Questões de Concurso
Sobre problemas da língua culta em português
Foram encontradas 4.579 questões
Dois empresários do sul do Japão lançaram um sorvete de besugo – tipo de peixe – como uma nova sobremesa muito adequada para as festas de fim de ano e como uma forma de incentivar as crianças a comer pescado, informou o jornal Asahi.
O sorvete, que é vendido em potes individuais, conta com duas variedades, uma em sabor salgado e outra com gosto de baunilha. O novo produto foi idealizado e comercializado por Hiromi Mizokawa, de 38 anos, responsável da empresa de equipes de pesca LIGHT, e Katsuya Shiba, de 37, presidente da companhia de pesca Kieimaru Suisan.
Os dois empresários usaram, além disso, a assessoria de cozinheiros de sushi da cidade de Yonago (sudoeste), que desenvolveram a técnica de transformar a carne de besugo em flocos de neve secos que enfeitam a sobremesa, que por enquanto só é vendida na cidade litorânea de Wakayama (sul).
Além de considerá-lo uma boa forma de fazer as crianças gostarem de pescado, seus responsáveis lembram que o besugo é um peixe associado à boa sorte no Japão, por isso que se trata da “sobremesa ideal para as festas de ano novo”.
http://noticias.terra.com.br/mundo/asia/... - adaptado.
Em relação ao uso dos porquês, analisar os itens abaixo:
I - Por quê: utiliza-se antes de sinal de pontuação.
II - Porquê: utilizado como substantivo, exceto quando determinado por artigo ou pronome.
III - Por que: utiliza-se em qualquer lugar da frase, em perguntas ou quando pode ser substituído por “motivo”.
IV - Porque: utiliza-se apenas no final das frases, em respostas.
Está(ão) CORRETO(S):
Um grupo de amigos foi ___ Alemanha ___ um mês e retorna daqui ____ duas semanas.
Considerando a ortografia oficial, completam, CORRETA e respectivamente as lacunas acima os expostos em:
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
O que nosso cérebro faz de nós

Leia o fragmento de texto abaixo e identifique a alternativa que preencha adequadamente as lacunas em branco.
Grande parte dos debates políticos contemporâneos é sobre como promover a prosperidade, melhorar nosso padrão de vida, ou impulsionar o desenvolvimento econômico. ......... nos importamos com essas coisas? A resposta mais óbvia é: ................. achamos que a prosperidade nos torna mais felizes do que seríamos sem ela – como indivíduos ou como sociedade. A prosperidade é importante ............. contribui para o nosso bem-estar. Para explorar essa ideia, voltamo-nos para o utilitarismo, a mais influente explicação do ............... e do “como” maximizar o bem-estar ou (como definem os utilitaristas) procurar a máxima felicidade para o maior número de pessoas.
(SANDEL, Michael. Justiça: o que é fazer a coisa certa. 13. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014).
Analise as frases a seguir:
I. Quero acordar mais cedo, mas durmo tarde todos os dias.
II. Quero acordar mas cedo, mais durmo tarde todos os dias.
Marque o item VERDADEIRO:
Texto II
De fracassos e de acertos
Há uns poucos anos, escrevi o poema “Outra vez, janeiro”, cujos primeiros versos são assim: janeiro chegou manhoso./Novamente, estendeu-me a mão/corajoso/mesmo a olhar/trás e adiante/certezas incertas/incertezas certas.(...) O mês de janeiro do ano de 2014 chegou nada manhoso. Aliás, sem denguices e bastante descontrolado, prossegue despejando sobre o mundo água, neve, calor, frio, tudo em demasia e de modo insensato, causando graves problemas que põem à prova até a fé de muitos homens de boa vontade.
(...) Este primeiro mês do calendário de 2014 já faz o mundo pressentir muitas “certezas incertas e incertezas certas”, que fatalmente irão surgir no passar do ano. Nós, brasileiros, temos fortes indícios de que estremecimentos maiores virão por aí, pela inflação que ganha impulso, pelos setores públicos da educação e saúde cada vez mais deixando a desejar, pelo agravamento da violência urbana que atinge assustador nível de crueldade, pela espera bastante temerosa de dois grandes acontecimentos que o Brasil tem pela frente: a Copa do Mundo e as Eleições Governamentais.
Eu sei que muitos dos problemas acima não são de agora e que, apenas passando de um ano para outro, eles jamais serão resolvidos. (...) Já passados o Natal e o réveillon, a vida prossegue com seu jogo nada estável, no qual até o menor dos atos jamais descarta as duas possibilidades que os sustêm: o sucesso ou o fracasso. Especialmente a este respeito, o físico e escritor Marcelo Gleiser publicou em 22/12/2013, jornal Folha de São Paulo, um belíssimo artigo intitulado “Homenagem ao fracasso”, no qual enfatiza a importância das muitas e necessárias repetições, esforço às vezes desmedido, para que pouco a pouco, desses fracassos aconteçam indispensá- veis acertos para a história dos homens.
(CAMPOS,Heloísa Helena de, Diário da Manhã,22/01/2014)
Julgue as afirmações abaixo com base nos recursos lingüísticos utilizados na construção do texto em análise:
I Na expressão “certezas incertas/incertezas certas” há um recurso estilístico conhecido como antítese.
II No trecho “...janeiro de 2014 chegou nada manhoso. Sem denguices e bastante descontrolado, prossegue despejando sobre o mundo água, neve, calor, frio, tudo em demasia e de modo insensato...” há uma prosopopéia ou personificação.
III “...causando graves problemas que põem à prova até a fé dos homens de boa vontade”.O vocábulo “até” destaca o elemento menos importante desse trecho.
IV O texto de Heloísa Helena é um artigo de opinião. O emprego da primeira pessoa do singular expresso em expressões como “escrevi”, “Eu sei que”, é característica do registro coloquial e inadequado para esse gênero textual.
Está correto o que se afirma em:
___________ situações insustentáveis do lixo no Brasil. Esse problema chega ________ autoridades que deverão tomar ______ providências cabíveis
Memória só registra acontecimentos após os quatro anos de idade
Uma pesquisa desenvolvida na Memorial University of Newfoundland, no Canadá, afirma que não nos lembramos dos acontecimentos da nossa primeira infância porque nos esquecemos deles enquanto ainda somos crianças.
O estudo reuniu 140 crianças com idade entre quatro e 13 anos. Na primeira fase do estudo, elas eram convidadas a contar as memórias mais antigas de que tinham lembrança. Dois anos depois, as crianças da pesquisa contaram novamente as suas lembranças mais antigas e tiveram ainda que estimar quantos anos elas tinham quando tudo aconteceu.
Os pesquisadores notaram que as crianças mais novas trocaram as memórias velhas por mais recentes. Já as maiores mantiveram as mesmas lembranças. Foi concluído, portanto, que as crianças se esquecem dos primeiros anos de vida logo na infância.
_______ isso acontece?
A neurociência não tem certeza. Uma das hipóteses é de que, nos primeiros anos de vida, nosso cérebro ainda não estaria pronto para gravar memórias para a vida inteira. Estruturas cerebrais responsáveis por processar e arquivar informações não estão totalmente desenvolvidas aos dois ou três anos.
Os pesquisadores afirmam que os acontecimentos de antes dos três anos são gravados na memória por meio de códigos não linguísticos, que não fazem sentido depois que somos adultos. O fato de as lembranças mais claras coincidirem com o início da alfabetização só reforça essa teoria.
Para a psicanálise, porém, parte da infância é esquecida porque as lembranças são conflitantes, dolorosas. Eliminamos da consciência tudo aquilo que traz conflito ao mandar para o inconsciente. Nessa visão, o ser humano sofre os efeitos dessas memórias encobertas pelo resto da vida. Daí viriam alguns medos e traumas.
http://www.minhavida.com.br/familia/... - adaptado
A causa e o efeito
1 Pedindo vênia aos doutos ministros do Supremo Tribunal Federal que gastaram muito latim para julgar os réus do mensalão, vou gastar o meu pouco latim, que aprendi na lógica de Aristóteles em versão escolástica de Tomás de Aquino:
4 "Posita causa, positur effectus; variata causa, variatur effectus; sublata causa, tollitur effectus." O latim é macarrônico demais, não precisaria de tradução, mas aí vai: pondo, variando ou eliminando a causa, põe-se, varia-se ou elimina-se o efeito.
7 O efeito, até agora, foi a prisão de alguns dos condenados do mensalão, mas a causa não foi a corrupção pessoal dos autores materiais dos diversos crimes cuja causa seria o fortalecimento do governo petista, que mantém uma perspectiva operacional de permanecer 20 anos no poder.
11 Resumindo: mais uma vez, a causa de tantos crimes foi o poder, o poder em si mesmo, autor intelectual de uma vasta rede de corrupção em diferentes níveis.
13 Pelo que se apurou nas infindáveis sessões do Supremo Tribunal Federal, chegou-se a um "capo di tutti i capi" na pessoa simpática e já histórica de José Dirceu, que ocupava a sala ao lado de outra sala, por sinal, mais poderosa e da qual emanava o combustível que mantinha a engrenagem funcionando.
17 Do ponto de vista jurídico, a justiça parece que foi feita, em que pesem pequenos ajustes nas penas e até mesmo na mecânica dos crimes.
19 Do ponto de vista filosófico, o "quid prodest" que foi a causa da corrupção generalizada, a Justiça chegou até onde podia chegar, funcionários de média ou grande importância, não ultrapassando os limites que poderiam gerar uma grave e até mesmo sangrenta crise institucional.
Carlos Heitor Cony
Extraído
de:http://www1.folha.uol.com.br/colunas/carlosheitorcony/2013/ 11/1373203-a-causa-e-o-efeito.shtml
Preencha corretamente as lacunas:
____ muito tempo que te procuro, que te espero. ____ minha vida não é mais a mesma, meus dias são tristes, meu coração chora.
_____! Tão lindos foram aqueles dias. Quão remotos são eles.
Preenche correta e respectivamente as lacunas a alternativa:
Instrução: A questão esta relacionada à redação oficial.
Assinale a alternativa que apresenta um
enunciado formulado de acordo com as normas da
língua escrita culta.
Instrução: A questão esta relacionada à redação oficial.
Assinale a alternativa que apresenta um
enunciado formulado de acordo com as normas da
língua escrita culta.
Pitangueira inspiradora
As árvores daquele bosque tornavam o residencial ainda mais atraente e harmonioso. Em pouco tempo, a pitangueira passou a mesclar o verde das folhas com vários tons de vermelho das frutinhas. Os pássaros sentiam-se em casa, como que num grande refeitório. As duas meninas, Luisa e Mariana, gostavam de brincar no bosque. Naquela manhã, sem nenhum ruído estrondoso, _________ uma fantástica ideia: colher pitangas e vender aos moradores. Colhidas as frutas, tocaram …...... campainha dos apartamentos: três pitangas por um real. Os rendimentos seriam destinados ao Projeto Mão Amiga, que _________ crianças em situação de vulnerabilidade social.
Senti uma grande emoção quando recebi um saquinho com as moedas arrecadadas com a comercialização das pitangas. Um gesto que ultrapassou a quantidade para elevar a solidariedade. Pensei comigo: o mundo não está perdido, como alguns pensam. Quando crianças de sete anos colhem algumas frutinhas para ajudar outras crianças, em situação menos favorável, a esperança de um mundo novo deixa de ser distante e anônima. Nem os pais sabiam do incrível plano de ação fraterna. A alegria contagiou os presentes. O fato não sai da lembrança. Um aprendizado e tanto.
Toda vez que meus olhos alcançarem uma pitangueira recordarei do doce coração das duas meninas que comercializaram pitangas, para auxiliar outras crianças em situação social desfavorável. Onde está alguém fazendo o bem, a emoção se torna incontida. Evidente que esses gestos deveriam estar multiplicados nos diversos ambientes de convivência humana. Afinal, a bondade nunca deixou de ser significativa. Talvez os humanos andaram um tanto esquecidos de tal prática. Aprender com as crianças é alcançar a essência.
Nem todos levam jeito para comercializar pitangas. Porém, todos podem usar da criatividade que é inerente …...... bondade. Faz bem fazer o bem. Se não …...... nada para ser ofertado, ainda assim restam muitas opções: escutar quem necessita desabafar, abraçar quem já não tem motivos para continuar a caminhada, sorrir para quem foi tomado pela tristeza, acolher quem está sem rumo, amar quem nunca provou da gratuidade do amor. Antes que a pitangueira _________ novamente, é importante dar-se conta que somente um coração de criança é capaz de entender que a fraternidade é possível e que a solidariedade é um fruto encontrado em todas as estações.
(Frei Jaime Bettega – Jornal Correio Riograndense – 18/11/2015 – adaptado)



