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Questões de Concurso Comentadas sobre pontuação em português

Foram encontradas 10.693 questões

Q2740975 Português

Texto para as questões de 1 a 5.


1 Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento

capaz de suprir as necessidades da geração atual,

garantindo a capacidade de atender às necessidades das

4 futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os

recursos para o futuro.

Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre

7 Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações

Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois

objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação

10 ambiental.

Nos últimos anos, práticas de responsabilidade social

corporativa tornaram‐se parte da estratégia de um número

13 crescente de empresas, cientes da necessária relação entre

retorno econômico, ações sociais e conservação da

natureza e, portanto, do claro vínculo que une a própria

16 prosperidade com o estado da saúde ambiental e o

bem‐estar coletivo da sociedade.

É cada vez mais importante que as empresas tenham

19 consciência de que são parte integrante do mundo e não

consumidoras do mundo. O reconhecimento de que os

recursos naturais são finitos e de que deles dependem a

22 sobrevivência humana, a conservação da diversidade

biológica e o próprio crescimento econômico é fundamental

para o desenvolvimento sustentável, conceito segundo o

25 qual a utilização dos recursos naturais deve ser feita com

responsabilidade.

O consumidor é cada vez mais consciente do peso

28 ecológico e social de suas próprias escolhas. Assim, para a

empresa garantir a satisfação dos consumidores, ela terá,

cada vez mais, de fornecer respostas coerentes a esses

31 assuntos, reconhecendo a crescente sensibilidade do

mercado a temáticas como a sustentabilidade e

empenhando‐se em atingir resultados positivos a favor do

34 meio ambiente.


Internet: <www.wwf.org.br> (com adaptações).

No que se refere à pontuação no texto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2734690 Português

Assinalar a alternativa que apresenta pontuação CORRETA:

Alternativas
Q2729490 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Famílias postiças contra a sigilosa epidemia da solidão


  1. Rosa enviuvou em agosto e desde então carrega nos ombros um pesado silêncio. Só o
  2. telefonema de uma amiga todos os dias ___ nove da noite diminui um pouco o seu vazio. Rosa
  3. vive na Galícia, uma região chuvosa no norte da Espanha, onde impera o caráter introspectivo
  4. e estoico. Além disso, ela mora em uma aldeia, em Betanzos (província de A Coruña) que há
  5. anos não para de perder população. Esse telefonema é praticamente o único momento em que
  6. se comunica com alguém. “Conversamos durante meia hora. Não criticamos ninguém, mas
  7. comentamos coisas e a faço rir”, conta Pilar, a voz amiga de Rosa e uma das colaboradoras do
  8. projeto de iniciativa da ordem religiosa dos franciscanos na Galícia para combater a epidemia
  9. silenciosa da solidão, que se estende sem freio nos lares ocidentais.
  10. Enquanto no Reino Unido o Governo acaba de criar uma Secretaria de Estado contra a
  11. Solidão, em Betanzos foi colocado ___ disposição o convento de San Francisco de Betanzos –
  12. sem vida desde que ...... dois anos as últimas freiras residentes cruzaram a porta – para criar
  13. uma família com pessoas “que estejam ou se sintam sozinhas”. Os participantes passariam o
  14. dia nas instalações, tomando café da manhã, almoçando e jantando, compartilhando a
  15. lavanderia e os gastos, fazendo companhia uns aos outros.
  16. “Não se trata de uma unidade de atendimento ___ terceira idade nem de beneficência,
  17. nem de um local social, mas de um espaço de autogestão que não se financia com subvenções
  18. e no qual queremos imitar o ambiente de uma família qualquer, com liberdade para entrar e
  19. sair sem compromisso e sem exigências de vínculo religioso”, explica o frei Enrique Roberto
  20. Lista sobre um projeto aberto ___ moradores de qualquer prefeitura e cujos responsáveis
  21. gostariam de estender no futuro a outros edifícios eclesiásticos vazios, como as casas
  22. sacerdotais das paróquias.
  23. Se no Brasil o número de pessoas que vivem sós duplicou entre 2005 e 2015, sobretudo
  24. entre as com mais de 60 anos, segundo o IBGE, na Espanha a situação não é melhor. Ali vivem
  25. sozinhas cerca de 4,5 milhões de pessoas, segundo os dados apresentados pelos franciscanos.
  26. Mais de 70% das almas que habitam esses lares sofrem de solidão, um problema que afeta
  27. igualmente mais da metade de quem tem companhia em suas casas.
  28. O projeto começou a ser posto em prática em Betanzos com nove mulheres e, conforme
  29. explica a trabalhadora social Antía Leira, vem enfrentando dificuldades para superar “o estigma
  30. da solidão, a vergonha”. “É difícil para as pessoas que a sofrem reconhecer a situação e até
  31. mesmo identificá-la porque muitas vezes convivem com alguém”, afirma Leira. “É uma
  32. necessidade oculta: todo mundo admite o problema, e as notícias de idosos que morrem sem
  33. que ninguém fique sabendo se multiplicam, mas custa dar o passo para combatê-la.”
  34. Uma solidão mais uma solidão é companhia, o remédio para o problema está nas pessoas
  35. que sofrem esse ......”, observa o frei Lista, criador do projeto, enquanto no refeitório deste
  36. convento do século XIV os primeiros membros passam um ao outro a cafeteira e as bandejas
  37. de biscoitos e bolos. A amiga de Pilar que se sente tão sozinha ainda não deu o passo para se
  38. integrar ___ essa família postiça: “É desconfiada e retraída, e isso lhe custa, mas eu digo que
  39. isto seria fantástico para ela se oxigenar.”
  40. A tristeza pelo isolamento social não é um achaque só da idade. “Há pessoas muito jovens
  41. que também estão sós”, diz Adriana García, colaboradora do projeto. “Esta sociedade te
  42. empurra para a solidão. Há menos filhos, a família se dispersa, por um lado as tecnologias te
  43. conectam, mas por outro te levam a se fechar. E ...... jornadas de trabalho que não te deixam
  44. tempo para a amizade e a família. Racionalizar os horários seria uma grande contribuição para
  45. combater isso.”


(Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/02/internacional/1517571336_119656.html – Texto adaptado)

A respeito da pontuação do texto, analise as seguintes assertivas:


I. A vírgula da linha 03 (1ª ocorrência) introduz uma oração subordinada substantiva apositiva.

II. As vírgulas da linha 14 são empregadas para separar orações justapostas assindéticas.

III. A vírgula da linha 09 separa uma oração subordinada adjetiva explicativa.


Quais estão INCORRETAS?

Alternativas
Q2722568 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.


O Brasil registrou crescimento exponencial no número de mulheres presas. Entre 2000 e 2016, o encarceramento feminino passou de 6 mil para 42.355, impactantes 656% de aumento. Os dados foram compilados pelo Departamento Penitenciário Nacional, órgão ligado ao Ministério Extraordinário da Segurança Pública. Desse total, metade tem até 29 anos e 62% dos crimes estão relacionados ao tráfico de drogas.

“Há um crescimento industrial das prisões no país e, em geral, falamos dos presos homens. Os números alarmantes mostram a urgência em falar da condição da mulher no sistema carcerário”, afirmou Henrique Apolinário, advogado e assessor do programa de violência institucional da Conectas.

O Brasil é o quarto país que mais encarcera mulheres no mundo – atrás de Estados Unidos, China e Rússia. Divulgado na quinta-feira (10 de maio), o relatório foi retirado da página do Depen logo depois, apesar de o link para acessá-lo permanecer ativo. Por nota, o Ministério “confirma a necessidade de equilíbrio entre a priorização das políticas de alternativas penais e a construção e/ou reforma de unidades prisionais” diante do crescimento da população encarcerada. O impacto “afeta diretamente a possibilidade de oferta de serviços adequados, desde a falta de vagas até a oferta das assistências.”.

Os dados evidenciam a superlotação dos presídios. Em junho de 2016, havia apenas 27.029 vagas no sistema prisional para acomodar as mais de 42 mil detentas.

Seguindo o parâmetro do International Centre for Prision Studies, o número de mulheres encarceradas para cada grupo de 100 mil habitantes é maior no estado de Mato Grosso. Lá, são 113 mulheres presas para cada grupo de 100 mil. A média nacional é 40,6.

Há, ainda, uma disparidade entre o aprisionamento de mulheres brancas e negras. No país, o número de mulheres brancas presas é de 40 a cada 100 mil. Entre as negras, o total é de 62 para cada 100 mil.

Mais que um retrato do encarceramento feminino, o levantamento enumera as fragilidades do sistema. Quase metade das mulheres, 45%, estão detidas sem julgamento ou condenação – em 2014, eram 30,1%. No Amazonas, são 81%; em Sergipe, 79%; e, na Bahia, 71%. No Rio de Janeiro e em São Paulo, são 45% e 41%, respectivamente.

Na avaliação de especialistas, a mudança na política de combate às drogas, adotada em 2006, foi o combustível para o aumento das prisões femininas. A legislação mudou o jeito de lidar com usuários e traficantes. Enquanto o usuário tem pena alternativa ao invés de ser preso, o traficante é punido com prisão – na prática, afirmam, todos os casos passaram a ser enquadrados como tráfico. “A legislação é imprecisa, e usuárias ou mulheres em posições marginais no tráfico acabam encarceradas como traficantes em vez de terem a prisão preventiva substituída pela medida cautelar ou, em última instância, pela domiciliar” afirmou Roberta Canheo, pesquisadora do Instituto Terra, Trabalho e Cidadania no Programa Justiça Sem Muros.

A taxa de suicídio entre presas é 20 vezes maior que a média nacional. Muitos fatores influenciam o sofrimento psicológico atrás das grades. Entre eles, está a falta de informação sobre a situação prisional e o tempo da pena, a violência física e emocional a que são submetidas e o abandono da família e dos amigos. “É uma fonte inesgotável de angústia”, disse Canheo. Em nota, o Depen afirmou que “está construindo projeto específico para combate ao suicídio de mulheres nas cadeias brasileiras, incluindo também a população de mulheres trans.”

O relatório mostrou que três em cada quatro mulheres presas são mães. “As mulheres são arrimo de família. O encarceramento delas impacta filhos, avós”, afirmou Apolinário, da Conectas. E há ainda as gestantes. Nos estados de Rio Grande do Norte, Roraima e Tocantins não existem celas ou dormitórios adequados para grávidas. E apenas 14% das unidades prisionais femininas ou mistas têm berçário ou um centro de referência materno-infantil. O Depen afirmou que tem trabalhado pela implementação de penas alternativas e monitoramento eletrônico.

LAZZERI, Thais. The Intercept. Disponível em: < https://bit.ly/2Kp6La8 >. Acesso em: 22 maio 2018 (fragmento adaptado).

A norma-padrão admite que, em algumas situações, a vírgula pode ser retirada das orações sem constituir um desvio gramatical.


A(s) vírgula(s) dos trechos a seguir pode(m) ser suprimidas de acordo com a norma-padrão, exceto em:

Alternativas
Q2721628 Português

Incêndio do Museu Nacional é vitória da intolerância e morte do conhecimento


Na noite de domingo, 2 de setembro, na Quinta da Boa Vista, o cenário era de perplexidade diante da dimensão catastrófica do incêndio do Museu Nacional. A polícia tentava barrar pessoas indignadas que vinham oferecer seus braços para remediar a tragédia, alguns professores, estudantes e funcionários montaram vigília e estavam lá estarrecidos ao verem seus trabalhos de vida ardendo em chamas.

(...)

No ar, um misto de tristeza profunda e revolta. Raiva, indignação. Alguns estudantes e pesquisadores ali na frente do Museu, ora choravam, ora expressavam raiva pura diante desse crime premeditado: o incêndio é um crime contra a história do Brasil, contra a luta por direitos, contra a ciência que poderia produzir um conhecimento para uma vida melhor, ajudar a combater as mudanças climáticas, a mudar nosso modo de se relacionar com o planeta e a deixar o mundo habitável para as futuras gerações, e menos desigual, menos injusto. Um epistemicídio anunciado, que caminha ao lado do genocídio em marcha. Um projeto de país que se funda na destruição.

O fogo no Museu Nacional é uma das maiores tragédias da humanidade - sim, muito além do Brasil -, é como a queima da Biblioteca de Alexandria da história do Brasil, da história da fauna, da flora, da história dos povos indígenas, da colonização... É uma destruição de memórias, de livros, de peças, de artefatos, de áudios, de imagens, de fósseis que sobreviveram a milhares de anos, de vidas inteiras dedicadas à pesquisa, de conhecimento acumulado para a humanidade, um acervo imprescindível para as futuras gerações. Mataram o conhecimento e, nesse sentido, provocaram um epistemicídio.

Ainda que não exista até o momento a determinação das causas do incêndio, certamente as condições para que ele ocorresse de forma tão devastadoras é sim um crime. E ao mesmo tempo, reflexo do País que nos tornamos, um país bruto, insensível, ignorante, desigual, autoritário.

(...)

Agora, o governo anuncia postumamente que havia fechado um acordo com o BNDES de cerca de 20 milhões de reais para a infraestrutura básica — enquanto isso, ali do lado do Museu Nacional, era transtornador ver o Estádio do Maracanã que recebeu mais de um bilhão poucos anos atrás. Há um descompasso tremendo.

E não foram apenas peças do acervo do Museu Nacional que foram corroídas: havia milhares de peças de outros museus e centros de pesquisas, como, por exemplo, cabeças esculpidas pelo povo mundurucu, que pertenciam ao Museu Paraense Emílio Goeldi e haviam sido emprestadas para uma exposição há cerca de cem anos. Era um museu verdadeiramente nacional.

As primeiras notas emitidas pelo governo mancham suas próprias mãos. Era anunciado o risco, ameaças de fechamento do museu, cortes nas bolsas dxs pesquisadrxs e o governo sabia que estava deixando o país inteiro exposto com os cortes irresponsáveis.

O estrangulamento da Universidade Federal do Rio de Janeiro, os cortes seguidos do governo federal, o descaso, o desdém não são apenas falta de interesse, mas sim “um projeto”, como já disse Darcy Ribeiro.

Por isso, um epistemicídio, a morte do conhecimento, que caminha lado a lado, como publiquei nessa coluna há uma semana, ao genocídio em curso dos povos indígenas, da população jovem negra, e do crescente fascismo.

Destruir o Museu Nacional é uma vitória da intolerância, do Brasil escravista e colonizador, talvez esses alguns fantasmas que podem ter sido exumados pelo fogo e que estão vivendo tão junto na nossa contemporaneidade.

(https://www.cartacapital.com.br/sociedade/incendio-do-museu-nacional-e-vitoria-da-intolerancia-e-morte-do-conhecimento) Adaptado

Mataram o conhecimento e, nesse sentido, provocaram um epistemicídio. Assinale a alternativa que o uso da vírgula seja justificado pela mesma regra acima:

Alternativas
Q2720261 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Seu aparelho de ar-condicionado está deixando o planeta mais quente


1 Sol, praia, calor. O Brasil é tipicamente conhecido por suas características tropicais. Apesar

2 disso, pouca gente nega um bom ar-condicionado em dias quentes. No verão do ano passado, a

3 venda desses aparelhos bateu recorde. Temos, atualmente, um total de 139 milhões de unidades

4 funcionando. Mas não é só o brasileiro que ama um friozinho artificial — Estados Unidos e Japão

5 detêm a maior parte dos exemplares mundiais. Porém, de acordo com um relatório divulgado pela

6 Agência Internacional de Energia (IEA), um irônico paradoxo foi confirmado: o aumento na

7 quantidade de aparelhos de ar-condicionado está deixando o mundo mais quente. No mundo, a

8 quantidade de ares-condicionados está concentrada em um pequeno número de países (nos

9 Estados Unidos, 90% das residências possuem). Mas à medida que a renda aumenta e as

10 populações crescem nas nações emergentes, especialmente em regiões quentes, o uso dos

11 aparelhos se torna cada vez mais comum. E as estatísticas provam: o funcionamento de ares-

12 condicionados e ventiladores já representa cerca de um quinto do total da eletricidade gasta em

13 edifícios de todo o mundo — ou 10% do consumo global.

14 Os números ficam cada vez mais exorbitantes: hoje, temos cerca de 1,6 bilhão de

15 aparelhos funcionando. Para 2050, a perspectiva é de impressionantes 5,6 bilhões. Considerando

16 também o crescimento populacional, na metade do século teremos uma estimativa de um ar-

17 condicionado para cada duas pessoas do mundo. E a demanda pelo uso de climatizadores vai

18 mais que triplicar: eles consumirão a mesma quantidade de energia que China e Índia juntas.

19 Ok, você já entendeu que temos muitos ares-condicionados pelo mundo. Mas voltemos à

20 questão principal: como eles estão tornando o planeta mais quente? Para começar, a população

21 usa “errado”. Os consumidores atuais não se preocupam em comprar aparelhos mais eficientes,

22 que gastem menos energia. A competência média dos exemplares comprados hoje é menos da

23 metade do que está normalmente disponível para venda, com cerca de um terço da tecnologia

24 dos mais eficientes. Isso pode se converter no fator econômico: geralmente os mais baratos são

25 mais simples. Mas a questão crucial é, lógico, a influência que esses bilhões de aparelhos exercem

26 na temperatura do planeta. As emissões de gases estufa liberados pelas usinas de carvão e gás

27 natural ao gerar eletricidade para os ares-condicionados quase dobrariam — de 1,25 bilhão de

28 toneladas em 2016 para 2,28 bilhões de toneladas em 2050. Essas emissões impactariam

29 significativamente o aquecimento global — o que aumentaria ainda mais a demanda por ar-

30 condicionado.

31 Sim, é um ciclo vicioso. O conforto tem um preço, e ele é bem alto. E o relatório cita

32 exemplos bem ilustrativos da situação: quanto mais aumenta a renda de uma família, cresce

33 também o número de eletrodomésticos como geladeiras e televisores. Esses aparelhos geram

34 calor, deixando o ambiente mais quente. Solução: comprar um ar-condicionado. E a maioria dos

35 ares-condicionados funcionam, em parte, “jogando” o ar quente para o lado de fora, também

36 tornando a vizinhança mais quente. Segundo estimativas, o aparelho pode elevar a temperatura

37 durante a noite em cerca de um grau Celsius em algumas cidades. Ou seja, se um número

38 suficiente de vizinhos comprar um ar-condicionado, a temperatura da sua casa pode aumentar a

39 ponto de você precisar fazer o mesmo.

40 Apesar do aparente caos cíclico sem solução, o relatório termina esperançoso. Ele fala

41 sobre o “Cenário de Refrigeração Eficiente”, um caminho que se baseia numa forte ação política

42 para limitar o uso de energia com a finalidade de resfriar os espaços. E, principalmente, fala sobre

43 investir em aparelhos mais competentes. Essa simples atitude pode reduzir a demanda futura de

44 energia pela metade — em comparação com as suposições feitas baseadas no consumo atual.

45 Também torna tudo mais barato: seguindo os padrões do Cenário de Refrigeração Eficiente, pode-

46 se reduzir os custos de investimento, combustíveis e outros gastos gerados por essa indústria do

47 frio em três trilhões de dólares até 2050. E, por último, esse cenário reduziria as emissões de

48 gases estufa pela metade. Ele está de acordo com os objetivos climáticos previstos no Acordo de

49 Paris. Então lembre-se, pelo bem do futuro do planeta, quando for comprar um ar-condicionado,

50 tenha certeza de que as especificações de eficiência são as melhores possíveis.


Texto especialmente adaptado para esta prova. Disponível em https://super.abril.com.br/ciencia/seu-aparelho-de-ar-condicionado-esta-deixando-o-planeta-mais-quente/. Acesso em 17 mai. 2018.

Considere as seguintes sugestões sobre a pontuação encontrada no texto:


I. Na frase “Mas não é só o brasileiro que ama um friozinho artificial — Estados Unidos e Japão detêm a maior parte dos exemplares mundiais” (l. 04-05), o travessão não poderia ser substituído por hífen.

II. Na frase “Os números ficam cada vez mais exorbitantes: hoje, temos cerca de 1,6 bilhão de aparelhos funcionando” (l. 14-15), os dois pontos poderiam ser substituídos por ponto de exclamação, caso o autor quisesse expressar seu espanto com a realidade.

III. Na frase “essas emissões impactariam significativamente o aquecimento global — o que aumentaria ainda mais a demanda por ar-condicionado” (l. 28 a 30), o travessão poderia ser substituído por vírgula, preservando-se o sentido original da frase.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2712308 Português

As questões de 01 a 10 dizem respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-las.


(Texto)


Os benefícios de se ter acesso a todos os dados do paciente


1 Você já passou dos 50 ou 60 e começa a preencher

um questionário com seus dados de saúde. Ou está

na frente do doutor para uma primeira consulta. Já

pensou quantas vezes teve que repetir as mesmas

5 Informações? Não seria multo melhor se houvesse

um único arquivo que, mediante sua autorização,

pudesse ser acessado e disponibilizasse o histórico

de suas doenças, medicamentos de uso continuo,

hospitalizações e cirurgias? O volume de

10 Informações desperdiçadas são gigantescas: se

trocou de médico, deixou para trás anos de

conversas importantes, de resultados de exames —

coisas das quais nem se lembra mais. Se perdeu o

emprego e ficou sem plano de saúde, também corre

15 o risco de ter que buscar outra rede de especialistas

e começar do zero. Até mesmo se foi atendido num

pronto-socorro, aquele episódio provavelmente vai

se perder, embora faça parte do quebra-cabeça da

sua existência.


(Fonte adaptada http://g1.globo.com>acesso em 05 de novembro de 2018)

Em relação à pontuação do trecho a seguir retirado do Texto, assinale a alternativa correta:


“[...]: se trocou de médico, deixou para trás anos de conversas importantes, de resultados de exames – coisas das quais nem se lembra mais.” (linhas 10 a 13)

Alternativas
Q2380654 Português
Assinale a alternativa em que a frase está com o uso INCORRETO de pontuação.
Alternativas
Q2062695 Português

Infolatria tecnofágica: a era do smartphone


A cibercultura e as realidades virtuais estão transformando radicalmente a nossa experiência psicossocial coletiva: a forma como vivemos, nos comportamos, nos sentimos, nos compreendemos e a própria realidade ao nosso redor.


Toda essa cultura cibernético-informacional é, de fato, incrivelmente cômoda, útil, funcional, sedutora, mas, ainda assim, afirmamos que mais informação circulando nas redes e mídias não significa de modo algum mais conhecimento assimilado, educação, cidadania; e que muito menos a tecnologia, por si, seja sinal seguro de mais esclarecimento, humanidade, erudição e desenvolvimento cultural. O que vale dizer que mais disponibilidade – de dados, conteúdos, twitters, posts, zaps e congêneres – não determina, por si só, qualquer tipo de evolução cognitiva e intelectual.


Outro mito muito propalado aos quatro ventos é o de que a tecnologia seria essencial e necessariamente benéfica às coletividades humanas. O que é – diga-se – uma balela. Pois nós – que pesquisamos a referida matéria há quase uma década – chegamos à dura conclusão de que as tecnologias sempre acabam servindo primeiro aos poderes hegemônicos já dominantes e, tardiamente, à sociedade de uma maneira mais ampla. Sim, pois os investidores que apostam nesses projetos só o fazem com vistas – é óbvio – ao retorno financeiro que eles possam proporcionar, e não num altruísmo improvável que não tem lugar no mundo materialista e venal que aí está. Mesmo porque vivemos numa realidade mercantilista, cuja lógica comercial rege grande parte das relações sociais humanas e assim molda a realidade factual, consuma o presente e vai plasmando também o próprio futuro. 


Ipso facto, podemos afirmar que a cibercultura e o ciberespaço seguem as mesmas leis, operam no mesmo meio societal, sob o mesmo regime econômico, e, por isso mesmo, estão sujeitos às mesmas dinâmicas. E essa fixação – que hoje se observa em relação, por exemplo, aos smartphones, seu culto e massiva utilização – reflete exatamente essa exploração das massas por meio das tecnologias e da própria cultura que se cria em torno delas. Em pouquíssimas palavras, a pessoa paga uma verdadeira fortuna para comprar o aparelho, e ainda adquire um custo fixo considerável para o fornecimento de um serviço – frise-se – que é executado, em sua maioria, por máquinas e sequências algorítmicas. Sim, pois mais uma linha telefônica conectada à rede de qualquer operadora significa, na prática, apenas um comando de computador.


QUARESMA, Alexandre.


<http://sociologiacienciaevida.com.br/infolatria-tecnofagica-era-do-smartphone/> Acesso em 27/março/2018. [Adaptado]

Assinale a alternativa correta, considerando o texto.
Alternativas
Q2060997 Português
As câmeras ficaram inteligentes – e um pouco assustadoras


    Algo estranho, assustador e sublime está acontecendo com as câmeras e vai complicar tudo o que você sabia sobre imagens. Elas estão ficando inteligentes.
   Até poucos anos atrás, praticamente todas as câmeras – as dos celulares, as automáticas ou as de vigilância em circuitos fechados de televisão – eram como olhos desconectados de um cérebro. Elas capturavam tudo o que você colocava na frente delas, mas não entendiam nada do que estavam vendo.
    Mas tudo isso está mudando. Há uma nova geração de câmeras que entendem o que veem. Elas são olhos conectados a cérebros, máquinas que não só registram o que está na frente delas, mas que podem agir sobre o tema.
    Primeiro, essas câmeras nos permitirão tirar fotos melhores e capturar momentos que talvez antes não fossem possíveis com todas as câmeras burras que existiram até agora. Essa é a propaganda que o Google está fazendo da Clips, sua nova câmera. Ela usa o chamado aprendizado de máquina para descobrir como tirar automaticamente instantâneos de pessoas, animais e outras coisas que achar interessantes.
    Uma empresa chamada Lighthouse AI quer fazer algo parecido para sua casa, usando uma câmera de segurança que soma uma camada de inteligência visual à imagem que vê. Quando você coloca a câmera na entrada de casa, ela analisa constantemente a cena, alertando se seus filhos não chegaram em casa até um determinado horário depois da escola.
     Não leva muito tempo para imaginar as possibilidades úteis e muito assustadoras de câmeras que podem decifrar o mundo. Elas vão deixar que você analise imagens com precisão profissional, aumentando o espectro de um novo tipo de vigilância – não apenas pelo governo, mas por todos a sua volta, mesmo aqueles que você ama.

(Farhad Manjoo. Exame. 22.03.2018. https://exame.abril.com.br. Adaptado)
Até poucos anos atrás, praticamente todas as câmeras – as dos celulares, as automáticas ou as de vigilância em circuitos fechados de televisão – eram como olhos desconectados de um cérebro.
Nesse trecho, os travessões abarcam, com relação à primeira parte do enunciado, uma
Alternativas
Q2053047 Português
O uso adequado da pontuação é fundamental para o bom entendimento do texto. Nos casos abaixo, a vírgula está usada de forma inadequada em: 
Alternativas
Q2052178 Português

Mitos da criminalidade juvenil no Brasil

Marília Rovaron


Propostas de emenda à Constituição que reduzem a maioridade penal e projetos de lei que ampliam o tempo de internação de adolescentes envolvidos em crimes hediondos têm reaparecido nas pautas do Senado brasileiro. A análise dessa complexa questão demanda, porém, um conhecimento mais objetivo da realidade dos atos infracionais praticados por adolescentes em relação ao problema da violência no Brasil. Muitos mitos circundam o debate acerca da autoria de jovens na criminalidade urbana, sendo três deles mais ce ntrais nas discussões.

O primeiro mito aponta uma criminalidade crescente e descontrolada, praticada por crianças e adolescentes, contrariando as estatísticas oficiais que, na verdade, revelam um hiperdimensionamento na apresentação das violências praticadas por jovens, se comparadas às praticadas por adultos. No ano de 2012, por exemplo, só 8,4% dos homicídios registrados no país foram cometidos por adolescentes. E, no ano de 2010, das 8.686 crianças e adolescentes assassinados no Brasil, 2,5% das mortes foram cometidas por adolescentes, segundo o estudo Porque dizemos não à redução da maioridade penal, de 2013, da Fundação Abrinq. Portanto, ao contrário do que afirma a opinião pública, é baixa a proporção de jovens que cometem atos infracionais graves, como os homicídios. E o mesmo se observa em roubo e tráfico.

O segundo mito associa a pobreza à criminalidade, determinando o risco que as crianças e os adolescentes pobres oferecem à sociedade, como criminosos em potencial. Diversas pesquisas comprovam a participação de jovens de diferentes classes sociais em atos infracionais. O que importa considerar, nesses casos, são os encaminhamentos dados: a diferenciação entre dependente químico e traficante é um exemplo claro dos tipos de tratamento possíveis aos sujeitos a partir de recortes de cor, classe social e região de moradia.

O terceiro mito sustenta que há uma passividade do Estado frente às ações consideradas criminosas praticadas por jovens, reforçando o desejo de grande parte da sociedade por uma menor tolerância no trato com crianças e adolescentes autores de ato infracional, desconsiderando, assim, os índices crescentes das medidas socioeducativas no país, sobretudo das medidas privativas de liberdade.

As simplificações das justificativas normalmente empregadas na defesa por mais punição aos jovens envolvidos (ou em risco de se envolver) em atos criminais parecem sempre mover a atenção para os indivíduos e não para as estruturas sociais. É quando o papel da punição na política criminal contemporânea adquire força e capilaridade no tecido da sociedade, afetando um público-alvo específico e legitimado por uma sociedade conivente com o recrudescimento de um sistema que se mostra seletivo em suas punições. Apesar da gravidade de acontecimentos violentos no país, deve-se ressaltar que, do total de adolescentes em conflito com a lei, apenas 8,4% cometeram homicídios. A maioria dos delitos juvenis é roubo, seguido por tráfico. Sabemos também que a maioria dos adolescentes em conflito com a lei já abandonou a escola ainda no Ensino Fundamental e que é imensa a dificuldade daqueles que estão cumprindo medidas socioeducativas, principalmente em liberdade assistida, em retomar seus estudos.

Ao mesmo tempo, não existem indícios suficientes de que aumentar a repressão e o rigor das medidas socioeducativas em si seja o bastante para reduzir a criminalidade e os homicídios. Ao contrário, dados do Conselho Nacional de Justiça atestam que 70% dos egressos do sistema prisional retornam a ele por reincidirem. Assim, a extensão dessa situação às infrações juvenis 

— ou seja, mais encarceramentos de adolescentes — não amenizará os índices de crimes cometidos por eles no país.

É dever do Estado aprimorar e ampliar as políticas sociais que amparam a juventude vulnerável. E é, sobretudo, a ausência dessas políticas que gera as condições de vulnerabilidade, empurrando os adolescentes para a criminalidade. Desse modo, a simples ausência de universalidade de direitos fundamentais, como o direito à moradia, à educação, à saúde, à inserção produtiva qualificada, já se constitui em violência contra a infância e a adolescência.

Nos sistemas judiciário, executivo e legislativo, ainda está bem presente a “lógica menorista” (visão antiga que ainda considera crianças e adolescentes “objetos do direito”, assujeitados, em situação irregular, e não sujeitos em desenvolvimento, que demandam proteção, respeito e autonomia), e pouco avançamos em leis que permitem saltos nessa visão. Debatemos a ineficácia de um Estatuto da Criança e do Adolescente que nem sequer foi implantado por completo e opinamos sobre a redução da maioridade penal, esquecendo -nos de que as causas da questão social continuam intocáveis em praticamente todas as esferas.

A efetivação da mudança de paradigma no sistema de justiça juvenil exige uma transformação coletiva na mentalidade da sociedade para que a opinião pública aprofunde as reflexões acerca da cultura punitiva e possa, assim, vislumbrar novas formas de sociabilidade, pautadas na liberdade. Da mesma forma que à lei não pode ser atribuído o papel de salvar a humanidade, o cárcere não resolverá as desigualdades sociais que marcam tão profundamente as vidas dos jovens e sua busca por sobrevivência, expressão, visibilidade e ascensão social.


Disponível em: <www.cartaeducacao.com.br>. Acesso em: 14 dez. 2017. [Adaptado]

Considere os períodos:

I As simplificações das justificativas normalmente empregadas na defesa por mais punição aos jovens envolvidos (ou em risco de se envolver) em atos criminais parecem sempre mover a atenção para os indivíduos e não para as estruturas sociais .
II Assim, a extensão dessa situação às infrações juvenis — ou seja, mais encarceramentos de adolescentes — não amenizará os índices de crimes cometidos por eles no país.
III Desse modo, a simples ausência de universalidade de direitos fundamentais, como o direito à moradia, à educação, à saúde, à inserção produtiva qualificada, já se constitui em violência contra a infância e a adolescência.
IV O que importa considerar, nesses casos, são os encaminhamentos dados: a diferenciação entre dependente químico e traficante é um exemplo claro dos tipos de tratamento possíveis aos sujeitos a partir de recortes de cor, classe social e região de moradia.

Considerando a tradição gramatical relativa ao uso dos sinais de pontuação,
Alternativas
Q2049632 Português

Leia o texto a seguir para responder as questões sobre seu conteúdo. Se essa ainda é a situação de Portugal e era, até bem pouco, a do Brasil, havemos de convir em que no Brasilcolônia, essencialmente rural, com a ojeriza que lhe notaram os nossos historiadores pela vida das cidades - simples pontos de comércio ou de festividades religiosas -, estas não podiam exercer maior influência sobre a evolução da língua falada, que, sem nenhum controle normativo, por séculos “voou com as suas próprias asas”. (Celso Cunha, in A Língua Portuguesa e a Realidade Brasileira) 



No trecho: “, até bem pouco,” o uso das vírgulas se justifica pelo fato de se tratar de:

Alternativas
Q2043383 Português
Leia o texto a seguir:
   Os traços indígenas que ainda sobrevivem na cultura regional amazônica são principalmente herdados das tribos de língua tupi. Esses povos, que habitavam praticamente toda a costa do Brasil e que, na época da chegada dos europeus, pareciam estar se mudando para o interior, ao longo do braço principal do Amazonas, foram as primeiras tribos indígenas com as quais os portugueses tiveram contato mais prolongado. Era, sobretudo, com os nativos de língua tupi que os portugueses comerciavam o pau-brasil, contra quem eles guerreavam e a quem escravizavam, com o objetivo de explorar a sua mão de obra, durante o primeiro século do período colonial. Como escreveu Gilberto Freire de maneira tão pitoresca, “nem bem o europeu saltava em terra e já seus pés deslizavam por entre mulheres nativas”. Os portugueses tinham mulheres e concubinas nativas que deviam ser índias de tribos tupis. Os rebentos dessas uniões, os primeiros brasileiros, eram criados por suas mães, mas dominados por seus pais e, em consequência, se tornavam portadores de uma cultura mista – tupi e portuguesa – e em geral falavam as duas línguas. Portanto, a Amazônia foi o local aonde a miscigenação entre duas etnias se fez de modo mais completo. (Do livro Uma comunidade amazônica, de Charles Wagley, p. 57. Texto adaptado.)
   Observe as afirmativas a seguir, feitas sobre aspectos diversos do texto:
I. Em “mas dominados por seus pais” (penúltimo período), a conjunção está escrita de modo errado e deveria ser grafada assim: “mais”. II. Já no último período, o advérbio “aonde”, por dar ideia de lugar, está corretamente empregado. III. No primeiro período, a oração “que ainda sobrevivem na cultura regional amazônica” deveria necessariamente estar entre vírgulas. IV. O “que”, na mesma oração (“que ainda sobrevivem na cultura regional amazônica”), é um pronome relativo com a função sintática de sujeito. V. A afirmativa de Gilberto Freire, corretamente colocada entre aspas, dá ideia da licenciosidade lusitana, que se afirmava num ambiente sem preconceitos, como o dos índios. VI. A oração principal do segundo período tem como sujeito “Esses povos”.
Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q2041755 Português
As vírgulas presentes na frase “Pois eu caçava, visgava, alçapava.” (Luandino Vieira, JV, 74.) são utilizadas pelo autor com o objetivo de:
Alternativas
Q2041722 Português
   Aprendam a brigar do jeito certo

           Casais _______ e casais infelizes brigam. Não dá para compartilhar seu dia a dia com alguém sem nunca ter brigado com essa pessoa. A questão é saber lidar com os conflitos do ______ certo. Segundo o psicólogo e pesquisador John Gottman, ofender seu parceiro, culpá-lo por ações suas, colocá-lo para baixo e até mesmo fugir das brigas ignorando o que ele diz são atitudes comuns entre casais mais propensos ao divórcio.
           Em vez disso, tenha o cuidado de nunca insultar seu parceiro, por mais bravo que esteja. Não ressuscite brigas anteriores e desencane do impulso de querer estar sempre certo. Não adianta nada “ganhar” uma discussão se a pessoa que você ama sai se sentindo para baixo ou não amada. E, embora seja importante sair para respirar um pouco se as coisas ficarem muito pesadas, não fuja das brigas. É preciso ter conversas desconfortáveis e estar aberto para ouvir coisas que você não gostaria de ouvir – mas tendo sempre o objetivo de resolver a situação.


https://super.abril.com.br/...- adaptado.
 Assinalar a alternativa que apresenta a frase pontuada CORRETAMENTE:
Alternativas
Q2041691 Português
            Aprendam a brigar do jeito certo

           Casais _______ e casais infelizes brigam. Não dá para compartilhar seu dia a dia com alguém sem nunca ter brigado com essa pessoa. A questão é saber lidar com os conflitos do ______ certo. Segundo o psicólogo e pesquisador John Gottman, ofender seu parceiro, culpá-lo por ações suas, colocá-lo para baixo e até mesmo fugir das brigas ignorando o que ele diz são atitudes comuns entre casais mais propensos ao divórcio.

           Em vez disso, tenha o cuidado de nunca insultar seu parceiro, por mais bravo que esteja. Não ressuscite brigas anteriores e desencane do impulso de querer estar sempre certo. Não adianta nada “ganhar” uma discussão se a pessoa que você ama sai se sentindo para baixo ou não amada. E, embora seja importante sair para respirar um pouco se as coisas ficarem muito pesadas, não fuja das brigas. É preciso ter conversas desconfortáveis e estar aberto para ouvir coisas que você não gostaria de ouvir – mas tendo sempre o objetivo de resolver a situação.


https://super.abril.com.br/...- adaptado.
Assinalar a alternativa que apresenta pontuação CORRETA: 
Alternativas
Q2040280 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO

Guia alerta sobre consumo precoce de bebidas alcoólicas entre jovens

       A ingestão precoce de álcool é a principal causa de morte de jovens de 15 a 24 anos de idade em todas as regiões do mundo. O dado está no Guia Prático de Orientação sobre o impacto das bebidas alcoólicas para a saúde da criança e do adolescente, lançado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
     Às vésperas do carnaval, período em que há forte estímulo para a ingestão de bebidas alcoólicas, o principal objetivo do documento é alertar pediatras, pais, professores e os próprios adolescentes para os prejuízos do consumo precoce. A iniciativa é do Departamento de Adolescência da SBP, que pretende mobilizar entidades, educadores, familiares que atuam com crianças e adolescentes na prevenção do uso de álcool na fase de desenvolvimento e promover hábitos saudáveis entre os jovens.
       “Estamos agora, antes do carnaval, lançando esse manual de orientação, mostrando os danos do uso precoce do álcool. De fato, as crianças e os adolescentes precisam de orientações seguras para melhorar a qualidade de vida e seus hábitos, porque sabemos que há uma exposição prejudicial deles ao álcool e às drogas”, explica a pediatra Luciana Silva, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria.
      Segundo estudos científicos citados no guia, quase 40% dos adolescentes brasileiros experimentaram álcool pela primeira vez entre 12 e 13 anos, em casa. A maioria deles bebe entre familiares e amigos, estimulados por conhecidos que já bebem ou usam drogas. Entre adolescentes de 12 a 18 anos que estudam nas redes pública e privada de ensino, 60,5% declararam já ter consumido álcool.
      As pesquisas mostram que o tipo de bebida mais consumida entre os jovens varia de acordo com a região. No Norte e Nordeste do país, a preferência é pela cerveja, seguida do vinho, enquanto no Centro-Oeste, Sudeste e Sul há consumo maior de destilados, como vodca, rum e tequila. Essas últimas, geralmente, são mais consumidas em “baladas”, onde é comum a mistura de álcool a outras bebidas não alcoólicas, como refrigerantes ou sucos.
    Consequências
  Os médicos ressaltam que quanto menor a idade de início da ingestão de bebida alcoólica, maiores as possibilidades de se tornar um usuário dependente ao longo da vida. De acordo com pesquisas, o consumo antes dos 16 anos aumenta significativamente o risco de beber em excesso na idade adulta. “O indivíduo adolescente está numa idade em que parte do cérebro ainda está se formando e que o comportamento impulsivo é muito grande. Quem bebe precocemente tem muita chance de usar o álcool de forma abusiva na vida adulta”, explicou Luciana Silva.
   Para especialistas, o consumo precoce pode levar a uma série de consequências nocivas. Os adolescentes que se expõem ao uso excessivo de álcool podem ter sequelas neuroquímicas, emocionais, déficit de memória, perda de rendimento escolar, retardo no aprendizado e no desenvolvimento de habilidades, entre outros problemas.
    O custo social do uso abusivo de álcool também é elevado. Os adolescentes ficam mais expostos a situações de violência sexual e tendem a apresentar comportamento de risco, como praticar atividade sexual sem proteção, o que pode levar à gravidez precoce e à exposição a doenças sexualmente transmissíveis.
     O alcoolismo entre 12 e 19 anos também eleva a probabilidade de envolvimento dos jovens em acidentes de trânsito, homicídios, suicídios e incidentes com armas de fogo. “A mortalidade nessa faixa etária está intimamente ligada ao consumo precoce do álcool”, alerta a pediatra.
     Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 2,5 milhões de pessoas morrem a cada ano no mundo devido ao consumo excessivo de álcool. O índice chega a 4% do total da mortalidade mundial e é maior do que as mortes registradas em decorrência da AIDS ou tuberculose.
     O guia traz ainda dados de pesquisas internacionais que mostram que nos Estados Unidos, a bebida alcoólica está mais associada à morte do que todas as substâncias psicoativas ilícitas, em conjunto. Segundo o manual, os acidentes automobilísticos associados ao álcool são a principal causa de morte entre jovens de 16 a 20 anos, mais que o dobro da prevalência entre os maiores de 21 anos.
     (...)

Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-02/guia-alerta-sobre-consumo-precoce-de-bebidas-alcoolicas-entre-jovens
No trecho “Essas últimas, geralmente são mais consumidas em ‘baladas’, onde é comum a mistura de álcool a outras bebidas não alcoólicas, como refrigerantes ou sucos”, o termo destacado foi posto entre aspas, para:
Alternativas
Q2039843 Português
O salto da terapia genética

Saudamos o fato de a ciência avançar rapidamente para aplicar técnicas que impeçam a transmissão de doenças hereditárias

    Depois de décadas de hesitações e reveses, a terapia genética está em condições de cumprir suas promessas e dar o salto à prática clínica. Em agosto foi aprovado nos EUA o primeiro tratamento comercial para um tipo de leucemia com mau prognóstico e em 2018 são esperados os resultados das primeiras terapias experimentais para eliminar ou modificar os genes envolvidos em outras patologias e tipos de câncer, entre eles o de pulmão.
    Os primeiros experimentos tiveram de ser abandonados por causa dos efeitos adversos, uma vez que não havia nenhuma maneira segura de extrair os genes alterados e substituí-los por outros normais. A morte de vários pacientes retardou a investigação e as expectativas criadas. O grande salto que aconteceu agora se deve à descoberta — em 2013 — de uma nova técnica de edição genética, chamada CRISPR, que não só permite copiar e colar genes ou porções do genoma como fazê-lo facilmente e a custos muito mais baixos do que as técnicas anteriores. Seu desenvolvimento foi vertiginoso. Depois de demonstrar eficácia em animais, os primeiros testes em humanos foram autorizados em 2016.
    Devemos saudar o fato de a ciência avançar rapidamente para poder aplicar essa técnica de maneira segura em patologias que hoje não têm tratamento ou para evitar a transmissão de doenças hereditárias. Mas também devemos abrir um debate sobre como isso deve ser aplicado. O mesmo procedimento útil para curar pode servir para outros propósitos, como a modificação de determinadas características da pessoa. Ainda estamos longe de ter os conhecimentos necessários para tornar isso possível, pois existem muitos genes e muitas interações entre eles. Mas é conveniente avançar para canalizar a aplicação desses avanços, exigir a máxima transparência nos resultados e garantir que esses tratamentos estejam disponíveis para todos e não apenas para aqueles que eventualmente puderem pagar por eles.

Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/12/28/opinion/1514482006_309077.html
A partir da leitura do trecho: “Em agosto foi aprovado nos EUA o primeiro tratamento comercial para um tipo de leucemia com mau prognóstico e em 2018 são esperados os resultados das primeiras terapias experimentais [...]”, considerando os critérios para o emprego da vírgula, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q2039727 Português
Considere o seguinte fragmento do texto para responder a questão:

    Na busca pela melhoria do incentivo à leitura e à escrita no País, há três perspectivas para as quais devemos tornar os nossos olhares: o governo, a escola e o próprio lar.
Considere o que se afirma sobre a pontuação do período:
I. A primeira vírgula separa um termo deslocado, e a segunda vírgula separa termos de mesma função. II. Os dois-pontos separam um aposto. III. Por se tratar de um período longo, seria correto substituir a primeira vírgula por ponto e vírgula.
Quais estão corretas? 
Alternativas
Respostas
6601: B
6602: C
6603: A
6604: D
6605: E
6606: E
6607: B
6608: D
6609: E
6610: B
6611: A
6612: D
6613: A
6614: B
6615: D
6616: A
6617: C
6618: D
6619: D
6620: C