Questões de Concurso Comentadas sobre pontuação em português

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Q2769319 Português

Assinale a alternativa em que a pontuação está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.

Alternativas
Q2764730 Português

Leia o texto para responder às questões de números 02 a 07.


Numa cidade de 12 milhões de habitantes, como São Paulo, não há de ser simples a logística para distribuir remédios gratuitos às farmácias estatais e garantir o acesso tempestivo a quem deles depende.

Falhas pontuais acontecem. Cabe ao poder público saná-las de pronto e por elas desculpar-se, sem recorrer a pretextos burocráticos para explicar a inoperância. Eles não têm como minorar o desconforto do doente que fica sem medicamento a que tem direito.


(Folha de S.Paulo, 03.07.2016)

No trecho “Numa cidade de 12 milhões de habitantes, como São Paulo,...” (1o parágrafo), empregam-se as vírgulas para destacar

Alternativas
Q2764340 Português

Leia as afirmativas a seguir e marque a opção INCORRETA:

Alternativas
Q2762514 Português

TEXTO I

(trecho)


Os que não são idiótes (no sentido grego: os que se voltam para a vida privada menosprezando completamente a vida pública) jamais podem ignorar como a grande mídia mistifica a realidade e manipula a opinião pública.

– partidárias, eleitorais, ideológicas e, sobretudo, pecuniárias. Já sabemos que nas democracias venais contemporâneas o dinheiro deslavadamente gera poder e que o poder desavergonhadamente gera dinheiro. A mídia, na medida em que filtra e manipula conteúdos, apresenta-se como uma das pontes privilegiadas de ligação dessa política institucionalmente argentária.


Fonte: http://congressoemfoco.uol.com.br/opiniao/colunistas/como-a-grande-midia-mistifica-e-manipula-a-realidade/



TEXTO II

(trecho)


A política do Pão e circo (panem et circenses, no original em Latim) como ficou conhecida, era o modo com o qual os líderes romanos lidavam com a população em geral, para mantê-la fiel à ordem estabelecida e conquistar o seu apoio. Esta frase tem origem na Sátira X do humorista e poeta romano Juvenal (vivo por volta do ano 100 d.C.) e no seu contexto original, criticava a falta de informação do povo romano, que não tinha qualquer interesse em assuntos políticos, e só se preocupava com o alimento e o divertimento.


Fonte: http://www.infoescola.com/historia/politica-do-pao-e-circo/

“Esta frase tem origem na Sátira X do humorista e poeta romano Juvenal (vivo por volta do ano 100 d.C.)”. Os parênteses foram utilizados para:

Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUNDAPE Órgão: UFAC Prova: FUNDAPE - 2016 - UFAC - Contador |
Q2760558 Português

Considerando os sinais de pontuação no poema não é correto afirmar que:

Alternativas
Q2760441 Português

Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto abaixo.


Governo economiza R$ 2,38 bi com correção de falhas na administração pública


O Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle, antiga Controladoria-Geral da União (CGU), divulgou que as ações de correção de falhas identificadas e de aprimoramento das políticas públicas federais geraram uma economia de R$ 2,38 bilhões em recursos da União, em 2015. O volume foi alcançado por meio das recomendações de controle interno, além da melhoria da qualidade dos serviços públicos.

Entre as ações estão a suspensão de pagamentos continuados indevidos, que resultou na maior economia, mais de R$ 1 bilhão. Os indicadores registram ainda que R$ 428 milhões foram economizados com a redução nos valores de contratos e licitações. O balanço do ministério aponta também que R$ 14 milhões foram poupados com o cancelamento de licitação devido a objeto desnecessário e R$ 46 milhões com a recuperação de valores pagos indevidamente.

Houve, ainda, segundo o ministério, a economia de R$ 6 milhões com a eliminação de desperdícios ou a redução de custos administrativos.

(agenciabrasil.ebc.com.br)

No último parágrafo do texto, os termos "ainda" e "segundo o ministério" foram isolados por vírgulas. A respeito da pontuação empregada nesse trecho, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2759880 Português

Quanto ao uso da vírgula, assinale a alternativa cuja sequência indica a classificação correta das frases:


1 — Eu saio agora. Ela, depois.

2 — João, onde comprou esses sapatos?

3 — Minha mãe, a filha mais velha, cuidou dos pais até o fim de suas vidas.

4 — Ideia boa, porém, muito difícil de executar.


( ) Aposto

( ) Vocativo

( ) Conjunção adversativa

( ) Elipse verbal

Alternativas
Q2758393 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


Casas mais ricas têm mais tipos de insetos, diz estudo


Por Helô D'Angelo



01 __Se você sonha em morar numa mansão com um jardim gigante, naquele bairro nobre da

02 cidade, pense duas vezes. Segundo um estudo da Academia de Ciências da Califórnia, essas casas

03 chiquérrimas têm duas vezes mais espécies de insetos do que as mais simples.

04__Os cientistas investigaram a presença de insetos em 100 casas na Carolina do Norte – 50

05 mansões e 50 lares mais pobres –, em bairros ricos e pobres. Eles descobriram que, nos casarões,

06 havia 100 espécies diferentes – entre elas, aranhas, mosquitos, centopeias e baratas. Já nas

07 casas mais modestas, os caras encontraram menos da metade dessa diversidade.

08__Veja bem: não é que as casas mais ricas tenham mais insetos – a diversidade de espécies

09 só é maior nesses casos. No começo, os cientistas achavam que isso acontecia porque as mansões

10 tinham jardins, mas só essa explicação não dava conta do mistério, já que as residências pobres

11 muitas vezes tinham jardins e hortas do mesmo tamanho ou até maiores do que os das casas

12 ricas.

13__Então, os pesquisadores acreditam que a concentração maior de espécies nos lares chiques

14 aconteça por causa do "efeito de luxo": em bairros nobres, geralmente há mais vegetação,

15 parques e praças, além dos jardins das casas em si, o que torna mais fácil para os insetos – e

16 outras espécies, como pássaros, lagartos e morcegos – se reproduzirem.

17__Com esse estudo, os caras concluíram que a urbanização tem um impacto ainda maior do

18 que se imaginava na biodiversidade das cidades – mas que manter áreas verdes dentro e fora

19 das casas pode ajudar a preservá-la.


(http://super.abril.com.br/ciencia/casas-mais-ricas-tem-mais-tipos-de-insetos-diz-estudo – texto adaptado para essa

prova.)

Em relação aos sinais de pontuação que aparecem no texto, analise as afirmações que seguem:


I. A vírgula da linha 01 separa um aposto.

II. Na linha 06, as três vírgulas separam termos de mesmo valor sintático.

III. Os travessões da linha 15 e da linha 16poderiam ser substituídos por vírgulas, pois apresentam a mesma função.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2758305 Português

Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo.


Saúde e bem-estar dependem de relações íntimas de qualidade


Por Amanda Mont'Alvão Veloso


  1. asdTer dinheiro ou fama comumente é associado .... conquista de felicidade, e tais desejos já
  2. foram apontados como o objetivo de vida mais importante de norte-americanos nascidos nos
  3. anos 1980 e 1990. A dedicação e esforço no trabalho seriam o caminho para se _______ mais resultados.
  4. Mas uma pesquisa realizada durante 75 anos nos Estados Unidos mostrou que os ingredientes
  5. fundamentais para uma vida saudável e cheia de bem-estar são relações íntimas e de qualidade
  6. com a família, com os amigos e com a comunidade.
  7. asdAs conclusões do Estudo do Desenvolvimento Adulto, promovido pela Universidade de
  8. Harvard, foram abordadas por seu diretor, o psiquiatra e psicanalista americano Robert Waldinger,
  9. em uma conferência no TED 2015. “E se pudéssemos observar uma vida inteira à medida que ela
  10. decorre no tempo? E se pudéssemos estudar as pessoas desde a altura em que eram adolescentes
  11. até chegarem .... velhice para vermos o que mantém as pessoas felizes e saudáveis?”. Durante 75
  12. anos, a pesquisa acompanhou a vida de 724 homens, ano após ano, abordando o trabalho, a vida
  13. doméstica e a saúde, além de realizar exames médicos. Cerca de 60% dos pesquisados, a maioria
  14. já com 90 anos, ainda estão vivos e participam no estudo. Há cerca de 10 anos, o estudo passou a
  15. integrar também as esposas desses homens.
  16. asdO próximo passo, segundo Waldinger, é estudar os mais de 2000 filhos dos homens
  17. pesquisados. A população pesquisada foi dividida em dois grupos desde o começo, em 1938. No
  18. primeiro, homens que estudaram em Harvard e que, em sua maioria, lutaram na Segunda Guerra
  19. Mundial. Já o segundo era composto por adolescentes dos bairros mais pobres de Boston, vindos
  20. de algumas das famílias mais problemáticas e mais desfavorecidas da região. Os destinos desses
  21. homens foram variados: se tornaram operários fabris e advogados, assentadores de tijolos e
  22. médicos, e um deles foi presidente dos EUA.
  23. asdOs 75 anos de acompanhamento mostraram .... Waldinger três lições, e nenhuma delas diz
  24. respeito a riqueza, fama, ou a trabalhar cada vez mais. A primeira delas é que as relações sociais
  25. são boas para nós, e a solidão mata: “As pessoas que têm mais ligações sociais com a família, com
  26. amigos e com a comunidade são mais felizes, fisicamente mais saudáveis e vivem mais tempo do
  27. que as pessoas que têm menos relações. A experiência da solidão acaba por ser __________. As
  28. pessoas que são mais isoladas do que gostariam descobrem que são menos felizes, a sua saúde
  29. piora mais depressa na meia idade, o seu funcionamento cerebral diminui mais cedo e vivem menos
  30. tempo do que as pessoas que não se sentem sozinhas.”
  31. asdA segunda lição mostrou que o que importa é a qualidade de nossas relações íntimas: "Viver
  32. no meio de conflitos é muito prejudicial para a saúde. Os casamentos altamente conflituosos, por
  33. exemplo, sem grande _________, revelam-se muito maus para a saúde, pior talvez do que um
  34. divórcio. Viver no meio de relações boas, calorosas, é protetor.” O estudo mostrou que o grau de
  35. satisfação que os homens sentiam nas suas relações foi decisivo para um envelhecimento mais feliz
  36. e saudável. “As pessoas que se sentiam mais satisfeitas com as suas relações, aos 50 anos, foram
  37. as mais felizes aos 80 anos”. “Os nossos homens e mulheres mais felizes disseram, aos 80 anos,
  38. que nos dias em que tinham mais dores físicas a sua disposição continuava feliz. Mas .... pessoas
  39. que tinham relações infelizes, nos dias em que tinham mais dores físicas, elas eram reforçadas pelo
  40. sofrimento emocional”.
  41. asdA terceira e última lição é que as boas relações protegem não só o corpo, como também o
  42. cérebro: “Uma relação bem estabelecida com outra pessoa, aos 80 anos, é protetora. As pessoas
  43. que têm relações em que sentem que podem contar com outra pessoa em alturas de necessidade
  44. mantêm uma memória mais viva durante mais tempo. As pessoas com relações em que sentem
  45. que não podem contar com o outro são as que experimentam um declínio de memória mais precoce.
  46. As boas relações não têm que ser sempre fáceis. Alguns dos nossos octogenários podem discutir
  47. dia sim, dia não. Mas enquanto sentirem que podem contar um com o outro, quando as coisas
  48. aquecem, essas discussões não se fixam na memória.”
  49. asdPelas lições aprendidas, a tal felicidade parece fácil, não? Waldinger tem uma resposta para
  50. isso: somos seres humanos e lidar com a família e com os amigos é algo complicado, que dura a
  51. vida toda. “O que gostaríamos mesmo é de uma receita rápida, qualquer coisa que possamos
  52. arranjar que nos dê uma via boa e a mantenha dessa forma. As relações são conturbadas e
  53. complicadas.”
  54. asdPara se apoiar em boas relações, ele sugere atitudes cotidianas e acessíveis, como substituir
  55. a TV por tempo com as pessoas, fazer passeios, animar uma relação amorosa adormecida e falar
  56. com algum familiar com quem não se fala há anos. “Essas contendas familiares têm um efeito
  57. terrível na pessoa que guarda rancores”.


Texto adaptado para esta prova: http://super.abril.com.br/comportamento/saude-e-bem-estar-dependem-de-relacoes-

intimas-de-qualidade

Em relação aos sinais de pontuação que aparecem no texto, analise as afirmações que seguem:


I. A segunda e a terceira vírgula da linha 08 marcam um aposto.

II. A segunda vírgula da linha 14 separa um adjunto adverbial deslocado.

III. Na linha 21, a vírgula separa termos de mesmo valor sintático.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2757056 Português

Leia o texto 4 para responder às questões de 12 a 18.

Texto 4

Aquela velha carta de A B C dava arrepios. Três faixas verticais borravam a capa, duras,

antipáticas; e, fugindo a elas, encontrávamos num papel de embrulho o alfabeto, sílabas,

frases soltas e afinal máximas sisudas.

Suportávamos esses horrores como um castigo e inutilizávamos as folhas percorridas,

05 esperando sempre que as coisas melhorassem. Engano: as letras eram pequeninas e

feias; o exercício da soletração, cantado, embrutecia a gente; os provérbios, os graves

conselhos morais ficavam impenetráveis, apesar dos esforços dos mestres arreliados,

dos puxavantes de orelhas e da palmatória.

“A preguiça é a chave da pobreza”, afirmava-se ali. Que espécie de chave seria aquela?

10 Aos seis anos, eu e os meus companheiros de infelicidade escolar, quase todos pobres,

não conhecíamos a pobreza pelo nome e tínhamos poucas chaves, de gavetas, de

armários e de portas. Chave de pobreza para uma criança de seis anos é terrível.

Nessa medonha carta, que rasgávamos com prazer, salvam-se algumas linhas. “Paulina

mastigou pimenta.” Bem. Conhecíamos pimenta e achávamos natural que a língua de

15 Paulina estivesse ardendo. Mas que teria acontecido depois? Essa história contada em

três palavras não nos satisfazia, precisávamos saber mais alguma coisa a respeito da

aventura de Paulina.

O que ofereciam, porém, à nossa curiosidade infantil eram conceitos idiotas: “Fala pouco

e bem: ter-te-ão por alguém”. Ter-te-ão! Esse Terteão para mim era um homem, e nunca

20 pude compreender o que ele fazia na última página do odioso folheto. Éramos realmente

uns pirralhos bastante desgraçados.

Marques Rebelo enviou-me há dias um A B C novo. Recebendo-o, lembrei-me com

amargura da chave da pobreza e do Terteão, que ainda circulam no interior.

A capa da brochura que hoje me aparece tem uns balões — e logo aí o futuro cidadão

25 aprende algumas letras. Na primeira folha, em tabuleiros de xadrez de casas brancas e

vermelhas, procurou-se a melhor maneira de impingir aos inocentes essa coisa

desagradável que é o alfabeto. O resto do livro encerra pedaços de vida de um casal de

crianças. João e Maria regam flores, bebem leite, brincam na praia, jogam bola,

passeiam em bicicleta, nadam, apanham legumes, vão ao Jardim Zoológico.

30 Tudo isso é dito em poucas palavras, como na história de Paulina, que mastigava

pimentas na velha carta de A B C. Mas enquanto ali o caso se narrava com letras miúdas

e safadas, em papel de embrulho, aqui as brincadeiras e as ocupações das personagens

se contam em bonitas legendas e principalmente em desenhos cheios de pormenores

que a narração curta não poderia conter.

35 As legendas são de Marques Rebêlo, as ilustrações, de Santa rosa, dois artistas que há

tempo tiveram livros premiados no concurso de literatura infantil realizado pelo Ministério

da Educação. Onde andam esses livros? Premiados e inéditos, exatamente como se não

tivessem sido premiados.

Marques Rebêlo e Santa Rosa fizeram agora um pequeno álbum e a Companhia Nestlé

40 editou-o, espalhou quinhentos mil volumes entre os garotos do Brasil. Está certo. A

Companhia Nestlê não se dedica a negócios de livros, mas isto não tem importância:

parece que a melhor edição de obra portuguesa foi feita por um negociante de vinhos.

Graciliano Ramos. Linhas tortas. Obra póstuma.13. ed., Rio de Janeiro: Record,1986. p.174-175 (Adaptado).

“Nessa medonha carta, que rasgávamos com prazer, salvam-se algumas linhas.” (linha 13)

No trecho acima, as vírgulas

Alternativas
Q2757019 Português

Leia o texto 1 para responder às questões de 01 a 05.

Texto 1

Quanto a isto, não tenho como mentir: nasci. Há documentos a respeito. Provam que nasci

a 23 de março de 1937, na cidade de Porto Alegre; mais precisamente, na Beneficência

Portuguesa, um dos prédios mais antigos desta cidade, que, como muitas outras cidades

brasileiras, tem escassa memória. Nasci, sim. “Logo depois que nasci correu pela

05 vizinhança que eu me chamava Mico...” Estas linhas, se bem as lembro – e bem as lembro,

sim! – faziam parte de meu primeiro texto, escrito em papel de embrulho: uma autobiografia,

muito precoce e necessariamente curta, pois eu não teria mais de seis anos. Alfabetizado

precocemente por minha mãe, que era professora primária, eu optara por escrever, ao invés

de jogar futebol (também jogava futebol, na calçada da minha rua; longas partidas, em que

10 eram marcadas dezenas de gols; mas o futebol era – é – realidade, uma realidade

terrivelmente importante neste país; e à realidade eu preferia a ficção. A narrativa). Mico.

Este apelido me marcou, pois os nomes marcam as pessoas. Todos os Brunos são fortes,

todos os Betos são irrequietos – tenho um filho chamado Beto, sei disto. Mico – o que é que

eu podia esperar da vida? Mico. Nunca conheci ninguém com este apelido. Na minha rua

15 havia um Mike, e depois tive um amigo chamado Micão, mas Mico, de macaco, era só eu.

Por causa deste apelido, acho, nunca pude me levar a sério. Felizmente. Nada mais chato

que um sujeito que se leva inteiramente a sério. Cada vez que me julgo importante, por ser

escritor, ou por ser médico, ou por escrever no jornal, uma vozinha debochada me chama à

realidade – que besteiras são essas que andas escrevendo, Mico? – e me faz lembrar que é

20 preciso ser humilde. Nascido em Porto Alegre, passei parte de minha infância na cidade de

Passo Fundo, onde meu pai tinha um bazar. (Tinha mesmo? Preciso perguntar a ele.

Preciso perguntar muitas coisas a ele. Não o faço por medo que não saiba responder. Ou

por medo de que saiba responder. Ou por medo, simplesmente. Diante de nossos pais,

somos sempre crianças. Somos sempre o Mico.)

25 De Passo Fundo lembro uma cena, que depois dei, generosamente, a um personagem

(Benjamim – Os Voluntários). Tinha – tenho – três, quatro anos. Caminho por minha rua;

vou apressado. Nuvens ameaçadoras se acumulam no céu, vem um temporal, preciso

chegar logo em casa. Os primeiros grossos pingos caem; mas neste momento avisto na

calçada coisinhas – baganas de cigarro, fósforos queimados. Pobrezinhas, ali expostas à

30 chuva, quem cuidará delas? Olho ao redor. Há uma porta aberta. Por acaso ou não, é a

porta da Delegacia de Polícia, símbolo, para mim, do Poder. Sem vacilar, sem me importar

com a chuvarada torrencial, entrego-me à tarefa de recolher baganas e fósforos para o

vestíbulo da Delegacia. Faço-o chorando; não sei se de alegria, ou de dor, ou de medo.

Choro, ao recolher os dispersos para o que agora poderá ser sua Casa.

(SCLIAR, Moacyr. Memórias de um aprendiz de escritor. São Paulo: Ed. Nacional, 1984, p. 9-11. Fragmento.) Disponível em: <http://www.lpm.com.br/livros/Imagens/minha_mae_nao_dorme_2011.pdf>. Acesso em: 29 out. 2016.

Em muitos momentos do relato, Scliar conta sobre sua infância. Que recurso de pontuação é usado pelo autor para marcar o trecho em que ele duvida de sua memória e reflete sobre a veracidade das informações relatadas por ele?

Alternativas
Q2756275 Português

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 05.

---

Tecnologia

---

Para começar, ele nos olha na cara. Não é como a máquina de escrever, que a gente olha de cima, com superioridade. Com ele é olho no olho ou tela no olho. Ele nos desafia. Parece estar dizendo: vamos lá, seu desprezível pré-eletrônico, mostre o que você sabe fazer. A máquina de escrever faz tudo que você manda, mesmo que seja a tapa. Com o computador é diferente. Você faz tudo que ele manda. Ou precisa fazer tudo ao modo dele, senão ele não aceita. Simplesmente ignora você. Mas se apenas ignorasse ainda seria suportável. Ele responde. Repreende. Corrige. [...]

Outra coisa: ele é mais inteligente. Esse negócio de que qualquer máquina só é tão inteligente quanto quem a usa não vale com ele. Está subentendido, nas suas relações com o computador, que você jamais aproveitará metade das coisas que ele tem para oferecer. Que ele só desenvolverá todo o seu potencial quando outro igual a ele o estiver programando. A máquina de escrever podia ter recursos que você nunca usaria, mas não tinha a mesma empáfia, o mesmo ar de quem só aguentava você. Ele sabe muito mais coisa e não tem nenhum pudor em dizer que sabe. [...]

Dito isto, é preciso dizer também que quem provou pela primeira vez suas letrinhas dificilmente voltará à máquina de escrever sem a sensação de que está desembarcando de uma Mercedes e voltando à carroça. Está certo, jamais teremos com ele a mesma confortável cumplicidade que tínhamos com a velha máquina. É outro tipo de relacionamento, mais formal e exigente. Mas é fascinante.

---

(Luís Fernando Veríssimo. Disponível em http://pensador.uol.com.br/

contos_de_luis_fernando_verissimo. Adaptado)

Considere o trecho do texto:


Simplesmente ignora você. Mas se apenas ignorasse ainda seria suportável.


Outro modo de reescrever e pontuar corretamente esse trecho, mantendo o sentido, é:

Alternativas
Q2754683 Português

Texto para as questões de 21 a 24

“Em 1975, o Generalíssimo Franco, 82, ditador da Espanha, estava em seu leito de morte em Madri, com uma antologia de mazelas – infarto, broncopneumonia, tromboflebite, falência renal, úlceras hemorrágicas e um Parkinson avançado. O desfecho era esperado para qualquer momento, mas Franco insistia em prolongar a agonia. Certa noite, do fundo de sua cama, escutou um rumor que entrava pela janela. Perguntou o que era ao enfermeiro. Este respondeu: ‘É o povo espanhol, Excelência. Ele veio se despedir’. E Franco: ‘Ué! O povo vai viajar?’

Franco morreu no fim daquele ano, e as multidões que faziam a vigília nas proximidades de sua casa acharam que ele tinha ido tarde.

[...]”.

(Folha de S.Paulo, 6/4/16 – opinião A2)

“Em 1975, o Generalíssimo Franco, 82, ditador da Espanha, estava em seu leito de morte em Madri, (...)”.


Atente para as seguintes afirmações sobre o uso das vírgulas.


I. A primeira vírgula separa um adjunto adverbial de tempo.

II. A retirada da virgula colocada imediatamente depois de “Espanha” redundaria em prejuízo para a correção e o sentido original.

III. A inserção de vírgula logo depois do termo “Franco” acarretaria prejuízo sintático e semântico ao texto.


É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q2751000 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


A ação humana e as enchentes


  1. A interferência humana sobre os cursos d'água, provocando enchentes e inundações, ocorre
  2. das mais diversas formas. Em casos extremos, porém menos comuns, tais situações podem estar
  3. relacionadas com rompimentos de diques e barragens, o que pode causar sérios danos _____
  4. sociedade. Quase sempre, entretanto, essa questão está ligada ao ______ uso do espaço urbano.
  5. Um problema que parece não ter uma solução rápida é o elevado índice de poluição, causado
  6. tanto pela ausência de consciência por parte da população quanto por sistemas ineficientes de
  7. coleta de lixo ou de distribuição de lixeiras pela cidade. Além do mais, ______ problemas
  8. causados pela poluição gerada por empresas e outros órgãos. Com isso, ocorre o entupimento
  9. dos bueiros que seriam responsáveis por conter parte da água que eleva o nível dos rios. Além
  10. do mais, o lixo gerado é levado pelas enxurradas e contribui ainda mais para elevar o volume das
  11. águas.
  12. Outra questão é a ocupação irregular ou desordenada do espaço geográfico: algumas áreas
  13. correspondem ao leito maior de um rio que, esporadicamente, inunda. Com a ocupação irregular
  14. dessas áreas – muitas vezes causada pela ausência de planejamento adequado –, as pessoas
  15. estão sujeitas à ocorrência de inundações. Além disso, a remoção da vegetação que compõe o
  16. entorno do rio pode intensificar o processo, pois ela teria a função de reter parte dos sedimentos
  17. que vão para o leito e aumentam o nível das águas.
  18. Apesar de todos os problemas mencionados, a causa considerada principal para as enchentes
  19. é, sem dúvida, a impermeabilização do solo. Com a pavimentação das ruas e a cimentação de
  20. quintais e calçadas, a maior parte da água, que deveria infiltrar no solo, escorre na superfície,
  21. provocando o aumento das enxurradas e a elevação dos rios. Além disso, a impermeabilização
  22. contribui para a elevação da velocidade desse escoamento, provocando erosões e causando
  23. outros tipos de desastres ambientais urbanos.
  24. Hoje ............... inúmeras medidas de combate às enchentes. A cidade de Belo Horizonte,
  25. por exemplo, contratou em outubro de 2013 alguns “olheiros”, que são funcionários encarregados
  26. de detectar o início de inundações em áreas de risco. Eles teriam a função de minimizar os efeitos
  27. da “inundação relâmpago”, aquela que ocorre em um curtíssimo período de tempo. Outras ações
  28. envolvem a construção de barragens e o desassoreamento do leito dos rios, em que todos os
  29. sedimentos existentes no fundo dos cursos d'água são removidos, aumentando a sua
  30. profundidade.
  31. Todas essas medidas, no entanto, são paliativas, ou seja: são apenas para minimizar ou
  32. combater uma situação já existente. A melhor forma de lidar com esse problema, na verdade, é
  33. realizar uma devida prevenção, através da construção de sistemas eficientes de drenagem, da
  34. desocupação de áreas de risco, da criação de reservas florestais nas margens dos rios, da
  35. diminuição dos índices de poluição e de geração de lixo, além de um planejamento urbano mais
  36. consistente.


Fonte: http://brasilescola.uol.com.br/geografia/enchentes.htm – Texto adaptado especialmente para esta prova.

Considere as seguintes afirmativas sobre a pontuação e a estrutura do texto:


I. O emprego das vírgulas que separam “Em casos extremos” (l. 02), “Com isso” (l. 08) e “esporadicamente” (l. 13) justifica-se pela mesma regra.

II. Na linha 12, os dois-pontos poderiam ser substituídos por vírgula seguida de “pois”, mantendo a correção e o sentido do texto.

III. Se o segmento “Apesar de todos os problemas mencionados” (l. 18) fosse deslocado para após “enchentes” (mesma linha), ficaria entre vírgulas (com inicial minúscula) e manteria o sentido e a correção do texto.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2750444 Português

Texto para responder às questões 1 e 8.

1 A costa Atlântica, ao longo de milênios, foi percorrida

e ocupada por inumeráveis povos indígenas. Disputando os

melhores nichos ecológicos, eles se alojavam, desalojavam e

4 realojavam, incessantemente. Nos últimos séculos, porém,

índios de fala tupi, bons guerreiros, se instalaram,

dominadores, na imensidade da área, tanto à beira-mar, ao

7 longo de toda a costa atlântica e pelo Amazonas acima,

como subindo pelos rios principais, como o Paraguai, o

Guaporé, o Tapajós, até suas nascentes.

10 Configuraram, desse modo, a ilha Brasil,

prefigurando, no chão da América do Sul, o que viria a ser

nosso país. Não era, obviamente, uma nação, porque eles

13 não se sabiam tantos nem tão dominadores. Era, tão-só,

uma miríade de povos tribais, falando línguas do mesmo

tronco, dialetos de uma mesma língua, cada um dos quais,

16 ao crescer, se bipartia, fazendo dois povos que começavam

a se diferenciar e logo se desconheciam e se hostilizavam.

Se a história, acaso, desse a esses povos Tupi uns

19 séculos mais de liberdade e autonomia, é possível que

alguns deles se sobrepusessem aos outros, criando

chefaturas sobre territórios cada vez mais amplos e forçando

22 os povos que neles viviam a servi-los, os uniformizando e

desencadeando, assim, um processo oposto ao de expansão

por diferenciação.

25 Nada disso sucedeu. O que aconteceu, e mudou total

e radicalmente seu destino, foi a introdução no seu mundo

de um protagonista novo, o europeu.

Darcy Ribeiro. O povo brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

Seriam mantidos a correção gramatical e o sentido original do texto caso fosse suprimida a vírgula empregada logo após
Alternativas
Q2750153 Português

Lições da Educação Infantil


De uns 15 anos para cá, passamos a ter boas escolas de educação infantil. Antes disso, já tínhamos algumas que respeitavam a primeira infância, ouviam as crianças, reconheciam sua potência de aprendizagem no ato de brincar.

Esse número passou a se multiplicar devido a experiências em escolas pelo mundo. Por isso, hoje, já é possível encontrar uma escola para crianças com menos de seis anos em que o currículo não seja apenas um elenco de conteúdos, em que o ato de brincar seja a principal atividade para a criança, em que não haja uma profusão de brinquedos prontos e em que haja professores com formação contínua e em serviço. Escolas desse tipo ainda são minoria, mas já é uma boa notícia saber que elas existem.

Nessas escolas, as crianças aprendem a se concentrar porque a brincadeira exige isso e porque elas participam ativamente da escolha da brincadeira, seja em grupo, seja pessoalmente. Aprendem também a fazer perguntas e a pesquisar para buscar respostas, a exercitar sua criatividade, a colocar a mão na massa em tudo. Atenção: na massa e não, necessariamente, na massinha.

Os alunos aprendem, também, a conviver: os professores aproveitam todas as ocasiões para dar oportunidades de a criança aprender a ver e a considerar o seu par, a esperar a sua vez, a simbolizar em palavras o que sente e pensa, a viver em grupo e a ser solidária.

É uma pena que as escolas de ensino fundamental e médio não tenham humildade para olhar com atenção para as de educação infantil e aprender com elas. Há uma hierarquia escolar espantosa, caro leitor: as escolas de graduação pensam que praticam um ensino “superior”; as de ensino médio se consideram mais especializadas no conhecimento sistematizado do que a escola de ensino fundamental; e todas pensam que a de educação infantil não exige conhecimento científico.

As escolas de ensino fundamental e médio precisam se inspirar nas de educação infantil e não deixar o aluno ser totalmente passivo em sua aprendizagem: ele precisa, para se motivar, fazer algumas escolhas.

O aluno que participa não se distrai com tanta facilidade. E é bom lembrar que uma das maiores queixas em relação aos alunos é exatamente a falta de atenção, de foco e de concentração.

Precisam também reconhecer que aprende mais quem pratica o que deve aprender. Como eu já disse: mão na massa! Ninguém merece ficar horas em aulas expositivas ou arremedos de trabalho em grupo.

O que as famílias têm a ver com isso? Tudo! Quando a sociedade questionar verdadeiramente a organização escolar atual, certamente teremos mudanças. Mas, até agora, vemos mais conformismo e adesão do que questionamentos, não é verdade?


(Rosely Sayão, Folha de S.Paulo, 05 de maio de 2015.Adaptado)



Leia o texto para responder às questões de números 01 a 09.

Nas frases reescritas, as concordâncias nominal e/ou verbal e a pontuação estão corretas, de acordo com a norma-padrão, na alternativa:

Alternativas
Q2749858 Português

Atenção: Nesta prova, considera-se uso correta da Língua Portuguesa o que está de acordo com a norma padrão escrita.


Leia o texto a seguir para responder as questões sobre seu conteúdo.


IMPEACHMENT É O MESMO QUE IMPEDIMENTO?


Por Aldo Bizzocchi. Disponível em: http://revistalingua.com.br/textos/blog- abizzocchi/impeachment-e-omesmo- que- impedimento-338123-1.asp Acesso em 21 abr 2016.


Nestes dias em que, diante do mar de lama que ameaça soterrar o governo brasileiro, setores da sociedade já começam a clamar pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, muitos cronistas têm empregado o termo vernáculo "impedimento" em substituição ao anglicismo impeachment, o que faz ressurgir a dúvida: impeachment e impedimento são a mesma coisa? Em outras palavras, é lícito traduzir o termo inglês pelo português? Mais ainda, é aconselhável fazer isso?

O impeachment é a figura jurídica surgida no mundo anglo-saxônico que permite ao parlamento cassar o mandato do chefe do Executivo diante de acusações comprovadas de improbidade no exercício do cargo. O substantivo inglês impeachment, assim como o verbo empeach, provêm do antigo francês empêcher, "impedir", e empêchement, "impedimento", por sua vez originários do baixo latim impedicare, derivado de pedica, "ferros que se prendem aos pés do prisioneiro para impedir seu movimento". Daí talvez a tendência de traduzir impeachment como "impedimento". No entanto, o próprio inglês distingue impeach, "fazer acusações contra, acusar de improbidade no exercício de mandato", de impede, "impedir, obstruir, impossibilitar". E a Constituição brasileira prevê o impedimento, temporário ou permanente, de um mandatário como justificativa para que seu suplente ocupe o cargo. Ou seja, uma doença ou viagem ao Exterior são motivos de impedimento do presidente, quando então o vice assume o posto. Esses impedimentos por razões corriqueiras nada têm a ver com o impeachment, que só se aplica em caso de acusação grave, que desautorize moralmente o presidente de permanecer no cargo. Nesse sentido, seria melhor traduzir impeachment por "cassação" do que por "impedimento".

Logo, a tradução de impeachment por "impedimento" é inadequada, embora favorecida por uma certa semelhança sonora e parentesco etimológico. Evidentemente, o presidente cassado por impeachment fica definitivamente impedido de exercer seu mandato, mas, se o impeachment é um caso particular de impedimento, a recíproca não é verdadeira: nem todo impedimento se dá por impeachment.


Aldo Bizzocchi é doutor em Linguística pela USP, com pós- doutorado pela UERJ, pesquisador do Núcleo de Pesquisa em Etimologia e História da Língua Portuguesa da USP, com pós- doutorado na UERJ. É autor de Léxico e Ideologia na Europa Ocidental (Annablume) e Anatomia da Cultura (Palas Athena). www.aldobizzocchi.com.br

Assinale a alternativa que está ERRADA quanto ao emprego dos sinais de pontuação.

Alternativas
Q2749234 Português

Instrução: as questões de 01 a 08 referem-se ao texto ‘Pokemon Go’ não é destinado às crianças, de Rosely Sayão.

'POKEMON GO' NÃO É DESTINADO ÀS CRIANÇAS

Rosely Sayão

1 ______ Muitos pais se afetam tanto com os caprichos dos filhos. O capricho atual é jogar "Pokemon Go". Então vamos

2 enfrentar a fera, já que inúmeros pais querem saber se deixam o filho ter o jogo, qual a idade para começar, se pode

3 prejudicar, se pode beneficiar, qual o tempo que se deve permitir que a criança se dedique ao jogo, como fazer para ela

4 aceitar o limite de tempo etc.

5 _______Um pai pegou um táxi só para que o filho conseguisse caçar uma determinada criatura do jogo, outro deixou a filha

6 de 11 anos ir até um lugar que considera perigoso porque ela estava acompanhada de outras colegas e "precisava" muito

7 ganhar um ovo virtual. O pai ficou preocupado, mas permitiu. Assim fica difícil!

8 ______Meus caros pais, um jogo é um jogo, apenas isso. As características desse em particular revelam que ele não é

9 destinado às crianças. Quantas delas saem para o espaço público desacompanhadas de um adulto na "vida real"? Como

10 nossas crianças são jovens desde os primeiros anos de vida, porém, foram capturadas pela sensação do momento. Mas os

11 pais devem ter suas referências, e não abdicar delas só porque a atividade virou febre social.

12 _____O primeiro passo é conhecer o jogo: como funciona, quais as metas, o que o filho deve fazer para alcançá-las. Se,

13 para a família, ele não é inconveniente, não transgride os princípios priorizados, não apresenta imagens ou atos que ela não

14 aceite, ela pode permitir que o filho brinque. Não é preciso aprender a jogar ou apreciar, mas é necessário conhecer os

15 princípios básicos do aplicativo antes de permiti-lo.

16 _____O segundo passo é avaliar o tempo que o filho tem em seu cotidiano para ajudá-lo a administrar isso entre todas as

17 atividades e ainda ter tempo para ficar sem fazer nada. Como há crianças mais rápidas e outras que dedicam mais tempo a

18 cada atividade, não é possível determinar um tempo padrão. Aqueles que fazem tudo mais rapidamente não podem dedicar

19 tanto tempo ao jogo; os que fazem tudo mais tranquilamente, porém, podem brincar mais, por exemplo.

20 _____Uma coisa é certa: a criança e o jovem têm muito o que fazer e pensar, por isso não podem se limitar a uma

21 atividade específica. Caros pais, observem o tamanho e a complexidade do mundo que eles precisam conhecer!

22 ____+Quando uma criança ou jovem gosta muito de algo, seja por iniciativa pessoal ou por adesão do grupo, é fácil para

23 ele ficar horas e horas só naquilo, prejudicando todo o resto. Os pais não devem permitir. Para tanto, devem fazer valer sua

24 autoridade, dizendo "agora chega". Isso vale para tudo, porque os mais novos ainda não têm ou estão desenvolvendo seu

25 índice de saciedade. E o "agora chega" dos pais ajuda muito a estabelecer esse limite.

26 _____Os filhos vão reclamar, choramingar, brigar, implorar, insistir, tentar negociar, seduzir, propor trocas, chantagear.

27 São as estratégias que têm para alcançar o que querem. E são, portanto, legítimas.

28 _____Os pais precisam bancar tudo isso e firmar sua decisão, mesmo que seja para aguentar cara feia. Aliás, os filhos

29 sabem muito bem que isso costuma funcionar. Mas cara feia passa, lembram disso?

30 _____Por fim, é importante ensinar, nas entrelinhas, que não é bom se tornar escravo de um capricho, de um gosto, de

31 uma diversão. É muito melhor prepará-los para que sejam autônomos e livres, não é?.


Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/roselysayao/2016/08/1803351-pokemon-go-nao-e-destinado-as-criancas.shtml. Acessado em 24 setembro 2016.

Com relação ao uso de aspas no texto, coloque (V) para Verdadeiro e (F) para Falso.


( ) As aspas da linha 6 indicam que a criança não precisava realmente ganhar um ovo virtual.

( ) As aspas da linha 9 indicam uma oposição entre a realidade do jogo e a realidade da vida.

( ) As aspas da linha 24 indicam a transcrição de uma fala dos pais.

( ) As aspas da linha 25 indicam que os pais já estabeleceram um limite para com seus filhos.


A sequência, de cima para baixo, que completa os parênteses corretamente é a da alternativa

Alternativas
Q2748077 Português

Setor de tecnologia de SC é destaque em portal dos EUA

O portal americano especializado em tecnologia Nearshore Americas destaca o perfil do setor de tecnologia da informação (TI) de Santa Catarina em reportagem. Afirma que cresceu no Estado 15% ano passado e faturou US$ 3,5 bilhões enquanto, no Brasil, a expansão média ficou em 7,3%. Cita que as empresas estão localizadas principalmente em cinco cidades: Florianópolis, Joinville, Blumenau, Chapecó e Criciúma. A maioria são startups que crescem numa média de 20% ao ano e empregam juntas cerca de 20 mil trabalhadores. Entrevistado pelo Nearshore, o presidente da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate), Guilherme Bernard, informou que o setor atrair investimentos do exterior na aquisição de empresas. E o secretário de Desenvolvimento do Estado, Carlos Chiodini, destacou a criação da Invest SC para atrair investimentos internacionais.

Entre as empresas que ilustram a matéria está a Softplan, de Florianópolis, que atua nos segmentos da justiça, gestão pública e construção civil, fundada por Ilson Stabile, Moacir Marafon e Carlos Augusto Matos. Segundo Stabile, diretor executivo, na atual recessão econômica os clientes demandam soluções eficientes que possam aumentar as arrecadações e promover a celeridade nas operações. Fundada em 1990, a empresa tem 1,5 mil funcionários e, no ano passado, alcançou um volume de negócios 10% maior em relação ao ano anterior.

Diário Catarinense – Estela Benetti, 12/02/2016 - 00h35min - Atualizada em 12/02/2016 - 00h40min.

Segundo Stabile, diretor executivo, na atual recessão econômica os clientes demandam soluções eficientes que possam aumentar as arrecadações e promover a celeridade nas operações.

No período acima, as vírgulas foram empregadas para:

Alternativas
Q2747936 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 01 a 08.


OS NAMORADOS DA FILHA


___Quando a filha adolescente anunciou que ia dormir com o namorado, o pai não disse nada. Não a recriminou, não lembrou os rígidos padrões morais de sua antiga juventude. Homem avançado, já esperava que aquilo acontecesse um dia. Só não esperava que acontecesse tão cedo.

___Mas tinha uma exigência, além das clássicas recomendações. A moça podia dormir com o namorado:

___─ Mas aqui em casa.

___Ela, por sua vez, não protestou. Até ficou contente. Aquilo resultava em inesperada comodidade. Vida amorosa em domicílio, o que mais podia desejar? Perfeito.

___O namorado não se mostrou menos satisfeito. Entre outras razões, porque passaria a partilhar o abundante café da manhã da família. Aliás, seu apetite era espantoso: diante do olhar assombrado e melancólico do dono da casa, devorava toneladas do melhor requeijão, do mais fino presunto, tudo regado a litros de suco de laranja.

___Um dia, o namorado sumiu. Brigamos, disse a filha, mas já estou saindo com outro. O pai pediu que ela trouxesse o rapaz. Veio, e era muito parecido com o anterior: magro, cabeludo, com apetite descomunal.

___Brevemente, o homem descobriria que constância não era uma característica fundamental de sua filha. Os namorados começaram a se suceder em ritmo acelerado. Cada manhã de domingo, era uma nova surpresa: este é o Rodrigo, este é o James, este é o Tato, este é o Cabeça. Lá pelas tantas, ele desistiu de memorizar nomes ou mesmo fisionomias. Se estava na mesa do café da manhã, era namorado. Às vezes, também acontecia ─ ah, essa próstata, essa próstata ─ que ele levantava à noite para ir ao banheiro e cruzava com um dos galãs no corredor. Encontro insólito, mas os cumprimentos eram sempre gentis.

___Uma noite, acordou, como de costume, e, no corredor, deu de cara com um rapaz que o olhou apavorado. Tranquilizou-o:

___─ Eu sou o pai da Melissa. Não se preocupe, fique à vontade. Faça de conta que a casa é sua.

___E foi deitar.

___Na manhã seguinte, a filha desceu para tomar café. Sozinha.

___─ E o rapaz?

___─ perguntou o pai.

___─ Que rapaz? ─ disse ela.

___Algo lhe ocorreu, e ele, nervoso, pôs-se de imediato a checar a casa. Faltava o CD player, a máquina fotográfica, a impressora do computador. O namorado não era namorado. Paixão poderia nutrir, mas era pela propriedade alheia.

___Um único consolo restou ao perplexo pai: aquele, pelo menos, não fizera estrago no café da manhã.

(Moacyr Scliar. Crônica extraída da Revista Zero

Hora, 26/4/1998)

“Mas tinha uma exigência, além das clássicas recomendações. A moça podia dormir com o namorado:

─ Mas aqui em casa”.


No trecho citado acima, empregou-se dois-pontos para:

Alternativas
Respostas
8381: B
8382: A
8383: E
8384: D
8385: C
8386: E
8387: D
8388: D
8389: E
8390: D
8391: D
8392: A
8393: A
8394: E
8395: A
8396: A
8397: C
8398: E
8399: B
8400: C