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Questões de Concurso Comentadas sobre preposições em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 2.226 questões

Q774606 Português

A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto anteriormente apresentado, julgue o próximo item.

Seriam mantidos o sentido e a correção gramatical do texto caso fosse introduzida a preposição sobre imediatamente após “perguntou-lhe” (l.11).

Alternativas
Q772857 Português
SMS NÃO PIORA ORTOGRAFIA DOS ADOLESCENTES, DIZ ESTUDO
19/03/2014 Fonte: zerohora.clicrbs.com.br. Disponível em: http://www.soportugues.com.br/secoes/artigo.php?indice=78 Acesso em: 17 janeiro 2015
    As mensagens de texto não têm influência negativa sobre a ortografia dos estudantes e ainda oferecem uma oportunidade adicional para a prática da escrita, afirma um estudo realizado por pesquisadores franceses.
   "É o nível geral da ortografia dos alunos que determina o tipo de erros presentes no SMS, e não o contrário", resume o Centro de Pesquisa sobre a Cognição e a Aprendizagem (CNRS/ Université de Poitiers/Université François Rabelais de Tours) em um comunicado divulgado nesta terça-feira. O estudo se baseia em 4.524 mensagens escritas por 19 jovens de 12 anos que não possuíam telefone celular antes do início da pesquisa.
  As abreviações ou variações e aproximações ortográficas de uma palavra em relação à escrita tradicional utilizadas nos SMS são frequentemente apontadas pelos pais e professores como a causa das dificuldades de ortografia entre os estudantes.
   Esse estudo mostra que, quando os jovens começam a escrever SMS, "é o nível de escrita tradicional que determina a forma dos SMS enviados, e não os SMS que influenciam negativamente a ortografia tradicional". E quando a prática do envio de SMS já está enraizada, após um ano, "não há nenhuma ligação entre o nível de ortografia tradicional e a forma dos SMS", asseguram os pesquisadores.
  "Ao contrário dos temores muitas vezes expressados, são bons alunos os que fazem um monte de abreviações com o código ortográfico tradicional e os menos bons as praticam menos", segundo o CNRS. Longe de ser uma ameaça para o nível de ortografia da juventude, os SMS são, portanto, "uma chance nova e adicional para praticar a expressão escrita".
   Além disso, a escrita tradicional ensinada na escola e as mensagens de texto redigidas fora de qualquer quadro institucional "dependem das mesmas habilidades cognitivas", garantem os pesquisadores. Estudos recentes sobre a língua inglesa e finlandesa também demonstraram que não havia ligação entre o nível ortográfico dos alunos com idades entre 9 e 12 anos e os "erros" nos SMS.
  Uma vez que o celular e o SMS são usados com facilidade e entusiasmo por adolescentes, "eles poderiam ser usados como um suporte de aprendizado escolar, ideia que a Unesco já havia defendido em 2010", acreditam os pesquisadores. O trabalho foi publicado no Journal of Computer Assisted Learning. 
Assinale a alternativa em que as palavras destacadas no trecho a seguir tenham sido corretamente classificadas, na ordem em que aparecem. “As abreviações ou variações e aproximações ortográficas de uma palavra em relação à escrita tradicional utilizadas nos SMS são frequentemente apontadas [...]”. 
Alternativas
Q770744 Português

Considere o texto baseado na tirinha a seguir.

Imagem associada para resolução da questão

Zlitz adverte o companheiro _____________ que estão perdidos no espaço. Zlotz, mostrando-se _________________ , mas _____________ , afirma que tem um mapa ______________ qual poderão se orientar. Porém o mapa ___________ que ele faz menção é astrológico, o que é inútil para que possam encontrar a rota desejada.

Para que o texto esteja correto de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa e mantenha-se fiel ao sentido da tirinha, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, por:

Alternativas
Q768266 Português

No que se refere às ideias e aos sentidos do texto CB2A6AAA e à sua classificação quanto ao tipo e ao gênero textual, julgue o próximo item.

A preposição “para” (l.7) introduz, no período em que ocorre, uma ideia de finalidade.

Alternativas
Q767168 Português

Texto: Mais poder digital

Quem tem mais de 40 anos deve lembrar que acessar um computador não era tarefa fácil nos anos 80. Nos primeiros modelos de computadores pessoais que chegaram ao Brasil, a tela escura do monitor era inundada por letrinhas verdes e muitos códigos. Para muitos parecia assustador. Para mim, a descoberta de um universo fascinante. A curiosidade e o desejo de desvendar esse novo mundo me levaram ao aprendizado da programação, que definiu a minha vida profissional e pessoal.

A mudança foi grande, e hoje o acesso à internet abrange 77% dos jovens brasileiros de 10 a 17 anos, dos quais 83% usam a rede via seus celulares inteligentes, segundo o Cetic.br (2014). Com apenas um toque, fazemos ligações, tiramos fotos e gravamos vídeos, além de navegarmos por informações e serviços em todo o mundo.

Mas um estudo recente do Banco Mundial revela que, apesar de o acesso a novas tecnologias ter alcançado 40% da população global, nem sempre isso é sinônimo de desenvolvimento: em muitos países, persistem problemas impedindo a inclusão, a eficiência e a inovação. Para que os benefícios cheguem a todas as camadas sociais, o relatório recomenda investimento em educação e ensino das tecnologias de informação e comunicação, o que merece atenção urgente dos governos e da sociedade brasileira.

A inclusão digital deixou de ser nosso principal desafio, como era em 1995, quando fundei o CDI (Comitê para Democratização de Informática) para levar computadores a comunidades do Rio. Evoluímos nosso propósito para o empoderamento digital, usando a tecnologia como algo transformador, potencializando a autonomia, a criatividade e a colaboração para resolver problemas sociais. Isso é possível.

Quando os jovens percebem que podem migrar de usuários a criadores de tecnologia, eles também descobrem um imenso potencial para reprogramar suas realidades. Blog que denuncia o acúmulo de lixo na comunidade, app que promove apoio a pacientes de câncer ou compartilha eventos culturais gratuitos são algumas ideias que surgem dessas mentes inquietas, grandes talentos e protagonistas das mudanças que querem ver no mundo.

Dominar ferramentas tecnológicas e a lógica da programação é habilidade cada vez mais necessária para pensar em soluções que vão revolucionar nossa relação com o mundo. Aprender a programar pode ser muito divertido porque é um trabalho feito coletivamente, colaborativo, criativo e desafiador.

Quando eu aprendi a programar, conheci uma nova linguagem, a linguagem dos sistemas e dos aplicativos (app). Habilidade que já é responsável por melhorar a empregabilidade e o rendimento escolar, além de abrir portas para o universo do empreendedorismo.

Empoderadas digitalmente, as novas gerações têm a chance de protagonizar imensas transformações. Em rede, podem tornar sua realidade melhor e mais positiva. Precisamos fomentar as possibilidades de ação e criação, usando a tecnologia para acessar oportunidades de trabalho, estudo e empreendedorismo. Com isso, poderemos reprogramar e redefinir todo o nosso sistema.

Rodrigo Baggio. O Globo, 01/09/2016, p. 17. Adaptado. Disponível em: http://oglobo.globo.com/opiniao/mais-poder-digital- 20029560 

Considere o seguinte fragmento do terceiro parágrafo para responder a questão a seguir.

“apesar de o acesso a novas tecnologias ter alcançado 40% da população global, nem sempre isso é sinônimo de desenvolvimento”

Em “apesar de o acesso” – evidencia-se um fato que distingue variações linguísticas. Conforme o padrão formal da nossa língua, nesse contexto, a contração da preposição com o artigo não é adequada. Entretanto, a preposição de pode corretamente se contrair com o artigo a em:

Alternativas
Q767161 Português

Texto: Mais poder digital

Quem tem mais de 40 anos deve lembrar que acessar um computador não era tarefa fácil nos anos 80. Nos primeiros modelos de computadores pessoais que chegaram ao Brasil, a tela escura do monitor era inundada por letrinhas verdes e muitos códigos. Para muitos parecia assustador. Para mim, a descoberta de um universo fascinante. A curiosidade e o desejo de desvendar esse novo mundo me levaram ao aprendizado da programação, que definiu a minha vida profissional e pessoal.

A mudança foi grande, e hoje o acesso à internet abrange 77% dos jovens brasileiros de 10 a 17 anos, dos quais 83% usam a rede via seus celulares inteligentes, segundo o Cetic.br (2014). Com apenas um toque, fazemos ligações, tiramos fotos e gravamos vídeos, além de navegarmos por informações e serviços em todo o mundo.

Mas um estudo recente do Banco Mundial revela que, apesar de o acesso a novas tecnologias ter alcançado 40% da população global, nem sempre isso é sinônimo de desenvolvimento: em muitos países, persistem problemas impedindo a inclusão, a eficiência e a inovação. Para que os benefícios cheguem a todas as camadas sociais, o relatório recomenda investimento em educação e ensino das tecnologias de informação e comunicação, o que merece atenção urgente dos governos e da sociedade brasileira.

A inclusão digital deixou de ser nosso principal desafio, como era em 1995, quando fundei o CDI (Comitê para Democratização de Informática) para levar computadores a comunidades do Rio. Evoluímos nosso propósito para o empoderamento digital, usando a tecnologia como algo transformador, potencializando a autonomia, a criatividade e a colaboração para resolver problemas sociais. Isso é possível.

Quando os jovens percebem que podem migrar de usuários a criadores de tecnologia, eles também descobrem um imenso potencial para reprogramar suas realidades. Blog que denuncia o acúmulo de lixo na comunidade, app que promove apoio a pacientes de câncer ou compartilha eventos culturais gratuitos são algumas ideias que surgem dessas mentes inquietas, grandes talentos e protagonistas das mudanças que querem ver no mundo.

Dominar ferramentas tecnológicas e a lógica da programação é habilidade cada vez mais necessária para pensar em soluções que vão revolucionar nossa relação com o mundo. Aprender a programar pode ser muito divertido porque é um trabalho feito coletivamente, colaborativo, criativo e desafiador.

Quando eu aprendi a programar, conheci uma nova linguagem, a linguagem dos sistemas e dos aplicativos (app). Habilidade que já é responsável por melhorar a empregabilidade e o rendimento escolar, além de abrir portas para o universo do empreendedorismo.

Empoderadas digitalmente, as novas gerações têm a chance de protagonizar imensas transformações. Em rede, podem tornar sua realidade melhor e mais positiva. Precisamos fomentar as possibilidades de ação e criação, usando a tecnologia para acessar oportunidades de trabalho, estudo e empreendedorismo. Com isso, poderemos reprogramar e redefinir todo o nosso sistema.

Rodrigo Baggio. O Globo, 01/09/2016, p. 17. Adaptado. Disponível em: http://oglobo.globo.com/opiniao/mais-poder-digital- 20029560 

Para que os benefícios cheguem a todas as camadas sociais, o relatório recomenda investimento em educação” (3º pará- grafo). Na locução em destaque, para introduz a noção de finalidade. Essa preposição assume o mesmo valor semântico em:
Alternativas
Q767159 Português

Texto: Mais poder digital

Quem tem mais de 40 anos deve lembrar que acessar um computador não era tarefa fácil nos anos 80. Nos primeiros modelos de computadores pessoais que chegaram ao Brasil, a tela escura do monitor era inundada por letrinhas verdes e muitos códigos. Para muitos parecia assustador. Para mim, a descoberta de um universo fascinante. A curiosidade e o desejo de desvendar esse novo mundo me levaram ao aprendizado da programação, que definiu a minha vida profissional e pessoal.

A mudança foi grande, e hoje o acesso à internet abrange 77% dos jovens brasileiros de 10 a 17 anos, dos quais 83% usam a rede via seus celulares inteligentes, segundo o Cetic.br (2014). Com apenas um toque, fazemos ligações, tiramos fotos e gravamos vídeos, além de navegarmos por informações e serviços em todo o mundo.

Mas um estudo recente do Banco Mundial revela que, apesar de o acesso a novas tecnologias ter alcançado 40% da população global, nem sempre isso é sinônimo de desenvolvimento: em muitos países, persistem problemas impedindo a inclusão, a eficiência e a inovação. Para que os benefícios cheguem a todas as camadas sociais, o relatório recomenda investimento em educação e ensino das tecnologias de informação e comunicação, o que merece atenção urgente dos governos e da sociedade brasileira.

A inclusão digital deixou de ser nosso principal desafio, como era em 1995, quando fundei o CDI (Comitê para Democratização de Informática) para levar computadores a comunidades do Rio. Evoluímos nosso propósito para o empoderamento digital, usando a tecnologia como algo transformador, potencializando a autonomia, a criatividade e a colaboração para resolver problemas sociais. Isso é possível.

Quando os jovens percebem que podem migrar de usuários a criadores de tecnologia, eles também descobrem um imenso potencial para reprogramar suas realidades. Blog que denuncia o acúmulo de lixo na comunidade, app que promove apoio a pacientes de câncer ou compartilha eventos culturais gratuitos são algumas ideias que surgem dessas mentes inquietas, grandes talentos e protagonistas das mudanças que querem ver no mundo.

Dominar ferramentas tecnológicas e a lógica da programação é habilidade cada vez mais necessária para pensar em soluções que vão revolucionar nossa relação com o mundo. Aprender a programar pode ser muito divertido porque é um trabalho feito coletivamente, colaborativo, criativo e desafiador.

Quando eu aprendi a programar, conheci uma nova linguagem, a linguagem dos sistemas e dos aplicativos (app). Habilidade que já é responsável por melhorar a empregabilidade e o rendimento escolar, além de abrir portas para o universo do empreendedorismo.

Empoderadas digitalmente, as novas gerações têm a chance de protagonizar imensas transformações. Em rede, podem tornar sua realidade melhor e mais positiva. Precisamos fomentar as possibilidades de ação e criação, usando a tecnologia para acessar oportunidades de trabalho, estudo e empreendedorismo. Com isso, poderemos reprogramar e redefinir todo o nosso sistema.

Rodrigo Baggio. O Globo, 01/09/2016, p. 17. Adaptado. Disponível em: http://oglobo.globo.com/opiniao/mais-poder-digital- 20029560 

Em “o acesso à internet abrange 77% dos jovens brasileiros de 10 a 17 anos, dos quais 83% usam a rede” (2º parágrafo), o termo em destaque é um pronome relativo (os quais) precedido de preposição (de). De forma idêntica, preenche corretamente a lacuna de:
Alternativas
Q2762556 Português

Texto – Saudade


1----------Conversávamos sobre saudade. E de

2---repente me apercebi de que não tenho

3---saudade de nada. (...) Nem da infância

4---querida, nem sequer das borboletas azuis,

5---Casimiro. Nem mesmo de quem morreu. De

6---quem morreu sinto é falta, o prejuízo da

7---perda, a ausência. A vontade da presença,

8---mas não no passado, e sim presença atual.

9---Saudade será isso? Queria tê-los aqui, agora.

10--Voltar atrás? Acho que não, nem com eles.

11----------A vida é uma coisa que tem de passar,

12--uma obrigação de que é preciso dar conta.

13--Uma dívida que se vai pagando todos os

14--meses, todos os dias. Parece loucura lamentar

15--o tempo em que se devia muito mais.

16----------Gostaria de ter palavras boas, eficientes,

17--para explicar como é isso de não ter

18--saudades; fazer sentir que estou exprimindo

19--um sentimento real, a humilde, a nua verdade.

20--Você insinua a suspeita de que talvez seja isso

21--uma atitude.(...) Pois então eu lhe digo que

22--essa capacidade de morrer de saudades, creio

23--que ela só afeta a quem não cresceu direito;

24--feito uma cobra que se sentisse melhor na

25--pele antiga, não se acomodasse nunca à pele

26--nova. (...)

27----------Fala que saudade é sensação de perda.

28--Pois é. E eu lhe digo que, pessoalmente, não

29--sinto que perdi nada. Gastei, gastei tempo,

30--emoções, corpo e alma. E gastar não é perder,

31--é usar até consumir.

32----------E não pense que estou a lhe sugerir

33--tragédias. Tirando a média, não tive quinhão

34--por demais pior que o dos outros. Houve

35--muito pedaço duro, mas a vida é assim

36--mesmo, a uns traz os seus golpes mais cedo e

37--a outros mais tarde; no fim, iguala a todos.

38----------Infância sem lágrimas, amada, protegida.

39--Mocidade - mas a mocidade já é de si uma

40--etapa infeliz. Coração inquieto que não sabe o

41--que quer, ou quer demais. Qual será, nesta

42--vida, o jovem satisfeito? Um jovem pode nos

43--fazer confidências de exaltação, de

44--embriaguez; de felicidade, nunca. Mocidade é

45--a quadra dramática por excelência, o período

46--dos conflitos, dos ajustamentos penosos, dos

47--desajustamentos trágicos. A idade dos

48--suicídios, dos desenganos e, por isso mesmo,

49--dos grandes heroísmos. É o tempo em que a

50--gente quer ser dono do mundo - e ao mesmo

51--tempo sente que sobra nesse mesmo mundo.

52--A idade em que se descobre a solidão

53--irremediável de todos os viventes. (...)

54----------Não sei mesmo como, entre as inúmeras

55--mentiras do mundo, se consegue manter essa

56--mentira maior de todas: a suposta felicidade

57--dos moços. Por mim, sempre tive pena deles,

58--da sua angústia e do seu desamparo.

59--Enquanto esta idade a que chegamos, você e

60--eu, é o tempo da estabilidade e das batalhas

61--ganhas. Já pouco se exige, já pouco se espera.

62--E mesmo quando se exige muito, só se espera

63--o possível. Se as surpresas são poucas,

64--poucos também os desenganos. A gente vai

65--se aferrando a hábitos, a pessoas e objetos.

-----(...)

66----------E depois há o capítulo da morte, sempre

67--presente em todas as idades. Com a diferença

68--de que a morte é a amante dos moços e a

69--companheira dos velhos. Para os jovens ela é

70--abismo e paixão. Para nós, foi se tornando

71--pouco a pouco uma velha amiga, a se anunciar

72--devagarinho: o cabelo branco, a preguiça, a

73--ruga no rosto, a vista fraca, os achaques.

74--Velha amiga que vem de viagem e de cada

75--porto nos manda um postal, para indicar que

76--já embarcou.


QUEIROZ, Rachel de. Um alpendre, uma rede, um

açude. Rio de Janeiro: José Olympio, 2006.

Texto adaptado.

O valor semântico da preposição destacada nas orações está corretamente identificado em

Alternativas
Q2759862 Português

Qual das preposições abaixo preenche corretamente a lacuna na frase: “O Homem sem nenhum escrúpulo visava apenas ___ uma posição de destaque”:

Alternativas
Q2740411 Português

ESTA VIDA


– Um sábio me dizia: esta existência, não vale a angústia de viver.

A ciência, se fôssemos eternos, num transporte de desespero inventaria a morte.

Uma célula orgânica aparece, no infinito do tempo.

E vibra, e cresce, e se desdobra, e estala num segundo. Homem, eis o que somos neste mundo. Assim falou-me o sábio e eu comecei a ver dentro da própria morte, o encanto de morrer.

– Um monge me dizia: ó mocidade, és relâmpago ao pé da eternidade! Pensa: o tempo anda sempre e não repousa; esta vida não vale grande coisa.

Uma mulher que chora, um berço a um canto; o riso, às vezes, quase sempre, um pranto. Depois o mundo, a luta que intimida, quatro círios acesos: eis a vida! Isto me disse o monge e eu continuei a ver, dentro da própria morte, o encanto de morrer.

– Um pobre me dizia: para o pobre, a vida é o pão e o andrajo vil que o cobre. Deus, eu não creio nesta fantasia. Deus me deu fome e sede a cada dia, mas nunca me deu pão, nem me deu água. Deu-me a vergonha, a infâmia, a mágoa, de andar de porta em porta, esfarrapado. Deu-me esta vida: um pão envenenado. Assim falou-me o pobre e eu continuei a ver, dentro da própria morte, o encanto de morrer.

– Uma mulher me disse: vem comigo! Fecha os olhos e sonha, meu amigo. Sonha um lar, uma doce companheira, que queiras muito e que também te queira. No telhado, um penacho de fumaça. Cortinas muito brancas na vidraça. Um canário que canta na gaiola. Que linda a vida lá por dentro rola! Pela primeira vez eu comecei a ver, dentro da própria vida, o encanto de viver.


Guilherme de Almeida

No verso do texto, “E vibra, e cresce, e se desdobra, e estala num segundo”, há a repetição de:

Alternativas
Q2737365 Português

Pechada

O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo

já estava sendo chamado de "Gaúcho". Porque era gaúcho.

Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.

-Aí, Gaúcho!

-Fala, Gaúcho!

Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim.

Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?

-Mas o Gaúcho fala "tu"! -disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.

-E fala certo -disse a professora. -Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão certos. Os dois são português.

O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.

Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.

-O pai atravessou a sinaleira e pechou...

-O que?

-O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.

A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.

-O que foi que ele disse, tia?

-quis saber o gordo Jorge.

-Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.

- E o que é isso?

-Gaúcho ... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.

-Nós vinha ...

- Nós vínhamos.

-Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.

A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.

"Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas " pechar" o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.

-Aí, Pechada!

-Fala, Pechada!

Luis Fernando Veríssimo, Revista Nova Escola.

As alternativas abaixo apresentam preposições destacadas, EXCETO, uma. Assinale-a.

Alternativas
Q2734459 Português

Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto abaixo.


A crise política no Brasil

interfere nas decisões das empresas e organizações?


Todas as mudanças que ocorrem, nos ambientes internos ou externos de uma empresa, podem influenciar suas decisões e seu futuro. Podemos apontar como fatores internos a estrutura organizacional, o setor pessoal do RH, o setor financeiro, o setor de produção. Já no ambiente externo, podem- se apontar os concorrentes, os fornecedores, os consumidores, o mercado dos produtos e serviços, as instituições financeiras, entre outros.

O ambiente externo, podemos chamá-lo de Ambiente de Tarefa. Esse é o espaço no qual a empresa atua e está inserida. Dessa maneira, dentro do Ambiente de Tarefa encontramos: clientes, fornecedores, órgãos reguladores, parceiros estratégicos, distribuidores e concessionários e os sindicatos de empregados.

Além disso, destacam-se as forças tecnológicas, os fatores econômicos, legais e socioculturais. O ambiente geral da organização é constituído de forças externas sobre as quais a organização não tem poder de decisão. A empresa não tem poder de decidir ou de escolher como os agentes e as situações externas irão influenciar suas atividades ou interagir com elas.

No caso brasileiro, principalmente desde as grandes manifestações pelo Passe Livre em 2013, percebe-se uma mudança no quadro econômico brasileiro. Em comparação com janeiro de 2015, a baixa do IBC-Br na série observada foi de 8,12%. O IBC é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central. Esse declínio causou um saldo negativo na geração de empregos, tanto em 2015 quanto em 2016. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, até novembro de 2015, já tinham sido fechados 945.363 postos de trabalho com carteira assinada. Em meio a essa situação, encontra-se um clima em que é incerto investir e as empresas acabam não arriscando neste momento.

Encontramos, assim, como externos a essas empresas, os fatores políticos e econômicos, influenciando a contratação, a demissão, as vendas, os produtos e os serviços. Também se percebe a retração nas atividades dos investidores internacionais, que se preocupam com o mercado incerto brasileiro.

A política brasileira está em um momento de crise e instabilidade. A força desse fator externo é tão grande que impacta a vida das pessoas, tanto em relação a seus empregos quanto a suas vidas.

Dessa maneira, podemos afirmar haver indícios que comprovam que a crise política interfere na decisão das empresas e das organizações. A dimensão de seu impacto está na compra de matérias-primas, na produção de produtos e serviços, nas contratações, nas demissões e na oferta de produtos e serviços.

( www.portaleducacao.com.br)

No quarto parágrafo, aparece a palavra "Segundo", em destaque no texto. A que classe gramatical ela pertence, no contexto em que aparece?

Alternativas
Q2731891 Português

A frase abaixo em que a preposição DE não mostra valor de finalidade é:

Alternativas
Q2730959 Português

Relacione o uso da preposição com e a circunstância sintático-semântica expressa. Em seguida assinale a alternativa que indica a sequência correta.


1 - Estaremos com eles, caso se sinta preocupado.

2 - Saiu com olhos vidrados pelas lágrimas.

3 - Com muito medo, saiu a esconder-se perto da mãe.

4 - Veio com aquele carro em estado lastimável.


( ) Causa

( ) Modo

( ) Companhia

( ) Meio

Alternativas
Q2722767 Português

Um ambiente arrumado traz grandes mudanças às vidas das pessoas, o que pode incluir relacionamentos e âmbito profissional.

O autor empregou “às” de acordo com a seguinte regra:

Alternativas
Q2720796 Português

Texto para responder às questões de 1 a 7.

1 Podemos entender cultura como uma dimensão do

processo social e utilizá-la como um instrumento para

compreender as sociedades contemporâneas. O que não

4 podemos fazer é discutir sobre cultura ignorando as relações

de poder dentro de uma sociedade ou entre sociedades.

Notem bem: o estudo da cultura não se reduz a isso, mas

7 essa é uma realidade que sempre se impõe. Assim é porque

as próprias preocupações com cultura nasceram associadas

às relações de poder, e também porque, como dimensão do

10 processo social, a cultura registra as tendências e os

conflitos da história coletiva por cuja transformação e por

cujos benefícios as forças sociais se defrontam.

13 O que quer dizer que as preocupações com a cultura

desenvolveram-se associadas às relações de poder?

Lembrem-se que elas se consolidaram junto com o

16 processo de formação de nações modernas dominadas por

uma classe social. Por outro lado, consolidaram-se

integrando a nova ciência do mundo contemporâneo, que

19 rompia com o domínio da interpretação religiosa,

transformando a vida e a sociedade em esferas que podiam

ser estudadas para que se pudesse agir sobre elas.

22 As preocupações com cultura surgiram associadas

tanto ao progresso da sociedade do conhecimento quanto a

novas formas de dominação. Notem que o conhecimento não

25 é só conteúdo básico das concepções da cultura; as próprias

preocupações com cultura são instrumentos de

conhecimento, respondem a necessidades de conhecimento

28 da sociedade, as quais se desenvolveram claramente

associadas com relações de poder.

Hoje os centros de poder da sociedade se

31 preocupam com a cultura, procuram defini-la, entendê-la,

controlá-la, agir sobre seu desenvolvimento. Há instituições

públicas encarregadas disso; da mesma forma, a cultura é

34 uma esfera de atuação econômica, com empresas

diretamente voltadas para ela. As preocupações com a

cultura são institucionalizadas, fazem parte da própria

37 organização social. Expressam seus conflitos e interesses, e

nelas os interesses dominantes da sociedade manifestam

sua força.

José Luiz dos Santos. O que é cultura. São Paulo: Brasiliense, 2007 (com adaptações).

Em “um instrumento para compreender as sociedades contemporâneas” (linhas 2 e 3), a preposição “para”

Alternativas
Q2065910 Português
TEXTO 1

Este é um fragmento inicial do artigo “Foucault, as Palavras e as Coisas”, de Fran Alvina, publicado em setembro último no blog OUTRAS PALAVRAS. Leia-o, atentamente e responda às questões propostas a seguir:

(…) Nas ‘democracias’ esvaziadas, não se tenta usurpar apenas o poder político, mas também o sentido dos termos. Por isso, a Resistência é também um ato linguístico.” 

Parafraseando um texto clássico de Michel Foucault, As palavras e As Coisas [Le Mots et Les Choses], que agora em 2016 completa 50 anos de sua primeira edição, podemos afirmar que o poder se exerce sobre as palavras e as coisas. E nesses dias trágicos da vida nacional popular, tal se mostra cada vez mais claramente. O pensador francês nos faz ver ao longo de sua obra, arguta e perspicaz, que o poder não se exerce apenas sob a forma dos aparelhos repressores — ou seja, o poder não é apenas aquele que se impõe pela força física, pela coação do corpo. O poder também se faz no e por meio dos discursos. Mesmo aqueles que não são proferidos dos clássicos lugares do poder, são discursos de poder. Por isso, o caráter discursivo do Golpe não é menor que seu caráter político. São indissociáveis, pois não há política sem discurso, não há vida política sem a ação das palavras que significam e ressignificam as coisas. Sem a palavra, sobra ao poder apenas a coação física, mas essa forma, embora possa ser mais rápida e direta, é menos sutil, portanto mais fácil de ser denunciada.(…)”

Fran Alavina.
http://outraspalavras.net/brasil/foucault-as-palavras-e-as-coisas/
não política sem discurso
   Nesse trecho do texto, quanto à classe gramatical, as palavras destacadas são, respectivamente:
Alternativas
Q2040506 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

Paisagens com cupins

No canavial tudo se gasta
Pelo miolo, não pela casca.
Nada ali se gasta de fora,
Qual coisa que em coisa se choca.

Tudo se gasta mas de dentro:
O cupim entra os poros, lento,
E por mil túneis, mil canais,
As coisas desfia e desfaz.

Por fora o manchado reboco
Vai-se afrouxando, mais poroso,
enquanto se desfaz, intestina,
o que era parede, em farinha.

E se não se gasta com choques,
Mas de dentro, tampouco explode.
Tudo ali sofre a morte mansa
Do que não quebra, se desmancha.

João Cabral de Melo Neto.
Na primeira estrofe há
Alternativas
Q1766623 Português
Assinale a alternativa CORRETA de acordo com a norma culta da língua portuguesa.
Alternativas
Q1707729 Português
As comunidades invisíveis do Brasil 


     Muito se fala das desigualdades do país ou de como isso afeta nossa educação. Estudos têm apontado para as diversas desigualdades na educação brasileira, tais como entre os setores mais pobres e os mais ricos, entre a população branca e a população negra ou a indígena. Também não podemos esquecer as desigualdades socioespaciais, expressas pelo contraste entre as zonas rural e urbana e entre as regiões norte e nordeste e as demais regiões do país e, até mesmo, as que ocorrem dentro de uma mesma cidade ou região e muitas vezes não constam nos indicadores educacionais nacionais. 
     Nesta semana, visitei algumas comunidades ribeirinhas na Amazônia. Situadas ao longo dos rios Sucunduri e Acari, elas vivem em um quase completo estado de isolamento, rompido apenas quando uma pequena construção de madeira indica que ali funciona uma sala de aula. No entanto, até meados de abril, data da minha visita, o ano letivo ainda não tinha começado por lá. Ou seja, os alunos do ensino fundamental 1 e da educação de jovens e adultos (EJA) já perderam praticamente dois meses de aula este ano.
     O esquecimento dessas populações isoladas faz com que muitas vezes elas não sejam contempladas por políticas públicas que atuam junto a outras minorias (como os quilombolas ou indígenas). Frequentemente, a única ajuda que elas recebem vem de projetos de organizações da sociedade civil. Este é o caso do projeto Doutores das Águas. Criado em 2011, ele tem o objetivo de realizar mutirões de saúde e educação para as pessoas que vivem em pequenos núcleos na floresta amazônica. Para os Doutores, uma das melhores formas de preservar a Amazônia e garantir a sua sustentabilidade é proporcionar condições para que as comunidades que habitam a região possam viver na floresta com mais recursos e mais dignidade. O trabalho se dá por meio da construção de laços de confiança alcançados pela escuta, respeito e continuidade das ações do projeto.
     O sucesso alcançado por essa iniciativa parece mostrar que existem caminhos possíveis para superar o isolamento de comunidades tidas como invisíveis. No entanto, não podemos nos conformar com ações feitas apenas pela sociedade civil. A defesa de uma educação de qualidade para todos implica alcançar os meios para que esses programas sejam combinados a políticas públicas, caminhando para um país menos desigual.


(Maria Alice Setubal, para Uol Educação. ADAPTADO. Disponível em educação.uol.com.br)
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
1681: E
1682: D
1683: A
1684: C
1685: C
1686: D
1687: B
1688: D
1689: D
1690: C
1691: D
1692: A
1693: D
1694: D
1695: A
1696: C
1697: A
1698: A
1699: A
1700: C