Questões de Concurso Comentadas sobre ortografia em português

Foram encontradas 13.357 questões

Q1015121 Português

Leia as afirmativas a seguir:


I. A grafia do verbo seguinte está correta: usàr.

II. Na oração "Esperou uma hora para fazer a barba", o vocábulo "barba" é classificado como conjunção.

III. A grafia do verbo seguinte está correta: pêrder.

IV. A grafia do verbo seguinte está correta: pàrtir.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1014750 Português

Ela lembra tudo e sofre com isso, mostra "A Mulher que Não Consegue Esquecer"

                                                                                                         Livraria da Folha


      No curioso caso de Jill Price, o médico James McGaugh diagnosticou o primeiro caso de síndrome de "hipermemória". O caso, descrito pelo autor Bert Davis, está no livro "A Mulher que Não Consegue Esquecer".

      O que é hipermemória? É um distúrbio que faz com que a pessoa não esqueça nada do que viveu, nem tampouco dos sentimentos que experimentou. Todos os erros e acertos, todas as alegrias e tristezas... Tudo continua vivo, colorido, presente.

      Quando nos convém, olhamos para o céu, apertamos as mãos entre elas e murmuramos como seria bom ter uma memória cinematográfica. [...] Contudo, quando os acontecimentos não são dos melhores, o que todos querem é esquecer.

      A memória é personagem de episódios familiares, desgraças históricas, da formação e confirmação de sua própria existência. Diversos livros e filmes já trataram do assunto, além de filósofos, psiquiatras e psicanalistas que conflitam as produções de imagens que ora estão recalcadas no inconsciente ora estão presentes e vivas em nossa mente.

      No caso da "A Mulher que Não Consegue Esquecer", Jill se lembra do que comeu na semana passada, de diálogos do filme favorito e muito mais. Ela se recorda de datas de acidentes aéreos, o que passou em determinada segunda-feira na televisão, além de conseguir se lembrar com precisão o que ela mesmo estava fazendo e pensando.

      Leia trecho:

      “Sei muito bem quão tirânica a memória consegue ser. Sou portadora do primeiro caso diagnosticado de um distúrbio da memória que os cientistas denominaram síndrome da hipermemória – a lembrança autobiográfica contínua e automática de cada dia da minha vida desde os meus catorze anos. Minha memória começou a se tornar horrivelmente completa em 1974, quando eu tinha oito anos. A partir de 1980, é quase perfeita. Diga uma data daquele ano em diante que eu direi instantaneamente qual dia da semana foi, o que fiz naquele dia e quaisquer acontecimentos importantes que ocorreram – ou até acontecimentos menores –, contanto que tenha ouvido falar deles naquele dia.

      Minhas lembranças são como cenas de filmes caseiros de cada dia de minha vida, constantemente projetados em minha cabeça, avançando e retrocedendo pelos anos de forma implacável, transportando-me a qualquer momento, independente da minha vontade. Imagine que alguém tivesse feito vídeos seus desde a época de criança, seguindo você o dia inteiro, dia após dia, e depois reunisse tudo em um DVD, e que você se sentasse numa sala e assistisse à compilação num aparelho programado para embaralhar aleatoriamente as cenas.

      [...]

      Consigo ter lembranças à vontade quando me pedem, mas normalmente minha memória é automática. Não faço nenhum esforço para evocar as lembranças; elas simplesmente preenchem minha mente. Na verdade, não estou sob meu controle consciente, e por mais que eu queira, não consigo detê-las. Elas pipocam na minha cabeça, talvez desencadeadas por alguém mencionando uma data ou um nome, ou por uma canção no rádio, e quer eu deseje ou não voltar a uma época específica, minha mente dispara bem para aquele momento.

      Minha maior esperança é que os cientistas descubram algo sobre meu cérebro que ajude a solucionar os enigmas dos trágicos distúrbios da perda de memória. Eles já concluíram, a partir de tomografias do meu cérebro, que existem diferenças estruturais pronunciadas que provavelmente explicam por que minha memória é tão completa e implacável. Eles me contaram quantos mistérios sobre a memória ainda estão enfrentando, e parece que o que aprenderam sobre o meu cérebro e memória levará a pesquisas frutíferas. Por ora, espero que minha história seja esclarecedora e instigante para os leitores e que ajude a explicar o papel da memória – bem como o do esquecimento – na vida de todos nós e como nossas lembranças são responsáveis, em grande parte, pelo que somos.” 


Adaptado de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/ 777141-ela-lembra-tudo-e-sofre-com-isso-mostra-a-mulher-que-nao-consegue-esquecer.shtml Acesso em: 20/04/2018.

Quando um texto é manuscrito, é comum ocorrerem faltas de acentos gráficos em algumas palavras, seja por descuido ou desconhecimento. Nesse sentido, considerando as palavras utilizadas no texto de apoio, assinale a alternativa em que, havendo mudança na acentuação gráfica, ocorra também alteração em sua classe gramatical, o que pode acarretar mudanças significativas no que se pretende comunicar.
Alternativas
Q1014145 Português

                         A TRISTEZA PERMITIDA


      Se eu disser pra você que acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora, e o céu convidava para a farra de viver. Mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que normalmente faço, sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair para compras e reuniões — se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem para sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?

      Você vai dizer “te anima" e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer para eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.

Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.

A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro da nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido. Depressão é coisa muito mais séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou com si mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente — as razões têm essa mania de serem discretas.


                       “Eu não sei o que meu corpo abriga

                        nestas noites quentes de verão

                        e não importa que mil raios partam

                        qualquer sentido vago de razão

                        eu ando tão down...”


Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim", sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar o seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinicius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.

Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip hop, e nem por isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor— até que venha a próxima, normais que somos.

                                                                                                     Martha Medeiros

Na frase “A tristeza não deve ser PROSCRITA da alma, porque faz parte da realidade íntima do ser.”, a palavra destacada remete ao par de parônimos proscrito/prescrito. As opções abaixo apresentam pares de parônimos, EXCETO:
Alternativas
Q1013354 Português
Faz o plural como “vibrações” a palavra
Alternativas
Q1013350 Português
As palavras “relatório”, “vários” e “páreo” seguem a mesma regra de acentuação de
Alternativas
Q1012741 Português

                            Por que você precisa estimular seu filho a ler

Estudo revela que a leitura de livros na primeira infância ajuda a desenvolver a empatia e tem até benefícios físicos


      A leitura é constantemente associada à inúmeros benefícios relacionados ao desenvolvimento cognitivo e intelectual. Manter um hábito de leitura pode ser bastante importante, principalmente para as crianças.

      As histórias são capazes de ativar a imaginação dos pequenos e ajudá-los na formação de suas personalidades. Esses benefícios são desenvolvidos a longo prazo, até a idade adulta.

      O estudo “Reading with children starting in infancy gives lasting literacy boost”, da Academia Americana de Pediatras, mostra que a leitura de livros na primeira infância pode ajudar a melhorar o desempenho escolar e as habilidades cognitivas durante a alfabetização nos anos posteriores.

      “O que os bebês estão aprendendo quando você lê para eles continua fazendo efeito até quatro anos depois, quando estão prestes a começar o ensino fundamental”, explicou Carolyn Cates, pesquisadora do departamento de pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de Nova York.

      Nessa fase de idade, os pesquisadores indicam a leitura de livros com imagens e objetos para ajudar as crianças na categorização do mundo e das palavras.

      Outra pesquisa, desenvolvida pelo departamento de psicologia da Universidade de Cambridge, explica que a literatura permite às crianças passarem um tempo dentro da mente de outra pessoa e se colocarem no lugar dos personagens.

      Os pequenos também são expostos a diferentes tipos de pessoas, lugares, culturas e situações que abrem sua mente para a importância da diversidade e da empatia.

      Segundo os pesquisadores, a leitura de ficção fornece “um excelente treinamento para jovens no desenvolvimento e prática da empatia e da teoria da mente, isto é, compreensão de como outras pessoas sentem e pensam”.

      Hoje em dia, é cada vez mais comum ver crianças passando o tempo com aplicativos em tablets ou smartphones. O uso irrestrito desses gadgets, no entanto, pode afetar o desenvolvimento cerebral dos pequenos.

      Os smartphones emitem uma luz azul prejudicial ao desenvolvimento cognitivo e mantêm as crianças – bem como os adultos – cada vez mais atentas as notificações e a super-estimulação visual.

      Uma pesquisa recente mostrou que, ao contrário de uma boa história para dormir, as telas brilhantes e o uso de smartphones podem atrapalhar os padrões de sono das crianças.

      Os especialistas recomendam que os pais ofereçam bons livros para seus filhos, já que uma boa narrativa também pode ser um ótimo entretenimento.

Disponível em: https://www.pragmatismopolitico.com.br/2018/04/precisa-estimular-seu-filho-a-ler.html. Acesso em: 18/05/2018. (Adaptado).

O emprego do hífen na palavra “super-estimulação”, presente no décimo parágrafo, encontra-se:
Alternativas
Q1012739 Português

                            Por que você precisa estimular seu filho a ler

Estudo revela que a leitura de livros na primeira infância ajuda a desenvolver a empatia e tem até benefícios físicos


      A leitura é constantemente associada à inúmeros benefícios relacionados ao desenvolvimento cognitivo e intelectual. Manter um hábito de leitura pode ser bastante importante, principalmente para as crianças.

      As histórias são capazes de ativar a imaginação dos pequenos e ajudá-los na formação de suas personalidades. Esses benefícios são desenvolvidos a longo prazo, até a idade adulta.

      O estudo “Reading with children starting in infancy gives lasting literacy boost”, da Academia Americana de Pediatras, mostra que a leitura de livros na primeira infância pode ajudar a melhorar o desempenho escolar e as habilidades cognitivas durante a alfabetização nos anos posteriores.

      “O que os bebês estão aprendendo quando você lê para eles continua fazendo efeito até quatro anos depois, quando estão prestes a começar o ensino fundamental”, explicou Carolyn Cates, pesquisadora do departamento de pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de Nova York.

      Nessa fase de idade, os pesquisadores indicam a leitura de livros com imagens e objetos para ajudar as crianças na categorização do mundo e das palavras.

      Outra pesquisa, desenvolvida pelo departamento de psicologia da Universidade de Cambridge, explica que a literatura permite às crianças passarem um tempo dentro da mente de outra pessoa e se colocarem no lugar dos personagens.

      Os pequenos também são expostos a diferentes tipos de pessoas, lugares, culturas e situações que abrem sua mente para a importância da diversidade e da empatia.

      Segundo os pesquisadores, a leitura de ficção fornece “um excelente treinamento para jovens no desenvolvimento e prática da empatia e da teoria da mente, isto é, compreensão de como outras pessoas sentem e pensam”.

      Hoje em dia, é cada vez mais comum ver crianças passando o tempo com aplicativos em tablets ou smartphones. O uso irrestrito desses gadgets, no entanto, pode afetar o desenvolvimento cerebral dos pequenos.

      Os smartphones emitem uma luz azul prejudicial ao desenvolvimento cognitivo e mantêm as crianças – bem como os adultos – cada vez mais atentas as notificações e a super-estimulação visual.

      Uma pesquisa recente mostrou que, ao contrário de uma boa história para dormir, as telas brilhantes e o uso de smartphones podem atrapalhar os padrões de sono das crianças.

      Os especialistas recomendam que os pais ofereçam bons livros para seus filhos, já que uma boa narrativa também pode ser um ótimo entretenimento.

Disponível em: https://www.pragmatismopolitico.com.br/2018/04/precisa-estimular-seu-filho-a-ler.html. Acesso em: 18/05/2018. (Adaptado).

No trecho “Os smartphones emitem uma luz azul prejudicial ao desenvolvimento cognitivo e mantêm as crianças – bem como os adultos – cada vez mais atentas as notificações e a super-estimulação visual”, a respeito do verbo “manter”, é possível dizer que este:
Alternativas
Q1012737 Português

                            Por que você precisa estimular seu filho a ler

Estudo revela que a leitura de livros na primeira infância ajuda a desenvolver a empatia e tem até benefícios físicos


      A leitura é constantemente associada à inúmeros benefícios relacionados ao desenvolvimento cognitivo e intelectual. Manter um hábito de leitura pode ser bastante importante, principalmente para as crianças.

      As histórias são capazes de ativar a imaginação dos pequenos e ajudá-los na formação de suas personalidades. Esses benefícios são desenvolvidos a longo prazo, até a idade adulta.

      O estudo “Reading with children starting in infancy gives lasting literacy boost”, da Academia Americana de Pediatras, mostra que a leitura de livros na primeira infância pode ajudar a melhorar o desempenho escolar e as habilidades cognitivas durante a alfabetização nos anos posteriores.

      “O que os bebês estão aprendendo quando você lê para eles continua fazendo efeito até quatro anos depois, quando estão prestes a começar o ensino fundamental”, explicou Carolyn Cates, pesquisadora do departamento de pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de Nova York.

      Nessa fase de idade, os pesquisadores indicam a leitura de livros com imagens e objetos para ajudar as crianças na categorização do mundo e das palavras.

      Outra pesquisa, desenvolvida pelo departamento de psicologia da Universidade de Cambridge, explica que a literatura permite às crianças passarem um tempo dentro da mente de outra pessoa e se colocarem no lugar dos personagens.

      Os pequenos também são expostos a diferentes tipos de pessoas, lugares, culturas e situações que abrem sua mente para a importância da diversidade e da empatia.

      Segundo os pesquisadores, a leitura de ficção fornece “um excelente treinamento para jovens no desenvolvimento e prática da empatia e da teoria da mente, isto é, compreensão de como outras pessoas sentem e pensam”.

      Hoje em dia, é cada vez mais comum ver crianças passando o tempo com aplicativos em tablets ou smartphones. O uso irrestrito desses gadgets, no entanto, pode afetar o desenvolvimento cerebral dos pequenos.

      Os smartphones emitem uma luz azul prejudicial ao desenvolvimento cognitivo e mantêm as crianças – bem como os adultos – cada vez mais atentas as notificações e a super-estimulação visual.

      Uma pesquisa recente mostrou que, ao contrário de uma boa história para dormir, as telas brilhantes e o uso de smartphones podem atrapalhar os padrões de sono das crianças.

      Os especialistas recomendam que os pais ofereçam bons livros para seus filhos, já que uma boa narrativa também pode ser um ótimo entretenimento.

Disponível em: https://www.pragmatismopolitico.com.br/2018/04/precisa-estimular-seu-filho-a-ler.html. Acesso em: 18/05/2018. (Adaptado).

Percebe-se, em relação aos vocábulos acentuados em “O que os bebês estão aprendendo quando você lê para eles continua fazendo efeito até quatro anos depois, quando estão prestes a começar o ensino fundamental”, que estes:
Alternativas
Q1010861 Português

Por que Marte perdeu sua água e acabou não ficando parecido com a Terra?


      Embora a superfície de Marte seja hoje árida e inóspita, há bilhões de anos provavelmente estava tão coberta de água quanto a Terra.

      O que provocou o desaparecimento deste recurso crucial para o desenvolvimento da vida?

      Uma das teorias vigentes é de que a água sumiu do planeta vermelho quando ele perdeu o campo magnético que o protegia dos ventos solares.

      No entanto, um estudo recente feito por cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, mostrou que a perda do campo magnético não permite explicar o desaparecimento de toda a água que existia no planeta.

      O resto, segundo a pesquisa, foi absorvido pelas rochas de basalto, que podem reter em seu interior aproximadamente 25% mais água que as pedras do mesmo tipo na Terra, já que são ricas em óxido de ferro.

      Este processo foi tão intenso que é estimado que a crosta do planeta tenha consumido um oceano de mais de 3 km de profundidade.

Processo irreversível

      Os pesquisadores da Universidade de Oxford chegaram a essa conclusão após calcular quanta água era possível de eliminar da superfície do planeta pela interação do líquido com os minerais das rochas.

      O cálculo incluiu também fatores como a temperatura das pedras e a pressão atmosférica. Os resultados mostram que as rochas levaram grande parte da água da superfície para o interior do planeta.

      Depois de absorvida, a água não pode ressurgir, porque as rochas basálticas não funcionam exatamente como uma esponja: elas quebram as moléculas, absorvendo apenas o oxigênio, enquanto o hidrogênio se espalha pelo espaço.

      Essas rochas então se afundaram no manto (camada logo abaixo da superfície, assim como na Terra), deixando o planeta seco, sem a possibilidade de abrigar vida.

Diferenças sutis, mas importantes

      Por que a Terra não passou por um processo parecido?

      Segundo os pesquisadores de um estudo publicado na última edição da revista Nature, “Marte é um planeta muito menor que a Terra, com um perfil de temperatura diferente e uma quantidade maior de ferro em seu manto”. “São diferenças sutis, mas podem ter um efeito significativo, que aumenta com o tempo”, diz o paper.

      Esses fatores permitiram que a superfície de Marte fosse mais reativa à água que a nossa, possibilitando a formação de minerais que absorveram água e se afundaram para o interior do manto.

      Já na Terra, em seus primeiros anos de formação, as rochas hidratadas tendiam a flutuar até se desidratarem.

                            (Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-42445360.)

Das alternativas apresentadas, em apenas uma o uso do acento gráfico é aplicado no par por razão distinta, nos demais a regra que justifica um uso também justifica o outro. Que alternativa é essa?
Alternativas
Q1009759 Português

Uma das causas da existência de palavras parônimas é/são

Alternativas
Q1005227 Português
Qual das palavras a seguir deve receber acento?
Alternativas
Q1005225 Português
Marque a opção INCORRETA quanto às formas variantes.
Alternativas
Q999977 Português

               Por que os homens ainda demoram a pensar sobre a velhice?

                                               Dra. Maisa Kairalla


      Embora todos nós, homens e mulheres, tenhamos o potencial de viver a velhice como uma realidade e em sua plenitude, a grande maioria da ala masculina ainda evita pensar sobre “ser idoso” e, com isso, deixa de se preparar para alcançar a maturidade com qualidade de vida.

      Na verdade, existe uma espécie de contradição. Os homens são considerados fisicamente mais fortes, no entanto, em termos de expectativa de vida, vivem menos que as mulheres. Podemos atribuir essa discrepância a fatores biológicos, sociais, psicológicos e comportamentais.

      Estudos apontam que os membros do sexo masculino costumam pensar, de fato, na velhice após os 45 anos de idade e, ainda assim, como algo distante. Há um erro de timing aí se considerarmos que o organismo entra no processo de envelhecimento a partir dos 28 anos.

      Mas por que será que a rapaziada empurra com a barriga esse olhar lá na frente? Podemos atribuir isso a questões como medo de que, com a idade, surjam doenças incapacitantes, que levem à perda de autonomia e independência. Também há o receio da solidão, de se tornar impotente e perder a virilidade, bem como do temor da morte.

      Todos esses pontos tornam a relação entre o homem com a saúde e a sobrevivência um tanto complexa. E ajudam a entender inclusive a resistência de parte da ala masculina a mudar alguns hábitos e a tendência a se esquivar dos cuidados preventivos.

      Diferentemente de nós, mulheres, acostumadas ao acompanhamento médico (ao menos com o ginecologista), boa parcela dos homens não costuma ter o monitoramento e a orientação do profissional de saúde – algo que deveria se estender da infância, passar pela adolescência e continuar na vida adulta. Existe, a meu ver, uma crença de que, enquanto eles estão trabalhando e são produtivos, não há razão ou tempo para se preocupar.

      Ora, não se trata de procurar pelo em ovo, como diz a sabedoria popular, mas de manter um acompanhamento que, aliado a hábitos saudáveis, reduz (e muito!) o risco de doenças. Doenças que, em última instância, vão comprometer o envelhecimento.

      Além disso, há uma questão, digamos, mais cultural e geracional que explica esse comportamento fugitivo do homem em relação à saúde e à velhice. Muitos cidadãos que hoje estão na casa dos 60 anos ou mais aprenderam que “os homens são mais fortes que as mulheres”, no sentido de serem mais ativos e provedores. Essa concepção faz com que construam uma imagem de que não correm riscos, são praticamente indestrutíveis.

      Sabemos, no entanto, que, nas últimas décadas, temos vivido mudanças notórias na sociedade que ajudam a romper esse paradigma das diferenças entre homens e mulheres. É provável que os idosos do futuro superem essa visão e tragam um novo olhar inclusive sobre o envelhecimento. Ao derrubar preconceitos e estigmas (de gênero e de qualquer outra ordem), conseguimos utilizar melhor o conhecimento e as ferramentas de prevenção. E, como consequência, envelhecemos melhor.

Disponível em:<https://saude.abril.com.br> . Acesso em: ago. 2018 [Adaptado]

São acentuadas pela mesma regra
Alternativas
Q993236 Português
A palavra destacada deve ser acentuada na opção:
Alternativas
Q993232 Português
Marque a opção em que há erro ortográfico:
Alternativas
Q992962 Português
Analise as afirmativas e marque a incorreta:
Alternativas
Q991513 Português

Causos/3

Eduardo Galeano, em O Livro dos Abraços.

O que é a verdade? A verdade é uma mentira contada por Fernando Silva. Fernando conta com o corpo inteiro, e não apenas com palavras, e pode se transformar em outra gente ou em bicho voador ou no que for, e faz isso de tal maneira que depois a gente escuta, por exemplo, o sabiá cantando num galho, e a gente pensa: Esse passarinho está imitando Fernando quando imita o sabiá.

Ele conta causos da linda gente do povo, da gente recém-criada, que ainda tem cheiro de barro; e também causos de alguns tipos extravagantes que ele conheceu, como aquele espelheiro que fazia espelhos e se metia neles, se perdia, ou aquele apagador de vulcões que o diabo deixou zarolho, por vingança, cuspindo em seu olho.

Os causos acontecem em lugares onde Fernando esteve: o hotel que abria só para fantasmas, aquela mansão onde as bruxas morreram de chatice ou a casa de Ticuantepe, que era tão sombreada e fresca que a gente sentia vontade de ter, ali, uma namorada à nossa espera.

Além disso, Fernando trabalha como médico. Prefere as ervas aos comprimidos e cura a úlcera com plantas e ovo de pombo; mas prefere ainda a própria mão. Porque ele cura tocando. E contando, que é outra maneira de tocar.

O plural das palavras terminadas em “ão” sofre variações. Normalmente se faz em “ões”, como em vulcões, que aparece no texto.

Por vezes, contudo, aceita-se mais de uma forma.

É o que ocorre com:

Alternativas
Q991322 Português

As Boas Coisas da Vida

Rubem Braga

Uma revista mais ou menos frívola pediu a várias pessoas para dizer as “dez coisas que fazem a vida valer a pena”. Sem pensar demasiado, fiz esta pequena lista:

- Esbarrar às vezes com certas comidas da infância, por exemplo: aipim cozido, ainda quente, com melado de cana que vem numa garrafa cuja rolha é um sabugo de milho. O sabugo dará um certo gosto ao melado? Dá: gosto de infância, de tarde na fazenda.

- Tomar um banho excelente num bom hotel, vestir uma roupa confortável e sair pela primeira vez pelas ruas de uma cidade estranha, achando que ali vão acontecer coisas surpreendentes e lindas. E acontecerem.

- Quando você vai andando por um lugar e há um bate-bola, sentir que a bola vem para o seu lado e, de repente, dar um chute perfeito - e ser aplaudido pelos serventes de pedreiro.

- Ler pela primeira vez um poema realmente bom. Ou um pedaço de prosa, daqueles que dão inveja na gente e vontade de reler.

- Aquele momento em que você sente que de um velho amor ficou uma grande amizade - ou que uma grande amizade está virando, de repente, amor. - Sentir que você deixou de gostar de uma mulher que, afinal, para você, era apenas aflição de espírito e frustração da carne - essa amaldiçoada.

-Viajar, partir...

-Voltar.

- Quando se vive na Europa, voltar para Paris, quando se vive no Brasil, voltar para o Rio. - Pensar que, por pior que estejam as coisas, há sempre uma solução, a morte - o assim chamado descanso eterno.

Texto adaptado de BRAGA, R., As Boas Coisas da Vida, 1988. 

O acento gráfico da palavra "dará" é justificado pela mesma regra que determina a acentuação da palavra:
Alternativas
Q991319 Português

As Boas Coisas da Vida

Rubem Braga

Uma revista mais ou menos frívola pediu a várias pessoas para dizer as “dez coisas que fazem a vida valer a pena”. Sem pensar demasiado, fiz esta pequena lista:

- Esbarrar às vezes com certas comidas da infância, por exemplo: aipim cozido, ainda quente, com melado de cana que vem numa garrafa cuja rolha é um sabugo de milho. O sabugo dará um certo gosto ao melado? Dá: gosto de infância, de tarde na fazenda.

- Tomar um banho excelente num bom hotel, vestir uma roupa confortável e sair pela primeira vez pelas ruas de uma cidade estranha, achando que ali vão acontecer coisas surpreendentes e lindas. E acontecerem.

- Quando você vai andando por um lugar e há um bate-bola, sentir que a bola vem para o seu lado e, de repente, dar um chute perfeito - e ser aplaudido pelos serventes de pedreiro.

- Ler pela primeira vez um poema realmente bom. Ou um pedaço de prosa, daqueles que dão inveja na gente e vontade de reler.

- Aquele momento em que você sente que de um velho amor ficou uma grande amizade - ou que uma grande amizade está virando, de repente, amor. - Sentir que você deixou de gostar de uma mulher que, afinal, para você, era apenas aflição de espírito e frustração da carne - essa amaldiçoada.

-Viajar, partir...

-Voltar.

- Quando se vive na Europa, voltar para Paris, quando se vive no Brasil, voltar para o Rio. - Pensar que, por pior que estejam as coisas, há sempre uma solução, a morte - o assim chamado descanso eterno.

Texto adaptado de BRAGA, R., As Boas Coisas da Vida, 1988. 

As palavras "exemplo", "excelente" e "deixou", retiradas do texto, são escritas com a letra X apresentando distintas variações fonéticas. A palavra que deve ser escrita com CH é:
Alternativas
Q990946 Português
De acordo com as regras gramaticais de acentuação, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Respostas
10041: A
10042: E
10043: B
10044: C
10045: A
10046: C
10047: A
10048: A
10049: B
10050: B
10051: B
10052: A
10053: B
10054: C
10055: A
10056: D
10057: C
10058: A
10059: D
10060: D