Questões de Concurso
Sobre problemas da língua culta em português
Foram encontradas 4.319 questões
Ontem não vieste à aula ________? Não vim à aula ontem ________ estava gripado. As escolas ________ andei são todas municipais.
A sociedade atual caracteriza-se pela informação, especialmente a que se veicula nas redes. As notícias chegam aos computadores, tablets, celulares com muita agilidade e o leitor as obtém mediante um simples toque numa tecla. Contudo, a velocidade não pode afetar a forma de ler, interpretar, analisar, deduzir, captar o conteúdo do texto com percepção crítica e contextualizada.
As afirmações a seguir dizem respeito a sua constituição.
I - O termo “a”, em destaque, funciona como pronome demonstrativo.
II - Considerando-se a norma culta, há quebra de paralelismo no segundo e no último período.
III - O conectivo “contudo” introduz uma informação adicional ao que foi informado anteriormente.
IV - O termo “as”, em destaque, desempenha a função de predicativo do sujeito.
Das afirmações, estão corretas
Pendurou a última bola na árvore de Natal e deu alguns passos atrás. Estava bonita. Era um pinheiro artificial, mas parecia de verdade. Só bolas vermelhas. Nunca deixava de armar sua árvore, embora as amigas dissessem que era bobagem fazer isso quando se mora sozinha. Olhou com mais vagar. Na luz do fim de tarde, notou que sua imagem se espelhava nas bolas. Em todas elas, lá estava seu rosto, um pouco distorcido, é verdade - mas sorrindo. “Estão vendo?”, diria às amigas se estivessem por perto. “Eu não estou só”.
(Heloísa Seixas, disponível em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/ fq251209.htm.Acesso em 19/12/14 )
Considere o trecho abaixo para responder à questão
“Era um pinheiro artificial, mas parecia de verdade. Só bolas vermelhas.
Nunca deixava de armar sua árvore, embora as amigas dissessem que era bobagem fazer isso quando se mora sozinha.”
Assinale a alternativa cujo termo em destaque NÃO tenha o mesmo sentido que a palavra “só” em “Só bolas vermelhas”:
Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do texto abaixo.
Produtividade é o que se busca na essência. Só houve racionalidade na indústria, depois de décadas de desperdício, depois que os computadores começaram __(1)__ ser interligados uns aos outros. O nosso tempo, este da ampliação extraordinária da internet, onipresente e onisciente, é o melhor dos mundos para o salto de produtividade. Com a internet das coisas, estaremos aptos __(2)__ levantar informações detalhadíssimas, o que ajudará __(3)__ administrar melhor qualquer negócio e o tempo que __(4)__ para realizá-lo. Para entender como esse novíssimo movimento tecnológico transformará __(5)__ sociedade, em todos os aspectos, basta olhar __(6)__ nossa volta, observar nossa casa e o escritório de trabalho. Quanto tempo se demora ajustando a temperatura do chuveiro antes de tomar banho? Ou enchendo de gasolina o tanque do carro? Pagando contas bancárias? Com a internet das coisas, não nos preocuparemos com nada disso. Os aparelhos que nos rodeiam, conectados entre si e programados para compreender os hábitos de seus donos, se encarregarão sozinhos de resolver __(7)__ maior parte dos afazeres do dia a dia. Soa longínquo? Não é. __(8)__ hoje experiências interessantíssimas do bom uso da internet plugada em objetos.
(Adaptado de VEJA, 22 de janeiro, 2014)
Assinale a opção que corresponde a erro gramatical ou de grafia de palavra na transcrição do texto.
Nos últimos 20 anos, os emergentes viram dobrar sua participação no PIB mundial. Conforme o progresso técnico se dissemina (1) nesses países, surge uma nova classe média global - e não há nenhum sinal de que (2) esse movimento se esgotará (3) tão logo.
A prosperidade, é claro, não está garantida. A questão principal, no longo prazo, diz respeito mais às reformas internas que precisam ser implementadas cujo (4) jogo de comparações e modismos.
Serão vitoriosos os países que conseguirem não só integrar melhor suas economias nas cadeias produtivas de alto valor em escala mundial, como também (5) modernizar suas instituições e, especialmente, desenvolver capital humano.
(Adaptado de Folha de S. Paulo, 10/2/2014)
Assinale a opção que corresponde a erro gramatical ou de grafia de palavra na transcrição do texto.
A eficiência no uso dos recursos públicos é, cada vez mais, uma exigência da sociedade. Esta espera que a prestação de serviços governamentais ocorra (1) com qualidade, utilizando racionalmente os recursos dos contribuintes. Nesse sentido, diversos estudos têm (2) surgido afim de (3) discutir a qualidade das administrações públicas.
O que se nota é que o maior controle está associado à (4) maior rigidez institucional, o que, se por um lado, pode coibir o comportamento corrupto do gestor público, por outro lado pode também reduzir seu incentivo em adotar comportamento inovador por temer que a inovação seja (5) considerada ilegal, comprometendo sua carreira.
(Adaptado de http://www.brasil-economia-governo.org.br/2012/11/21/ gestao-publica-mais-eficiente/)
Brasil visto por um francês...
E não é que ele tem razão em muita coisa?
Chorei de rir! Não que eu concorde com todos os argumentos. É muito óbvio que a única experiência desse francês de 29 anos, que mora há um ano em Belo Horizonte, foi em uma cidade grande. Certamente se tivesse vivido em uma cidade de interior ou nos longínquos cantos que nem nós brasileiros conhecemos direito sua impressão fosse muito diferente.
A seguir, o Brasil do ponto de vista do simpático Olivier Teboul, recheado de uma gramática cheia de sotaque e erros de português perdoáveis.
"Aqui são umas das minhas observações, as vezes um pouco exageradas, sobre o Brasil. Nada sério.
— Aqui no Brasil, tudo se organiza em fila: fila para pagar, fila para pedir, fila para entrar, fila para sair e fila para esperar a próxima fila. E duas pessoas ja bastam para constituir uma fila.
— Aqui no Brasil, o ano começa depois do Carnaval.
— Aqui no Brasil é comum de conhecer alguem, bater um papo, falar 'a gente se vê, vamos combinar, ta?', e nem trocar telefone.
— Aqui no Brasil, o clima é muito bom. Tem bastante sol, não esta frio, todas as condições estão reunidas para poder curtir atividades fora. Porem, os domingos, se quiser encontrar uma alma viva no meio da tarde, tem que ir pro shopping. As ruas estão as moscas, mas os shopping estão lotados. Shopping é a coisa mais sem graça do Brasil.
— Aqui no Brasil, as pessoas acham que dirigir mal, ter transito, obras com atraso, corrupção, burocracia, falta de educação, são conceitos especificamente brasileiros. Mas nunca fui num país onde as pessoas dirigem bem, onde nunca tem transito, onde as obras terminam na data prevista, onde corrupção é só uma teoria, onde não tem papelada para tudo e onde tudo mundo é bem educado!
— Aqui no Brasil, o povo é muito receptivo. É natural acolher alguem novo no seu grupo de amigos. Isso faz a maior diferencia do mundo. Obrigado, brasileiros."
ARANTES, Ceres. Brasil visto por um francês... E não é que ele tem razão em muita coisa?
Disponível em <http://sonhosemmosaico.wordpress.com/2013/04/16/brasil-visto-por-um-frances-e-nao-e-que-ele-tem-razao-em-muita-coisa/>
Sobre redação oficial, considere as afirmativas abaixo.
1. As comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser compreendidas por todo e qualquer cidadão brasileiro, por isso, há que evitar o uso de gíria, regionalismos vocabulares ou jargão técnico.
2. Os textos oficiais, por seu caráter impessoal, por sua finalidade de informar com o máximo de clareza e concisão, eles requerem o uso do padrão culto da língua.
3. Há consenso de que o padrão culto é aquele em que se observam as regras da gramática formal.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Brasil visto por um francês...
E não é que ele tem razão em muita coisa?
Chorei de rir! Não que eu concorde com todos os argumentos. É muito óbvio que a única experiência desse francês de 29 anos, que mora há um ano em Belo Horizonte, foi em uma cidade grande. Certamente se tivesse vivido em uma cidade de interior ou nos longínquos cantos que nem nós brasileiros conhecemos direito sua impressão fosse muito diferente.
A seguir, o Brasil do ponto de vista do simpático Olivier Teboul, recheado de uma gramática cheia de sotaque e erros de português perdoáveis.
"Aqui são umas das minhas observações, as vezes um pouco exageradas, sobre o Brasil. Nada sério.
— Aqui no Brasil, tudo se organiza em fila: fila para pagar, fila para pedir, fila para entrar, fila para sair e fila para esperar a próxima fila. E duas pessoas ja bastam para constituir uma fila.
— Aqui no Brasil, o ano começa depois do Carnaval.
— Aqui no Brasil é comum de conhecer alguem, bater um papo, falar 'a gente se vê, vamos combinar, ta?', e nem trocar telefone.
— Aqui no Brasil, o clima é muito bom. Tem bastante sol, não esta frio, todas as condições estão reunidas para poder curtir atividades fora. Porem, os domingos, se quiser encontrar uma alma viva no meio da tarde, tem que ir pro shopping. As ruas estão as moscas, mas os shopping estão lotados. Shopping é a coisa mais sem graça do Brasil.
— Aqui no Brasil, as pessoas acham que dirigir mal, ter transito, obras com atraso, corrupção, burocracia, falta de educação, são conceitos especificamente brasileiros. Mas nunca fui num país onde as pessoas dirigem bem, onde nunca tem transito, onde as obras terminam na data prevista, onde corrupção é só uma teoria, onde não tem papelada para tudo e onde tudo mundo é bem educado!
— Aqui no Brasil, o povo é muito receptivo. É natural acolher alguem novo no seu grupo de amigos. Isso faz a maior diferencia do mundo. Obrigado, brasileiros."
ARANTES, Ceres. Brasil visto por um francês... E não é que ele tem razão em muita coisa?
Disponível em <http://sonhosemmosaico.wordpress.com/2013/04/16/brasil-visto-por-um-frances-e-nao-e-que-ele-tem-razao-em-muita-coisa/>
Considere as afirmativas abaixo.
1. "Aqui são umas das minhas observações, as vezes um pouco exageradas, sobre o Brasil." Esta frase, escrita em português correto, ficaria assim: Aqui estão algumas das minhas observações, às vezes um pouco exageradas, sobre o Brasil.
2. No trecho . .se quiser encontrar uma alma viva no meio da tarde.." o autor empregou a figura de linguagem chamada pleonasmo.
3. Na frase "As ruas estão as moscas, mas os shopping estão lotados.'; deve haver ocorrência de crase.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
A linguagem é um instrumento eficaz para atingir objetivos em um mundo marcado pela complexidade de relações humanas. Ela nos permite entrar em relação com outras pessoas, trocar informações, expressar afetos e emoções, solicitar o auxílio do outro, levar o outro a agir, influenciá‐lo em suas decisões e ações. É através da linguagem que materializamos nossas intenções em relação ao outro. Segundo Peter Drucker, um dos pensadores modernos da administração, 60% de todos os problemas administrativos resultam de ineficiência e falhas na comunicação. Não só na área empresarial, mas também em todos os outros domínios que demandam relações entre pessoas, a comunicação é importante e sua ineficiência pode causar prejuízos materiais, afetivos e pessoais.
(Wander Emediato. A fórmula do texto – redação, argumentação e leitura. São Paulo: Geração Editorial, 2004.)
Considerando que seja acrescentado “isso ocorre ______________” antes do trecho: “60% de todos os problemas administrativos resultam de ineficiência e falhas na comunicação”, a lacuna seria preenchida corretamente por
I. por que.
II. por quê.
III. porque.
IV. porquê.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) forma(s)
TRINTA ANOS DE UMA FRASE INFELIZ
Ele não podia ter arrumado outra frase? Vá lá que haja perpetrado grande feito indo à Lua, embora tal empreendimento soe hoje exótico como uma viagem de Gulliver. Mas Neil Armstrong, o primeiro astronauta a pisar na Lua, precisava ter dito: “Este é um passo pequeno para um homem, mas um salto gigantesco para a humanidade”? Não podia ter-se contentado com algo mais natural (“Quanta poeira” por exemplo), menos pedante (“Quem diria, conseguimos”), mais útil como informação (“Andar aqui é fácil/difícil; gostoso/dói a perna”) ou mais realista (“Estou preocupado com a volta”)?
Não podia. Convencionou-se que eventos solenes pedem frases solenes. Era preciso forjar para a ocasião uma frase “histórica”. Não histórica no sentido de que fica guardada para a posteridade – a posteridade guarda também frases debochadas, como “Se eles não têm pão, comam brioches”. Histórica, no caso, equivale à frase edificante. É a história em sua versão, velhusca e fraudulenta, de “Mestra da Vida”, a História rebaixada a ramo da educação moral e cívica. À luz desse entendimento do que é “histórico”, Armstrong escolheu sua frase. Armstrong teve tanto tempo para pensar, no longo período de preparativos, ou outros tiveram tempo de pensar por ele, no caso de a frase lhe ter sido oferecida de bandeja, junto com a roupa e os instrumentos para a missão, e foi sair-se com um exemplar do primeiro gênero. Se era para dizer algo bonito, por que não recitou Shakespeare? Se queria algo inteligente, por que não encomendou a Gore Vidal ou Woody Allen?
(Roberto Pompeu de Toledo, Veja, 2000)
Assinale a alternativa que completa adequadamente os espaços em branco da frase a seguir. __________________você não veio?
______________ eu estava passando _________. Estava com dor de cabeça.




