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Questões de Concurso Comentadas sobre pronomes demonstrativos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 875 questões

Q4179088 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Brasil ultrapassa 100 mil escolas públicas com internet gratuita e de qualidade

Mais de 100 mil escolas públicas brasileiras já contam com internet gratuita e de qualidade para uso pedagógico. O marco histórico representa um avanço na transformação digital da educação pública e faz parte programa Escolas Conectadas, coordenado pelos Ministérios da Educação (MEC) e das Comunicações (MCom), com execução da Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (EACE).

Com as atualizações mais recentes do Indicador Escolas Conectadas (Inec), feitas no fim de abril, o Brasil conta, até o momento, com 100.720 escolas públicas com internet de qualidade. O número representa 72,9% do universo de 138.086 instituições de ensino existentes no país operando dentro dos parâmetros adequados de conectividade.

O ministro das Comunicações destacou que o avanço é resultado de um amplo esforço de infraestrutura iniciado em 2023. Naquele período, apenas 45,4% das escolas brasileiras tinham acesso à conectividade considerada adequada.

Os números mostram crescimento acelerado do programa. Em dezembro de 2024, o índice de conectividade adequada nas escolas chegou a 57,3%. No fim de 2025, avançou para 69,7%. Em abril de 2026, o país alcança quase 73% das escolas públicas conectadas dentro dos parâmetros ideais de qualidade.

Além de ampliar o acesso, o programa atua para garantir internet estável, veloz e distribuída dentro das escolas por meio de redes Wi-Fi adequadas ao uso pedagógico. O foco é permitir o acesso a plataformas educacionais, aulas digitais, capacitação de professores e ferramentas de inovação no ambiente escolar.

O maior salto proporcional ocorreu na Região Norte, onde os desafios logísticos e geográficos historicamente dificultam o acesso à conectividade. Em dezembro de 2023, apenas 23,6% das escolas da região tinham internet adequada. O índice subiu para 36,7% em 2024, alcançou 60,5% em 2025 e chegou a 64,3% em abril de 2026. O avanço reduziu desigualdades regionais e levou internet de qualidade a escolas antes isoladas digitalmente.

Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC) é uma iniciativa do governo federal, em parceria com estados e municípios, para universalizar a conectividade com fins pedagógicos em todas as escolas públicas de educação básica do país. O programa também prevê apoio à aquisição e melhoria de equipamentos e dispositivos tecnológicos, fortalecendo a inclusão digital e ampliando o acesso de milhões de estudantes à educação conectada.

https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202605/brasil-ultrapassa-100-mil-escolas-publicas-com-internet-gratuita-e-de-qualidade-adaptado      
Analise as afirmativas abaixo sobre os recursos coesivos empregados no texto.
I.Em 'Naquele período, apenas 45,4% das escolas brasileiras tinham acesso à conectividade considerada adequada', o pronome demonstrativo retoma o referente '2023', expresso no período anterior, exercendo função coesiva de referenciação demonstrativa.
II.Em 'O número representa 72,9% do universo de 138.086 instituições de ensino existentes no país', a expressão 'o número' retoma anaforicamente '100.720 escolas públicas com internet de qualidade', estabelecendo um mecanismo de coesão referencial.
III.O pronome demonstrativo 'Esse', em 'Esse é um momento histórico para a educação...', antecipa uma informação que será apresentada posteriormente no texto.
IV.Em 'Além de ampliar o acesso, o programa atua para garantir internet estável', a locução 'além de' estabelece relação de adição, introduzindo uma informação que acrescenta novo dado ao que foi anteriormente afirmado.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições corretas.
Alternativas
Q4177480 Português
Leia o texto para responder a questão.


Uso de suplementos proteicos de whey protein e creatina em crianças e adolescentes: implicações clínicas e nutricionais

Nota emitida pela Sociedade Brasileira de Pediatria


    Contexto atual e relevância para a pediatria

  Os produtos comercialmente conhecidos como whey protein e creatina são enquadrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) na categoria de suplementos alimentares, sendo compostos, respectivamente, por proteína do soro do leite e creatina. O whey protein apresenta-se em diferentes formas (concentrada, isolada ou hidrolisada) e é divulgado com alegações relacionadas ao ganho de massa muscular e à melhora do desempenho físico. A creatina, por sua vez, é um composto nitrogenado derivado de aminoácidos (arginina, glicina e metionina), produzido pelo organismo e também obtido pela alimentação, especialmente por meio de carnes e peixes, e desempenha papel no metabolismo energético celular, especialmente em tecidos de alta demanda, como o músculo esquelético. Esses suplementos estão amplamente difundidos no contexto da prática de atividade física e esportiva entre adultos e caracterizam-se, em sua maioria, como produtos ultraprocessados, por incorporarem ingredientes como aromatizantes, edulcorantes e emulsificantes. Diferentemente dos alimentos, que fornecem proteínas associadas a vitaminas, minerais, fibras e compostos bioativos, esses produtos promovem uma oferta concentrada e descontextualizada de nutrientes, em desacordo com as recomendações de uma alimentação adequada e saudável. O whey protein e a creatina têm sido introduzidos, de forma inadvertida, na alimentação de crianças e adolescentes, impulsionados por estratégias de marketing e pela influência das mídias digitais, frequentemente sem indicação clínica e sem orientação profissional. Esse cenário é agravado pela crescente oferta desses suplementos com apelo direcionado ao público infantil, por meio de rotulagem atrativa, sabores adocicados e formatos lúdicos, como balas, gomas e bebidas saborizadas. Tais características favorecem a percepção equivocada de que se trata de produtos habituais para a faixa etária pediátrica. 

   Necessidades proteicas na infância e adolescência: o papel dos alimentos 

  A proteína é essencial para o crescimento e o desenvolvimento, mas sua necessidade é frequentemente superestimada. Crianças e adolescentes saudáveis apresentam requerimentos proteicos que, em média, variam entre 0,85 e 0,95 g/kg/dia, facilmente atingidos por meio de uma alimentação variada e equilibrada. Na prática, observa-se que muitas crianças já apresentam ingestão proteica superior às necessidades fisiológicas, de modo que a adição de suplementos — mesmo em pequenas quantidades — não traz benefício comprovado e não é isenta de riscos. Uma alimentação baseada em alimentos in natura e minimamente processados — como carnes, ovos, leite e derivados, leguminosas, cereais, tubérculos, frutas e hortaliças — assegura não apenas a adequada oferta proteica (quantidade e qualidade), mas também a ingestão de todos os nutrientes essenciais para o crescimento e desenvolvimento saudáveis. O uso de suplementos proteicos na pediatria é restrito a condições clínicas específicas, como desnutrição, doenças crônicas, síndromes de má absorção ou aumento da demanda metabólica, entre outras, sempre sob prescrição e acompanhamento profissional. Esse contexto não é extrapolável ao uso de suplementos de whey protein ou de creatina em crianças e adolescentes com ou sem doenças associadas. Estudos descrevem potenciais efeitos adversos renais, hepáticos e metabólicos associados ao consumo excessivo e crônico de proteína, atribuídos à sobrecarga das vias de metabolização e de excreção de compostos nitrogenados. No rim, pode-se observar aumento da produção de ureia e hiperfiltração glomerular, com potencial de lesão intraglomerular em indivíduos suscetíveis. No fígado, intensificam-se a desaminação e o ciclo da ureia, elevando a produção de amônia, especialmente em contextos de imaturidade. Do ponto de vista metabólico, o excesso proteico pode estimular a secreção de insulina e de Fator de Crescimento Semelhante à Insulina tipo 1 (IGF-1), interferir no balanço energético e favorecer a lipogênese. Diante das evidências científicas atuais, não há indicação para o uso rotineiro de suplementos proteicos à base de whey protein e de creatina em crianças e adolescentes saudáveis. Nessa fase, deve-se priorizar a construção do comportamento alimentar e a oferta de uma alimentação diversificada, capaz de atender às necessidades nutricionais de cada etapa do desenvolvimento. O uso indiscriminado desses suplementos, além de favorecer a ingestão excessiva de nutrientes com potencial de sobrecarga de órgãos e sistemas, também expõe as crianças e adolescentes a aditivos alimentares (corantes, conservantes, emulsificantes) e pode determinar a substituição de refeições, contribuindo para práticas alimentares inadequadas e para o desenvolvimento de uma relação disfuncional com a alimentação, cenário frequentemente agravado pela influência das redes sociais e por padrões corporais idealizados. O ato de se alimentar não se limita ao consumo de nutrientes, mas integra um processo relacional, cultural e identitário, construído no convívio familiar e social e marcado por escolhas, preparo e modos de consumo que expressam valores, tradições e vínculos afetivos. 

   Considerações finais

   O uso de suplementos proteicos à base de whey protein e de creatina não é indicado para crianças saudáveis e não deve ser adotado de forma rotineira na adolescência. Uma alimentação saudável, variada e baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, em preparações culinárias, é suficiente para atender às necessidades nutricionais e promover a formação de hábitos alimentares adequados. A suplementação deve ser reservada a situações clínicas específicas, com avaliação individualizada e acompanhamento profissional. O pediatra desempenha papel central na orientação de famílias, crianças e adolescentes, sendo fundamental esclarecer que esses suplementos não são necessários para o crescimento e desenvolvimento adequados. A abordagem deve contemplar a educação nutricional, a valorização de práticas alimentares saudáveis e a discussão crítica sobre influências externas, como o marketing e as mídias sociais. Além disso, é essencial reconhecer precocemente o uso inadequado desses produtos e intervir de forma oportuna. O cuidado com a alimentação na infância e na adolescência constitui uma estratégia fundamental para a promoção da saúde ao longo da vida.


Disponível em https://www.sbp.com.br/pediatras-alertam-sobre-perigos-douso-de-suplementos-proteicos-de-whey-protein-e-creatina-por-criancas-eadolescentes/  


No segmento “Tais características favorecem a percepção equivocada...”, o termo destacado classifica-se como 
Alternativas
Q4174413 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Qual a pior fase da vida para ganhar peso, segundo este estudo.

A partir da análise de dados de mais de 600 mil pessoas, os cientistas conseguiram identificar a janela da vida em que as alterações no corpo elevam mais os riscos à saúde


O impacto do ganho de peso sobre a saúde não depende apenas de quanto se engorda ao longo da vida, mas também do momento em que isso acontece. Um estudo de larga escala conduzido por pesquisadores da Universidade de Lund, na Suécia, aponta que o início da idade adulta é o período mais crítico: ganhar peso cedo está associado a um risco significativamente maior de morte prematura no futuro.

A análise reuniu dados de mais de 600 mil pessoas, acompanhados entre os 17 e os 60 anos, com múltiplas medições de peso ao longo do tempo, de forma a observar trajetórias reais de mudança corporal ao longo de décadas, em vez de depender de relatos retrospectivos dos participantes.

"Nossa descoberta mais consistente é que o ganho de peso em uma idade mais jovem está associado a um risco maior de morte prematura na velhice", afirma Tanja Stocks, epidemiologista e uma das autoras do estudo, em comunicado. "Isso em comparação com pessoas que ganham menos peso."

Os resultados mostram que indivíduos que desenvolveram obesidade entre os 17 e os 29 anos tiveram cerca de 70% mais chances de morrer durante o período de acompanhamento, em comparação com aqueles que não se tornaram obesos antes dos 60 anos.

Em termos práticos, isso significa que, se 10 em cada 1.000 pessoas sem obesidade precoce morreram ao longo do estudo, esse número sobe para cerca de 17 entre aqueles que ganharam peso mais cedo.
No trecho: "O impacto do ganho de peso sobre a saúde não depende apenas de quanto se engorda ao longo da vida, mas também do momento em que isso acontece", o termo destacado classifica-se como:
Alternativas
Q4167383 Português

Buganvílias

    Nossa casa é antiga, embora não secular – explicava-me aquela senhora – e o senhor sabe como essas construções antigas têm pé-direito alto, um despropósito. Nossos dois andares enfrentam bem uns três dos edifícios vizinhos. Isso lhe dará ideia da altura de minhas buganvílias, pois as raízes delas se misturam com os alicerces, e temos praticamente dois telhados: o comum, e esse lençol rubro de flores, quando vem pintando a primavera.
    Não, não pense que as flores cobrem o telhado: elas formam o seu teto especial, no terraço, dominando a pérgula – e a boa senhora sorriu – que o antigo proprietário fez questão de construir, para dar um ar meio silvestre, meio parnasiano, àquela superfície árida de ladrilhos. Nossa casa está longe de ser bonita, embora eu goste muito dela; e quando as buganvílias funcionam a todo vapor, na florescência, não imagina como a nossa modesta alvenaria se transforma numa coisa espetacular, todo aquele dilúvio de escarlate que a brisa do Brasil beija e balança, os ladrilhos também se deixam atapetar de florinhas, e até o cãozinho, indo brincar no terraço, costuma voltar trazendo no pelo branco manchas encarnadas de primavera. Caem florinhas nas panelas da cozinheira, cá embaixo, e se a gente deixar entreaberta a janela do banheiro, pode tomar seu banho de Bougainvillea spectabilis, Willd., o que nome tenha; sei que é uma nictaginácea, ouviu?
    Tudo isso é simpático, mas tem seus inconvenientes. Quando nos instalamos, um mestre de obras ponderou: “Eu, se fosse madame, cortava essas trepadeiras. Veja como os troncos encorparam, e como as paredes vão trincando. A raiz está abalando tudo”. Não tive coragem de matar uma planta de Deus, aliás duas, subindo lado a lado, confundindo lá em cima os galhos e fazendo de nossa casa uma coisa diferente, no cinzento da Zona Sul (os moradores dos edifícios garantem que, vista do alto, a casa vale muito mais do que vista da rua, por causa das buganvílias, que fazem bem aos olhos). E depois, já tivemos que sacrificar a goiabeira para abrir mais uma caixa d’água subterrânea, Deus nos perdoe. Não, as buganvílias, não. A casa pode vir abaixo, e seremos soterrados sob tijolos e flores, mas todo o poder às buganvílias!
    Há dias foi engraçado, porque convidamos um casal para almoçar, e já na horinha me lembrei que não tínhamos flores em casa. Fui comprá-las correndo, mas a greve da Leopoldina acabara com elas, ou era a própria greve das flores, que pediam aumento de orvalho; não havia uma triste corola à venda. E não era dia de feira no bairro, de sorte que não se podia recorrer a flores de calçada. Voltei de alma ferida, porque se pode trabalhar sem flor, dormir sem flor, mas comer sem flor é desagradável, tira o sal. Estava imersa em vil desânimo, quando me pousou no nariz, trazida pelo vento, a florinha de buganvília, cujos ramos estão explodindo de vermelho, entre pinceladas verdes. Voei ao quarto de depósito, saí de lá brandindo a escada de três metros, e icei-a na pérgula. E com risco de romper o esqueleto, pois escada de casa velha também é velha e desconjuntada, aos olhos divertidos ou indignados da vizinhança, fui ceifando com tesoura aquele mar de florinhas sanguíneas. Enchi duas cestas enormes, e nunca minha casa ficou tão bonita como enfeitada assim à última hora, sem gastar um cruzeiro; o casal ficou encantado, mas que beleza de flor, então eu expliquei que buganvília não tem propriamente flores, tem brácteas, que são folhas iguais às outras, mas valorizadas pelo vermelho. Deu tudo certo, e eu senti que os imensos pés de buganvílias me agradeciam e pagavam dessa maneira a decisão de poupar-lhes a vida até a consumação dos séculos – ou da nossa velha casa, que eles vão destruindo poeticamente.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. Fala, amendoeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.)

De acordo com a estrutura linguística dos trechos destacados, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q4156089 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O amor é uma rocha sedimentar



Sobre as camadas invisíveis do coração


-



Outro dia, peguei uma pedra nas mãos. Era uma dessas comuns. Bem ordinária, para falar a verdade. Passei o dedo pelas faixas de cores, notei espessuras variadas. As listrinhas imediatamente lembraram à pequena Cíntia que amava Ciências na quinta série que aquela devia ser uma rocha sedimentar.


Desde cedo, amei descobrir que as rochas sedimentares são como grandes livros de histórias. Por serem feitas de deposições lentas de poeira, areia, matéria orgânica e restos de outras rochas, armazenam e preservam vestígios de vidas que passaram por ali. É como se o tempo tivesse decidido botar nelas sua própria caligrafia.


Já reparou que algumas emoções pedem da gente esse tempo rabiscado com intenção? Um tipo de assentamento, uma acomodação lenta e gradativa, sabe? O amor, por exemplo. Fiquei pensando no amor como uma rocha sedimentar.


Não falo apenas do amor romântico das propagandas de margarina que cristalizaram padrões inatingíveis e limitados do que aprendemos sobre o amor. Também não me refiro àquele sentimento inflamado de urgências que confundimos com amor e mais parece fogo de palha. Falo menos ainda daquele conformismo morno batizado de amor, mas que tem como sobrenome a desesperança de encontrar algo melhor a esta altura da vida... (Que vida?)


Penso no amor como algo que se forma devagar, pela acumulação de pequenos gestos intencionais, atravessando o tempo e as intempéries. Aquela emoção que às vezes leva eras para se transformar em algo sólido. Que _______ de camadas e mais camadas de escolhas que _______ sua singularidade.


Não amei meus filhos a primeira vez que os vi. Aqueles bebês com cheirinho inesquecível me _______ um misto de medo e ternura. Impotência e encantamento. Desespero e coragem em estado bruto. Mas o amor... ah, o amor foi se desenhando nas madrugadas.


Nos pequenos sorrisos que já não eram mais reflexos inatos, e sim manifestações de excitação pela descoberta do mundo. Nos choros – os deles e principalmente os meus. No acelerar do coração ao vê-los se lambuzar com uma manga docinha pela primeira vez, como fazia meu pai, até as últimas vezes... No alívio daquele cocô que chega como um prêmio depois de uma semana de constipação. O amor é movimento e participar dele ativamente é um pré-requisito.


A escritora Bell Hooks ensina que o amor não é apenas um sentimento, mas uma ação, escolha e compromisso de nutrir o crescimento espiritual próprio e do outro. Isso cabe no amor entre mãe e filhos, cabe na paternidade, no amor romântico, no amor entre irmãos, entre amigos, entre quaisquer pessoas... Amar alguém é integrar um processo de formação. Lembrando que os vestígios de todos os envolvidos estarão presentes. 

No trecho "É como se o tempo tivesse decidido botar nelas sua própria caligrafia." (2º parágrafo), o termo destacado mantém relação coesiva anafórica com a expressão: 
Alternativas
Q4147937 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Por que roupas estão tão caras na Argentina

 

Em lojas nos Estados Unidos e no Chile, muitos argentinos aproveitam viagens para comprar roupas mais baratas do que as vendidas na Argentina. Antes de viajar, muitos já se organizam financeiramente para trazer peças do exterior. Enquanto isso, quem permanece no país prolonga o uso das roupas, recorre a brechós ou parcela compras com juros elevados.

Segundo dados oficiais, a Argentina possui as roupas mais caras da região. Uma camiseta de marca internacional chegou a custar quase o dobro do preço praticado no Brasil antes da redução das tarifas de importação adotada pelo governo.

Embora haja consenso de que os preços estão elevados, não existe acordo sobre a solução. O setor têxtil defende redução de impostos e proteção à produção nacional, enquanto o governo aposta na abertura econômica e no aumento das importações.

Empresários afirmam que mais da metade do preço final corresponde a impostos. Entre eles estão tributos sobre consumo, movimentações bancárias, pagamentos com cartão e custos financeiros do parcelamento, muito utilizado no país.

Segundo representantes do setor, roupas produzidas na Argentina poderiam custar até trinta por cento menos se fossem vendidas em países vizinhos. Nos últimos meses, houve queda nas vendas, fechamento de mais de mil lojas e perda de milhares de empregos formais na indústria têxtil.

O governo rejeita a ideia de destruição de empregos e afirma que ocorre apenas uma migração da força de trabalho para setores mais competitivos.

Especialistas também atribuem os altos preços às antigas barreiras às importações. Antes das mudanças recentes, roupas estrangeiras enfrentavam tarifas elevadas para entrar no país, protegendo a indústria local da concorrência externa.

O governo atual afirma que esse modelo favorecia empresários sem estimular competição real. Por isso, reduziu tarifas de importação, facilitou compras internacionais pela internet e eliminou exigências burocráticas para entrada de produtos estrangeiros.

As mudanças afetaram diretamente a indústria local. Embora os preços das roupas tenham subido menos do que a inflação geral, a produção nacional caiu de forma significativa. Empresários afirmam que a abertura econômica, combinada aos altos impostos e à queda do consumo, reduziu a competitividade da indústria argentina diante de produtos importados, principalmente os chineses.

O presidente argentino defende que o país deve concentrar esforços nos setores em que possui maior capacidade competitiva e afirma que a indústria têxtil precisa investir mais em inovação e design.

Representantes do setor criticam essa visão e consideram injusta a comparação direta com a indústria chinesa, devido às diferenças de custos.

Economistas reconhecem que a abertura econômica traz benefícios no longo prazo, mas alertam que a velocidade das mudanças prejudica empresas que precisariam de mais tempo para adaptação.

 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyp1e0nl5lo.adaptado.

A construção argumentativa do texto articula diferentes posições sobre os pregos das roupas na Argentina por meio de retomadas referenciais, conectivos e encadeamentos lógicos que contribuem para a progressao tematica.
De acordo com o texto apresentado sobre o mercado têxtil argentino, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4146170 Português
O desafio do 5.5G


    Enquanto mais faixas são leiloadas e a implementação do 5G segue, a indústria de telecomunicações no Brasil vive um momento de pragmatismo estratégico. Nos últimos meses do ano passado veio à tona o posicionamento das gigantes do setor - Vivo, Claro e TIM - diante da evolução do 5.5G no mundo. Com velocidade três vezes superior ao 5G, além de outras características que melhor atendem à evolução da inteligência artificial generativa, o 5.5G, ou 5G Advanced (5GA), como tecnicamente é conhecido, por ora não é o foco nos planos de investimentos. O momento é de observação e pequenos testes.


    Após investirem dezenas de bilhões de reais para implementar e consolidar a infraestrutura do 5G ao redor do território brasileiro, as operadoras demonstram cautela em relação a sua evolução. É que o ciclo de negócios do 5G ainda está em desenvolvimento e o capital massivo injetado nas antenas e leilões de frequências ainda não gerou o retorno esperado sobre o investimento (ROI), evidenciou uma reportagem do Estadão. Desde que começou a ser implementado em 2020. O 5G brasileiro cobre cerca de 1,2 mil cidades e alcançava, ao final de 2025, 73% da população. Em termos de adesão, o serviço já contabiliza 50 milhões de clientes, mas isso representa aproximadamente 19% da base total de usuários móveis no País. É um cenário que evidencia a ainda vasta avenida de crescimento para o 5G convencional antes que a migração para o próximo patamar se torne uma necessidade comercial imperativa.


    Por sua vez, o 5.5G - tecnicamente chamado de 5G Advanced (5GA) - já está disponível por meio de fornecedores globais como Ericsson, Huawei e Nokia desde 2024. No Brasil, contudo, o que se observa são testes controlados e lançamentos pontuais. As teles têm ativado o sinal em áreas geográficas restritas e voltadas a nichos específicos.


    Um dos principais gargalos é a barreira de entrada para o consumidor. A oferta de smartphones aptos a processar o sinal 5.5G ainda é baixa, e os preços desses dispositivos raramente ficam abaixo dos R$ 2,5 mil, o que restringe o acesso às classes de menor renda. Apesar da resistência comercial imediata, o potencial técnico do 5.5G é inegável e aponta para o futuro da conectividade. A tecnologia proporciona uma velocidade média de 1,5 gigabit por segundo (Gbps), patamar três vezes superior ao 5G atual.


    Além da rapidez, o sistema oferece latência reduzida, menor consumo de energia e a capacidade de conectar simultaneamente um número significativamente maior de dispositivos em uma única antena. Na prática, isso soluciona o travamento de vídeos em locais com altíssima densidade de pessoas, como estádios e festivais. Mas o desafio de 2026 para as operadoras, contudo, não é apenas técnico e sim de gestão: equilibrar o apetite por inovação com a saúde financeira de um setor que ainda está pagando a conta da revolução anterior.


Revista Isto É Dinheiro - Ed. 28. 17/04/2026 (adaptado)
No que concerne ao emprego e à classificação de numerais, pronomes e verbos no texto, a análise que descreve corretamente o funcionamento gramatical do termo destacado é: 
Alternativas
Q4145720 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que roupas estão tão caras na Argentina


Em lojas nos Estados Unidos e no Chile, muitos argentinos aproveitam viagens para comprar roupas mais baratas do que as vendidas na Argentina. Antes de viajar, muitos já se organizam financeiramente para trazer peças do exterior. Enquanto isso, quem permanece no país prolonga o uso das roupas, recorre a brechós ou parcela compras com juros elevados.


Segundo dados oficiais, a Argentina possui as roupas mais caras da região. Uma camiseta de marca internacional chegou a custar quase o dobro do preço praticado no Brasil antes da redução das tarifas de importação adotada pelo governo.


Embora haja consenso de que os preços estão elevados, não existe acordo sobre a solução. O setor têxtil defende redução de impostos e proteção à produção nacional, enquanto o governo aposta na abertura econômica e no aumento das importações.


Empresários afirmam que mais da metade do preço final corresponde a impostos. Entre eles estão tributos sobre consumo, movimentações bancárias, pagamentos com cartão e custos financeiros do parcelamento, muito utilizado no país.


Segundo representantes do setor, roupas produzidas na Argentina poderiam custar até trinta por cento menos se fossem vendidas em países vizinhos. Nos últimos meses, houve queda nas vendas, fechamento de mais de mil lojas e perda de milhares de empregos formais na indústria têxtil.


O governo rejeita a ideia de destruição de empregos e afirma que ocorre apenas uma migração da força de trabalho para setores mais competitivos.


Especialistas também atribuem os altos preços às antigas barreiras às importações. Antes das mudanças recentes, roupas estrangeiras enfrentavam tarifas elevadas para entrar no país, protegendo a indústria local da concorrência externa.


O governo atual afirma que esse modelo favorecia empresários sem estimular competição real. Por isso, reduziu tarifas de importação, facilitou compras internacionais pela internet e eliminou exigências burocráticas para entrada de produtos estrangeiros.


 As mudanças afetaram diretamente a indústria local. Embora os preços das roupas tenham subido menos do que a inflação geral, a produção nacional caiu de forma significativa. Empresários afirmam que a abertura econômica, combinada aos altos impostos e à queda do consumo, reduziu a competitividade da indústria argentina diante de produtos importados, principalmente os chineses.


O presidente argentino defende que o país deve concentrar esforços nos setores em que possui maior capacidade competitiva e afirma que a indústria têxtil precisa investir mais em inovação e design.


Representantes do setor criticam essa visão e consideram injusta a comparação direta com a indústria chinesa, devido às diferenças de custos.


Economistas reconhecem que a abertura econômica traz benefícios no longo prazo, mas alertam que a velocidade das mudanças prejudica empresas que precisariam de mais tempo para adaptação.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyp1e0nl5lo.adaptado.

A construção argumentativa do texto articula diferentes posições sobre os preços das roupas na Argentina por meio de retomadas referenciais, conectivos e encadeamentos lógicos que contribuem para a progressão temática.


De acordo com o texto apresentado sobre o mercado têxtil argentino, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Ano: 2026 Banca: CIAAR Órgão: CIAAR Prova: CIAAR - 2026 - CIAAR - Farmácia Bioquímica |
Q4141783 Português

Leia a oração abaixo.



Os que aqui se deparam desejam ser selecionados.



O termo destacado é um:

Alternativas
Q4135752 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

OMS aprova primeiro tratamento de malária para recém-nascidos

-

Assim como a grande maioria das enfermidades transmitidas por mosquitos, a malária é uma doença tropical negligenciada. Por isso, só agora o primeiro tratamento destinado a recém-nascidos e bebês pequenos (pesando entre dois e cinco quilos) foi pré-qualificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Essa é a principal novidade da instituição alusiva ao Dia Internacional da Malária – que ocorreu em 25 de abril. De acordo com um comunicado da OMS, a designação de pré-qualificação indica que o medicamento atende a padrões internacionais de qualidade, segurança e eficácia. "A pré-qualificação da OMS permitirá compras pelo setor público, contribuindo para fechar uma lacuna histórica de tratamento para cerca de 30 milhões de bebês que nascem a cada ano em áreas endêmicas de malária na África", diz a publicação.

Esse é um tratamento que une arteméter e lumefantrina. Atualmente, bebês com malária são medicados com formulações destinadas a crianças mais velhas. Isso aumenta o risco de erros de dosagem, efeitos colaterais e toxicidade.

"Durante séculos, a malária roubou filhos de seus pais, e saúde, recursos e esperança das comunidades", diz Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. "Mas hoje a história está mudando. Novas vacinas, testes para diagnóstico, mosquiteiros de nova geração e medicamentos eficazes, inclusive os adaptados para os mais jovens, estão ajudando a reverter esse quadro. Acabar com a malária em nossa vida já não é um sonho — é uma possibilidade real, mas apenas com efetivo compromisso político e financeiro. Agora nós podemos. Agora nós devemos", complementa.

[...]

Segundo o mais recente relatório da OMS sobre a malária, houve uma estimativa de 282 milhões de casos e 610 mil mortes em 2024. Isso representa um aumento em relação ao ano anterior. Apesar de ser facilmente tratável, uma pesquisa publicada em abril aponta que a malária pode afetar a cognição de crianças até uma década após a infecção.

As duas vacinas desenvolvidas contra a malária são recentes, com a pioneira sendo aprovada pela OMS em 2021. Camarões foi o primeiro país com uma campanha de vacinação, realizada em 2024 para bebês.

Transmitida pelo mosquito-prego (Anopheles), a doença é endêmica na Amazônia, mas os imunizantes não estão disponíveis em nosso país. O principal motivo é o fato de que as vacinas disponíveis agem sobre o parasita plasmodium falciparum e mais de 80% dos casos brasileiros são causados pelo plasmodium vivax
No trecho "Isso aumenta o risco de erros de dosagem, efeitos colaterais e toxicidade", o termo destacado retoma:
Alternativas
Q4135694 Português
Mulheres que amam de menos... (Martha Medeiros).

Eu quero dar meu depoimento. Creio ter um problema. Se mulheres que amam demais são aquelas que sufocam seus parceiros, que não confiam neles, que investigam cada passo que eles dão e que não conseguem pensar em mais nada a não ser em fantasiosas traições, então eu preciso admitir: sou uma mulher que ama de menos.
Eu nunca abri a caixa de mensagens do celular do meu marido.
Eu nunca abri um papel que estivesse em sua carteira.
Eu nunca fico irritada se uma colega de trabalho telefona pra ele.
Eu não escuto a conversa dele na extensão.
Eu não controlo o tanque de gasolina do carro dele para saber se ele andou muito ou pouco.
Eu não me importo quando ele acha outra mulher bonita, desde que ela seja realmente bonita.
Se não for, é porque ele tem mau gosto
Eu não me sinto insegura se ele não me faz declarações de amor a toda hora.
Eu não azucrino a vida dele.
Segundo o que tenho visto por aí, meu diagnóstico é lamentável: eu o amo pouco. Será?
Obsessão e descontrole são doenças sérias e merecem respeito e tratamento, mas batizar isso de "amar demais" é uma romantização e um desserviço às mulheres e aos homens. Fica implícito que amar tem medida, que amar tem limite, quando na verdade amar nunca é demais. O que existem são mulheres e homens que têm baixa autoestima, que têm níveis exagerados de insegurança e que não sabem a diferença entre amor e possessão. E tem aqueles que são apenas ciumentos e desconfiados, tornando-se chatos demais.
Mas se todo mundo concorda que uma patologia pode ser batizada de "amor demais", então eu vou fundar As Mulheres que Amam De Menos, porque, pelo visto, quem é calma, quem não invade a privacidade do outro e quem confia na pessoa que escolheu pra viver também está doente.
Citando-se os pronomes demonstrativos este(a), este(s), esta(s), isto, esse(a), esse(s), essa(s), isso, aquele(a), aquele(s), aquela(s), aquilo, coloque (V) verdadeiro ou (F) falso e marque a alternativa correta.
( ) Este, esse e aquele são chamados de pronomes demonstrativos, porque indicam algo que está próximo ou distante da pessoa que fala ou que ouve.
( ) 1ª pessoa: situação no espaço - (objetos próximos de quem fala) - este, esta, estes, estas, isto.
( ) 2ª pessoa: situação no espaço - (objetos próximos de quem ouve) -aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo.
( ) 3ª pessoa: situação no espaço - (objetos distantes de quem fala e de quem ouve) – esse, essa, esses, essas, isso. 
Alternativas
Q4132723 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que é a leitura profunda e por que ela faz bem para o cérebro.


Não há nada menos natural do que ler" para os seres humanos. É o que aponta a pesquisa da neurocientista Maryanne Wolf — e isso não é, de forma alguma, algo ruim.

"A alfabetização é uma das maiores invenções da espécie humana", diz a especialista americana. Além de útil, é tão poderosa que transforma nossas mentes. "Ler literalmente muda o cérebro."

Mas o avanço da tecnologia e a proliferação das mídias digitais têm modificado profundamente a forma como lemos.

Apesar de estarmos lendo mais palavras do que nunca — uma média estimada de cerca de 100 mil por dia —, a maioria vem em pequenas pílulas nas telas de celulares e computadores, e muita coisa é lida "por alto".

Essas mudanças de hábito têm preocupado cientistas porque, entre outros motivos, a transformação de novas informações em conhecimento consolidado nos circuitos cerebrais requer múltiplas conexões com habilidades de raciocínio abstrato que muitas vezes faltam na leitura digital.

Ao contrário da linguagem oral, da visão ou da cognição, não existe uma programação genética nos humanos para aprender a ler.

Se uma criança, em qualquer parte do mundo, estiver em um ambiente em que as pessoas a seu redor conversam umas com as outras, sua linguagem será naturalmente ativada.

O mesmo não acontece com a leitura, que implica a aquisição de um código simbólico completo, visual e verbal.

É uma invenção relativamente recente — "é uma piscadela em nosso relógio evolutivo: mal tem 6 mil anos", diz Wolf.

"Começou de forma simples, para marcar quantas taças de vinho ou ovelhas tínhamos. E, com o nascimento dos sistemas alfabéticos, passamos a ter um meio eficiente de armazenar e compartilhar conhecimento", ressalta a neurocientista.

"Ler é um conjunto adquirido de habilidades que literalmente muda o cérebro. Permite fazer novas conexões entre regiões visuais, regiões da linguagem, regiões de pensamento e emoção", completa.

Essa transformação começa com cada novo leitor.

"A habilidade de ler não existe dentro de nossa cabeça. Cada pessoa que aprende a ler tem que criar um novo circuito em seu cérebro."

E isso abre portas para um novo mundo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgk00njgeevo
"Não há nada menos natural do que ler para os seres humanos. É o que aponta a pesquisa da neurocientista Maryanne Wolf — e isso não é, de forma alguma, algo ruim."

Os pronomes demonstrativos são importantes mecanismos de coesão e coerência. Com base em seu uso no trecho, identifique a alternativa incorreta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: Prefeitura de Macaé - RJ Provas: FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Cirurgião-Dentista - Pacientes com Necessidades Especiais | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Cirurgião-Dentista Protesista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico Diarista Infectologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Enfermeiro do Trabalho | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Diarista Neurologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico Diarista Pediatra | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Diarista Cardiologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Diarista Pneumologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico Cirurgião Pediátrico | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico da Estratégia Saúde da Família | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I - Diarista Endocrinologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Diarista Geriátrico | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Diarista Mastologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Diarista Proctologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Diarista Psiquiatra | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Cirurgião-Dentista Bucomaxilofacial Diarista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Cirurgião-Dentista Estomatologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Cirurgião-Dentista Odontopediatra | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Patologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico I – Reumatologista | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Médico Plantonista Endoscopista Digestivo | FGV - 2026 - Prefeitura de Macaé - RJ - Cirurgião-Dentista Endodontista |
Q4132642 Português
No mesmo artigo está presente um segundo aspecto de nosso sistema de saúde:
“Financiamento e Recursos. A falta de recursos financeiros adequados e a gestão ineficiente dos fundos destinados à saúde são desafios críticos. Isso afeta a capacidade dos hospitais e centros de saúde em oferecer serviços de qualidade.”
Sobre a estruturação ou significação desse texto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4123653 Português
“Estavam todos tão acostumados que ele aprovasse tudo que nem o escutaram, literalmente, e ele estava tão desacostumado a se fazer ouvir que se lembra não do volume real de sua intervenção – um balbucio, o vestígio de um sussurro de objeção –, mas do volume do clamor de indignação que fervia dentro de si e al qual tentou, em vão, dar voz. Ele se ouviu dizer, com toda intensidade necessária, aquilo que queria ter dito, e não aquilo que os outros ouviram”. (Trecho de “O adversário”, de Emmanuel Carrère).  
No trecho "Ele se ouviu dizer, com toda intensidade necessária, aquilo que queria ter dito, e não aquilo que os outros ouviram", o vocábulo "aquilo" exerce a função de:  
Alternativas
Q4123652 Português
“Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse, ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimentos. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida. E era justamente nesses dias de parco ou nenhum alimento que ela mais brincava com as filhas”. (Trecho de “Olhos d’água, de Conceição Evaristo).  
Observe o período: "E era justamente nesses dias de parco ou nenhum alimento que ela mais brincava com as filhas." Sobre os elementos linguísticos presentes nesse trecho, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4122500 Português
Durante muito tempo, o turismo foi associado à ideia de liberdade. Viajar significava escolher o destino, o que ver, como experimentar o mundo. Um exercício de autonomia individual − com as restrições, claro, do bolso de cada um. Essa imagem, entretanto, não explica bem o turismo contemporâneo.

Hoje, o ato de viajar é governado por três fatores que raramente aparecem juntos no debate público: o desejo individual, a mediação digital e a geopolítica. Quando combinados, fica mais claro o que está acontecendo com o turismo global. Ele bateu recorde em 2025 — 1,5 bilhão de visitas internacionais, segundo a ONU — mas nunca foi tão regulado, filtrado e, de certa forma, antecipado.

Vamos começar pelo indivíduo. Ainda existe a ideia de que viajar nos transforma, amplia horizontes, nos torna mais tolerantes, mais interessantes. Essa crença vem de longe. Mark Twain escreveu que "viajar é fatal para o preconceito, a intolerância e as mentes limitadas".

Na prática, acontece muitas vezes o oposto. A filósofa Agnes Callard, num ensaio na revista The New Yorker, coloca isso de um jeito meio desconfortável: o turista já sabe, antes de partir, o que será quando voltar. "Viajar é um bumerangue", escreve. "É algo que te devolve exatamente ao lugar de onde você partiu." Viajamos para confirmar o que já esperávamos, não para desfazer expectativas. A viagem, assim, não rompe com o cotidiano, ela só o reproduz em outro cenário.

Soma-se a isso a proliferação dos algoritmos, cada vez mais treinados e afiados. Destinos já não são descobertos, e sim sugeridos. Experiências não são vividas espontaneamente, mas antecipadas, roteirizadas e, acima de tudo, registradas. O que antes se vivia para depois compartilhar, hoje se vive (quase que somente) para compartilhar.


(Disponível em: https://l1nk.dev/ia9oaaq. Acesso em 16 mai. 2026. Adaptado.)
Analise o trecho a seguir com atenção, observando as escolhas feitas pela autora para a construção dos sentidos, e, em seguida, analise as sentenças:
"A viagem, assim, não rompe com o cotidiano, ela só o reproduz em outro cenário. Soma-se a isso a proliferação dos algoritmos, cada vez mais treinados e afiados."
I.A palavra destacada em "o reproduz" é um pronome pessoal, tendo como referente o substantivo "cotidiano", substituindo-o.
II.O pronome demonstrativo "isso" foi usado para substituir toda a ideia contida no período anterior, evitando repetições desnecessárias.
III.O pronome pessoal "ela" é completamente desnecessário no contexto, uma vez que ele apenas repete seu referente "viagem", sem estabelecer nenhum efeito de sentido no contexto.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4119617 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Feiras como ambientes de aprendizagem

    A feira e um fenômeno na historia econômica e sociocultural da modernidade. precedida pelo mercado, pode ser interpretada como um fenômeno social total, cuja análise sobre o exercício da troca desde as antigas civilizações e sugestiva quando se examina o potencial de aprendizagem de feiras.
    O fenômeno da troca está arraigado nas práticas sociais desde as civilizações mais antigas e representa muito mais que um interesse econômico: as trocas são fenômenos sociais 'totais' e expressam ao mesmo tempo e de uma só vez todas as espécies de instituições: religiosas, jurídicas e morais.
   Feiras são eventos que representam um microcosmo das indústrias que representam, abrigando variadas ações de compradores e vendedores, provedores de serviços, parceiros, organismos setoriais e regulatórios, que expõem e analisam produtos e/ou serviços para a realização de negócios.
    As feiras criam um ambiente especial, social, lúdico, que muitas vezes sugere lazer, no qual os membros de uma organização podem interagir intensamente com clientes, competidores e fornecedores. Esses traços conferem _ feiras a qualidade de um contexto favorável aprendizaoem.
  Identifica-se nas feiras um ambiente propício ao estabelecimento da justaposição entre ordem e desordem, humor e emoção, reconhecidos facilitadores da aprendizagem. A aprendizagem organizacional é facilitada quando a ordem está justaposta à desordem, pois é nesses momentos que as pessoas conseguem perceber o que é, geralmente, imperceptível. Tais momentos não são obvios nem podem ser confundidos com as atividades formalmente voltadas à aprendizagem.
  Existem facilitadores da aprendizagem, os quais estão implícitos em mensagens complexas transmitidas em situações de humor, improvisação, pequenas vitórias etc. São ocasiões que representam momentos de aprendizado, mas que geram consequências importantes para a organização.
    Cabe ainda observar que, na base da valorização do contexto social na aprendizagem, estão as ideias do construtivismo social, que considera a existência na mente dos aprendizes de uma Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), que representa a diferença entre o que o aprendiz pode fazer individualmente e aquilo que é capaz de atingir através da interação social, cultural e contextual.
    A ideia da ZDP sugere, em cada momento do desenvolvimento cognitivo de uma pessoa, a existência de uma 'janela de aprendizagem" que pode ser mais ou menos estreita. A aplicação dessa ideia no desenho de contextos de aprendizagem implica prover às pessoas um leque diversificado de atividades e de conteúdos, de modo que cada uma possa personalizar suas aprendizagens dentro da estrutura das metas e objetivos de um determirrado programa de aprendizagem.
    No caso específico das Íeiras, estas se configuram em oportunidades em que profissionais e especialistas de uma determinada área se agrupam, permitindo a qualquer interessado aprender não só de forma objetiva, mas também de forma tácita, a respeito de diferentes conteúdos e habilidades vinculados ao seu trabalho.
     Em suma, as feiras, expressão da cultura dos negócios, constituem-se como um evento social com amplo potencial de aprendizado para as empresas.

Adaptado de: Jefferson Setubal e yeda de Souza. Feiras setoriais e seu potencial para a aprendizagem organizacional. Teoria e Evidência Econômica, Passo Fundo, 2004.
Leia o fragmento: No caso específico das feiras, estas se configuram em oportunidades em que profissionais e especialistas. O pronome denronstrativo sublinhado exerce a função de: 
Alternativas
Q4118784 Português
Leia o excerto a seguir:

"Outro dia eu estava guardando roupa limpa quando encontrei uma camiseta antiga, já meio 'cansada' na gola, dessas que perderam a utilidade de impressionar alguém e ganharam a utilidade mais nobre de guardar uma vida ou uma lembrança dentro. Na hora me lembrei de um fim de tarde da minha juventude, eu usando aquela camiseta, sentado na calçada da casa da minha mãe, sem nada urgente para fazer e sem a menor culpa por isso."

(Disponível em: https://sl1nk.com/i0ved4z. Acesso em 15 mai 2026. Adaptado.)

Os pronomes demonstrativos mostram o que é deduzível do contexto ou da situação(o que foi mencionado antes ou que ainda será mencionado). Isso implica em o referente não estar apenas explícito na materialidade do texto, mas também externo ao texto, o que exige do leitor a mobilização de conhecimentos para estabelecer as relações e construir os sentidos de sua leitura. Analise os pronomes demonstrativos destacados no excerto, assim como as sentenças a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)O pronome "essa" em "dessas que perderam a utilidade de impressionar alguém", substitui o substantivo "camisetas", evitando sua repetição desnecessária.
(__)Ainda a respeito do pronome "essa", autor não se refere a uma camiseta específica que está próxima a ele, mas a um tipo de camiseta que ele julga ser comum também para o leitor: uma camiseta qualquer, que qualquer pessoa pode ter, bastante usada.
(__)Em "eu usando aquela camiseta", o papel do pronome demonstrativo é determinar o substantivo, ou seja, o autor não se refere a qualquer camiseta, mas à mencionada no início do texto, de gola "cansada", e que o fez rememorar uma situação.
(__)Em "sem a menor culpa por isso", o pronome demonstrativo tem como referente todo o fato narrado pelo autor do texto.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4118739 Português
Leia o excerto a seguir:

"Outro dia eu estava guardando roupa limpa quando encontrei uma camiseta antiga, já meio 'cansada' na gola, dessas que perderam a utilidade de impressionar alguém e ganharam a utilidade mais nobre de guardar uma vida ou uma lembrança dentro. Na hora me lembrei de um fim de tarde da minha juventude, eu usando aquela camiseta, sentado na calçada da casa da minha mãe, sem nada urgente para fazer e sem a menor culpa por isso."
(Disponível em: https://sl1nk.com/i0ved4z. Acesso em 15 mai 2026. Adaptado.)

Os pronomes demonstrativos mostram o que é deduzível do contexto ou da situação(o que foi mencionado antes ou que ainda será mencionado). Isso implica em o referente não estar apenas explícito na materialidade do texto, mas também externo ao texto, o que exige do leitor a mobilização de conhecimentos para estabelecer as relações e construir os sentidos de sua leitura. Analise os pronomes demonstrativos destacados no excerto, assim como as sentenças a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)O pronome "essa" em "dessas que perderam a utilidade de impressionar alguém", substitui o substantivo "camisetas", evitando sua repetição desnecessária.
(__)Ainda a respeito do pronome "essa", autor não se refere a uma camiseta específica que está próxima a ele, mas a um tipo de camiseta que ele julga ser comum também para o leitor: uma camiseta qualquer, que qualquer pessoa pode ter, bastante usada.
(__)Em "eu usando aquela camiseta", o papel do pronome demonstrativo é determinar o substantivo, ou seja, o autor não se refere a qualquer camiseta, mas à mencionada no início do texto, de gola "cansada", e que o fez rememorar uma situação.
(__)Em "sem a menor culpa por isso", o pronome demonstrativo tem como referente todo o fato narrado pelo autor do texto.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4118603 Português
Leia o excerto a seguir:

"Outro dia eu estava guardando roupa limpa quando encontrei uma camiseta antiga, já meio 'cansada' na gola, dessas que perderam a utilidade de impressionar alguém e ganharam a utilidade mais nobre de guardar uma vida ou uma lembrança dentro. Na hora me lembrei de um fim de tarde da minha juventude, eu usando aquela camiseta, sentado na calçada da casa da minha mãe, sem nada urgente para fazer e sem a menor culpa por isso."
(Disponível em: https://sl1nk.com/i0ved4z. Acesso em 15 mai 2026. Adaptado.)

Os pronomes demonstrativos mostram o que é deduzível do contexto ou da situação(o que foi mencionado antes ou que ainda será mencionado). Isso implica em o referente não estar apenas explícito na materialidade do texto, mas também externo ao texto, o que exige do leitor a mobilização de conhecimentos para estabelecer as relações e construir os sentidos de sua leitura. Analise os pronomes demonstrativos destacados no excerto, assim como as sentenças a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)O pronome "essa" em "dessas que perderam a utilidade de impressionar alguém", substitui o substantivo "camisetas", evitando sua repetição desnecessária. 
(__)Ainda a respeito do pronome "essa", autor não se refere a uma camiseta específica que está próxima a ele, mas a um tipo de camiseta que ele julga ser comum também para o leitor: uma camiseta qualquer, que qualquer pessoa pode ter, bastante usada.
(__)Em "eu usando aquela camiseta", o papel do pronome demonstrativo é determinar o substantivo, ou seja, o autor não se refere a qualquer camiseta, mas à mencionada no início do texto, de gola "cansada", e que o fez rememorar uma situação.
(__)Em "sem a menor culpa por isso", o pronome demonstrativo tem como referente todo o fato narrado pelo autor do texto.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Respostas
21: B
22: B
23: A
24: A
25: B
26: E
27: D
28: B
29: C
30: A
31: B
32: D
33: C
34: D
35: B
36: C
37: A
38: D
39: B
40: C