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Questões de Concurso Comentadas sobre pontuação em português

Foram encontradas 10.684 questões

Ano: 2014 Banca: FUNCERN Órgão: IF-RN Prova: FUNCERN - 2014 - IF-RN - Assistente de Aluno |
Q2803200 Português

EDUCAÇÃO E FASCÍNIO DA FAMA

Frei Betto


Há pais que nutrem nos filhos falsos ideais: destacar-se como modelo numa passarela, tornarse desportista de projeção, alcançar a fama como atriz ou ator. O sonho congela-se em ambição e a criança ou o adolescente passa a dar-se uma importância ilusória. Mergulha no estresse de corresponder à expectativa. Tem de provar a si e aos outros que é capaz, o melhor. Passa a viver, não em razão dos valores que possui, mas do olhar do outro.


Se ele cai nas drogas, a família, perplexa, se pergunta: “Como foi possível? Logo ele, tão inteligente!” Foi possível porque a família confundiu brilhantismo com segurança. Considerou-o um adulto precoce. Exigiu voo de quem ainda não tinha asas. Deixou de dar-lhe atenção, colo, carinho.


A culpa é de quem? Da sociedade que cultua certos detalhes, criando uma estética do consumo: mulher loira e magra, executivo de carro importado, jovem rico, férias em Nova York etc.


A construção da personalidade é um jogo de relações e comparações, arte mimética de abraçar como modelo aquele que merece a nossa admiração. Hoje, as figuras paradigmáticas não se destacam pelo altruísmo dos ícones religiosos (Jesus, Maria, José, Francisco de Assis etc.) ou de personalidades como Mahatma Gandhi, Martin Luther King, Nelson Mandela e Teresa de Calcutá. A estética do consumo rejeita a ética dos valores.


Famílias e escolas deveriam educar seus alunos para lidar com perdas. Afinal, morrem não só pessoas mas também sonhos, projetos, possibilidades. Contudo, como esperar que se enfatize a solidariedade num mundo regido pela competitividade? Como falar de modéstia em tempos de exibicionismo? Como valorizar a partilha se tudo gira em torno da lógica da acumulação?


As drogas não se transformaram em peste só por culpa do narcotráfico. Elas são uma quimérica tábua de salvação nessa sociedade que relativiza todos os valores e carnavaliza até a tragédia humana. Não se culpe, indagando onde você errou como professor ou pai. Pergunte-se pelos valores da sociedade em que vive. Em que medida tais valores, invertidos e pervertidos, não se entranharam também em nossas cabeças, envenenando-nos a alma? Uma sociedade doente produz, inevitavelmente, seu clone no interior de cada família. Então entram os esforços terapêuticos para tentar curá-lo, como se o fruto não tivesse sua raiz na árvore. Quanto mais sadia uma sociedade, mais sadias as pessoas. Mas, para isso, são necessários valores e o fim da exclusão social.


Disponível em: http://www.cartanaescola.com.br>. Acesso em:15 mai. 2014. 

Considere o período selecionado a seguir.


Contudo, como esperar que se enfatize a solidariedade num mundo regido pela competitividade?


Assinale a opção em que a reescritura do trecho obedece às convenções relacionadas ao uso da vírgula.

Alternativas
Q2794737 Português

Leia o texto abaixo e responda às questões propostas:

Guedes, um policial adepto do Princípio da Singeleza, de Ferguson – se existem duas ou mais teorias para explicar um mistério, a mais simples é a mais verdadeira –, jamais supôs que um dia iria encontrar a socialite Delfina Delamare. Ela, por sua vez, nunca havia visto um policial em carne e osso. O tira, como todo mundo, sabia quem era Delfina Delamare, a cinderela órfã que se casara com o milionário Eugênio Delamare, colecionador de obras de arte, campeão olímpico de equitação pelo Brasil, o bachelor mais disputado do hemisfério sul. Os jornais e revistas deram um grande destaque ao casamento da moça pobre que nunca saíra de casa, onde tomava conta de uma avó doente, com o príncipe encantado; e desde então o casal jamais deixou de ser notícia.

Houve um tempo em que os tiras usavam paletó, gravata e chapéu, mas isso foi antes de Guedes entrar para a polícia. Ele possuía apenas um terno velho, que nunca usava e que, de tão antigo, já entrara e saíra de moda várias vezes. Costumava vestir um blusão sobre a camisa esporte, a fim de esconder o revólver, um Colt Cobra 38, que usava sob o sovaco. [...]

Delfina Delamare nem sempre acompanhava o marido nas viagens. Na verdade ela não gostava muito de viajar. [...] Ela preferia ficar no Rio, trabalhandoemsuas obras filantrópicas.

O encontro entre Delfina e Guedes deu-se numa das poucas circunstâncias possíveis de ocorrer. Foi na rua, é claro, mas de maneira imprevista, para um e outro. Delfina estava no seu Mercedes, na rua Diamantina, uma rua sem saída no alto do Jardim Botânico. Quando chegou ao local do encontro Guedes já sabia que Delfina não estava dormindo, como chegaram a supor as pessoas que a encontraram, devido à tranquilidade do seu rosto e à postura confortável do corpo no assento do carro. Guedes, porém, havia tomado conhecimento, ainda na delegacia, do ferimento letal oculto pela blusa de seda que Delfina vestia.

O local já havia sido isolado pelos policiais. A rua Diamantina tinha árvores dos dois lados e, naquela hora da manhã, o sol varava a copa das árvores e refletia na capota amarelo-metálico do carro, fazendo-a brilhar como se fosse de ouro.

Guedes acompanhou atentamente o trabalho dos peritos do Instituto de Criminalística. Havia poucas impressões digitais no carro, colhidas cuidadosamente pelos peritos da polícia. Foram feitas várias fotos de Delfina, alguns closes da mão direita que segurava um revólver niquelado calibre 22. No pulso da mão esquerda, um relógio de ouro. Dentro da bolsa, sobre o banco do carro, havia um talão de cheques, vários cartões de crédito, objetos de maquiagem num pequeno estojo, um vidro de perfume francês, um lenço de cambraia, uma receita de papel timbrado do médico Pedro Baran (hematologia, oncologia) e um aviso de correio do Leblon para Delfina Delamare apanhar correspondência registrada. Esses dois documentos Guedes colocou no bolso. Havia no porta-luvas, além do documento do carro, um livro, Os Amantes, de Gustavo Flávio, com a dedicatória “Para Delfina que sabe que a poesia é uma ciência tão exata quanto a geometria, G.F.” A dedicatória não tinha data e fora escrita com uma caneta de ponta macia e tinta preta. Guedes colocou o livro debaixo do braço. Esperou a perícia terminar o seu lento trabalho no local; aguardou o rabecão chegar e levar o corpo da morta numa caixa de metal amassada e suja para ser autopsiado no Instituto Médico Legal. Delfina recebeu dos homens do rabecão o mesmo tratamento dos mendigos que caem mortos na sarjeta.

FONSECA, Rubem. Bufo & Spallanzani. 24 ed. rev. pelo autor. São Paulo: Companhia das Letras,1991, p. 13-14.

“ Para Delfina que sabe que a poesia é uma ciência tão exata quanto a geometria, G.F.’” (§ 6) No fragmento em questão, o uso das aspas por Rubem Fonseca visa, essencialmente:
Alternativas
Q2790229 Português

Leia o texto abaixo e responda às questões que se seguem.


O que constrói o elo social, o que faz existirem tantos vínculos? Está ficando cada vez mais difícil viver em sociedade, bem sabemos. Nossos tempos privatizaram muito do que era público. “A praça é do povo, como o céu é do condor”: o verso de Castro Alves parece, hoje, estranho. Quem vai à praça? A praça, aliás, era já uma herdeira pobre da ágora, da praça ateniense, que não foi lugar do footing ou da conversa mole, mas da decisão política. A ágora era praça no sentido forte, onde as questões cruciais da coletividade eram debatidas e decididas.

Mas mesmo a praça, na acepção de espaço em que as pessoas se socializam, se enfraqueceu. É significativo que Roberto DaMatta, ao analisar a oposição entre o mundo doméstico e o público na sociedade brasileira, oponha à casa a rua, e não a praça. A praça favorece a circulação, no sentido quase etimológico, do círculo, da ida e vinda, do encontro e reencontro: quem se lembra do que se chamava footing nas cidades do interior (os rapazes e moças dando voltas na praça, uns no sentido do relógio e outros no contrário, de modo a se cruzarem seguidas vezes) sabe do que falo. Já a rua é caminho de ida sem volta. Fica-se na praça, anda-se na rua. Vai-se, sai-se.

Ou tomemos outro lado da mesma questão. Como puxamos assunto com um estranho? Alfred Jarry, o autor de Ubu rei, dizia que um dia encontrou uma moça linda, na sala de espera de um médico. Não sabia como abordá-la – como iniciar a conversa. Sacou então de um revólver, deu um tiro no espelho que havia ali, voltou-se para ela e disse: Mademoiselle, agora que quebramos la glace (palavra que quer dizer tanto gelo quanto o espelho)... É óbvio que era uma brincadeira; a piada valia mais para ele do que a conquista amorosa; imagino a moça gritando, fugindo; mas a questão fica: como quebrar o gelo, como criar um elo?

Stendhal, no seu ensaio “A comédia é impossível em 1836”, diz que os cortesãos, reunidos em Versalhes por Luís XIV, obrigados a ficar lá o dia todo, ou achavam assunto – ou morreriam de tédio. Assim, diz ele, nasceu a arte da conversa.Temas pequenos, leves, mas sobretudo agradáveis começaram a constituir um ponto de encontro de seus desejos e interesses. É nesse mesmo século XVII, segundo Peter Burke [...], que franceses, ingleses e italianos reivindicam a invenção da conversa como arte. Regra suprema: não falar de negócios ou trabalho. Regra suplementar: agradar às mulheres. A arte da conversa é uma retórica do dia a dia. Ela se abre até mesmo para uma dimensão segunda, que é a arte da sedução. Casanova era grande conversador e sedutor renomado.

Eis a questão: uma sociedade que se civiliza precisa de assuntos que sirvam de ponto de encontro para as pessoas, e sobretudo para os estranhos que assim entram em contato. No campo, conheço quase todos os vizinhos; na cidade grande, porém, a maioria é de estranhos. Sai-se do mundo rural quando se começa a conhecer o diferente, o outro – e a aceitá-lo. Isso se dá mediante a oferta de assuntos que abram uma conversa.

Daí a importância de expressões que minimizam ou mesmo aparentemente humilham essa conversa mole, como o small talk potlatch, o papo furado ou a bela expressão “jogar conversa fora”, que é muitíssimo sutil, porque dilapidamos palavras justamente para construir amizades, isto é, dissipamos nosso tempo, como num indígena, precisamente para criar o que há de melhor na vida.


(RIBEIRO, Renato J. <http://www.renatojanine.pro.br/FiloPol/elosocial.html>)

Consideradas as normas de pontuação vigentes (e feitos, quando necessários, os ajustes de maiúsculas e minúsculas), é inaceitável a substituição do sinal usado no texto proposta em:

Alternativas
Q2759203 Português

Assinale a única alternativa em que a omissão da(s) vírgula(s) NÃO altera(m) o sentido da frase.

Alternativas
Ano: 2014 Banca: FUNCAB Órgão: SSP-SE Prova: FUNCAB - 2014 - SSP-SE - Perito Médico-Legal |
Q2750229 Português

Leia o texto abaixo e responda às questões propostas


Prometi escrever mais sobre a descriminalização das drogas. Começo com uma observação: é complicado liberar a venda e o consumo de drogas em um só país pobre como o Brasil, que em pouco tempo se tornaria – mais do que já é – um entreposto do tráfico internacional. Mas talvez não: se a droga fosse um produto comercializável como qualquer outro, sua circulação para fora do país estaria sujeita a controles alfandegários regulares, centralizados pelo Governo Federal, e não mais pelo crime organizado.


Há um argumento moral contra a legalização. [Mas] não é possível proibir o uso de droga por razões morais com uma mão ao mesmo tempo em que se cultiva a atitude subjetiva típica das drogadições com a outra. É difícil convencer um adolescente de que o uso de drogas vai prejudicar sua vida quando a única porta que a sociedade oferece para sua entrada na vida adulta é a porta do consumo – não de objetos, mas sobretudo de imagens, todas elas associadas a sensações alucinantes, emoções avassaladoras e prazeres transgressivos. Alguns anúncios de automóvel dirigidos a adolescentes não “vendem” as vantagens legais de andar de automóvel. Vendem a velocidade acima dos limites, a farra da galera e o prazer sacana de deixar os outros para trás. Vendem exibicionismo, exclusão (do outro), transgressão e “barato”. Várias propagandas de cerveja, de vodca e das novas Ices vendem, sem nenhum pudor, as alucinações ligadas ao consumo de álcool. Que moral tem uma sociedade assim para coibir a droga?


Outro argumento é de saúde pública. A droga pode matar. O vício pode inutilizar muita gente para os estudos e para o mercado de trabalho. Mas o mercado de trabalho não aproveita nem metade das forças a sua disposição e a rede pública escolar deixa de fora milhares de crianças e jovens que nunca se drogaram. O tráfico emprega e paga bem. A revista Reportagem de janeiro publicou pesquisa do Instituto Brasileiro de Inovações em Saúde Social (IBISS) mostrando que o tráfico nas favelas do Rio de Janeiro emprega hoje mais de 12 mil jovens de até 18 anos, contra pouco mais de 3 mil ocupados no mercado regular de trabalho. Para essas pessoas que estão sempre sobrando, o tráfico e o crime organizado não são um problema: são a grande solução. E a ilegalidade faz das drogas um produto de luxo, aumentando os lucros e o poder paralelo dos traficantes, além de alimentar as conexões do tráfico com outros setores do crime organizado.


Por fim, a criminalização da droga faz com que outras pessoas, que não o usuário, arquem com as consequências da drogadição nacional. É claro que os abusos no uso das drogas são um problema de saúde pública. Mas são casos-limite. Hoje, morre muito mais gente na guerra do tráfico – inclusive inocentes, crianças e trabalhadores atingidos por balas perdidas – do que de overdose. Há muito mais vidas de brasileiros desperdiçadas nos presídios, de onde poucos saem sociabilizados, do que nas clínicas de recuperação de drogados. O crime e o tráfico no Brasil são problemas de saúde pública. Mas também o alcoolismo, perfeitamente legal. E o abuso de cigarros.



(KEHL, Maria Rita. , Rev. : 31/03/2003, p. 28.)







O sinal de dois-pontos empregado após: “Mas talvez não” (§ 1) anuncia, na argumentação:

Alternativas
Q2746765 Português
not valid statement found
“Ao visitar uma comunidade ‘pacificada’...”; nesse segmento do texto, o termo pacificada aparece entre aspas porque:
Alternativas
Q2737429 Português
not valid statement found
Em relação ao primeiro trecho sublinhado (1), é correto afirmar que o uso da vírgula entre os termos (CEP EEAN/HESFA) e foi instalado é:
Alternativas
Q2724946 Português

A questão 5 refere-se ao texto abaixo.


“Tingir o cabelo de uma cor berrante (1) fazer plástica (2) ou entrar no regime do divórcio (3) são algumas reações femininas comuns pós-separação. Como não precisa de nada disso (4) Grazi Massafera vai entrar como está (5) encabeçando a partir de abril o programa sobre beleza do canal GNT.”


Revista Veja, 26 fev. 2014. p. 75.

Quais os números entre parênteses que ocupam uma vírgula, pontuando adequadamente o texto acima, de acordo com a norma padrão da língua portuguesa?

Alternativas
Q2724945 Português

A questão 4 refere-se ao texto abaixo.


“Toda língua é um tesouro social: não só o conjunto de suas regras gramaticais, mas todo o acervo produzido pelos desempenhos de uma língua.”


Umberto Eco

No texto, os dois-pontos

Alternativas
Q2719355 Português

Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.


asdasdPrometi escrever mais sobre a descriminalização das drogas. Começo com uma observação: é complicado liberar a venda e o consumo de drogas em um só país pobre como o Brasil, que em pouco tempo se tornaria – mais do que já é – um entreposto do tráfico internacional. Mas talvez não: se a droga fosse um produto comercializável como qualquer outro, sua circulação para fora do país estaria sujeita a controles alfandegários regulares, centralizados pelo Governo Federal, e não mais pelo crime organizado.

asdasdHá um argumento moral contra a legalização. [Mas] não é possível proibir o uso de droga por razões morais com uma mão ao mesmo tempo em que se cultiva a atitude subjetiva típica das drogadições com a outra. É difícil convencer um adolescente de que o uso de drogas vai prejudicar sua vida quando a única porta que a sociedade oferece para sua entrada na vida adulta é a porta do consumo – não de objetos, mas sobretudo de imagens, todas elas associadas a sensações alucinantes, emoções avassaladoras e prazeres transgressivos. Alguns anúncios de automóvel dirigidos a adolescentes não “vendem” as vantagens legais de andar de automóvel. Vendem a velocidade acima dos limites, a farra da galera e o prazer sacana de deixar os outros para trás. Vendem exibicionismo, exclusão (do outro), transgressão e “barato”. Várias propagandas de cerveja, de vodca e das novas Ices vendem, sem nenhum pudor, as alucinações ligadas ao consumo de álcool. Que moral tem uma sociedade assim para coibir a droga?

asdasdOutro argumento é de saúde pública. A droga pode matar. O vício pode inutilizar muita gente para os estudos e para o mercado de trabalho. Mas o mercado de trabalho não aproveita nem metade das forças a sua disposição e a rede pública escolar deixa de fora milhares de crianças e jovens que nunca se drogaram. O tráfico emprega e paga bem. A revista Reportagem de janeiro publicou pesquisa do Instituto Brasileiro de Inovações em Saúde Social (IBISS) mostrando que o tráfico nas favelas do Rio de Janeiro emprega hoje mais de 12 mil jovens de até 18 anos, contra pouco mais de 3 mil ocupados no mercado regular de trabalho. Para essas pessoas que estão sempre sobrando, o tráfico e o crime organizado não são um problema: são a grande solução. E a ilegalidade faz das drogas um produto de luxo, aumentando os lucros e o poder paralelo dos traficantes, além de alimentar as conexões do tráfico com outros setores do crime organizado.

asdasdPor fim, a criminalização da droga faz com que outras pessoas, que não o usuário, arquem com as consequências da drogadição nacional. É claro que os abusos no uso das drogas são um problema de saúde pública. Mas são casos-limite. Hoje, morre muito mais gente na guerra do tráfico – inclusive inocentes, crianças e trabalhadores atingidos por balas perdidas – do que de overdose. Há muito mais vidas de brasileiros desperdiçadas nos presídios, de onde poucos saem sociabilizados, do que nas clínicas de recuperação de drogados. O crime e o tráfico no Brasil são problemas de saúde pública. Mas também o alcoolismo, perfeitamente legal. E o abuso de cigarros.

(KEHL, Maria Rita. O Globo, Rev.Época : 31/03/2003, p. 28.)

O sinal de dois-pontos empregado após: “Mas talvez não” (§ 1) anuncia, na argumentação:

Alternativas
Ano: 2014 Banca: IADES Órgão: EBSERH Provas: IADES - 2014 - EBSERH - Médico - Alergia e Imunologia Pediátrica | IADES - 2014 - EBSERH - Médico - Nefrologia Pediátrica | IADES - 2014 - UFBA - Médico - Cancerologia Clínica | IADES - 2014 - EBSERH - Médico - Endocrinologia Pediátrica | IADES - 2014 - EBSERH - Médico - Pneumologia Pediátrica | IADES - 2014 - EBSERH - Médico - Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista | IADES - 2014 - EBSERH - Médico cardiologista | IADES - 2014 - EBSERH - Médico - Alergia e Imunologia | IADES - 2014 - EBSERH - Médico oncologista clínico | IADES - 2014 - UFBA - Médico - Endocrinologia Pediátrica | IADES - 2014 - EBSERH - Médico - Hematologia e Hemoterapia - Banco de Sangue | IADES - 2014 - UFBA - Médico - Cardiologia - Eletrofisiologia Clínica e Invasiva | IADES - 2014 - UFBA - Médico - Cancerologia Pediátrica | IADES - 2014 - EBSERH - Médico - Urologia Transplante | IADES - 2014 - UFBA - Médico - Cirurgia do Aparelho Digestivo | IADES - 2014 - UFBA - Médico - Alergia e Imunologia | IADES - 2014 - UFBA - Médico - Alergia e Imunologia Pediátrica | IADES - 2014 - EBSERH - Médico cardiologista | IADES - 2014 - EBSERH - Médico urologista | IADES - 2014 - UFBA - Médico - Densiometria Óssea | IADES - 2014 - EBSERH - Médico cancerologista pediátrico | IADES - 2014 - EBSERH - Médico cirurgião do aparelho digestivo | IADES - 2014 - EBSERH - Médico cirurgião plástico | IADES - 2014 - UFBA - Médico - Cancerologia Cirúrgica | IADES - 2014 - EBSERH - Médico reumatologista | IADES - 2014 - UFBA - Enfermeiro - Terapia Intensiva | IADES - 2014 - EBSERH - Médico gastroenterologista | IADES - 2014 - EBSERH - Médico cirurgião geral | IADES - 2014 - UFBA - Médico dermatologista | IADES - 2014 - EBSERH - Médico cirurgião cardiovascular | IADES - 2014 - EBSERH - Médico em medicina nuclear | IADES - 2014 - EBSERH - Médico - Ecografia Vascular com Doppler | IADES - 2014 - EBSERH - Médico geneticista | IADES - 2014 - EBSERH - Médico geriatra | IADES - 2014 - UFBA - Médico - Endoscopia Digestiva | IADES - 2014 - EBSERH - Médico cirurgião pediátrico | IADES - 2014 - EBSERH - Médico - Cancerologia Cirúrgica | IADES - 2014 - EBSERH - Médico - Nefrologia | IADES - 2014 - EBSERH - Médico clínico | IADES - 2014 - EBSERH - Médico otorrinolaringologista | IADES - 2014 - EBSERH - Médico hematologista | IADES - 2014 - EBSERH - Médico - Angiologia | IADES - 2014 - UFBA - Médico - Gastroenterologia Pediátrica | IADES - 2014 - EBSERH - Médico cirurgião cardiovascular | IADES - 2014 - UFBA - Enfermeiro - Oncologia | IADES - 2014 - EBSERH - Médico - Hepatologia | IADES - 2014 - UFBA - Enfermeiro - Nefrologia | IADES - 2014 - EBSERH - Médico cirurgião torácico | IADES - 2014 - EBSERH - Médico - Endoscopia Digestiva | IADES - 2014 - EBSERH - Médico - Cirurgia de Cabeça e Pescoço | IADES - 2014 - EBSERH - Médico dermatologista | IADES - 2014 - EBSERH - Médico ortopedista e traumatologista | IADES - 2014 - UFBA - Médico - Cirurgia de Cabeça e Pescoço | IADES - 2014 - UFBA - Fisioterapeuta - Terapia Intensiva | IADES - 2014 - UFBA - Médico - Cirurgia Cardiovascular | IADES - 2014 - EBSERH - Médico - Endocrinologia e Metabologia |
Q2718963 Português

Texto 1 para responder as questões de 1 a 5.



1 O trabalho, no decorrer da história, foi ocupando a

maior parte do tempo do ser humano. O que, de início, era

para suprir suas necessidades básicas de subsistência passa

4 a ser, principalmente após a Revolução Industrial, o ponto

central da vida do homem.

O homem, dessa forma, passa maior parte de sua

7 vida em seus locais de trabalho, dedicando sua força, energia

e esforços para as organizações. Ou seja, disponibilizando

maior parte do seu tempo ao trabalho do que propriamente

10 com suas famílias e amigos.

Além disso, com o avanço tecnológico, o “local de

trabalho” pode ser em qualquer lugar: em viagens, casa,

13 hotéis etc; em todos os locais, pode-se “trabalhar” para a

organização.

Indo mais além, mesmo quando o homem tenta “se

16 desligar”, não estando no local de trabalho e nem mesmo

conectado utilizando os recursos tecnológicos, mesmo

assim, a vida do homem gira em função do trabalho. O nível

19 de pressão por resultados, a concorrência e a complexidade

por um espaço no mercado fazem com que o trabalho seja

uma constante na vida do homem moderno.

22 A organização, por outro lado, percebe, cada vez

mais, a importância do ser humano para o alcance de

resultados, pois a capacidade de raciocínio, de criatividade,

25 de solucionar problemas está presente nas pessoas, e não nas

máquinas. Dessa forma, a organização passa a se preocupar

em oferecer um ambiente que traga ao indivíduo conforto,

28 respeito, segurança e bem-estar, entre outros. Ou seja, a

organização deve oferecer um ambiente propício e que

favoreça o uso de suas capacidades.

31 ___Muitos fatores contribuem para uma não qualidade

de vida, por isso devem ser identificados e combatidos com

políticas e ações que visem minimizar, ou mesmo eliminar,

34 esses males que afetam, não somente o trabalho, mas

35 também a vida familiar e social dos colaboradores.


SIMPEP , XII. Anais. Bauru: Universidade Estadual Paulista, 2006, com adaptações

No período “O trabalho, no decorrer da história, foi ocupando a maior parte do tempo do ser humano.” (linhas 1 e 2), o uso das vírgulas justifica-se para

Alternativas
Q2716499 Português

O Galo e a Pedra Preciosa

Esopo

Um galo, que procurava ciscando no terreiro, alimento para ele e suas galinhas, sem querer, acaba por encontrar uma pedra preciosa de grande beleza e valor.

Mas, depois de observá-la e examiná-la por alguns instantes, se volta e comenta desolado:

"Ora, ora, se ao invés de mim, teu dono tivesse te encontrado, ele decerto não iria se conter diante de tamanha alegria, e é quase certo que iria te colocar em lugar digno de adoração. No entanto, eu te achei e de nada me serves. Antes disso, preferia ter encontrado um simples grão de milho, ao invés de todas as joias do mundo!"

Moral da história: A utilidade de cada coisa é o que determina seu real valor.

Quando o texto se encerra, o tipo de pontuação empregado é:

Alternativas
Q2272080 Português
Texto para responder à questão.

Pequenas ações mudam o mundo

Com atos simples, adotados no dia a dia, todos podem contribuir para evitar o desperdício, tirando proveito do meio ambiente de forma sustentável.

    Há uma semana, pessoas do mundo inteiro apagaram suas luzes voluntariamente na Hora do Planeta, um evento que contou com a participação de 125 países. Medidas como esta, de economizar energia elétrica, além de conscientizar a população sobre as questões ambientais, contribuem para a preservação do meio ambiente.
    Adotar práticas sustentáveis tais como dar preferência a produtos ecologicamente corretos, reciclar, evitar desperdícios, não jogar lixo nas ruas e plantar mais árvores são outras medidas sugeridas pelo professor de Direito Ambiental, membro da comissão de Meio Ambiente da OAB, o advogado e biólogo Victo Sarmento.
    Mais do que diminuir a conta no final do mês, economizar energia elétrica reduz o consumo de água nas usinas hidrelétricas. “Demorar menos no banho, desligar o chuveiro na hora que estiver se ensaboando, verificar se as torneiras estão bem fechadas e não lavar calçadas também são procedimentos importantes”, lembrou.
    [...]
    Outra medida bastante simples é economizar e reciclar papel. Algumas empresas imprimem documentos que serão utilizados de forma temporária. Recomenda-se que todos utilizem os dois lados do papel, fazendo borrões desses documentos.
    Com os alimentos não é diferente. É possível reduzir a produção de lixo. “A comida que se transformaria em lixo pode ser direcionada para outras pessoas”, disse. “Cascas de frutas podem funcionar como adubo para jardins, pomares e plantas ornamentais”.
(Isabela Santos. Disponível em: http://www.nominuto.com. Adaptado.)
“Demorar menos no banho, desligar o chuveiro na hora que estiver se ensaboando, verificar se as torneiras estão bem fechadas e não lavar calçadas também são procedimentos importantes.”, lembrou.  

As aspas foram utilizadas no trecho anterior com a função de 
Alternativas
Q2062730 Português
COMO SE GRAFA "SUPERBÉM"? 

Por: Aldo Bizzochi. Disponível em:
http://revistalingua.uol.com.br/textos/blog-abizzocchi/voce-tem-um-sitio310609-1.asp Acesso: 19 jun. 2014

   A palavra em questão é uma daquelas cuja grafia gera dúvidas porque fazem parte da oralidade informal e raramente aparecem escritas. Nem mesmo o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) registra esse vocábulo, e os dicionários em geral hesitam em incluir em seu acervo palavras desse tipo, tidas como gírias efêmeras.
   Mas, segundo as regras da nova ortografia, “super-” é um prefixo que se liga sem hífen ao radical, exceto se este começa por “h”, portanto teríamos “superbém”, com acento agudo no último “e”, já que o resultado é uma palavra oxítona terminada em “em”, como “também”, “porém”, etc. As grafias “super-bem” e “superbem” são incorretas, a primeira por usar hífen num caso não previsto na regra ortográfica, a segunda por soar paroxítona (com o acento tônico caindo na sílaba “per”). 
   No entanto, já vi em alguns lugares (em geral postagens em redes sociais e chats) a grafia “super bem”, o que indica que muitos não sentem “super” como prefixo, mas como palavra autônoma, no caso, um advérbio de intensidade equivalente a “muito”. Já ouvi mesmo usarem “super” como forma desacompanhada: “Fulano é um sujeito super!”. Se de fato “super” está ganhando vida própria, poderíamos pensar em “super bem” como duas palavras. A questão agora é a grafia correta de “super”: como paroxítona terminada em “r”, deveria ter acento agudo na primeira sílaba (“súper”); se, por outro lado, admitirmos que, sendo palavra latina, não deve levar acento, então deveríamos grafá-la em itálico, como se faz com toda palavra estrangeira. Conclusão: as grafias “súper bem” e “super bem” também poderiam ser admitidas.   
  Eu particularmente prefiro “superbém”, mas o fato é que, enquanto os dicionários não registrarem o termo, sua grafia ficará ao sabor das preferências individuais, transitando em textos que, pela própria informalidade, abrem mão do rigor ortográfico.
  Aldo Bizzocchi é doutor em Linguística pela USP, com pós-doutorado pela UERJ, pesquisador do Núcleo de Pesquisa em Etimologia e História da Língua Portuguesa da USP e autor de Léxico e Ideologia na Europa Ocidental (Annablume) e Anatomia da Cultura (Palas Athena). www.aldobizzocchi.com.br
Quanto aos recursos de construção de sentido do texto, analise as assertivas a seguir:
I. Os verbos no presente, empregados no primeiro parágrafo, imprimem a ideia de processo habitual, de ocorrência regular. II. As duas ocorrências de aspas têm a mesma função em: Já ouvi mesmo usarem “super” como forma desacompanhada: “Fulano é um sujeito super!”. III. A redação do texto mantém a impessoalidade, pois o objetivo é manter o foco na informação. IV. Todas as ocorrências de parênteses no texto isolam informações que poderiam ser omitidas sem prejuízo ao sentido do texto.
Assinale a alternativa que contém a análise correta das assertivas:  
Alternativas
Q2062729 Português
COMO SE GRAFA "SUPERBÉM"? 

Por: Aldo Bizzochi. Disponível em:
http://revistalingua.uol.com.br/textos/blog-abizzocchi/voce-tem-um-sitio310609-1.asp Acesso: 19 jun. 2014

   A palavra em questão é uma daquelas cuja grafia gera dúvidas porque fazem parte da oralidade informal e raramente aparecem escritas. Nem mesmo o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) registra esse vocábulo, e os dicionários em geral hesitam em incluir em seu acervo palavras desse tipo, tidas como gírias efêmeras.
   Mas, segundo as regras da nova ortografia, “super-” é um prefixo que se liga sem hífen ao radical, exceto se este começa por “h”, portanto teríamos “superbém”, com acento agudo no último “e”, já que o resultado é uma palavra oxítona terminada em “em”, como “também”, “porém”, etc. As grafias “super-bem” e “superbem” são incorretas, a primeira por usar hífen num caso não previsto na regra ortográfica, a segunda por soar paroxítona (com o acento tônico caindo na sílaba “per”). 
   No entanto, já vi em alguns lugares (em geral postagens em redes sociais e chats) a grafia “super bem”, o que indica que muitos não sentem “super” como prefixo, mas como palavra autônoma, no caso, um advérbio de intensidade equivalente a “muito”. Já ouvi mesmo usarem “super” como forma desacompanhada: “Fulano é um sujeito super!”. Se de fato “super” está ganhando vida própria, poderíamos pensar em “super bem” como duas palavras. A questão agora é a grafia correta de “super”: como paroxítona terminada em “r”, deveria ter acento agudo na primeira sílaba (“súper”); se, por outro lado, admitirmos que, sendo palavra latina, não deve levar acento, então deveríamos grafá-la em itálico, como se faz com toda palavra estrangeira. Conclusão: as grafias “súper bem” e “super bem” também poderiam ser admitidas.   
  Eu particularmente prefiro “superbém”, mas o fato é que, enquanto os dicionários não registrarem o termo, sua grafia ficará ao sabor das preferências individuais, transitando em textos que, pela própria informalidade, abrem mão do rigor ortográfico.
  Aldo Bizzocchi é doutor em Linguística pela USP, com pós-doutorado pela UERJ, pesquisador do Núcleo de Pesquisa em Etimologia e História da Língua Portuguesa da USP e autor de Léxico e Ideologia na Europa Ocidental (Annablume) e Anatomia da Cultura (Palas Athena). www.aldobizzocchi.com.br
Releia o último parágrafo do texto: “Eu particularmente prefiro “superbém”, mas o fato é que, enquanto os dicionários não registrarem o termo, sua grafia ficará ao sabor das preferências individuais, transitando em textos que, pela própria informalidade, abrem mão do rigor ortográfico.”
Sobre este trecho, analise as assertivas a seguir:
I. A primeira vírgula justifica-se por separar a oração principal de uma oração coordenada sindética. II. A simples substituição da expressão “o termo” por “a palavra” não alteraria a correção da oração. III. O pronome “sua”, empregado neste parágrafo do texto, encontra seu referente em “os dicionários”. IV. A simples substituição da expressão “do rigor” por “da intransigência” não alteraria a correção da oração.
Assinale a alternativa que contenha análise correta das assertivas acima:
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Q1385899 Português

Dinheiro lidera os motivos de brigas entre casais no País


Quando o orçamento está curto, conversar com frequência sobre o assunto é uma boa saída para você sentir que está no controle da situação

  Mesmo quando as finanças vão bem, dinheiro é o principal motivo de briga entre casais. Se as contas andam apertadas, então, o terreno é propício para que ambos descontem suas ansiedades um no outro. Mas, com um pouquinho de esforço, dá pra lidar com essa parte chata da vida a dois e barrar as brigas antes mesmo que elas comecem. Em primeiro lugar, é importante que o casal fale a mesma língua quando se trata de dinheiro (na próxima página, montamos um teste para vocês avaliarem se estão mesmo alinhados). Pesquisa mundial feita recentemente mostrou que 72% dos casais se preocupam com os gastos do parceiro. Se um se sacrifica para economizar, e o outro torra a grana, problemas à vista.

  Quando o orçamento está curto, conversar com frequência sobre o assunto é uma boa saída para você sentir que está no controle da situação. Só fique esperto para bater este papo no momento certo. “Nunca tente conversar se você estiver muito estressado com suas contas”, sugere o consultor financeiro Jill Gianola. Em vez disso, procure uma hora em que os dois estejam calmos e sem distração.

   É importante que o casal esteja alinhado nas decisões de com o quê gastar, como economizar e quanto investir. Se apenas um exerce controle sobre as finanças, o outro pode acabar se sentindo excluído e impotente. É bacana que vocês decidam juntos quem paga o quê – e como. A renda de vocês é unificada ou cada um tem sua conta separada no banco? Vocês consultam um ao outro antes de fazer uma aquisição que comprometa o orçamento da casa? Quem é o responsável pelas contas? Se vocês estão se entendendo do jeito que está, ótimo. Mas, de qualquer forma, a regra de ouro pra não rolar estresse é não esconder do parceiro nenhum tipo de gasto.

   Brigas sobre dinheiro são um dos principais motivos que levam um casal ao divórcio. Se você e seu companheiro não conseguem falar sobre o assunto sem que isso vire um pé de guerra, e isso está colocando seu relacionamento em risco, pense em procurar ajuda. Um consultor financeiro pode dar dicas de como administrar as finanças, enquanto uma terapia de casal pode ajudar os dois a resolverem certas diferenças. O segredo é conversar, ter comprometimento e não culpar o outro por fatores que estão fora de seu controle. Pensamento positivo: se vocês souberem lidar com problemas financeiros, isso significa que terão jogo de cintura para enfrentar outras situações difíceis – e sairão dessa fortalecidos.


Texto adaptado – Fonte: http://www.meionorte.com/noticias/jornais-e-revistas/dinheiro-lidera-os-motivos-de-brigas-entre-casais-no -pais-86284.html

Em “‘Nunca tente conversar se você estiver muito estressado com suas contas’”, as aspas foram empregadas no texto
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Q1370480 Português

Texto I

O apocalipse digital

O problema não são os equipamentos eletrônicos. O problema é que criamos

diante   da correspondência digital uma atitude ansiosa e passiva.


    Deu no jornal que o primeiro‐ministro da Bélgica, Elio Di Rupo, interrompeu um discurso que fazia no Parlamento para atender e responder a uma mensagem pelo celular. A discussão na imprensa (e entre as pessoas que leram a notícia) acabou tendendo na direção do “apocalipse digital”. É algo mais previsto e mais anunciado do que o fim do mundo pelo Calendário Maia. O apocalipse digital, segundo os seus profetas, é um processo acelerado de despersonalização das relações humanas face a face, que serão substituídas pelas engenhocas eletrônicas: computadores, notebooks, palmtops, smartphones, tablets etc. As pessoas só falarão umas com as outras por meio desses aparelhos.

    Ninguém vai mais sair de casa para visitar os amigos: ficarão conversando pelo Messenger ou pelo Skype. E um dos primeiros sinais disso é que qualquer conversa face a face é interrompida se o aparelho de alguém tocar. O aparelho tem sempre prioridade, como comprovou o ministro belga.

    Eu detestaria viver num mundo onde as pessoas não saíssem mais juntas, não conversassem olhando para o rosto da outra, e tudo o mais. Sinto falta (por exemplo) do tempo em que alguns amigos passeavam juntos, conversando. Lembram‐se disso? É excêntrico, mas se praticava bastante. As pessoas se encontravam e saíam andando pela calçada, conversando sobre qualquer assunto, e percorrendo cinco, dez, 15 ou 20 quarteirões até chegarem ao lugar para onde se dirigiam, ou então até avistarem por acaso um café simpático ou uma praça acolhedora e fazerem ali uma parada. Hoje ninguém caminha mais.

    Todo mundo vai de carro até para uma distância de dois quarteirões. Se você disser que quer caminhar de uma ponta à outra da Avenida Paulista ou da Rio Branco, vão dizer que você não está regulando bem. Quem vai dizer isso são pessoas que andam 50 minutos de carro até uma academia, onde pagam uma nota preta para ficar andando numa esteira que não sai do lugar.

    O ministro belga calaria os críticos se provasse que o torpedo recebido durante o discurso era de um assessor ou secretário enviando‐lhe uma informação essencial para aquele pronunciamento público. Só isso (no meu entender) o redimiria; mas é bem capaz de ter sido a mulher dele perguntando: “Vai dar tempo de irmos à ópera hoje?”, ou algo assim.

    O problema não são os equipamentos eletrônicos. O problema é que criamos diante da correspondência digital uma atitude ansiosa (“preciso urgentemente saber que recado é este”) e passiva (“se a mensagem chegou, tenho de obedecer, tenho de olhar”).     

(Braulio Tavares. Disponível em: http://www.cartafundamental.com.br/single/show/80. Publicado em: Nov./2013. Adaptado.)

Analise o emprego dos parênteses nos seguintes períodos:


• “A discussão na imprensa (e entre as pessoas que leram a notícia) acabou tendendo na direção do ‘apocalipse digital’.” (1º§)

“Sinto falta (por exemplo) do tempo em que alguns amigos passeavam juntos, conversando.” (3º§)

“Só isso (no meu entender) o redimiria [...]” (5º§)


É correto afirmar que os parênteses

Alternativas
Q1370477 Português

Texto I

O apocalipse digital

O problema não são os equipamentos eletrônicos. O problema é que criamos

diante   da correspondência digital uma atitude ansiosa e passiva.


    Deu no jornal que o primeiro‐ministro da Bélgica, Elio Di Rupo, interrompeu um discurso que fazia no Parlamento para atender e responder a uma mensagem pelo celular. A discussão na imprensa (e entre as pessoas que leram a notícia) acabou tendendo na direção do “apocalipse digital”. É algo mais previsto e mais anunciado do que o fim do mundo pelo Calendário Maia. O apocalipse digital, segundo os seus profetas, é um processo acelerado de despersonalização das relações humanas face a face, que serão substituídas pelas engenhocas eletrônicas: computadores, notebooks, palmtops, smartphones, tablets etc. As pessoas só falarão umas com as outras por meio desses aparelhos.

    Ninguém vai mais sair de casa para visitar os amigos: ficarão conversando pelo Messenger ou pelo Skype. E um dos primeiros sinais disso é que qualquer conversa face a face é interrompida se o aparelho de alguém tocar. O aparelho tem sempre prioridade, como comprovou o ministro belga.

    Eu detestaria viver num mundo onde as pessoas não saíssem mais juntas, não conversassem olhando para o rosto da outra, e tudo o mais. Sinto falta (por exemplo) do tempo em que alguns amigos passeavam juntos, conversando. Lembram‐se disso? É excêntrico, mas se praticava bastante. As pessoas se encontravam e saíam andando pela calçada, conversando sobre qualquer assunto, e percorrendo cinco, dez, 15 ou 20 quarteirões até chegarem ao lugar para onde se dirigiam, ou então até avistarem por acaso um café simpático ou uma praça acolhedora e fazerem ali uma parada. Hoje ninguém caminha mais.

    Todo mundo vai de carro até para uma distância de dois quarteirões. Se você disser que quer caminhar de uma ponta à outra da Avenida Paulista ou da Rio Branco, vão dizer que você não está regulando bem. Quem vai dizer isso são pessoas que andam 50 minutos de carro até uma academia, onde pagam uma nota preta para ficar andando numa esteira que não sai do lugar.

    O ministro belga calaria os críticos se provasse que o torpedo recebido durante o discurso era de um assessor ou secretário enviando‐lhe uma informação essencial para aquele pronunciamento público. Só isso (no meu entender) o redimiria; mas é bem capaz de ter sido a mulher dele perguntando: “Vai dar tempo de irmos à ópera hoje?”, ou algo assim.

    O problema não são os equipamentos eletrônicos. O problema é que criamos diante da correspondência digital uma atitude ansiosa (“preciso urgentemente saber que recado é este”) e passiva (“se a mensagem chegou, tenho de obedecer, tenho de olhar”).     

(Braulio Tavares. Disponível em: http://www.cartafundamental.com.br/single/show/80. Publicado em: Nov./2013. Adaptado.)

Assinale a alternativa em que a reescrita de trechos do texto, alterando a pontuação, encontra‐se, de acordo com as normas gramaticais, correta.
Alternativas
Q1370474 Português

Texto I

O apocalipse digital

O problema não são os equipamentos eletrônicos. O problema é que criamos

diante   da correspondência digital uma atitude ansiosa e passiva.


    Deu no jornal que o primeiro‐ministro da Bélgica, Elio Di Rupo, interrompeu um discurso que fazia no Parlamento para atender e responder a uma mensagem pelo celular. A discussão na imprensa (e entre as pessoas que leram a notícia) acabou tendendo na direção do “apocalipse digital”. É algo mais previsto e mais anunciado do que o fim do mundo pelo Calendário Maia. O apocalipse digital, segundo os seus profetas, é um processo acelerado de despersonalização das relações humanas face a face, que serão substituídas pelas engenhocas eletrônicas: computadores, notebooks, palmtops, smartphones, tablets etc. As pessoas só falarão umas com as outras por meio desses aparelhos.

    Ninguém vai mais sair de casa para visitar os amigos: ficarão conversando pelo Messenger ou pelo Skype. E um dos primeiros sinais disso é que qualquer conversa face a face é interrompida se o aparelho de alguém tocar. O aparelho tem sempre prioridade, como comprovou o ministro belga.

    Eu detestaria viver num mundo onde as pessoas não saíssem mais juntas, não conversassem olhando para o rosto da outra, e tudo o mais. Sinto falta (por exemplo) do tempo em que alguns amigos passeavam juntos, conversando. Lembram‐se disso? É excêntrico, mas se praticava bastante. As pessoas se encontravam e saíam andando pela calçada, conversando sobre qualquer assunto, e percorrendo cinco, dez, 15 ou 20 quarteirões até chegarem ao lugar para onde se dirigiam, ou então até avistarem por acaso um café simpático ou uma praça acolhedora e fazerem ali uma parada. Hoje ninguém caminha mais.

    Todo mundo vai de carro até para uma distância de dois quarteirões. Se você disser que quer caminhar de uma ponta à outra da Avenida Paulista ou da Rio Branco, vão dizer que você não está regulando bem. Quem vai dizer isso são pessoas que andam 50 minutos de carro até uma academia, onde pagam uma nota preta para ficar andando numa esteira que não sai do lugar.

    O ministro belga calaria os críticos se provasse que o torpedo recebido durante o discurso era de um assessor ou secretário enviando‐lhe uma informação essencial para aquele pronunciamento público. Só isso (no meu entender) o redimiria; mas é bem capaz de ter sido a mulher dele perguntando: “Vai dar tempo de irmos à ópera hoje?”, ou algo assim.

    O problema não são os equipamentos eletrônicos. O problema é que criamos diante da correspondência digital uma atitude ansiosa (“preciso urgentemente saber que recado é este”) e passiva (“se a mensagem chegou, tenho de obedecer, tenho de olhar”).     

(Braulio Tavares. Disponível em: http://www.cartafundamental.com.br/single/show/80. Publicado em: Nov./2013. Adaptado.)

Analise as justificativas para o emprego da vírgula nas seguintes orações e assinale a INCORRETA.
Alternativas
Q1363511 Português

Mudança climática pode aumentar pobreza, alerta ONU Documento do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) projeta que, para evitar que consequências do aquecimento global “saiam de controle”, mundo precisa reduzir a emissão dos gases de efeito estufa


    O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas revelou na manhã desta segunda em Yokohama, no Japão, a segunda parte do quinto relatório produzido pelos cientistas do órgão – o anterior foi divulgado há sete anos, em 2007. O documento projeta que a mudança climática irá piorar problemas sociais já existentes, como pobreza, doenças, violência e número de refugiados. Além disso, irá frear os benefícios da modernização, como o crescimento econômico regular e uma produção agrícola mais eficiente.

    Para evitar que as consequências do aquecimento global “saiam de controle”, o mundo precisa reduzir a emissão dos gases de efeito estufa, afirmou Rajendra Pachauri, presidente do IPCC – e existe pouco tempo para tomar atitudes que possam mitigar os efeitos da mudança climática, permitindo aos países se ajustarem à maior variação de temperaturas.

    Intitulado “Sumário para Formuladores de Políticas”, o documento foi aprovado por unanimidade pelos mais de 100 governos integrantes do IPCC. Uma versão preliminar do sumário havia vazado na internet há alguns meses e já fazia advertências semelhantes, como a de que “as mudanças climáticas vão amplificar os riscos relacionados ao clima já existentes e criar novos”, reduzindo, por exemplo, a oferta de água renovável na superfície e nas fontes subterrâneas nas regiões subtropicais mais secas e aumentando o número de pessoas sob risco de inundações.

    Em média, o texto aprovado pelo IPCC menciona a palavra “risco” cinco vezes e meia em cada uma de suas 49 páginas. Os perigos mencionados envolvem cidades grandes e pequenas e incluem preço e disponibilidade de alimentos. Em escala menor, são citados riscos que envolvem doenças, custos financeiros e até mesmo a paz mundial. “Magnitude crescente do aquecimento aumenta a possibilidade de impactos severos, penetrantes e irreversíveis”, alerta o relatório.

    Desastres naturais como ondas de calor na Europa, queimadas nos Estados Unidos, seca na Austrália, inundações em Moçambique, Tailândia e Paquistão são lembretes de como a humanidade é vulnerável a condições climáticas extremas, diz o texto. Os problemas devem afetar todos de algum modo, mas as pessoas que menos têm recursos para arcar com as consequências serão as que sofrerão mais. “Agora nós estamos em uma era na qual a mudança climática não é algum tipo de hipótese futura”, afirmou Chris Field, um dos autores líderes do estudo.

    Uma parte do relatório discute o que pode ser feito para amenizar os efeitos do aquecimento global e lista como alternativas a redução da poluição de carbono e a preparação para mudanças climáticas com um desenvolvimento mais inteligente. O Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, ressaltou que o documento é um alerta às novas ações e alertou que os custos da falta de ação serão “catastróficos”.

    Maarten van Aalst, um dos autores do estudo, reforçou que se a comunidade internacional não reduzir as emissões de gases estufa logo, os riscos sairão de controle. “E os riscos já subiram”, disse. Coautor do relatório, o cientista do IPCC Saleemul Huq lembra que “as coisas estão piores do que previmos” em 2007, quando o grupo de cientistas emitiu a última versão do documento. “Nós veremos cada vez mais impactos, mais rápido e antes do que antecipamos”, declarou.

    O relatório, inclusive, cria uma nova categoria de risco. Em 2007, o maior grau de perigo era “alto”, simbolizado pela cor vermelha. Desta vez, o nível máximo é “muito alto” e de cor roxa nas ilustrações gráficas.

    Vice-presidente do painel do ONU, o climatologista Jean-Pascal van Ypersele defendeu os alertas do IPCC contra críticas que apontem alarmismo por parte dos cientistas. “Nós estamos indicando as razões para o alerta. Isso é porque os fatos, a ciência e os dados mostram que há razões para estar alarmado, não é porque nós somos alarmistas”, disse.

    No entanto, outra coautora do estudo, a cientista Patricia Romero-Lankao disse que ainda existe uma janela de oportunidade. “Nós temos escolhas. Nós temos que agir agora”, disse.

Adaptado de http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/mudanca-climatica-pode-aumentar-pobreza-alerta-onu

Em “Em 2007, o maior grau de perigo era “alto”...”, a vírgula, de acordo com a gramática tradicional, é
Alternativas
Respostas
8581: D
8582: D
8583: E
8584: A
8585: D
8586: E
8587: D
8588: D
8589: A
8590: D
8591: A
8592: E
8593: A
8594: D
8595: C
8596: D
8597: C
8598: D
8599: D
8600: B