Brasil, “a perspectiva é de que no início do ano que vem, ela seja implantada no nosso país”, revela. O novo medicamento, segundo Leila, não será para todas as pessoas, mas aquelas que têm risco maior de adquirir a doença.

        O Cedap é uma unidade da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), referência na Bahia para diagnóstico e tratamento de HIV/AIDS e doenças sexualmente transmissíveis. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, nos horários das 7h às 17h, e está localizado à Rua Comendador José Alves Ferreira, 240, Garcia - Salvador.


(retirado de http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/noticias/1820495 em 30\11\2016)

Os pronomes demonstrativos, presentes no primeiro parágrafo do texto, poderiam ser substituídos, sem prejuízo do sentido por:
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Q803097 Português

Os doze grandes olímpicos  


Os doze grandes deuses do Olimpo eram deuses supremos que sucederam aos Titãs. Primitivamente, o Olimpo designava o cume de uma montanha, a maior montanha de maior altitude de toda a Grécia, situado no Nordeste. Até mesmo na Ilíada, essa ideia começa a desagregar-se para dar a noção de um outro Olimpo, localizado algures num reino misterioso, em nível muito superior ao de todas as outras montanhas da Terra. [...] 

HAMILTON, Edith. Mitologia. São Paulo: M. Fontes, 1992, p. 22.


O pronome demonstrativo presente na expressão essa ideia funciona como elemento de substituição, uma vez que assegura a cadeia referencial do texto. Assinale a alternativa cujo enunciado representa a ideia retomada pela referida expressão.  

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Q803094 Português

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Dadas as afirmativas sobre os aspectos morfossintáticos dos quadrinhos,

I. O pronome demonstrativo ESTA, 1º quadrinho, foi corretamente empregado, já que expressa proximidade de quem se manifesta com o objeto referente.

II. A linguagem verbal do 2º quadrinho foi constituída por apenas um período simples.

III. A vírgula, que aparece no 2º quadrinho, está de acordo com as orientações gramaticais, uma vez que aparece isolando um termo explicativo.

IV. O termo TODA A PROVA, presente no 3º quadrinho, apresenta idêntica classificação sintática que AS QUESTÕES, no 3º quadrinho.

verifica-se que está(ão) correta(s)

Alternativas
Q775527 Português
No segundo parágrafo do texto, o pronome demonstrativo “Essa” (linha 4) faz alusão ao segmento
Alternativas
Q1881646 Português

"Quero ir embora do Brasil!"

 12/01/2016


         Uma matéria publicada recentemente na Folha revelou que a crise econômica aumentou os casos de problemas de saúde relacionados ao estresse.
         Cresceu 37,5%, só no primeiro semestre de 2015 (em comparação com o mesmo período de 2014), o número de executivos, gerentes e empresários brasileiros com depressão. Cresceu também o número de casos de ansiedade (60%), estresse (27,7%) e insônia (19%). O consumo de antidepressivos e controladores de humor aumentou (11,6%).
          A ansiedade, o estresse, a depressão e a insônia estão contagiando um número cada vez maior de brasileiros. A crise está afetando muita gente, como mostra uma psicóloga de 57 anos: "O que eu mais escuto é: 'Quero ir embora do Brasil!'. Pergunto: 'Para onde?' e me respondem: 'Para qualquer lugar'. Algumas pessoas que estavam satisfeitas com a própria situação financeira começaram a apresentar problemas de saúde: diarreias, vômitos, insônias, dores musculares, depressão, irritabilidade. Elas falam de uma tristeza enorme, de impotência, de falta de perspectiva. Não conseguem enxergar saída, não têm mais esperança, acham que nada do que fazem tem significado. Conheço muitos casos de ansiedade, e até de sintomas de pânico, relacionados à atual crise política e econômica".
           Uma médica de 64 anos disse: "Todo mundo que conheço demonstra muito medo desta crise. Eles sentem que perderam o controle da própria vida, estão paralisados pelo medo. O jovem tem medo de não conseguir trabalho, os mais velhos têm medo do caos social, alguns têm pesadelos com uma quebradeira geral do país. Tem gente que está com pânico de perder todo o dinheiro, que sonha com a possibilidade de morar em Portugal, nos Estados Unidos ou no Canadá só para ter mais segurança. Ninguém sabe o que vai acontecer com o Brasil e como isso vai afetar a própria vida". Ela continua: "O país está doente e o medo desta doença está contaminando todo mundo, até mesmo aqueles que poderiam se proteger e se manter saudáveis. É uma epidemia, não escapa ninguém. Os brasileiros não suportam mais tanta instabilidade, insegurança e incerteza".
            A médica conclui: "Será que a única saída para a crise é fugir do país? Por que não construir uma alternativa melhor aqui no Brasil?". 

(GOLDENBERG, Mirian. Folha de São Paulo)

“Ninguém sabe o que vai acontecer com o Brasil”. Os termos destacados são respectivamente:
Alternativas
Q1876455 Português
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Caso de Secretária

    
     Foi trombudo para o escritório. Era dia de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara, não fizera a mínima alusão à data. As crianças também tinham se esquecido. Então era assim que a família o tratava? Ele que vivia para os seus, que se arrebentava de trabalhar, não merecer um beijo, uma palavra ao menos!

      Mas, no escritório, havia flores à sua espera, sobre a mesa. Havia o sorriso e o abraço da secretária, que poderia muito bem ter ignorado o aniversário, e entretanto se lembrava. Era mais do que uma auxiliar, atenta, experimentada e eficiente, pé-de-boi da firma, como até então a considerara; era um coração amigo.

    Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borocoxô: o carinho da secretária não curava, abria mais a ferida. Pois então uma estranha se lembrava dele com tais requintes, e a mulher e os filhos, nada? Baixou a cabeça, ficou rodando o lápis entre os dedos, sem gosto para viver.

     Durante o dia, a secretária redobrou de atenções. Parecia querer consolá-lo, como se medisse toda a sua solidão moral, o seu abandono. Sorria, tinha palavras amáveis, e o ditado da correspondência foi entremeado de suaves brincadeiras da parte dela.

     – O senhor vai comemorar em casa ou numa boate?

    Engasgado, confessou-lhe que em parte nenhuma. Fazer anos é uma droga, ninguém gostava dele neste mundo, iria rodar por aí à noite, solitário, como o lobo da estepe.

    – Se o senhor quisesse, poderíamos jantar juntos - insinuou ela, discretamente.

    E não é que podiam mesmo? Em vez de passar uma noite besta, ressentida - o pessoal em casa pouco está ligando -, teria horas amenas, em companhia de uma mulher que - reparava agora - era bem bonita.

    Daí por diante o trabalho foi nervoso, nunca mais que se fechava o escritório. Teve vontade de mandar todos embora, para que todos comemorassem o seu aniversário. Conteve-se no prazer ansioso da espera.

     – Onde você prefere ir? - perguntou, ao saírem.

    – Se não se importa, vamos passar primeiro no meu apartamento. Preciso trocar de roupa.

     Ótimo, pensou ele; faz-se a inspeção prévia do terreno e, quem sabe?

     – Mas antes quero um drinque, para animar - ele retificou.

   Foram ao drinque, ele recuperou não só a alegria de viver e de fazer anos, como começou a fazê-los pelo avesso, remoçando. Saiu bem mais jovem do bar, e pegou-lhe do braço. 

    No apartamento, ela apontou-lhe o banheiro e disse-lhe que o usasse sem cerimônia. Dentro de quinze minutos ele poderia entrar no quarto, não precisava bater – e o sorriso dela, dizendo isso, era uma promessa de felicidade.

    Ele nem percebeu ao certo se estava se arrumando ou se desarrumando, de tal modo que os quinze minutos se atropelaram, querendo virar quinze segundos, no calor escaldante do banheiro e da situação. Liberto da roupa incômoda, abriu a porta do quarto. Lá dentro, sua mulher e seus filhinhos, em coro com a secretária, esperavam-no cantando “Parabéns para você”.


(Carlos Drummond de Andrade. Poesia e Prosa, Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1988.)
A palavra sublinhada em “Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borocoxô: o carinho da secretária não curava, abria mais a ferida. Pois então uma estranha se lembrava dele com tais requintes...” é:
Alternativas
Q1874752 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder a questão a seguir:

A MENTIROSA LIBERDADE

Lya Luft

        Comecei a escrever um novo livro, sobre os mitos e mentiras que nossa cultura expõe em prateleiras enfeitadas, para que a gente enfie esse material na cabeça e, pior, na alma – como se fosse algodão-doce colorido. Com ele chegam os medos que tudo isso nos inspira: medo de não estar bem enquadrados, medo de não ser valorizados pela turma, medo de não ser suficientemente ricos, magros, musculosos, de não participar da melhor balada, do clube mais chique, de não ter feito a viagem certa nem possuir a tecnologia de ponta no celular. Medo de não ser livres.

         Na verdade, estamos presos numa rede de falsas liberdades. Nunca se falou tanto em liberdade, e poucas vezes fomos tão pressionados por exigências absurdas, que constituem o que chamo a síndrome do “ter de”. Fala-se em liberdade de escolha, mas somos conduzidos pela propaganda como gado para o matadouro, e as opções são tantas que não conseguimos escolher com calma. Medicados como somos (a pressão, a gordura, a fadiga, a insônia, o sono, a depressão e a euforia, a solidão e o medo tratados a remédio), cedo recorremos a expedientes, porque nossa libido, quimicamente cerceada, falha, e a alegria, de tanta tensão, nos escapa.

        Preenchem-se fendas e falhas, manchas se removem, suspendem-se prazeres como sendo risco e extravagância, e nos ligamos no espelho: alguém por aí é mais eficiente, moderno, valorizado e belo que eu? Alguém mora num condomínio melhor que o meu? Em fileira ao longo das paredes, temos de parecer todos iguais nessa dança de enganos. Sobretudo, sempre jovens. Nunca se pôde viver tanto tempo e com tão boa qualidade, mas no atual endeusamento da juventude, como se só jovens merecessem amor, vitórias e sucesso, carregamos mais um ônus pesadíssimo e cruel: temos de enganar o tempo, temos de aparentar 15 anos se temos 30, 40 anos se temos 60, e 50 se temos 80 anos de idade. A deusa juventude traz vantagens, mas eu não a quereria para sempre: talvez nela sejamos mais bonitos, quem sabe mais cheios de planos e possibilidades, mas sabemos discernir as coisas que divisamos,   podemos optar com a mínima segurança, conseguimos olhar, analisar e curtir – ou nos falta o que vem depois: maturidade?

        Parece que do começo ao fim passamos a vida sendo cobrados: O que você vai ser? O que vai estudar? Como? Fracassou em mais um vestibular? Já transou? Nunca transou? Treze anos e ainda não ficou? E ainda não bebeu? Nem experimentou uma maconhazinha sequer? E um Viagra para melhorar ainda mais? Ainda aguenta os chatos dos pais? Saiba que eles o controlam sob o pretexto de que o amam. Sai dessa! Já precisa trabalhar? Que chatice! E depois: Quarenta anos ganhando tão pouco e trabalhando tanto? E não tem aquele carro? Nunca esteve naquele resort?

        Talvez a gente possa escapar dessas cobranças sendo mais natural, cumprindo deveres reais, curtindo a vida sem se atordoar. Nadar contra toda essa louca correnteza. Ter opiniões próprias, amadurecer, ajuda. Combater a ânsia por coisas que nem queremos, ignorar ofertas no fundo desinteressantes, como roupas ridículas e viagens sem graça, isso ajuda. Descobrir o que queremos e podemos é um bom aprendizado, mas leva algum tempo: não é preciso escalar o Himalaia social nem ser uma linda mulher nem um homem poderoso. É possível estar contente e ter projetos bem depois dos 40 anos, sem um iate, físico perfeito e grande fortuna. Sem cumprir tantas obrigações fúteis e inúteis, como nos ordenam os mitos e mentiras de uma sociedade insegura, desorientada, em crise. Liberdade não vem de correr atrás de “deveres” impostos de fora, mas de construir a nossa existência, para a qual, com todo esse esforço e desgaste, sobra tão pouco tempo. Não temos de correr angustiados atrás de modelos que nada têm a ver conosco, máscaras, ilusões e melancolia para aguentar a vida, sem liberdade para descobrir o que a gente gostaria mesmo de ter feito.

(Disponível em Artigos & Idéias, 21/03/2009, VEJA – ONLINE)

“... angustiados atrás de modelos que nada têm a ver conosco, máscaras, ilusões e melancolia para aguentar a vida, sem liberdade para descobrir o que a gente gostaria...”. Os termos “a vida” e “o”, destacados no trecho anterior, são, respectivamente:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FGV Órgão: SEE-PE Prova: FGV - 2016 - SEE-PE - Professor Braillista |
Q1699325 Português
O fragmento a seguir refere-se à questão.

“Nisto erramos: em ver a morte à nossa frente, como um acontecimento futuro, enquanto grande parte dela já ficou para trás. Cada hora do nosso passado pertence à morte”.
(Sêneca
O emprego da forma “isto” em “Nisto erramos” se justifica porque
Alternativas
Respostas
561: D
562: D
563: B
564: C
565: C
566: C
567: A
568: C
569: A
570: B
571: A
572: A
573: D
574: B
575: B
576: D
577: C
578: A
579: C
580: A