Questões de Concurso
Comentadas sobre pontuação em português
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Leia o trecho a seguir.
“Sempre paguei e de repente não quero mais.”
Assinale a alternativa em que o acréscimo de sinais de pontuação não altera a interpretação desse trecho.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Como a alfabetização sofreu na pandemia: 'criança que já deveria saber ler ainda não domina o abc'
Por Paula A. Idoeta
- Na turma da professora Ana Carolina Guimarães, há, hoje, desde crianças que já
- conseguem ler textos com facilidade até os alunos que, aos 8 ou 9 anos de idade, ainda ______
- criaram familiaridade com todas as letras do alfabeto. O cenário da volta às aulas preocupou a
- professora do 3° ano do ensino fundamental I na Escola Estadual São Bento, em Belo Horizonte
- (MG) – que por enquanto está funcionando em modelo híbrido, em que as crianças alternam
- entre uma semana na escola e uma semana no ensino remoto.
- A preocupação da professora se deve ao fato de que, em condições normais, na 3ª série,
- as crianças já costumam estar na fase final do aprendizado básico de leitura e escrita.
- Crianças vulneráveis de 5 a 10 anos de idade – as que cursam o final da educação infantil
- e todo o ensino fundamental I – foram um grupo particularmente sensível às dificuldades dos
- mais de 18 meses de ensino a distância na pandemia. É porque elas estão em uma fase ______
- de seu desenvolvimento escolar: a da alfabetização e da consolidação da leitura, da escrita e dos
- fundamentos matemáticos. Nessa idade, elas ..... pouca autonomia no ensino remoto, e,
- portanto o contato próximo delas com os professores fez muita falta.
- Em abril, uma pesquisa divulgada pela Unicef e a organização Cenpec Educação apontou
- que a faixa etária correspondente ao ensino fundamental I foi a mais afetada pela ________
- escolar durante a pandemia. "Isso engloba desde crianças que não estavam matriculadas nas
- escolas ou que, no último mês (antes da pesquisa), não tinham tido nenhum tipo de contato com
- sua escola, nem por ou por acesso às aulas online. E o vínculo com a escola é importantíssimo",
- explica Anna Helena Altenfelder, presidente do Cenpec.
- Além disso, o ensino fundamental I público vinha melhorando constantemente seus
- indicadores de ensino – e embora estivesse aquém do ideal, repetidamente superava as metas
- oficiais de desempenho na grande maioria dos estados brasileiros.
- Agora, a pandemia reverteu, pelo menos temporariamente, essa universalização, e corre
- o risco de trazer retrocessos conquistados ao longo de décadas, aponta o economista Marcelo
- Neri – diretor do FGV Social e especialista em mensuração de desigualdades – o qual identificou
- que a taxa de evasão escolar nas idades de 5 a 9 anos era de apenas 1,39% em 2019, mas
- subiu para 5,5% no final de 2020 – o maior aumento percentual entre todas as faixas etárias.
- "Era a faixa etária onde a gente havia tido grandes avanços não apenas na universalização, a
- partir dos anos 1990, mas também na aprendizagem", diz Neri à BBC News Brasil.
- O economista explica que, para além do fato de muitas crianças dessa idade estarem na
- delicada fase de alfabetização, elas também são desproporcionalmente mais afetadas pela
- desconectividade e pela pobreza no Brasil.
- Não à toa a evasão observada por Neri foi mais aguda nas regiões mais remotas e carentes
- do país (principalmente na região Norte), e entre a população negra, também
- desproporcionalmente afetada pela desigualdade social e de renda.
- Agora, uma preocupação de especialistas e educadores é que as lacunas na alfabetização
- durante a pandemia, caso não sejam enfrentadas, virem uma bola de neve que prejudique o
- desempenho das crianças nas etapas seguintes de ensino.
- "E para aprender a ler e escrever elas precisam de experiências pedagógicas intencionais
- e de interações (com adultos e entre si) que não aconteceram na quantidade necessária durante
- a pandemia".
- Mas isso não significa que essas crianças estejam "fadadas a arrastar esse fracasso" ao
- longo de sua vida, prossegue a educadora, sobretudo porque elas ainda ..... bastante tempo de
- anos escolares pela frente.
- "Um trabalho consistente certamente é capaz de resgatar essas competências de leitura
- e escrita. (...). É algo possível e que sabemos fazer no Brasil. Mas as escolas não farão isso
- sozinhas, os professores vão precisar de apoio".
(Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/19/10/21 – texto adaptado especialmente para esta prova).
Sobre o uso dos travessões nas linhas 09 e 10, pode-se dizer que:
TEXTO I
MAIS QUE ORWELL, HUXLEY PREVIU NOSSO TEMPO
Hélio Gurovitz
___Publicado em 1948, o livro 1984, de George Orwell, saltou para o topo da lista dos mais vendidos (...) A distopia de Orwel, mesmo situada no futuro, tinha um endereço certo em seu tempo: o stalinismo. (...) O mundo da “pós-verdade”, dos “fatos alternativos” e da anestesia intelectual nas redes sociais mais parece outra distopia, publicada em 1932: Admirável mundo novo, de Aldous Huxley.
___Não se trata de uma tese nova. Ela foi levantada pela primeira vez em 1985, num livreto do teórico da comunicação americano Neil Postman: Amusing ourselves to death (Nos divertindo até morrer), relembrado por seu filho Andrew em artigo recente no The Guardian. “Na visão de Huxley, não é necessário nenhum Grande Irmão para despojar a população de autonomia, maturidade ou história”, escreveu Postman. “Ela acabaria amando sua opressão, adorando as tecnologias que destroem sua capacidade de pensar.”
___Orwell temia aqueles que proibiriam os livros. Huxley temia que não haveria motivo para proibir um livro, pois não haveria ninguém que quisesse lê-los. Orwell temia aqueles que nos privariam de informação. Huxley, aqueles que nos dariam tanta que seríamos reduzidos à passividade e ao egoísmo. Orwell temia que a verdade fosse escondida de nós. Huxley, que fosse afogada num mar de irrelevância.
___No futuro pintado por Huxley, (...) não há mães, pais ou casamentos. O sexo é livre. A diversão está disponível na forma de jogos esportivos, cinema multissensorial e de uma droga que garante o bem-estar sem efeito colateral: o soma. Restaram na Terra dez áreas civilizadas e uns poucos territórios selvagens, onde grupos nativos ainda preservam costumes e tradições primitivos, como família ou religião. “O mundo agora é estável”, diz um líder civilizado. “As pessoas são felizes, têm o que desejam e nunca desejam o que não podem ter. Sentem-se bem, estão em segurança; nunca adoecem; não têm medo da morte; vivem na ditosa ignorância da paixão e da velhice; não se acham sobrecarregadas de pais e mães; não têm esposas, nem filhos, nem amantes por quem possam sofrer emoções violentas; são condicionadas de tal modo que praticamente não podem deixar de se portar como devem. E se, por acaso, alguma coisa andar mal, há o soma.
___Para chegar à estabilidade absoluta, foi necessário abrir mão da arte e da ciência. “A felicidade universal mantém as engrenagens em funcionamento regular; a verdade e a beleza são incapazes de fazê-lo”, diz o líder. “Cada vez que as massas tomavam o poder público, era a felicidade, mais que a verdade e a beleza, o que importava.” A verdade é considerada uma ameaça; a ciência e a arte, perigos públicos. Mas não é necessário esforço totalitário para controlá-las. Todos aceitam de bom grado, fazem “qualquer sacrifício em troca de uma vida sossegada” e de sua dose diária de soma. “Não foi muito bom para a verdade, sem dúvida. Mas foi excelente para a felicidade.”
___No universo de Orwell, a população é controlada pela dor. No de Huxley, pelo prazer. “Orwell temia que nossa ruína seria causada pelo que odiamos. Huxley, pelo que amamos”, escreve Postman. Só precisa haver censura, diz ele, se os tiranos acreditam que o público sabe a diferença entre discurso sério e entretenimento. (...) O alvo de Postman, em seu tempo, era a televisão, que ele julgava ter imposto uma cultura fragmentada e superficial, incapaz de manter com a verdade a relação reflexiva e racional da palavra impressa. O computador só engatinhava, e Postman mal poderia prever como celulares, tabletes e redes sociais se tornariam – bem mais que a TV - o soma contemporâneo. Mas suas palavras foram prescientes: “O que afligia a população em Admirável mundo novo não é que estivessem rindo em vez de pensar, mas que não sabiam do que estavam rindo, nem tinham parado de pensar”.
Adaptado, Revista Época nº 973 – 13 de fevereiro de
2017, p.67.
A vírgula utilizada na passagem “No de Huxley, pelo prazer.” (6º parágrafo) justifica-se por:
A intensa busca da perfeição
Nos enganaram. É isso mesmo. Nem tudo termina em beijo. Quase nada, na verdade. E por que que insistimos que sim? Talvez eu não devesse atribuir a dúvida a todos nós. Só a mim mesma já está de bom tamanho.
Faço parte da massa de pessoas viciadas em comédias românticas do tipo água-com-açúcar. Sabe que aqueles filmes podem fazer um mal e tanto? Tudo é sempre tão perfeito, tão maravilhoso! E, claro, no meio do filme há sempre uma crise entre o casal e, no último quarto, no final, tudo começa a se ajeitar. Tudo caminhando para o grande final. O beijo! A câmera fecha no casal se beijando na chuva ou na praia, ou entre as flores. Ou ainda todas as anteriores ao mesmo tempo.
O cara é sempre bonito, gostoso, simpático, sorridente, carinhoso, cheiroso, bom cozinheiro, bemvestido, inteligente - todas as variáveis existentes. A moça é sempre maravilhosa, determinada, inteligente, bem-humorada, bem-vestida, delicada, meiga, romântica - e todas as outras variáveis existentes. Então, só o que posso concluir é que, afinal, nos enganaram.
Nem todas somos maravilhosas, meigas, determinadas e tudo o mais ao mesmo tempo. E, acreditem, nem todos eles são lindos, gostosos e - ao mesmo tempo - inteligentes, simpáticos e tudo o mais... E aí, como é que fica a vida real? Como é que nos mostram tudo isso e, depois - como se fosse um belo prêmio de consolação - nos dão isso. Acho que acabo de descobrir por que os filmes românticos terminam quando o casal dá o beijo definitivo. É porque, a partir daí, começa a realidade. E eles não vão querer nos mostrar a realidade. Não vende.
Daí, por que esses filmes podem fazer um mal e tanto. Ficamos esperando a perfeição. E ela deve ser realmente como nos filmes. Não aceitamos qualquer amostra barata. E então, um tem mau hálito, outro uma barriguinha, outro usa meia de ursinho, outro é um pouco lerdo, outro usa aparelho, outro gosta do É o Tchan! E, se por acaso vocês saem – se é que se chega a tal ponto - nada de passeios ao luar, velas, beijos debaixo da chuva. No dia seguinte, nada de telefonemas, mensagens ou e-mails apaixonados, nem mesmo - muito menos - flores.
Então, quando parei para pensar nisso, depois de uma maratona de três desses retratos da perfeição, achei que talvez devêssemos nunca mais assistir a eles. Greve às comédias românticas! Mas, no fim, acho que isso não resolveria. Devemos, isso sim, deixar de ser tão covardes. Levantar do sofá, desligar a TV e dar a cara a tapa. É tão cômodo sentar e dizer "nada é bom o bastante para mim" e não correr o risco de se machucar. Nada mais perfeito do que um amor de verdade, com todas as suas falhas e imperfeições. Com todas as brigas, encontros e desencontros, mau hálito e meias de ursinho. Sabe por quê? Porque, no fim, descobrimos que somos perfeitos pelo simples fato de não o sermos.
Annita Veslasque. Publicado no jornal Estado de Minas 29.03.2005
Os travessões empregados em “E, se por acaso vocês saem – se é que se chega a tal ponto - nada de passeios ao luar, velas, beijos debaixo da chuva.” (5º parágrafo) encerram:
Marque a opção INCORRETA considerando o uso da vírgula.
Assinale a alternativa com pontuação e redação corretas.
Leia o texto.
Recuperamos a fala,
Mas as palavras de brasa,
as terríveis palavras perseguidas
pelas quais nos amarraram a boca,
hoje entram em todas as casas,
proferidas em cores,
pelos antigos mordaceiros da luz,
mas lavadas por dentro,
esvaziadas de tudo o que nelas
era poder de pássaro e de canção.
(Thiago de Mello)
Sobre o uso da vírgula, assinale a alternativa correta.
Julgue o item subsequente, considerando as ideias e as construções linguísticas do texto CG1A1-II.
A omissão da vírgula logo após “emocional”, no último
período do texto, preservaria sua correção gramatical.
Julgue o item subsequente, considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.
No trecho “A proposta consiste em ajustar todos os
parâmetros biológicos, metabólicos e hormonais aos mesmos
níveis encontrados em um indivíduo de aproximadamente
30 anos — fase em que todos nós atingimos o apogeu de
nossa performance e idade a partir da qual começamos a
envelhecer” (último período), o travessão foi empregado
para introduzir uma ideia adicional, sendo correta sua
substituição pelo sinal de ponto e vírgula.
Muitos meses atrás, a pandemia era encarada com outros olhos. À ideia de que a quarentena duraria quarenta dias, ou ao fato de os peixes terem voltado a nadar nos canais de Veneza, somava-se uma preocupação com a autoimagem: havia quem brincava, em grupos de redes sociais, por exemplo, que estava engordando, porque a única “distração” em casa era comer.
Mas essa ideia, além de reforçar um discurso gordofóbico, ignora que muita gente não tinha nem um prato de arroz e feijão disponível. O relatório Efeitos da pandemia na alimentação e na situação da segurança alimentar no Brasil, publicado em abril deste ano, demonstra que houve uma redução geral da disponibilidade de alimentos nos domicílios em situação de insegurança alimentar, inclusive dos considerados não saudáveis.
Há alguns meses, estamos ouvindo especialistas e conversando com trabalhadores para entender o que sobra no prato das famílias em situação de vulnerabilidade social em tempos de covid-19. Um grupo de pesquisadores da Freie Universität Berlin (FU Berlin) trouxe a resposta que não queríamos ter: o consumo de alimentos saudáveis diminuiu em 85% nos domicílios em situação de insegurança alimentar durante a pandemia.
A maior redução encontrada pelo estudo foi das carnes, em 44% dos domicílios, seguida de frutas (40,8%), queijos (40,4%) e hortaliças e legumes (36,8%). De acordo com a pesquisa, os ovos podem ter sido substitutos da carne, com o maior aumento entre os alimentos da categoria, em quase 19%.
Os autores da pesquisa destacam que, no período entre agosto e dezembro de 2020, quase 60% dos domicílios entrevistados estavam em algum nível de insegurança alimentar — isto é, quando a qualidade dos alimentos é inadequada ou a oferta é insuficiente. Desses, 15% estavam em situação de insegurança alimentar grave.
Internet: <ojoioeotrigo.com.br> (com adaptações).
Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item a seguir.
O uso das vírgulas que isolam a oração “além de reforçar um
discurso gordofóbico” (segundo parágrafo) é facultativo.
Já dizia Machado de Assis que “De médico e louco todo mundo tem um pouco”. O ditado ficou famoso pelo livro O Alienista, de 1882, que faz um debate sobre a loucura. Uma frase parecida é da nordestina Nise da Silveira, grande admiradora do autor brasileiro: “Não se curem além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Felizmente, eu nunca convivi com pessoas muito ajuizadas”.
Nise Magalhães da Silveira ajudou a escrever e revolucionar a história da psiquiatria no Brasil e no mundo. Nascida no ano de 1905 em Maceió – AL, ela ficou conhecida por humanizar o tratamento psiquiátrico e era contrária às formas de tratamento agressivas usadas em sua época, como o eletrochoque.
Inspirada em Carl Jung, um dos pais da psiquiatria, Nise foi uma das primeiras mulheres a se formar em medicina no Brasil. Em meados de 1940, ela foi pioneira na terapia ocupacional, método que utiliza atividades recreativas no tratamento de distúrbios psíquicos. A alagoana se destacou por usar a arte como uma forma de expressão e de dar voz aos conflitos internos vivenciados principalmente pelos esquizofrênicos.
Em 1956, Nise fundou a Casa das Palmeiras, um passo na direção da luta contra os hospícios, que chegaria a seu ápice com a Lei Antimanicomial, de 2001. A partir do esforço da psiquiatra e de seus pacientes, foi criado o Museu do Inconsciente, aberto até hoje no Rio de Janeiro junto ao Instituto Municipal Nise da Silveira, atual nome do Centro Psiquiátrico de Engenho de Dentro, onde a médica construiu seu projeto.
Internet: <www.brasildefato.com.br> (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item subsequente.
O emprego de vírgula imediatamente após “Rio de Janeiro”
(último período do último parágrafo) manteria a correção
gramatical e a coerência do texto.
Para responder às questões de 22 a 24, leia o texto abaixo:
Exatamente 2.050 dias depois de um incêndio destruir completamente o Museu da Língua Portuguesa, em um dos prédios icônicos da Estação da Luz, no centro de São Paulo, será possível novamente sentir a pulsação da língua de Luís de Camões. O espaço, que recebeu 386 mil visitantes só em 2014, último ano antes do acidente, e encantou o público com exposições interativas e informações surpreendentes, vai ser reaberto ao público no dia 1º de agosto, um dia depois de uma cerimônia oficial que receberá três presidentes de países lusófonos — Marcelo Rebelo de Sousa, de Portugal, Jorge Carlos de Almeida Fonseca, de Cabo Verde, e Filipe Nyusi, de Moçambique. Também estarão presentes representantes de quase todos os outros lugares do mundo onde se fala português, numa demonstração da grande importância cultural do lugar. A ideia é que, ali, a pátria seja momentaneamente uma só: a língua. “Até porque ela é mais do que uma gramática ou do que a literatura, por exemplo. Ela é um objeto de todos nós”, reflete Isa Grinspum Ferraz, curadora especial do museu.
(Vinícius Mendes. Revista IstoÉ. “O que pode esta língua?”.
Adaptado. 16 de julho de 2021. Edição nº 2687.)
Na frase em um dos prédios icônicos da Estação da Luz, no centro de São Paulo, será possível novamente sentir a pulsação da língua de Luís de Camões, as vírgulas empregadas cumprem a função de:
Metade das praias pode desaparecer até 2100, diz estudo
A principal meta climática que a humanidade traçou até 2050 é impedir que a temperatura média da Terra se torne 2 graus maior do que era antes da Revolução Industrial.
Falhar nessa missão faria aumentar o nível dos oceanos e comprometeria áreas gigantescas de costa, elevando o número de __________. Isso significaria dar adeus a diversas cidades litorâneas – e também ao destino mais tradicional das férias. Bancos de areia de praias, afinal, representam um terço das áreas costeiras do planeta.
Um estudo europeu analisou 35 anos de dados de satélite sobre mudanças nessas áreas. No pior dos cenários, em que a humanidade viveria em um planeta 4 graus mais quente até o final do século, metade das praias seria riscada do mapa – e, pelo menos, 80% delas perderiam um campo de futebol em ____________.
.
(Site: Abril - adaptado.)
Em relação à pontuação, marcar C para as sentenças Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) Por qual motivo inventaríamos uma mentira?
( ) Nós saímos, apressados.
Em relação à pontuação, assinalar a alternativa CORRETA:
Quanto ao uso da vírgula, assinale a alternativa incorreta.
Texto 1 para responder às questões 1 e 2.
Água e sabão: entenda a química que torna a lavagem de
mãos tão eficaz
1 O sabão possui uma função emulsificante, que ajuda a
unir água a gorduras, e, também, permite a remoção
mecânica tanto da sujeira quanto de micro-organismos. Isso
4 quer dizer que ele é capaz de unir moléculas que
normalmente não ficariam unidas, agindo como ponte para
que elas sejam carregadas pela água. Em tempos de
7 pandemia, o objetivo é tirar o máximo desses micróbios,
como vírus, bactérias, fungos e protozoários, por exemplo,
de circulação.
10 “É por isso que essa é uma orientação dada para
quem foi ao banheiro, vai preparar uma refeição ou tocar
pessoas vulneráveis, independentemente de qualquer
13 pandemia”, ressalta o infectologista Jamal Suleiman, do
Instituto de Infectologia Emílio Ribas. As moléculas de
sabão têm duas “pontas”: uma hidrofílica, capaz de se
16 prender às moléculas de água, e outra hidrofóbica, que se
une às moléculas de óleos, gorduras e sujeiras. Uma vez que
se enxáguam a mão e outras partes do corpo, essa
19 combinação age como uma conexão entre as moléculas de
água e de restos de vírus e sujeiras, carregando-as ralo
abaixo.
22 A função emulsificante faz com que o sabão grude na
proteção do Coronavírus, rompendo-a. “As bactérias e boa
parte dos vírus têm capas de gordura, chamadas de
25 membrana e envelope, respectivamente. A função dessa
capa é proteger o micro-organismo do ambiente. O sabão
rompe essa proteção, fazendo com que essas bactérias e
28 vírus morram”, explica Laura de Freitas, doutora em
29 biociências e biotecnologia na Unesp.
Disponível em: <https://www.uol.br/tilt/noticias/>.
Acesso em: 5 mar. 2021, com adaptações.
No que tange à pontuação, à ortografia e à concordância nos trechos “Uma vez que se enxáguam a mão e outras partes do corpo, essa combinação age como uma conexão entre as moléculas de água e de restos de vírus e sujeiras, carregando-as ralo abaixo.” (linhas de 17 a 21) e “A função dessa capa é proteger o micro-organismo do ambiente.” (linhas 25 e 26), assinale a alternativa correta.
Relativamente aos sinais de pontuação, de acordo com Celso Cunha, avalie o que se afirma a seguir:
I. Os sinais de pontuação podem ser classificados em dois grupos. O primeiro compreende os que, fundamentalmente, se destinam a marcar pausas; o segundo abarca os sinais cuja função essencial é marcar a melodia, a entoação.
II. Os sinais que marcam as pausas são: a vírgula, o ponto, o ponto-e-vírgula. Os que marcam a entoação, a melodia, são: os dois-pontos, o ponto-de-exclamação, o ponto-de-interrogação, as reticências, as aspas, os parênteses, os colchetes, o travessão.
III. A divisão por grupos que marcam a melodia e as pausas não é rigorosa. Em geral, os sinais de pontuação indicam, ao mesmo tempo, a pausa e a melodia.
IV. O ponto final, além de servir para marcar uma pausa longa, tem outra utilidade: é o sinal que se emprega depois de qualquer palavra escrita abreviadamente.
Quais estão corretas?
Considere os dois enunciados a seguir para responder às questões 01 e 02:
i - O problema é que ele não pode opinar, pois, como presidente da sessão, tem competência apenas para aprovar os procedimentos, e não para discutir o mérito da questão.
ii - O problema é que, como presidente da sessão, ele tem competência apenas para aprovar os procedimentos, e não para discutir o mérito da questão. Não pode, pois, opinar.
Sobre o emprego dos sinais de pontuação nos dois enunciados, está correto o que consta na alternativa:
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem.
A arte do encontro
1 ____ ENCONTRO – substantivo masculino. 1. Ato de encontrar(-se), de chegar um diante do outro ou uns diante
dos outros. 2. Junção de pessoas ou coisas que se movem em vários sentidos ou se dirigem para o mesmo ponto.
____ Se há algo que o 2020 nos surrupiou sem pedir licença foi o arbítrio do encontro. Lá em março, entendemos
que, para reduzir riscos de contágio durante pandemia, era preciso respeitar as orientações e reduzir ao máximo
5 encontros presenciais. Sem direito a recurso, réplica ou tréplica, nos restou aceitar a decisão e ponto final.
____ Aí veio o mês de abril, maio, junho, julho, e cá estamos, cinco longos meses depois, sob a mesma restrição de
evitar desnecessários encontros presenciais ou aglomerações desnecessárias. [...]
____ Fato é: de encontros e abraços todos estamos precisados! Mas, porém, contudo, todavia, entretanto para
acreditar que logo retomaremos essa possibilidade de encontrar quem nos faz bem, por enquanto o foco se
10 concentra nos encontros virtuais. Logicamente, assim como eu exercito minha reflexão a respeito, pergunto a você:
seus atuais encontros têm divertido seu coração?
____ A gente sabe que encontro bom e verdadeiro é aquele onde se divide muito mais do que tempo e espaço; é o
que nos proporciona a sensação de presença, nos faz sentir acolhidos. E vamos concordar que acolhimento faz um
bem danado em qualquer momento de vida! Será que foi preciso viver um período de limitações para valorizarmos a
15 intensidade de um precioso encontro? Quantas vezes cruzamos com o outro e, imersos na urgência dos dias, sequer
nos permitimos um papo rápido? Talvez tenhamos trocado de maneira desproporcional os amigos reais pelos
virtuais, mas isso é conversa pra outro momento.
Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/a-arte-do-encontro/. Acesso em: 18 set. 2020. Adaptado.
Sobre a organização sintática do texto, assinale a alternativa CORRETA.
Apelidos: dupla identidade.
Os apelidos são uma maneira poderosa de botar as pessoas nos seus devidos lugares. Essa frase é da escritora Doris Lessing e chamou minha atenção porque diz justamente o contrário do que eu sempre pensei de apelidos. Sempre achei que fossem um carinho, um atalho para a intimidade ou ao menos um meio mais rápido de chamar alguém: em vez de João Carlos, Joca; em vez de Maria Aparecida, Cida; em vez de Adalberto, Beto. Nenhuma má intenção.
O que Doris Lessing quis lembrar é que apelidos nem sempre são afetuosos. A maioria dos apelidos nascem na infância e são dados por outras crianças que, como todos sabem, de anjo só têm a cara. Crianças adoram pegar no pé das outras, e aí que começa o batismo de fogo.
Uma banana-split todo dia na hora do recreio, Gordo. Vai ser Gordo o resto da vida, mesmo que venha a ser jóquei, faquir, homem elástico: vai morrer Gordo.
Se for loiro, é Xuxa. Se a voz for engraçada, é Fanho. Se não for filho único, é Mano, Mana, Maninha. Irmãos de quem, eu conheço?
Fui colega de um cara bárbaro que se chamava Antônio, mas se alguém o chamasse assim, ele nem levantava os olhos. É o Verde. Uma mãe e um pai colocam um nome lindo no filho e não pega.
FHC, PC, ACM, agora é a mania transformar pessoas em siglas. Sorvetão era o apelido de uma paquita chamada Andrea: Sorvetão! E Caetano Veloso inova mais uma vez, registrando seus filhos como Zeca e Tom, que jamais serão apelidados.
Muita gente, secretamente, detesta a própria alcunha, mas são obrigados a resignar-se, sob o risco de perder a identidade. Qual é o nome de Bussunda, do Tiririca, do Chitãozinho e Xororó? Anônimos Cláudios, Ricardos e Fernandos. Nomes que só existem em cartório.
Apelido gruda, cola, vira marca registrada. Tem negro que é Alemão, tem grandão que é Fininho, tem careca que é Cabeleira, tem ateu que é Cristo, tem moreno que é Ruivo, tem albino que é Tição. Apelido não tem lógica. Tem história.
Doris Lessing, quando criança, tinha um apelido para sua segunda personalidade: chamava a si mesmo de Tigger. Doris era o nome para consumo externo, para denominar a menina boazinha que aparentava ser. Tigger era o que ela era em segredo: sarcástica, atrevida, extrovertida. Com esse depoimento, Doris Lessing mostrou a verdadeira utilidade dos apelidos em vez daquela coisa antipática de “colocar as pessoas em seus devidos lugares”. O bom do apelido é que ele nos dá permissão para sermos vários: Afonso Henrique combina com gravata, mas que tem mais a ver com bermuda. Está aí uma maneira sutil de legalizar o nosso outro eu, o que ficou sem registro.
Fonte: MEDEIROS, Martha. Trem Bala, fev, 1998, p. 49,50.
Excerto para as questões 8, 9, 10 e 11:
“Tigger era o que ela era em segredo: sarcástica, atrevida, extrovertida.”
As vírgulas foram usadas no período para: