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Questões de Concurso Comentadas sobre pontuação em português

Foram encontradas 10.684 questões

Q611573 Português
Bento Rodrigues tem cor de tragédia e cheiro de morte

    O cheiro de morte cerca Bento Rodrigues inteiro. É o cheiro da decomposição dos animais que a avalanche de lama soterrou no começo de novembro, após o rompimento da barragem do Fundão. E tem a cor da tragédia: o marrom das casas, das árvores e dos pássaros que mergulham nas poças de água cheias de rejeitos de minério. Um vazio marrom domina todo o centro do extinto distrito de Mariana. As casas que não foram levadas viraram escombros.  
   Dentro e em volta delas, os rastros do caos: roupas, panelas, sofás, brinquedos e documentos espalhados, motos soterradas, carros destruídos, cachorros e galinhas abandonadas. É clichê, mas é real: o lugar virou cenário de filme   pós‐apocalíptico. Com direito até a um cartão postal: a imagem do carro carregado pela lama e colocado caprichosamente sobre o muro de uma casa. Só algumas poucas casas e um ginásio permaneceram quase intactos – e foi ali onde centenas de pessoas se abrigaram à espera do resgate. 
     A lama que saiu da barragem da Samarco, mineradora que pertence à Vale e à anglo‐australiana BHP Billiton, devastou também outras áreas próximas de Mariana. A pequena cidade de Barra Longa perdeu casas e a praça principal – os bancos e as árvores deram lugar aos caminhões de limpeza. Mas ainda não se compara visualmente ao estrago de Bento Rodrigues. A lama varreu de vez o distrito, tirou o ponto do mapa. Por ali nunca mais vão existir casas, bairros ou a famosa fábrica artesanal de geleia de pimenta? A Samarco, responsável pela destruição, pretende reconstruir Bento em outro lugar. Ali talvez vire até outra barragem (os moradores contam que a mineradora já cobiçava comprar as casas e o terreno de Bento Rodrigues há algum tempo).
    Por ora, 356 pessoas que viviam por lá estão hospedadas em hotéis de Mariana. Há 22 dias, essas pessoas vivem sob as regras do hotel, com horário pré‐determinado para comer, sem espaço para as crianças brincarem. Perderam não só a casa e o bairro. Perderam a vida que levavam. Boa parte agora deles passa o dia em frente aos hotéis. E volta e meia os funcionários da Samarco aparecem para perguntar por uma ou outra pessoa para falar sobre indenização ou oferecer uma casa alugada. 
    Mas nem depois dessa tragédia toda, do maior desastre ambiental da história do Brasil, a Samarco perde poder ou moral em Mariana. Pouca gente se atreve a falar mal da mineradora – e muitos ainda a defendem. “Não fala mal da Samarco por aí que o pessoal fica bravo", avisou um morador. Toda a história da cidade está ligada à mineração. Se antes o ouro guiava a economia da região, hoje é o minério de ferro. 80% da economia local é ligada direta ou indiretamente à atividade. É daí que vem todo o poder das mineradoras: a maior parte da população trabalha lá e tem medo de perder a única fonte de renda. Mas enquanto a Samarco fatura milhões com a exploração de minérios, a cidade segue pobre e corrupta (foram 7 prefeitos em 5 anos). 
    E essa “mãezona" abandonou as crias no momento da tragédia. Ou melhor: expôs todos eles ao perigo. Passou anos sem colocar em ação um programa emergencial, mesmo a barragem do Fundão sendo classificada de alto risco, e ainda aumentou a produção de rejeitos no último ano. Foi por isso que as pessoas de Bento Rodrigues não receberam alarmes, foi a comunicação dos funcionários pelo rádio que salvou a vida de dezenas de pessoas. Agora a Samarco trabalha para tentar reparar os irreparáveis danos causados às vítimas (sem qualquer questionamento do governo municipal ou estadual: o acompanhamento psicossocial, por exemplo, é feito por funcionários da mineradora). Até lá, espera‐se que a barragem de Germano, muito maior que a do Fundão, não tenha o mesmo fim que a outra.
(Carol Castro, Felipe Floresti. Disponível em: http://super.abril.com.br/ciencia/bento‐rodrigues‐tem‐cor‐de‐tragedia‐e‐cheiro‐de‐morte.   Acesso em: 01/12/2015.)

Assinale a alternativa em que o uso de dois pontos ( : ) se DIFERENCIA dos demais.
Alternativas
Q608274 Português

Texto para a próxima questão


Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto A mensagem virtual, assinale a opção correta.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: EXATUS-PR Órgão: CODAR Prova: EXATUS-PR - 2016 - CODAR - Motorista II |
Q607570 Português

Marque a alternativa correta referente aos sinais de pontuação, usados na frase abaixo:

- Eu te adoro!

Alternativas
Q607158 Português
    Entre as boas figuras de boa-fé do Rio de Janeiro figurava o Garcia, bom homem, cujo único defeito era ser fraco de inteligência, defeito que todos lhe perdoavam por não ser culpa dele.
   O nosso herói não se empregava absolutamente em outra coisa que não fosse comer, beber, dormir e trocar as pernas pela cidade. Tinha herdado dos pais o suficiente para levar essa vida folgada e milagrosa, e só gastava o rendimento do seu patrimônio.
    Casara-se com d. Laura, que, não sendo formosa que o inquietasse, nem feia que lhe repugnasse, era mais inteligente e instruída que ele. Esta superioridade dava-lhe certo ascendente, de que ela usava e abusava no lar doméstico, onde só a sua vontade e a sua opinião prevaleciam sempre.
     O Garcia não se revoltava contra a passividade a que era submetido pela mulher: reconhecia que d. Laura tinha sobre ele grandes vantagens intelectuais e, se era honesta e fiel aos seus deveres conjugais, que lhe importava a ele o resto?

(Artur Azevedo, O espírito. Em: Seleção de Contos, 2014. Adaptado)
Na passagem do 3o parágrafo – Casara-se com d. Laura, que [....] era mais inteligente e instruída que ele. –, emprega-se a vírgula para indicar uma
Alternativas
Q607146 Português
Fora do jogo

     Quando a economia muda de direção, há variáveis que logo se alteram, como o tamanho das jornadas de trabalho e o pagamento de horas extras, e outras que respondem de forma mais lenta, como o emprego e o mercado de crédito. Tendências negativas nesses últimos indicadores, por isso mesmo, costumam ser duradouras.
     Daí por que são preocupantes os dados mais recentes da Associação Nacional dos Birôs de Crédito, que congrega empresas do setor de crédito e financiamento.
    Segundo a entidade, havia, em outubro, 59 milhões de consumidores impedidos de obter novos créditos por não estarem em dia com suas obrigações. Trata-se de alta de 1,8 milhão em dois meses.
     Causa consternação conhecer a principal razão citada pelos consumidores para deixar de pagar as dívidas: a perda de emprego, que tem forte correlação com a capacidade de pagamento das famílias.
      Até há pouco, as empresas evitavam demitir, pois tendem a perder investimentos em treinamento e incorrer em custos trabalhistas. Dado o colapso da atividade econômica, porém, jogaram a toalha.
     O impacto negativo da disponibilidade de crédito é imediato. O indivíduo não só perde a capacidade de pagamento mas também enfrenta grande dificuldade para obter novos recursos, pois não possui carteira de trabalho assinada.
      Tem-se aí outro aspecto perverso da recessão, que se soma às muitas evidências de reversão de padrões positivos da última década – o aumento da informalidade, o retorno de jovens ao mercado de trabalho e a alta do desemprego.

(Folha de S.Paulo, 08.12.2015. Adaptado)
Assinale a alternativa correta quanto à pontuação e à regência, de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q605960 Português
A correção e a coerência do texto Elegibilidade dos analfabetos:... seriam mantidas caso
Alternativas
Q605903 Português
Assinale a opção correta acerca dos aspectos linguísticos do texto Geografia eleitoral e manutenção do poder:....
Alternativas
Q605843 Português

        Texto: O Rio que estamos perdendo

      O Rio de Janeiro é uma das cidades mais bonitas do mundo. O conjunto de morros que se estende perto do mar forma um cartão-postal inigualável que, coincidentemente, sempre ofereceu ótimas condições para a ocupação humana. O resultado é uma das maiores cidades costeiras do mundo, com mais de seis milhões de habitantes — maior que vários países.

       Mas o Rio é também uma das cidades mais ameaçadas pelas mudanças climáticas. Seremos cada vez mais castigados por ondas de calor com consequências diretas sobre a saúde pública. Chuvas torrenciais se tornarão mais frequentes, elevando o já considerável nível de deslizamentos de morros e encostas. Conforme apontam estudos globais, as populações mais vulneráveis (20% de nossos cidadãos, no caso do Rio) serão as mais atingidas.

      Um em cada quatro cariocas será desalojado pela elevação do mar, se a temperatura média do planeta subir quatro graus, que é a atual tendência. O Rio está entre as 20 metrópoles que mais serão afetadas em todo o planeta. Aliás, os números globais são estarrecedores: meio bilhão de pessoas — 16 milhões no Brasil — poderão perder as terras onde moram por causa do avanço do mar. Até 2040, alguns bairros como Barra da Tijuca, Ipanema e Copacabana, o Aeroporto Santos Dumont e a Ilha do Fundão já serão afetados.

      Ou seja, o Rio, tal como conhecemos hoje, não existirá. No prazo de três gerações, isto é, até o final deste século, as mudanças serão drásticas se nada fizermos para impedir. Não há mais tempo para reverter vários efeitos das mudanças climáticas que já nos afetam. Mas precisamos construir uma cidade resiliente. [...]

      A cidade está buscando fazer sua parte, melhorando o transporte público e ampliando a rede de ciclovias, por exemplo, com o objetivo de zerar as emissões de gases de efeito estufa até 2065. O Rio também se juntou à Aliança das Cidades Neutras em Carbono durante a COP-21. Mas ninguém conseguirá estabilizar o clima da Terra sozinho. Por isso, não podemos perder a oportunidade dada pelo acordo climático global fechado em Paris, que fornece os elementos para que o mundo mantenha a elevação da temperatura abaixo de dois graus, se possível em 1,5 grau. E isso será uma grande vitória, pois hoje estamos a caminho dos 4 graus ou mais.

      O clima está mudando nosso Rio e os efeitos das mudanças climáticas devem ser um dos mais sérios pontos de atenção para qualquer gestor de nossa cidade de agora em diante.

Ana Toni, diretora do Instituto Clima e Sociedade, sediado no Rio. O Globo, 1º/01/2016.

Disponível em: http://oglobo.globo.com/opiniao/o-rio-que-estamos-perdendo- 18384999#ixzz3vzaZ4xbT. Adaptado. 

“E isso será uma grande vitória, pois hoje estamos a caminho dos 4 graus ou mais.” O mesmo motivo gramatical que leva ao uso da vírgula nessa frase justifica seu emprego em:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FGV Órgão: MRE Prova: FGV - 2016 - MRE - Oficial de Chancelaria |
Q603134 Português

Texto 2 – No começo era o pé

Sim, no começo era o pé. Se está provado, por descobertas arqueológicas, que há sete mil anos estes brasis já eram habitados, pensai nestas legiões e legiões de pés que palmilharam nosso território. E pensai nestes passos, primeiro sem destinos, machados de pedra abrindo as iniciais picadas na floresta. E nos pés dos que subiam às rochas distantes, já feitos pedra também, e nos que se enfeitaram de penas e receberam as primeiras botas dos conquistadores e as primeiras sandálias dos pregadores; pés barrentos, nus, ou enrolados de panos dos caminheiros, pés sobre-humanos dos bandeirantes que alargaram um império, quase sempre arrastando passos e mais passos em chãos desconhecidos, dos marinheiros dos barcos primitivos e dos que subiram aos mastros das grandes naus. Depois o Brasil se fez sedentário numa parte de seu povo. Houve os pés descalços que carregaram os pés calçados, pelas estradas. A moleza das sinhazinhas de pequeninos pés redondos, quase dispensáveis pela falta de exercício. E depois das cadeirinhas, das carruagens, das redes carregadas por escravos, as primeiras grandes estradas já com postos de montaria organizados, o pedágio de vinténs estabelecido já no século XVIII. Mas além da abertura dos portos, depois da primeira etapa da industrialização, com os navios a vapor, as estradas de ferro, o pé de sete milênios da terra do Brasil ainda faz seu caminho.

                                                                          (Dinah Silveira de Queiroz)

O texto 2 é formado por um só parágrafo; essa pontuação colabora com a estruturação geral do texto, pois:
Alternativas
Q2820245 Português

(Texto)

A crise econômica brasileira vem atingindo sobretudo as classes sociais mais desfavorecidas.

Como resposta a este "momento económico desafiador", a financiadora Brazil Foundation

(BF), uma organização que há 15 anos capta recursos por melo de doações para financiar

projetos sociais no Brasil, lançou seu edital anual para selecionar e financiar entidades que

5 queiram desenvolver projetos nas áreas de saúde, educação e cultura, direitos humanos e

participação cívica, e desenvolvimento socioeconômico, A BF busca, desta forma, fortalecer

iniciativas que estejam contribuindo para a transformação social do pais, ao destinar um total

de dois milhões de reais para financiar os projetos ao longo de 2016 - entre 30.000 e 50.000

reais para cada um.

10 Maria Cecilia Oswaldo Cruz, diretora de programas da BF, explica por telefone ao EL PAÍS que a

organização trabalha a partir de quatro pilares básicos: "Ela identifica os projetos, apoia

financeiramente, ajuda em seu desenvolvimento e conecta com outros projetos. A entidade

não busca projetos que apenas supram uma carência, isto é, com um caráter puramente

filantrópico, mas principalmente que tenham um relativo impacto em uma determinada área

15 ou comunidade, apresentando uma metodologia inovadora e que promova um

desenvolvimento a longo prazo, segundo ela.

Além do apoio financeiro, a organização oferece treinamento aos membros das organizações

selecionadas como objetivo de fortalecer as estratégias de planejamento, gestão financeira,

comunicação e captação de recursos". A novidade deste ano está na parceria entre a BF e a

20 Bovespa, através da qual 20 dos projetos financiados estarão em uma plataforma de captação

da Bolsa, o que vai garantir recursos para mais um ano, segundo Oswaldo Cruz.

No ano passado, a BF lançou ainda o projeto Women for Women Project (Projeto Mulheres

para Mulheres), com a finalidade de encontrar 100 mulheres, brasileiras ou de qualquer parte

do mundo, que doassem 100.000 dólares cada uma para criar uma rede de colaboração local e

25 global que fomentasse os direitos e as oportunidades da mulher no Brasil.

(Extraído de El Pais em 09/11/2015 - Adaptado)

Analise a frase abaixo e marque a alternativa em que a vírgula está empregada pelo mesmo motivo:


“Maria Cecília Oswaldo Cruz, diretora de programas da BF, explica por telefone ao EL PAÍS (...)” (linha 10).

Alternativas
Ano: 2015 Banca: IADES Órgão: CRC-MG Prova: IADES - 2015 - CRC-MG - Revisor |
Q2791661 Português

Texto 2 para responder as questões de 33 a 35.



1 A literatura mineira se desenvolveu ainda no século
18, quando Vila Rica, atual Ouro Preto, tornou-se centro
econômico e político da então Colônia Portuguesa,
4 formando a primeira geração literária brasileira. Na época
do ouro, os poetas árcades, como Tomás Antônio Gonzaga,
Alvarenga Peixoto e Cláudio Manoel da Costa, se
7 inspiravam na paisagem local e em ideais bucólicos. Mas
alguns deles acabaram se envolvendo na questão política da
região que eclodiu na Inconfidência Mineira, no fim do
10 século.
Já no século 19, no Romantismo e, depois, no
Simbolismo, surgem expoentes mineiros como Bernardo
13 Guimarães e Alphonsus de Guimaraens, respectivamente.
O século 20, desde seu início, é marcado pela volta de
Minas ao cenário literário nacional com grande projeção.
16 Um dos grandes marcos é a produção literária de Carlos
Drummond de Andrade, nascido em Itabira, no ano de
1902. Formado em farmácia - por insistência da família - o
19 escritor se uniu a outros autores, entre eles Emílio Moura, e
fundou A Revista para divulgar o Modernismo no Brasil.
Uma das principais temáticas do autor é sua terra natal. Só
22 mineiros sabem. E não dizem nem a si mesmos o
23 irrevelável segredo chamado Minas.


Disponível em: < https://www.mg.gov.br/governomg/portal/m/ governomg/conheca-minas/5658- literatura/5146/5044 >. Acesso em: 30 ago. 2015, com adaptações.

Com relação à pontuação de orações do texto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2772948 Português

O que nosso cérebro faz de nós


01 O que você faria se tivesse que responder a dezenas de milhares de comandos e

02 comunicar-se com mais de mil pessoas ao mesmo tempo, sendo que essa troca de informações

03 pode mudar o tempo todo? Se você fosse um neurônio, não teria problema algum. Agora imagine

04 toda essa atividade sendo exercida por cerca de 86 bilhões de células neurais. É na intimidade

05 desses circuitos de múltiplos contatos entre os neurônios, auxiliados por células, que transitam

06 nossos instintos, afetos, pensamentos, subjetividade, nossa lógica, atitudes e estratégias,

07 _______, quem somos.

08 Se o que somos é o resultado de nossas funções cerebrais, é importante esclarecer que as

09 pessoas não são pré-determinadas, mas se constituem ao longo de sua vida. Somos todos

10 diferentes não apenas porque resultamos de uma constituição genética diferente, mas porque

11 vivemos diferentes experiências. No final das contas, ambos os fatores, a genética e a

12 experiência, _____ sobre os circuitos neurais, sobre as conexões entre os neurônios, as sinapses.

13 Cada comportamento é o resultado das atividades cerebrais. É graças a essa plasticidade que

14 experiências traumáticas podem ser superadas, que nosso humor é adaptável ao contexto, que

15 nossas atitudes podem melhorar com nossos erros. Inventamos, planejamos a longo prazo,

16 dimensionamos as consequências de nossos atos. No entanto, muitas dessas capacidades não

17 são exclusividade humana. O cérebro vem evoluindo há milhões de anos. Responder a certos

18 estímulos, regular nossas vísceras, corrigir a postura corporal e a locomoção, formar memórias,

19 manifestar nosso medo e raiva fazem parte de nossos kits neurais básicos de sobrevivência.

20 Muito já se conhece sobre localizações de funções no cérebro, mas os neurocientistas

21 seguem mesmo interessados em decifrar a área mais desenvolvida que os humanos possuem: o

22 pré-frontal.

23 Sobre o cérebro, do ponto de vista molecular ao emocional e comportamental, muito vem

24 sendo compreendido. Só que ao conhecê-lo melhor, deparamos com a realidade nua e crua dos

25 mecanismos neurais, que pode, à primeira vista, ir contra preceitos até então soberanos. É o caso

26 do livre-arbítrio. Ao ver como o cérebro processa e avalia decisões, encaramos o fato de que

27 muita atividade neuronal já aconteceu antes de nos darmos conta de nossas vontades e intenções.

28 Outras áreas mais desenvolvidas no nosso cérebro são as da linguagem. Diz-se que a

29 linguagem verbal é um dom da espécie humana. Ainda não há um veredicto final da ciência sobre

30 isso, mas sim, é bem provável. A aprendizagem da linguagem pelas regiões cerebrais

31 responsáveis floresce em conexões sinápticas e, com poucos meses de vida, independente da

32 formação cultural de um povo, o cérebro aprende a reconhecer os fonemas da língua falada a sua

33 volta, associando-os à mímica facial típica de cada som, seguindo um padrão universal. Mas, de

34 novo, descobriu-se que não somente as crianças, mas outros mamíferos também são capazes de

35 perceber categorias fonéticas.

36 Por isso, se quisermos entender _______ somos como somos, precisamos também

37 conhecer o cérebro dos outros animais. As pesquisas do grupo de Suzana Herculano-Houzel

38 reconhecem que o encéfalo humano não possui um número excepcionalmente maior de neurônios

39 cerebrais que explique as nossas habilidades cognitivas superiores. Talvez o que possa justificar

40 essa diferença cognitiva seja a incrível ideia que nossos ancestrais tiveram de, um dia, cozinharem

41 a comida que consumiam. Daí pra diante, nosso cérebro que arduamente orquestrava

42 comportamentos e trabalhosas funções digestórias e metabólicas para obter energia de alimentos

43 ____ pôde, então, se dedicar a outras atividades, como falar, filosofar, criar. E a história humana

44 tomou um rumo diferente da de outras espécies.

Fonte: Caderno PrOA - http://www.clicrbs.com.br – acesso em 29-9-2015 – texto adaptado

Quanto à pontuação em situações textuais e à acentuação gráfica de determinados vocábulos, avalie as afirmações que são feitas a seguir:


I. A vírgula da linha 03 separa um adjunto adverbial deslocado, assim como a da linha 08.

II. As vírgulas da linha 18 separam orações reduzidas, as quais exercem funções distintas em relação à forma verbal fazem (l. 19).

III. As ocorrências da palavra circuitos (l. 05 e 12) foram incorretamente grafadas no texto, visto apresentarem as condições exigidas para acentuação do i: ser tônico, formar sílaba sozinho, apresentando, portanto, um hiato.

IV. Na linha 24, conhecê-lo recebe acento gráfico por tratar-se de um vocábulo terminado em e; no caso, um verbo no infinitivo, seguido de pronome.


Quais estão INCORRETAS?

Alternativas
Q2739187 Português

A vírgula:

Alternativas
Q2738926 Português

Considere o texto abaixo para responder às seis próximas questões.


O mundo com sede


O Brasil tem água potável suficiente para abastecer cinco vezes a população da Terra. Mas a distribuição pelo território nacional não é equilibrada.

Os números sobre os recursos hídricos brasileiros são um exagero. Os rios que cortam o Brasil carregam 12% do total de água doce superficial do planeta - o dobro de todos os rios da Austrália e Oceania, 42% a mais que os da Europa e 25% a mais que os do continente africano.

Mesmo contando com as épocas de seca, em que os rios reduzem muito sua vazão, temos água para satisfazer as necessidades do país por 57 vezes. Com todo esse volume, seria possível abastecer a população de mais cinco planetas Terra - 32 bilhões de pessoas -, com 250 litros de água para cada um por dia.

Mas, como ocorre em outras partes do mundo, aqui também os recursos hídricos são mal distribuídos: 74% de toda água brasileira está concentrada na Amazônia, onde vivem apenas 5% da população. Uma característica que as bacias têm em comum: todas sofrem com algum tipo de degradação por causa da ação do homem.

A fim de gerenciar os recursos hídricos brasileiros, a Agência Nacional das Águas (ANA) divide o país em 12 regiões hidrográficas, que correspondem a 12 bacias. É com base nessa divisão que o governo federal calcula e gerencia a relação entre a oferta e a demanda de água no país. A gestão da rede hídrica nacional é fundamental para evitar a destruição dos recursos naturais e a repetição dos episódios de racionamento e blecaute que afetaram algumas regiões do país mais de uma vez.

A cada segundo, o Brasil retira de seus rios somente 3,4% da vazão total. Mas apenas pouco mais da metade disso é efetivamente aproveitada e não retorna às bacias. A região hidrográfica que mais consome água é a do Paraná, responsável por 23% do total. Na região Atlântico Nordeste Oriental, onde a maioria dos cursos de água é intermitente, as retiradas superam a disponibilidade hídrica.

Em algumas localidades, a água disponível por habitante não supera os 500 metros cúbicos por ano. Isso significa que cada cidadão da região sobrevive com um volume de água equivalente a um terço do volume que caracteriza o estresse hídrico, segundo a ONU: 1,7 mil metros cúbicos por ano. Como ocorre no restante do mundo, a maior parcela da água consumida no país vai para a agricultura.


http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_261013.shtml?func=2. Acesso em 20/11/2015.

Considere o termo grifado no trecho abaixo.

“Mas, como ocorre em outras partes do mundo, aqui também os recursos hídricos são mal distribuídos”.


O uso das vírgulas se justifica por tratar-se:

Alternativas
Q2723858 Português

Texto para responder às questões de 01 a 15.


Muribeca


Lixo? Lixo serve pra tudo. A gente encontra a mobília da casa, cadeira pra pôr uns pregos e ajeitar, sentar. Lixo pra poder ter sofá, costurado, cama, colchão. Até televisão.

É a vida da gente o lixão. E por que é que agora querem tirar ele da gente? O que é que eu vou dizer pras crianças? Que não tem mais brinquedo? Que acabou o calçado? Que não tem mais história, livro, desenho?

E o meu marido, o que vai fazer? Nada? Como ele vai viver sem as garrafas, sem as latas, sem as caixas? Vai perambular pela rua, roubar pra comer? E o que eu vou cozinhar agora? Onde vou procurar tomate, alho, cebola? Com que dinheiro vou fazer sopa, vou fazer caldo, vou inventar farofa?

Fale, fale. Explique o que é que a gente vai fazer da vida? O que a gente vai fazer da vida? Não pense que é fácil. Nem remédio pra dor de cabeça eu tenho. Como vou me curar quando me der uma dor no estômago, uma coceira [...]? Vá, me fale, me diga, me aconselhe. Onde vou encontrar tanto remédio bom? E esparadrapo e band-aid e seringa?

O povo do governo devia pensar três vezes antes de fazer isso com chefe de família. Vai ver que eles tão de olho [...] aqui. Nesse terreno. Vai ver que eles perderam alguma coisa. É. Se perderam, a gente acha. A gente cata. A gente encontra. Até bilhete de loteria, lembro, teve gente que achou. Vai ver que é isso, coisa da Caixa Econômica. Vai ver que é isso, descobriram que lixo dá lucro, que pode dar sorte, que é luxo, que lixo tem valor.

Por exemplo, onde a gente vai morar, é? Onde a gente vai morar? Aqueles barracos, tudo ali em volta do lixão, quem é que vai levantar? [...] Esse negócio de prometer casa que a gente não pode pagar é balela, é conversa pra boi morto. Eles jogam a gente é num esgoto. Pr'onde vão os coitados desses urubus? A cachorra, o cachorro?

[...] Isso tudo aqui é uma festa. Os meninos, as meninas naquele alvoroço, pulando em cima de arroz, feijão. Ajudando a escolher. A gente já conhece o que é bom de longe, só pela cara do caminhão. Tem uns que vêm direto de supermercado, açougue. Que dia na vida a gente vai conseguir carne tão barato? Bisteca, filé, chã-de-dentro – o moço tá servido? A moça?

Os motoristas já conhecem a gente. Têm uns que até guardam com eles a melhor parte. É coisa muito boa, desperdiçada. Tanto povo que compra o que não gasta – roupa nova, véu, grinalda. [...]

Agora, o que deu na cabeça desse povo? A gente nunca deu trabalho. A gente não quer nada deles que não esteja aqui jogado, rasgado, atirado. A gente não quer outra coisa senão esse lixão pra viver. Esse lixão para morrer, ser enterrado. Pra criar os nossos filhos, ensinar o nosso ofício, dar de comer. Pra continuar na graça de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não faltar brinquedo, comida, trabalho.

Não, eles nunca vão tirar a gente deste lixão. Tenho fé em Deus, com a ajuda de Deus eles nunca vão tirar a gente deste lixo. Eles dizem que sim, que vão. Mas não acredito. Eles nunca vão conseguir tirar a gente deste paraíso.

FREIRE, Marcelino. Angu de sangue. Cotia:Ateliê, 2000. p. 23-5.

A elaboração do texto escrito envolve uma série de decisões relativas ao emprego dos sinais gráficos. No trecho “Tanto povo que compra o que não gasta – roupa nova, véu, grinalda.”, o travessão foi usado para:

Alternativas
Q2055799 Português
Considere o texto IV para responder a questão.


   Texto IV - Há línguas perfeitas

   Um grande mito em relação às línguas é que, em algum momento, teria havido línguas perfeitas. Sua tradução quase diária é que teria havido, para cada língua, uma época em que ela foi melhor, em que se falava mais corretamente. A forma mais comum deste mito (ou mentira), no dia a dia, é a tese da decadência da língua (das línguas). Os que defendem esta tese não sabem (ou fingem não saber) que ela é brandida desde sempre. Uma versão é o mito de Babel, mas a tese foi repetida em Roma, Alexandria, na França, Inglaterra, é repetida nos EUA e, claro, no Brasil. Curiosamente, em cada época essa tese é defendida na língua da época...

Sírio Possenti. In Língua Portuguesa. Ano 9, número 100, fevereiro de 2014. Página 24.
“Um grande mito em relação às línguas é que, em algum momento, teria havido línguas perfeitas.” No período citado, as vírgulas são utilizadas pelo mesmo motivo sintático que se verifica em: 
Alternativas
Q2055552 Português
A língua portuguesa e o século XXI

  O século XXI começou desafiando a todos nós falantes da língua portuguesa. Está a exigir de nós um protagonismo de grandes proporções. Hoje, há uma expressiva presença de nosso idioma em todos os continentes, presença que não para de crescer e tomar maiores dimensões planetárias. 
   Compomos um universo de falantes que supera o de línguas muito mais tradicionais no mundo da cultura e dos negócios. Somos mais falados do que o italiano e o alemão. O francês nos supera apenas quanto ao número de falantes não nativos.
    ______________ que não tenhamos uma política comum a todos os países que falam o português. Quem há de negar que precisamos definir uma grande estratégia cultural de presença no mundo que abranja todo o nosso território linguístico?
   Quem há de subestimar a importância da língua? É grande a sua dimensão social, política, econômica e geopolítica. Ela é muito mais que uma ferramenta de comunicação. Nela, não estão armazenados apenas conhecimentos e informações. A língua é a cultura que ela produz. É ela quem nos dá os sentidos. É o universo desenhado por ela que nos referencia e nos singulariza. A língua gera coesão, nos fortalece no mundo globalizado. Língua também é economia.
   No mundo globalizado em que vivemos, nunca houve tantas trocas de ideias, de discurso, de palavras, entre todos os falantes de língua portuguesa.
    O português de Portugal, o português que emerge nos países africanos e a língua que é falada no Brasil formam um só idioma. Não tenho dúvidas de que uma ortografia comum, como parte de uma maior interação cultural, nos dará a grandeza e dimensão que nossos artistas e escritores projetam.

Por Juca Ferreira, sociólogo e Ministro de Estado da Cultura do Brasil - adaptado
http://www.cultura.gov.br/artigos/...

A primeira vírgula em “No mundo globalizado em que vivemos, nunca houve tantas trocas de ideias, de discurso, de palavras...” foi empregada para isolar o:
Alternativas
Q2042210 Português
Em relação à pontuação, analisar os itens abaixo:
I - A vírgula nem sempre representa uma pausa. As justificativas para sua colocação são de ordem sintática e não de pronúncia. II - A vírgula pode ser empregada entre o verbo e seu complemento.
Alternativas
Q1664306 Português
Segundo os preceitos da Gramática Normativa, o texto que apresenta a pontuação CORRETA é:
Alternativas
Respostas
8141: D
8142: E
8143: B
8144: C
8145: D
8146: C
8147: B
8148: C
8149: B
8150: C
8151: C
8152: E
8153: C
8154: D
8155: B
8156: A
8157: C
8158: A
8159: B
8160: B