Questões de Concurso
Comentadas sobre parênteses em português
Foram encontradas 298 questões
I.Pequenas escolhas − o que comer, como comer e até em que ritmo − podem transformar a maneira como sentimos e encaramos cada momento do dia.
II.Por outro lado, o desequilíbrio intestinal − causado por estresse ou alimentação pobre em fibras − pode gerar sintomas como ansiedade, irritabilidade e digestão difícil.
O uso dos travessões nos dois excertos está correto e se justifica por delimitar um adendo, um comentário ou uma ponderação que se intercala no discurso (por causa da intercalação, há duas ocorrências do travessão dentro de cada período a fim de demarcá-la). Eles podem ser substituídos por outros sinais de pontuação, sem causar prejuízo no sentido do texto, mas essa escolha não é aleatória, ela depende do contexto. Tendo isso em consideração, assinale a alternativa que apresenta corretamente os sinais que podem ser usados em cada um dos excertos, substituindo os travessões (nas duas ocorrências dentro de cada exemplo dado):
Texto CG2A1
O termo “soluções baseadas na natureza” foi cunhado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A ideia é ele ser um conceito guarda-chuva: um único termo que consegue abranger uma grande gama de estratégias, técnicas, ações e atividades que envolvem a natureza para resolver problemas sociais, econômicos e ambientais do mundo atual.
Quando falamos especificamente de acesso à água, as florestas aparecem como uma das principais soluções baseadas na natureza para dar segurança aos nossos sistemas de abastecimento. Elas podem trazer benefícios para a sociedade ao mesmo tempo que se apresentam como investimentos economicamente viáveis, a ponto de uma série de pesquisas começar a abordar a vegetação nativa como uma forma de infraestrutura — a infraestrutura natural. Chamamos de “Infraestrutura natural” investimentos e intervenções em conservação, manejo e restauração da vegetação nativa e de florestas. Essas ações não substituem investimentos em infraestrutura convencional, mas se complementam, aumentando os benefícios e gerando maior resiliência onde são implantadas.
Atualmente, a maior parte dos investimentos em infraestruturas para o abastecimento de água das cidades é feita em infraestruturas convencionais, como reservatórios, represas e estações de tratamento. Essas obras podem ganhar muito se forem planejadas em sintonia com a infraestrutura natural. Em uma paisagem degradada, ou com solo que sofre processos severos de erosão, uma grande carga de sedimentos — terra e sujeira, por exemplo — acaba indo para os rios e reservatórios, o que aumenta os custos de dragagem e acarreta maior uso de produtos químicos no tratamento da água, além de diminuir a vida útil dos reservatórios. Com a restauração de florestas em paisagens degradadas e em áreas prioritárias para o abastecimento de água, como no entorno de reservatórios, as árvores evitam que grande parte dos sedimentos chegue aos cursos d’água, funcionando como barreiras naturais e gerando economia no uso de produtos químicos e nos custos de energia das estações de tratamento.
Isso sem contar os benefícios mais amplos, como recuperação do solo, captura de gases de efeito estufa, que ajuda a mitigar as mudanças climáticas, formação de corredores ecológicos para espécies ameaçadas e aumento da resiliência a impactos de eventos climáticos extremos, como secas ou inundações. Dessa forma, a infraestrutura natural é um investimento inteligente do ponto de vista socioeconômico, que traz retornos no longo prazo e produz bons resultados para toda a sociedade. As empresas de saneamento no país todo só têm a ganhar ao investir na restauração florestal.
V. Tornello; L. Caccia; M. Oliveira; Bruno Calixto. Florestas para água: uma solução baseada na natureza
para enfrentar crises hídricas. Internet:
Considerando a estruturação linguística do texto CG2A1, julgue o item subsecutivo.
Os sinais de travessão no terceiro período do penúltimo parágrafo poderiam ser substituídos, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto, por sinais de parênteses.
Com base no texto, julgue o item a seguir.
No primeiro parágrafo, a passagem “(veja vídeo abaixo; as cenas são fortes)” aparece entre parênteses por se tratar de comentário do veículo de comunicação julgando os fatos relatados.
Aracaju, a cidade onde nós morávamos no fim da década de 40, começo da de 50, era a orgulhosa capital de Sergipe, o menor estado brasileiro (mais ou menos do tamanho da Suíça).
RIBEIRO, João Ubaldo. Memórias de livros. Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/memoria-de-livros-cronica-dejoao-ubaldo-ribeiro/. Acesso em: 23 jan. 2024. [Fragmento]
Considerando o contexto em que foram empregados, os parênteses, nesse texto, têm a função de
Em relação ao título do texto, analise as afirmativas a seguir.
I. O uso dos parênteses forma uma nova palavra que se opõe ao termo “visível”, mostrando, assim, o que é perceptível e o que não é perceptível quando o assunto é acessibilidade.
II. O título desperta no leitor a reflexão sobre a questão da acessibilidade na sociedade atual, levando-o a refletir sobre seu posicionamento enquanto participante dessa sociedade.
III. O título remete unicamente aos aspectos físicos que auxiliam as pessoas com deficiência.
Está correto o que se afirma em
(1) Usa−se para delimitar citações de obras.
(2) Usa−se para indicar uma pausa curta.
(3) Usa−se para acrescentar informação acessória.
( ) Vírgulas.
( ) Parênteses.
( ) Aspas.

( ) As aspas do segundo parágrafo do texto foram empregadas com função de destacar uma expressão.
( ) Os travessões das linhas 27-28 isolam um aposto.
( ) Os travessões do primeiro parágrafo do texto poderiam ser substituídos por parênteses.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
No que se refere à pontuação e ortografia no texto 19A1, bem como a aspectos fonológicos de vocábulos nele empregados, julgue o item que se segue.
No segundo período do quarto parágrafo, a substituição dos parênteses por travessões prejudicaria a correção gramatical do texto.
No último período do primeiro parágrafo, a substituição dos travessões por parênteses preservaria tanto a coesão textual quanto a correção gramatical do texto.
Primeira coluna: função da pontuação
(1)Isolamento de expressão subordinada deslocada. (2)Isolamento de aposto. (3)Enumeração. (4)Isolamento de adjunto adverbial. (5)Inserção de discurso direto.
Segunda coluna: exemplo
(__)No mesmo ano, foi informado de que um programa de catalogação de DNA estava sendo implantado como parte do processo de registro de passaporte em Xinjiang.
(__)"A demora excessiva de editores em proferir decisões equivale à má conduta editorial", disse Moreau.
(__)O esforço do geneticista e bioinformata Yves Moreau, da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica.
(__)Anuência do participante da pesquisa e/ou de seu representante legal, livre de vícios (simulação, fraude ou erro), dependência, subordinação ou intimidação
(__)Segundo Moreau, a polícia chinesa se vale de uma base de dados nacional de DNA.
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Qual é a função textual dos parênteses usados após "multinacionais do mundo"?
Os adolescentes, a criatividade, as bolhas e os algoritmos
País do futebol arte, da bossa nova, do carnaval espetáculo, do cinema novo e de tantas outras formas de arte admiráveis. Essas sempre foram justificativas para que o Brasil fosse visto como um país criativo, que inova em diversas situações. Por isso, qual não foi a surpresa quando o Pisa, a avaliação internacional para estudantes com 15 anos, realizada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), divulgou os resultados do exame de 2022 no quesito pensamento criativo: estamos no 49º lugar, com 23 pontos.
Desde o ano 2000, o Pisa avalia os conhecimentos gerais em matemática, ciências e leitura de alunos de escolas públicas e particulares, e essa foi a primeira vez em que a criatividade foi considerada nas respostas. Com o tema “Mentes criativas e escolas criativas”, a proposta era avaliar como os diferentes países integram a criatividade nos currículos escolares, com o objetivo de formar cidadãos capazes de explorar novas perspectivas para solucionar problemas de maneira original e eficaz. Mas por que será que o Brasil apareceu entre os 12 piores resultados?
Especialistas analisam a questão sob diferentes perspectivas: a escola brasileira precisa ser um ambiente mais propício à criatividade, oferecendo mais espaço para disciplinas e atividades que estimulem os alunos a buscarem alternativas novas para os problemas cotidianos e não apenas focar nas disciplinas obrigatórias; os educadores precisam ser melhor formados para implementar atividades e projetos que desenvolvam diferentes competências e habilidades artísticas e inovadoras nas crianças e jovens; os brasileiros são um dos públicos que mais tempo passa em frente às telas de celulares e tablets e, por fim, há quem chame a atenção para as imensas desigualdades de toda ordem existentes em nosso país, que dificultam o aprendizado de conteúdos básicos como leitura, escrita e cálculo.
Todas as análises fazem sentido, porém, questões complexas como essa pedem respostas na mesma linha. Há uma crise de criatividade entre as crianças e jovens das novas gerações, e isso é um sinal de que há algo acontecendo nos corações e mentes desse público no mundo inteiro. Como sabemos, a adolescência é a fase de transição entre a infância e a vida adulta, e traz, em seu bojo, a dicotomia entre a saudade dos tempos pueris e o desejo de desbravar o desconhecido, de preferência, por conta e risco. Em tempos em que as conexões digitais têm tomado o espaço precioso das interações reais em que se aprendia a solucionar os problemas por meio da experiência concreta de ter de lidar cara a cara com o diferente e o diverso, assistimos a esses indivíduos aguardando que os algoritmos e sistemas de busca lhes forneçam todas as respostas. E como as máquinas ainda não dão conta da miríade de possibilidades que as relações nos oferecem para a resolução dos problemas, temos meninos e meninas mais acomodados, passivos, entediados. Como exercer a criatividade em uma bolha na qual todos pensam e agem de maneira igual? Como buscar novas visões sobre o que nos rodeia com um algoritmo nos propondo, sem cessar, mais conteúdos sobre o que gostamos e com os quais nos sentimos mais confortáveis?
Essas são perguntas que também nós, adultos, temos de nos fazer. Não só como educadores dessa nova geração, mas como indivíduos e cidadãos. Sair das bolhas, combater a polarização e tudo o que nos divide e desumaniza é um exercício cotidiano de criatividade. “Consumimos sempre as mesmas coisas nas redes, ignorando o que é diferente. Por isso, é sempre bom dar um nó no algoritmo. Ouvir playlists fora do que estamos acostumados, andar por regiões diferentes, escutar o que os outros pensam, nos relacionar com pessoas que trazem olhares diferentes das coisas”, aconselha a jornalista e especialista em comunicação digital Pollyana Ferrari, autora do livro “Como sair das bolhas”. Olhar para além das redes é, sobretudo, um exercício de manutenção da saúde mental, mas, como tudo o que envolve um certo esforço e nos desacomoda, torna-se um grande desafio. E andamos cansados demais para dar conta desses e de tantos outros que a vida contemporânea tem nos colocado.
É interessante observar como a aparente facilidade que nos é oferecida pelos algoritmos e bolhas vai diminuindo não apenas a nossa criatividade e criticidade. Eles, ao moldarem nossos gostos e necessidades, resumem as nossas preferências a meia dúzia de coisas que conduzem a uma reprodução automática, gerando tédio e desinteresse pelo que nem sabemos existir. Como afirmou um estudante que entrevistamos para o podcast “curti, e daí?”: “Eu estava no TikTok e apareceu um vídeo para mim. Coisas que eu mais gosto, e aí, todas as coisas que apareceram no vídeo eram as coisas que eu mais gostava de fazer. Eu percebo que a cada dia isso é mais evidente, como se fosse diminuindo tudo que eu gosto mais, sabe? Como se fosse compactando as coisas que eu mais gosto…”.
Ter consciência do que nos acontece é sempre um bom começo. Porém, é preciso lembrar do porquê de estarmos nas redes: em busca da sensação de pertencimento, algo que é fundamental para o ser humano e mais ainda para aqueles que estão em formação. Estamos sempre à procura de afeto e reconhecimento, e nas redes isso vem de maneira rápida e volumosa, traduzido por cliques e likes. “Desinformação, fake news, tudo é sintoma. Tire-as da reta e o problema continuará ali, igual, de pé. Porque o problema principal é o do alinhamento de identidades e de como é reconfortante estar num grupo homogêneo. Toda conversa, nas redes sociais, se torna um ritual de reafirmação dessa identidade alinhada. Somos atores num palco eternamente demonstrando o quanto somos parecidos com os nossos e distintos daqueles outros”, alerta o jornalista Pedro Dória em seu artigo “A rede social perfeita para as democracias”, publicado no Canal Meio.
Nesse sentido, cabe-nos perguntar não apenas por que vivemos uma crise de criatividade, mas sobretudo por que não conseguimos nos encontrar nos espaços que promovem o diálogo, a interação corpo a corpo, que estimulam a imaginação nos trazendo novas paisagens (físicas e ficcionais). Precisamos recuperar a nossa capacidade de imaginar para além dos fatos, dados e informações, já que estamos inundados por eles. Um bom começo pode estar no resgate de alguns sonhos e projetos que não estão no nosso feed. Não requer muito esforço, apenas iniciativa, atitude indissociável da criatividade.
(Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2024/07/04/os-adolescentes-a-criatividade-as-bolhas-e-os-algoritmos. Acesso em: setembro de 2024. Adaptado.)
Qual é a função do uso de parênteses abaixo?
O amor (sentimento universal) é muito descrito na literatura.
I os travessões fossem substituídos por parênteses.
II fosse empregada uma vírgula logo após “engenhocas”.
III fosse eliminada a vírgula após “Gorski”.
Assinale a opção correta.
Assinale a frase com pontuação correta.
Responda às questões 1 a 10 com base no seguinte texto:
Com o debate cada vez mais acirrado e as problemáticas em torno da inteligência artificial (IA), a Editora Librinova, da França, comunicou à imprensa a criação de um selo de garantia editorial para certificar que uma obra (escrita, audiovisual ou musical) foi de fato produzida por um cérebro humano. Vale lembrar que, recentemente, a japonesa RieKudan (Qudan) venceu um prêmio literário no seu país e, ao recebê-lo, revelou que uma pequena parte do seu romance foi escrito com a ajuda do ChatGPT. Esse fato acaba, no entanto, desencadeando vários questionamentos: Quais são os limites éticos? O livro teria um ‘coautor’? É justo ela concorrer com aqueles candidatos que não utilizaram a ferramenta?, e muitos outros. A Editora estima que no país existam inúmeros livros autopublicados que utilizam o software de inteligência artificial generativa (conhecida como Chat GPT). Como esse tipo de publicação tende a ser em tempo recorde, geralmente, apresentam erros factuais graves, inclusive, já identificados por leitores e parentes de biografados.
Adaptadode:https://jornalnota.com.br/2024/03/12/editora-francesa-cria-selo-para-identificar-que-livros-foramescritos-por-humanos-e-nao-por-ia/amp/
Considere a frase a Editora Librinova, da França, comunicou à imprensa a criação de um selo de garantia editorial para certificar que uma obra (escrita, audiovisual ou musical) foi de fato produzida por um cérebro humano. Pode-se afirmar que os parênteses poderiam ser substituídos, sem alterar o sentido expresso no texto, por: