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Questões de Concurso Comentadas sobre pontuação em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 10.734 questões

Q3809785 Português
Analise as sentenças a seguir a respeito da pontuação:

I."É importante lembrar que a gentileza é uma das qualidades mais bonitas do ser humano, mas, como tudo na vida, isso também pede equilíbrio. Quando exageramos, o gesto pesa no corpo e na mente."
II."Ser gentil é saudável até o ponto em que o gesto deixa de vir da empatia e passa a nascer da necessidade de agradar."
III."Quando praticamos um ato de gentileza — ou somos tocados por um — o cérebro celebra."
(Os excertos foram extraídos de: https://vidasimples.co/saude-emocional/existe-limites-para-a-gentilezacomo-manter-o-equilibrio-sem-se-anular/. Acesso em 26 nov. 2025.)

A pontuação está correta em:
Alternativas
Q3809595 Português
Analise as sentenças a seguir a respeito da pontuação:
I."É importante lembrar que a gentileza é uma das qualidades mais bonitas do ser humano, mas, como tudo na vida, isso também pede equilíbrio. Quando exageramos, o gesto pesa no corpo e na mente."
II."Ser gentil é saudável até o ponto em que o gesto deixa de vir da empatia e passa a nascer da necessidade de agradar."
III."Quando praticamos um ato de gentileza — ou somos tocados por um — o cérebro celebra."
(Os excertos foram extraídos de: https://vidasimples.co/saude-emocional/existe-limites-para-a-gentilezacomo-manter-o-equilibrio-sem-se-anular/. Acesso em 26 nov. 2025.)

A pontuação está correta em:
Alternativas
Q3809025 Português

Analise as sentenças a seguir a respeito da pontuação:



I."É importante lembrar que a gentileza é uma das qualidades mais bonitas do ser humano, mas, como tudo na vida, isso também pede equilíbrio. Quando exageramos, o gesto pesa no corpo e na mente."



II. "Ser gentil é saudável até o ponto em que o gesto deixa de vir da empatia e passa a nascer da necessidade de agradar."



III. "Quando praticamos um ato de gentileza — ou somos tocados por um — o cérebro celebra."



(Os excertos foram extraídos de: https://vidasimples.co/saude-emocional/existe-limites-para-a-gentilezacomo-manter-o-equilibrio-sem-se-anular/. Acesso em 26 nov. 2025.)



A pontuação está correta em:

Alternativas
Q3808966 Português
Analise as sentenças a seguir a respeito da pontuação:

I."É importante lembrar que a gentileza é uma das qualidades mais bonitas do ser humano, mas, como tudo na vida, isso também pede equilíbrio. Quando exageramos, o gesto pesa no corpo e na mente."
II."Ser gentil é saudável até o ponto em que o gesto deixa de vir da empatia e passa a nascer da necessidade de agradar."
III."Quando praticamos um ato de gentileza — ou somos tocados por um — o cérebro celebra."
(Os excertos foram extraídos de: https://vidasimples.co/saude-emocional/existe-limites-para-a-gentilezacomo-manter-o-equilibrio-sem-se-anular/. Acesso em 26 nov. 2025.)

A pontuação está correta em:
Alternativas
Q3808935 Português

Analise as sentenças a seguir a respeito da pontuação:



I."É importante lembrar que a gentileza é uma das qualidades mais bonitas do ser humano, mas, como tudo na vida, isso também pede equilíbrio. Quando exageramos, o gesto pesa no corpo e na mente."


II."Ser gentil é saudável até o ponto em que o gesto deixa de vir da empatia e passa a nascer da necessidade de agradar."


III."Quando praticamos um ato de gentileza — ou somos tocados por um — o cérebro celebra."



(Os excertos foram extraídos de:


https://vidasimples.co/saude-emocional/existe-limites-para-a-gentilezacomo-manter-o-equilibrio-sem-se-anular/. Acesso em 26 nov. 2025.)



A pontuação está correta em:

Alternativas
Q3808666 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Domingas, Catarina e Juliana foram três mulheres negras que viveram em São Paulo entre os séculos 18 e 19 e que tiveram algo em comum: foram mães que viveram as violências da escravidão. Os fragmentos dessas vivências ficaram registrados em documentos judiciais e cartas de alforria, e é a partir desses documentos que a historiadora Enidelce Bertin vem reconstituindo as histórias de vida delas e de outras mulheres negras do período.

A partir dos documentos de arquivo, a historiadora descobriu que Juliana trabalhou por décadas para Inácia e sua mãe, tendo ajudado a criar a senhora e seus irmãos. Reconhecendo os bons serviços de Juliana, em 1773, Inácia lhe concedeu a alforria. Mas permaneceram no cativeiro as duas filhas de Juliana.

Catarina também obteve o reconhecimento de sua senhora pelos bons serviços prestados. Em 1805, a senhora registrou a carta de alforria que concedia a liberdade a Catarina. Mas seus filhos não tiveram a mesma sorte. Enquanto os mais velhos continuaram a servi-la, o mais novo, ainda um bebê, ficaria com a mãe apenas até desmamar. Para a senhora escravista, o menino era uma promessa de investimento para aumentar seu patrimônio.

Muitas décadas depois, Domingas viveu algo diferente. Ela tinha 24 anos quando abriu uma ação judicial contando que foi “posta para fora de casa” na ocasião dos partos de seus dois filhos, Turíbia e Acelino. Era maio de 1881 e o alvo do processo era Urbano Augusto da Silva Macedo, a quem Domingas acusava de abandono senhorial. Na época, com a Lei do Ventre Livre em vigor, os senhores já não davam valor aos filhos das mulheres escravizadas, pois não podiam mais reivindicá-los como propriedade e tomá-los como parte de seu patrimônio.

Enidelce argumenta que a maternidade negra no período pode ser encarada como um “campo de disputas entre aqueles que viam a sua razão de ser na ‘produção de crias’” e no cuidado dos filhos dos senhores, e as mulheres que “ansiavam por proteção e liberdade para seus filhos”, conforme escreve.

“Nem sempre a resistência é visível na documentação, justamente porque o discurso senhorial está ali mais bem representado. Quando aquelas mulheres estão tentando comprar sua alforria, quando tentam ficar próximas de suas crianças, há indícios de resistência. Mas o que me interessa mais é tirar essas pessoas da invisibilidade”, conta a pesquisadora.


(Silvana Salles, Historiadora reconstitui histórias de vida da maternidade negra durante a escravidão. Disponível em: https://jornal.usp.br/?p=901049. Adaptado)

 Assinale a alternativa em que o acréscimo de vírgula(s) ao trecho original manteve a norma-padrão de emprego desse sinal de pontuação.
Alternativas
Q3808642 Português
Analise as sentenças a seguir a respeito da pontuação:
I."É importante lembrar que a gentileza é uma das qualidades mais bonitas do ser humano, mas, como tudo na vida, isso também pede equilíbrio. Quando exageramos, o gesto pesa no corpo e na mente."
II."Ser gentil é saudável até o ponto em que o gesto deixa de vir da empatia e passa a nascer da necessidade de agradar."
III."Quando praticamos um ato de gentileza — ou somos tocados por um — o cérebro celebra."
(Os excertos foram extraídos de: https://vidasimples.co/saude-emocional/existe-limites-para-a-gentilezacomo-manter-o-equilibrio-sem-se-anular/. Acesso em 26 nov. 2025.)
A pontuação está correta em:
Alternativas
Q3808512 Português
Analise as sentenças a seguir a respeito da pontuação:
I."É importante lembrar que a gentileza é uma das qualidades mais bonitas do ser humano, mas, como tudo na vida, isso também pede equilíbrio. Quando exageramos, o gesto pesa no corpo e na mente."
II."Ser gentil é saudável até o ponto em que o gesto deixa de vir da empatia e passa a nascer da necessidade de agradar."
III."Quando praticamos um ato de gentileza — ou somos tocados por um — o cérebro celebra."
(Os excertos foram extraídos de: https://vidasimples.co/saude-emocional/existe-limites-para-a-gentilezacomo-manter-o-equilibrio-sem-se-anular/. Acesso em 26 nov. 2025.)
A pontuação está correta em:
Alternativas
Q3807307 Português

Esperando os aliens

Chegaremos a navegar entre as estrelas? Sempre que vejo o noticiário, duvido. Mas depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar


Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/ Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo, explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário, não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam entrar em colapso, os glaciares derretem, o clima enlouquece. Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento, que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em guerras absurdas, muito antes de aprenderem a navegar entre as estrelas. É o que está acontecendo com a nossa.
O mais provável é que o 3I/Atlas não passe de uma grande pedra vagando sem destino — como nós. No íntimo, porém, também eu gostaria que fosse uma nave espacial. Imagino-a pousando suavemente no discoporto de Barra do Garças, na Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos, dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de dedos, transformariam em água todas as armas existentes no planeta. [...]
Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas. Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas, discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um conserto improvisado no casco. Cada sorriso sincero, um reparo na fuselagem.
Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
Sempre que assisto ao noticiário, duvido. Depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar.

Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardo-agualusa/coluna/2025/11/ esperando-os-aliens.ghtml. Acesso em 01/11/2025 

Em “Nenhum gigante alado atravessará as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas” (10º parágrafo), a ausência de vírgula entre “atravessará” e “as nuvens” justifica-se porque:
Alternativas
Q3807306 Português

Esperando os aliens

Chegaremos a navegar entre as estrelas? Sempre que vejo o noticiário, duvido. Mas depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar


Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/ Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo, explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário, não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam entrar em colapso, os glaciares derretem, o clima enlouquece. Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento, que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em guerras absurdas, muito antes de aprenderem a navegar entre as estrelas. É o que está acontecendo com a nossa.
O mais provável é que o 3I/Atlas não passe de uma grande pedra vagando sem destino — como nós. No íntimo, porém, também eu gostaria que fosse uma nave espacial. Imagino-a pousando suavemente no discoporto de Barra do Garças, na Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos, dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de dedos, transformariam em água todas as armas existentes no planeta. [...]
Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas. Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas, discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um conserto improvisado no casco. Cada sorriso sincero, um reparo na fuselagem.
Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
Sempre que assisto ao noticiário, duvido. Depois escuto a gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar.

Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardo-agualusa/coluna/2025/11/ esperando-os-aliens.ghtml. Acesso em 01/11/2025 

“Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa piedade — ou, pior, com profundo terror” (6º parágrafo). Nesse trecho, o uso de travessão tem a função de:
Alternativas
Q3807107 Português
O texto abaixo serve de base para a questão. Portanto, leia-o, atentamente, antes de responder a ela.


Como garantir a Sustentabilidade Ambiental?


        Uma pergunta assalta e perturba os vários cidadãos conscientes, autoridades preocupadas com a situação do meio ambiente e as organizações que militam na área: como garantir a sustentabilidade ambiental nas grandes cidades?

         A resposta a essa pergunta atinge um caráter de urgência quando percebemos claramente os sinais de degradação e constatamos que o planeta fica triste e sente, como nunca, o impacto do peso da vida humana e das ações predatórias longamente praticadas por nós. Manter as bases da economia e o estilo de vida das populações urbanas nos níveis atuais, onde o consumismo desenfreado e o descarte de grandes quantidades de materiais tóxicos e lixo é praticamente a ordem reinante e a lógica por trás de quaisquer ações humanas. Cedo ou tarde, os impactos desse modo de vida se tornarão irreversíveis e populações inteiras sentirão a mão pesada da natureza sobre suas vidas. Vencer as resistências locais e as políticas aceitas tradicionalmente como verdades absolutas é a missão do novo pensamento que deve se espalhar e dominar as mentes e os corações dos “novos políticos” e do “novo cidadão”.

        A grande realidade é que para garantir a sustentabilidade ambiental nas grandes cidades, devemos praticamente abandonar o modo de vida que experimentamos até hoje e criar devida consciência nas massas e na classe dirigente de que a exploração desenfreada do meio ambiente só levará à destruição do planeta. Num sistema insustentável de produção, os recursos naturais planetários seriam exauridos muito rapidamente e proporcionariam problemas gravíssimos que seriam sentidos com um impacto devastador nos grandes aglomerados urbanos.

      Fazer com que a aplicação de políticas garantidoras da sustentabilidade ambiental nas grandes cidades represente uma realidade em que se leva em consideração a capacidade de reposição que o planeta tem de seus recursos e, ao mesmo tempo, manter medidas que permitam uma maior justiça social, é o que deve ser feito.

       As mudanças que já foram sentidas devem ser estimuladas e seus reflexos plenamente positivos em uma escala pequena devem servir de exemplo para que nações e governos menores comecem a implementá-las e a sentir seus reflexos cada vez mais intensamente. Conseguir alterar as relações de consumo e educar a população para o real significado das políticas de conservação do meio ambiente pode ser a única forma de garantir a sustentabilidade ambiental de forma efetiva e com resultados em médio e longo prazo.

        Fazer com que nossas populações questionem o seu modo de vida e fazê-las entender que se os recursos do planeta não tiverem “a oportunidade” de se renovarem e de se sustentarem sob a pressão de uma demanda constante de consumo exacerbado, a vida no planeta, como a conhecemos, acabará de forma dramática, e, somente através desse processo de conscientização, poderemos garantir a sustentabilidade ambiental.

       O colapso das grandes cidades e os conflitos sociais e entre países serão inevitáveis e de proporções apocalípticas. Sendo os “vitoriosos” sobreviventes herdeiros de uma terra exaurida e devastada, incapaz de sustentar a vida e inútil para qualquer um de nós, ricos ou pobres.

      Um dado estatístico pode corroborar muito bem com essas relações problemáticas e perigosas entre populações urbanas e recursos naturais. Basta saber que para sustentar apenas um quarto da população mundial que habita nos países ricos são necessários três quartos de todos os recursos naturais do planeta. Por essa simples constatação, pode-se perceber claramente que será impossível fornecer os recursos necessários para que todos os seres humanos possam atingir um padrão de vida razoável no ritmo de consumo atual. Somente com o desenvolvimento sustentável será possível garantir a sustentabilidade ambiental, e com isso podermos reverter nossa atual situação.

Pessoal, pensem nisso e cuidem do nosso planeta!


Fonte: http://www.ecologiaurbana.com.br/sustentabilidade/como-garantir-sustentabilidade-ambiental/ Adaptada
a frase: “Pessoal, pensem nisso e cuidem do nosso planeta!”, foi usada a vírgula após o termo “Pessoal”, porque estamos diante de um(a)
Alternativas
Q3805691 Português

    Se a nossa existência não tem por fim imediato a dor, pode-se dizer que não tem razão alguma de ser no mundo. Porque é absurdo admitir que a dor sem fim que nasce da miséria inerente à vida e enche o mundo seja apenas um puro acidente, e não o próprio fim. Cada desgraça particular parece, é certo, uma exceção, mas a desgraça geral é a regra.

    Assim como um regato corre sem ímpetos enquanto não encontra obstáculos, do mesmo modo, na natureza animal, a vida corre inconsciente e descuidosa quando coisa alguma se lhe opõe à vontade. Se a atenção desperta, é porque a vontade não era livre e se produziu algum choque. Tudo o que se ergue em frente da nossa vontade, tudo o que a contraria ou lhe resiste, isto é, tudo o que há de desagradável e de doloroso, sentimo-lo ato contínuo e muito nitidamente. Não nos atentamos à saúde geral do nosso corpo, mas notamos o ponto ligeiro onde o sapato nos molesta; não apreciamos o conjunto próspero dos nossos negócios, e só pensamos numa ninharia insignificante que nos desgosta. – O bem-estar e a felicidade são, portanto, negativos, só a dor é positiva.

    Não conheço nada mais absurdo que a maior parte dos sistemas metafísicos, que explicam o mal como uma coisa negativa; só ele, pelo contrário, é positivo, visto que se faz sentir… O bem, a felicidade, a satisfação são negativos, porque não fazem senão suprimir um desejo e terminar um desgosto.

    Acrescente-se a isso que, em geral, achamos as alegrias abaixo da nossa expectativa, ao passo que as dores a excedem sobremaneira.

    Se quereis num momento esclarecer-vos a esse respeito, e saber se o prazer é superior ao desgosto, ou se apenas se compensam, comparai a impressão do animal que devora outro com a impressão do que é devorado.




SCHOPENHAUER, Arthur. As dores do mundo. Tradução de Jair Barboza. São Paulo: Martins Fontes, 2005. p. 1.

No trecho de Schopenhauer: "O bem, a felicidade, a satisfação são negativos", assinale a alternativa que interpreta corretamente o papel das vírgulas na frase.
Alternativas
Q3805662 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão:


   Certa manhã, ao acordar de sonhos inquietos, Gregor Samsa se viu em sua cama metamorfoseado num imenso inseto. Estava deitado sobre suas costas, que eram duras como uma carapaça. Ao levantar um pouco a cabeça, viu sua barriga marrom, côncava, toda dividida em arcos; ela se elevava tão alto que o cobertor mal podia cobri-la e deslizava quase por inteiro para o chão. Suas muitas pernas se agitavam desesperadas diante de seus olhos, e eram tão finas em comparação com o resto do seu corpo que dava pena vê-las.

   “O que aconteceu comigo?”, ele pensou. Não era um sonho. Seu quarto, um quarto perfeitamente humano, em bora pequeno demais, mantinha-se silencioso entre as quatro paredes bem conhecidas. Acima da mesa, sobre a qual se espalhava um mostruário de tecidos desempacotado — Samsa era caixeiro-viajante —, estava pendurada a figura que há pouco tempo ele havia recortado de uma revista ilustrada e posto em uma bela moldura dourada. Na imagem, via-se uma mulher de chapéu e cachecol, ambos de pele felpuda, sentada com as costas eretas, oferecendo aos olhos do espectador um pesado aquecedor de mãos também de pele felpuda, dentro do qual escondia todo o seu antebraço.

      Então o olhar de Gregor se voltou para a janela e o tempo fechado — ouviam-se as gotas de chuva baterem contra as folhas da janela — lhe causou uma forte melancolia. “E se eu dormisse mais um pouco e esquecesse toda essa loucura?”, pensou, mas isso era impossível, pois ele estava acostumado a dormir deitado sobre o seu lado direito; em seu atual estado, contudo, ele não conseguia se pôr nessa posição. Por mais força que fizesse ao tentar se acomodar sobre o seu lado direito, ele sempre balançava de volta, pondo-se de costas. Ele tentou fazer isso uma centena de vezes, fechando os olhos para não ter de ver as pernas inquietas, e só desistiu quando começou a sentir uma dor lateral leve e difusa, que nunca havia sentido antes.

     “Ah, meu Deus”, ele pensou, “que profissão cansativa eu escolhi! Dia sim, dia não em viagem. É muito mais tenso trabalhar em casa do que na loja. Além disso, tenho de suportar esse flagelo que é viajar, as preocupações com as conexões dos trens, a comida ruim e em horários irregulares, o contato sempre inconstante com as pessoas, nunca duradouro, um contato que nunca se torna afetuoso. Que o diabo carregue isso tudo!” Sentiu uma leve coceira na parte de cima da barriga. Sempre de costas, arrastou-se lentamente para mais perto da cabeceira da cama, para que pudesse levantar um pouco mais a cabeça. O lugar que coçava estava repleto de pontinhos brancos, algo que não entendeu bem; quis, então, tocar aquele lugar com uma das pernas, mas imediatamente a puxou de volta, pois foi inteiramente tomado por calafrios ao mais leve contato.


(KAFKA, Franz (1883-1924). A metamorfose. Tradução de Giovane Rodrigues. São Paulo: Instituto Mojo, 2022. p. 7-8).
No trecho — “Ah, meu Deus”, ele pensou, “que profissão cansativa eu escolhi! Dia sim, dia não em viagem. É muito mais tenso trabalhar em casa do que na loja...” — o uso das aspas adquire relevância discursiva e estilística. Considerando a função enunciativa desse recurso, é correto afirmar que as aspas:
Alternativas
Q3805038 Português
A pontuação está correta na frase da alternativa: 
Alternativas
Q3805037 Português
Dentre as frases abaixo, assinale a que não está pontuada de acordo com as regras estabelecidas pela gramática normativa:
Alternativas
Q3803928 Português
Qual das frases abaixo está pontuada corretamente?
Alternativas
Q3802317 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Menino da Minha Rua


Ao meio-dia, eu apareci meio estranho com um estilo diferente que era de impressionar. Todos olhavam para mim de uma forma estranha, todos tinham medo de mim.


Eu quase não saía com meus amigos, quase não comia, quase não vivia mais. Quando eu usava aqueles grandes brincos, na verdade gigantes, todos olhavam para mim de uma forma bizarra. Aquelas roupas largas e rasgadas eram uma razão para todos se afastarem de mim, ainda com esses grandes sapatos de pregos e rasgados.


Quando andávamos na rua, eu e meus amigos parecíamos uns marginais para aquele povo. Como vou tirar aquele pensamento de louco?


Em um dia, com a lua escura e o mar com as lindas ondas sonoras, eu estava deitado, olhei para o lado e me deparei com uma linda menina com cabelos castanhos e lindo sorriso que parecia uma princesa de tão linda.


Ela se aproximou de mim de uma maneira estranha, leve como uma pena, abraçou-me e parecia que a conhecia há muito tempo com aqueles lindos olhos azuis cor do céu. Ela beijou-me e disse que eu não tivesse medo do mundo, porque todos tinham uma maneira diferente de olhar para ele.


Parei e, de um certo modo, refleti: não preciso agradar a ninguém, apenas preciso agradar a mim, aceitar-me do jeito que sou, pois, agradar a todos é muito difícil.


Texto Adaptado



SILVA, Erika Leticia Bezerra da. O Menino da Minha Rua. In: Crônicas Salineiras. Natal: IFRN, [s.d.]. Disponível em: https://memoria.ifrn.edu.br/bitstream/handle/1044/894/Ebook_Cro%CC %82nicas%20Salineiras.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 26 nov. 2025.

Na frase "Ao meio-dia, eu apareci meio estranho com um estilo diferente", foi usada a vírgula depois da expressão "Ao meio-dia" para: 
Alternativas
Q3800385 Português
Os professores concluíram o relatório; os coordenadores, ainda não.” No trecho acima, a vírgula após “coordenadores” indica:
Alternativas
Q3799851 Português
De empregada doméstica a juíza: conheça a história da magistrada que chegou a dormir na rua

Com 12 anos, a menina Antônia Marina Faleiros, trabalhava em um canavial no interior de Minas Gerais e nem sonhava quem um dia fosse se tornar juíza de Direito. Aos 21, a jovem Antônia, filha de um trabalhador rural e uma dona de casa, foi correr atrás de uma vida melhor em Belo Horizonte. Na cidade grande, a moça da roça chegou a dormir oito meses em um ponto de ônibus porque não tinha onde passar a noite, enfrentando o frio e o perigo da capital mineira.

Para conseguir aprovação em seu primeiro concurso, de oficial de justiça do Tribunal de Justiça de Minas, ela catava, no lixo, folhas borradas de um mimeógrafo onde eram feitas apostilas de um cursinho preparatório. "Gosto de contar essa história para reafirmar: a filha de uma dona de casa simples e de um trabalhador rural pode sim alcançar o que quer. Todos nós podemos", se orgulha ela.

A vida lhe ensinou que é possível fazer diferente.

Hoje, aos 52 anos, casada, a juíza procura fazer a diferença por onde passa. Ela ajuda projetos sociais com crianças em Lauro de Freitas, Bahia, onde exerce o cargo de juíza da 1ª Vara Criminal da cidade. Dra Antônia também desenvolveu um projeto voltado para o resgate da cidadania dos carvoeiros e de seus familiares da cidade de Mucuri, na Bahia, ganhando prêmio no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). "A minha história de superação serve para eu ter a certeza de que, com a minha profissão, eu tenho que dar espaço para quem não tem espaço", pontua.

Filha mais velha de outros cinco irmãos, a mulher vencedora guarda uma triste lembrança no Estado do Espírito Santo. Um dos seus irmãos, Edésio, morreu em um trágico acidente em Água Doce do Norte, no ano de 1997: ele estava na carroceria de uma caminhonete quando o veículo capotou.

Fonte: Gazeta Online e Amo Direito
No trecho “A minha história de superação serve para eu ter a certeza de que, com a minha profissão, eu tenho que dar espaço para quem não tem espaço”, a vírgula após “de que” exerce qual função? 
Alternativas
Respostas
941: B
942: A
943: D
944: A
945: C
946: B
947: D
948: D
949: A
950: D
951: E
952: A
953: A
954: D
955: A
956: B
957: C
958: A
959: C
960: C