Questões de Concurso Comentadas sobre preposições em português

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Q3151890 Português
Leia o trecho a seguir:

E Macabéa, com medo de que o silêncio já significasse uma ruptura, disse ao recém-namorado: – Eu gosto tanto de parafuso e prego, e o senhor? (Clarice Lispector, A hora da estrela, 1977)

No fragmento: “E Macabéa, com medo de”, classifique “com medo de”:
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Q3151884 Português
Identifique a alternativa em que a classe gramatical está identificada de maneira incorreta:
Alternativas
Q3147775 Português
Índios

Legião Urbana
Quem me dera, ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro que entreguei a quem
Conseguiu me convencer que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha
(...)

Quem me dera, ao menos uma vez
Explicar o que ninguém consegue entender
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente

Quem me dera, ao menos uma vez
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
Fala demais por não ter nada a dizer

Quem me dera, ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente
(...)

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho, entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim
E é só você que tem a cura pro meu vício de insistir
Nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi

Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, que apresenta um trecho da letra da canção Índios, interpretada pela banda Legião Urbana, julgue o próximo item. 


Os segmentos “ao menos uma vez”, “mais simples” e “mais importante” classificam-se no texto como locuções adjetivas.

Alternativas
Q3147675 Português
        É ponto pacífico que um dos legados da linguística de grande utilidade no contexto escolar é a visão não preconceituosa sobre línguas e variedades de línguas. Esse foi um legado da linguística estrutural que se consolidou com os desenvolvimentos subsequentes da linguística, sobretudo a sociolinguística variacionista. Essa visão não preconceituosa derivou naturalmente da perspectiva da língua como estrutura, daí que o caráter não normativo da linguística se opôs frontalmente à atitude de preconceito linguístico que existia até então. Exemplos de preconceito linguístico são o conceito de língua primitiva (i.e., a ideia de que a povos de cultura dita “primitiva” correspondem línguas igualmente “primitivas”), a valoração de certas variedades de língua ou registros de língua em detrimento de outras variedades e registros, e assim por diante. Acho que ninguém hoje contestaria que o estudante que vai ser professor de ensino básico deve receber uma formação que o torne isento de preconceitos ou, pelo menos, o sensibilize contra preconceitos linguísticos e o norteie para saber como reagir diante de situações de variação dialetal.

Lucia Lobato. Linguística e ensino de línguas.
Brasília: Editora da UnB, 2015, p. 15 (com adaptações).

Julgue o item subsequente, referente a construções linguísticas do texto apresentado.


Em “Essa visão não preconceituosa derivou naturalmente da perspectiva da língua como estrutura” (terceiro período), a substituição da forma contraída “da” por na seria gramaticalmente correta porque o verbo derivar, na acepção em que está empregado no texto, rege complemento introduzido pela preposição de ou em.

Alternativas
Q3147667 Português
Texto 19A1

        Em uma teoria da compreensão de texto, o primeiro aspecto importante é a noção de língua que se adota. Alguns manuais escolares concebem a língua simplesmente como um código ou um sistema de sinais autônomo, totalmente transparente, sem história, e fora da realidade social dos falantes. Mas a língua é muito mais do que um sistema de estruturas fonológicas, sintáticas e lexicais. A rigor, a língua não é sequer uma estrutura; ela é estruturada simultaneamente em vários planos, seja o fonológico, sintático, semântico e cognitivo no processo de enunciação. A língua é um fenômeno cultural, histórico, social e cognitivo que varia ao longo do tempo e de acordo com os falantes: ela se manifesta no uso e é sensível ao uso.

         Portanto, a língua é uma atividade constitutiva com a qual podemos construir sentidos; é uma forma cognitiva com a qual podemos expressar nossos sentimentos, ideias, ações e representar o mundo; é uma forma de ação pela qual podemos interagir com nossos semelhantes. Em consequência, a língua se manifesta nos processos discursivos, no nível da enunciação, concretizando-se nos usos textuais mais diversos. É importante não confundir a língua com o discurso.

        Nessa perspectiva, a língua é mais do que um simples instrumento de comunicação; mais do que um código ou uma estrutura. Enquanto atividade, ela é indeterminada sob o ponto de vista semântico e sintático. Por isso, as significações e os sentidos textuais e discursivos não podem estar aprisionados no interior dos textos pelas estruturas linguísticas. A língua é opaca, não é totalmente transparente, podendo ser ambígua, polissêmica, de modo que os textos podem ter mais de um sentido, e o equívoco nas atividades discursivas é um fato comum.

         Na realidade, um texto bem-sucedido é aquele que consegue dizer o suficiente para ser bem-entendido, supondo apenas aquilo que é possível esperar como sabido pelo ouvinte ou leitor. É interessante notar que, se o autor ou falante de um texto diz uma parte e supõe outra parte como de responsabilidade do leitor ou ouvinte, então a atividade de produção de sentidos (ou de compreensão de texto) é sempre uma atividade de coautoria. Isto quer dizer que os sentidos são parcialmente produzidos pelo texto e parcialmente completados pelo leitor.

         Ao lado da noção de língua, é necessário ter uma noção de texto. A escola trata o texto como um produto acabado e que funciona como uma cesta natalina, de onde a gente tira coisas. O texto não é um produto nem um simples artefato pronto; ele é um processo. Assim, não sendo um produto acabado, objetivo, como uma espécie de depósito de informações, mas sendo um processo, o texto se acha em permanente elaboração e reelaboração ao longo de sua história e ao longo das diversas recepções pelos diversos leitores. Em suma, texto é uma proposta de sentido e ele se acha aberto a várias alternativas de compreensão.

Luiz Antônio Marcuschi. Exercícios de compreensão ou copiação nos manuais de ensino de língua?
Em Aberto, Brasília, ano 16, n.º 69, jan.-mar./1996 (com adaptações).

Julgue o próximo item, relativo a aspectos gramaticais do texto 19A1.


No último período do texto, os vocábulos “uma” e “a” fazem parte da mesma classe gramatical de palavras.

Alternativas
Q3142895 Português
Apresenta-se um conjunto cujas palavras são classificadas como preposições acidentais, e não essenciais, apenas em:
Alternativas
Q3135725 Português


(Disponível em: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2024/11/15/as-experiencias-de-outrospaises-com-jornada-de-trabalho-reduzida.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o fragmento adaptado “É possível observar menor número de faltas dos empregados e produtividade em alta”, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, a correta classificação das palavras sublinhadas.
Alternativas
Q3975249 Português
Analise o texto, a seguir, e marque a alternativa correta.
“ Tô feito mato, desejando a chuva Madrugada fria, esperando o Sol Tô tão carente feito um prisioneiro.” (Eu sem você, Paula Fernandes)
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Q3486767 Português
Considere o excerto a seguir para responder à questão:

É esperado: ao tocar piano, você está inconscientemente prestando atenção na harmonia e tempo entre as notas, além de cautelosamente avaliar a posição das suas mãos e de seus dedos.
Dentre as palavras que ocorrem no excerto, pertencem à classe gramatical preposição apenas: 
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Q3483529 Português
Carnaval


          Incipiente alegria na tarde carnavalesca. Os sambas passam nos automóveis abertos. Um vento beija a avenida larga, trêmula nas serpentinas, rodopia nos confetes, caminha na voz das cantigas. As moças lindas, em fantasias de cores vivas e leves, vão com os cabelos alvoroçados pelo vento. Meu amigo comprou 200 gramas metálicas. Andou pelas ruas que se animavam. Encheu os bolsos de confetes. Foi andando...

        E na boca da noite vieram cordões, ranchos, blocos, bandos. A multidão encheu as ruas que a noite engoliu. Mas as luzes rebentaram de todos os lados e a garganta da massa se abriu em delírio. Meu amigo foi andando. Apertou-se entre homens excitados e mulheres que cantavam e riam. Entrou na confusão das raças irmanadas pelo prazer comum da carne. Alguém lhe jogou confetes na boca, lança-perfume nos olhos. Uma serpentina bateu em seu nariz. Um reco-reco gritou em seu ouvido. Foi andando. Um automóvel do corso quase o esmagou. Um bloco o arrastou pelo meio da massa, com força inelutável de uma corrente marinha. Uma mulher qualquer cantou à toa, para ele, uma frase de samba. Jogou um pouco de confetes no cabelo da mulher. Jogou-lhe éter no corpo. Ela defendeu-se e riu. Depois desapareceu, arrastada. Meu amigo foi andando. Tinha um cravo na lapela, um cravo que tirara da mesa do restaurante. Uma moça pediu a flor. Ele a encharcou de éter e fez presente. Foi andando. Automaticamente cantou sambas e marchas. Teve mil pequenas aventuras inconsequentes e rápidas. Um homem bêbado quis arrebatar o lança-perfume de sua mão. Foi andando. No meio de uma confusão, recebeu e distribuiu socos e empurrões sem saber de quem, para quem, por que, nem para quê. Meu amigo entrou no baile. Agarrou-se ao ombro de uma mulher e foi no cordão, dançando, cantando, suando. Repetiu três vezes com o mesmo par a marchinha do momento. Apaixonou-se de repente por uma fantasia, por um corpo, por uma risada. Bebeu.

        Meu amigo foi a outro baile. De madrugada, meu amigo saiu pela rua vazia, sem programa. Passavam os foliões cansados, as mulheres mais belas pela fadiga e pelo suor. Um homem grisalho carregava pelo braço uma adolescente que se queixava de dor nos pés.

          Meu amigo arranjou uma mulher: a mulher que sempre aparece. A mulher que não vimos na rua nem no baile e que aparece na mesa do bar ou do restaurante, no último instante. Esguichou seu último lança-perfume nos braços e nos seios da mulher. Jogou os últimos confetes em seu cabelo. Ela repetiu um samba mil vezes repetido. Foram.

        No caminho, meu amigo parou. No canto da calçada, um menino sujo e esfarrapado dormia. Dormia sobre um saco de estopa cheio de serpentinas que juntara para vender. Pararam. A mulher disse: coitadinho... Meu amigo olhou em silêncio o menino que dormia. Sentiu pena. Olhou a mulher. Balançou a bisnaga. Ainda havia um resto de éter. Jogou na perna da criança, que acordou assustada. A mulher disse: você é ruim! coitadinho... A criança ficou olhando estremunhada, resmungou um xingamento e tornou a dormir. Meu amigo jogou a bisnaga no asfalto. Sentia-se bêbado. Apertou a mulher contra seu corpo e mandou parar um automóvel que passava. No apartamento, antes de deitar-se, olhou-se no espelho do guarda-roupa. Fantasiado. Exausto. Beijou a mulher na boca como se beija uma noiva. E pensou desanimado: eu sou um folião. Evoé!


BRAGA, R. O Conde e o passarinho e Morro do Isolamento. 5ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 1982.
Considere o excerto: “Apertou-se entre homens excitados e mulheres que cantavam e riam.” Nesse contexto, as palavras “se”, “entre”, “mulheres” e “que” classificam-se gramaticalmente e respectivamente como:
Alternativas
Q3480384 Português
Paratethys, o maior lago que já existiu na Terra, ia da Suíça até o Irã

O avô dos atuais mares Negro e Cáspio foi lar de baleias com apenas 3 metros, e continha dez vezes mais água que todos os lagos da Terra atual somados.

Há 11,6 milhões de anos, no final de uma época chamada Mioceno, a Terra já era, em linhas gerais, um planeta muito parecido com o atual. Não existiam elefantes ou rinocerontes como você os conhece, mas já havia mamíferos claramente reconhecíveis como antepassados deles. Os continentes tampouco tinham os exatos contornos atuais. O Himalaia, os Alpes e os Andes estavam todos se formando. A Espanha estava conectada a Marrocos por um arquipélago. A Índia ainda estava se encaixando na Ásia. Mas você já encontraria o Brasil no mapa sem dificuldades.

Uma das diferenças fundamentais é que boa parte do Leste Europeu e da Ásia Central não existiam: uma região 10% maior que o atual Mar Mediterrâneo, compreendida entre atuais territórios da Suíça e do Irã, estava submersa no maior lago já encontrado no registro geológico, chamado Paratethys. Paratethys passou aproximadamente 5 milhões de anos – entre 11,6 milhões e 7 milhões de anos atrás – isolado dos outros corpos d’água da Terra. Isso permitiu a evolução de uma fauna aquática ˙nica e adequada às dimensões locais, que incluía algumas das menores baleias já encontradas por paleontólogos (como a Cetotherium riabinini, que tinha “só” 3 m de comprimento).

Quando Paratethys desapareceu, deixou dois descendentes famosos. O Mar Negro não chega a ser um lago: ele se conecta ao Mediterrâneo por uma finíssima faixa de água na Turquia, o Estreito de Bósforo. Já o Mar Cáspio não tem qualquer contato com outras massas de água salgada – e por isso, é considerado o maior lago do mundo atual.

A existência de Paratethys foi um tanto instável. Em períodos de seca exacerbada, o lago era tão raso que perdia cerca de um terço de seu volume em água e 70% de sua superfície. Os mares Negro e Cáspio atuais correspondem mais ou menos aos trechos mais fundos de Paratethys, que não desapareciam completamente em ocasiões como essa.

Paratethys começou a se formar há 34 milhões de anos, como um rabicho de uma massa de água maior chamada Tethys, que depois daria origem ao Oceano Índico. Daí o nome. O prefixo grego para- significa algo como “ao lado de” ou “próximo a”. Ou seja: o mar de Paratethys é, ao pé da letra, o mar próximo a Tethys.

Com as idas e vindas da deriva continental, montanhas recém-formadas no centro da Europa isolaram Paratethys dos demais mares e oceanos e formaram essa massa isolada, cuja salinidade era extrema em alguns trechos: algo entre 12% e 14%. Para fins de comparação, a salinidade média da água marinha é algo entre 3,5% e 5%. O Mar Morto alcança 35%.

No auge de sua extensão, um momento que durou de sua formação até 9,7 milhões de anos atrás, Paratethys conteve mais de dez vezes a quantidade de água de todos os lagos da Terra atual somados. Eram, ao todo, 1,77 milhão de quilômetros cúbicos de líquido. Em capítulos mais sofridos da existência do lago, porém, sua profundidade chegou a diminuir 250 metros. Esse grande mar interior cessou de existir quando se conectou ao mar Egeu, nos arredores da Grécia.

Revista Superinteressante. Adaptado. (Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/paratethyso-maior-lago-que-ja-existiu-na-terra-ia-da-suicaate-o-ira)
Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:
I. “Paratethys, o maior lago que já existiu na Terra, ia da Suíça até o Irã”.
II. “No auge de sua extensão, um momento que durou de sua formação até 9,7 milhões de anos atrás, Paratethys conteve mais de dez vezes a quantidade de água de todos os lagos da Terra atual somados.”
os contextos apresentados, a palavra “até”, empregada para apontar limite, respectivamente, no espaço e no tempo, pertence à classe gramatical: 
Alternativas
Q3471541 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Esquecer é uma função normal da memória



Esquecer-se de coisas no dia a dia pode ser um pouco irritante ou, à medida que envelhecemos, um pouco assustador. Mas é parte da função normal da memória, permitindo-nos seguir em frente ou abrir espaço para novas informações.

As nossas memórias não são, na verdade, tão confiáveis quanto pensamos. Mas que nível de esquecimento é normal? Analisemos as evidências.

Quando nos lembramos de algo, nossos cérebros precisam aprender a memória, mantê-la segura e recuperá-la quando necessário. E o esquecimento ocorre em qualquer parte desse processo.

Ao receber informação sensorial pela primeira vez, o cérebro não processa tudo. Assim, usamos nossa atenção para filtrar as informações importantes.

Isso significa que, quando codificamos nossas experiências, codificamos principalmente aquilo em que prestamos atenção.

Quando alguém se apresenta em um jantar enquanto prestamos atenção em outra coisa, não codificamos o nome. É uma falha de memória, mas é totalmente normal e bastante comum.

Hábitos e estrutura, como sempre colocar as chaves no mesmo lugar para que não tenhamos que codificar sua localização, ajudam-nos a contornar o problema.

Ensaiar também é importante para a memória. As memórias que mais duram são aquelas que ensaiamos e recontamos, embora, muitas vezes, adaptamo-las a cada releitura e, provavelmente, nos lembremos do último ensaio em vez do evento real em si.

Na década de 1880, o psicólogo alemão Hermann Ebbinghaus ensinou a um grupo de pessoas sílabas sem sentido, que elas nunca tinham ouvido antes, e analisou o quanto lembraram delas ao longo do tempo. Ele mostrou que, sem ensaio, a maior parte da nossa memória desaparece dentro de um ou dois dias.

No entanto, as pessoas que ensaiaram as sílabas, repetindo-as em intervalos regulares, puderam lembrar por mais de um dia o número de sílabas.

Mas essa necessidade de ensaio pode ser outra causa do esquecimento diário. Quando vamos ao supermercado, codificamos onde estacionamos o carro, mas quando entramos na loja, ocupamo-nos de outras coisas que precisamos lembrar, como nossa lista de compras. Como resultado, esquecemos a localização do carro.

Outra coisa que nos revela característica do esquecimento: podemos esquecer informações específicas, mas lembrar da essência. Quando saímos da loja e percebemos que não lembramos onde estacionamos o carro, provavelmente lembramos se era à esquerda ou à direita da porta da loja, no limite do estacionamento ou mais para o centro.

E, assim, em vez de ter que percorrer todo o estacionamento até encontrá-lo, fazemos a busca em uma área relativamente definida.

À medida que as pessoas envelhecem, elas se preocupam mais com a memória. É verdade que nosso esquecimento se torna mais pronunciado.

Quanto mais tempo vivemos, temos mais experiências e lembranças. Mas as experiências têm muito em comum, o que significa que pode se tornar complicado separar esses eventos em nossa memória.

Se você só passou férias na praia na Espanha uma vez, você se lembrará com grande clareza. Agora, se você já foi de férias para a Espanha muitas vezes, visitou diversas cidades em momentos diferentes, lembrar se algo aconteceu na primeira vez em Barcelona ou na segunda, ou se seu irmão estava nas férias em Maiorca ou Ibiza, torna-se mais desafiador.

A sobreposição de memórias, ou interferência, atrapalha a recuperação de informação. Imagine arquivar documentos no seu computador. Ao iniciar o processo, você tem um sistema claro, em que saberá onde encontrar cada documento que guardar.

Mas à medida que mais e mais documentos entram, fica difícil decidir a qual das pastas ele pertence. Você também começa a colocar muitos documentos em uma pasta porque todos eles estão relacionados a um mesmo item.

Isso significa que, com o tempo, torna-se difícil recuperar o documento certo quando precisar dele, seja porque você não consegue saber onde o colocou, ou porque sabe onde ele deve estar, mas há muitas outras coisas para pesquisar.

Mas não esquecer também pode ser perturbador. O transtorno de estresse pós-traumático é um exemplo de uma situação em que as pessoas não conseguem esquecer. A memória é persistente, não desaparece e, muitas vezes, interrompe a vida diária.

Há experiências semelhantes com memórias persistentes no luto ou em casos de depressão, condições que dificultam o esquecimento de informações negativas, quando esquecer seria extremamente útil.

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/c72gx0x7zl1o.adaptado.
Outra coisa que nos revela característica do esquecimento: podemos esquecer informações específicas, mas lembrar da essência.
Assinale a opção que contenha preposição:
Alternativas
Q3451631 Português
Contra o monopólio da IA, uma parceria global para aquisição de chips

    Em 1999 um grupo de 34 pesquisadores internacionais se reuniu na Itália, na vila de Bellagio, para discutir o acesso à vacinação. Vacinas eram caras e inacessíveis.
    O grupo teve então uma ideia revolucionária: criar um consórcio de vários países para agregar poder de compra ("procurement") e com isso conseguir preços mais baixos, grandes quantidades e velocidade de entrega. Surgia então o Gavi (Aliança Global para Vacinas e Imunização), que logo teve adesão da ONU e de doadores privados. Hoje, 50% das crianças do planeta são vacinadas por causa da iniciativa. Na Covid, essa aliança teve também um papel crucial.
    Corte para 2024. Um grupo de pesquisadores internacionais se reuniu em Bellagio na semana passada para discutir outro problema: tecnodiversidade. Assegurar que o desenvolvimento da tecnologia e da inteligência artificial seja plural e não excludente. Estamos atravessando um intenso processo de concentração. Por causa da IA, a demanda por computação explodiu. Uma IA atual usa 10 bilhões de vezes mais computação do que em 2010. A cada 6 meses esse uso computacional dobra.
    O problema é que o poder computacional usado para a inteligência artificial é hoje controlado por um pequeno grupo de países e empresas. Em outras palavras, toda a "inteligência" do planeta pode ficar nas mãos de um clube exclusivo. Isso pode ser a receita para um desastre epistêmico, colocando em risco linguagens, cosmologias e modos de existir presentes e futuros. Tanta concentração limita a existência de modelos de IA diversos, construídos localmente.
    Em outras palavras, a infraestrutura necessária para a inteligência artificial precisa estar melhor distribuída. Quanto mais países, setores da sociedade e comunidades tiverem a possibilidade de participar do desenvolvimento da IA, inclusive sem fins lucrativos, melhor. Um exemplo: há 10 anos, 60% da pesquisa sobre inteligência artificial era feita pelo setor acadêmico. Hoje esse percentual é próximo de 0%.
    Esse curso precisa mudar. A solução proposta no encontro em Bellagio foi a criação de uma aliança similar ao GAVI, só que para a aquisição dos GPUs (chips) usados para treinar inteligência artificial. Os três pilares para treinar IA são: dados, capital humano e chips. O maior gargalo, de longe, está no acesso aos chips. Para resolver isso, os países podem se reunir para agregar seu poder de compra, integrandose novamente a organizações internacionais e doadores interessados na causa. Tal como nas vacinas, seria possível derrubar os preços dos chips, assegurar sua quantidade e velocidade de entrega.
    Isso permitiria a criação de polos nacionais, regionais e multinacionais para o treinamento de IA, capazes de cultivar diversidades. Por exemplo, uma IA da língua portuguesa, da América Latina e além. Permitiria a construção de infraestruturas acessíveis para a comunidade acadêmica e para outros atores no desenvolvimento da tecnologia. Essa proposta, vocalizada por Nathaniel Heller e refinada pelo grupo de Bellagio, pode ter um impacto profundo no futuro do desenvolvimento tecnológico.
     O Brasil pode ser crucial na formulação dessa aliança. Seja atuando dentro do G20, seja incluindo o tema como parte do excelente Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, publicado na semana passada, que prevê 23 bilhões de investimentos em 4 anos. Pode ser a chance de o país se tornar mais uma vez protagonista na articulação do futuro do desenvolvimento tecnológico.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ronaldole mos/
No trecho “para discutir o acesso à vacinação” (1º parágrafo), a preposição “para” só não tem o mesmo valor semântico que a sublinhada: 
Alternativas
Q3448960 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Nuances

Euforia: alegria barulhenta. Felicidade: alegria silenciosa.

Gravar: quando o ator é de televisão. Filmar: quando ele quer deixar claro que não é de televisão.

Grávida: em qualquer ocasião. Gestante: em filas e assentos preferenciais.

Guardar: na gaveta. Salvar: no computador. Salvaguardar: no Exército.

Menta: no sorvete, na bala ou no xarope. Hortelã: na horta ou no suco de abacaxi.

Peça: quando você vai assistir. Espetáculo: quando você está em cartaz com ele.


DUVIVIER, G. Nuances (adaptado). Folha de São Paulo, 2014.
As palavras gravar, filmar, guardar, salvar e salvaguardar pertencem à classe gramatical:
Alternativas
Q3431841 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Resorts de esqui estocam neve para compensar falta no inverno 


Na estação de esqui de Ruka, na Finlândia, a neve normalmente derrete em abril. No início de maio, seus vinte e dois teleféricos não funcionam temporariamente. E, como todos os anos, suas quarenta e uma pistas de esqui ficam verdes, transformando as encostas em um destino para apaixonados por trilhas e ciclistas de montanha, não para esquiadores.


Mas cinco das pistas são marcadas por dois montes de neve cobertos por mantas brancas de poliestireno. Cada monte contém cerca de trinta mil metros cúbicos de neve. Eles ficam lá durante todo o verão.


Quando estes montes forem descobertos em outubro, haverá ainda cerca de 80% a 90% da neve, o suficiente para ser espalhado por três ou quatro encostas, além do parque de neve.


Para uma estação de esqui de baixa altitude como Ruka, que não chega a atingir 500 metros, isso não é apenas conveniente. É um divisor de águas, especialmente no início da temporada de esqui, quando tanto a neve quanto as temperaturas variam bastante.


O fato de a neve ser armazenada o ano todo parece surpreendente, mas a prática remonta há séculos. Antes da refrigeração, as pessoas armazenavam gelo e neve no subsolo durante o verão, permitindo que conservassem os alimentos por exemplo.


Nas últimas décadas, à medida que a indústria do esqui testava maneiras de conservar a neve para permitir a realização de eventos no outono ou início do inverno, os resorts empilhavam a neve, e depois cobriam as pilhas com um material orgânico como serragem, lascas de madeira ou palha.


Estes métodos são surpreendentemente eficazes: uma pesquisa mostrou que eles preservam entre 72% e 85% da massa de neve durante o verão.


Hoje, no entanto, a tecnologia é muito mais avançada. O sistema da empresa finlandesa Snow Secure inclui mantas brancas de poliestireno, com 50mm ou 70 mm de espessura, projetadas para se ajustarem com precisão a montes de neve com formato geométrico.


De acordo com testes da própria empresa, o sistema funciona mesmo nas temperaturas mais altas. Ao longo de uma semana de junho de 2023 em Vihti, na Finlândia, a temperatura no topo da manta que cobre a neve armazenada chegou a 44°C, segundo as medições realizadas. E abaixo da manta? A temperatura atingiu apenas 2,5°C.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cg3lqg0vrpjo

E, como todos os anos, suas quarenta e uma pistas de esqui ficam verdes, transformando as encostas em um destino para apaixonados por trilhas e ciclistas de montanha, não para esquiadores.


Assinale a opção em que todos os vocábulos pertençam à mesma classe gramatical.

Alternativas
Q3412873 Português

Considere o excerto a seguir para responder à questão.


Durante dez anos, Jacinta ouvira críticas à sua omelete. Quando Luiz Augusto anunciara que encontrara uma mulher que fazia omeletes perfeitas — melhores, inclusive, que as do Caio Ribeiro — e que iria morar com ela, acrescentou: — Você não pode dizer que não lhe dei todas as chances, Cintinha.

Dentre todas as palavras que ocorrem no excerto apresentado, pertencem à classe gramatical das preposições: 
Alternativas
Q3408993 Português
Na frase “Vamos nos encontrar após o jantar.”, o uso da preposição justifica-se: 
Alternativas
Q3402201 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


     Ano Novo Chinês 2024: quando começa e qual é o animal do novo ano?

    O ano de 2024 já começou para muitas pessoas nos quatro cantos do mundo lá no dia 1º de janeiro. Só que na China e em outros países com grandes comunidades chinesas, como Taiwan, Cingapura e Malásia, além de Coréia do Sul e Tibete, somente agora com o Ano Novo lunar é que será dado início ao Ano Novo Chinês, como explicam alguns artigos da National Geographic Estados Unidos sobre o tema.

    O Ano Novo Chinês é também conhecido como Festival da Primavera, e ocorre durante a Lua nova – anualmente entre o final de janeiro a meados de fevereiro, como explica a Encyclopædia Britannica (plataforma de conhecimento do Reino Unido). A data é importante para a cultura chinesa e possui vários rituais tradicionais, sendo este o feriado em que há mais migração interna de pessoas na China.

    Quando é o Ano Novo Chinês em 2024?

    Em 2024, o Ano Novo Chinês é celebrado no sábado, dia 10 de fevereiro, sendo que na China e em outros países as comemorações duram cerca de 15 dias ou até mais, como conta a Britannica. A data é celebrada nas grandes e pequenas cidades e é cercada de muitos mitos e tradições seculares da cultura chinesa.

    As comemorações que encerram o ano velho e trazem a sorte e a prosperidade do novo ano geralmente incluem cortar e arrumar os cabelos no último dia antes da virada de ano, soltar muitos fogos de artifício, usar roupas e decorações vermelhas, além de desfrutar de comidas típicas. Há ainda, o costume de dar e receber dinheiro em envelopes vermelhos (as crianças e jovens são os que recebem esses presentes). Além disso, o Ano Novo Chinês é uma época de festas em templos e visitas a familiares. 

    Ano Novo Chinês: 2024 é o ano do dragão

   No dia 10 de fevereiro começou o ano 4.722, de acordo com o calendário chinês – que é bem diferente do calendário gregoriano, usado pela maioria dos países ocidentais.

    Segundo a cultura da China, o horóscopo chinês é muito importante e uma tradição milenar. Como explica um artigo da National Geographic dos Estados Unidos, há 12 signos do horóscopo chinês e ele é composto por animais em um ciclo que se repete a cada 12 anos.

    Por conta disso, cada ano é representado por um animal diferente e no novo ano 2024, o dragão será o animal regente – sendo que ele tem um lugar especial na mitologia chinesa e é considerado autoritário, forte e bem-sucedido.

    O dragão é um símbolo chinês de boa sorte, como observa um artigo da Britannica. Eles ainda afirmam que, na China, o dragão não é visto como o monstro maligno como certos mitos de outras culturas ao redor do mundo. Ele tem uma representação positiva de força e sucesso.

    Na China, o dragão era e ainda é considerado uma criatura justa e benevolente. A população, em geral, considera o dragão como um símbolo de sorte e portador de riqueza, conforme diz um artigo da World History Encyclopedia (WHE) intitulado “The Dragon in Ancient China”, publicado em 2017.

    Portanto, como este será o “Ano do Dragão”, é esperado que as celebrações do Ano Novo Chinês sejam repletas dessa simbologia e que remetam a este importante animal da cultura do país. Desfiles com imagens de dragões devem encher as ruas e templos com suas cores vibrantes e dançarinos usando fantasias representando diferentes tipos desse animal.

    "A dança do dragão se destaca nas comemorações do festival em muitas regiões da China e em outros países. Esse desfile consiste em um dragão longo e colorido carregado pelas ruas por vários dançarinos", explica o artigo da Britannica.

    Seja na China, em outros países asiáticos ou em comemorações da comunidade chinesa em diversas partes do mundo, será o início de um novo ano regido pelo dragão e, seguindo as tradições desse povo, ele deve trazer boa sorte e esperança – independentemente se é 2024 ou 4722.


Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2024/02/ano-novo-chines-2024-quandocomeca-e-qual-e-o-animal-do-novo-ano (adaptado).
No trecho "O Ano Novo Chinês é também conhecido como Festival da Primavera", a palavra "também" é classificada, gramaticalmente, como:
Alternativas
Q3399454 Português

Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Sabia que o detox pode fazer mais mal do que bem ao seu corpo?


Veja o que dizem os especialistas


   Nesta época do ano, especialmente por conta do verão, o que não falta é conteúdo que se aproveite da ansiedade causada pelo excesso de açúcar ou de bebida alcóolica que podemos ter consumido ao longo dos dias e das férias – e dos quilos extras que podem ter se seguido.


    Basta pesquisar "detox" ou "limpeza" nas redes sociais. É um setor global multibilionário. Embora seja completamente normal que o corpo mude e nenhum alimento seja ruim com moderação, você pode se perguntar: devo experimentar uma dessas “dietas mágicas” de desintoxicação e limpeza do organismo? E será que elas realmente funcionam?


    A resposta, como a maioria das coisas que envolvem o corpo, é complicada. Nenhuma pesquisa séria e de qualidade sugere qualquer benefício de longo prazo associado a dietas de limpezas ou detox, de acordo com Melissa Prest, nutricionista certificada e porta-voz da Academy of Nutrition and Dietetics, dos Estados Unidos. Algumas podem, na verdade, ser prejudiciais, especialmente sem supervisão médica.


    Por outro lado, algumas pessoas juram que se sentem melhor ao fazer uma dieta de limpeza – com mais energia, pensamento mais claro, menos inchaço. Prest diz que isso não é surpreendente: "Se alguém que talvez esteja comendo muitos alimentos ultraprocessados, com açúcares refinados, sem muita fibra, com pouquíssimas frutas e vegetais, e agora está substituindo esses alimentos, mesmo em quantidades menores, por alimentos ricos em nutrientes, é claro que se sentirá melhor."


   Em última análise, certas mudanças em sua dieta podem trazer benefícios a curto prazo, mas mesmo essas mudanças vêm com ressalvas consideráveis.


    O que é uma dieta de “limpeza”?


   Não há uma definição específica do que é uma limpeza ou detox do organismo, mas a nutricionista Prest diz que ela normalmente envolve a restrição da dieta por um curto período de tempo com a intenção de desintoxicar o corpo – seja de subprodutos naturais, como o ácido lático, ou de forças externas, como mercúrio em frutos do mar ou poluentes.


  Fazer uma limpeza pode significar cortar os laticínios ou o glúten por um mês, fazer uma dieta líquida e só beber sucos por uma semana, ou simplesmente jejuar. Até mesmo dietas como Whole 30 ou a dieta cetogênica podem ser consideradas limpezas.


   Mas a Academy of Nutrition and Dietetics, a maior organização mundial de profissionais de nutrição e dietética, não recomenda as limpezas. Prest diz que isso se deve ao fato de o corpo já ter seu próprio processo altamente eficaz para se livrar das toxinas, principalmente por meio do fígado, dos rins e do sistema digestivo. Por exemplo, o corpo pode metabolizar o álcool em apenas um dia, dependendo do número de drinques consumidos (e da intensidade deles).


   A maioria das dietas de limpeza se enquadra na categoria de "dietas da moda", que geralmente cortam grupos de alimentos, não fornecem nutrição adequada e promovem mudanças de curto prazo que são difíceis de manter, de acordo com um estudo de 2022 na revista científica Frontiers.


   Muitas empresas que oferecem limpezas rotulam seus produtos como "apoiados por pesquisas". Mas essas descobertas podem ser manipuladas para se adequar a uma narrativa. Por exemplo, uma "desintoxicação com água com limão" se tornou algo básico para quem se preocupa com a limpeza. Mas um estudo, frequentemente citado como base para essa limpeza, monitorou menos de cem participantes por apenas 11 dias.


  "A maioria das mudanças positivas também foi observada entre os participantes de uma dieta com restrição calórica semelhante, sem a mesma mistura de suco de limão", diz Melinda Ring, especialista em medicina interna e integrativa da Northwestern Medicine e diretora do Osher Center for Integrative Health da Northwestern University, nos Estados Unidos.


 Muitos desses estudos também são feitos em animais, cujos resultados não são facilmente transferidos para os seres humanos.


Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2024/02/

(adaptado).

Analise as seguintes assertivas sobre o emprego de palavras e expressões no texto:

I. A palavra "detox" é um exemplo de empréstimo linguístico do inglês, adaptado ao português para descrever um conceito de dieta.
II. "Álcool" é acentuado graficamente seguindo a regra de acentuação das paroxítonas terminadas em "l".
III. A expressão "dietas da moda" utiliza a forma "da" como uma contração da preposição "de" com o artigo definido "a", indicando posse.

Das assertivas, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3398156 Português
Leia o texto a seguir:


Deixar de seguir alguns perfis nas redes sociais pode ajudar a reduzir a ansiedade


Fazer uma limpeza na lista de quem seguimos pode diminuir sentimento de frustração e comparação


Com pessoas postando suas vidas de forma maquiada nas redes sociais, fica fácil achar que a grama do vizinho é sempre mais verde. A cada minuto são vídeos e fotos de viagens, carros caros, sucesso no trabalho, na vida fitness e no amor.


Comparar a vida e as conquistas com a dos outros pode levar a baixa autoestima, sentimentos de inadequação e ansiedade em relação à imagem e status social. É o que diz a psicóloga Vanessa Gebrim, pós-graduada em psicologia pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).


Era o que sentia a estudante de cinema Hadassa Maciel, 22, que decidiu eliminar quem não a influenciava de forma positiva por causa de sua ansiedade. Ela diz que seu quadro piorou muito durante a pandemia. "Quando eu olhava as redes sociais, tanto o Instagram quanto o TikTok, e via as pessoas que faziam parecer ter uma vida perfeita, todo mundo magro, que vai para a academia todos os dias, que tem uma dieta saudável e pele perfeita, eu ficava muito mexida."


Um estudo de 2017 da Royal Society for Public Health chamada #StatusofMind — algo como status da mente —, examinou os efeitos positivos e os negativos das redes sociais na saúde dos jovens. A pesquisa mostrou que o YouTube é a plataforma que tem o melhor impacto e o Instagram é a mais prejudicial para a saúde mental. Naquela época, o TikTok ainda não era uma febre como hoje, o que poderia tornar os resultados diferentes. "Eu cheguei a desinstalar o TikTok e o Instagram porque eu me cobrava muito", afirma Hadassa.


Gebrim, a psicóloga, afirma que as redes sociais podem, sim, gerar algum tipo de gatilho ou frustração, principalmente com essa onda das pessoas ficarem mostrando um estilo de vida sonhado por muitos, como o corpo esbelto, viagens incríveis, casas deslumbrantes, carros novos e alegria em tempo integral. "Isso é algo bem improvável de ocorrer o tempo todo e acaba afetando muito as pessoas. O ideal é parar de seguir o que te faz mal e ficar somente com aquilo que te faz bem", diz.


Hadassa conta que se sentia mal ao ver aquelas pessoas terem uma vida aparentemente perfeita. "Hoje em dia eu tenho discernimento e sei que não é uma vida perfeita, mas mexe muito com a cabeça da gente", diz. "Eu gosto de seguir pessoas normais, que mostram que a vida não é tudo isso."


A virada do ano é uma época propícia para revisar metas e repensar atitudes. Para começar o ano com uma relação mais saudável com as redes sociais, Gebrim, a psicóloga, dá algumas dicas. Ela afirma que trocar o que é tóxico por emoções e comportamentos positivos contribui para a saúde mental.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2024/01/deixar-de-seguir-algunsperfis-nas-redes-sociais-pode-ajudar-a-reduzir-a-ansiedade.shtml. Acesso em: 09 jan. 2024. 
Em “A virada do ano é uma época propícia para revisar metas e repensar atitudes. Para começar o ano com uma relação mais saudável com as redes sociais, Gebrim, a psicóloga, dá algumas dicas” (7º parágrafo), os dois termos destacados veiculam, respectivamente, a noção semântica de:
Alternativas
Respostas
121: B
122: A
123: E
124: E
125: E
126: D
127: A
128: B
129: A
130: E
131: E
132: B
133: C
134: C
135: B
136: E
137: B
138: D
139: C
140: D