Questões de Concurso Comentadas sobre pontuação em português

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Q3503722 Português
TEXTO 1


Educação Integral e ensino de Língua Portuguesa: diálogos necessários

Por Gina Vieira Ponte


A função social da escola é garantir a todas(os) que passam pelos seus portões o acesso ao conhecimento científico poderoso que nos conecta com o que a humanidade foi construindo como saber, como experiência, como conhecimento, como marco civilizatório, ao longo do seu processo evolutivo. Falar de uma educação que se comprometa em olhar para todas as dimensões que constituem as(os) estudantes, falar de uma educação que se ocupe de educá-las(os) para que construam o pensamento crítico e incidam na sociedade buscando transformá-la é, portanto, falar de uma educação que as(os) olhe por inteiro, as(os) perceba em sua inteireza, como sujeitos sócio-históricos que são.

Entendendo que a concepção de Educação Integral deve orientar a organização do trabalho pedagógico em todas as etapas e modalidades e no ensino de todos os componentes curriculares, como incorporar às aulas de Língua Portuguesa os princípios, os pressupostos teóricos e as concepções da Educação Integral? Antes de tudo, é necessário destacar que a base histórica do ensino de Língua Portuguesa no Brasil apoia-se na ideia de transformar as diferenças em deficiências. Por muitos anos, o país construiu uma proposta pedagógica de ensino de Língua Portuguesa muito mais sustentada na ideia de confirmar às(aos) estudantes das camadas populares a sua suposta incompetência em relação a falar e utilizar a própria língua de forma escrita do que para fortalecer, de fato, os seus saberes e conhecimentos sobre ela (Soares, 2002).

A concepção de sociedade, a partir da qual esse ensino de língua foi proposto, anunciava a condição de subordinação das classes populares às classes dominantes. Parte desta proposta pedagógica envolvia estigmatizar as(os) estudantes das camadas mais populares, desqualificando os seus dialetos, os seus registros linguísticos, e apresentando o Português como uma língua dominada apenas por um grupo seleto. Também é importante relacionar essa concepção de ensino de língua com a nossa herança colonial. Sendo o Brasil um país de base histórica escravocrata e racista, muitas das teorias produzidas para pensar a educação brasileira, bem como o ensino de línguas, eram reproduções de ideias europeias que partiam da compreensão de que os grupos sociais miscigenados eram considerados incapazes (Patto, 2015).

A nossa riqueza cultural, a nossa diversidade como país está, em grande medida, materializada na diversidade linguística que nos constitui. Uma vez que a linguagem é o principal produto da cultura e o principal elemento para a sua transmissão, ignorar a diversidade linguística que nos constitui é restringir e aligeirar o trabalho realizado no ensino de línguas [...].

Uma postura de genuíno respeito ao saber linguístico da(o) aluna(o) deve estar intrinsecamente ligada ao compromisso ético de garantir que a(o) estudante compreenda a diversidade linguística que nos constitui, e tenha a oportunidade de ter um ensino de língua de qualidade teórica, pedagógica e humana. Isso significa criar as condições adequadas para que ela(ele) possa pensar, de forma sistematizada, a gramática da própria língua, os gêneros textuais/discursivos, as suas convenções e regras de funcionamento, e possa conhecer, apropriar-se e fazer uso do que alguns autores convencionaram chamar de dialeto-padrão, não como um dialeto superior ao seu, mas como o dialeto necessário ao exercício da cidadania, necessário para que essa(esse) estudante conquiste melhores e mais amplas condições de participação social, política e cultural. Este é um imperativo ético de uma Educação Integral que estabelece um compromisso inegociável com a garantia das aprendizagens (Guedes, 1997; Soares, 2002).

Para garantir esse direito, as(os) profissionais da educação precisam ainda se compreender como intelectuais orgânicas(os) (Giroux, 1997), precisam ter a sua autoria e autonomia respeitadas, devem ter, como elemento norteador do seu fazer pedagógico, a premissa de que “a aula de Português não faz sentido se não for dada para leitoras(es). Só a(o) leitora(or) pode ser chamada(o) a ler melhor o que leu e a escrever melhor o que escreveu” (Guedes, 1997, p.7). O sentido de ler, aqui, precisa também ser reconfigurado, porque não se restringe à concepção de leitura muitas vezes cristalizada na escola, em que se espera que a(o) aluna(o) leia apenas para aceitar ou descobrir os sentidos já constituídos como tradicionais nos textos. O que se deve buscar nessa leitura, como nos adverte o grande mestre Paulo Freire, é “uma compreensão crítica do ato de ler, que não se esgota na decodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo” (Freire, 1989, p. 23).

Quanto à leitura, merece destaque também o trabalho com a literatura, a literatura brasileira como este “esforço histórico que construiu uma cultura de resistência ao colonialismo” (Guedes, 1997, p.11), a literatura como espaço de reflexão crítica sobre a realidade, sobre nós mesmos, a literatura como alimento para a imaginação. Em uma escola que se ocupa da Educação Integral, o trabalho com a literatura tem centralidade, porque ela é um dos elementos culturais mais importantes para a formação humana, ética, artística e para o desenvolvimento da capacidade de pensar de forma inteligente e profunda a realidade [...].

Na tarefa de construir a(o) leitora(or), nós, professoras e professores, precisamos estar atentas(os) também ao fato de que a curadoria que fazemos dos textos que trabalhamos em nossas aulas, no nosso compromisso de promover uma Educação Integral, não pode repercutir as exclusões históricas que deixaram fora do currículo oficial as produções de mulheres, de escritoras e escritores negras(os), indígenas, quilombolas, bem como das(os) escritoras(es) locais, aquelas(es) que escrevem sobre a realidade daquele território e daquela comunidade onde a escola está inserida [...].

Falar da interface entre ensino de Língua Portuguesa e Educação Integral é falar da promoção de uma educação genuinamente transformadora. Se a língua é o nosso instrumento mais importante de significação, representação e relação com o mundo, a forma como a escola ensina essa língua será decisiva, não só quanto a garantir ou não o direito de a(o) estudante aprender, mas ela será decisiva na maneira como essa(esse) estudante construirá relações consigo, com a sua comunidade e com o seu país [...].


PONTE, Gina Vieira. Educação Integral e ensino de Língua Portuguesa: diálogos necessários. Na Ponta do Lápis, São Paulo, ed. 41, p. 7-15, set. 2024. Disponível em: https://www.cenpec.org.br/pesquisa/na-ponta-do-lapis/. Acesso em: 28 mai. 2025. [Texto adaptado]
Analise o emprego das vírgulas destacadas nos excertos a seguir:

[...] o que a humanidade foi construindo como saber,[1] como experiência,[1] como conhecimento,[1] como marco civilizatório [...]
Por muitos anos,[2] o país construiu uma proposta pedagógica de ensino de Língua Portuguesa muito mais sustentada [...]
[...] utilizar a própria língua de forma escrita do que para fortalecer,[3] de fato,[3] os seus saberes e conhecimentos sobre ela [...]
Se a língua é o nosso instrumento mais importante de significação, representação e relação com o mundo,[4] a forma como a escola ensina essa língua será decisiva [...]

Assinale a opção em que se justifica, adequada e respectivamente, o uso da vírgula nos casos numerados em cada excerto.
Alternativas
Q3502923 Português

Texto CG2A1

        O termo “soluções baseadas na natureza” foi cunhado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A ideia é ele ser um conceito guarda-chuva: um único termo que consegue abranger uma grande gama de estratégias, técnicas, ações e atividades que envolvem a natureza para resolver problemas sociais, econômicos e ambientais do mundo atual.

        Quando falamos especificamente de acesso à água, as florestas aparecem como uma das principais soluções baseadas na natureza para dar segurança aos nossos sistemas de abastecimento. Elas podem trazer benefícios para a sociedade ao mesmo tempo que se apresentam como investimentos economicamente viáveis, a ponto de uma série de pesquisas começar a abordar a vegetação nativa como uma forma de infraestrutura — a infraestrutura natural. Chamamos de “Infraestrutura natural” investimentos e intervenções em conservação, manejo e restauração da vegetação nativa e de florestas. Essas ações não substituem investimentos em infraestrutura convencional, mas se complementam, aumentando os benefícios e gerando maior resiliência onde são implantadas.

        Atualmente, a maior parte dos investimentos em infraestruturas para o abastecimento de água das cidades é feita em infraestruturas convencionais, como reservatórios, represas e estações de tratamento. Essas obras podem ganhar muito se forem planejadas em sintonia com a infraestrutura natural. Em uma paisagem degradada, ou com solo que sofre processos severos de erosão, uma grande carga de sedimentos — terra e sujeira, por exemplo — acaba indo para os rios e reservatórios, o que aumenta os custos de dragagem e acarreta maior uso de produtos químicos no tratamento da água, além de diminuir a vida útil dos reservatórios. Com a restauração de florestas em paisagens degradadas e em áreas prioritárias para o abastecimento de água, como no entorno de reservatórios, as árvores evitam que grande parte dos sedimentos chegue aos cursos d’água, funcionando como barreiras naturais e gerando economia no uso de produtos químicos e nos custos de energia das estações de tratamento.

        Isso sem contar os benefícios mais amplos, como recuperação do solo, captura de gases de efeito estufa, que ajuda a mitigar as mudanças climáticas, formação de corredores ecológicos para espécies ameaçadas e aumento da resiliência a impactos de eventos climáticos extremos, como secas ou inundações. Dessa forma, a infraestrutura natural é um investimento inteligente do ponto de vista socioeconômico, que traz retornos no longo prazo e produz bons resultados para toda a sociedade. As empresas de saneamento no país todo só têm a ganhar ao investir na restauração florestal.

V. Tornello; L. Caccia; M. Oliveira; Bruno Calixto. Florestas para água: uma solução baseada na natureza para enfrentar crises hídricas. Internet: (com adaptações). 

Considerando a estruturação linguística do texto CG2A1, julgue o item subsecutivo.

Os sinais de travessão no terceiro período do penúltimo parágrafo poderiam ser substituídos, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto, por sinais de parênteses. 

Alternativas
Q3502625 Português
       Desde que me lembro por gente, sempre gostei muito da escola. No Ensino Médio, como estudei em ETEC, precisei escolher um técnico. Das minhas opções a que mais calhava era Técnico em Saneamento. No fim do Ensino Médio, por pura pressão, acabei escolhendo Química Tecnológica na UNICAMP. Fui por impulso, orgulhosa por ‘não estar perdendo tempo’, direto do Ensino Médio pra faculdade, sem saber ao certo o que queria. Logo arrumei um emprego e estudava à noite. Foi quase um ano e meio assim. Nunca me senti apaixonada pela graduação, mas sempre colocava a culpa em trabalhar de dia, dormir pouco, morar longe... Até que resolvi largar o emprego para ver se melhorava. Mas eu estava tão confusa e exausta da vida a esse ponto, que percebi que não trabalhar mais não ajudou em nada na minha motivação, só piorou.
           Eu empurrava meus dias com a barriga e uma certeza cresceu em mim, um sentimento, de que ali não era meu lugar. Em questão de uma semana tranquei meu curso, sem ideia do que queria fazer do meu futuro. Foi uma época de rompimento total com tudo, na parte afetiva, profissional e acadêmica. Estava perdida, mas sabia que no sentido certo.
        Depois disso, fui deixando a vida me levar, entregando currículos, até que por uma coincidência, comecei como Jovem Aprendiz em um banco. Gostei da área, fui pesquisar cursos a respeito e me interessei muito por Economia. Comecei Ciências Econômicas numa faculdade pequena. A decisão não foi difícil de tomar em nenhum momento porque em algum lugar eu já sentia que a vida que eu tentei levar não era pra mim. Hoje, consegui um emprego fixo como efetiva no banco e estou muito feliz com isso. Agora sim, sinto que achei o meu lugar. Talvez não pra sempre, mas pelo menos por hora. Não me arrependo de ter feito nada na vida. Pra mim não foi perda de tempo. Consigo ver que misturei uma paixão, hobbie e a conexão com a natureza que sempre senti com a minha vocação profissional.


YARA SZLACHKA, BANCÁRIA, 20 ANOS.
Revista Ler & saber. Ano 2 – nº 28 (adaptado)

Abaixo há algumas afirmativas inspiradas no texto. Assinale a única que está livre de problemas de pontuação.
Alternativas
Q3502183 Português
        Entre as décadas de 1890 e 1930, período caracterizado pelo processo de modernização das grandes cidades, observou-se uma das maiores transformações técnicas nas habitações: a sua articulação aos sistemas de infraestrutura urbana. Com a chegada dos serviços de abastecimento de energia e saneamento no interior da moradia, surgiu a necessidade de espaços e práticas específicas para o funcionamento da nova aparelhagem, o que implicava a reorganização dos ambientes e da vida doméstica. 
        Um dos grandes feitos da tecnologia das canalizações foi concentrar e organizar os fluxos de água pura e servida, antes dispersos pelo espaço da cidade, e estabelecer, assim, maior controle sobre a captação e o descarte da água. Simultaneamente à oferta da infraestrutura sanitária, existia uma série de ações deliberadas para a extinção do uso compartilhado e gratuito da água, como a destruição dos chafarizes, para forçar a conexão das residências às redes urbanas, e a proibição do uso dos rios e córregos para banho, lavagem de roupa ou despejo de dejetos. Além dos riscos que ofereciam à saúde pública, essas práticas, comuns até então, passaram a ser consideradas como expressão do atraso civilizacional das grandes cidades do país, obstáculos em seu processo de modernização.
        Nesse sentido, o cerceamento de determinadas práticas no espaço público respondia ao enquadramento de ordem do sistema de higiene, pelo qual se promovia a casa como lugar privilegiado do domínio sobre o consumo da água e de eliminação dos dejetos. Trata-se do processo que François Béguin, engenheiro de materiais e ex-líder do Grupo de Energia e Meio Ambiente, na França, denomina de “domesticação da circulação dos fluidos”, em referência ao pioneiro sistema urbano de redes nas cidades industriais inglesas do século XIX.
        Béguin mostra que, embora não tenham sido desenvolvidos para as habitações residenciais, o aparelhamento técnico e as atividades de captação de água, lavagem de roupa, banhos, despejo de água servida etc. passaram a ter lugar nos espaços domésticos. A configuração arquitetônica foi transformada com a instalação de dispositivos e equipamentos, bem como com a formulação de ambientes especiais, como os banheiros.

Clarissa de Almeida Paulillo. Padrões e apropriações da higiene na consolidação do banheiro nas moradias paulistanas (1890−1930). In: Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material, São Paulo, v. 30, p. 1–38, 2022. Internet: (com adaptações).

Julgue o item que se seguem, com base na estruturação linguística do texto CG1A1 e no vocabulário nele empregado.

No primeiro período do quarto parágrafo, a supressão da vírgula após o termo “que” preservaria a correção gramatical do texto. 

Alternativas
Q3502100 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Os caminhos para a reconciliação

        Existe um setor do nosso sistema de justiça que trabalha em nome de reconciliação. Ele atua mediando conflitos de todo tipo. Ele busca uma sociedade reconciliada, livre e madura. Eu não sabia de sua existência até ser convidada para palestrar num encontro de mulheres sobre o tema da Justiça Restaurativa, realizado em Brasília. Quando me dediquei a estudar o assunto, fiquei absolutamente perplexa e emocionada.

        Qualquer pessoa que já se propôs a enfrentar um processo de reconciliação na vida, em qualquer escala, sabe que a empreitada não é fácil. Muitas vezes, ao encarar "o outro lado", a gente se dá conta de estar olhando no espelho e essa revelação é perturbadora.

        Não se trata aqui de diminuir a gravidade de crimes cometidos e a responsabilidade do criminoso. Muito pelo contrário. Trata se de uma tentativa honesta de reconciliar um país e de compreender que estruturas de poder segregacionistas produzem segregação e autorizam comportamentos. Como disse Nelson Mandela: se sabemos como ensinar pessoas a odiar umas às outras também podemos ensiná-las a amar.

        A justiça restaurativa é um conjunto ordenado e sistêmico de princípios, métodos, técnicas e atividades próprias, que visa à conscientização sobre os fatores relacionais, institucionais e sociais motivadores de conflitos. É um conceito que implica a sociedade na formação das pessoas que nela vivem. É a ideia de que a sociedade é corresponsável pelos crimes que seus membros cometem. Como poderia ser diferente? Uma sociedade que se quer inocente dos horrores que dentro dela operam não é uma sociedade justa e igualitária.
 
        A luta pela reconciliação encontra abrigo nesse setor da justiça, e acredita que a reconciliação se faz por restauração do diálogo e não por cancelamentos ou prisões. O poder da transformação positiva de pessoas e de comunidades não será o que temos de mais humano?

(Adaptado de: LACOMBE, Milly. São Paulo: Folha de S. Paulo, 27/03/25) 
É inteiramente aceitável esta nova pontuação de uma frase do texto:
Alternativas
Q3501817 Português
Leia:
"constitui erro usar a vírgula entre termos que mantêm entre si estreita ligação sintática por exemplo, entre sujeito e verbo".
Com base nessa regra, assinale a alternativa que apresenta a pontuação correta:
Alternativas
Q3501816 Português
Leia para responder à questão.

Hanseníase

O Ministério da Saúde informou que 2023 contou com aumento de 5% de casos registrados da doença hanseníase em comparação com 2022. O estado do Mato Grosso é líder no registro da doença.
No dia 23 de janeiro, o Ministério da Saúde anunciou R$ 55 milhões para a prevenção e o tratamento da hanseníase no Brasil. O objetivo, segundo o governo, é eliminar a doença como problema de saúde pública.
A Hanseníase é uma doença que afeta pele e nervos periféricos e é causada por uma bactéria (bacilo de Hansen), a qual pode ser transmitida de uma pessoa para outra.
Identifique a função das vírgulas no trecho "O objetivo, segundo o governo, é eliminar a doença como problema de saúde pública":
Alternativas
Q3501792 Português
Uma das funções da vírgula é separar o aposto explicativo. Assinale a alternativa em que as vírgulas foram empregadas corretamente para isolar esse termo: 
Alternativas
Q3500995 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Uso de bicicletas elétricas cresce no Brasil

As bicicletas elétricas (ebikes) têm ganhado espaço nas cidades brasileiras, principalmente entre os jovens, por serem práticas e isentas de tributos.

A Resolução nº 465 do Contran estabelece critérios para equiparação às bicicletas comuns, como limite de 350 watts e velocidade de até 25 km/h. Contudo, muitos modelos no mercado excedem essas especificações, o que os enquadra em outras categorias do Código de Trânsito Brasileiro.

Apesar disso, circulam sem fiscalização, ocupando calçadas e vias rápidas, muitas vezes guiadas por pessoas sem capacete ou habilitação. 

A popularização das ebikes também se deve ao custo-benefício e à isenção de impostos. Embora contribuam para a redução de poluentes, o uso desordenado gera riscos. 

A falta de regras claras e fiscalização eficiente preocupa. O crescimento desregulado aponta a urgência de atualizar a legislação. 

Regras mais precisas podem garantir segurança e definir o papel das ebikes na mobilidade urbana.

Euler Vespúcio - Texto Adaptado


https://www.otempo.com.br/opiniao/2025/6/10/uso-de-bicicletas-eletrica s-cresce-no-brasil 

Considere o uso da vírgula no seguinte período adaptado do texto:



"Apesar disso, circulam sem fiscalização, ocupando calçadas e vias rápidas, muitas vezes guiadas por pessoas sem capacete ou habilitação."



Assinale a alternativa que justifica corretamente o emprego das vírgulas nesse período.

Alternativas
Q3498840 Português
Assinale a alternativa em que o uso da vírgula está incorreto, de acordo com as regras gramaticais da língua portuguesa.
Alternativas
Q3498110 Português
Leia o texto a seguir:


Cientistas descobrem hábito que envelhece o cérebro em quase 3 anos


    Ter um sono de má qualidade tem um impacto significativo na saúde do cérebro, podendo acelerar o envelhecimento cerebral em até três anos. Um estudo conduzido por cientistas da Universidade da Califórnia em São Francisco, nos EUA, revelou que a dificuldade para adormecer ou permanecer dormindo está diretamente associada a uma piora na saúde cerebral ao longo dos anos.


    A pesquisa analisou cerca de 600 pessoas de meia-idade, acompanhando seus padrões de sono e realizando exames cerebrais ao longo de 15 anos. Mesmo após ajustes para fatores como idade, sexo, hipertensão e diabetes, os resultados indicaram que a má qualidade do sono influencia negativamente o cérebro.


    Segundo Kristine Yaffe, membro da Academia Americana de Neurologia, é essencial tratar os problemas de sono precocemente para preservar a função cerebral ao longo da vida. Ela recomenda manter um horário de sono regular, praticar exercícios físicos, evitar cafeína e álcool antes de dormir e adotar técnicas de relaxamento. 


Metodologia do estudo


    Os participantes do estudo responderam questionários sobre seis características do sono: sono curto, má qualidade, dificuldade para adormecer, dificuldade para manter o sono, acordar cedo e sonolência diurna. Com base nas respostas, foram divididos em três grupos: baixo, médio e alto risco de envelhecimento cerebral acelerado. Aqueles do grupo intermediário apresentaram uma idade cerebral média 1,6 ano maior do que os do grupo baixo, enquanto os do grupo alto tiveram um envelhecimento médio de 2,6 anos a mais. 


    Esta não é exatamente uma novidade, pois estudos anteriores já haviam relacionado distúrbios do sono a déficits cognitivos e maior risco de demência.


Fonte:https://www.msn.com/pt-br/saude/medicina/cientistas-descobremh%C3%A1bito-queenvelhece-o-c%C3%A9rebro-em-quase-3-anos/ar-AA1zUZBQ?ocid=msedgdhp&pc=DCTS&cvid=f7edb7262e634a2bab7fbabc56781a26&ei=14.Acesso em 02/06/2025. Excerto adaptado. 
“Com base nas respostas, foram divididos em três grupos: baixo, médio e alto risco de envelhecimento cerebral acelerado” (4º parágrafo). Nesse trecho, o uso de dois-pontos serviu para indicar uma:
Alternativas
Q3497926 Português
TEXTO IV

POR QUE O BRASIL GUARDOU ARROZ E
FEIJÃO NO 'COFRE DO APOCALIPSE'?


         Imagine um grande backup de sementes de quase todo o mundo, protegendo a humanidade contra um evento apocalíptico ou catástrofe global que nos faça recomeçar do zero. Assim é o Seed Vault, conhecido como “cofre do apocalipse” ou “arca de Noé das plantas”. Foi nesse grande banco de dados genéticos que o Brasil depositou seus cultivares de arroz e feijão no fim de fevereiro, precavendo o nosso país do “fim do mundo”.

         “Tive o privilégio de entregar pessoalmente as caixas para depósito nesse banco. As sementes dessas cultivares de arroz e feijão e a diversidade contida nelas estarão preservadas por décadas”, diz Elcio Perpetuo Guimarães, chefe-geral da Embrapa Arroz e Feijão, ao UOL.

       Ele é operado em uma parceria entre o Ministério Norueguês de Alimentos e Agricultura, o banco regional de genes NordGen e o Crop Trust, uma organização internacional independente. A ideia, no entanto, foi concebida na década de 1980 por Cary Fowler, ex-diretor executivo do Crop Trust, e só começou a se tornar realidade depois que um Tratado Internacional de Sementes, negociado pela ONU, foi assinado em 2001. 

Disponível em: <https://abrir.link/wlxUt>. Adaptado. Acesso em: 26 de maio de 2025.

Assinale a função da vírgula antes da aditiva “e” em: “A ideia, no entanto, foi concebida na década de 1980 por Cary Fowler, ex-diretor executivo do Crop Trust, e só começou a se tornar realidade depois (...)”. 
Alternativas
Q3497914 Português
Título 1:


‘Cofre do apocalipse’: conheça o imponente e impenetrável Banco Mundial de Sementes, que tem mais de 1 milhão de amostras e fica a -18ºC.
(Disponível em: <https://abrir.link/fDAWd>)


Título 2:


Saiba onde ficam as sementes para sobreviventes do fim do mundo.
(Disponível em: <https://abrir.link/xRrRJ>)


Título 3: Guardiões da biodiversidade: Uma viagem ao núcleo do Banco Mundial de Sementes.
(Disponível em: <https://abrir.link/jPVus>)

A respeito da introdução referencial marcada por aspas simples no título 1, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3496473 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Aprendizagem para o futuro


Marcos de Lacerda Pessoa


    As rotinas dos indivíduos e os cenários profissionais estão mudando muito rapidamente, ensejando as seguintes questões, que já permeiam todas as atividades humanas: Quem serão as pessoas do novo tempo? Estamos prontos para construir o futuro num ambiente com tantas mudanças? Estamos sendo devidamente educados ou educando-nos para isso?


    O grupo The Economist publicou recentemente um relatório sobre aprendizagem, com vistas a estabelecer critérios que garantam educação dos jovens voltada para o futuro. O documento afirma que muitos governos não estão fazendo o suficiente a fim de preparar os jovens para as grandes mudanças que têm ocorrido no trabalho e na vida, e para os complexos desafios do século 21. Assuntos cruciais, como o aprendizado baseado na solução de problemas e os conceitos de cidadania global, estão sendo ignorados. Pensamento crítico, prática de trabalho em colaboração e consciência a respeito das questões globais precisam ser desenvolvidos.


    O relatório ainda afirma que as políticas educacionais necessitam ser implementadas por um conjunto de professores bem equipados, com capacidade para orientar os estudantes no sentido de eles adquirirem as competências que serão relevantes no futuro. As salas de aula precisam ter suas paredes “derrubadas”. Os alunos necessitam enxergar a aprendizagem como um processo não confinado aos ambientes tradicionais de ensino. Os programas no exterior podem ser um caminho para isso, bem como a colaboração entre universidade e empresa.


    Professores bem pagos e fundos de apoio à educação são fatores importantes, mas o dinheiro não pode ser uma panaceia. Salários dignos e elevação do prestígio da classe dos professores são temas essenciais, mas deve-se atentar para o fato de que só esses fatores não resolverão as complexas questões inerentes ao sistema educacional. Uma questão é essencial: a reciclagem para a permanente atualização do corpo docente.


    O texto destaca que a educação holística, voltada ao futuro, tem ligação direta com uma sociedade que seja tolerante e também aberta em termos de diversidade cultural, liberdade de expressão, respeito e valorização das mulheres etc. E o documento também identifica algumas habilidades que devem ser cultivadas nos alunos para, quando adultos, poderem vencer as complexidades dos problemas a surgir no futuro. Entre elas, estão habilidade no tratamento interdisciplinar, habilidade criativa e analítica, habilidade para o empreendedorismo, habilidade de liderança, habilidade digital e técnica, consciência global e educação cívica.


    Se o modelo educacional de hoje foi criado para a era industrial, um novo modelo é agora necessário visando preparar os estudantes para as demandas e desafios da era da informação, quando as inovações serão cada vez mais frequentes.


    Com respeito à inovação – algo que certamente estará no centro da economia do futuro –, o governo da Austrália publicou recentemente a primeira minuta de um documento listando o comportamento esperado daqueles que queiram desenvolver trabalhos inovadores. A lista, apresentada a seguir, está baseada no documento australiano e pode servir de direcionamento para uma aprendizagem voltada ao futuro. Segundo ela, os alunos – em todos os ambientes, mas especialmente em sala de aula – devem ser estimulados e treinados para formular perguntas. Como inovação diz respeito a mudar comportamentos e alterar a maneira como as coisas são feitas, faz-se relevante que os alunos fiquem habituados a questionar hipóteses; questionar como e por que as coisas são feitas de certo modo; questionar se haveria maneira melhor de se fazer; perguntar se haveria algum ângulo diferente de olhar para as coisas, ou se haveria outras pessoas que pudessem adicionar novos insights. Os alunos devem ser treinados a usar as respostas a essas questões para construir uma compreensão mais rica de uma determinada situação, de quais são os problemas existentes e do que pode ser feito para resolvê-los.


    Eles também têm de ser incentivados a realizar testes e a experimentar. Inovação é incerteza: se houvesse alguém sabendo exatamente o que vai acontecer, não seria inovação. Para reduzir essa incerteza, é preciso testar, experimentar uma nova ideia e aferir os resultados. Os alunos precisam estar treinados nisso.


    Os alunos, ainda, devem ser treinados para contar histórias. É comum que uma nova ideia pareça para outros como uma atividade adicional de trabalho, ou como uma fuga em relação ao negócio principal. Se uma história for contada como parte do processo inovador, deixando claros quais os benefícios a alcançar, pode-se identificar como e por que a inovação se faz relevante. Assim, a inovação terá mais chances de passar a ser encarada como parte de um trabalho existente, em vez de uma carga adicional de trabalho.


    Outra qualidade é a de ter foco no problema a ser solucionado. Há sempre muitas ideias, mas quais serão as mais relevantes para a solução de problemas existentes? É importante não ficar “grudado” a uma ideia específica, mas concentrar-se nos benefícios que cada ideia poderá proporcionar. Sempre podem aparecer ideias melhores, o que demandará uma mudança de direção. Focar no problema (e não em ideia especifica) tende a proporcionar maior flexibilidade, escolhendo-se sempre a ideia mais adequada.


    E, por fim, os estudantes devem estar conscientizados sobre o valor da persistência. Desenvolver uma ideia inovadora pode requerer novas habilidades e competências. Isso exige que as pessoas saiam da sua posição de conforto, o que geralmente resulta em antagonismos. Nessa hora, é preciso não desistir ante o primeiro problema. Eventualmente, se a resistência for grande, pode ser necessária a formação de novas equipes e novas redes de relacionamentos, para que o novo empreendimento possa ser viabilizado.


    Há bastante tempo dividem-se as opiniões quanto ao propósito dos locais de aprendizagem – escolas, colégios, faculdades, universidades. Em termos um tanto simplificados, a grande cisão é entre as pessoas de convicção conservadora, que se satisfazem em apoiar um ensino que reflita e preserve o statu quo, e aquelas que acreditam que os ambientes de aprendizagem devem ser postos avançados que atuem na fronteira das mudanças socioeconômicas. Entre essas duas posições polares, há, naturalmente, infinitas nuances de opinião.


    Aceitar a ideia da aprendizagem orientada para o futuro é ingressar nas fileiras dos que creem que a educação deva ser um agente de mudança e de transformação para a construção de um mundo melhor para todos!


Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br 
As vírgulas utilizadas no período “A lista, apresentada a seguir, está baseada no documento australiano e pode servir de direcionamento para uma aprendizagem voltada ao futuro”, presente no sétimo parágrafo do texto “Aprendizagem para o futuro” são, de acordo com a norma padrão da língua portuguesa, necessárias porque: 
Alternativas
Q3494494 Português
Entrar no espaço muda o corpo humano — e, inicialmente, isso parece incrível.

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpq2329ex05o. adaptado

Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3494014 Português

Texto para a questão.



O naufrágio


    Cada dia na vida humana é único, pois o corpo está em constante transformação. Em sete anos, todas as células se renovam, e em uma vida longa, o corpo é trocado diversas vezes. Somos feitos de matéria mutável, conectados ao universo em sua essência atômica.

    Viver plenamente o presente, como ensina o xamã do Yucatán, é libertar-se do peso do passado e da ansiedade do futuro — é o que a criança faz, vivendo apenas de sensações imediatas.

    A morte, inevitável, causa temor, mas pode ser vista como parte de um ciclo maior. Religiões orientais falam em reencarnação e karma; outras, em vida eterna espiritual.

    O pavor da morte se deve ao desconhecimento e, também, às reações do ambiente, da família, dos amigos, da sociedade em geral, daqueles com os quais se convive.

    A variedade de condições em que nascemos levanta questões sobre mérito, destino e justiça. Platão e o pensamento oriental sugerem que as almas escolhem onde nascer, conforme seu grau de evolução.

    A espiritualidade oriental vê a morte como troca de roupa: transitória. O budismo diz que o divino está em nós — e o despertar é reencontrar essa essência.

    Ao fim da vida, resta a paz de quem, mesmo após naufragar, contempla o infinito e encontra doçura nas águas do desconhecido.

    Gastei minha vida para vencer uma congênita ignorância e pequenez. Consegui um vislumbre do infinito à minha frente. Contudo, sinto-me feliz, como o poeta que revelou: “o naufragar é doce neste mar”.


Vittorio Medioli – Texto Adaptado


Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/vittorio-medioli/2025/4/27/o-naufragio

No trecho “Viver plenamente o presente, como ensina o xamã do Yucatán, é libertar-se do peso do passado e da ansiedade do futuro — é o que a criança faz, vivendo apenas de sensações imediatas”, o uso das vírgulas entre “como ensina o xamã do Yucatán” e do travessão contribui diretamente para a construção do sentido do período. Assinale a alternativa que apresenta a análise correta da função desses sinais de pontuação no contexto.
Alternativas
Q3492139 Português
TEXTO I

SISTEMAS AGRÍCOLAS MAIS
SUSTENTÁVEIS


            A expansão da agropecuária no Brasil e as exigências do mercado consumidor por uma produção mais sustentável têm direcionado as cadeias produtivas para o aprimoramento do desempenho social, econômico e ambiental. Essa transformação é quase uma metamorfose que passa de uma produção extensiva para sistemas agrícolas mais sustentáveis, seguindo os requisitos da legislação ambiental vigente e sem a perda de novas áreas naturais.

      A intensificação sustentável da agricultura é aquela capaz de aumentar o rendimento agrícola, ao mesmo tempo em que reduz seu impacto ambiental e assegura a saúde dos ecossistemas de apoio. Então, qual seria o futuro dos sistemas agrícolas mais sustentáveis? Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a expansão agropecuária brasileira nos últimos anos teve como prioridade a produtividade, ou seja, a redução de área plantada com aumento de produção (IGBE, 2015).

           Para que essa intensificação ocorra de maneira sustentável, têm sido geradas e utilizadas diversas tecnologias, tais como novas cultivares e raças mais produtivas com tolerância a pragas e doenças, sistemas de produção integrados, como a integração-lavoura-pecuária-floresta (ILFP) ou a integração lavoura-pecuária (ILP), o manejo integrado de pragas e doenças (MIPD), o sistema de plantio direto (SPD), entre outros.

       Outras duas iniciativas são o protocolo Carne Carbono Neutro (CCN), cuja produção se dá em sistemas de integração que possuem o componente florestal, responsável pelo sequestro de carbono, possibilitando a neutralização da emissão de metano pelos animais, além de proporcionar conforto térmico pelo sombreamento das pastagens. A outra iniciativa é a Carne de Baixo Carbono (CBC), quando são utilizados sistemas integrados sem o componente florestal, nos quais o manejo adequado do pasto proporciona o sequestro de carbono no solo, mitigando as emissões dos animais em pastejo. Ambos são novos modelos de inovação e negócios mais sustentáveis, representando importante estratégia de agregação de valor aos produtos agropecuários brasileiros nos mercados internos e externos (Skorupa, 2021).


Disponível em: <https://www.embrapa.br/visao-defuturo/sustentabilidade/sinal-e-tendencia/sistemas-agricolasmais-sustentaveis.>. Acesso em: 26 de maio de 2025. 






A charge mostra a imagem do planeta Terra com um aspecto agressivo, fumando e produzindo bastante fumaça, segurando o cartão chamado “credit carb”, com os dizeres: ‘E daí que faz mal à saúde? Tô pagando!’ 
Assinale a alternativa que descreve com maior acuidade o valor sintático-semântico da vírgula, que precede a forma verbal sublinhada a seguir: 

“[…] seguindo os requisitos da legislação ambiental vigente, e sem a perda de novas áreas naturais.”.
Alternativas
Q3490555 Português
Eleita Capital Mundial do Livro, Rio tem bibliotecas históricas


      A cidade do Rio de Janeiro foi escolhida como a Capital Mundial do Livro em 2025, uma iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) que reconhece anualmente municípios que promovem a leitura para todos os grupos sociais e faixas etárias.

    Esta foi a primeira vez que uma capital de língua portuguesa recebeu o título. Em 2024, Estrasburgo, na França, ficou com a distinção. Madri, Alexandria, Bogotá, Amsterdã, Buenos Aires e Atenas já carregaram o título no passado.

      Em comunicado à imprensa, a Unesco afirmou que o patrimônio literário do Rio de Janeiro é de suma importância social. O órgão também destacou a "visão claramente definida e um plano de ação para promover a literatura, a sustentabilidade do mercado editorial e a leitura entre os jovens, aproveitando as tecnologias digitais".

     Audrey Azoulay, diretora-geral da Unesco, ressaltou que os livros são veículos essenciais para acessar, transmitir e promover educação, ciência, cultura e informação. "Graças aos livros, nós nos mantemos informados, nos divertimos e somos capazes de entender melhor o nosso mundo", comentou em nota.

     O ano de comemorações do Rio como a Capital Mundial do Livro teve início no fim de abril. A cidade do Rio de Janeiro é sede da Bienal do Livro do Rio, uma das maiores feiras da área em toda América Latina. A última edição, de 2023, bateu recorde de público com mais de 600 mil visitantes e vendeu cerca de 5,5 milhões de livros, segundo a organização. Em 2025, o evento começa em 13 de junho.

      Outro destaque aconteceu no ano passado, quando o Rio de Janeiro anunciou rotas literárias para apresentar a vida de escritores como Machado de Assis, Lima Barreto, Clarice Lispector e Rachel de Queiroz por meio de um aplicativo. A iniciativa uniu história, cultura e tecnologia para destacar autores da cidade em audioguias disponíveis no site oficial da EmbraturLab.

    O Rio de Janeiro também recebeu da Unesco o reconhecimento de Cidade Criativa da Literatura, em 2023. Segundo o órgão, a capital usa a literatura como ferramenta para abordar desigualdades e melhorar a qualidade de vida da população.

   A cidade também guarda locais históricos e culturais da literatura local e mundial. Entre eles, o público pode conhecer e visitar as bibliotecas do Real Gabinete Português de Leitura e da Academia Brasileira de Letras.


Fonte: Eleita Capital Mundial do Livro, Rio tem bibliotecas históricas; conheça | CNN Brasil V&G
Assinale a alternativa que apresente a justificativa correta para o uso da vírgula no período: Madri, Alexandria, Bogotá, Amsterdã, Buenos Aires e Atenas já carregaram o título no passado.
Alternativas
Q3489858 Português
O vício juvenil na internet


Mariliz Pereira Jorge


   Não tenho filhos, mas talvez me rendesse como a maioria, se fosse mãe. Entregaria um celular em suas mãos para ceder aos apelos de “todo mundo tem”, para rastrear seu paradeiro ou simplesmente me livrar da tarefa de entreter uma criança ou lidar com o tédio adolescente. Como tudo na vida tem preço, a conta está para chegar, oficialmente.

   Um grupo de cientistas propõe que o uso excessivo de internet e de redes sociais – e seu impacto nocivo – seja classificado como transtorno mental pela Organização Mundial de Saúde. A sanitarista Lauren Hale, mãe de dois adolescentes, é autora do estudo que ampara o pedido. O que ela e seus colegas da Universidade de Stone Brook (EUA) defendem nem deveria surpreender.

   Por ora, o resultado da pesquisa mostra que um quarto do tempo que deveria ser dedicado à escola é usado em troca de mensagens, vídeos, áudios e redes sociais. A constatação foi de problemas de aprendizado e de interação social fora do ambiente virtual. São sinalizadores para outras questões que têm sido amplamente discutidas, mas não combatidas de forma efetiva.

  É uma lista interminável de problemas, como bullying, radicalização e baixa autoestima, como mostrado na série “Adolescência”, mas vai além. O excesso de estímulos digitais tem incentivado um comportamento viciante em busca de recompensas imediatas, como curtidas e notificações. A comparação constante com padrões irreais alimenta sentimentos de inadequação, ansiedade e depressão, enquanto a privação de sono, causada pelo uso noturno de telas, compromete a saúde física e emocional.

  A pressão por performance, o medo do cancelamento e o consumo superficial de informações complementam um cenário em que o equilíbrio digital se tornou uma urgência – tanto para jovens quanto para os adultos que deveriam orientá-los. Entregar um celular sem a devida orientação e fiscalização deveria ser comparável a permitir que dirijam ou consumam álcool antes da maturidade. Talvez seja o momento de discutir uma idade mínima legal para o acesso à internet.


JORGE, Mariliz Pereira. Folha de São Paulo: 06 de maio de 2025, p.4 
O emprego das aspas na expressão “todo mundo tem”, no primeiro parágrafo, assume o papel de:
Alternativas
Q3488754 Português
Por que o inverno de 2025 deve ser mais frio que o de anos anteriores

Mesmo no auge dos invernos de 2023 e 2024, muitos brasileiros praticamente não sentiram frio.

Mas tudo indica que esse cenário não deve se repetir agora em 2025.

A estação deste ano, que começa nesta sexta-feira (20/6), tende a ser um tanto mais gélida — embora as temperaturas ainda possam ser superiores às médias históricas.

Por trás dessa previsão, há o comportamento e a influência das águas do Oceano Pacífico, além de outros fenômenos que costumam se desenrolar no país nessa época do ano.

Um inverno normal?

Danielle Ferreira, do Instituto Nacional de Meteorologia (InMet), explica que, durante o inverno brasileiro, as chuvas tendem a se concentrar mais no noroeste da Região Norte, na parte leste do Nordeste e na Região Sul — ou seja, nos extremos do território nacional.

"Com isso, a parte central do Brasil, que abrange o Centro-Oeste, o Sudeste e o sul da região amazônica tem uma escassez de chuvas durante o inverno e vive um período mais seco", acrescenta a meteorologista.

"Isso acontece por causa da presença de massas de ar seco nessas áreas, que bloqueiam as frentes frias que vêm do sul", complementa ela.

As previsões climatológicas apontam que o inverno de 2025 deve ficar dentro do que se espera para esse período do ano.

E isso tem muito a ver com o comportamento das águas superficiais do Oceano Pacífico.

"Estamos num momento de neutralidade, sem atuação do El Niño ou de La Niña", informa Ferreira.

Quando ocorre o El Niño, as águas superficiais oceânicas próximas da Linha do Equador estão mais quentes que o normal em boa parte das Américas.

Já com La Niña ocorre o contrário: as temperaturas ficam abaixo da média na região.

E esse fenômeno modifica todo o padrão climatológico de várias partes do mundo, inclusive do Brasil.

Em 2023 e 2024, o inverno no Hemisfério Sul teve a influência do El Niño, o que ajuda a entender porque praticamente não fez frio — e algumas regiões do país chegaram a sofrer até mesmo com ondas de calor durante alguns dias.

Projeções publicadas por instituições como a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos e a Organização Meteorológica Mundial indicam que há uma grande probabilidade dessa condição de neutralidade do Pacífico (sem El Niño ou La Niña) permanecer até o início da primavera.

"Essa neutralidade significa que não devemos ter um aquecimento ou um resfriamento anômalo, com temperaturas dentro do esperado para essa época", diz Ferreira.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cj0m4rvp010o fragmento.
Considerando que existem vários critérios para o emprego da pontuação, analise o uso desses sinais nos enunciados extraídos do trecho e identifique a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Respostas
1321: C
1322: C
1323: D
1324: E
1325: B
1326: B
1327: A
1328: C
1329: A
1330: B
1331: D
1332: A
1333: C
1334: C
1335: D
1336: C
1337: D
1338: E
1339: C
1340: A