Questões de Concurso
Comentadas sobre ortografia em português
Foram encontradas 12.433 questões
Foi a partir de experiências e aprendizados com comunidades tradicionais da floresta que a manauara Elijane Nogueira fundou a Yanciã, uma ________________ voltada para artigos artesanais de moda. Ela tem graduação em direito, com especialização em ciências criminais, mas decidiu fazer uma transição para área ambiental, trazendo a bagagem das ações e estudos nas questões de vulnerabilidade social.
"Iniciei essas pesquisas dentro da moda com responsabilidade ________________. E comecei a voltar o meu olhar para a minha região, ao refletir muito sobre as mudanças climáticas e como nós todos estávamos sendo afetados. Queria muito desenvolver uma cultura de moda a partir dos nossos territórios", explica Elijane. [...]
O negócio não é uma revenda de materiais amazônicos. Ela pega os produtos prontos em associações, que fazem a coleta e as modificações nas _________________. O trabalho envolve pesquisa e troca de saberes com artesãs. Entre os materiais utilizados estão fibras de tucum e sementes de açaí. Elijane faz o processo de curadoria, selecionando e produzindo artesanatos que se transformam em coleções de moda.
(Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-01/bioeconomia-amazonica-o-desafio-de-gerar-renda-e-conservar-floresta. Acesso em: 10 nov. 2025. Adaptado.)
Observando-se a ortografia, assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas no excerto:
Leia o texto a seguir:
Fim de semana do Dia das Crianças tem exposição do Chaves, Palhaço Topetão e mais
O Dia das Crianças é celebrado neste domingo (12) e traz muitas opções imperdíveis, que farão a alegria dos pequenos e adultos. A programação conta com shows, espetáculos, exposições e festivais, incluindo muitos eventos gratuitos. Nesta sexta-feira (10), 'Chaves – A Exposição', a maior mostra mundial em homenagem ao clássico seriado mexicano, estrelado por Roberto Gómez Bolaños (1929-2014) -, tem início no Via Parque Shopping, Barra da Tijuca, Zona Sudoeste.
O público carioca poderá mergulhar no universo da produção que marcou gerações - ao ser exibido no SBT por 36 anos -, com um acervo original vindo do México. O projeto foi idealizado por Roberto Gómez Fernández, filho de Chespirito – apelido do ator e comediante.
"É muito emocionante ver que, tantos anos depois, o universo que ele criou com tanto carinho continua despertando risos e reflexões. É mais do que uma homenagem a um programa de TV. É um reencontro com valores simples e universais: amizade, inocência, empatia e humor", vibra Fernández.
A mostra apresenta mais de 20 cenários imersivos que marcaram gerações, como a Vila do Chaves, a Casa do Seu Madruga, o restaurante da Dona Florinda, a sala de aula do Professor Girafales e a inédita Sala da Bruxa do 71, recriada pela primeira vez fora da televisão. Também há espaços dedicados ao herói trapalhão Chapolin Colorado.
"O público poderá entrar literalmente na Vila, sentir a presença dos personagens e reviver um pedacinho da infância. É uma forma de manter viva a essência do que sempre foi transmitido: que, mesmo com pouco, podemos ter muito. Ver esse legado sendo levado adiante nos enche de orgulho", diz o filho de Bolaños, que também destaca a importância dos fãs brasileiros que acompanham a produção mexicana.
"O Brasil abraçou o Chaves, o Chapolin e todos os personagens como se fossem seus. Saber que gerações inteiras cresceram rindo, se emocionando e repetindo nossas frases... isso é o maior prêmio que um grande criador, como meu pai, pode receber. Sempre acreditamos que o humor deve unir as pessoas. E o amor do povo brasileiro é a prova viva de que conseguimos isso. Por isso, digo com muito carinho: Gracias, meus queridos, e que nunca falte um pouquinho de boa vizinhança", completa.
Fonte: https://odia.ig.com.br/diversao/show-e-lazer/2025/10/7142697-fim-desemana-do-dia-das-criancas-tem-exposicao-do-chaves-palhaco-topetao-e-mais.html. Acesso em 10/10/2025
Leia o texto a seguir:
Má alimentação ameaça o futuro das crianças e do Brasil
Autores: Raul Cutait, Marcos Kisil e Aracélia Costa
O Dia Mundial da Alimentação, celebrado nesta quinta-feira (16/10), enseja reflexões. Segundo relatório do IBGE desta semana, 25% dos brasileiros vivem com algum grau de insegurança alimentar: incerteza quanto à próxima refeição (grave), limitação na quantidade (moderada) ou composição inadequada dos alimentos disponíveis (leve). Quanto a crianças de 0 a 10 anos, 7% convivem com insegurança alimentar grave.
No estado de São Paulo, responsável pelo maior PIB do país, 12 milhões de pessoas não conseguem realizar as refeições diárias de forma adequada; ou seja, 25% da população paulista enfrenta algum grau de insegurança alimentar. Estudo da Rede Pensan estima que em um terço dos lares paulistas com crianças menores de 10 anos ocorre insegurança moderada ou grave.
Ora, o desenvolvimento saudável de uma criança depende não só de educação e amor, mas também da boa alimentação, que desempenha um papel central em sua formação física, cognitiva e emocional desde os primeiros anos de vida. Assim, carências impactam diretamente na formação do futuro cidadão. Porém, além da desnutrição, crianças vivenciam outro grave problema, a obesidade, relacionada com a ingestão excessiva de alimentos inadequados do ponto de vista nutricional.
No Brasil, 3 milhões de crianças com menos de 10 anos são obesas, e 6,4 milhões apresentam excesso de peso, sendo que esse problema afeta 1,2 milhão de crianças paulistas. A obesidade torna essas crianças sérias candidatas a desenvolver doenças crônicas quando adultas, dentre elas hipertensão arterial, diabetes, dislipidemias e câncer, o que irá interferir em sua qualidade de vida futura, sobrecarregar o sistema de saúde e gerar altos custos de tratamentos.
Adicionalmente, a má alimentação compromete uma futura mobilidade social, pois jovens que tiveram crescimento físico, cognitivo e emocional limitados convivem com limitações pessoais para se qualificar e disputar melhores oportunidades no mercado de trabalho. Por outro lado, o setor produtivo encontra dificuldades na busca de profissionais qualificados, o que impacta em produtividade e competitividade econômica. Portanto, insegurança alimentar e nutricional é não só uma questão social, mas também econômica e de desenvolvimento humano.
Alimentar bem as crianças é uma missão para todos. Por esse motivo, a Fiesp, através de seu Conselho Superior de Responsabilidade Social, lançou há dois anos o Programa Alimentar o Futuro, em parceria com instituições nacionais e internacionais, visando aumentar a interação efetiva entre governos municipais e empresariado na busca de caminhos que permitam corrigir distorções como a por nós verificada em duas regiões do estado, onde 92% das refeições escolares não atendem plenamente os critérios nutricionais estabelecidos pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar.
Assim, políticas de melhoria da alimentação infantil têm sido conjuntamente desenhadas pelos setores público e privado e complementadas com ações de capacitação de nutricionistas e cozinheiros das cidades envolvidas.
Como proposta, pretendemos estender essa experiência para outras regiões do estado e incluir creches públicas, bem como auxiliar na expansão da agricultura familiar, que por lei será responsável por 45% dos cardápios escolares. Acreditamos que, dessa forma, a Fiesp faz mais uma importante contribuição social, ao participar da construção de um futuro mais justo para nossas crianças e, consequentemente, para o desenvolvimento do país.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/10/ma-alimentacao-ameaca-ofuturo-das-criancas-e-do-brasil.shtml (consultado em 16/10/2025)
“...incerteza quanto à próxima refeição (grave), limitação na quantidade (moderada) ou composição inadequada dos alimentos disponíveis (leve).”
De acordo com as normas gramaticais, a palavra acentuada pela mesma regra do vocábulo “disponíveis” é:
Leia o texto a seguir:
O que é inteligência artificial (IA)?
A inteligência artificial (IA) é um conjunto de tecnologias que permitem aos computadores executar uma variedade de funções avançadas, incluindo a capacidade de ver, entender e traduzir idiomas falados e escritos, analisar dados, fazer recomendações e muito mais.
A IA é a espinha dorsal da inovação na computação moderna, agregando valor para indivíduos e empresas. Por exemplo, o reconhecimento óptico de caracteres (OCR) usa IA para extrair texto e dados de imagens e documentos, transformando conteúdo não estruturado em pronto para negócios, dados estruturados e insights valiosos.
Definição da inteligência artificial
A inteligência artificial é um campo da ciência que se concentra na criação de computadores e máquinas que podem raciocinar, aprender e atuar de maneira que normalmente exigiria inteligência humana ou que envolve dados com escala maior do que as pessoas podem analisar.
A IA é um campo amplo que abrange muitas disciplinas diferentes, como ciência da computação, estatísticas e análises de dados, engenharia de hardware e software, linguística, neurociência e até mesmo filosofia e psicologia.
Em um nível operacional para uso comercial, a IA é um conjunto de tecnologias baseadas principalmente em machine learning e aprendizado profundo, usada para análise de dados, previsões, categorização de objetos, processamento de linguagem natural, recomendações, recuperação inteligente de dados e muito mais.
Como a IA funciona?
Embora as especificidades variem de acordo com as técnicas de IA, o princípio básico gira em torno dos dados. Os sistemas de IA aprendem e melhoram por meio da exposição a grandes quantidades de dados, identificando padrões e relações que os humanos podem não perceber.
Esse processo de aprendizado geralmente envolve algoritmos, que são conjuntos de regras ou instruções que orientam a análise e a tomada de decisões da IA. Em machine learning, um subconjunto conhecido da IA, algoritmos são treinados em dados rotulados ou não rotulados para fazer previsões ou categorizar informações.
O aprendizado profundo, uma especialização adicional, utiliza redes neurais artificiais com várias camadas para processar informações, imitando a estrutura e a função do cérebro humano. Com o aprendizado e a adaptação contínuos, os sistemas de IA se tornam cada vez mais competentes para realizar tarefas específicas, como reconhecer imagens, traduzir idiomas e muito mais.
Fonte: https://cloud.google.com/learn/what-is-artificial-intelligence?hl=pt-BR. Acesso em 03/09/2025. Adaptado.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Amazônia brasileira perdeu área equivalente à Espanha em 40 anos, aponta estudo
A floresta amazônica no Brasil perdeu 13% de sua cobertura vegetal nativa nos últimos 40 anos, um território contínuo que equivale a toda a extensão da Espanha. Os dados, divulgados pela plataforma MapBiomas, revelam uma aceleração dramática da degradação que coloca o bioma à beira de um colapso irreversível. A progressiva substituição da mata por pastagens para a pecuária emerge como o principal vetor de destruição. [...]
Um limiar crítico é apontado por pesquisadores: quando a perda de vegetação atinge entre 20% e 25%, a Amazônia pode perder sua capacidade de se sustentar como floresta tropical. O bioma está perigosamente próximo desse ponto de não retorno. Ultrapassá-lo desencadearia um processo de savanização, no qual grandes extensões da floresta úmida se transformariam em um ecossistema mais seco e pobre em biodiversidade.
O ciclo de chuvas, essencial não apenas para a região Norte mas para o agronegócio e o abastecimento de água em todo o país, fica severamente comprometido com o avanço do desmatamento. [...] A pressão sobre o bioma coloca o Brasil sob um foco internacional ainda mais intenso, uma vez que o país sedia a conferência climática da ONU, COP30, [...] na cidade de Belém, no coração da Amazônia. O país detém 60% da maior floresta tropical do planeta, um patrimônio compartilhado com mais oito nações. A conservação deste bioma é fundamental para o equilíbrio climático global.
(Disponível em: https://www.ecycle.com.br/amazonia-brasileira-perdeu-area-equivalente-a-espanha-em-40-ano-aponta-estudo/. Acesso em: 06 nov. 2025. Adaptado.)
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Leia o texto a seguir:
"Recentes estudos já demonstraram que o café é capaz de proteger a saúde do coração e prevenir doenças degenerativas, como Alzheimer e Parkinson", aponta a médica Cíntia Cercato, endocrinologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Por outro lado, abusar do café pode causar arritmia, agitação, irritabilidade, nervosismo e insônia. Em gestantes, o consumo acima da quantidade segura pode causar atraso na formação cerebral do feto. [...]
Quantidade segura
A endocrinologista afirma que não há problema tomar café todos os dias, mas alerta que a dose diária de cafeína depende de cada pessoa:
● Adulto saudável com cerca de 70 kg: de 300 a 400 miligramas de cafeína (o equivalente a 4 xícaras de café coado)
● Crianças (a partir de 2 anos) e adolescentes: 100 miligramas de cafeína (cerca de 1 xícara coado)
● Gestantes e lactantes: 200 miligramas de cafeína (cerca de 2 xícaras coado)
● Sensíveis à cafeína: de 100 a 200 miligramas de cafeína
O café expresso tem o triplo de cafeína que o coado. [..] Vale lembrar que a cafeína está presente no cacau, no guaraná e em alguns chás. Por isso, não deve ser contabilizada somente a cafeína do café, mas de tudo o que consumimos no dia (por exemplo: chocolate, achocolatado, refrigerante à base de guaraná ou cola, chá etc).
(Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/viva-voce/noticia/2020/06/09/cafe-afinalquantas-xicaras-posso-beber-por-dia-como-adocar-de-forma-saudavelveja-essas-e-outras-duvidas.ghtml. Acesso em: 06 nov. 2025. Adaptado.)
Tivemos uma .........................., mas hoje não .......................... mais nada entre .......................... e ele.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase.
"Por fim, é fundamental reconhecer que o Brasil é um país diverso, com 5.570 municípios que possuem realidades urbanas, ambientais, econômicas e sociais muito distintas. Essas realidades não são estáticas: elas mudam constantemente, trazendo novos desafios e perspectivas para o planejamento urbano sustentável."
A acentuação é o modo de pronunciar um som ou grupo de sons com mais relevo do que outros nas palavras. Todas as palavras destacadas no excerto apresentam sílaba tônica, seja ela acentuada graficamente ou não. Tendo isso em consideração, analise as sentenças a seguir:
I.A palavra sustentável é acentuada porque é paroxítona terminada em -l.
II.As palavras municípios e estáticas são acentuadas graficamente porque atendem à mesma regra, são proparoxítonas.
III.A palavra país recebe acento gráfico porque se trata de um hiato, ou seja, leva acento agudo no i porque ele representa a segunda vogal tônica de um hiato.
É correto o que se afirma em:
I.No título, a palavra "recém-descoberta", tem hífen obrigatório porque é uma palavra composta, por justaposição, tendo como um dos elementos de composição a palavra "recém".
II.O uso do hífen na formação da palavra "sub-bosque" está correto e se justifica porque o hífen separa as letras "b" do prefixo e da palavra-base.
III.A palavra "micro-habitats" precisa do hífen na sua formação porque a palavra que segue ao prefixo micro- se inicia com "h".
IV.A palavra "desconcertante", que significa "estar em desarmonia, em desacordo", foi escrita de modo equivocado no texto.
O correto seria "desconsertante". É correto o que se afirma em:
(__)A palavra "superinteligência" tem, em sua formação, o acréscimo do prefixo super-. De acordo com o Novo Acordo Ortográfico, ela precisaria de hífen porque o segundo elemento começa com vogal: super-inteligência.
(__)O processo de formação da palavra em análise é por composição, em que o prefixo super- se justapõe à palavra "inteligência".
(__)A palavra "superinteligência" é uma paroxítona e a acentuação gráfica se dá porque ela termina com ditongo oral. É o mesmo que acontece com a palavra "raciocínio".
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A conexão entre intestino e cérebro influencia a saúde e as emoções
Nosso intestino abriga mais de cem milhões de células nervosas e é responsável pela produção de 95% da serotonina, um neurotransmissor relacionado ao bem-estar.
Recentemente, novas evidências científicas reforçaram a importância da microbiota intestinal — um grupo de trilhões de bactérias, vírus, fungos e outros agentes microscópicos — para a saúde do corpo e da mente.
Isso mostra como o intestino e o cérebro estão conectados e se influenciam mutuamente.
Você provavelmente já sentiu aquele frio na barriga ao se apaixonar por alguém ou teve náuseas antes de uma reunião importante.
Esses dois órgãos estão conectados de três maneiras diferentes, explica a gastroenterologista Saliha Ahmed, embaixadora da Bowel Research UK, uma organização britânica que faz pesquisas e campanhas sobre o sistema digestivo.
A primeira forma é o nervo vago, uma estrutura muito importante do sistema nervoso que liga diretamente o cérebro a vários órgãos, como o coração e os intestinos.
Em segundo lugar, o cérebro e o intestino se comunicam com a ajuda de hormônios. Essas substâncias são produzidas por glândulas e enviam sinais por todo o corpo.
O terceiro mecanismo envolve o sistema imunológico.
"Muitas pessoas pensam que essas células de defesa vivem apenas no sangue ou nos gânglios linfáticos, mas, na verdade, uma grande proporção opera no intestino e serve como mediador entre o cérebro e todo o organismo", diz Ahmed.
O neurogastroenterologista Pasricha, da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, destaca que essa conexão especial ocorre porque o cérebro precisa de muita potência para funcionar e o intestino é a nossa usina de energia.
Ele ressalta que o cérebro representa apenas 2% do nosso peso corporal, mas consome 20% da energia produzida no corpo.
O papel do intestino é justamente quebrar os alimentos em moléculas simples e absorvê-las para fornecer o combustível para o funcionamento de todo o organismo.
Essa é uma relação mútua; em outras palavras, o cérebro influencia o intestino, mas o intestino também influencia o cérebro.
Quando enfrentamos uma situação perigosa ou ameaçadora, ou mesmo um evento muito importante, como uma reunião no trabalho, uma das primeiras reações fisiológicas ocorre na barriga.
Nessas situações, podemos experimentar náuseas, cólicas ou até diarreia.
Nosso intestino abriga entre dez e cem trilhões de células de outros organismos, o que inclui bactérias, vírus, fungos, protozoários e outros agentes microscópicos.
Esse número supera a quantidade de células próprias que uma pessoa possui.
Especialistas explicam que essa comunidade abundante tem uma relação simbiótica conosco.
Elas obtêm nutrientes dos alimentos que ingerimos, mas também nos ajudam a digerir alguns ingredientes que não somos capazes de processar sozinhos.
Nas últimas duas décadas, o conhecimento sobre a microbiota e sua influência em nossa saúde cresceu consideravelmente.
Ahmed explica que novas ferramentas e testes desenvolvidos por cientistas ajudaram a mensurar os microrganismos que habitam o intestino e também a entender como eles influenciam o desenvolvimento de certas doenças.
"Alterações no equilíbrio da microbiota, o que chamamos de disbiose, têm sido associadas a quase todas as doenças conhecidas pelos seres humanos", acrescenta Pasricha.
Em 2011, o neurogastroenterologista liderou um estudo pioneiro com cobaias. No trabalho, ele observou que a irritação gástrica nos primeiros dias de vida induz um aumento da depressão e de comportamentos ansiosos.
Outras pesquisas mostraram que a disbiose está associada à obesidade, às doenças cardiovasculares e até mesmo ao câncer.
No entanto, Pasricha ressalta que precisa-se de evidências suficientes para estabelecer uma relação clara de causa e efeito, e quantos problemas encontrados na microbiota intestinal são de fato a origem de diversas doenças.
"Existem evidências tanto em estudos com animais quanto em pesquisas com seres humanos de que há problemas que começam no intestino e causam ansiedade ou depressão.
Esses dois órgãos estão conectados de três maneiras diferentes, explica a embaixadora da Bowel Research UK, uma organização britânica que faz pesquisas e campanhas sobre o sistema digestivo.
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que: