Questões de Concurso Comentadas sobre pontuação em português

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Q3643100 Português
TEXTO: NÃO É PRÓPRIO FALAR SOBRE OS ALUNOS

Gosto de ouvir conversas. Mania de psicanalista. É que nas conversas moram mundos diferentes do meu. Thomas Mann, no seu livro "José do Egito", conta um diálogo entre José e o mercador que o comprara para vendê-lo como escravo, no Egito: "Estamos a um metro de distância um do outro. E, no entanto, ao teu redor gira um universo do qual o centro és tu, e não eu. E ao meu redor gira um universo do qual o centro sou eu, e não tu". Fascinam-me esses universos que me tangenciam e que, no entanto, estão distantes de mim. Gosto de ouvir conversas para viajar por outros mundos. Por vários anos eu viajei diariamente de trem, de Campinas para Rio Claro, no Estado de São Paulo, onde eu era professor na antiga Faculdade de Filosofia. No mesmo vagão viajavam também muitos professores a caminho das escolas onde trabalhavam. Iam juntos, alegres e falantes... Por anos escutei o que falavam. Falavam sempre sobre as escolas. Era ao redor delas que giravam os seus universos. Falavam sobre diretores, colegas, salários, reuniões, relatórios, férias, programas, provas. Mas nunca, nunca mesmo, eu os ouvi falar sobre os seus alunos. Parece que nos universos em que viviam não havia alunos, embora houvesse escolas. Se não falavam sobre alunos é porque os alunos não tinham importância.

Participei da banca que examinou uma tese de doutoramento cujo tema eram os livros em que, nas escolas, são registradas as reuniões de diretores e professores. A candidata se dera ao trabalho de examinar tais reuniões para saber sobre o que falavam diretores e professores. As coisas registradas eram as coisas importantes que mereciam ser guardadas para a posteridade. Nos livros estavam registradas discussões sobre leis, portarias, relatórios, assuntos administrativos e burocráticos, eventos, festas. Mas não havia registros de coisas relativas aos alunos. Os alunos, aqueles para os quais as escolas foram criadas, para os quais diretores e professoras existem: ausentes. Não, não era bem assim: os alunos estavam presentes quando se constituíam em perturbações da ordem administrativa. Os alunos, meninos e meninas, alegres, brincalhões, curiosos, querendo aprender, alunos como companheiros dessa brincadeira que se chama ensinar e aprender —sobre tais alunos o silêncio era total.

Essa ausência do aluno —não do aluno a quem o discurso administrativo das escolas se refere como o "o perfil dos nossos alunos", nem esse nem aquele, todos, aluno abstrato— não esse, mas aquele aluno de rosto inconfundível e nome único, esse aluno de carne e osso que é a razão de ser das escolas. Ah!, é importante nunca se esquecer disso: alunos não são unidades biopsicológicas móveis sobre os quais se devem gravar os mesmos saberes, não importando que sejam meninos nas praias do Nordeste, nas montanhas de Minas, às margens do Amazonas, ou nas favelas do Rio. Os alunos são crianças de carne e osso que sofrem, riem, gostam de brincar, têm o direito de ter alegrias no presente e não vão à escola para serem transformados em unidades produtivas no futuro. E é essa ausência do aluno de carne e osso que está progressivamente marcando os universos que giram em torno da escola. Os professores não falam sobre os alunos. Na verdade, não é próprio que os professores falem com entusiasmo e alegria sobre os alunos. Os alunos não são tema de suas conversas. Acontece nas escolas primárias (ainda escrevo do jeito antigo porque não acredito que a mudança de nomes mude a realidade...). Mas não só nelas. Lembro-me de uma brincadeira séria que corria entre os professores de uma de nossas universidades mais respeitadas. Diziam os professores que, para que a dita universidade fosse perfeita, só faltava uma coisa: acabar com os alunos... Brincadeira? Psicanalista não acredita na inocência das brincadeiras. Com isso concordam os critérios de avaliação dos docentes, impostos pelos órgãos governamentais: o que se computa, para fins de avaliação de um docente, não são as suas atividades docentes, a relação com os alunos, mas a publicação de artigos em revistas indexadas internacionais. O que esses critérios estão dizendo aos professores é o seguinte: "Vocês valem os artigos que publicam: publish or perish"! Num universo assim definido pelo discurso dos burocratas, o aluno, esse em particular, cujo pensamento é obrigação do professor provocar e educar, esse aluno se constitui num empecilho à atividade que realmente importa. Os raros professores que têm prazer e se dedicam aos seus alunos estão perdendo o tempo precioso que poderiam dedicar aos seus artigos.

"Aquele que é um verdadeiro professor toma a sério somente as coisas que estão relacionadas com os seus estudantes —inclusive a si mesmo", afirmou Nietzsche. Eu sonho com o dia em que os professores, em suas conversas, falarão menos sobre os programas e as pesquisas e terão mais prazer em falar sobre os seus alunos.
Leia o texto abaixo:

CINEMA E ARTE
Na década de vinte, a maneira mais útil de abordar o cinema, para a criação ou a reflexão, era considerá-lo arte autônoma. É possível que a tese da especificidade cinematográfica ainda venha no futuro a produzir fatos práticos e teóricos. Atualmente, porém, os melhores filmes e as melhores ideias sobre o cinema decorrem implicitamente de sua total aceitação como algo esteticamente equívoco, ambíguo, impuro. O cinema é tributário de todas as linguagens, artísticas ou não, e mal pode prescindir desses apoios que eventualmente digere. Fundamentalmente arte de personagens e situações que se projetam no tempo, é sobretudo ao teatro e ao romance que o cinema se vincula. A história da arte cinematográfica poderia limitar-se, sem correr o risco de deformação fatal, ao tratamento de dois temas, a saber, o que o cinema deve ao teatro e o que deve à literatura. O filme só escapa a esses grilhões quando desistimos de encará-lo como obra de arte e ele começa a nos interessar como fenômeno. Não é na estética, mas na sociologia que refulge a originalidade do cinema como arte viva do século XX.
(Paulo Emílio Salles Gomes, in VV. AA. A personagem de ficção. São Paulo: Perspectiva, 1967, pp. 105-106)

Acerca do texto, julgue as assertivas abaixo:
I. Em “Na década de vinte, a maneira mais útil de abordar o cinema, para a criação ou a reflexão, era considerá-lo arte autônoma” o uso da primeira vírgula justifica-se por separar adjunto adverbial antecipado no discurso.
II. Em “Atualmente, porém, os melhores filmes e as melhores ideias sobre o cinema decorrem implicitamente de sua total aceitação (...)” o uso da primeira vírgula pode ser retirado, sem prejuízo de correção gramatical.
III. Em “Atualmente, porém, os melhores filmes e as melhores ideias sobre o cinema decorrem implicitamente de sua total aceitação como algo esteticamente equívoco, ambíguo, impuro” o vocábulo em destaque tem valor explicativo.
IV. Em “ao tratamento de dois temas, a saber, o que o cinema deve ao teatro e o que deve à literatura” o uso das vírgulas justifica-se por indicar expressões de explicação.

Analise e marque a alternativa correta.
Alternativas
Q3641681 Português
Em “Mads Christensen, diretor executivo interino do Greenpeace Internacional, descreveu o acordo como um ‘sinal poderoso’ de ajuda a manter o ímpeto para cumprir a meta ‘30 por 30’” (4º parágrafo), as vírgulas foram empregadas para:
Alternativas
Q3641082 Português
Notícia

Twitter vai leiloar itens de sede, incluindo estátua de pássaro e máquinas de café

Após a compra do Twitter por Elon Musk por US$ 44 bilhões, o proprietário bilionário adotou uma série de medidas de corte de custos

Ramishah Maruf, da CNN
11/12/2022

Se você sempre quis ter uma parte da sede do Twitter, a empresa está leiloando dezenas de itens e suprimentos de seu escritório em São Francisco.

O Twitter está limpando a casa e procurando descarregar coisas como uma grande estátua de pássaro da rede e uma escultura gigante de “@”. Entre os itens menos interessantes estão um projetor, telas de iMac e escrivaninhas. Existem também várias máquinas de café expresso e uma estação de carregamento de bicicletas elétricas.

O leilão online começa em 17 de janeiro e termina no dia seguinte, disse a Heritage Global Partners, a empresa que facilita a venda. Os lances iniciais para todos os itens variam entre US$ 25 e US$ 50.

Após a compra do Twitter por Elon Musk por US$ 44 bilhões, o proprietário bilionário adotou uma série de medidas de corte de custos. Ele demitiu cerca de metade dos funcionários da empresa, resultando em um processo de um grupo de ex-funcionários, alegando que as demissões em massa envolveram várias violações dos direitos trabalhistas.

“O Twitter teve uma queda enorme na receita, devido a grupos de ativistas pressionando os anunciantes, embora nada tenha mudado com a moderação de conteúdo e fizemos tudo o que pudemos para apaziguar os ativistas”, disse Musk em um tuíte em 4 de novembro.

Mas o presidente da HGP, Nick Dove, disse em entrevista à Fortune que qualquer um que pense que o leilão faz parte da preservação das finanças é um “idiota”.

“Não determinamos quais ativos uma empresa não precisa”, disse Dove à CNN. “Assim como um corretor de imóveis não determina quais casas ou prédios seu cliente precisaria vender.”

fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/business/twitter-vai-leiloar-itens-de-sede-incluindo-estatua-de-passaro-e-maquinas-de-cafe/ acesso 10 dez 2022
Analise o texto abaixo:
“Entre os itens menos interessantes estão um projetor, telas de iMac e escrivaninhas.”
Neste trecho o uso da vírgula acontece para:
Alternativas
Q3640219 Português
Leia o texto a seguir.


Amor proibido


    Fernanda, bela, carismática, filha de uma família muito rica.

    Ele, belo, sem nome, simples, de uma família pobre. Pobre não tem nome; tem apelido.

    Conheceram-se na praça. Apaixonaram-se na praça.

    Começaram a escrever uma história de amor. Todavia, foram vistos pelo irmão dela e, este ao contar para os pais, aquela história foi dada como ponto final. Para os dois, fez-se em reticências............

    Reticências estas que denunciaram, em fuga, a continuação daquela história de amor.


Fabiana e Otávio – Alunos do Ensino Médio de uma escola pública.
As expressões “ponto final” e “reticências” condizem com o contexto, respectivamente:
Alternativas
Q3640148 Português
Leia o texto a seguir.


ESTIMAÇÃO


    O apartamento era minúsculo.

    − Mal cabe a nossa família − dizia a mãe. − Além disso, anda infestado de insetos, que não sei de onde vieram.

    Guardando sua barata na caixinha, o menino resmunga: “Quem manda ela não me deixar ter um cachorro”...


Sandra 
O texto é um miniconto. Nesse tipo de texto há alguns aspectos relacionados aos elementos da narrativa. Mesmo sendo um texto breve, ele possui início, meio e desfecho. Analisando os travessões utilizados no segundo parágrafo, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3639897 Português

Considere o texto a seguir para responder à próxima questão.



“Segunda-feira. Amanheço com uma pontinha de febre. Nada grave, mas o homem, desde que sinta uma pontinha de febre, deveria ter direito a ficar na cama e não fazer absolutamente nada que não fosse viver a sua febre. O ideal seria recolher-se a uma Casa de Saúde, cercado de enfermeiras, de batas alvíssimas, que lhe fizessem perguntas carinhosas. Quando se está doente, mesmo que tudo não passe de uma pontinha de febre, é preciso proceder como doente. Vestir um pijama claro, tomar banho e comer (torradas, maçãs descascadas, sucos de fruta), na cama. As pessoas da família devem estar por perto e, de vez em quando, a mulher, se o doente for casado, deve pôr-lhe a mão na testa e dizer coisas que o envaideçam – por exemplo: ‘Eu gosto tanto quando você está doente. A gente fica mais junto um do outro’. Então, o doente abre os olhos (o bom doente é aquele que mantém os olhos fechados), sorri e, tomando a mão da esposa, aperta-a docemente. Tudo isto é ridículo, mas necessário ao doente. Todos os doentes, quanto menos grave for a doença, mais precisam de carinhos formais; exatamente, os ridículos. Cá estou, com uma pontinha de febre, que ninguém levou a sério. Nem eu. Mas gostaria de ser tratado como doente. À tarde, terei que sair para fazer uma entrevista. Vestir paletó e gravata – duas peças que nenhum doente, mesmo que seja um resfriado, deveria vestir. Depois de vestido, suarei na testa. Tomarei o automóvel... E ninguém perguntará se estou melhorzinho. A ciência médica progrediu e já não se tomam tantos cuidados com quem tem doença ‘micha’. Para se ser bem tratado é preciso que se tenha uma lesão cardíaca, um acidente de circulação ou uma leucemia. Com uma pontinha de febre não adianta fazer fita porque ninguém liga”.


(A consolação da doença, por Antônio Maria, com adaptações). 

O trecho “o bom doente é aquele que mantém os olhos fechados” aparece no texto entre parênteses. Nesse caso, os parênteses foram utilizados pelo autor para inserir no texto um: 
Alternativas
Q3639236 Português
Marque a frase em que aparece ponto de exclamação: 
Alternativas
Q3639235 Português
Marque a frase em que aparece ponto de interrogação: 
Alternativas
Q3639107 Português
Todas as frases estão pontuadas corretamente, EXCETO: 
Alternativas
Q3638028 Português
Assinale a alternativa que apresenta a frase pontuada conforme a norma padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q3637954 Português

Considere atentamente a crônica a seguir, escrita por Rachel de Queiroz e publicada na década de 1950, para responder à próxima questão.



“Sim, é a velha história da árvore da ciência: melhor não provar do fruto e não saber. Viva a gente, leitor, como você e eu, que só temos uma ideia vaga daquilo que nos ocorre nas entranhas e, enquanto a febre não sobe aos quarenta, a dor não pede gritos e a tontura não vira vertigem, achamos que tudo vai bem. Já os tristes doutores, que fizeram o seu reino no mundo das tripas, o seu ofício é o saber, e no saber está a tragédia. Mas é melhor contar um caso que exemplifique a tese… Não há nada como um apólogo para fazer entendida uma teoria. Era um doutor, nosso conhecido. Solteiro, ou antes solteirão, pois já fizera os 52. Boa figura, boa prosa, bem tratado – era pessoa que cuidava de si. Tinha as suas amigas, levava-as às boates. Era abastado e bem nascido – o que lhe favorecia ainda mais os êxitos profissionais e sociais. Pois um belo dia o nosso homem, ao descer do lotação, defronte do hospital, sentiu uma leve tontura. Foi coisa rápida, e com pouco já estava de uniforme, batia um papo, tomava café, iniciava a visita na enfermaria. E eis que o primeiro doente (que o detestava), antes de dizer se melhorara da falta de ar, olhou-o bem e comentou: ‘O senhor hoje está com a cara ruim, hem, doutor?’ E a enfermeira, também com ódio, ajudou: ‘Eu já tinha reparado’. Impressionado com aquela unanimidade que se seguira à tontura, o doutor, terminada a visita foi à sala dos médicos e chamou um colega mais íntimo: ‘Fulano, vem cá, me tira a pressão’. Fulano zombou, perguntou o que ele estaria planejando para a noite, mas o outro insistiu, tiraram. O paciente logo notou no amigo aquela expressão característica que os médicos pretendem ser de impenetrabilidade e não passa de uma cara muitíssimo agourenta, capaz de assustar o mais bravo. E Fulano falou, grave: ‘Meu caro, a gente vai ver de brincadeira e sempre acha qualquer coisa. Talvez seja a emoção do exame – por outro lado você já não é nenhuma criança – mas a pressão está a dezesseis’. Nada mais precisou ser dito. Nosso doutor era suficientemente médico para saber o que significava aquela pressão a dezesseis. E já que entrara a deslizar na ladeira das suspeitas, fez como certos maridos – quis saber tudo. Dosagem de ureia – e o papelinho do laboratório lhe aumentou o frio do estômago: 0,55. Colesterol? Aumentado. Densidade de urina – um pouco baixa. Sim, um pouco. Só um pouco. Tudo passava um pouco do normal, não era ainda a moléstia, a morte – mas era um aviso. E estava instilado o veneno. O doutor começou a ler – e de autor em autor foi aumentando as suspeitas. Quem sabe não seria uma nefrosclerose maligna? Renunciou ao uísque, renunciou aos prazeres de gourmet, renunciou às boates. Com o passar dos meses, e um ano, e outro, de renúncia em renúncia, o solteirão chibante e bom partido já não é mais que um velho – e cauteloso, e escravo da dieta e dos remédios, escravo das artérias e dos rins. E se passaram dez anos nessa agonia, em que o nosso amigo praticamente não viveu. No mês passado morreu, afinal; de um câncer de pulmão que em dois meses o levou. – Sim, um câncer, que não tinha nada com a história.”  


(A árvore da ciência, por Rachel de Queiroz, com adaptações) 

Logo após a expressão “velha história da árvore da ciência”, a autora emprega o sinal de pontuação denominado dois-pontos. Nesse caso, essa pontuação é utilizada para inserir no texto uma: 
Alternativas
Q3637117 Português

Ana das Carrancas: artista que transformou a tradição em arte completaria 100 anos em 2023


A artesã pernambucana ficou conhecida por suas obras em barro inspiradas em carrancas de madeira que via nas embarcações


Rodolfo Rodrigo

Brasil de Fato | Recife (PE)

15 de Março de 2023



    No dia 18 de fevereiro, a artesã pernambucana Ana Leopoldina dos Santos, também conhecida como Ana das Carrancas, completaria 100 anos de idade se estivesse viva. Ela ficou conhecida por suas esculturas em barro inspiradas nas carrancas de madeira que via nas embarcações e sua história de superação marcou a arte do Nordeste até hoje.

    Ana das Carrancas era uma mulher negra e sertaneja que enfrentou muitas dificuldades até encontrar na arte uma forma de sustentar sua família por meio das esculturas de carrancas feitas no barro. À medida que seu trabalho evoluiu, as figuras ganharam uma definição cada vez mais característica, chamando a atenção sobretudo pelos olhos vazados em homenagem a seu marido, Zé Vicente, que era uma pessoa com deficiência visual e ajudava na preparação do barro.

    Hoje, as responsáveis por manter o legado de Ana das Carrancas são suas filhas, Maria da Cruz e Ângela, que mantêm, juntas, o Centro de Arte Ana das Carrancas, em Petrolina. Maria, filha de Ana das Carrancas, revelou que a habilidade da mãe em moldar o barro foi transmitida de geração em geração em sua família.

    “Ana das Carrancas aprendeu a moldar o barro com a mãe dela. É um trabalho hereditário. A mãe dela era descendente de índios e o pai de afrodescendentes e através dessa família ela conseguiu construir no barro uma arte singular aqui na região que deu origem às carrancas de barro”, disse.

    Ao longo dos anos, o nome de Ana das Carrancas abriu novos caminhos e lhe trouxe muitas conquistas. Décadas depois do início do seu trabalho, ela foi homenageada com o título de cidadã de Petrolina, reconhecida como patrimônio vivo de Pernambuco, em 2006, e convidada a Brasília para receber a comenda de Ordem ao Mérito Cultural, ao lado de um grande elenco de artistas de diversas linguagens.

    A Arte de moldar o barro e criar peças únicas é uma tradição que Ana também passou para suas filhas. "Através do amor que ela tinha na arte, ela repassa pras filhas esse conhecimento e até então a gente dá continuidade ao trabalho produzindo peças rústicas e diversificadas no barro", afirmou Maria.

    Ana das Carrancas faleceu em 2008, após enfrentar consecutivos problemas de saúde, deixando saudades. Sua obra permanece como um legado valioso para a cultura popular e para o artesanato pernambucano e brasileiro que permanece influenciando nas produções em barro.

    “A maior influência foi de eu ter aprendido a arte através do amor e da boa vontade dela, e o que ficou de influência foi a gente dar continuidade até hoje. Para mim, eu só deixo de ter essa vontade de construir, fabricar e ser artesã quando eu for para o andar de cima”, concluiu Maria.



Disponível em: Ana das Carrancas: artista que transformou a

tradição em | Cultura (brasildefato.com.br) –

Acesso em: 05/11/2023 

Assinale a alternativa que apresenta a correta afirmação sobre o uso de vírgula no primeiro período do corpo do texto. 
Alternativas
Q3637031 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Penas preservadas em âmbar revelam segredos de aves pré-históricas.



Pássaros modernos e seus parentes pré-históricos têm algo em comum: a importância da troca de penas em seu ciclo de vida. As penas são estruturas complexas que não podem ser reparadas, então, para mantê-las em boa forma, os pássaros passam por uma troca. Os filhotes perdem suas penas e as trocam por versões de adultos; já os mais velhos renovam sua cobertura corporal uma vez ao ano.



Além de serem essenciais para voar, nadar, camuflar, atrair parceiros, aquecer e proteger dos raios solares, as penas também podem ser a chave para explicar por que os ancestrais dos pássaros modernos viveram, enquanto outros dinossauros morreram há 66 milhões de anos.


Dois estudos recentes, liderados pela paleontóloga Jingmai O'Connor, do Museum Field de Chicago, nos Estados Unidos, trazem novas perspectivas sobre esse processo e suas implicações na evolução das aves.


Hoje, filhotes de pássaros têm um padrão em termos de desenvolvimento quando nascem. Existem as aves altriciais, que nascem nuas e indefesas incapazes de se movimentar, alimentar e termorregular, e as espécies precociais, que nascem com penas e são bastante autossuficientes.


Contudo, um dos estudos, publicado na revista Cretaceous Research, apresentou a descoberta de penas fossilizadas em âmbar de um filhote de pássaro com cerca de 99 milhões de anos. Essas penas preservadas revelaram uma combinação única de características precociais e altriciais.


Essa descoberta sugere que o grupo de aves pré- históricas conhecido como Enantiornithines, do qual esse filhote provavelmente fazia parte, tinha um processo de muda acelerado e enfrentava desafios significativos durante esse período crítico.


A muda consome muita energia, e perder muitas penas de uma só vez pode dificultar que um pássaro se mantenha aquecido. Como resultado, os filhotes precociais tendem a mudar lentamente, de modo que mantêm um suprimento constante de penas, enquanto os filhotes altriciais, que podem contar com seus pais para se alimentar e se aquecer, passam por uma “muda simultânea”, perdendo todas as suas penas ao mesmo tempo.


As penas preservadas em âmbar são a primeira evidência fóssil definitiva de uma muda juvenil e revela um filhote de pássaro cuja história de vida não corresponde a nenhuma ave viva hoje. “Este espécime mostra uma combinação totalmente bizarra de características precociais e altriciais”, diz O'Connor, do Centro de Pesquisa Integrativa Negaunee, do Museu Field, em comunicado. “Todas as penas do corpo estão basicamente no mesmo estágio de desenvolvimento, então isso significa que todas as penas começaram a crescer simultaneamente, ou quase simultaneamente. ”


O’Connor acredita que a pena presa no âmbar é da espécie já extinta Enantiornithines, e que, por ser um filhote com características precociais e altriciais, manter-se aquecido enquanto passava por uma muda rápida pode ter sido um fator na sua destruição.


Segundo a autora, quando o asteroide atingiu a Terra, as temperaturas globais teriam despencado e os recursos teriam se tornado escassos. Desse modo, essas aves não apenas teriam demandas de energia ainda maiores para se manterem aquecidas, mas também não teriam os recursos para atendê-las.


Outro estudo, publicado em 3 de julho na revista Communications Biology, explorou os padrões de muda em pássaros modernos para entender melhor como o processo evoluiu ao longo do tempo.


De acordo com a pesquisa, nas aves adultas modernas, a muda ocorre uma vez por ano, substituindo apenas algumas penas por vez ao longo de algumas semanas. Essa estratégia permite que as aves continuem voando durante o processo.


No entanto, a muda simultânea, na qual todas as penas de voo caem ao mesmo tempo e voltam a crescer rapidamente, é mais rara e geralmente observada em aves aquáticas que não dependem do voo para se alimentar e evitar predadores.


Os pesquisadores Jingmai O'Connor e Yosef Kiat examinaram mais de 600 peles de aves modernas armazenadas na coleção de ornitologia do Museu Field. Eles descobriram que as aves com mudas sequenciais eram representadas por dezenas de espécimes em processo de muda, enquanto quase não encontraram evidências de mudas simultâneas. Esses resultados sugerem que pássaros com mudas simultâneas estão sub- representados no registro fóssil, pois passam menos tempo no processo de muda e têm menos chances de morrer durante esse período.


Os estudos de O'Connor e equipe são importantes para entendermos a evolução das aves e os fatores que influenciaram a sobrevivência de certos grupos ao longo da história. Tanto o espécime do âmbar quanto o estudo da muda em pássaros modernos apontam para um tema comum: pássaros pré-históricos e dinossauros emplumados, especialmente aqueles de grupos que não sobreviveram à extinção em massa, mudaram de forma diferente dos pássaros de hoje.


“Não acho que haja uma razão específica para que as aves da coroa, o grupo que inclui as aves modernas, tenham sobrevivido. Acho que é uma combinação de características. Mas acho que está ficando claro que a muda pode ter sido um fator significativo no qual os dinossauros conseguiram sobreviver”, conclui O'Connor.


REDAÇÃO. Revista Galileu Digital. Disponível em:

<https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2023/07/penas-preservadas-em-ambar-revelam-segredos-de-aves-pre-historicas.ghtml>. Acesso em: 19 jul. 2023. ADAPTADO.

No trecho, “Os filhotes perdem suas penas e as trocam por versões de adultos; já os mais velhos renovam sua cobertura corporal uma vez ao ano”, verificamos o emprego de ‘ponto-e-vírgula’ (;). Assinale a alternativa que indica corretamente a função da pontuação no excerto acima.
Alternativas
Q3636036 Português

Ansiedade nos dias de hoje


Até 31% da população sentirá um transtorno de ansiedade em algum momento das suas vidas, variando desde o transtorno de ansiedade generalizada até o transtorno do pânico e o transtorno de ansiedade social, que é um dos mais comuns.


Essa palavra saiu dos diagnósticos médicos e se infiltrou no nosso vocabulário comum. Ela substituiu o estresse como sinônimo de sensação desconfortável - ficamos ansiosos com uma apresentação, um encontro às escuras, o início de um novo trabalho.


A palavra "ansiedade", agora, é onipresente e absorve significados, englobando tudo, desde o pavor até uma antecipação agradável. Muitas vezes, seu simples uso coloca essas experiências em um foco negativo, transformando-as em ameaças com um toque de inquietação.


E existem os transtornos de ansiedade. Eles são os diagnósticos mais comuns de saúde mental - mais que a depressão e a dependência. Centenas de milhões de pessoas em todo o mundo serão diagnosticadas com algum transtorno de ansiedade.


As taxas de incidência desses transtornos, especialmente entre os jovens, continuam a aumentar há, pelo menos, duas décadas. Existem, ainda, dezenas de terapias validadas, trinta medicações diferentes de combate à ansiedade, centenas de excelentes livros de autoajuda e milhares de estudos científicos rigorosos.


 É claro que essas soluções ajudarão as pessoas, mas, claramente, elas não conseguirão reduzir a escala do problema.


https://www.bbc.com/portuguese/geral-63815685. Adaptado

A palavra "ansiedade", agora, é onipresente e absorve significados.


Assinale a opção que contenha a nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.

Alternativas
Q3635637 Português

O FIM DO EMPREGO


O futuro do trabalho no mundo globalizado


Fui demitido. Perdi o emprego em que estava trabalhando há seis anos. Especialista numa área em que poucos profissionais possuem conhecimento e preparo para atuar, definitivamente não esperava que isso viesse a acontecer. Nem meus colegas de trabalho entenderam os motivos que levaram a instituição a tomar essa providência.


Por incrível que pareça, fiquei menos abalado do que todos os demais. Não que eu estivesse esperando, pois já estávamos fazendo planos com o departamento em que atuava para novas aulas e cursos no ano que iria começar... Mas, como sabemos o quanto o mundo é competitivo, e como a globalização tem redirecionado as energias e exigido custos mínimos e máxima produtividade, penso até que isso demorou a acontecer. Já havia ocorrido idêntica situação com outros profissionais de qualidade que, engajados em projetos da instituição, da noite para o dia foram simplesmente “desligados” de suas funções, demitidos sumariamente...


Não que isso seja uma particularidade dessa instituição onde estive trabalhando ao longo dos últimos anos. Tampouco é possível encarar os acontecimentos como derivados de alguma perseguição ou diferença pessoal. Tudo ocorre da forma mais impessoal possível. A despeito de todo o trabalho feito, do reconhecimento do público-alvo, o que é avaliado não é sua capacidade profissional, e sim o quanto você custa para a empresa. Num mercado altamente competitivo, no qual os custos com publicidade são cada vez mais exorbitantes, em que é necessário dispor de infraestrutura e recursos materiais de ponta, a mão de obra qualificada e de alto custo deixou de ser um diferencial no qual seja prioritário investir.


O fim do emprego, como era concebido nos últimos 50 ou 60 anos, é uma realidade. Poucos serão os que ficarão por mais de 5 ou 8 anos numa mesma empresa. Carreiras duradouras, em que o sujeito trabalhava ao longo de toda sua existência num mesmo emprego, serão raríssimas. A rotatividade profissional do trabalhador, até recentemente vista como um sinal de imaturidade ou falta de seriedade, passou a ser encarada como acúmulo de experiências e de diversidade de habilidades e possibilidades funcionais.


De acordo com o consultor Ricardo Neves, em seu livro O Novo Mundo Digital, adentramos um mundo em que o emprego, aquele vínculo entre empresa e empregado, que dá ao funcionário uma forte sensação de estabilidade associada a fatores, como os benefícios trabalhistas e, principalmente, o salário mensal, está dando lugar ao conceito de trabalho. E o que seria então trabalho? Seria, no caso, a vinculação a projetos e planos, ações e realizações de prazo variável (curto, médio ou longo), para os quais os profissionais seriam contratados como “terceiros”, enquanto durassem essas empreitadas. E as garantias trabalhistas? São suprimidas, pois representam custos altos que as empresas precisam cortar. E os salários? São substituídos por honorários pagos aos profissionais que atuam como empresas, ou seja, que são identificados como pessoas jurídicas. O que se estabelece, a partir de agora, passa a ser o vínculo profissional free-lance, bastante conhecido dos profissionais que atuam na imprensa.


Também é uma prerrogativa dos novos tempos que a tecnologia esteja cada vez mais incorporada ao cotidiano e que, em alguns casos, como já ocorreu em vários segmentos profissionais, máquinas, como computadores, robôs e sistemas sofisticados substituam trabalhadores.


Outra situação bastante comum, em vigor nos Estados Unidos e em outros países, é a transferência dos setores de produção mais pesada para onde a mão de obra e os custos governamentais sejam menores. Exemplos de onde isso já está efetivado são a Índia e a China, que absorveram grande parte dos investimentos deslocados do primeiro mundo em busca de custos mais baixos.


É por isso que, mesmo tendo perdido o emprego, não acreditei, em momento algum, que fosse vítima de alguma perseguição da instituição. Entendi que os custos que significava para a empresa eram um pouco mais altos do que a média local e que, em virtude disso, fui mais uma vítima da competição globalizada...


O que fazer? Se preparar para o futuro – que não será tenebroso e sim diferente – estudando, se preparando, buscando novos espaços, virando a página e dando a volta por cima...

Marque com V ou com F, conforme sejam, respectivamente, verdadeiras ou falsas as afirmativas abaixo:
(___) Em “Se preparar para o futuro – que não será tenebroso e sim diferente – estudando, se preparando, buscando novos espaços, virando a página e dando a volta por cima” os usos dos travessões podem ser substituídos pelas vírgulas.
(___) Em “Fui demitido” encontramos o tipo de sujeito desinencial.
(___) Em “Mas, como sabemos o quanto o mundo é competitivo” o termo em destaque tem valor semântico de conformidade.
(___) Em “O fim do emprego, como era concebido nos últimos 50 ou 60 anos, é uma realidade” o uso da vírgula justifica-se por isolar um adjunto adverbial deslocado. Desse modo, a reescrita da oração por “O fim do emprego é uma realidade como era concebido nos últimos 50 ou 60 anos” não admite o uso da vírgula, tendo em vista que o adjunto adverbial foi colocado no final da oração.
(___) Em “Por incrível que pareça, fiquei menos abalado do que todos os demais” o uso da virgula justifica-se por isolar um vocativo.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3635436 Português
Observe o trecho de " O soneto XIII de Via-Láctea ", obra do poeta Olavo Bilac e assinale a sequência de sinais de pontuação que preenche corretamente os espaços numerados no texto:
[...] Direis agora 1 "Tresloucado amigo 2
Que conversas com elas 3 Que sentido
Tem o que dizem 4 quando estão contigo 5"
[...]
Alternativas
Q3635198 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO

POLITICAMENTE CORRETO

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República, com vistas a colaborar para a construção de uma cultura de direitos humanos, apresenta a cartilha “Politicamente Correto e Direitos Humanos” como forma de chamar a atenção de toda a sociedade para o que o historiador Jaime Pinsky chamou de “os preconceitos nossos de cada dia”.
Todos nós – parlamentares, agentes e delegados da polícia, guardas de trânsito, jornalistas, professores, entre outros profissionais com grande influência social – utilizamos palavras, expressões e anedotas, que, por serem tão populares e corriqueiras, passam por normais, mas que, na verdade, mal escondem preconceitos e discriminações contra pessoas ou grupos sociais. Muitas vezes ofendemos o “outro” por ressaltar suas diferenças de maneira francamente grosseira e, também, com eufemismos e formas condescendentes, paternalistas.
A ideia do título, “Politicamente Correto”, tem, em parte, um sentido provocador. Foi escolhida com o objetivo de chamar a atenção dos formadores de opinião para o problema do desrespeito à imagem e à dignidade das pessoas consideradas diferentes.
Não queremos promover discriminações às avessas, “dourando a pílula” para escamotear a amargura dos termos que ofendem, insultam, menosprezam e inferiorizam os semelhantes que consideramos “os outros”. Ao contrário, neste glossário, apresentamos em primeiro lugar justamente as expressões pejorativas, para depois comentá-las. Com ele, queremos incentivar o debate, fomentar a reflexão, inclusive pela razão simples de que, para alguns de nossos interlocutores, nós é que somos os “diferentes”.
Se queremos ser respeitados, devemos respeitar. No mínimo, para cumprir o princípio de que todos os homens e mulheres são iguais, independentemente de origem, cor, sexo, orientação sexual, condição social e econômica, credo religioso, filiação filosófica ou política etc. 

(CIPRIANO, Perly. 2014.) 

Considere as justificativas para o uso das vírgulas nos itens abaixo:



I. Em “A Secretaria Especial dos Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República, com vistas a colaborar para a construção de uma cultura de direitos humanos” o uso da vírgula justifica-se por isolar um adjunto adverbial deslocado.


II. Em “Muitas vezes ofendemos o “outro” por ressaltar suas diferenças de maneira francamente grosseira e, também, com eufemismos e formas condescendentes (...)” o uso das vírgulas entre o vocábulo “também” é facultativo, pois separa o adjunto adverbial, de pouca extensão, antepostos.


III. Em “(...) passam por normais, mas que (...)” o uso da vírgula, antes do vocábulo “mas”, é obrigatório para separar orações coordenadas sindéticas adversativas.


IV. Em ““Todos nós – parlamentares, agentes e delegados da polícia, guardas de trânsito, jornalistas, professores, entre outros profissionais com grande influência social” o uso da vírgula justifica-se por separar termos com funções semelhantes.



Assinale: 

Alternativas
Q3628355 Português

Leia o Texto I, a seguir, para responder à questão:


Texto I:

O cometa verde que se aproxima da Terra pela 1ª vez em 50 mil anos


Chloe Kim e Madeline Halpert

Da BBC News

19 janeiro 2023


    Um cometa verde brilhante deve passar pelo espaço próximo à Terra pela primeira vez em 50 mil anos, sendo possível avistálo durante cerca de um mês.

    No hemisfério Sul - e, portanto, no Brasil -, será possível vê-lo a partir do início de fevereiro.

    Funcionários da agência espacial americana Nasa disseram que o cometa foi visto pela primeira vez em março de 2022, quando estava dentro da órbita de Júpiter.

    A partir desta quinta-feira (19/1), ele já pode ser visto com auxílio de binóculos para quem está no hemisfério Norte.

    Ele estará mais próximo da Terra em 2 de fevereiro, disseram os cientistas.

    "Os cometas são notoriamente imprevisíveis, mas se este continuar com sua tendência atual de brilho, será fácil detectá-lo", escreveu a Nasa em seu blog no início deste mês.

    "É possível que ele fique visível a olho nu em céus escuros", disse.

    O corpo celeste gelado, batizado de C/2022 E3 (ZTF), chegou ao ponto mais próximo ao Sol de sua trajetória no dia 12 de janeiro. No dia 2 de fevereiro, ele chegará ao ponto mais próximo da Terra.

    Nesse ponto, ele estará a "apenas" cerca de 42 milhões de quilômetros de distância do planeta, de acordo com a entidade de astronomia Planetary Society.

    O professor aposentado do ensino médio e astrofotógrafo amador Dan Bartlett tem capturado imagens do cometa de sua casa perto do Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia. Ele diz que olhar para o céu é uma experiência que o faz se sentir pequeno diante da imensidão [...].

    "Sempre que você tem um sistema de lago ou oceano ao seu redor, isso causa um fluxo de ar mais suave. Isso significa que as estrelas não piscam tanto, então você obtém mais detalhes", explicou ele.

    Para observadores no hemisfério Norte sem telescópio, o cometa aparecerá como uma "mancha fraca e esverdeada no céu". Quem tiver um telescópio poderá ver a cauda do cometa, diz a Planetary Society [...].

    Não se espera que o cometa seja um "espetáculo" como o cometa 2020 NEOWISE, o mais brilhante visível do hemisfério Norte desde 1997, disse a Nasa.

    Mas ainda será "uma oportunidade incrível de fazer uma conexão pessoal com um visitante gelado do distante sistema solar externo", segundo a Nasa.

    O cometa leva cerca de 50 mil anos para orbitar o Sol, então "a oportunidade de vê-lo só acontecerá uma vez na vida", diz a Planetary Society.


Disponível em: . Acesso: 20 jan.2023.

Acerca dos usos dos sinais de pontuação presentes nos trechos I, II e III, é CORRETO afirmar:



I- Em “No hemisfério Sul - e, portanto, no Brasil -, será possível vê-lo a partir do início de fevereiro”, considerando a intencionalidade de atribuir realce a uma informação, os travessões não poderiam ser retirados do texto.


II- Em “O corpo celeste gelado, batizado de C/2022 E3 (ZTF), chegou ao ponto mais próximo ao Sol de sua trajetória no dia 12 de janeiro”, as vírgulas são utilizadas para separar uma oração com valor de subordinada adjetiva.


III- Em “Nesse ponto, ele estará a "apenas" cerca de 42 milhões de quilômetros de distância do planeta, de acordo com a entidade de astronomia Planetary Society”, o uso das aspas contribui para conferir destaque a um termo proferido pela entidade.



Está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmação(ões):

Alternativas
Q3627466 Português
E ELES NÃO FORAM FELIZES PARA SEMPRE

    João e Maria não são mais as crianças ingênuas que se deixavam iludir por uma casa feita de doces no meio da floresta. Adultos, se tornaram caçadores mercenários que querem vingança contra a bruxa que um dia ameaçou suas vidas. A Bela Adormecida, por sua vez, já não é vítima do feitiço de uma bruxa invejosa. Por vontade própria, ela cai em sono profundo para satisfazer o fetiche dos homens.

    Não, não deu a louca nos contos de fadas. Foi o cinema que decidiu cortar os “felizes para sempre" do roteiro mais popular dessas histórias e recontá-las sob perspectiva mais adulta e, em alguns casos, mais sombria também, como nos exemplos acima. Seguindo "A Garota da Capa Vermelha", longa baseado no conto Chapeuzinho Vermelho que estreou nos cinemas este mês, pelo menos mais outros seis filmes inspirados em contos de fadas, mas com uma abordagem bem diferente das doces adaptações feitas pela Disney que se acostumou a ver nos cinemas, devem chegar à tela grande entre este ano e o próximo.

    O olhar menos ingênuo e mais pesado que os novos filmes lançam sobre os contos de fadas espelha aspectos da própria atualidade. "A Fera", por exemplo, que ainda não tem data de estreia no Brasil, traz "A Bela e a Fera" para o século XXI propositalmente. "Eu adorei a ideia de tornar contemporânea a história e ambientála em um colégio. O conto trata da forma como se lida com a aparência e achei a escola o cenário ideal para explorar a obsessão que a nossa cultura e a nossa juventude têm pelo visual", comentou o diretor Daniel Barnz, em entrevista de divulgação do filme.

    Essa sintonia com o presente ultrapassa a questão da temática e encontra eco também na própria origem dessas narrativas, cujas primeiras versões, de séculos atrás, nada tinham de infantil. "Na origem, os contos de fadas eram histórias para adultos. No século passado, eles foram bastante atenuados para se direcionarem às crianças, que passavam a ser vistas como seres frágeis e necessitados de proteção. E, agora, tais textos estão voltando a ser adultizados, assim como as próprias crianças vêm se mostrando", sugere Patrícia Magero Pitta, doutora em teoria da literatura pela PUC-RS. "A Garota da Capa Vermelha" foi um dos filmes da nova safra que buscou inspiração nessa fonte adulta. O roteiro foi criado após o estudo de inúmeras versões, muitas delas perturbadoras, que o conto de Chapeuzinho Vermelho teve ao longo da história. No filme, a Chapeuzinho é uma jovem crescida e sensual, apaixonada pelo lenhador, mas prometida em casamento para o ferreiro. Ela planeja fugir com seu grande amor, mas adia a decisão depois que a irmã é assassinada por um lobisomem, cuja identidade é desconhecida.

    Ao mesmo tempo, porém, a avalanche de produções com esse viés também não deixa de contar com uma dose de esperteza da indústria do cinema. Assim como as adaptações de livros ou cinebiografias, os contos podem se converter em um filão lucrativo para a indústria. "Hollywood sempre investe em franquias estabelecidas, como os personagens de quadrinhos, os heróis. Os contos de fadas se enquadram na mesma ideia. Além disso, tem o conforto em saber que existe um público que já está familiarizado com essas histórias e vai querer ver novas versões", observa o crítico de cinema Pablo Villaça, editor do site Cinema em Cena.

    Mas essa familiaridade com a estrutura das histórias tem efeitos que vão além da atração do público para as salas de cinema, acredita a professora do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Márcia Ivana de Lima e Silva. "Os contos de fadas continuam valendo até hoje na sua estrutura mínima, que propõe solução de problemas, e é por isso que eles acabam sendo aproveitados por esse cinema comercial. O filme acaba tendo essa particularidade de mostrar a solução das situações de uma forma tranquila, quase que renovando as nossas possibilidades de enfrentar o cotidiano, e isso independe da idade", explica.

    Não por acaso, filmes para todos os tipos de público já se apropriaram das estruturas dos contos de fadas para construírem seus enredos, destaca a escritora e doutora em teoria da literatura Viviane Dexheimer Gil. É o caso de "Harry Potter", que trata do afastamento da família, a série "Crepúsculo", que aborda o impedimento amoroso, mas também "Cisne Negro", que gira em torno da libertação, e "Uma Linda Mulher", uma espécie de Cinderela dos anos 1980.
Considere o seguinte uso da vírgula:
Usa-se a vírgula para separar adjunto adverbial antecipado ou intercalado no discurso.
Considerando o uso apresentada, em destaque, há um exemplo desse uso em:
Alternativas
Q3627139 Português
Analise os trechos musicais e indique a alternativa em que possui ERRO na pontuação gráfica:
Alternativas
Respostas
3181: C
3182: B
3183: B
3184: A
3185: A
3186: A
3187: B
3188: B
3189: C
3190: D
3191: B
3192: A
3193: E
3194: B
3195: C
3196: B
3197: A
3198: A
3199: A
3200: B