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Questões de Concurso Comentadas sobre pontuação em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 10.730 questões

Q3319542 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 Pesquisador brasileiro pode ter encontrado novo planeta no Sistema Solar

Um estudo que foi publicado no final do ano passado, cujos principais autores são um pesquisador brasileiro e outro japonês, aponta a possibilidade de que haja um novo planeta em nosso Sistema Solar.

Os dois astrônomos, o brasileiro Patryk Sofia Lykawka, que hoje é professor na Universidade Kindai, no Japão, e Takashi Ito, do Observatório Astronômico Nacional do Japão, dizem que o planeta estaria localizado depois de Netuno, em uma região chamada de Cinturão de Kuiper.

"Prevemos a existência de um planeta similar à Terra e alguns outros objetos transnetúnicos (TNO, na sigla em inglês) em órbitas peculiares nos limites do Sistema Solar", escreveram os cientistas no trabalho publicado na revista The Astronomical Journal. 

Os pesquisadores estudam o Cinturão de Kuiper, uma área localizada a cerca de 30 unidades astronômicas (a unidade astronômica equivale aproximadamente à distância da Terra ao Sol, cerca de 150 milhões de quilômetros ou 8 minutos-luz) depois de Netuno, que abriga rochas geladas e planetas anões, como Plutão, Quaoar, Orcus e Makemake.

O suposto novo planeta seria de 1,5 a três vezes maior do que a Terra, bem maior que os planetas-anões localizados no Cinturão — mesmo Plutão, que já foi classificado como planeta no passado, tem apenas 18% do tamanho da Terra.

Antes que a existência de um novo planeta seja confirmada, os cientistas precisam encontrá-lo. Para isso, eles seguem estudando os objetos do Cinturão de Kuiper em busca de perturbações em suas órbitas que indiquem a presença de algum outro planeta maior.

Antes que a existência de um novo planeta seja confirmada, os cientistas precisam encontrá-lo. Para isso, eles seguem estudando os objetos do Cinturão de Kuiper em busca de perturbações em suas órbitas que indiquem a presença de algum outro planeta maior.

Para prosseguir com a pesquisa, Patryk pretende realizar novas simulações e aprimorar os resultados. "Assim, a massa e a órbita do planeta hipotético poderiam ser ainda mais refinadas", disse ele.

Retirado de: PINOTTI, Fernanda. Pesquisador brasileiro pode ter encontrado novo planeta no Sistema Solar. CNN Brasil. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/pesquisador-brasileiro-pode-ter-encontrado-novo-planetano-sistema-solar/ Acesso em: 26 fev., 2024.
Assinale a alternativa que apresenta o correto emprego dos sinais de pontuação: 
Alternativas
Q3317592 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bilhões de micróbios em nossa pele mantêm nossa saúde


Nosso corpo é coberto por um vibrante ecossistema microbiano. Cada vez mais, cientistas descobrem que a microbiota da nossa pele, na verdade, desempenha papel fundamental para nos manter saudáveis, além de oferecer outros benefícios surpreendentes.

Por isso, é melhor pesquisar mais antes de procurar aquele sabão bactericida.

Você, talvez, já tenha ouvido falar da microbiota intestinal, o complexo ecossistema de micróbios que habita os nossos intestinos.

Já se comprovou que a diversidade deste conjunto de bactérias, fungos, vírus e outros organismos unicelulares desempenha papel importante em uma série de doenças, como diabetes, asma e até a depressão.

Mas os micróbios que pegam carona na nossa pele também nos trazem benefícios. Eles oferecem a primeira linha de defesa contra os patógenos que tenham a infelicidade de pousar sobre a superfície do nosso corpo.

Esses micro-organismos decompõem parte das substâncias químicas que encontramos no nosso dia a dia e participam do desenvolvimento do nosso sistema imunológico.

Em termos de diversidade bacteriana, o microbioma da pele só perde para os nossos intestinos.

Quando paramos para analisar, é algo bastante surpreendente. Afinal, em comparação com os habitats seguros, quentes e úmidos da nossa boca e intestino, a pele é um lugar bastante inóspito.

"A pele é um ambiente muito hostil, em comparação com outras partes do corpo", explica a professora de cura de feridas Holly Wilkinson, da Universidade de Hull, no Reino Unido.

"Ela é seca, árida e muito exposta aos elementos. As bactérias que vivem ali evoluíram por milhões de anos para enfrentar essas pressões", acrescenta.

Essa evolução conjunta nos trouxe muitos benefícios.

Nem todas as partes da pele são colonizadas igualmente. Na verdade, as bactérias são surpreendentemente criteriosas em relação aos lugares onde elas vivem.

Se você passar um cotonete pela sua testa, pelo nariz ou pelas costas, você irá descobrir que estas áreas estão repletas de Cutibacterium, um gênero de bactérias que evoluiu para se alimentar do sebo oleoso produzido pelas células da nossa pele. Elas ajudam a umedecer e proteger a camada externa do nosso corpo.

Mas pegue uma amostra das suas axilas, quentes e úmidas, e você encontrará grandes quantidades de Staphylococcus e Corynebacterium. Examine entre os dedos dos pés e lá haverá muitas espécies de Propionibacterium. Algumas espécies são utilizadas na produção de queijo, ao lado de uma ampla variedade de fungos.

Regiões secas da pele, como os braços e as pernas, são particularmente inóspitas para as bactérias. Por isso, as espécies que moram ali não ficam por muito tempo.

Estas regiões também abrigam uma maior proporção de vírus do que outras áreas externas do corpo. E, naturalmente, a nossa pele também abriga outras criaturas, como os minúsculos ácaros.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1d74wp2zq3o.adaptado.
Em termos de diversidade bacteriana, o microbioma da pele só perde para os nossos intestinos.
Assinale a opção correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3317415 Português
A INVENÇÃO DE UM ALFABETO ÚNICO DO AMOR

(1º§) Será que eu poderia inventar um alfabeto para declarar o meu amor por você? Ou seria melhor tentar expressar o meu sentimento com um desenho ou uma canção? São muitas letras para a expressão das ações de paixão!

(2º§) Pensemos um pouco para obter uma acertada resposta, pela voz do meu coração. É muita emoção sempre! Muita fascinação! Muita gratidão, muitas formando são tão sentidas que se tornam difícil de manifestá-las.

(3º§) Um dia, talvez eu encontre uma forma de expressar o que sinto por você de forma poética. Mas, por enquanto, não tenho maneira mais simples, direta e romântica do que dizendo na língua de Camões: Amo-te! Meu amor!

(4º§) De todas as coisas boas que recordo em minha vida, você foi a melhor que me aconteceu.

(5º§) Meu rumo estava indefinido, meu caminho sem destino, até você chegar e dar sentido à minha existência.

(6º§) Não poderia estar mais grato, do que agora, por você ter se tornado a minha fiel companheira, a minha namorada, a minha esposa. Minha eterna namorada!

(7º§) Meu único amor! Minha estrela guia! Minha realização emocional, porque sempre sonhei em ter um tesouro! Por isso que eu quero guarda-lo para o resto da vida!

(8º§) Eu te amo, meu doce amor! Você me toca com a cor da maciez e com o som do seu coração. Confie nos nossos sentimentos!


(João Rodrigues) – (Alfabeto do Amor - Pensador) – (Adaptado)
Marque a alternativa com informação incorreta
Alternativas
Q3317413 Português
A INVENÇÃO DE UM ALFABETO ÚNICO DO AMOR

(1º§) Será que eu poderia inventar um alfabeto para declarar o meu amor por você? Ou seria melhor tentar expressar o meu sentimento com um desenho ou uma canção? São muitas letras para a expressão das ações de paixão!

(2º§) Pensemos um pouco para obter uma acertada resposta, pela voz do meu coração. É muita emoção sempre! Muita fascinação! Muita gratidão, muitas formando são tão sentidas que se tornam difícil de manifestá-las.

(3º§) Um dia, talvez eu encontre uma forma de expressar o que sinto por você de forma poética. Mas, por enquanto, não tenho maneira mais simples, direta e romântica do que dizendo na língua de Camões: Amo-te! Meu amor!

(4º§) De todas as coisas boas que recordo em minha vida, você foi a melhor que me aconteceu.

(5º§) Meu rumo estava indefinido, meu caminho sem destino, até você chegar e dar sentido à minha existência.

(6º§) Não poderia estar mais grato, do que agora, por você ter se tornado a minha fiel companheira, a minha namorada, a minha esposa. Minha eterna namorada!

(7º§) Meu único amor! Minha estrela guia! Minha realização emocional, porque sempre sonhei em ter um tesouro! Por isso que eu quero guarda-lo para o resto da vida!

(8º§) Eu te amo, meu doce amor! Você me toca com a cor da maciez e com o som do seu coração. Confie nos nossos sentimentos!


(João Rodrigues) – (Alfabeto do Amor - Pensador) – (Adaptado)
Marque os parágrafos escritos com apenas um período. 
Alternativas
Q3316653 Português

Texto para a questão.


O escritor é um sádico

Publicado em 11/12/2023 | Paulo Pestana | Crônica



    Todo mundo que mexe com palavras já pensou em escrever um romance. Mas nada é mais desanimador para um candidato a escritor do que ir a uma biblioteca ou livraria. Ao olhar em volta, o sujeito se vê cercado de histórias encadernadas; o que ainda falta para ser escrito? Qual história ainda não foi contada?


       Depois do teatro de Shakespeare[,] restou pouco para ser escrito sobre a condição humana, mas, ainda assim, de lá para cá, muitas histórias foram contadas, encantaram leitores, viraram filmes, influenciaram pessoas. Portanto, histórias não se encerram no ‘fim’ da última página; há sempre algo para vir em seguida. Só que, cá para nós, essa história também já foi contada. No mito de Sherazade, por exemplo.


       Mas quem trabalha com palavras é incorrigível; acredita em deuses, procura respostas, namora o improvável, recusa o inexequível. E foi assim que meu amigo começou o projeto de escrever o grande romance da história do Brasil. Traçou o plano literário do jeito que tinha aprendido num desses livros que ensinam a fazer romance, com uma intrincada sucessão de resumos de capítulos que mais parecia aqueles painéis de investigação policial do cinema.


      A ideia dele era partir de núcleos familiares em cidades mais antigas e, a partir dos personagens principais, montar pequenos dramas em torno de grandes acontecimentos históricos, até que as famílias fossem se desmembrando por meio de migrações que fizessem um resumo da ocupação do país, como a busca por esmeraldas, o êxodo cearense para o Acre na época da borracha, a Brasília prometida dos candangos, a chegada dos europeus.


     Isso tudo ele me contou no espaço de uns três cafezinhos, tão empolgado com a novela, que eu nem tive coragem de dizer que já tinha lido algo bem parecido. Duas semanas nos encontramos novamente, e ele disse que havia dado um tempo na ideia. Falta amadurecer, me disse ele. 


    E me lembrei de mim mesmo, que cismei de começar a escrever um livro quando estivesse ardendo de febre; achava – como todo jovem acha – que há verdades que só vão aparecer do delírio. Foram meses de espera de uma febre que não vinha; demorou, foi um período em que nem um mísero e vulgar resfriado esteve disponível para meu talento literário.


     Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.


     Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.


PESTANA, Paulo. O escritor é um sádico. Correio Braziliense, 11 de dezembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/oescritor-e-um-sadico/. Acesso em: 12 dez. 2023. Adaptado. 

Qual é a função da vírgula sinalizada no segundo parágrafo da crônica? 
Alternativas
Q3316537 Português

Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:


Traduzir-se


Uma parte de mim

é todo mundo:

outra parte é ninguém:

fundo sem fundo.


Uma parte de mim

é multidão:

outra parte estranheza

e solidão.


Uma parte de mim

pesa, pondera:

outra parte

delira.


Uma parte de mim

almoça e janta:

outra parte

se espanta.


Uma parte de mim

é permanente:

outra parte

se sabe de repente.


Uma parte de mim

é só vertigem:

outra parte,

linguagem.


Traduzir-se uma parte

na outra parte

- que é uma questão

de vida ou morte -

será arte?



Ferreira Gullar

A pontuação não é apenas um recurso para marcar pausas e entonações típicas da fala, mas também pode ser uma importante ferramenta de estilo e até, muitas vezes, mudar o sentido de um enunciado. Qual das alternativas abaixo não representa uma reescrita aceitável com um novo padrão de pontuação para o excerto extraído do poema?



Traduzir-se uma parte


na outra parte


- que é uma questão


de vida ou morte -


será arte?



Alternativas:

Alternativas
Q3315661 Português
No trecho “A especialista também sugere o uso de plataformas que ajudem os alunos — do ensino fundamental ao superior — a tirar dúvidas, especialmente quando estiverem sozinhos e querendo aprender os conteúdos de uma forma mais lúdica” do texto “Os impactos da inteligência artificial na educação”, o uso de travessão justifica-se para sinalizar
Alternativas
Q3315595 Português
Leia o Texto I a seguir para responder à questão.


TEXTO I


A pressão por perfeição causada pelas redes sociais pode afetar a qualidade de vida das pessoas


Um estudo divulgado no final do ano passado sobre o uso da internet, promovido pela empresa de marketing We Are Social, revelou que os brasileiros gastam, em média, três horas por dia navegando nas redes sociais.

E com o crescimento do uso de aplicativos como o Facebook e o Instagram, milhares de pessoas em todo o mundo estão ganhando muito dinheiro fazendo publicidade para marcas, ditando padrão de beleza e acirrando o clima de competição em relação à aparência e à estética, o que tem gerado uma forte pressão nos usuários.

Inclusive, tal pressão levou o Instagram a ocultar o número de curtidas nas publicações da plataforma, como uma tentativa de diminuir o clima de competição entre os usuários para que eles se sintam mais livres para postarem seus conteúdos.

Mas até que ponto essa pressão nas redes sociais pode afetar a vida e a autoestima das pessoas?

No Brasil, essa pressão por um corpo perfeito tem conduzido muitos brasileiros a desenvolverem transtornos comportamentais, como baixa autoestima, ansiedade e até mesmo depressão.

A ONG inglesa Girlguiding fez uma pesquisa com mais de mil garotas e jovens, entre 11 e 21 anos, e comprovou que a relação delas com o mundo virtual pode não ser tão amistosa quanto aparenta.

Uma em cada três jovens relatou que sua maior preocupação on-line era comparar a sua vida com a de outras pessoas por meio das redes sociais, e alegaram que se preocupam pela forma como isso está afetando seu bem-estar.

A psicóloga e psicanalista Sheyna Vasconcellos, professora da faculdade Unijorge, em Salvador, esclarece que a nossa necessidade de aprovação e aceitação é muito antiga, e anterior às redes sociais. Assim, a decisão do Instagram em ocultar as curtidas, disfarça um pouco essa rivalidade e, até certo ponto, é libertadora, mas não é esse o problema.

Ela explica que a geração atual tende a usar o corpo como cenário de exibição em busca de aprovação e curtidas, levando a ficarem cada vez mais tempo visíveis on-line, já que a internet funciona 24 horas por dia, comprometendo ainda mais essa relação com o espaço virtual.

E esse espaço sem fronteiras cria dispersão e fragmentação, o que pode ser bem perigoso para quem já está vulnerável psiquicamente. “Para muitos, a vida editada nas redes sociais não corresponde à vida real, cheia de frustrações. E isso faz com que o indivíduo sinta uma forte solidão em sua angústia”.

E como as famílias lidam com isso?

Outro dado relevante levantado pelo estudo da ONG inglesa é a opinião das jovens sobre a percepção que os pais têm da pressão que elas sofrem no mundo digital.

Cerca de 50% das entrevistadas relataram que os pais têm consciência desse tipo de pressão, porém, apenas 12% afirmaram que seus pais têm alguma preocupação real com esse problema enfrentado por elas.

A psicóloga alerta que a vida midiática faz parte da nossa cultura e das novas formas de sofrimento psíquico, e o papel da família nesse contexto é muito importante.

“Cada vez mais os familiares precisam conhecer os interesses de seus jovens, o tipo de conteúdo e perfis que os seduzem e, muito importante: escutar o que eles têm a dizer, e ouvir suas opiniões para procurar entendê-los e orientá-los. Ao demonstrar interesse por este novo mundo a relação entre a família e seus jovens vai se estreitar e abrir um “canal” que pode ganhar mais relevância do que o canal do Youtube”, orienta a psicóloga.

Aceitação, autoconfiança e autoestima

O cirurgião Sandro Fabrício Queiroz está acostumado a conviver com pacientes que encontram nas redes sociais um espaço de socialização que muitas vezes não vislumbram na vida off-line, com amigos, escolas e familiares.

Além de atuar em vários hospitais de Salvador, o cirurgião é o responsável técnico pela CTS - Clínica de Tratamento e Suor especialista em hiperidrose, uma doença que causa transpiração excessiva em algumas partes do corpo, como mãos, axilas e rosto.

Essa doença não traz maiores risco à saúde, mas causa muito desconforto e constrangimento, levando a pessoa a ter que tomar vários banhos por dia, evitar um aperto de mão, um abraço, um contato mais próximo com outras pessoas, impactando em suas relações sociais e na vida diária.

“A hiperidrose impacta fortemente na qualidade de vida das pessoas. E, como nas redes sociais eles não precisam enfrentar esse problema – não precisam de contato físico -, muitos pacientes acabam se entregando à vida virtual, substituindo o convívio e a aceitação da vida real pelos “likes” das redes sociais”. O cirurgião esclarece que adolescentes com hiperidrose se sentem inseguros e incomodados e podem se tornar introspectivos. E nessa fase da vida qualquer situação de exclusão pode afetar a autoconfiança e a autoestima, e, nesse aspecto, o convívio com a rede social pode ser libertador. “De uma maneira geral, tudo é amplificado no mundo virtual: as pressões pelo enquadramento aos padrões são maiores e problemas são aumentados ou simplesmente criados, mas por outro lado, o mundo virtual pode abrir as portas para a obtenção de soluções adequadas para os problemas que existem na vida real. As redes sociais permitem o contato com grande número de pessoas com os mesmos problemas, contribuindo para uma maior aceitação, bem como para a solução necessária que, de outra forma, permaneceriam como uma determinação do destino da qual não se pode escapar”, reflete o cirurgião.

Padrão estético exagerado

Veiculação de tratamentos estéticos milagrosos e um ideal de beleza muito exagerado disseminados pelas redes sociais são preocupações destacadas pela dermatologista Lorena Marçal, vice-presidente regional Bahia da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD/BA).

Segundo ela, há um grande aumento por procura em procedimentos estéticos em busca de um padrão de beleza veiculado, muitas vezes, usando imagens sensacionalistas e distorcidas, gerando um falso ideal de beleza e de “facilidade” de procedimentos sem riscos, propagados por pessoas que não são médicos nem especialistas e não têm conhecimento e autorização para divulgar esses serviços.

“É preciso ter muito cuidado. Hoje em dia buscam um padrão que nem sempre é indicado e recomendado, como lábios exageradamente grandes, mandíbulas marcadas, região molar muito projetada, nariz fino e sobrancelhas bastante arqueadas. Na dúvida, tem que procurar um médico dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Só através de uma avaliação médica bem feita é que se pode fazer as indicações exatas do que realmente é necessário, e qual o melhor procedimento a ser feito”.


Fonte:https://www.revistaabm.com.br/artigos/a-pressao-por-perfeicao-causada-pelas-redes-sociais-pode-afetar-a-qualidade-de-vida-das-pessoas
Em “A hiperidrose impacta fortemente na qualidade de vida das pessoas. E, como nas redes sociais eles não precisam enfrentar esse problema – não precisam de contato físico -, muitos pacientes acabam se entregando à vida virtual, substituindo o convívio e a aceitação da vida real pelos “likes” das redes sociais”., o autor utiliza aspas na palavra destacada para:
Alternativas
Q3314080 Português
Leia o Texto I a seguir para responder à questão.

TEXTO 1


Antissemitismo e islamofobia como ideologias da guerra e da crise global A normalização da narrativa racista anti-palestina e islamofóbica de um lado assim como a normalização de uma narrativa antissemita contra israelenses e judeus de outro não são questões secundárias no que diz respeito ao conflito


Daniel Feldman


Escrito por Ben Gidley, Daniel Mang, Daniel Randall e assinado por ativistas, coletivos e intelectuais de diferentes países, entre eles talvez o mais conhecido Slavoj Žižek, o Manifesto que ora apresentamos neste artigo intitulado “Por uma esquerda consistentemente internacionalista e democrática” propõe um enfoque original e a nosso ver bastante oportuno para a reflexão, não apenas sobre os acontecimentos recentes em Israel/Palestina, mas também para uma reflexão mais de fundo sobre certos posicionamentos do campo da esquerda em meio ao caos global em que estamos atolados. Como uma primeira aproximação, retenhamos uma das suas afirmações: “A esquerda pode e deve se opor incondicionalmente ao preconceito antipalestino e anti-muçulmano sem endossar o Hamas; ela pode e deve se opor incondicionalmente ao antissemitismo sem endossar o chauvinismo israelense”.

Parte-se assim da premissa que as narrativas, as ideologias e as visões de mundo não são algo menor em relação às questões concretas e mais prementes que implicam diretamente a vida das pessoas, em especial no que tange à questão Israel/Palestina. Por certo que, dada a destruição de Gaza, a terrível crise humanitária e o assassinato de tantos milhares de civis causados pelos bombardeios e invasão de Israel, a questão mais imediata e urgente que se coloca é a do cessar-fogo imediato e uma negociação para a liberação dos reféns israelenses em troca dos prisioneiros palestinos. No entanto, justamente o problema que o Manifesto nos propõe é o seguinte: a normalização da narrativa racista anti-palestina e islamofóbica de um lado, assim como a normalização de uma narrativa antissemita contra israelenses e judeus de outro, não são questões secundárias no que diz respeito ao conflito. O combate a tais narrativas não se limita a uma questão de bons modos ou de mera correção política, mas sim uma é postura que, ao ser negligenciada, contribui para um enredo pernicioso muito real que ajuda, nos fatos, a prolongar a tragédia.

Isso nos leva ao que cremos ser a originalidade do manifesto: abordar o problema da islamofobia e do antissemitismo como fenômenos que têm sim as suas singularidades, mas que ao mesmo tempo são correlatos e logo só podem ser encarados de forma satisfatória se forem combatidos em conjunto: “A crescente polarização e divisão tem contribuído para a desumanização não apenas de israelenses e palestinos, mas de judeus, muçulmanos e árabes em todo lugar, e para o aprofundamento de uma cultura de vitimização competitiva de soma zero, em vez de solidariedade”. E aqui chegamos naquilo que os autores preconizam como uma atitude consistente no título de seu manifesto: jogar a denúncia de um tipo de ódio social contra o outro é trair a luta contra ambos, pois, sobretudo na conjuntura que se abriu após o 7 de outubro, eles estão intimamente imbricados e se reforçam mutuamente. A intenção dos que querem matar palestinos (ou árabes e muçulmanos de forma mais ampla) assim como a intenção dos que querem obliterar a nação palestina alimentam e corroboram as intenções dos que querem matar judeus e obliterar a nação israelense. E vice-versa. No entanto, para que tais intenções – que cresceram sobremaneira no mundo nesses dois meses – se transformem em ato, é preciso antes que elas estejam embebidas na demonização e na estigmatização do Outro, no caso, embebidas nas narrativas islamofóbica e antissemita. Tais narrativas, assim, deixam o plano abstrato das ideias e se encarnam na vida concreta, envenenando-a.

Calibrando aqui o argumento. Se é inegável que a antissemitismo e o racismo anti-palestino (e a islamofobia) crescem perigosamente no mundo como um todo e se alçam cada vez mais como formas degradadas de digestão ideológica da crise da sociabilidade capitalista do Ocidente ao Oriente (voltaremos a este ponto), é preciso dizer, por outro lado, que na história e no presente do conflito, o peso da violência tem recaído com intensidade muito maior do lado palestino do que no lado judeu. O conflito Israel/Palestina é, num sentido, eminentemente assimétrico e desigual, afinal Israel exerce uma ocupação militar e desse ponto de vista é o opressor inequívoco sobre palestinos, perpetuando sua despossessão e negação de direitos nacionais. Contudo, ao mesmo tempo, de outro lado, trata-se de um conflito simétrico no sentido de que há duas nacionalidades com aspirações igualmente legítimas que se defrontam na região. A ligação da maioria dos judeus do mundo para com Israel se deriva do fato deste ter se tornado a válvula de escape derradeira para muitos refugiados tanto do antissemitismo europeu como do antissemitismo do mundo muçulmano pós-1948. Encarar de frente essa relação contraditória entre aquilo que é assimétrico e o que é simétrico, a saber, entre o que é uma opressão nacional a um povo que demanda o fim da ocupação militar e uma questão nacional que demanda o entendimento real entre dois povos, não é uma mera formulação teórica, mas sim uma pré-condição sine qua non para uma saída positiva. Do contrário, são as narrativas fundamentalistas e reacionárias de politização do ódio nacional de ambos os lados que vão se impor ainda mais, tornando o impasse definitivamente insolúvel.

[...]

ANTISSEMITISMO E ISLAMOFOBIA COMO IDEOLOGIAS DA CRISE GLOBAL

A falsa crítica ao capitalismo acima remete, por fim, a outra questão do Manifesto: “Por que grande parte da esquerda tem dificuldade em identificar e resistir ao antissemitismo em suas fileiras?” Antes de retomar a pergunta, cabe aqui apontar a singularidade de cada uma das formas de ódio social. A islamofobia, se seguirmos a pista de Edward Said, fetichiza o palestino (ou o árabe e muçulmano) como alguém atrasado, violento por natureza, exótico, fanático, impermeável a argumentos racionais, irascível e intolerante. Sua atualidade como ideologia da crise contemporânea reside na estigmatização do imigrante, do refugiado ou de bárbaros inferiores que não se adequam à “civilização” moderna e para quem não há mais lugar. Já no caso do antissemitismo, a fetichização do judeu passa por outras características: conspirador, ardiloso, dotado de superpoderes ocultos e misteriosos, cosmopolita sem raízes, artificial e fantasmagórico. Isso permite, como afirma o Manifesto citando Moishe Postone, que “o antissemitismo muitas vezes atue como uma forma fetichizada de ‘anticapitalismo’. O poder misterioso do capital, que é intangível, global e que agita nações, áreas e vidas das pessoas, é atribuído aos judeus. A dominação abstrata do capitalismo é personificada nos judeus”. Ora, na crise global da sociedade da mercadoria e do valor (o abstrato e intangível por excelência), o antissemitismo se recrudesce e os judeus como tais são identificados como culpados: não como inferiores, ou incivilizados, mas como os usurpadores maléficos da civilização. 

E é neste caos da civilização, em que campeia a desorientação e uma dificuldade real de se formular alternativas efetivas diante da sociabilidade vigente, que cresce também a tendência de uma certa esquerda de buscar atalhos supostamente “antissistêmicos”, flertando em menor ou maior grau com a demagogia antissemita se pautando “não tanto na luta contra o capitalismo enquanto relação social, mas na rejeição da ‘hegemonia americana’, ‘globalização’, ‘finanças’ – ou às vezes, ‘sionismo’, visto como vanguarda de todas essas forças. Isso levou muitas pessoas que se consideram esquerdistas a simpatizar com alternativas reacionárias às atuais disposições políticas e econômicas”. E aqui reside o perigo de se cruzar o Rubicão. Num tweet recente respondido por Elon Musk, um influenciador americano de extrema-direita afirmou que os “judeus estimulam o ódio dialético contra os brancos” por apoiarem a imigração para o Ocidente de “hordas de minorias”.

Ou seja, contra o Ocidente branco, o judeu conspirador e indesejável seria o responsável por estimular a imigração de minorias, aí certamente inclusos árabes e muçulmanos indesejáveis. Eis aqui mais um exemplo do porquê a luta conjunta contra o antissemitismo e a islamofobia é tão desejável.


Fonte: https://diplomatique.org.br/antissemitismo-islamofobia-manifesto-esquerda-internacionalista/
Em “(...)abordar o problema da islamofobia e do antissemitismo como fenômenos que têm sim as suas singularidades, mas que ao mesmo tempo são correlatos e logo só podem ser encarados de forma satisfatória se forem combatidos em conjunto(...)”, a vírgula foi usada para:
Alternativas
Q3313955 Português
Analise o trecho que segue e identifique a afirmação INCORRETA:
"Embora o debate sobre a qualidade da educação seja constante, ainda há muito a ser feito para garantir um ensino inclusivo e equitativo para todos." 
Alternativas
Q3313685 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01


Vale a pena superar barreiras

Rossandro Klinjev


    Viver é, sem dúvida, um convite para uma viagem ao mais íntimo de nós mesmos. Enquanto planejamos roteiros fascinantes, buscamos paisagens dignas de milhares de curtidas ou degustamos sabores exóticos das Blue Zones, conhecidas por sua longevidade, descobrimos que nenhuma jornada é mais reveladora do que aquela que fazemos para dentro do nosso próprio ser. Nem mesmo a Odisseia de Dante ao centro da Terra rivaliza com o desafio de confrontar emoções escondidas, lágrimas não derramadas, dores sufocadas ou alegrias não celebradas.

    Podemos ter um passaporte repleto de carimbos e um acúmulo impressionante de milhas aéreas, mas, se não explorarmos o território do nosso coração, permaneceremos estagnados. Nossas dores, sejam elas à vista ou parceladas, nos conduzem a caminhos de transformação e cura ou nos arrastam para ciclos de mágoa e arrependimento interminável. A escolha é nossa e, como canta Beto Guedes, “a lição já sabemos de cor, só nos resta aprender”.

    Quando a dor chega, o desejo de desaparecer ou de sucumbir ao cansaço pode ser avassalador.

Porém, é importante lembrar que essa fase é transitória. Pode parecer insuperável, mas é apenas um trecho íngreme na estrada da vida. Se, mesmo dirigindo um carro, a subida é desafiante, imagine enfrentá-la a pé. É nesse momento que precisamos praticar a autocompaixão. Falar de autoamor pode soar grandioso, mas talvez comece com gestos simples, como dormir um pouco mais, como nos lembra a canção “Amor de Índio”: “Lembra que o sono é sagrado e alimenta de horizontes o tempo acordado de viver.”

    Então, sente-se à beira do caminho, respire fundo, entre numa pequena loja e compre um chocolate ou um sorvete, apenas para adoçar a vida. É hora de encontrar amigos, amores, familiares; de caminhar pelo bairro, ouvir sua música preferida ou se encontrar com o divino. Essas são artimanhas para provar a si mesmo que vale a pena superar mais uma barreira – aquela que reside dentro do coração –, ao descobrir que é capaz de seguir adiante e chegar ao fim da rua longa e íngreme. E, ao alcançar o topo, perceber quão gratificante é enfrentar novos desafios, compreendendo que nunca foi o caminho, mas como você o percebe.


Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/ vale-a-pena-superar-barreiras/. Acesso em: 20 set. 2024. Adaptado.

Na passagem do texto “Enquanto planejamos roteiros fascinantes, buscamos paisagens dignas de milhares de curtidas [...]”, é CORRETO afirmar que o uso da vírgula, de acordo com a norma, é

Alternativas
Q3313489 Português
Assinalar a alternativa em que a vírgula foi usada de maneira CORRETA.
Alternativas
Q3313482 Português
Por que alguns medicamentos não devem ser tomados com café?


    O café é uma das bebidas mais populares do mundo e uma das principais fontes de cafeína. Essa substância, porém, é um componente ______ que afeta significativamente o efeito de alguns medicamentos no organismo, adverte a revista BioMed Research International.

    O estudo, publicado em 2020, aponta que tomar certos medicamentos com café pode afetar a forma como eles funcionam no organismo. A pesquisa indicou que a bebida pode melhorar a resposta terapêutica, causar falhas no tratamento ou motivar reações tóxicas.

    Há uma interação significativa entre o café e muitos medicamentos importantes devido a seus principais componentes. Por exemplo, a cafeína pode afetar a absorção dos medicamentos. Segundo o estudo, “a absorção de ferro é reduzida entre 39% a 90% quando se toma uma xícara de café ou outras bebidas com cafeína". Por isso, essa e outras bebidas cafeinadas não devem ser ingeridas em conjunto com alimentos que contenham ferro ou suplementos nutricionais. Recomenda-se o intervalo de pelo menos uma hora entre eles.

    Por outro lado, o café pode acelerar o efeito de certos remédios. Por exemplo, a cafeína melhora a ___________ (capacidade de um medicamento ou outra substância de ser absorvida e utilizada pelo organismo) da ergotamina, um medicamento para tratamento de enxaqueca. Isso pode levar a uma ação mais rápida e efeito mais duradouro do medicamento. Da mesma forma, a aspirina produz seu efeito analgésico mais rápido e efetivo quando administrada com café ou _________ com cafeína.

   Além de afetar a absorção, tomar remédios com café pode levar a mudanças na distribuição, no metabolismo e na excreção dos medicamentos. Neste contexto, os pesquisadores concluem que, a menos que seja provado que o café não irá alterar a eficácia do medicamento, a ingestão dele - e de outras bebidas que contenham cafeína — com remédios deve ser restringida.


Redação National Geographic Brasil. Adaptado. 
Com base no texto, analisar os itens.

I. A letra “a”, sublinhada no 4º parágrafo, não leva crase.
II. A vírgula no trecho “Além de afetar a absorção, tomar remédios com café pode [...]” é facultativa.
III. A palavra sublinhada no 1º parágrafo poderia ser deslocada para o início da oração, seguida de vírgula, sem trazer alteração de sentido ao texto.

Está CORRETO o que se afirma:
Alternativas
Q3313187 Português
Nosso Programa de Compliance

    O Programa de Compliance dos Correios é o conjunto de práticas de compliance consolidadas na empresa, voltadas para prevenção, detecção e resposta às ações e condutas irregulares. Tem como finalidade combater atos ilícitos, fraudes e corrupção, descumprimento de normas e desvios de condutas éticas; reduzir perdas financeiras e danos à reputação e à imagem da empresa; promover a integridade organizacional e a sustentabilidade dos negócios, entre outros, devendo ser observado por todos os empregados e gestores dos Correios e demais partes interessadas.

Disponível em: <https://portalcorreioshom correios.com br/acesso-a-informacao /transparencia-e-governanca/compliance>.Acesso em: 3 ago. 2024, com adaptações.

A respeito das questões gramaticais referentes ao texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3313089 Português
Dor não tem idade


    Nem manha nem frescura. Dores nos ossos, nos músculos e nas juntas podem surgir em qualquer fase da vida, inclusive na infância e na adolescência. Segundo um estudo com mais de 2,6 mil jovens brasileiros, 27% sentem desconfortos musculoesqueléticos incapacitantes e sem causa determinada. “São queixas que os impedem de ir à escola, praticar atividade física ou aproveitar momentos de lazer”, expõe Tiê Yamato, fisioterapeuta e líder do estudo. As regiões do corpo mais afetadas são as costas, as pernas e o pescoço. Ao investigar também a __________ dos pais sobre esses inconvenientes, descobriu-se que um em cada seis responsáveis subestima a dor de seus filhos. “Isso atrasa o tratamento e compromete a qualidade de vida do jovem”, adverte. 

    A ideia de que os pequenos sentem dor por estarem espixando data do século 19, mas não tem base científica. Isso mesmo: não há evidências de que o crescimento em si desperte desconfortos. Não à toa, especialistas orientam que o uso do termo “dor do crescimento” seja abandonado e que as queixas relatadas no início da vida sejam devidamente investigadas. E como lidar com dores de crianças e adolescentes? Não há um protocolo-padrão. Cada caso deve ser investigado e cuidado individualmente. Às vezes o problema desaparece sozinho. 

    Abalos psicológicos estão _____________ ao desenvolvimento e à piora das dores. Via de regra, as dores musculoesqueléticas são idiopáticas, ou seja, não têm uma causa definida. Queixas na juventude aumentam o risco de dores crônicas na vida adulta. Por isso, investigar os incômodos desde a infância pode ajudar também a tratar e lidar com condições futuras, levando em consideração o histórico do paciente. É necessário levar as queixas a sério e procurar formas de manter o bem-estar dos pequenos.

Larissa Beani – Veja Saúde. Adaptado.
As aspas presentes no final do primeiro parágrafo foram utilizadas para:
Alternativas
Q3312859 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01


A sabedoria e a fragilidade do envelhecimento


    O relógio da vida modela o corpo. As estações da natureza desenham seus ciclos. Com isso, nutrem-se de dias, semanas, meses e anos. E, quando menos esperamos, o envelhecimento se instala na pele, na altura, no peso, podendo influenciar a disposição do ser. Caminhar pela rua se confunde com perambular pelas memórias. Os passos ora pisam em nostalgias, ora em passados adormecidos.

    O envelhecimento traz consigo um misto de sabedoria e fragilidade. As linhas no rosto são como marcas de batalhas vencidas, histórias contadas e vivências acumuladas. No entanto, junto com a experiência, vêm os problemas físicos e emocionais. A artrite, que dificulta o movimento, a memória, que falha em momentos cruciais, a visão, que já não é a mesma. E sobretudo o isolamento, que abate, numa sociedade que relega os velhos para segundo plano. Tudo isso nos lembra que, apesar de termos vivido tanto, o corpo humano é finito e frágil. [...]


Disponível em: https://vidasimples.co/longevidade/. Acesso em: 15 set. 2024. Adaptado.

Considere a seguinte passagem do texto “A artrite, que dificulta o movimento, a memória, que falha em momentos cruciais, a visão, que já não é a mesma.”


Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura de construção da passagem apresentada.



I. A palavra “que”, em todos os usos, é um elemento de coesão, pois retoma, na passagem, substantivos expressos anteriormente.


II. As vírgulas têm a função de separar as orações que inserem, na passagem, ideias com valor de explicação.


III. A palavra “que”, em todos os seus usos, classifica-se como conjunção, que insere, na passagem, ideia de causa.


IV. A palavra “que”, em todos os seus usos, pode ser substituída por “a qual” sem alteração de sentido da passagem.


V. As vírgulas foram usadas facultativamente e inserem, na passagem, orações com ideia de contraste.



Estão CORRETAS as afirmativas 

Alternativas
Q3312300 Português
A Última Bola de Garrincha


Garrincha não me pertence como cronista. Eu poderia ter orgulho de ter pensado muito em Garrincha, vendo-o jogar à minha frente. Mas pensar é uma atividade corriqueira, todos podem pensar, e alguns até podem pensar seriamente em Garrincha. Vale a pena pensar em Garrincha porque, se Pelé é jogador mais completo que já tivemos num campo de futebol, Garrincha é um pouco menos, não foi um jogador perfeito, tinha defeitos sérios até, mas Garrincha também foi mais do que Pelé.

Garrincha foi a mais completa espontaneidade num campo de futebol. Pelé nunca pôde ser espontâneo; sempre foi um jogador comprometido consigo próprio, com o que poderia representar, e muito cedo se pôde ver que ali, em Pelé, se formava um jogador rigorosamente extraclasse, e um homem bem-sucedido na vida. Garrincha não. O Botafogo explorou-o até a raiz em todos os contratos. Não estou dizendo isso porque seja contra os clubes. Sem os clubes, eu já disse, não existiria o futebol. Mas o Botafogo explorou Garrincha, chegou a repetir contratos e ofereceu-os ao melhor jogador que o Botafogo jamais terá na sua vida de clube.

(…)

Garrincha foi o primeiro jogador e também o último que jogou a mesma bola; a bola da pelada, a bola do treino no clube grande, a bola branca e oficial do Maracanã e a bola inesquecível de dois Campeonatos do Mundo.


Ruy Carlos Ostermann – Correio do Povo,
20 de dezembro de 1973 – texto editado.

Em relação ao trecho “…mas Garrincha também foi mais do que Pelé.”, retirado do texto 3, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3311746 Português
Analise as sentenças a seguir e assinale a alternativa que apresenta a pontuação correta: 
Alternativas
Q3309905 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Brasil oficializou Dia do Trabalhador para incentivar festas e conter protestos


    O dia 1º de maio virou feriado no Brasil em 1924, por força de uma lei aprovada pelo Senado e pela Câmara e assinada pelo presidente Arthur Bernardes. A data entrou no calendário oficial para celebrar a “confraternidade universal das classes operárias” e os “mártires do trabalho”.

    Documentos da época guardados no Arquivo do Senado, em Brasília, revelam que, ao oficializar o Dia do Trabalhador há cem anos, Bernardes teve como objetivo domesticar a data. 

    Até então, muitos sindicatos usavam o 1º de maio para organizar comícios e protestos contra a exploração no trabalho. Era uma época em que praticamente inexistiam direitos trabalhistas no Brasil.

    Para o governo, a data não deveria ser de reivindicação, mas de festa. Na mensagem presidencial que enviou ao Congresso Nacional no início de 1925, Bernardes agradeceu a aprovação da lei do Dia do Trabalhador e disse que a substituição da luta pelos festejos já era uma salutar tendência: “A significação que essa data passou a ter nestes últimos tempos, consagrando-se não mais a protestos subversivos, mas à glorificação do trabalho ordeiro e útil, justifica plenamente o vosso ato”.

    A lei foi sancionada em setembro de 1924. Embora o Brasil fosse majoritariamente agrário, as maiores cidades do país já tinham um número considerável de fábricas, principalmente de tecidos, móveis e alimentos.

    Os trabalhadores do começo do século 20, contudo, não se resignavam. As paralisações eram frequentes. A mais célebre delas foi a grande greve de 1917, que envolveu 50 mil operários da cidade de São Paulo e se estendeu por uma semana. O movimento foi violentamente sufocado pela polícia, teve 200 mortos, incluindo operários e policiais.

    A historiadora Isabel Bilhão acredita que a criminalização do movimento operário como política de Estado nas primeiras décadas da República tem reflexos ainda hoje no Brasil, o que explicaria o fato de uma parte da sociedade não ver com bons olhos o movimento sindical e as greves. A imagem negativa foi reforçada nas ditaduras do Estado Novo e militar, quando o sindicalismo esteve amordaçado e as tentativas de politizá-lo foram reprimidas.

    Na visão dela, é importante que o Brasil de hoje conheça a história do trabalho no país — incluindo a oficialização, há cem anos, do Dia do Trabalhador: “Quando conhecemos essa história, entendemos que, ao contrário do que diz o discurso oficial, os direitos trabalhistas não caíram do céu, não foram uma dádiva de Vargas. Vieram depois de uma longa luta, de muito esforço, à custa da prisão e da morte de muitas pessoas. São fruto de uma construção. Da mesma forma que foram construídos, podem também ser descontruídos. Quando ignoramos a história, não valorizamos os direitos trabalhistas e corremos o risco de perdê-los. Podemos acabar acreditando naquele velho discurso de que há direitos em excesso impedindo o desenvolvimento econômico do Brasil”.


(“Brasil oficializou Dia do Trabalhador para incentivar festas e conter protestos”, de Ricardo Westin. Senado Federal, 3 maio 2024. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/brasil-oficializou-dia-dotrabalhador-para-incentivar-festas-e-conter-protestos. Texto adaptado)
Assinale a alternativa em que a(s) vírgula(s) está(ão) empregada(s) de forma CORRETA. 
Alternativas
Q3307778 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


Vantagens da robótica nas escolas. Na era da tecnologia (...), a educação avançou além dos métodos de ensino tradicionais. A robótica educacional mudou a forma como as crianças aprendem e interagem com o conhecimento, abrindo novas possibilidades a médio e longo prazo, preparando nossos alunos para o mundo profissional futuro.


(...)


A robótica educacional é uma iniciativa interdisciplinar que integra a tecnologia e a aprendizagem prática, proporcionando um ambiente de ensino mais envolvente e eficaz. Através de atividades de construção e programação de robôs, os alunos desenvolvem habilidades importantes, como pensamento crítico, melhoria nas operações formais, resolução de problemas e trabalho em equipe.

(Disponível em: https://economizador.net.br/roboticaeducacional-futuro-criancas/> - adaptado- Acesso em 15/05/24).

A vírgula é um sinal de pontuação fundamental na língua portuguesa, utilizado para organizar e esclarecer o sentido das frases, suas funções são variadas e ajudam a garantir a clareza e a correta interpretação dos textos. Desse modo, as vírgulas empregadas ao longo do segundo parágrafo do excerto acima cumprem as funções de:



I. Isolar orações coordenadas.


II. Separar elementos em uma enumeração.


III. Caracterizar itens em uma enumeração.


IV. A vírgula é usada para separar uma locução adverbial que foi deslocada para o início da frase.


V. Isolar uma explicação, ou aposto em: “os alunos desenvolvem habilidades importantes, como pensamento crítico”.



Estão CORRETAS:

Alternativas
Respostas
2281: E
2282: D
2283: E
2284: A
2285: D
2286: C
2287: D
2288: C
2289: E
2290: A
2291: E
2292: B
2293: C
2294: A
2295: B
2296: A
2297: A
2298: B
2299: D
2300: D