Questões de Concurso
Comentadas sobre preposições em português
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Texto
A formação da cidadania
Em todas as manifestações de caráter social, político e econômico, da mais inconsequente opção (pessoal) às mais sérias decisões do governo, o ser humano é guiado por dois comportamentos básicos: pensar e agir, de acordo com os conhecimentos disponíveis. (....)
A interação contínua entre pensamento e ação permite ao homem tomar decisões, tanto as de natureza particular – como a escolha de um curso ou profissão ou a compra de um par de sapatos -, quanto as que terão consequências coletivas, como a eleição de governantes ou a participação em manifestações públicas. Portanto, de modo geral, as decisões não são arbitrárias. Não importa o grau de consciência política que o indivíduo possui, ou a massa de conhecimentos de que ele dispõe sobre uma questão: há sempre uma dose de reflexão em cada um dos seus atos.
É fácil de constatar que as ideias, as opiniões, as atitudes e as ações não seguem um esquema simples, mecanicista e uniforme, pois as diferentes preocupações que atormentam o homem se embaralham e se cruzam a cada instante e às vezes se chocam. É como se todas as provas automobilísticas do mundo fossem disputadas ao mesmo tempo no mesmo autódromo.
A formação do cidadão consiste em capacitá-lo a pôr ordem nesse processo, que se desenvolve ao seu redor mas sempre explode dentro dele. A principal contribuição formativa da educação é a de atuar sobre esse mecanismo mental decisório e ajustá-lo o mais corretamente possível, equilibrando os conhecimentos, as habilidades e as atitudes segundo padrões éticos, morais e outros, válidos para todos ou para a maioria das pessoas.
Não existe um método infalível para que alguém possa chegar, sempre, às melhores decisões sobre todas as coisas, mas pode-se melhorar a capacidade de raciocínio com a prática, o estudo, a crítica, a reflexão. O grande objetivo, que mais parece um ideal inatingível, é conseguir que cada indivíduo se torne autônomo, isto é, que seja capaz de decidir por si mesmo, não se sujeitando à interferências ou pressões externas. É o caminho que levará à formação de cidadãos conscientes.
(Martinez, Paulo. Direitos de cidadania – um lugar ao sol.)
“É fácil de constatar que as ideias, as opiniões, as atitudes e as ações não seguem um esquema simples, mecanicista e uniforme, pois as diferentes preocupações que atormentam o homem se embaralham e se cruzam a cada instante e às vezes se chocam”.
Sobre os componentes desse segmento do texto, é correto afirmar que:
A cantora começa a ensaiar assim que a platéia a ovaciona" — As partículas a, na ordem em que aparecem no período, são classificadas, respectivamente, como: artigo, pronome, artigo, preposição.
MOMENTO NUM CAFÉ
Manuel Bandeira
Quando o enterro passou
Os homens que se achavam no café
Tiraram o chapéu maquinalmente
Saudavam o morto distraídos
Estavam todos voltados para a vida
Absortos na vida
Confiantes na vida.
Um no entanto se descobriu num gesto largo e demorado
Olhando o esquife longamente
Este sabia que a vida é uma agitação feroz e sem
[ finalidade
Que a vida é traição
E saudava a matéria que passava
Liberta para sempre da alma extinta.
A lei ............. se referiu já foi revogada.
Os cálculos matemáticos ................ se lembraram eram enormes.
O emprego ................ aspiras é extremamente importante.
O conto de Machado ................. gostou foi premiado.
A peça teatral ................ assistimos foi de uma sutileza política fantástica.
Remião era um homem calado, hostil mesmo. Tinha emprego, era vigilante noturno de um cemitério bem distante da sua casa, mas não tinha amigos nem parentes com os quais conversasse.
Mas, no último dia de finados, algo surpreendente ocorreu. Quando Margarida chegou ao cemitério, já havia um ramo de flores sobre o túmulo de Remião. Quem o tinha colocado ali? Ela perguntou ao zelador do cemitério. Ninguém sabia. Claro que poderia ter sido um engano de alguém, mas era outra coisa que Margarida imaginava. Pensava em uma bela mulher vestida de preto, chorando e colocando o buquê ali. Quem seria essa mulher?
(Moacyr Scliar, Folha de S.Paulo, 02.11.2009. Adaptado)
Margarida começou________procurar as flores_________ Remião gostava, para comprar.
Remião era um homem calado, hostil mesmo. Tinha emprego, era vigilante noturno de um cemitério bem distante da sua casa, mas não tinha amigos nem parentes com os quais conversasse.
Mas, no último dia de finados, algo surpreendente ocorreu. Quando Margarida chegou ao cemitério, já havia um ramo de flores sobre o túmulo de Remião. Quem o tinha colocado ali? Ela perguntou ao zelador do cemitério. Ninguém sabia. Claro que poderia ter sido um engano de alguém, mas era outra coisa que Margarida imaginava. Pensava em uma bela mulher vestida de preto, chorando e colocando o buquê ali. Quem seria essa mulher?
(Moacyr Scliar, Folha de S.Paulo, 02.11.2009. Adaptado)
Carlos Drummond de Andrade
02 (manda, não, pede por favor) e resigna-se a escutar durante 20 minutos, no volume mais possante, o rádio
03 despejando assaltos e homicídios do dia. Os tiros, os gemidos, os desabamentos o acompanharão por todo o
04 percurso. É a fatalidade da vida, quando se tem pressa.
05 Mas eis que o motorista pega de um imprevisto cassete, coloca-o no lugar devido, liga, e os acordes
06 melódicos dos Contos dos Bosques de Viena irrompem do fusca amarrotado, mas digno.
07 Bem, não é a Nona Sinfonia nem um título menor da grande música, mas não estamos na Sala Cecília
08 Meireles, e isso vale como homenagem especial a um passageiro distinto, que pede por favor. Cumpre agradecer
09 a fineza:
10 – Obrigado. O senhor mostra que tem satisfação em agradar ____ passageiros, oferecendo-lhes música e
11 não barulho e crimes.
12 – Não tem de quê. O senhor também aprecia? 13 – O quê? 14 – Strauss. É um dos meus prediletos.
15 – Sim, ele é agradável. O senhor está sendo gentil comigo.
16 – Ora, não é tanto assim. Pus o cassete porque gosto de música. Não sabia se o senhor também gostava
17 ou não. Se não gostasse, eu desligava. Portanto, não tem que agradecer.
18 – E já lhe aconteceu desligar?
19 – Ih, tantas vezes. Fico observando ____ fisionomia do passageiro. Uns, mais acanhados, disfarçam, não
20 dizem nada, mas tem outros que reclamam, não querem ouvir esse troço. O senhor já pensou: chamar
21 Tchaikovski de “esse troço”? Pois ouvi isso de um cidadão de gravata e pasta de executivo. Disse que precisava
22 se concentrar, por causa de um negócio importante, e Tchaikovski perturbava a concentração.
23 – Ele talvez quisesse dizer que ficava tão empolgado pela música que esquecia o negócio.
24 – Pois sim! Nesse caso, não falaria “esse troço”, que é o cúmulo da falta de respeito.
25 – Estou adivinhando que o senhor toca um instrumento.
26 Olhou-me admirado:
27 – Como é que o senhor viu?
28 – Porque uma pessoa que gosta tanto de música, em geral toca. Seu instrumento qual é?
29 Virou-se com tristeza na voz?
30 – Atualmente nenhum. O senhor sabe, essa crise geral, a gasolina pela hora da morte, e não é só a
31 gasolina: a comida, o sapato, o resto. Tive de vender pra tapar uns buracos. Mas se as coisas melhorarem este
32 ano...
33 – Melhoram. As coisas __________ melhorar – achei do meu dever confortá-lo.
34 – Porque clarinetista sem clarinete, o senhor sabe, é um negócio sem sentido. Clarinete tem esta
35 vantagem: dá o recado sem precisar de orquestra. Um solo bem executado, não precisa mais pra encantar a
36 alma. Mas clarinetista, sozinho, fica até ridículo.
37 – Não diga isso. E não desanime. O dia em que arranjar outro clarinete – quem sabe?, talvez até seja o
38 mesmo que lhe pertenceu – será uma festa.
39 – Mas se demorar muito eu já estarei tão desacostumado que nem sei se volto a tocar razoavelmente.
40 Porque, o senhor compreende, eu não sou um artista, minha vida não dá folga pra estudar nem meia hora por
41 dia.
42 – O importante é gostar de música, tem amor e devoção por música, e está-se vendo que o senhor tem de 43sobra.
44 – Lá isso ta certo.
45 – Não importa que o senhor não seja solista de uma grande orquestra, e mesmo de uma orquestra
46 comum. Ninguém precisa ser grande em nada, desde que cultive alguma coisa bonita na vida. 47 Seu rosto iluminou-se.
48 – Que bom ouvir uma coisa dessas. Agora vou lhe confessar que isso de não ser músico dos tais que
49 arrebatam o auditório sempre me doeu um pouco. Não era por vaidade não, quem sou pra ter vaidade? Mas
50 um sonho __________. Sei lá. Ficava me imaginando num palco iluminado, tocando... Bobagem, o senhor
51 desculpe. Agora a sua palavra _______ tudo claro. Basta eu gostar de música. Não é _________ que gostem de
52 mim, que ela goste de mim. Obrigado ao senhor
53 Olhei o taxímetro, tirei a carteira.
54 – Eu nem devia cobrar do senhor. Fico até encabulado!
(Boca de Luar, 6ª ed., págs. 69-71, Editora Record, Rio, 1987)
As vítimas de ciberbullying têm o direito de prestar queixa e de pedir sanções penais. Caso o autor das ofensas tenha menos de 16 anos, os pais serão processados por injúria, calúnia e difamação. Se tiver entre 16 e 18 anos, responderá com os pais. E se tiver mais de 18 anos, assumirá a responsabilidade pelos crimes.
Para garantias legais, salve e imprima as páginas da internet onde foram divulgadas as mensagens de difamação ou ofensa sofrida e procure testemunhas. Não hesite em prestar queixa em delegacia comum ou naquela especializada em crimes virtuais, se houver uma em sua cidade.
Outras dicas pedagógicas são fundamentais e podem ajudar na conscientização dos alunos: dialogue com eles sobre o ciberbullying, para que não vejam esse ato como brincadeira.
Mostre a repercussão e a responsabilidade jurídica que esses atos podem levar. Converse também com os pais, realize palestras com toda a comunidade escolar. Verifique se o regimento interno da escola prevê sanções a quem pratica atos agressivos. Em caso negativo, discuta com colegas gestores a possibilidade de incluir o tema.
Participe mais das redes sociais na internet, expresse suas opiniões, combata as agressões com diálogo; é preciso assumir os espaços das redes sociais como espaço de aprendizagens, cooperação e formação. Conheça as representações que os alunos possuem sobre sua prática pedagógica e reflita sobre elas. Assim, poderemos começar a trilhar um caminho mais eficaz em relação ao combate ao ciberbullying.
ROCHA, Telma B. Na mira dos alunos.
Disponível em: http://www.cartacapital.com.br/carta-na-escola/na-mira-dos-alunos.htm
Acesso em: 11 out. 2010
Quando é verdadeira, quando nasce da necessidade de dizer, a voz humana não encontra quem a detenha. Se lhe negam a boca, ela fala pelas mãos, ou pelos olhos, ou pelos poros, ou por onde for. Porque todos, todos, temos algo a dizer aos outros, alguma coisa, alguma palavra que merece ser celebrada ou perdoada pelos demais.
Galeano, E. Celebração da voz humana/2. In: ___. O livro dos abraços. L & PM, 1991. p. 23 (fragmento)

Com relação ao sentido e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item subsequente.

