Questões de Concurso Comentadas sobre pontuação em português

Foram encontradas 10.438 questões

Q2703646 Português

Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 4.


Quando eu tinha 5 anos, minha mãe sempre me disse que a felicidade era a chave para a vida. Quando eu fui para a escola, me perguntaram o que eu queria ser quando crescesse. Eu escrevi: “Feliz”. Eles me disseram que eu não entendi a pergunta, e eu lhes disse que eles não entendiam a vida (John Lennon).

Eu escrevi: “Feliz”. Assinale a alternativa que apresenta a correta justificativa para o uso de aspas no vocábulo em destaque.

Alternativas
Q2703465 Português

Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


EUA jogam fora mais da metade da comida que compram


  1. Os Estados Unidos consomem menos da metade de toda a comida de suas geladeiras. Esse
  2. é o resultado do primeiro estudo quantitativo .............. padrão de consumo das casas
  3. americanas. Ao contrário do que se poderia imaginar, a comida jogada fora normalmente não
  4. está estragada. Ela ainda poderia ser consumida; mas, segundo o estudo, acaba indo para o lixo
  5. devido __ confusões na leitura da embalagem.
  6. Os participantes do estudo disseram que consomem 97% de toda a carne que compram,
  7. mas na verdade comem menos de 50% dela. Quanto aos vegetais, as pessoas declararam
  8. consumir 94%, quando na verdade acabavam comendo apenas 44%. O mesmo padrão se repete
  9. com frutas e laticínios.
  10. O estudo entrevistou 307 participantes e acompanhou a rotina de 169 deles durante uma
  11. semana. O questionário também incluía quais seriam os motivos que levaram os participantes
  12. a jogar comida fora.
  13. Segundo o pesquisador Brian Roe, autor do estudo e professor da Universidade Estadual de
  14. Ohio, esse desperdício ocorre com comidas perfeitamente seguras para o consumo. O principal
  15. motivo para o descarte é a preocupação com a saúde e o medo de que aquela comida tenha
  16. estragado. Tudo isso com base no cheiro, aparência e datas nas embalagens.
  17. As embalagens americanas normalmente contêm uma inscrição que diz “melhor se usado
  18. antes de”. Esse é um indicador de qualidade da comida, que aponta durante qual período o
  19. produto estaria ....... seu ápice. No entanto, muitos americanos interpretam essa instrução como
  20. um indicador de segurança.
  21. Desde 2017, a indústria alimentícia dos EUA faz lobby para tentar aprovar uma lei que
  22. mudaria isso. O projeto, que está tramitando no Congresso americano, prevê a utilização de
  23. dois termos distintos: o atual “melhor se usado antes de” e o novo “usar até” (que indicaria a
  24. efetiva data de validade do produto).
  25. O estudo também verificou que as pessoas que ____ o costume de olhar as informações
  26. nutricionais nas embalagens do supermercado desperdiçam menos. Os pesquisadores
  27. especulam que essas pessoas sejam mais conscientes com relação ao que comem, o que acaba
  28. diminuindo o desperdício. Pessoas mais novas também tendem a jogar mais comida fora,
  29. enquanto a população maior de 65 anos é a que menos desperdiça.
  30. Um terço de toda comida produzida no mundo — cerca de 1,3 bilhões de toneladas — vai
  31. para o lixo. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura,
  32. estima-se ....... os países em desenvolvimento percam US$ 310 bilhões por ano com o
  33. desperdício de comida, enquanto nos países desenvolvidos esse valor pode chegar a US$ 680
  34. bilhões.


Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/eua-jogam-fora-mais-da-metade-da-comida-que-compram/ - texto adaptado para esta prova.

Analise as seguintes propostas de reescrita de trechos do texto:


I. “Segundo o pesquisador Brian Roe, autor do estudo e professor da Universidade Estadual de Ohio, esse desperdício ocorre com comidas perfeitamente seguras para o consumo.”

Reescrita: Para Brian Roe, pesquisador, autor do estudo e professor da Universidade Estadual de Ohio, esse desperdício ocorre com comidas perfeitamente seguras para o consumo.


II. “Ao contrário do que se poderia imaginar, a comida jogada fora normalmente não está estragada. Ela ainda poderia ser consumida; mas, segundo o estudo, acaba indo para o lixo devido __ confusões na leitura da embalagem.”

Reescrita: A comida jogada fora normalmente não está estragada, como se poderia imaginar. Na verdade, ela é consumível, portanto a pesquisa evidenciou que a comida vai fora porque as pessoas não sabem interpretar as embalagens.


III. Os participantes do estudo disseram que consomem 97% de toda a carne que compram, mas na verdade comem menos de 50% dela.

Reescrita: Na verdade, apenas 50% da carne comprada é consumida, mas os participantes afirmam que o consumo é de quase 100%.


Quais mantêm o sentido original, respeitando também as regras de sintaxe e de pontuação?


Alternativas
Q2703458 Português

Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


EUA jogam fora mais da metade da comida que compram


  1. Os Estados Unidos consomem menos da metade de toda a comida de suas geladeiras. Esse
  2. é o resultado do primeiro estudo quantitativo .............. padrão de consumo das casas
  3. americanas. Ao contrário do que se poderia imaginar, a comida jogada fora normalmente não
  4. está estragada. Ela ainda poderia ser consumida; mas, segundo o estudo, acaba indo para o lixo
  5. devido __ confusões na leitura da embalagem.
  6. Os participantes do estudo disseram que consomem 97% de toda a carne que compram,
  7. mas na verdade comem menos de 50% dela. Quanto aos vegetais, as pessoas declararam
  8. consumir 94%, quando na verdade acabavam comendo apenas 44%. O mesmo padrão se repete
  9. com frutas e laticínios.
  10. O estudo entrevistou 307 participantes e acompanhou a rotina de 169 deles durante uma
  11. semana. O questionário também incluía quais seriam os motivos que levaram os participantes
  12. a jogar comida fora.
  13. Segundo o pesquisador Brian Roe, autor do estudo e professor da Universidade Estadual de
  14. Ohio, esse desperdício ocorre com comidas perfeitamente seguras para o consumo. O principal
  15. motivo para o descarte é a preocupação com a saúde e o medo de que aquela comida tenha
  16. estragado. Tudo isso com base no cheiro, aparência e datas nas embalagens.
  17. As embalagens americanas normalmente contêm uma inscrição que diz “melhor se usado
  18. antes de”. Esse é um indicador de qualidade da comida, que aponta durante qual período o
  19. produto estaria ....... seu ápice. No entanto, muitos americanos interpretam essa instrução como
  20. um indicador de segurança.
  21. Desde 2017, a indústria alimentícia dos EUA faz lobby para tentar aprovar uma lei que
  22. mudaria isso. O projeto, que está tramitando no Congresso americano, prevê a utilização de
  23. dois termos distintos: o atual “melhor se usado antes de” e o novo “usar até” (que indicaria a
  24. efetiva data de validade do produto).
  25. O estudo também verificou que as pessoas que ____ o costume de olhar as informações
  26. nutricionais nas embalagens do supermercado desperdiçam menos. Os pesquisadores
  27. especulam que essas pessoas sejam mais conscientes com relação ao que comem, o que acaba
  28. diminuindo o desperdício. Pessoas mais novas também tendem a jogar mais comida fora,
  29. enquanto a população maior de 65 anos é a que menos desperdiça.
  30. Um terço de toda comida produzida no mundo — cerca de 1,3 bilhões de toneladas — vai
  31. para o lixo. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura,
  32. estima-se ....... os países em desenvolvimento percam US$ 310 bilhões por ano com o
  33. desperdício de comida, enquanto nos países desenvolvidos esse valor pode chegar a US$ 680
  34. bilhões.


Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/eua-jogam-fora-mais-da-metade-da-comida-que-compram/ - texto adaptado para esta prova.

Sobre a pontuação empregada no texto, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas
Q2702934 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Por que você precisa se tornar um professor empreendedor?

01 O professor como conhecemos hoje, exclusivamente atrelado ___ uma instituição de

02 ensino, aos poucos, dará espaço a um profissional capaz de preencher a lacuna existente entre o

03 docente tradicional, o administrador e o formulador de políticas educacionais. Estamos falando do

04 chamado teacherpreneur, ou professor-empreendedor em tradução livre. Afirmo isto diante da

05 realidade de que, apesar dos avanços tecnológicos, a maioria das escolas conta com uma

06 hierarquia que separa as pessoas que criam políticas educacionais (administradores) daquelas

07 que realmente entregam a educação (professores)

08 Essa história de compartimentalização muda com o professor-empreendedor, que além de

09 estar no dia ___ dia no ambiente escolar, sai da sala de aula para interagir com múltiplos

10 domínios da educação. Assim, em termos gerais, um professor-empreendedor envolve-se na

11 liderança educacional, escreve seus próprios currículos, pesquisa metodologias educacionais,

12 aprende a usar diferentes tecnologias, cria cursos próprios e os vende ou disponibiliza

13 gratuitamente em plataformas digitais, educa outros professores e até trabalha para reformar as

14 políticas educacionais oficiais.

15 Esse novo educador tem como característica fundir a imagem do professor inovador com a

16 liderança empreendedora que assume riscos para criar seu próprio lugar no mundo profissional.

17 São pessoas empenhadas em criar uma cultura de criatividade e reflexão na sala de aula, mas

18 que também pensam suas ações para além deste espaço, pois têm consciência de que o

19 aprendizado e lições valiosas não devem ficar restritos aos bancos escolares.

20 A possibilidade de se tornar um professor-empreendedor pode ser uma das soluções para

21 reverter o crescente desinteresse pela carreira e conter o êxodo para o mundo administrativo,

22 movimento geralmente resultante de salários pouco competitivos, dificuldades em lidar com os

23 alunos e até mesmo o esgotamento físico e mental que muitos alegam ao deixar a educação. É

24 um caminho possível para ajudar aqueles professores talentosos e dedicados a permanecerem

25 entusiasmados com sua profissão e a compartilharem suas melhores práticas. A chave aqui é que

26 o educador crie uma maneira diferente de navegar na profissão sem abandoná-la ou perder a

27 vontade de ensinar.

28 Mas o que os teacherpreneurs estão produzindo agora?

29 Como exemplo de professores-empreendedores, podemos nos pautar por vários cases de

30 sucesso, tanto no exterior como aqui mesmo no Brasil. São educadores que resolveram criar seu

31 próprio produto ou serviço para solucionar problemas que eles ou seus colegas encontraram na

32 sala de aula, desenvolvendo soluções criativas para educação.

33 Este é o caso do professor de História de uma escola pública localizada no Bronx, Charles

34 Best, que fundou o site DonorsChoose.org, uma plataforma de financiamento coletivo de projetos

35 escolares direcionados ___ rede pública norte-americana. Em 2000, Charles Best propôs que

36 seus alunos lessem “Little House on the Prairie”. Enquanto fazia fotocópias do único livro

37 disponível na escola, pensou em todo o dinheiro que ele e seus colegas gastavam em livros e

38 materiais de apoio para lecionar. Foi então que ele imaginou que talvez houvesse pessoas que

39 gostariam de colaborar com projetos educacionais, desde que pudessem acompanhar para onde

40 seu dinheiro estava indo.

41 Best esboçou um site onde os professores poderiam postar solicitações de projetos de sala

42 de aula e os doadores poderiam escolher os que desejariam apoiar. Seus colegas postaram os

43 primeiros onze pedidos. Hoje, a plataforma é utilizada em todo os Estados Unidos. Quando o

44 projeto atinge a meta de doações em dinheiro, a organização do DonorsChoose entrega os

45 materiais necessários – que vão desde livros e giz de cera até microscópios e equipamentos

16 esportivos – e envia para os doadores um extrato detalhado, indicando como cada dólar foi

47 utilizado.

48 Como se tornar um professor empreendedor?

49 Os exemplos mostram o quanto os professores empreendedores têm a oportunidade de

50 afetar a política educacional, impactando a sociedade e gerando inovação no ensino, sem

51 estarem necessariamente atrelados a uma instituição ou sala de aula convencional. Eles geram

52 renovação e entusiasmo, além de experiências mais eficazes e enriquecedoras para todo o

53 sistema educacional. Em certo sentido, eles dão um passo adiante para alcançar um estado de

54 aprendizado mais engajado e simplificado.

55 Abrir-se para a possibilidade de se transformar num professor-empreendedor é

56 importante porque traz um novo olhar sobre o ensino-aprendizado e sobre suas próprias

57 possibilidades como educador e pessoa. A profissão de professor não vai acabar, mas vai se

58 transformar profundamente. É importante se perguntar se você quer acompanhar esta mudança

59 ou não. Pelo que já estamos vendo, será uma ótima jornada. Você não vai querer ficar fora

60 desta, vai?

(Luciana Allan – Revista Exame – 14/02/2019 – disponível em: https://exame.abril.com.br/ - adaptação)

Considerando o emprego da vírgula, analise as assertivas a seguir:


I. A ocorrência de vírgula na linha 01 e a primeira ocorrência da linha 02 demarcam um aposto explicativo.

II. A ocorrência das vírgulas, nas linhas 08 e 09, marca a separação de uma oração subordinada adjetiva explicativa.

III. Na linha 50 (primeira ocorrência), a vírgula marca uma enumeração de itens.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2702664 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 6.


Liberdade


Cecília Meireles


Deve existir nos homens um sentimento profundo que corresponde a essa palavra LIBERDADE, pois sobre ela se têm escrito poemas e hinos, a ela se têm levantado estátuas e monumentos, por ela se têm até morrido com alegria e felicidade.

Diz-se que o homem nasceu livre, que a liberdade de cada um acaba onde começa a liberdade de outrem; que onde não há liberdade não há pátria; que a morte é preferivel à falta de liberdade; que renunciar à liberdade é renunciar à própria condição humana; que a liberdade é o maior bem do mundo; que a liberdade é o oposto à fatalidade e à escravidão; nossos bisavós gritavam “Liberdade, Igualdade e Fraternidade! “ nossos avós cantaram: “Ou ficar a Pátria livre/ ou morrer pelo Brasil”; nossos pais pediam: “Liberdade! Liberdade!/ abre as asas sobre nós”, e nós recordamos todos os dias que “o sol da liberdade em raios fúlgidos/ brilhou no céu da Pátria...” em certo instante.

Somos, pois, criaturas nutridas de liberdade há muito tempo, com disposições de cantá-la, amá-la, combater e certamente morrer por ela.

Ser livre como diria o famoso conselheiro... é não ser escravo; é agir segundo a nossa cabeça e o nosso coração, mesmo tendo de partir esse coração e essa cabeça para encontrar um caminho... Enfim, ser livre é ser responsável, é repudiar a condição de autômato e de teleguiado, é proclamar o triunfo luminoso do espírito. (Suponho que seja isso.)

Ser livre é ir mais além: é buscar outro espaço, outras dimensões, é ampliar a órbita da vida. É não estar acorrentado. É não viver obrigatoriamente entre quatro paredes. Por isso, os meninos atiram pedras e soltam papagaios. A pedra inocentemente vai até onde o sonho das crianças deseja ir (Às vezes, é certo, quebra alguma coisa, no seu percurso...)

Os papagaios vão pelos ares até onde os meninos de outrora (muito de outrora!...) não acreditavam que se pudesse chegar tão simplesmente, com um fio de linha e um pouco de vento! ...

Acontece, porém, que um menino, para empinar um papagaio, esqueceu-se da fatalidade dos fios elétricos e perdeu a vida.

E os loucos que sonharam sair de seus pavilhões, usando a fórmula do incêndio para chegarem à liberdade, morreram queimados, com o mapa da Liberdade nas mãos...

São essas coisas tristes que contornam sombriamente aquele sentimento luminoso da LIBERDADE. Para alcançá-la, estamos todos os dias expostos à morte. E os tímidos preferem ficar onde estão, preferem mesmo prender melhor suas correntes e não pensar em assunto tão ingrato.

Mas os sonhadores vão para a frente, soltando seus papagaios, morrendo nos seus incêndios, como as crianças e os loucos. E cantando aqueles hinos, que falam de asas, de raios fúlgidos linguagem de seus antepassados, estranha linguagem humana, nestes andaimes dos construtores de Babel...


Texto extraído do livro “Escolha o seu sonho”,

Editora Record Rio de Janeiro, 2002, p. 07, Adaptado.



Releia o 6º parágrafo para responder às questões 5 e 6:


Os papagaios vão pelos ares até onde os meninos de outrora (muito de outrora!...) não acreditavam que se pudesse chegar tão simplesmente, com um fio de linha e um pouco de vento! ...(6º parágrafo)


Um recurso utilizado pelo autor para realçar, valorizar e ampliar a comunicação expressiva do trecho é a:

Alternativas
Q2702004 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Por que 2019 poderá ser o melhor ano da história da humanidade?


  1. O início de cada ano nos inunda com uma aura de otimismo, não é mesmo? Acreditar que
  2. tudo vai dar certo nos dá ânimo e coragem para seguir adiante. Afinal, quem não deseja ver um
  3. mundo mais justo, onde seja possível realizar sonhos, alcançar metas, ter uma vida mais
  4. próspera, digna e saudável?
  5. Mas, ao longo do ano, o bombardeio de notícias ruins vai enfraquecendo esse otimismo,
  6. chegando ao ponto de muitas pessoas perderem o ânimo e até a esperança na humanidade. Mas
  7. será que a humanidade não tem jeito mesmo? Estamos retrocedendo?
  8. Para acender uma luz sobre esse paradigma tão arraigado em nossas mentes, o jornalista
  9. Nicholas Kristof do New York Times, através da compilação de dados de pesquisas, publicou o
  10. artigo Why 2018 Was the Best Year in Human History! (Porque 2018 foi o melhor ano na história
  11. da humanidade!). O trabalho do autor foi elencar números que sustentam um otimismo legítimo
  12. e mostram como estamos evoluindo globalmente em questões essenciais.
  13. Compartilho aqui alguns desses números, para entendermos como foi possível essa
  14. afirmação tão positiva:
  15. -Segundo Max Roser, da Oxford University, durante 2018, a cada dia do ano, em média, 295.000
  16. pessoas tiveram acesso ___ eletricidade pela primeira vez em suas vidas;
  17. -Por dia, outras 305.000 pessoas desfrutam de água tratada e 602.000 pessoas acessaram ___
  18. internet pela primeira vez;
  19. -Nunca antes tantas pessoas foram alfabetizadas e alcançaram tamanha longevidade;
  20. -Em 2018, menos de 10% da população mundial viveu em situação de extrema pobreza, em
  21. comparação com a década de 80, quando 44% viviam nessa triste situação.
  22. Confesso que me entusiasmei ao ler o artigo. Em seguida, ao ampliar minhas pesquisas
  23. sobre o assunto, encontrei o trabalho brilhante do psicólogo Steven Pinker – nomeado em 2004
  24. como uma das pessoas mais influentes pela Revista Time.
  25. Pinker compartilha da mesma visão de Nicholas, o que fica claro ao assistir
  26. ao TED gravado por Pinker em abril de 2018, no qual ele traz uma quantidade impressionante de
  27. dados que comprovam o nosso progresso como humanidade em vários quesitos. A mensagem
  28. fica clara: podemos, sim, desconstruir uma visão pessimista de mundo. Isso não significa perder
  29. noção da realidade ou fechar os olhos para problemas, pelo contrário, valorizar essas conquistas
  30. nos dá mais inspiração para melhorar! Muitos outros passos ainda precisam ser dados
  31. globalmente nas mais variadas áreas, mas saber dessas informações nos reabastece de
  32. otimismo.
  33. Me pergunto, se houvesse uma pesquisa sobre qual a percepção das pessoas sobre a
  34. situação global, talvez tivéssemos números muito mais desanimadores do que os reais,
  35. apresentados por Nicholas e Pinker. Não acha próprio celebrarmos esse degrau que subimos em
  36. direção ___ mais civilidade? Principalmente por ser resultado de esforços individuais e de um
  37. grande esforço coletivo, afinal cocriamos dia a dia nossa própria realidade.
  38. Justiça, equidade, civilidade, tolerância e fraternidade são alguns exemplos de valores que
  39. estão por trás dos avanços apresentados nas pesquisas citadas, mas que ainda precisam
  40. ser aperfeiçoados para contemplarmos cada vez mais nossas necessidades, respeitarmos as
  41. diferenças e celebrarmos o que nos une: nosso senso de humanidade. Filosofia ___ parte,
  42. tangibilizar esses conceitos melhoram na prática a vida dos seres humanos em qualquer canto
  43. desse mundo.
  44. Meu desejo este ano é que a gente consiga manter o otimismo vivo, para realizar ainda
  45. mais sonhos individuais e coletivos, permanecendo atentos à realidade e não ao sensacionalismo.
  46. Assim será mais fácil fazermos nossa parte e contribuirmos para que 2019 seja o melhor ano da
  47. história da humanidade!
  48. Idealizadores do Walk and Talk, Luah Galvão e Danilo España deram uma Volta ao Mundo
  49. por mais de 2 anos e visitaram 28 países para entender o que motiva pessoas. Em seguida
  50. fizeram o Caminho de Compostela, entrevistando peregrinos sobre superação. Fecharam a tríade
  51. de viagens pesquisando “Resiliência” no projeto que batizaram de “Expedição Perú” e
  52. compartilham suas descobertas através de palestras e workshops por todo o Brasil.


Danilo España – Revista Exame – 16/01/2019 – Disponível em https://exame.abril.com.br/ - Adaptação)

Considerando o emprego dos sinais de pontuação, analise as assertivas a seguir:


I. Na linha 01, o emprego do ponto de interrogação indica uma pergunta direta, que inclui o leitor como interlocutor do autor do texto.

II. Na linha 08, o emprego da vírgula deve-se à separação de uma oração subordinada adverbial reduzida de infinitivo e de uma oração principal.

III. Na linha 14, o emprego dos dois pontos indica a reprodução de falas em diálogo em discurso direto.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2701580 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


Nós atraímos as amizades de forma semelhante aos algoritmos do Facebook

  1. Esses dias estava conversando com um casal de amigos meus e falávamos sobre o quanto é
  2. comum ver pessoas que antes eram muito próximas, eram boas amigas, e de uma hora para
  3. outra, de repente, elas somem da nossa vida e nós não ficamos tristes, ou magoados, ou
  4. ressentidos, etc. Nós simplesmente aceitamos e vamos seguindo nossas vidas. Isso me levou a
  5. refletir com eles sobre a nossa vibração, sobre a energia que a gente emana para as pessoas,
  6. que vai mudando ao longo do tempo e também com o nosso amadurecimento. Hoje em dia
  7. muitos espiritualistas e terapeutas holísticos explicam isso de uma forma elegante e simples.
  8. Tem __ ver com a lei universal do “semelhante atrai semelhante”. Ela se aplica a todos os
  9. campos da vida: amizade, relacionamento amoroso, família, trabalho, espiritualidade, etc. Todos
  10. nós mudamos muito ao longo da vida e seria uma pretensão muito grande querer que amigos de
  11. uma época longínqua fiquem ao nosso lado para sempre. Às vezes acontece, mas, convenhamos,
  12. é muito, muito raro acontecer.
  13. Vale ressaltar que quando vamos mudando nosso comportamento, nossos anseios, nossas
  14. crenças, nossos valores, etc., é também bastante natural que mudemos muito dos ambientes
  15. que frequentamos, os produtos que consumimos ou as páginas de Facebook e Instagram que
  16. seguimos. Isso me levou a refletir sobre a semelhança entre os amigos que atraímos e as
  17. páginas que seguimos no Facebook ou no Instagram. Você provavelmente sabe que as redes
  18. sociais funcionam através de algoritmos que gravam os nossos dados. Por exemplo, eu amo as
  19. páginas que falam sobre Psicologia, Filosofia e Autoconhecimento e sigo muita gente dessas
  20. áreas. O tempo todo aparece para mim novas sugestões de páginas, aparecem livros como
  21. opções de compra e até os amigos em comum que curtem as páginas. É simplesmente
  22. impressionante o poder desses algoritmos. Um dos meus irmãos gosta muito de música, de tocar
  23. instrumentos musicais e já tocou em algumas bandas e festivais. Ele já me contou que aparecem
  24. várias páginas de bandas ou de músicos para ele curtir, exatamente porque são essas as páginas
  25. que ele mais dá curtidas. E também muitos músicos solicitam amizade sem nunca nem terem
  26. trocado uma única palavra.
  27. Da mesma forma se dá com pessoas que, por exemplo, gostam muito de viajar. Aparecem
  28. diversas páginas de turismo e viagens, além de passagens promocionais. Se alguém gosta muito
  29. de maquiagens ou moda, também aparecem diversas páginas e pessoas que curtem para
  30. solicitar amizade. Na nossa vida real acontece de forma semelhante. Você sabia que não existe
  31. algoritmo mais complexo e intrigante do que a nossa mente e as nossas emoções? Elas ______
  32. um poder infinitamente maior do que os computadores mais sofisticados que você vê por aí. Por
  33. isso que algumas pessoas vão embora e nunca mais as vemos de novo. As energias são
  34. diferentes, não há compatibilidade. É como se fossem os polos iguais de um ímã. Você percebe
  35. que quando você tenta juntá-los eles fazem uma força e, por mais que você tente, eles não se
  36. juntam.
  37. Nós também somos ímãs para atrair pessoas que vibram de forma semelhante à nossa.
  38. Portanto, concluo esse texto com um convite ao autoconhecimento. Procure ser uma pessoa
  39. melhor a cada dia, porque, sabendo que é assim que a vida funciona, cada vez mais você atrairá
  40. amizades incríveis, pessoas que lhe ajudarão a crescer como ser humano. O seu algoritmo
  41. interno vai entrar em consonância com o algoritmo delas e dessa forma sua vida vai se tornar
  42. mais plena e feliz. Espero que esses insights lhe ajudem a enxergar a vida com um olhar mais
  43. consciente e perceba que esse mundo de mudanças velozes no qual estamos inseridos revela, a
  44. partir da tecnologia, muito do que existe no nosso universo interior…

Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em:https://www.contioutra.com/nos-atraimos-as-amizades-de-forma-semelhante-aos-algoritmos-do-facebook/

Sobre a pontuação do texto, analise as seguintes afirmações:


I. No final do primeiro parágrafo do texto, se o ponto final fosse substituído por ponto de exclamação, em vez da marcação de uma pausa, seria dada ênfase à entoação do que está sendo afirmado pelo autor.

II. Em abreviaturas como “etc.” (l. 14), o ponto final está incorretamente empregado.

III. As vírgulas são usadas também para separar expressões explicativas ou retificativas, como é o caso de “por exemplo” (l. 27).


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2701424 Português

A reforma da Previdência pesará mais sobre os mais pobres ou os mais ricos?

Heloísa Mendonça – 03/06/2019 – 16:22 BRT


1 A reforma da previdência é o assunto

2 que está mexendo com o Brasil. O ministro da

3 Economia, Paulo Guedes, tem repetido que a

4 nova Previdência irá remover privilégios e

5 reduzir as desigualdades entre as

6 aposentadorias do setor privado e público. Já

7 a oposição argumenta que as mudanças

8 atingirão principalmente os mais pobres. Mas

9 quem de fato vai ter de encarar mudanças

10 com a reforma que está no Congresso?

11 Para destrinchar algumas das mudanças

12 mais polêmicas propostas pela reforma, o EL

13 PAÍS escutou três economistas: Paulo Tafner,

14 um dos maiores especialistas em Previdência

15 no país, o pesquisador Marcelo Medeiros,

16 vinculado à Universidade de Princeton nos

17 Estados Unidos, e Denise Lobato Gentil,

18 professora do Instituto de Economia da

19 Universidade Federal do Rio de Janeiro

20 (UFRJ).


21 Contribuição maior para funcionários

22 públicos e da iniciativa privada

23 Dentre as diversas mudanças, há um

24 consenso entre os especialistas de uma

25 medida que ajudará a melhorar a distribuição

26 de renda: a criação de alíquotas de

27 contribuição progressiva para o setor privado

28 e os servidores. Hoje, os empregados da

29 iniciativa privada recolhem de 8% a 11%,

30 dependendo do salário. A nova regra prevê

31 alíquotas que variam de 7,5% a 14%,

32 distribuídas em mais faixas salariais. Para o

33 funcionalismo, cuja cobrança padrão é de

34 11%, a cobrança pode chegar a 22% para

35 quem recebe 39 mil reais ou mais. O modelo

36 foi pensado para garantir que quem ganha

37 mais pagará mais que os que ganham menos.

38 "A contribuição progressiva é correta e

39 positiva, já surte efeito no curto prazo. Mas

40 deve ser pedida para todas as categorias,

41 inclusive para os militares", aponta Medeiros.

42 A proposta de reforma para os militares -

43 apresentada à parte pelo Governo - unifica a

44 contribuição de todos os beneficiários do

45 sistema e passa a ser de 10,5% sobre o valor

46 integral do rendimento bruto a partir de

47 2022. Cabos e soldados estarão isentos dessa

48 contribuição durante o serviço militar

49 obrigatório. Hoje ativos e inativos contribuem

50 com 7,5% sobre o rendimento bruto.


51 Mas afinal, as mudanças vão pesar mais

52 para algum grupo?

53 Ainda que individualmente a reforma

54 piore a situação de todos os trabalhadores

55 brasileiros com regras mais rígidas, Tafner

56 defende que quando olhamos o coletivo, a

57 mudança será positiva para a sociedade como

58 um todo. "A partir do momento em que o

59 Governo consiga controlar as contas públicas,

60 o Estado terá maior capacidade de investir

61 recursos em educação e saúde, duas áreas

62 que, quando sofrem cortes, atingem muito

63 mais os mais pobres", afirma.

64 Para o economista, não há dúvida de

65 que na equação das novas regras

66 da aposentadoria serão os segmentos mais ricos

67 os mais punidos. "Pegue o exemplo de um

68 funcionário público, hoje ele se aposenta com

69 53, 54 anos. Com a reforma, para chegar ao

70 salário integral do benefício, ele terá que

71 trabalhar até os 65 anos, 10 anos mais. Já a

72 alíquota dele pode chegar a 18%, enquanto o

73 trabalhador urbano mais pobre será de

74 7,5%", diz.

75 Outro aspecto que pune os mais ricos,

76 segundo o economista, é que, com a reforma,

77 todos os servidores, inclusive deputados,

78 senadores ou juízes, vão ganhar no máximo

79 5.800 reais de aposentadoria.

80 "Proporcionalmente, o custo individual é

81 muito maior dessas pessoas e nesse sentido a

82 reforma é justa. Todo mundo está sendo

83 punido, mas os mais ricos mais. Não é a toa

84 que os servidores estão contra", explica

85 Tafner.

86 A visão de Denise Gentil é

87 completamente oposta. Para a economista, a

88 reforma é desalentadora e não combate

89 privilégios. "Se quisesse combater, não usaria

90 a Previdência como estratégia, e sim a

91 reforma tributária. O que o projeto quer é

92 desconstitucionalizar toda a proteção social.

93 Sem segurança jurídica, as pessoas irão

94 trabalhar sem perspectiva de se aposentar",

95 afirma Gentil. Na avaliação da professora da

96 UFRJ, as mulheres, professoras, os

97 trabalhadores rurais e os

98 beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC)

99 serão os maiores prejudicados. "Pensando em

100 cortes, a estratégia é de eliminação. Eliminar

101 as pessoas de alcançar a sobrevivência na

102 velhice".

103 Na avaliação de Medeiros, dizer que

104 quem pagará mais o ônus das mudanças na

105 aposentadoria serão os pobres é equivocado.

106 "Muita gente vai pagar. O que precisamos

107 fazer é uma reforma que alie

108 responsabilidade fiscal com responsabilidade

109 social. Esse projeto foi desenhado de tal

1110 maneira em que todo mundo sai perdendo,

111 mas o ideal é fazer mudanças para que os

112 pobres percam menos", diz.

113 Para o pesquisador, a distribuição das

114 aposentadorias é hoje extremamente

115 concentrada, e é ainda maior que a

116 desigualdade do mercado de trabalho. "Isso

117 traz uma mensagem importante. Se você

118 economizar no topo, você economiza a maior

119 parte dos recursos. Se você não fizer

120 concessões para as categorias que estão no

121 topo, você consegue economizar muito mais

122 que apertando as pessoas da parte de baixo",

123 explica Medeiros.

124 Apesar de avaliar que a reforma traz

125 uma série de medidas positivas, o

126 pesquisador afirma que o Governo continua

127 lançando medidas que protegem professores,

128 militares, policiais, mas não está interessado

129 em propor medidas para ajudar os mais

130 pobres. "A reforma mira a economia fiscal,

131 mas não se preocupa em melhorar a

132 aposentadoria de ninguém. Ela só tira. É

133 compreensível dado o rombo nas contas, mas

134 para os mais pobres é necessário criar

135 mecanismos de proteção um pouco

136 melhores", conclui.

Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/05/13/politica/15 57776028_131882.html Acesso em 11/07/2019. Texto adaptado

Leia atentamente o fragmento a seguir:


“... o EL PAÍS escutou três economistas: Paulo Tafner, um dos maiores especialistas em Previdência no país, o pesquisador Marcelo Medeiros, vinculado à Universidade de Princeton nos Estados Unidos, e Denise Lobato Gentil, professora do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)”. (linhas 12-20)


No que concerne ao emprego das vírgulas, é correto afirmar que se justificam por separar

Alternativas
Q2700929 Português

Leia o texto para responder as questões.


As 10 mulheres mais influentes entre as bilionárias dos EUA

Elana Lyn Gross


As mulheres da Forbes 400 estão mais ricas do que nunca. Neste ano, elas somam patrimônio líquido combinado de US$ 429,7 bilhões, muito mais do que os US$ 330 bilhões de 2018. Grande parte da fortuna é advinda de divórcios e mortes. Há 56 mulheres no ranking, incluindo duas que aparecem ao lado de seus maridos, uma a menos do que no ano passado. Todas possuem pelo menos US$ 2,1 bilhões, o mínimo para fazer parte da lista deste ano.

Das mulheres Forbes 400 de 2019, 11 são designadas pela Forbes como self-made, tendo trabalhado para construir suas fortunas por conta própria ou com um cônjuge. Destas, Diane Hendricks é a mais rica. Ela e mais sete, incluindo a cofundadora da Gap, Doris Fisher, e a cofundadora da The Wonderful Company, Lynda Resnick, começaram e ampliaram negócios com seus maridos. As três que criaram suas fortunas sem um cônjuge como parceiro de negócios incluem Oprah Winfrey; Judy Faulkner, fundadora da Epic Systems; e Meg Whitman, que ajudou a erguer o eBay como CEO em seu início. [...]

Disponível em https://forbes.uol.com.br/listas/2019/10/as-10-mulheres-mais

influentes- entre-as-bilionarias-dos-eua/

Analise: “Neste ano, elas somam patrimônio líquido combinado de US$ 429,7 bilhões” e assinale a alternativa que explica o uso da primeira vírgula.

Alternativas
Q2700766 Português

Terça-feira, 6 de agosto, marca o primeiro dia de aulas do segundo semestre letivo na Universidade Regional de Blumenau. [...] Nesta primeira semana, as matrículas continuam abertas para cursos que possuem vagas. Além disso, qualquer pessoa pode solicitar uma disciplina, mesmo sem ser aluno já matriculado. [...]

Com o FURB Plus (www.furb.br/plus), os interessados podem escolher quatro disciplinas de qualquer curso por até quatro semestres, sendo estudante da FURB ou não. Candidatos não participantes de nenhum dos processos de seleção anteriores são matriculados através da análise do histórico escolar do ensino médio, caso queiram ingressar como estudantes de um curso específico.[...]


Disponível em: http://www.furb.br/web/1704/noticias/aulas-recomecam-na-furb-com-mais-oportunidade-de-bolsas/7811. Acesso em 05/ago/2019.[adaptado]

No período “Nesta primeira semana, as matrículas continuam abertas para cursos que possuem vagas.”, a vírgula está corretamente empregada para:

Alternativas
Q2699659 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Desumanizado mundo novo


  1. Vivemos em um mundo repleto de ironias, de contradições, de paradoxos, em um mundo
  2. confuso e confusamente percebido, como escreveu Milton Santos. Vemos, de um lado, a
  3. tecnologia se desenvolver em uma velocidade cada vez maior, enquanto nós parecemos ir no
  4. sentido contrário, em um processo contínuo e acelerado de desumanização. É óbvio que o
  5. desenvolvimento tecnológico em si não é o causador do problema, mas o progresso humano
  6. está paulatinamente mais distante do progresso da máquina e das grandes cidades. É como se,
  7. para que um exista, o outro tenha que ceder espaço de si mesmo, adaptar-se, abnegar-se,
  8. transformar-se no que não é.
  9. Por mais que o desenvolvimento da ciência e da tecnologia seja importante e traga
  10. benefícios para a vida individual e coletiva, é preciso considerar que um mundo de coisas não é
  11. um mundo de pessoas. Todo “progresso” conseguido através da tecnologia deve servir como
  12. instrumento para que haja uma melhora na condição humana. Desse modo, caso não seja
  13. percebido um progresso similar entre o mundo das máquinas e o mundo dos homens, é
  14. necessário repensar e reorganizar as bases em que tal “desenvolvimento” tem ocorrido.
  15. Se analisarmos os altos índices (com projeções ainda maiores) de doenças psicológicas,
  16. perceberemos que as áreas com maior incidência são as grandes cidades, onde a modernidade,
  17. com todo o seu “progresso” material, consegue se “desenvolver” com maior êxito. Além disso,
  18. os jovens são o grupo mais afetado, o que não significa que outras pessoas não possam sofrer
  19. com os mesmos problemas. Esses dados separados podem não ter muito nexo. Contudo, se
  20. analisados juntos, fazem todo o sentido, já que há uma pressão muito maior sobre as atuais
  21. gerações para que elas consigam se afirmar e obter sucesso dentro dos parâmetros
  22. estabelecidos pela sociedade, pautada, evidentemente, pelo consumismo e espetacularização
  23. de bens que afirmam a magnificência do mundo líquido moderno.
  24. Com isso, na medida em que o “sucesso” não é atingido, uma vez que nem todos possuem
  25. os “pré-requisitos” necessários para adentrar no oásis de prazer da sociedade de consumo, nem
  26. os “talentos” necessários para agradar à plateia do espetáculo permanente, que é a nossa
  27. sociedade, passa-se a ter sujeitos frustrados, insatisfeitos e desindividualizados, que ao mesmo
  28. tempo em que não conseguem se encaixar no mundo, não conseguem reconhecer a si próprios.
  29. Em outras palavras, não há espaço para todos brilharem e/ou nem todos querem, de fato,
  30. “brilhar”. Logo, muitos acabam ficando no meio do caminho, entre ser um sujeito individual,
  31. mas desencaixado; ou ser um sujeito despersonalizado, porém ajustado. O preço cobrado por
  32. sair __ um lugar, mas não chegar __ outro, é ficar perdido da sociedade e, sobretudo, de si
  33. mesmo.
  34. Apesar desses casos serem, aparentemente, mais graves, não se deve entender que
  35. renunciar à própria individualidade em favor do cumprimento de protocolos sociais seja algo
  36. saudável ou normal. Pelo contrário, é no enquadramento, na subserviência às regras de uma
  37. sociedade que se apresenta em um temível estado patológico que reside o âmago do problema,
  38. pois é por meio da conversão de novas ovelhas que a “igreja” expande o seu rebanho e,
  39. consequentemente, o seu poder.
  40. É urgente repensar o nosso mundo e declarar a ironia de uma sociedade que transverte o
  41. fracasso em uma roupa de sucesso e que, ao criar a ilusão de uma sociedade de indivíduos,
  42. criou uma sociedade de massa, uniforme e prisioneira em um reino de ignorância, indiferença,
  43. egoísmo e apatia, em que todos, em alguma medida, vivem de forma mecânica, anônima,
  44. invisível e solitária, distantes de si, distantes do mundo, chorando as lágrimas escassas de
  45. quem não acredita mais no choro. Estamos todos doentes e precisamos nos curar. Entretanto, a
  46. cura não está na sanidade de um mundo aparentemente são, mas completamente adoecido, e
  47. sim na lou(cura) de ser a si mesmo e permitir que os outros também sejam, pois qualquer
  48. caminho que tomemos deve ter como destino o nosso ser.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/desumanizado-mundo-novo/. Acesso em 14 mar. 2019.

Qual das seguintes propostas de pontuação no lugar dos parênteses localizados na linha 15 do texto mantém a coerência da mensagem, sem, portanto, truncá-la ou distorcê-la?

Alternativas
Q2698979 Português

Leia o texto abaixo e responda às questões de 13 a 15


TEXTO 7


Precisamos falar sobre o direito à cidade

por Mariana de Freitas e Souza para o Portal Geledés - 22/04/2019


1 Sob a ótica constitucional, o conceito de direito à cidade está relacionado a construção de direitos relativos à moradia

2 e ao meio ambiente sustentável, assim, discutir esse tema é de fundamental importância para a classe trabalhadora e deve ser

3 responsabilidade de todos os lados: gestores, urbanistas, sujeitos jurídicos, incorporadores, mercado, sociedade.

4 O acesso à moradia, mesmo sendo um direito reconhecido no ordenamento jurídico não é uma realidade para todos.

5 Segundo pesquisa da Fundação João Pinheiro, o Brasil possui mais de 6,9 milhões de famílias sem habitação e nesse cenário há

6 cerca de 6,05 milhões de imóveis desocupados. Essa situação evidencia que o poder público muitas vezes está alheio às

7 dinâmicas sociais, a preocupação com os direitos humanos no discurso dos gestores, fica apenas nisso: no discurso. Quando

8 analisadas as desigualdades sob a perspectiva de gênero e raça, podemos notar vários desafios para a autonomia e o exercício

9 de direitos. De acordo com Censo de 2010, estima-se que 11,4 milhões de brasileiros vivam em favelas (aproximadamente 6%

10 da população) e esses moradores também são maioria pretos ou pardos (68%).

11 Os movimentos sociais se constituem como um importante espaço no processo de luta pela constituição desse direito.

12 A narrativa dada pela grande imprensa, como forma de acionar demandas repressivas, não é novidade. Ao contrário do que é

13 apresentado, tais movimentos são formados pela resistência de trabalhadores(as) que estão no espaço periférico e que

14 conhecem no dia a dia a ausência do Estado no que diz respeito à provisão de infraestrutura e serviços públicos básicos,

15 enquanto as áreas centrais ou nobres da cidade recebem investimentos privados como públicos, em um processo contínuo de

16 reprodução do capital. Como afirma Harvey:

17 O direito à cidade significa o direito de todos nós a criarmos cidades que satisfaçam as

18 necessidades humanas, as nossas necessidades (…) O direito à cidade não é simplesmente o

19 direito ao que já existe na cidade, mas o direito de transformar a cidade em algo radicalmente

20 diferente, quando eu olho para a história, vejo que as cidades foram regidas pelo capital, mais

21 que pelas pessoas. Assim, nessa luta pelo direito à cidade haverá também uma luta contra o

22 capital. (HARVEY, 2011, p. 1).

23 Neste processo de produção espacial, evidencia-se a associação entre o capital imobiliário e o Estado com o intuito de

24 viabilizar interesses privados e não por iniciativa voltada à melhoria dos serviços públicos e infraestrutura urbana para a

25 população, o que gera variadas consequências sociais e tende a se acentuar no governo vigente.

26 Por fim, nos cabe buscar apreender as características da nossa formação sócio-histórica sob o modo de produção

27 capitalista que materializa hierarquizações bem como nesse contexto entender a atuação dos movimentos sociais, enquanto

28 espaço de resistência política no que se refere à luta pela garantia de direitos e exercício da cidadania em termos de políticas

29 públicas, pela efetivação da mobilidade urbana, à proteção ambiental e demais usos de utilidade pública e interesse social do

30 espaço, afinal “o direito à cidade não é um presente”. (HARVEY, 2013, p. 43).

Assinale a alternativa que melhor representa a adequação à norma culta dos trechos do texto 7, com relação à pontuação e à concordância verbal:

Alternativas
Q2695739 Português

Leia com atenção o texto e responda o que se pede no comando das questões.

O ninho não mais vazio

Há dias, escrevi sobre uma amiga cujos filhos tinham acabado de sair de casa e que estava experimentando o que os psicólogos chamam de “síndrome do ninho vazio”. Aproveitei para contar que eu próprio entre o Natal e o Réveillon, vivera algo parecido, só que ao pé da letra. Uma rolinha — Lola, a rola — fizeram seu ninho no meu terraço e passara uma semana sentada sobre um ovo, do qual saiu Lolita, a Rolita. E, antes que eu tivesse o prazer de ver mãe e filha em ação, voando para lá e para cá, foram embora sem se despedir. Ali entendi a síndrome do ninho vazio.

Outro amigo, cujo conhecimento sobre os pássaros aprendi a admirar, me garantiu que Lola, a Rola não podia estar muito longe. "Ela gostou daqui”, ele disse. "Vai voltar para fazer outro ninho”. E, para que eu não me jactasse de minhas virtudes como anfitrião, explicou-me que isso é instintivo nos pássaros. Se se sentem seguros em algum lugar, elegem-no para se aninhar. Com isso, retomei meu posto de observação — e não é que meu amigo tinha razão?

Lola, a Rola reapareceu e logo começou os trabalhos. Reconheci-a pelo estilo de gravetos que recolhe — secos, fininhos e compridos. Em poucos dias o novo ninho ficou pronto, não muito distante do ninho original, este já em escombros. Só que, agora, com uma importante colaboração: a de seu marido Rollo, o Rola, talvez como mestre de obras. O fato é que, ao contrário da primeira vez, tive várias oportunidades de ver o casal empenhado na construção.

E assim, com duas semanas de intervalo, eis-me avô de mais um ovo. Que, pela lei das probabilidades, deverá produzir um macho. E, sendo filho de Lola, a Rola e Rollo, o Rola, só poderá se chamar — claro — Rolezinho.

Não vou dizer o nome de meu amigo amador de ornitologia. Só as iniciais: Janio de Freitas.

(CASTRO, Ruy. A arte de querer bem. 1, ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p. 21/ 22)

"Ela gostou daqui", ele disse. "Vai voltar para fazer outro ninho.''. As aspas foram empregadas para:

Alternativas
Q2695688 Português

A SEREIA DOS PENSADORES


O fascínio pelo poder é uma armadilha para os intelectuais.


Platão, na República, imaginou como seria um Estado governado exclusivamente pelos sábios: somente os iluminados pela Razão poderiam adentrar os círculos do poder, e o resto da sociedade deveria obedecer à aristocracia intelectual. Nessa obra exuberante, a utopia da intelligentsia conduz o gênero humano à prosperidade eterna: o mundo real, no entanto, foi menos gentil com o platonismo.

No século V a.C., Dionísio I, governante de Siracusa, convidou o filósofo ateniense a tornar-se seu conselheiro Déspota refinado, Dionísio apreciava cercar-se de poetas e pensadores (não foi o primeiro nem o último tirano a cultivar mascotes eruditas). Platão, contudo, insistiu em aplicar suas ideias ao governo da cidade-Estado. Segundo o historiador Diogénes Laércio, Dionísio acabou se irritando com suas censuras e ordenou que Platão fosse vendido como escravo. O grande pensador foi parar em um mercado na Ilha de Egina, é entre prisioneiros de guerra. Por sorte, um benfeitor o reconheceu, comprou-o e o mandou de volta a Atenas. Diógenes Laércio calcula que o preço da transação tenha sido uns 200 dracmas.

Embora Platão tivesse inclinações autoritárias (como bem demonstra a leitura da República), sua aproximação ao poder não se deu por ambição pessoal, mas por uma espécie de pudor. Em uma carta, assim justificou seu envolvimento com o governo de Siracusa: “Eu o fiz, principalmente, por um sentimento de vergonha em relação a mim mesmo; não queria que a humanidade me considerasse um homem somente dedicado às palavras e incapaz de agir.”.

Eu detestaria viver na República de Platão — lugar onde poetas e escultores seriam banidos, e onde a única música permitida seriam canções de ninar e marchinha militares. Mesmo assim, há algo de admirável na tentativa de aprimorar o mundo coma força das ideias.

Ao longo dos tempos, contudo, a relação dos grandes intelectuais com o poder político nem sempre obedeceu a motivos tão nobres. À vaidade ilustrada levou muitas mentes agudas a se associarem a regimes nefastos: a sensação de moldar a história em tempo real exerce efeito tóxico sobre mentes acostumadas à abstração.

Esse ópio não age apenas sob governos totalitários: mesmo em sociedades democráticas o fascínio pelo poder é uma armadilha que pode arrastar ou embotar os mais argutos intelectos.

Antípoda de Platão, Heráclito (540-470 a.c.) foi o protótipo do intelectual desengajado. Quando os habitantes de Corinto o convidaram a redigir as leis da cidade, respondeu: ''Prefiro brincar com crianças a ajudar esses perversos a governar a república''. Não proponho que Heráclito nos sirva de modelo, e espero que um dia os sábios governem o mundo. Mas quem traçará a linha precisa entre os sábios e os tolos? Antes a sereia do poder, é salutar que os seres ''dedicados ás palavras'' nem fujam nem se deslumbrem; que mantenham uma certa rabugice, uma certa desconfiança, um certo pudor, enfim. Pois, como diz o adágio, o poder corrompe - e a corrupção da sabedoria não é inatividade, mas a loucura.


(BOTELHO, José Francisco. Revista Veja: 3 de julho de 2019. p. 95)

“Déspota refinado, Dionísio apreciava cercar-se de poetas e pensadores (...)", o uso da vírgula justifica-se:

Alternativas
Q2695047 Português

O jabuti


O funileiro desce a rua; não vai malsatisfeito porque sempre faz algum dinheiro em nossa esquina. Não se queixa da profissão, mas diz que é dura. Há os dias de chuva, por exemplo. Sim, existe um sindicato, mas ele não acredita que valha de nada. Enfim... Depois de arrumar suas ferramentas e suas folhas de zinco e alumínio ele se despediu com indiferença.

Em seu lugar, como em um ballet, aparecem três moças de short. Uma delas traz uma bola branca e as três ficam a jogá-la com as mãos, na esquina. Uma tem o corpo mais bem traçado que as outras; é mais linda quando ergue os braços para deter a bola, com um gesto ao mesmo tempo ágil e indolente. Depois elas somem, caminho da praia, e aparecem dois velhos, de guitarra e bandolim. O cego da guitarra já o conheço; não aparecia há algum tempo, e costumava passar acompanhado de uma velha. Ele tocava e os dois cantavam, com vozes finas, horríveis e tristes, os últimos sambas; a mulher vendia o jornal de modinhas e recolhia as moedas jogadas do alto dos apartamentos. Na voz daquele casal triste todos os sambas pareciam iguais, e nenhum parecia samba. Eram mais pungentes e ridículos quando tentavam cantar marchinhas alegres de carnaval. Terá morrido a velha portuguesa?

Os dois atravessam a rua vazia com um ar tão hesitante como se ambos fossem cegos. Param já longe de minha janela, e daqui ouço a mistura confusa e triste de suas vozes e instrumentos.

Um menino vem avisar que o nosso jabuti está fugindo: apanhou-o já na calçada, virado para cima; certamente perdeu o equilíbrio ao passar da soleira do portão para a calçada.

Esse filhote de jabuti tem um quintal para seu domínio, e uma casa inteira onde pode passear. Mas segue o exemplo de um outro jabuti que um vizinho deixou aqui nos meses do verão. Vem exatamente no mesmo rumo, atravessando a cozinha, a sala de jantar e o escritório até a varanda. Quando encontra uma porta fechada fica esperando. Desce penosamente os degraus, avança colado ao muro. Às vezes cai no caminho e fica de patas para cima, impotente: às vezes chega até a rua. Sempre que tem de se lançar de um degrau a outro se detém um pouco; mas sempre arrisca.

Aonde levará essa trilha secreta dos jabutis, essa linha misteriosa do destino que eles parecem obrigados a seguir com obstinação e sacrifício? Se eu os deixasse seguir, seriam levados para alguma outra casa, esmagados por algum carro ou comidos por algum bicho quando caíssem de barriga para o ar. Neste mundo de cimento e asfalto não há maiores esperanças para eles. Entretanto, o pequeno jabuti insiste sempre em sua aventura, com o passo penoso e lerdo. Há alguma fonte secreta, algum reino fabuloso, alguma coisa que o chama de longe; e lá vai ele carregando seu casco humilde, lentamente, para atender a esse apelo secreto...


(BRAGA, Rubem. 200 Crônicas Escolhidas. Círculo do Livro S.A.)

No trecho “Aonde levará essa trilha secreta dos jabutis, essa linha misteriosa do destino que eles parecem obrigados a seguir com obstinação e sacrifício?” (6º§), o ponto de interrogação tem como finalidade:

Alternativas
Q2695019 Português

Por um pé de feijão


Nunca mais haverá no mundo um ano tão bom. Pode até haver anos melhores, mas jamais será a mesma coisa. Parecia que a terra (a nossa terra, feinha, cheia de altos e baixos, esconsos, areia, pedregulho e massapê) estava explodindo em beleza. E nós todos acordávamos cantando, muito antes do sol raiar, passávamos o dia trabalhando e cantando e logo depois do pôr do sol desmaiávamos em qualquer canto e adormecíamos, contentes da vida.

Até me esqueci da escola, a coisa que mais gostava. Todos se esqueceram de tudo. Agora dava gosto trabalhar.

Os pés de milho cresciam desembestados, lançavam pendões e espigas imensas. Os pés de feijão explodiam as vagens do nosso sustento, num abrir e fechar de olhos. Toda a plantação parecia nos compreender, parecia compartilhar de um destino comum, uma festa comum, feito gente. O mundo era verde. Que mais podíamos desejar?

E assim foi até a hora de arrancar o feijão e empilhá-lo numa seva tão grande que nós, os meninos, pensávamos que ia tocar nas nuvens. Nossos braços seriam bastantes para bater todo aquele feijão? Papai disse que só íamos ter trabalho daí a uma semana e aí é que ia ser o grande pagode. Era quando a gente ia bater o feijão e iria medi-lo, para saber o resultado exato de toda aquela bonança. Não faltou quem fizesse suas apostas: uns diziam que ia dar trinta sacos, outros achavam que era cinquenta, outros falavam em oitenta.

No dia seguinte voltei para a escola. Pelo caminho também fazia os meus cálculos. Para mim, todos estavam enganados. Ia ser cem sacos. Daí para mais. Era só o que eu pensava, enquanto explicava à professora por que havia faltado tanto tempo. Ela disse que assim eu ia perder o ano e eu lhe disse que foi assim que ganhei um ano. E quando deu meio dia e a professora disse que podíamos ir, saí correndo. Corri até ficar com as tripas saindo pela boca, a língua parecendo que ia se arrastar pelo chão. Para quem vem da rua, há uma ladeira muito comprida e só no fim começa a cerca que separa o nosso pasto da estrada. E foi logo ali, bem no comecinho da cerca, que eu vi a maior desgraça do mundo: o feijão havia desaparecido. Em seu lugar, o que havia era uma nuvem negra, subindo do chão para o céu... Dentro da fumaça, uma língua de fogo devorava todo o nosso feijão.

Durante uma eternidade, só se falou nisso: que Deus põe e o diabo dispõe.

Fui o primeiro a ter coragem de ir até lá. Como a gente podia ver lá de cima, da porta da casa, não havia sobrado nada. Um vento leve soprava as cinzas e era tudo. Quando voltei, papai estava falando.

– Ainda temos um feijãozinho-de-corda no quintal das bananeiras, não temos? Ainda temos o quintal das bananeiras, não temos? Ainda temos o milho para quebrar,

despalhar, bater e encher o paiol, não temos? Como se diz, Deus tira os anéis, mas deixa os dedos.

E disse mais:

– Agora não se pensa mais nisso, não se fala mais nisso. Acabou. Então eu pensei: o velho está certo.

Eu já sabia que quando as chuvas voltassem, lá estaria ele, plantando um novo pé de feijão.


(Antônio Torres. Os cem melhores contos brasileiros do século. Adaptado.)

Em “Não faltou quem fizesse suas apostas: uns diziam que ia dar trinta sacos, outros achavam que era cinquenta, outros falavam em oitenta.” (4º§), os dois-pontos têm como finalidade:

Alternativas
Q2694676 Português

AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO


TEXTO


1 Não existe um único espaço por excelência para a política educacional. Ela se processa onde há pessoas imbuídas

2 da intenção de aos poucos conduzir a criança a ser o modelo social de adolescente e, posteriormente, de jovem e adulto

3 idealizado pelo grupo social em que está situado.

4 A intenção de uma política educacional pode ser clara e visível, ou então obscura e camuflada. Conhecendo a

5 intenção de uma política educacional, poderá ser compreendido outro aspecto que a envolve – o poder. Esse aspecto da

6 elaboração da política educacional permite associá-la, para uma melhor interpretação, a duas antiquíssimas e também muito

7 atuais vertentes da práxis política.

8 Pelo fato de a política educacional ser estabelecida por meio do poder de definição do processo pedagógico, em

9 função de um grupo, de uma comunidade ou de setores dessa comunidade, ela tanto pode ser resultado de um amplo

10 processo participativo, em que todos os membros envolvidos com a tarefa pedagógica (professores (as), alunos (as) e seus

11 pais) debatem e opinem sobre como ela é, como deverá ser e a que fim deverá atender, como também pode ser imposição

12 de um pequeno grupo que exerce o poder sobre a grande maioria coletiva.

13 Atualmente, existem duas versões de política educacional correspondentes às práxis políticas aristotélicas e

14 platônicas. Na linha platônica, há a política educacional tecnocrática, e, na vertente aristotélica, há a política educacional

15 municipalizante.

16 Na vertente platônica, aqueles que elaboram a política educacionalsão representantes do Estado – um pequeno grupo

17 de pessoas que também desenvolve a atividade normativa sobre o sistema de ensino público, sem, contudo, ser responsável

18 pelo fornecimento do ensino.

19 Essa elite é conhecida como representante da tecnocracia. Na esfera educacional, a tecnocracia tem um perfil

20 antidemocrático, já que continuamente reserva para si o monopólio das virtudes necessárias para a direção da educação.

21 O planejamento, um instrumento para a concretização da política educacional, quando é tecnocrático, obedece a

22 uma orientação platônica, ou seja, não é flexível e não sofre mudanças de acordo com a dinâmica da realidade.

23 A legislação educacional é outro instrumento técnico da política educacional, que garante a homogeneização

24 ideológica na educação e a centralização administrativa.

25 Uma alternativa à política educacional tecnocrática de inspiração platônica é a política municipalizante. Ela implica

26 um poder maior em favor doslocais onde se estabelece a autonomia do complexo escolar, o que comumente é compreendido

27 como municipalização do ensino.

28 A política educacional municipalizante assegura recursos públicos desvinculados de posições político-partidárias e

29 pressupõe participação, controle e comprometimento por parte da comunidade com o motivo educacional.

30 Essa descentralização não requer a existência da dispendiosa burocracia. Há bastante flexibilidade nos currículos

31 escolares, permitindo que ocorram mudanças quando e onde elas se fizerem necessárias. A gestão de cada unidade escolar

32 é bastante democrática, pois os (as) diretores (as) de cada escola pertencem à comunidade em que ela está localizada, o que

33 faz da figura do administrador escolar uma espécie de ponte entre a instituição e o contexto em que ela está inserida.

34 Assim, a política educacional tem muito a ver com o contexto e a organização política de cada sociedade, e o seu

35 perfil depende em grande parte desse aspecto da sociedade em que ela existe.

36 Se a cultura de um povo é democrática e ele atua nas decisões políticas, é provável que sua política educacional

37 acate as sugestões e os anseios da população, mas em contextos autoritários, nos quais o povo é subjugado por uma cultura

38 extremamente dominadora, é comum predominar uma política educacional de cunho platônico.



Por Eliane da Costa Bruini - Colaboradora Brasil Escola Graduada em Pedagogia

Pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo – UNISAL

FONTE: https://educador.brasilescola.uol.com.br/politica-educacional/o-que-politica-educacional.htm


O uso do travessão (L.16) tem como objetivo

Alternativas
Q2694620 Português

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 10.


Felicidade

Felicidade é pássaro irrequieto concebido para a liberdade. Mal pousa em nosso espírito, já bate as asas. Contra todas as evidências, no entanto, vivemos na ilusão de um dia aprisioná-lo.

Na infância, a felicidade faz visitas mais demoradas. É a única fase em que conseguimos acordar, passar o dia inteiro e ir para a cama felizes, por dias consecutivos. A primeira da qual tenho lembrança aconteceu aos 7 anos. Nasci num bairro cinzento em que o apito das fábricas marcava a rotina das famílias. Para avistar uma árvore, era preciso andar até o largo na frente da Igreja de Santo Antônio, a vários quarteirões de distância. Naquelas férias de janeiro, meus tios me levaram com meu irmão para uma fazenda a muitas horas de São Paulo, na companhia de seis primos com idades próximas às nossas. Pela primeira vez montei num cavalo, nadei em riacho, senti nos ombros o impacto de uma cachoeira, chupei manga trepado na árvore e joguei bola num gramado.

Como as memórias carregadas de emoção ficam impregnadas nas profundezas da consciência, tendemos a esquecer experiências que trouxeram prazer, para dar prioridade às que nos fizeram sofrer. Lembro de detalhes do dia da morte de minha mãe, com mais nitidez do que da viagem a trabalho que fiz ao Acre, três semanas atrás.

Na vida adulta, a felicidade costuma nos visitar em situações que veem ao encontro de expectativas íntimas. A duração da visita dependerá da intensidade do desejo, do esforço para atingir aquele objetivo, do valor dado a ele e da ansiedade com que aguardávamos o desfecho. Nos adultos, a felicidade chega em ondas de cristas à meia altura, contidas pelo entulho das contradições mesquinhas do cotidiano. Explosões que levam às fronteiras com a loucura, só conhecem os que vivem uma paixão amorosa ou situações excepcionais como a do nascimento de um filho, de uma neta ou a do jogador que faz o gol da vitória na final do campeonato.

A maturidade, no entanto, não me fez desistir de correr atrás da felicidade suprema, embora saiba que ela será episódica e fugaz, fatalmente turvada por pensamentos invasores e pela maldita insatisfação humana, até acabar confinada ao quarto de despejo do subconsciente.

(Drauzio Varella. https://drauziovarella.uol.com.br. Adaptado)

Após o acréscimo da vírgula, a passagem do texto que fica pontuada corretamente, conforme a norma-padrão da língua, é:

Alternativas
Q2694322 Português

AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO


TEXTO


O termo affluenza - uma contração de afluência e influenza, definida como uma “condição dolorosa e contagiosa

2 de sobrecarga, dívida, ansiedade e desperdício, resultante da busca incessante por mais” – costuma ser considerado

3 meramente uma palavra da moda, criada para expressar nosso desdém pelo consumismo. Apesar de usado em tom de

4 brincadeira, o termo pode conter mais verdades que muitos de nós gostaríamos de acreditar.

5 A palavra foi até mesmo usada na defesa de um motorista embriagado no Texas, no ano passado. O réu, um

6 garoto de 16 anos, afirmava que a riqueza de sua família deveria eximi-lo da morte de quatro pessoas. O rapaz foi condenado

7 a dez anos de liberdade vigiada e terapia (paga por sua família), enfurecendo muitos por causa de uma suposta leniência da

8 lei.

9 O psicólogo G. Dick Miller, um dos especialistas que testemunharam no julgamento, argumentou que o jovem

10 sofria de affluenza, o que pode tê-lo impedido de compreender as consequências de seus atos.

11 “Me arrependi de usar o termo”, disse Miller, mais tarde, à CNN. “Todo mundo parece ter se concentrado nisso.”

12 A affluenza pode ser real ou imaginária, mas o dinheiro de fato muda tudo – e aqueles de classes sociais mais

13 altas tendem a se enxergar de maneira diferente. A riqueza (a busca dela) já foi ligada a comportamentos imorais – e não

14 só em filmes como O Lobo de Wall Street.

15 Psicólogos que estudam o impacto da riqueza e da desigualdade no comportamento humano descobriram que o

16 dinheiro tem uma influência poderosa em nossos pensamentos e ações, muitas vezes sem que percebamos e

17 independentemente das nossas circunstâncias econômicas. Apesar de riqueza ser um conceito subjetivo, a maioria das

18 pesquisas atuais mede a riqueza em escalas de renda, status do emprego ou circunstâncias socioeconômicas, como nível

19 educacional e riqueza passada de geração para geração.

20 Vários estudos apontam que a riqueza pode não combinar com a empatia e a compaixão. Uma pesquisa publicada

21 na revista Psychological Science indicou que pessoas de menor renda conseguem ler melhor as expressões faciais dos outros

22 - um indicador importante de empatia – do que as mais ricas.

23 “Muito do que vemos é uma orientação básica das classes mais baixas a serem mais empáticas que as classes

24 mais altas”, disse à Time Michael Kraus, co-autor do estudo. “Os indivíduos que possuem renda mais baixa têm de

25 responder cronicamente a inúmeras vulnerabilidades e ameaças sociais. Você precisa confiar nos outros para que eles te

26 digam se existe uma ameaça social ou uma oportunidade, e isso faz de você uma pessoa mais apta a perceber emoções.”

27 Apesar de a falta de recursos levar a uma maior inteligência emocional, ter mais recursos pode levar a maus

28 comportamentos. Pesquisadores da Universidade de Berkeley apontaram que até mesmo dinheiro de mentira pode levar as

29 pessoas a agir com menos consideração em relação aos outros. Os pesquisadores observaram que, quando dois estudantes

30 jogam Banco Imobiliário e um deles recebe muito mais dinheiro que o outro, o jogador mais rico demonstra certo

31 desconforto inicial, mas depois passa a agir agressivamente, ocupando mais espaço, movimentando suas peças

32 ruidosamente e provocando o jogador com menos dinheiro.

33 Não é surpresa neste mundo descobrir que a riqueza pode causar uma sensação de “direitos morais adquiridos”

34 Um estudo feito por pesquisadores de Harvard e da Universidade de Utah constatou que só de pensar em dinheiro,

35 algumas pessoas adotam comportamentos antiéticos. Depois de serem expostos a palavras relacionadas a dinheiro, os

36 participantes se mostraram mais propensos a mentir e a se comportar imoralmente.

37 “Mesmo se formos todos bem intencionados, e mesmo que acreditemos poder discernir entre o certo e o errado,

38 há fatores que influenciam nossas decisões além de nossa percepção”, disse Kristin Smith-Crowe, professora-associada de

39 administração da Universidade de Utah e uma das co-autoras do estudo, ao MarketWatch.

40 O dinheiro pode não causar vício ou abuso de substâncias, mas a riqueza já foi ligada a uma maior

41 susceptibilidade a problemas de vício. Vários estudos apontam que crianças ricas são mais vulneráveis a problemas de

42 abuso de substâncias, potencialmente por causa da pressão para ser bem-sucedidas e do isolamento dos pais. Estudos

43 também indicam que filhos de pais ricos não estão necessariamente livres de problemas de adequação – na verdade, há

44 pesquisas que mostram que, em várias medidas de inadequação, adolescentes de alto status socioeconômico têm índices

45 mais altos que colegas pobres. Os pesquisadores acreditam que essas crianças têm maiores chances de internalizar o

46 problema, o que pode estar relacionado a abuso de substâncias.

47 A busca da riqueza pode se tornar um comportamento compulsivo. Como explica a psicóloga Tian Dayton, a

48 necessidade compulsiva de obter dinheiro é muitas vezes considerada parte de uma classe de comportamentos conhecida

49 como vício processual, ou “vício comportamental”, que é diferente do abuso de substâncias:

50 [...]

51 Não há correlação direta entre renda e felicidade. Após um certo nível de renda, suficiente para atender

52 necessidades básicas, a riqueza não faz tanta diferença no bem-estar geral e na felicidade. Pelo contrário, ela pode até ser

53 prejudicial: pessoas extremamente ricas sofrem mais de depressão. Alguns dados sugerem que o dinheiro em si não causa

54 insatisfação – mas a busca incessante por riqueza e bens materiais pode levar à infelicidade. Valores materialistas já foram

55 ligados à baixa satisfação nos relacionamentos.


DISPONÍVEL EM: https://www.huffpostbrasil.com/2014/04/16/a-influencia-que-o-dinheiro-exerce-sobre-o-nossopensamento-e-co_a_21668240/

O uso dos dois-pontos (L.53) tem como objetivo

Alternativas
Q2694127 Português

Considerando-se o uso ou não das vírgulas, marcar C para as sentenças Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


( ) Quem pode me ajudar?

( ) Devido, às circunstâncias, vou para casa mais cedo.

( ) Vou levar, uma calça três meias duas camisas e um casaco.

Alternativas
Respostas
5601: D
5602: A
5603: B
5604: C
5605: D
5606: D
5607: D
5608: A
5609: C
5610: E
5611: D
5612: A
5613: C
5614: A
5615: A
5616: B
5617: A
5618: B
5619: A
5620: C