Questões de Concurso Comentadas sobre ortografia em português

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Q1317814 Português

Texto: Sobre o óbvio 

A nossa classe dominante conseguiu duas coisas básicas: se assegurou a propriedade monopolística da terra para suas empresas agrárias, e assegurou que a população trabalharia docilmente para ela, porque só podia sair de uma fazenda para cair em outra fazenda igual, uma vez que em lugar nenhum conseguiria terras para ocupar e fazer suas pelo trabalho.

O alto estilo da classe dominante brasileira só se revela, porém, em toda a sua astúcia na questão da escravidão. A Revolução Industrial que vinha desabrochando trazia como novidade maior tornar inútil, obsoleto, o trabalho muscular como fonte energética. A civilização já não precisava mais se basear no músculo de asnos e de homens. Agora tinha o carvão, que podia queimar para dar energia, depois viriam a eletricidade e, mais tarde, o petróleo. Isso é o que a Revolução Industrial deu ao mundo. Mas os senhores brasileiros, sabiamente, ponderaram: - Não! Não é possível, com tanto negro à toa aqui e na África, podendo trabalhar para nós, e assim ser catequizado e salvo, seria uma maldade trocá-los por carvão e petróleo. Dito e feito, o Brasil conseguiu estender tanto o regime escravocrata, que foi o último país do mundo a abolir a escravidão.

O mais assinalável, porém, como demonstração de agudeza senhorial, é que ao extingui-la, o fizemos mais sabiamente que qualquer outro país. Primeiro, libertamos os donos da onerosa obrigação de alimentar os filhos dos escravos que seriam livres. Hoje festejamos este feito com a Lei do Ventre Livre. Depois, libertamos os mesmos donos do encargo inútil de sustentar os negros velhos que sobreviveram ao desgaste no trabalho, comemorando também este feito como uma conquista libertária. Como se vê, estamos diante de uma classe dirigente armada de uma sabedoria atroz.

Com a própria industrialização, no passado e no presente, conseguimos fazer treta. Nisto parecemos deuses gregos. A treta, no caso, consistiu em subverter sua propensão natural, para não desnaturar a sociedade que a acolhia. A industrialização, que é sabidamente um processo de transformação da sociedade de caráter libertário, entre nós se converteu num mecanismo de recolonização. Primeiro, com as empresas inglesas, depois com as ianques e, finalmente, com as ditas multinacionais. O certo é que o processo de industrialização à brasileira consistiu em transformar a classe dominante nacional de uma representação colonial aqui sediada, numa classe dominante gerencial, cuja função agora é recolonizar o país, através das multinacionais. Isto é também uma façanha formidável, que se está levando a cabo com enorme elegância e extraordinária eficácia.

RIBEIRO, Darcy. “Sobre o óbvio”. In: Ensaios insólitos. Rio de Janeiro: Ludens, 2011. 2 ed. Páginas 19 e 20. [Fragmento adaptado] 

Todas as palavras são acentuadas graficamente em obediência a uma mesma regra ortográfica em:
Alternativas
Q1298677 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


Patamar de segurança


    O aumento dos assassinatos começou a ser detectado nas cidades brasileiras a partir da década de 1960, em paralelo ao recrudescimento de um processo acelerado e precário de urbanização.

    Estudos indicam que, em São Paulo, pulou-se de 5,9 para 10,3 casos por 100 mil habitantes entre 1960 e 1975. Desde então, o quadro agravou-se, sob efeito da expansão do tráfico de drogas, da ineficiência e da corrupção policial, da degradação penitenciária, das falhas da Justiça e do agravamento nas desigualdades socioeconômicas.

    Já no fim da década de 1980, os homicídios ultrapassavam os acidentes de trânsito para liderar as causas de morte na população brasileira entre 15 e 24 anos.

    Levantamentos apontam que, de 1980 a meados da década de 1990, a taxa de homicídios entre homens com idade de 15 a 29 anos saltou de 19,3 para 56,4 por 100 mil.

    Desde o início dos anos 2000, no entanto, observa-se uma drástica e constante redução dos homicídios tanto no Estado quanto no município de São Paulo - constituindo-se num caso que desperta a atenção de especialistas e suscita, em universidades e centros de estudo, um esforço elucidativo.

    Embora seja saudável discutir alternativas de longo prazo ao atual modelo de segurança pública, o recomendável é melhorar a polícia e o sistema prisional.

    No primeiro caso, ainda se investiga pouco e mata-se muito. No segundo, é preciso aplicar mais penas alternativas para os delitos não violentos e acabar com a superlotação, que propicia o funcionamento do presídio como escola de marginais e base de recrutamento para o crime organizado.

Folha de S.Paulo – 2/9/12

O texto defende a ideia de que o principal ponto, além das propostas de solução de longo prazo, é 
Alternativas
Ano: 2012 Banca: SIGMA RH Órgão: Câmara de Carapicuíba - SP
Q1238206 Português
Assinale a palavra que se escreve com g:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: SIGMA RH Órgão: Câmara de Carapicuíba - SP
Q1238057 Português
A palavra que não tem h é:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: CETAP Órgão: SESMA
Q1231264 Português
Marque a alternativa que contém palavra com a mesma sílaba tônica de "varanda":
Alternativas
Ano: 2012 Banca: SIGMA RH Órgão: Câmara de Carapicuíba - SP
Q1231010 Português
Houve duplo erro em:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: CETRO Órgão: ANA
Q1230521 Português
Assinale a alternativa correta em relação à ortografia.
Alternativas
Ano: 2012 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Curitiba - PR
Q1222948 Português
Nunca a mídia falou tanto sobre saúde. A novidade, agora, é o sucesso que _______ feito em frente às câmeras de tevês. Seguindo o modelo americano, duas das maiores emissoras do País, a Globo e a Record, _______ programas cujo foco são doenças ou maneiras de evitá-las. E os médicos _______ lugar de destaque na produção, que usa informalidade, interatividade e didatismo.
(IstoÉ, 22/06/2011. Adaptado)
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Salto do Jacuí - RS
Q1211541 Português
Eu já sabia 
Teremos sempre gente nos julgando. Os vizinhos, os parentes, os colegas de trabalho, da academia e do inglês, quem nos tirou no amigo secreto, quem nos viu no cinema. Chamados para opinar, vão demonstrar uma intimidade surpreendente. Não é paranoia, todos só estão esperando que eu faça algo realmente grande para confe__ar que me conheciam. 
E pode ser agradável e pode ser nocivo, não importa. As maçãs podres partilham a cesta com as frutas sadias, o joio e o trigo são irmãos gêmeos, a maldade e a bondade são mais parecidas entre si do que o amor e a amizade. Diante de uma atitude boa, dirão que já sabiam que eu era sinônimo de retidão. Diante de um fato ruim, também dirão que já sabiam que eu não prestava. O sonho da maioria é desfraldar a faixa: “Eu já sabia, Galvão”. 
O fofoqueiro deseja ser profeta, pretende dar a notícia em primeira mão seja lá qual for e como for. Os conhecidos guardam meus antecedentes negativos e positivos numa pastinha na área de trabalho do Windows, prontos para a i...pressão. 
Ao me tornar santo, não será complicado encontrar testemunhas dos meus milagres. Citarão coisas inacreditáveis. Quando pulei o muro de três metros da escola Imperatriz Leopoldina aos 11 anos e fui suspenso, avisaram que nada me aconteceu porque meu corpo é protegido pelo Nosso Senhor Jesus Cristo e que a direção me castigava injustamente e não co...preendia meu dom. 
Ao me tornar louco, comentarão que o mesmo pulo já dava provas da posse__ão do demônio, que meu apelido Chuck indicava a liderança negativa na turma, que merecia expul__ão da diretora. 
De um lado da moeda, a santidade. De outro, a ausência de sanidade. Em a...bos, a mesma efígie. Somos influenciáveis. Há a ânsia em definir o próximo para nos poupar da encrenca de assumir as próprias ambiguidades. Em caso de me converter num herói salvando criança de atropelamento, a opinião pública tecerá elogios de minha conduta familiar. Lembrará do amor inco...dicional aos filhos. Na hipótese de atropelar alguém, o público me enxergará como uma máquina mortífera desde a infância. Desde quando andava de triciclo e amassava formigas. Puxarão os pontos da carteira de habilitação, e o zelador do meu prédio, Carlos, descreverá minhas dificuldades para tirar o carro de ré. 
Teremos se...pre gente nos condenando. Viver é uma execução sumária. Certo que, um dia, termino no paredão. Pelo menos, vou pintando os muros de meu fim. Verdes de esperança. Mas não faltará amigo supondo que isso é ironia. 
(Fabrício Carpinejar - Zero Hora - 31/01/2012-Página 02 – Adaptado) 
 Se colocássemos as palavras abaixo, todas retiradas do texto, em rigorosa ordem alfabética, qual deveria ser a primeira? 
Alternativas
Ano: 2012 Banca: PROGEP Órgão: UFPR
Q1201310 Português
Com relação a palavras homógrafas, de acordo com o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, é facultativo o emprego do acento em:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: GSA CONCURSOS Órgão: IPRED - SP
Q1201289 Português
Analise os pares de palavras abaixo.

I - passo – paço.
II - comprido – cumprido.

III - carga – descarga.

IV - atar – amarrar.

Assinale a alternativa que classifica corretamente as palavras.
Alternativas
Ano: 2012 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Salto do Jacuí - RS
Q1200883 Português
Eu já sabia 
Teremos sempre gente nos julgando. Os vizinhos, os parentes, os colegas de trabalho, da academia e do inglês, quem nos tirou no amigo secreto, quem nos viu no cinema. Chamados para opinar, vão demonstrar uma intimidade surpreendente. Não é paranoia, todos só estão esperando que eu faça algo realmente grande para confe__ar que me conheciam. 
E pode ser agradável e pode ser nocivo, não importa. As maçãs podres partilham a cesta com as frutas sadias, o joio e o trigo são irmãos gêmeos, a maldade e a bondade são mais parecidas entre si do que o amor e a amizade. Diante de uma atitude boa, dirão que já sabiam que eu era sinônimo de retidão. Diante de um fato ruim, também dirão que já sabiam que eu não prestava. O sonho da maioria é desfraldar a faixa: “Eu já sabia, Galvão”. 
O fofoqueiro deseja ser profeta, pretende dar a notícia em primeira mão seja lá qual for e como for. Os conhecidos guardam meus antecedentes negativos e positivos numa pastinha na área de trabalho do Windows, prontos para a i...pressão. 
Ao me tornar santo, não será complicado encontrar testemunhas dos meus milagres. Citarão coisas inacreditáveis. Quando pulei o muro de três metros da escola Imperatriz Leopoldina aos 11 anos e fui suspenso, avisaram que nada me aconteceu porque meu corpo é protegido pelo Nosso Senhor Jesus Cristo e que a direção me castigava injustamente e não co...preendia meu dom. 
Ao me tornar louco, comentarão que o mesmo pulo já dava provas da posse__ão do demônio, que meu apelido Chuck indicava a liderança negativa na turma, que merecia expul__ão da diretora. 
De um lado da moeda, a santidade. De outro, a ausência de sanidade. Em a...bos, a mesma efígie. Somos influenciáveis. Há a ânsia em definir o próximo para nos poupar da encrenca de assumir as próprias ambiguidades. Em caso de me converter num herói salvando criança de atropelamento, a opinião pública tecerá elogios de minha conduta familiar. Lembrará do amor inco...dicional aos filhos. Na hipótese de atropelar alguém, o público me enxergará como uma máquina mortífera desde a infância. Desde quando andava de triciclo e amassava formigas. Puxarão os pontos da carteira de habilitação, e o zelador do meu prédio, Carlos, descreverá minhas dificuldades para tirar o carro de ré. 
Teremos se...pre gente nos condenando. Viver é uma execução sumária. Certo que, um dia, termino no paredão. Pelo menos, vou pintando os muros de meu fim. Verdes de esperança. Mas não faltará amigo supondo que isso é ironia. 
(Fabrício Carpinejar - Zero Hora - 31/01/2012-Página 02 – Adaptado) 
Todas as palavras abaixo, retiradas do texto, podem ser flexionadas no feminino, MENOS: 
Alternativas
Ano: 2012 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Nova Iguaçu - RJ
Q1198915 Português
Pan: meninas do Brasil também ficam com a prata                   Brasileiras não conseguem superar os EUA e terminam competição por equipe em segundo.                        As meninas do Brasil fizeram bonito neste sábado e levaram a medalha de prata na competição por equipes. Daiane dos Santos, que foi dúvida até o último momento, voltou a sentir dores no tornozelo, mas ajudou a seleção a superar o bronze de Santo Domingo e conquistar o resultado inédito.                       Quem também brilhou foi Jade Barbosa. A ginasta, de apenas 16 anos, terminou a competição com o segundo lugar na classificação geral, perdendo apenas para a americana Shaw Johnson.                      Com 236.150 pontos, o Brasil só ficou atrás dos EUA, que confirmaram seu favoritismo e fizeram 242.000 pontos. As mexicanas terminaram no terceiro lugar, com 223.625 pontos.                   (Agora esportes sua revista on-line, http://www.agoraesportes.com.br/html/noticia.asp?not=14462)                A palavra “sábado”, transcrita do texto, é acentuada pela mesma razão que a seguinte palavra   
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Ano: 2012 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Nova Iguaçu - RJ
Q1197128 Português
O Popular                    Uma figura que sempre me intrigou é o Popular. Você o conhece: nas fotos ou filmes dos acontecimentos – manifestações, diligências policiais, visitas de autoridades – ele é o que aparece num canto, com as mãos no bolso e um embrulho debaixo do braço. Com a cara de quem foi ao armazém e na volta parou para ver a História.               Sempre pensei que o Popular fosse uma figura exclusivamente brasileira. Nas nossas agitações políticas, o Popular não perdia uma. Os jornais mostravam tanques na Cinelândia protegidos por soldados de baionetas caladas e lá estava o Popular, com seu embrulho embaixo do braço, examinando as correias de um dos tanques. Pancadaria na avenida? Corria polícia, corria manifestante, corria todo mundo, menos o Popular. O Popular assistia.                              Imaginei, certa vez, uma série de cartuns em que o Popular apareceria assistindo ao descobrimento do Brasil, à primeira missa, ao grito do Ipiranga, à proclamação da República... Sempre com seu embrulho debaixo do braço. E de camisa esporte clara para fora das calças.                           Não se deve confundir o Popular com o Transeunte, também conhecido como o Passante. O Transeunte ou Passante às vezes leva uma bala perdida, o Popular nunca. O Transeunte às vezes vai preso por engano, o Popular é o que fica assistindo a sua prisão. O Transeunte, não raro, se compromete com os acontecimentos. Aplaude o visitante ilustre que passa, por exemplo. O Popular fica com as mãos nos bolsos e quase sempre presta mais atenção ao motociclo dos batedores que à figura ilustre. O Transeunte pode se entusiasmar com uma frase de comício ou um drama na rua, e aí o Popular é o que fica olhando para o Transeunte.               O Popular não tem opinião sobre as coisas. Quando a televisão resolve ouvir “a opinião de um popular” na rua, sempre se engana. O Popular nunca é o entrevistado, é o sujeito que está atrás do entrevistado, olhando para a câmera.                  O Popular não merece os méritos nem a calhordice que a imprensa lhe atribui. Alguém que é “socorrido por populares”, outro, menos feliz, que é linchado por populares... Engano. Onde há um bando de populares não há o Popular. O Popular é a antimultidão. Sua única virtude é a sua singularidade. E um certo ceticismo inconsciente diante das coisas. Não é que o Popular desmereça o poder e os grandes lances da humanidade. É que tem uma fatal curiosidade pelo detalhe supérfluo, uma fascinação irresistível pelo insignificante. Nas revoluções o que atrai o Popular é a estranha postura dos soldados deitados no chão, o mecanismo de um tanque, as lentes de uma câmera.                      O Popular é uma figura tipicamente urbana. Não tem domicílio certo. Seu habitat natural é a margem dos acontecimentos. E – este é o seu maior mistério, a chave da sua existência – ninguém jamais conseguiu descobrir o que o Popular leva naquele embrulho. E tem mais. No dia em que pegarem um Popular para desvendarem o mistério, será inútil. Vão se enganar outra vez. O Popular verdadeiro estará atrás do preso, assistindo tudo.                    (Veríssimo, Luís Fernando. In: O Estado de S. Paulo, 10/08/1981)       O termo “popular” está grafado com letra maiúscula ao longo de todo o texto para 
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Ano: 2012 Banca: Quadrix Órgão: CRP 18ª Região MT
Q1184358 Português
Coisas que eu queria saber aos 21
Diretora do Todos Pela Educação e vencedora do Prêmio Jovens Lideranças fala de sua formação "Sempre fui 'cdf na escola e gostava de todas as  matérias, mas quando chegou o momento de escolher o curso universitário fiquei muito dividida entre Arquitetura, Agronomia e Publicidade. Fiz a inscrição no vestibular para Administração da FGV, por duas razões: por ser um curso aberto o suficiente para que eu pudesse adiar a escolha profissional e por influência do meu pai, um empreendedor nato."
Logo no primeiro semestre, percebi que o curso era amplo demais. Resolvi prestar vestibular para Direito na USP, achando que não teria muita chance de passar. Fui aprovada com ótima colocação, em grande parte porque estava muito calma, já que não sofria pressão, por ter entrado em outra universidade. Foi uma grande experiência, pois entendi que na vida adulta a emoção governa boa parte da nossa trajetória. 
Na Sanfran - que fiz à noite, enquanto cursava a FGV de manhã-, tive uma das experiências mais ricas da minha vida: saí de ambientes muito homogêneos (minha escola e a FGV) para vivenciar a diversidade da faculdade pública, com alunos de várias classes e Estados, com orientações religiosas e ideológicas totalmente distintas e de várias faixas etárias, com experiências de vida bem orientações religiosas e ideológicas e de várias faixas etárias, com experiências de vida bem diferentes das minhas. Também foi na Sanfran que passei a gostar de política, de debater ideias e de me posicionar em relação às causas em que acreditava. 
Hoje sou extremamente grata às escolhas que fiz ainda meio sem saber aonde me levariam. As grandes decisões definem nossa vida (como a escolha do curso universitário), mas temos menos controle do que imaginamos sobre as consequências dessas escolhas em parte, acho, porque as decisões do dia a dia, aquela conversa no Centro Acadêmico, um trabalho em grupo nos fazem perceber o que queremos da vida.  
Já formada, testei algumas carreiras e aproveitei muito todas as oportunidades que apareciam. Mas sentia falta de algo. Numa conversa com amigos da FGV me dei conta de que, apesar de muito bem remunerados para a idade, todos estavam descontentes com o seu trabalho - menos uma amiga, que não trabalhava em uma empresa, mas em uma organização social na área da cultura. Nesse momento tive um estalo: eu queria ser feliz com o que fazia, exatamente como ela. E comentei isso naquela noite. 
Outra amiga me encaminhou para uma ONG e mandei o currículo sem saber exatamente o que era terceiro setor. Saí da consultoria onde trabalhava e fiz uma das escolhas mais importantes da minha vida. Coordenei o comitê brasileiro do Ano Internacional do Voluntário da ONU em 2001, ajudei a fundar e fui coordenadora do Instituto Faça Parte e também ajudei a fundar o movimento Todos Pela Educação, do qual hoje sou diretora executiva. Em consequência disso, fiz outra descoberta: é possível ser arquiteta de soluções, agrônoma para ajudar a plantar um país melhor, publicitária de causas, administradora de um projeto de nação, tudo isso buscando contribuir para a plena efetivação do direito à educação de qualidade de todas  as crianças e jovens."
(Disponivel em www.estadao.com.br) 
A forma verbal "saí" é acentuada porque:
Alternativas
Q996089 Português

TEXTO 2: A rua diferente


                        Na minha rua estão cortando árvores

                        botando trilhos

                        construindo casas.


                        Minha rua acordou mudada.

                        Os vizinhos não se conformam.

                        Eles não sabem que a vida

                        tem dessas exigências brutas.


                         Só minha filha goza o espetáculo

                          e se diverte com os andaimes,

                          a luz da solda autógena

                          e o cimento escorrendo nas formas.

(ANDRADE, Carlos Drummond. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar Editora, 1973, p. 60)

“e o cimento escorrendo nas formas.”


A palavra destacada, dependendo do timbre da vogal, remete a significados distintos, com diferentes registros nos dicionários: como “molde” (/fôrma/) ou como “formato, feitio” (/fórma/).

Com o último acordo ortográfico, quando se tratar de /fôrma/, a acentuação gráfica tornou-se facultativa. Observe a utilização das palavras no poema “Os sapos”, de Manuel Bandeira:

“Vai por cinquenta anos/ Que lhes dei a norma: / Reduzi sem danos / A fôrmas a forma.”


Nesse exemplo, a ausência do acento gráfico traria a seguinte decorrência:

Alternativas
Q996061 Português

                   Texto: Por que a Rio+20 foi um sucesso?


      É muito fácil dizer que a Rio+20 foi um fracasso. Basta analisar o texto final das negociações oficiais travadas pelos governos no Riocentro e avaliar se houve avanço. Não havendo, declara-se o fiasco. É uma avaliação correta, mas limitada, de um evento que foi muito mais amplo do que uma busca de acordos ou documentos oficiais. Não dá para afirmar que o texto final assinado pelos representantes dos países foi uma decepção ou que ficou aquém das expectativas. Essas expectativas já eram baixas. Os desafios presentes muito antes do início da Rio+20 já deixavam claro que não havia muita margem para avanço oficial. Mas, felizmente o progresso rumo a uma economia verde depende cada vez menos dos governos.

      Um passeio pelas centenas de eventos paralelos à reunião oficial no Riocentro mostrava um quadro encorajador. Foi o maior encontro de empresas, ONGs e representantes de governos federais, estaduais e municipais rumo ao desenvolvimento sustentável. Eles tinham boas histórias para contar e ótimos acordos para travar.

[...]

      Bandeiras que há décadas eram agitadas apenas por pesquisadores e ativistas mais ousados agora entraram na linguagem consensual. Há 20 anos, na ECO 92, pensadores propunham acabar com os subsídios para os combustíveis fósseis e eram desdenhados por empresas e governos. Durante a Rio+20, enquanto os ativistas estendiam faixa em Copacabana pedindo o fim do apoio à energia suja, a mesma proposta rolava em mesas de discussão promovidas pelo Fundo Monetário Internacional (o antigo terror dos ativistas).

      Durante a Rio+20, o que se viu foi uma convergência de visões que superou as expectativas. A necessidade de se adequar aos limites naturais já é aceita como uma realidade. Enfrentar as mudanças climáticas é uma premissa básica. Se a ECO 92 foi um grande encontro para conscientização e alerta, a Rio+20 foi uma convenção para combinar os caminhos a seguir.

(Alexandre Mansur – Blog do planeta – adaptado. Disponível em: http:// colunas. revistaepoca.globo.com/planeta/2012/06/23/por-que-ario20-foi-um-sucesso/)

Um retroce__o na luta feminina é o fato de a men__ão aos direitos reprodutivos das mulheres ter sido excluída da Rio+20; como esse, foram e__purgados os aspectos mais polêmicos.


A frase obedecerá a correta grafia, quanto ao emprego de letras, caso as lacunas das palavras sejam preenchidas, respectivamente, com:

Alternativas
Q996058 Português

                   Texto: Por que a Rio+20 foi um sucesso?


      É muito fácil dizer que a Rio+20 foi um fracasso. Basta analisar o texto final das negociações oficiais travadas pelos governos no Riocentro e avaliar se houve avanço. Não havendo, declara-se o fiasco. É uma avaliação correta, mas limitada, de um evento que foi muito mais amplo do que uma busca de acordos ou documentos oficiais. Não dá para afirmar que o texto final assinado pelos representantes dos países foi uma decepção ou que ficou aquém das expectativas. Essas expectativas já eram baixas. Os desafios presentes muito antes do início da Rio+20 já deixavam claro que não havia muita margem para avanço oficial. Mas, felizmente o progresso rumo a uma economia verde depende cada vez menos dos governos.

      Um passeio pelas centenas de eventos paralelos à reunião oficial no Riocentro mostrava um quadro encorajador. Foi o maior encontro de empresas, ONGs e representantes de governos federais, estaduais e municipais rumo ao desenvolvimento sustentável. Eles tinham boas histórias para contar e ótimos acordos para travar.

[...]

      Bandeiras que há décadas eram agitadas apenas por pesquisadores e ativistas mais ousados agora entraram na linguagem consensual. Há 20 anos, na ECO 92, pensadores propunham acabar com os subsídios para os combustíveis fósseis e eram desdenhados por empresas e governos. Durante a Rio+20, enquanto os ativistas estendiam faixa em Copacabana pedindo o fim do apoio à energia suja, a mesma proposta rolava em mesas de discussão promovidas pelo Fundo Monetário Internacional (o antigo terror dos ativistas).

      Durante a Rio+20, o que se viu foi uma convergência de visões que superou as expectativas. A necessidade de se adequar aos limites naturais já é aceita como uma realidade. Enfrentar as mudanças climáticas é uma premissa básica. Se a ECO 92 foi um grande encontro para conscientização e alerta, a Rio+20 foi uma convenção para combinar os caminhos a seguir.

(Alexandre Mansur – Blog do planeta – adaptado. Disponível em: http:// colunas. revistaepoca.globo.com/planeta/2012/06/23/por-que-ario20-foi-um-sucesso/)

Quanto à acentuação gráfica, palavras que obedecem à mesma regra gramatical estão agrupadas em:
Alternativas
Q942205 Português

                                  Circuito fechado


      “Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias, sapatos, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço, relógio, maço de cigarros, caixa de fósforos. Jornal. Mesa, cadeiras, xícara e pires, prato, bule, talhares, guardanapo. Quadros. Pasta, carro. Cigarro, fósforo,. Mesa e poltrona, cadeira, cinzeiro, papéis, telefone, agenda, copo com lápis, canetas, bloco de notas, espátula, pastas, caixas de entrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis, cigarro, fósforo. Bandeja, xícara pequena. Cigarro e fósforo. Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas, vales, cheques, memorandos, bilhetes, telefone, papéis, {...}”

RAMOS, Ricardo, In: JOSEF, Bella (org). os melhores contos de Ricardo Ramos. São Paulo: Global, 1998. 

Julgue as assertivas com relação ao que se pede.


I. Em “vaso com plantas” a preposição que liga uma palavra à outra tem sentido de lugar.

II. Quando se diz “água fria, água quente” as palavras em destaques são adjetivos com ideia opostas.

III. As palavras “paletó, xícara e caneta” são classificadas, quanto à acentuação, respectivamente em oxítona, proparoxítona e paroxítona.

Alternativas
Q865575 Português

TEXTO I:


                  Azul e lindo planeta Terra, nossa casa


      Mas para que a Terra continue a nos dar tudo aquilo de que precisamos para viver, temos que cuidar dela como cuidamos de nossa própria casa.

      E melhor ainda. Pois da nossa casa nós podemos nos mudar. Da Terra não.

      E nós sabemos que não estamos tratando da Terra como deveríamos.

      Por isso os membros da Organização das Nações Unidas (ONU) preocupam-se com o meio ambiente.

      Várias reuniões já foram feitas para discutir esse problema. E destas reuniões têm saído declarações, manifestos e planos de ação que tentam estabelecer o que pode ser feito para evitar que a Terra – a nossa Terra – a nossa casa – venha a se transformar num ambiente hostil, com muitos desertos, águas envenenadas, florestas devastadas, onde seria impossível viver.

      Essas declarações, manifestos, planos de ação dizem mais ou menos o seguinte: todos os homens são iguais e, portanto, têm o direito de viver bem, num ambiente saudável. Todos têm o dever de proteger e respeitar o meio ambiente e a vida em todas as suas formas.

                                                                        (Ruth Rocha e Otávio Roth)  

Assinale a alternativa em que o emprego do acento gráfico justifica-se por serem ambas as palavras proparoxítonas.
Alternativas
Respostas
12461: D
12462: A
12463: A
12464: A
12465: D
12466: B
12467: D
12468: D
12469: D
12470: D
12471: C
12472: A
12473: D
12474: E
12475: E
12476: D
12477: C
12478: B
12479: E
12480: E