Questões de Concurso
Comentadas sobre ortografia em português
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E é verdade, como sua avó sempre lhe dizia, que a prática realmente faz a perfeição. Mas não só a prática desordeira, ao acaso. O domínio de uma área, a mestria, decorre do que Ericsson denomina "prática deliberada", o que significa mais que tocar ao piano a escala de C menor 100 vezes ou treinar saques de tênis até deslocar o ombro. A prática deliberada tem três componentes básicos: definição de objetivos específicos, obtenção de feedback imediato e concentração tanto em técnicas quanto em resultados.
As pessoas que se tornam excelentes em determinada área nem sempre são as mesmas que parecem "superdotadas" quando crianças ou jovens. Isso sugere que, quando se trata de escolher o que fazer na vida, as pessoas devem fazer o que amam - sim, sua avó também lhe disse isso - porque, se você não amar o que faz, dificilmente se empenhará o suficiente para ser bom no que faz.
LEVITT, Steven D.; DUBNER, Stephen J. Super Freakonomics. O lado oculto do dia a dia. Trad. Afonso Celso da Cunha Serra. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010, p. 56-57. (adaptado)
( ) Os verbos denominar e dispor ("denominamos" e "dispomos", sublinhados no texto) estão conjugados na primeira pessoa do plural do presente do modo Indicativo.
( ) Em "Sua avó sempre lhe dizia", o verbo dizer está conjugado na terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do modo Indicativo.
( ) Os vocábulos "superestimado" e "superdotadas" (sublinhados no texto) apresentam o prefixo "super", que significa "em excesso, em posição superior".
( ) Os vocábulos evidência, espécie e tênis são acentuados devido à mesma regra de acentuação gráfica.
( ) Os vocábulos "grandalhão" e "dificilmente" (sublinhados no texto) apresentam os sufixos ão e mente, respectivamente, sendo que o primeiro (ão) é um sufixo nominal aumentativo e o segundo (mente) é um sufixo adverbial.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Os incentivos existem em três tipos de sabores básicos: econômico, social e moral. É muito comum que um único esquema de incentivos inclua as três variedades. Tomemos a campanha antitabagista dos últimos anos. O acréscimo da "taxa do pecado" de $ 3 em cada maço é um forte incentivo econômico contra a compra de cigarros. A proibição do fumo em restaurantes e bares é um poderoso incentivo social. E a afirmação do governo americano de que os terroristas angariam fundos com a venda de cigarros no mercado negro atua como um incentivo moral bastante estridente.
LEVITT, Steven D., DUBNER, Stephen J. Freakonomics. O lado oculto e inesperado de tudo que nos afeta. Tradução Regina Lyra. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005, p. 23.
1. O sinal de dois-pontos, no primeiro período do Texto 2, precede um aposto e poderia ser substituído por uma vírgula, sem ferir a norma culta da língua portuguesa.
2. Os vocábulos "acréscimo" e "econômico" são acentuados devido à mesma regra de acentuação gráfica.
3. O vocábulo "antitabagista" apresenta o prefixo anti, que sugere oposição, da mesma forma que o prefixo in (ou im), como em "imberbe", sugere negação, carência.
4. Se a oração "Tomemos a campanha antitabagista como exemplo" fosse re-escrita na segunda pessoa do singular, no negativo, sem qualquer outra alteração, ela ficaria corretamente redigida da seguinte forma: "Não toma a campanha antitabagista como exemplo".
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
O sistema ortográfico em português é misto, ou seja, algumas palavras são grafadas de acordo com o critério fonético - a pronúncia -, enquanto outras são escritas com base na etimologia. Obsessão, obcecar e obcecado são exemplos de palavras que seguem o critério etimológico, pois obedecem à grafia latina, de onde provieram. Ocorre que obcecado e obsessão não têm a mesma origem, ou seja, não provêm da mesma raiz latina, diferentemente de obcecar e obcecado. [...] Em síntese, obcecado e obsessão têm origens diversas, daí as grafias diferentes.
Outras palavras da língua portuguesa costumam despertar esse mesmo tipo de dúvida, como acender (atear fogo) e ascender (subir). A primeira provém do latim accendere, e a segunda do latim ascendere. As duas têm exatamente a mesma pronúncia, mas são escritas de modo diferente porque a raiz delas não é a mesma.
A melhor maneira de ter certeza sobre a grafia de uma palavra, então, é a consulta a um bom dicionário, em que se encontra também a origem dela.
TERRA, Ernani. Nova Escola. São Paulo: Abril, p. 22, mar. 2010.
O sistema ortográfico em português é misto, ou seja, algumas palavras são grafadas de acordo com o critério fonético - a pronúncia -, enquanto outras são escritas com base na etimologia. Obsessão, obcecar e obcecado são exemplos de palavras que seguem o critério etimológico, pois obedecem à grafia latina, de onde provieram. Ocorre que obcecado e obsessão não têm a mesma origem, ou seja, não provêm da mesma raiz latina, diferentemente de obcecar e obcecado. [...] Em síntese, obcecado e obsessão têm origens diversas, daí as grafias diferentes.
Outras palavras da língua portuguesa costumam despertar esse mesmo tipo de dúvida, como acender (atear fogo) e ascender (subir). A primeira provém do latim accendere, e a segunda do latim ascendere. As duas têm exatamente a mesma pronúncia, mas são escritas de modo diferente porque a raiz delas não é a mesma.
A melhor maneira de ter certeza sobre a grafia de uma palavra, então, é a consulta a um bom dicionário, em que se encontra também a origem dela.
TERRA, Ernani. Nova Escola. São Paulo: Abril, p. 22, mar. 2010.
1. Os vocábulos "acender" e "ascender", que têm grafias diferentes mas pronúncia idêntica, são classificados como homônimos heterógrafos.
2. Critério fonético é aquele que se baseia na etimologia da palavra, ou seja, considera seu desenvolvimento desde a origem até os dias atuais.
3. As palavras "obsessão" e "obcecar" são exemplos de paronímia, pois têm forma parecida mas significado diferente.
4. No último parágrafo do texto, o autor conclui que os dicionários sempre apresentam explicações sobre as origens das palavras.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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No trecho acima, empregou-se corretamente uma das formas do porquê. Assinale a alternativa em que isso NÃO tenha ocorrido.

A partir do texto acima, julgue os itens subsequentes.




