Questões de Concurso Comentadas sobre ortografia em português

Foram encontradas 13.357 questões

Q1219106 Português

Considere as placas de anúncio publicitário.


1. Concerto de calçados.

2. Salão Bill! Cortes mascolinos e femeninos, tacha única.

3. Restaurante Sem Fome: temos um jeito diferente de cozinhar, pois sua boa digestão é nossa garantia!

4. Venha dar um cheque mate em suas contas! O Banco Sofft agradece.


Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q1219103 Português
Assinale a alternativa correta quanto à acentuação.
Alternativas
Q1219046 Português
Leia o texto

Aula de português

A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.

A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe-se lá o que ela quer dizer?

Professor Carlos Góis, ele é que sabe,
E vai desmatando
o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas
Atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.

Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.

O português são dois; o outro, mistério.

Carlos Drummond de Andrade 
Considere o seguinte verso, extraído do poema:
“Já esqueci a língua em que comia”.
Analise as afirmativas feitas sobre ele.
1. Os dois verbos da frase pertencem à segunda conjugação e estão no pretérito perfeito e imperfeito, respectivamente. 2. Se o verbo “esquecer” fosse pronominal (esquecer-se), ao seu complemento “a língua” deveria ser acrescentada uma preposição (de = da língua). 3. Há na frase dois artigos definidos. 4. As palavras “Góis” e “língua” são acentuadas pela mesma regra. 5. As palavras conectoras “em que” podem ser substituídas por “na qual” e o sentido não se altera, pois “que” é pronome relativo e permite essa substituição.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q1219016 Português
Leia o poema de Raimundo Correa para responder à questão:
AMOR E VIDA
Esconde-me a alma, no íntimo, oprimida, Este amor infeliz, como se fora Um crime aos olhos dessa, que ela adora, Dessa, que crendo-o, crera-se ofendida.
A crua e rija lâmina homicida Do seu desdém vara-me o peito; embora, Que o amor que cresce nele, e nele mora, Só findará quando findar-me a vida!
Ó meu amor! como num mar profundo, Achaste em mim teu álgido, teu fundo, Teu derradeiro, teu feral abrigo!
E qual do rei de Tule a taça de ouro, Ó meu sacro, ó meu único tesouro! Ó meu amor! tu morrerás comigo!
(Sinfonias, 1883.)
Analise as informações sobre a escrita do poema:
I. Predomina, além da função poética, a função referencial; II. Pode-se afirmar, de acordo com o contexto, que a palavra “álgido”, na frase: “Achaste em mim teu álgido, teu fundo”, significa “muito frio, glacial”; III. Na segunda estrofe, a conjunção “embora” pode ser substituída por outro elemento coesivo que tenha valor semântico de concessão; IV. As palavras “íntimo, lâmina e álgido” são acentuadas pela regra das proparoxítonas.
Estão corretas, somente:
Alternativas
Q1218814 Português

Francisco J. C. Dantas. Coivara da memória.

São Paulo: Estação Liberdade, 1991, p. 174.

Com relação às propriedades linguísticas do texto apresentado, julgue o item que se segue.


A palavra “domínio” (l.12) recebe acento gráfico por ser paroxítona terminada em ditongo oral.

Alternativas
Q1218789 Português

Valquiria Pereira. O que significa fluência leitora?

In: Revista Nova Escola. jul./2013 (com adaptações).

Com relação às propriedades linguísticas do texto anterior, julgue o item a seguir.


Os termos “literárias” e “apreciá-las”, nas linhas 18 e 19, são acentuados por motivos distintos.

Alternativas
Q1217137 Português

TEXTO 5


Imagem associada para resolução da questão


Analise as proposições abaixo sobre a conversa do texto 5, desenvolvida no aplicativo Whatsapp:

I- No período: “Ah, estudando muito, em breve serei a mais boa dentista de Vitória, e você?”, a relação sintática que predomina entre as duas orações é de contraste.

II- O humor do texto é provocado pela paronímia que se constrói com a palavra “residência”.

III- Trata-se de uma conversa informal, portanto percebe-se facilmente a variação linguística no texto.

É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q1217133 Português

Leia o texto 3 e responda a questão.


TEXTO 3

“Um dos fatos mais lamentáveis da nossa história pós-redemocratização”


O professor de direito constitucional da PUC, Marcelo Figueiredo, disse neste sábado à rádio Jovem Pan que a censura imposta à Crusoé e a O Antagonista fere a democracia.

“O episódio é um precedente perigoso para a liberdade de imprensa porque se cada ministro se sentir agravado com uma reportagem e mandar cassar o veículo de comunicação, nós voltamos a um Estado ditatorial, antidemocrático”, afirmou.

“A censura ao site Antagonista e à revista Crusoé entrará como um dos fatos mais lamentáveis da nossa história pós-redemocratização. Por outro lado, tem que se celebrar. A mobilização da sociedade e o posicionamento certeiro de ministros do Supremo que discordam do conjunto de absurdos que têm sido praticados.”

(Fonte: https://www.oantagonista.com/brasil/um-dos-fatos-mais-lamentaveis-da-nossa-historia-pos-redemocratizacao/)

Considerando o período: “O episódio é um precedente perigoso para a liberdade de imprensa porque se cada ministro se sentir agravado com uma reportagem e mandar cassar o veículo de comunicação, nós voltamos a um Estado ditatorial, antidemocrático”, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1214741 Português
O consumo como forma de afeto

     Um ponto comum nas divergentes opiniões de pais sobre os jovens é a crítica ao consumismo exacerbado. Como entender esse comportamento à luz do que ocorreu com a sociedade brasileira nas últimas décadas? Para começar, há um encolhimento da família tradicional. Pais têm um ou dois filhos, muitas vezes criados por apenas um deles, já que quase 25% dos casamentos acabam antes dos dez anos. Mães e pais saem desde cedo de casa para trabalhar. E, encerrada a licença-maternidade, boa parte das mulheres (quase 70% delas trabalham fora de casa hoje) retoma sua lide diária de deslocamentos e dias extenuantes em escritórios, lojas e fábricas. Os pais continuam correndo atrás do pão nosso de cada dia.
     Culpados pela sensação de que estão longe dos filhos, eles tentam, muitas vezes, compensar a distância com presentes. Não é à toa que, em pouco tempo, o quarto dos pequenos está abarrotado de brinquedos, bonecas, joguinhos e tudo o mais que estiver ao alcance do cartão de crédito. Os pequenos percebem logo cedo que a birra, o choro, a reclamação e o protesto são boa moeda de troca na hora de conseguir o que querem. Pais com dificuldade de dizer “não” e filhos ávidos em ganhar resultam em jovens que consomem.
     Nossa sociedade também forneceu o molde para que essas transformações ocorressem. O valor do indivíduo passou a ser medido, numa escala maior do que outras, por aquilo que ele tem. O mérito da pessoa é avaliado hoje de uma maneira muito superficial, por aquilo que pode ser mostrado. E o consumo é moeda forte nesse mercado.   
       Para além do bom ou do ruim, o fenômeno é um reflexo dos tempos que vivemos. Mas é importante lembrar que existem outras possibilidades e valores que podem ser trabalhados com os filhos. Senão, corremos o risco de criar adultos insuportáveis. As escolhas profissionais, pessoais, amorosas podem vir influenciadas exclusivamente por esse viés consumista e individualista. A vida emocional pode ficar ainda mais solitária, pragmática e chata. Esse futuro é seu sonho de consumo?

(Jairo Bouer. Revista Época. 2012. Com adaptações.)
As seguintes palavras transcritas do texto são acentuadas pela mesma razão, EXCETO:
Alternativas
Q1214739 Português
O consumo como forma de afeto

     Um ponto comum nas divergentes opiniões de pais sobre os jovens é a crítica ao consumismo exacerbado. Como entender esse comportamento à luz do que ocorreu com a sociedade brasileira nas últimas décadas? Para começar, há um encolhimento da família tradicional. Pais têm um ou dois filhos, muitas vezes criados por apenas um deles, já que quase 25% dos casamentos acabam antes dos dez anos. Mães e pais saem desde cedo de casa para trabalhar. E, encerrada a licença-maternidade, boa parte das mulheres (quase 70% delas trabalham fora de casa hoje) retoma sua lide diária de deslocamentos e dias extenuantes em escritórios, lojas e fábricas. Os pais continuam correndo atrás do pão nosso de cada dia.
     Culpados pela sensação de que estão longe dos filhos, eles tentam, muitas vezes, compensar a distância com presentes. Não é à toa que, em pouco tempo, o quarto dos pequenos está abarrotado de brinquedos, bonecas, joguinhos e tudo o mais que estiver ao alcance do cartão de crédito. Os pequenos percebem logo cedo que a birra, o choro, a reclamação e o protesto são boa moeda de troca na hora de conseguir o que querem. Pais com dificuldade de dizer “não” e filhos ávidos em ganhar resultam em jovens que consomem.
     Nossa sociedade também forneceu o molde para que essas transformações ocorressem. O valor do indivíduo passou a ser medido, numa escala maior do que outras, por aquilo que ele tem. O mérito da pessoa é avaliado hoje de uma maneira muito superficial, por aquilo que pode ser mostrado. E o consumo é moeda forte nesse mercado.   
       Para além do bom ou do ruim, o fenômeno é um reflexo dos tempos que vivemos. Mas é importante lembrar que existem outras possibilidades e valores que podem ser trabalhados com os filhos. Senão, corremos o risco de criar adultos insuportáveis. As escolhas profissionais, pessoais, amorosas podem vir influenciadas exclusivamente por esse viés consumista e individualista. A vida emocional pode ficar ainda mais solitária, pragmática e chata. Esse futuro é seu sonho de consumo?

(Jairo Bouer. Revista Época. 2012. Com adaptações.)
Assinale a afirmativa que apresenta ERRO de grafia.
Alternativas
Q1214738 Português
O consumo como forma de afeto

     Um ponto comum nas divergentes opiniões de pais sobre os jovens é a crítica ao consumismo exacerbado. Como entender esse comportamento à luz do que ocorreu com a sociedade brasileira nas últimas décadas? Para começar, há um encolhimento da família tradicional. Pais têm um ou dois filhos, muitas vezes criados por apenas um deles, já que quase 25% dos casamentos acabam antes dos dez anos. Mães e pais saem desde cedo de casa para trabalhar. E, encerrada a licença-maternidade, boa parte das mulheres (quase 70% delas trabalham fora de casa hoje) retoma sua lide diária de deslocamentos e dias extenuantes em escritórios, lojas e fábricas. Os pais continuam correndo atrás do pão nosso de cada dia.
     Culpados pela sensação de que estão longe dos filhos, eles tentam, muitas vezes, compensar a distância com presentes. Não é à toa que, em pouco tempo, o quarto dos pequenos está abarrotado de brinquedos, bonecas, joguinhos e tudo o mais que estiver ao alcance do cartão de crédito. Os pequenos percebem logo cedo que a birra, o choro, a reclamação e o protesto são boa moeda de troca na hora de conseguir o que querem. Pais com dificuldade de dizer “não” e filhos ávidos em ganhar resultam em jovens que consomem.
     Nossa sociedade também forneceu o molde para que essas transformações ocorressem. O valor do indivíduo passou a ser medido, numa escala maior do que outras, por aquilo que ele tem. O mérito da pessoa é avaliado hoje de uma maneira muito superficial, por aquilo que pode ser mostrado. E o consumo é moeda forte nesse mercado.   
       Para além do bom ou do ruim, o fenômeno é um reflexo dos tempos que vivemos. Mas é importante lembrar que existem outras possibilidades e valores que podem ser trabalhados com os filhos. Senão, corremos o risco de criar adultos insuportáveis. As escolhas profissionais, pessoais, amorosas podem vir influenciadas exclusivamente por esse viés consumista e individualista. A vida emocional pode ficar ainda mais solitária, pragmática e chata. Esse futuro é seu sonho de consumo?

(Jairo Bouer. Revista Época. 2012. Com adaptações.)
Assinale a alternativa cujas palavras são acentuadas por serem oxítonas.
Alternativas
Q1214710 Português
Felicidade

     Não se preocupe: não vou dar, pois não tenho, receita de ser feliz. Não vou querer, pois não consigo, dar lição de coisa alguma. Decido escrever sobre esse tema tão gasto, tão vago, quase sem sentido, porque leio sobre felicidade. Recebo livros sobre felicidade. Vejo que, longe de ser objeto de certa ironia e atribuída somente a livros de autoajuda (hoje em dia o melhor meio de querer insultar um escritor é dizer que ele escreve autoajuda), ela serve para análises filosóficas, psicanalíticas. Parece que existe até um movimento bobo para que a felicidade seja um direito do ser humano, oficializado, como casa, comida, dignidade, educação.
     Mas ela é um estado de espírito. Não depende de atributos físicos. Nem de inteligência: acho até que, quanto mais inteligente se é, mais possibilidade de ser infeliz, porque se analisa o mundo, a vida, tudo, e o resultado tende a não ser cor-de-rosa. Posso estar saudabilíssimo, e infeliz. Posso ter montanhas de dinheiro, mas viver ansioso, solitário. Talvez felicidade seja uma harmonia com nós mesmos, com os outros, com o mundo. Alguma inserção consciente na natureza, da qual as muralhas de concreto nos isolam, ajuda. Mas dormimos de cortinas cerradas para não ver a claridade do dia, ou para escutar menos o rumor do mundo (trem passando embaixo da janela não dá). Tenho um amigo que detesta o canto dos pássaros, se pudesse mataria a tiro de chumbinho os sabiás que alegram minhas manhãs. Um parente meu não suportava praia, porque o barulho do mar lhe dava insônia.
     Portanto, cada um é infeliz à sua maneira.
     Uma boa rima para felicidade pode ser simplicidade. Ainda tenho projetos, sempre tive bons afetos. O que mais devo querer? A pele imaculada, o corpo perfeito, a bolsa cheia, a bolsa ou a vida? Acho que, pensando bem, com altos e baixos, dores e amores, e cores e sombras, eu ainda prefiro a vida.

(Lya Luft. Revista Veja. Agosto de 2011. Com adaptações.)
Há ERRO de grafia na seguinte afirmativa:
Alternativas
Q1214709 Português
Felicidade

     Não se preocupe: não vou dar, pois não tenho, receita de ser feliz. Não vou querer, pois não consigo, dar lição de coisa alguma. Decido escrever sobre esse tema tão gasto, tão vago, quase sem sentido, porque leio sobre felicidade. Recebo livros sobre felicidade. Vejo que, longe de ser objeto de certa ironia e atribuída somente a livros de autoajuda (hoje em dia o melhor meio de querer insultar um escritor é dizer que ele escreve autoajuda), ela serve para análises filosóficas, psicanalíticas. Parece que existe até um movimento bobo para que a felicidade seja um direito do ser humano, oficializado, como casa, comida, dignidade, educação.
     Mas ela é um estado de espírito. Não depende de atributos físicos. Nem de inteligência: acho até que, quanto mais inteligente se é, mais possibilidade de ser infeliz, porque se analisa o mundo, a vida, tudo, e o resultado tende a não ser cor-de-rosa. Posso estar saudabilíssimo, e infeliz. Posso ter montanhas de dinheiro, mas viver ansioso, solitário. Talvez felicidade seja uma harmonia com nós mesmos, com os outros, com o mundo. Alguma inserção consciente na natureza, da qual as muralhas de concreto nos isolam, ajuda. Mas dormimos de cortinas cerradas para não ver a claridade do dia, ou para escutar menos o rumor do mundo (trem passando embaixo da janela não dá). Tenho um amigo que detesta o canto dos pássaros, se pudesse mataria a tiro de chumbinho os sabiás que alegram minhas manhãs. Um parente meu não suportava praia, porque o barulho do mar lhe dava insônia.
     Portanto, cada um é infeliz à sua maneira.
     Uma boa rima para felicidade pode ser simplicidade. Ainda tenho projetos, sempre tive bons afetos. O que mais devo querer? A pele imaculada, o corpo perfeito, a bolsa cheia, a bolsa ou a vida? Acho que, pensando bem, com altos e baixos, dores e amores, e cores e sombras, eu ainda prefiro a vida.

(Lya Luft. Revista Veja. Agosto de 2011. Com adaptações.)
Das palavras transcritas do texto, assinale a única acentuada por motivo DIFERENTE das demais.
Alternativas
Q1214620 Português
erro ortográfico em:
Alternativas
Q1204030 Português
Pregos

    Foi de repente. Dois quadros que tenho na parede da sala despencaram juntos. Ninguém os havia tocado, nenhuma ventania naquele dia, nenhuma obra no prédio, nenhuma rachadura. Simplesmente caíram, depois de terem permanecido seis anos inertes. Não consegui admitir essa gratuidade, fiquei procurando uma razão para a queda, haveria de ter uma.
    Poucos dias depois, numa dessas coincidências que não se explicam, estava lendo um livro do italiano Alessandro Baricco, chamado “Novecentos”, em que ele descrevia exatamente a mesma situação. “No silêncio mais absoluto, com tudo imóvel ao seu redor, nem sequer uma mosca se movendo, eles, zás. Não há uma causa. Por que precisamente neste instante? Não se sabe. Zás. O que ocorre a um prego para que decida que já não pode mais?”
    Alessandro Baricco não procura desvendar esse mistério, apenas diz que assim é. Um belo dia a gente se olha no espelho e descobre que está velho. A gente acorda de manhã e descobre que não ama mais uma pessoa. Um avião passa no céu e a gente descobre que não pode ficar parado onde está nem mais um minuto. Zás. Nossos pregos já não nos seguram.
    Costumamos chamar essa sensação de “cair a ficha”, mas acho bem mais poética e avassaladora a analogia com os quadros na parede. Cair a ficha é se dar conta. Deixar cair os quadros é um pouco mais que isso, é perder a resistência, é reconhecer que há algo que já não podemos suportar. Não precisa ser necessariamente uma carga negativa, pode ser uma carga positiva, mas que nos obriga a solicitar mais força dentro de nós.
    Nascemos, ficamos em pé, crescemos e a partir daí começamos a sustentar nossas inquietações, nossos desejos inconfessos, algum sofrimento silencioso e a enormidade da nossa paciência. Nossos pregos são feitos de material maciço, mas nunca se sabe quanto peso eles podem aguentar. O quanto podemos conosco? Uma boa definição para felicidade: ser leve para si mesmo.
    Sobre os meus quadros: foram recolocados na parede. Estão novamente fixos no mesmo lugar. Até que eles, ou eu, sejamos definitivamente vencidos pelo cansaço.
(Martha Medeiros. Pregos. Em: março de 2010.)
Há ERRO de grafia em:
Alternativas
Q1204029 Português
Pregos

    Foi de repente. Dois quadros que tenho na parede da sala despencaram juntos. Ninguém os havia tocado, nenhuma ventania naquele dia, nenhuma obra no prédio, nenhuma rachadura. Simplesmente caíram, depois de terem permanecido seis anos inertes. Não consegui admitir essa gratuidade, fiquei procurando uma razão para a queda, haveria de ter uma.
    Poucos dias depois, numa dessas coincidências que não se explicam, estava lendo um livro do italiano Alessandro Baricco, chamado “Novecentos”, em que ele descrevia exatamente a mesma situação. “No silêncio mais absoluto, com tudo imóvel ao seu redor, nem sequer uma mosca se movendo, eles, zás. Não há uma causa. Por que precisamente neste instante? Não se sabe. Zás. O que ocorre a um prego para que decida que já não pode mais?”
    Alessandro Baricco não procura desvendar esse mistério, apenas diz que assim é. Um belo dia a gente se olha no espelho e descobre que está velho. A gente acorda de manhã e descobre que não ama mais uma pessoa. Um avião passa no céu e a gente descobre que não pode ficar parado onde está nem mais um minuto. Zás. Nossos pregos já não nos seguram.
    Costumamos chamar essa sensação de “cair a ficha”, mas acho bem mais poética e avassaladora a analogia com os quadros na parede. Cair a ficha é se dar conta. Deixar cair os quadros é um pouco mais que isso, é perder a resistência, é reconhecer que há algo que já não podemos suportar. Não precisa ser necessariamente uma carga negativa, pode ser uma carga positiva, mas que nos obriga a solicitar mais força dentro de nós.
    Nascemos, ficamos em pé, crescemos e a partir daí começamos a sustentar nossas inquietações, nossos desejos inconfessos, algum sofrimento silencioso e a enormidade da nossa paciência. Nossos pregos são feitos de material maciço, mas nunca se sabe quanto peso eles podem aguentar. O quanto podemos conosco? Uma boa definição para felicidade: ser leve para si mesmo.
    Sobre os meus quadros: foram recolocados na parede. Estão novamente fixos no mesmo lugar. Até que eles, ou eu, sejamos definitivamente vencidos pelo cansaço.
(Martha Medeiros. Pregos. Em: março de 2010.)
As seguintes palavras transcritas do texto foram acentuadas pelo mesmo motivo, EXCETO:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: CONSULPLAN Órgão: CODESG - SP
Q1202564 Português
Entenda como o lixo chega até o Rio Tietê no trecho que passa por Salto  Mais uma vez a cidade de Salto (SP) ficou coberta por um “mar de lixo” depois que uma forte chuva atingiu a capital paulista.  O temporal que provocou estragos em São Paulo no fim de semana fez com que o volume de água do Rio Tietê aumentasse, carregando muito lixo que se acumulou na velha usina da cidade no interior de SP, mais especificamente no Memorial do Rio Tietê.  O lixo, que ficou sobre a água, transformou a paisagem nos pontos turísticos do rio, cartão postal da cidade. Segundo ambientalistas, depois da grande São Paulo, o trecho que passa por Salto é o mais poluído. No período de chuva, a preocupação de quem monitora a qualidade da água do Tietê aumenta. É que quanto mais água, maior o impacto da poluição nas cidades ribeirinhas.  A Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado explicou que tem atuado para auxiliar na retirada do lixo e na despoluição das águas do Rio Tietê. De acordo com a secretaria, em 2018, a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE) recolheu 1,8 tonelada de resíduos acumulados nas usinas hidrelétricas ao longo do rio.  No mesmo período, o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) informou que desassoreou um volume de 500 mil metros cúbicos de resíduos, dos quais 7% correspondem ao lixo retirado do fundo do rio.  A Prefeitura de Salto explicou que o alto volume de chuva faz com que o rio traga lixo e até outros materiais que vêm de cidades da grande São Paulo.  A administração informou ainda que a Secretaria de Meio Ambiente realiza o monitoramento do rio no trecho que passa pela cidade e que está se reunindo com os órgãos responsáveis para minimizar a carga de lixo que o trecho de Salto recebe constantemente.  (Disponível em: https://g1.globo.com/sp/sorocabajundiai/noticia/2019/02/24/entenda-como-o-lixo-chega-ate-o-rio-tieteno-trecho-que-passa-por-salto.ghtml. Acesso em: 25/02/2019. Com adaptações.)
Assinale a alternativa a seguir em que todas as palavras estão escritas corretamente.
Alternativas
Ano: 2019 Banca: OBJETIVA Órgão: Prefeitura de Tramandaí - RS
Q1182181 Português
Patinetes elétricos geram mais lesões que bicicletas 
Imagine um veículo pequeno, prático, ecológico, barato e fácil de estacionar. Prazer, patinete elétrico. A febre desses meios de transporte compartilhados ____________ no final de 2017, nos Estados Unidos, mas já se espalhou pela China, cidades da Europa e há pouco chegou a São Paulo. Se você mora por lá e frequenta a Zona Oeste, certamente já viu alguém usando um. Hoje, três startups brasileiras oferecem o serviço na capital paulista. 
Mas você, que está considerando aderir a essa nova moda, já parou para pensar na segurança deles? Bem, os americanos já: acaba de sair os resultados do primeiro estudo a respeito de lesões geradas por patinetes elétricos. Segundo o levantamento, os patinetes estão ligados a vários problemas, como fraturas, deslocamento de articulações e até lesões cranianas. 
O estudo analisou ferimentos em dois prontos-socorros da Califórnia, o UCLA Medical Center, em Santa Mônica, e o Ronald Reagan UCLA Medical Center, em Los Angeles, de 1º de setembro de 2017 a 31 de agosto de 2018. Santa Mônica foi a primeira cidade do mundo ___ disponibilizar patinetes elétricos para aluguel, e é um dos únicos lugares com um ano de dados plausíveis para análise. Segundo os resultados, em apenas um ano, cerca de 250 pessoas receberam atendimentos nos pronto-ssocorros por lesões relacionadas ao uso desses veículos. Esse é um número maior que os problemas causados pelo uso de bicicletas (cerca de 200) observados nos dois locais durante o mesmo período. 
Além disso, segundo os pesquisadores, apenas 4% dos “pilotos” feridos estavam usando capacete quando o acidente ocorreu. 8% dos feridos, aliás, sequer eram pilotos, mas sim pedestres que acabaram se envolvendo em um acidente provocado por patinetes elétricos. A pesquisa também colocou outros pontos interessantes: as lesões mais comuns foram na cabeça (40% dos pacientes), fraturas de ossos (32%) e cortes ou contusões sem fratura (28%). 
A maioria dos pacientes (94%) tiveram lesões relativamente pequenas e foram mandados para casa logo depois de serem atendidos no pronto-socorro. Mas 15 deles (6%) tiveram lesões graves o suficiente para precisarem ficar no hospital por pelo menos uma noite. 
Joann Elmore, professora de medicina da Universidade da Califórnia e autora do estudo, disse acreditar que os usuários de patinetes elétricos _______ “subestimando os perigos” do veículo. Mas ela não é contra o uso, pelo contrário: “os patinetes são uma maneira divertida e barata de se locomover, mas as pessoas precisam ser cuidadosas, seguir as leis de trânsito e usar capacetes para evitar os tipos de ferimentos que vimos nos nossos departamentos de emergência”. 
Ou seja, não precisa desistir do patinete. Mas os cuidados com o uso dele precisam ser os mesmos de qualquer outro veículo. 
https://super.abril.com.br/... - adaptado. 
Há palavras que são muito parecidas em sua pronúncia ou grafia, mas diferentes em seu significado. Quanto às palavras sublinhadas, assinalar a alternativa INCORRETA:   
Alternativas
Q1180153 Português
Analise as proposições abaixo e assinale a alternativa que se apresente INCORRETA:
Alternativas
Q1179415 Português

Leia o texto abaixo e responda a questão


Preserve os bichos


A Terra já conheceu inúmeras espécies de animais. Muitas foram extintas como a dos dinossauros que viveram no planeta por cerca de 140 milhões de anos e desapareceram por consequência da queda de meteoros. São várias as causas da extinção de espécies pelo homem: caça indiscriminada, tráfico de animais, alteração do habitat através da destruição das matas, poluição do ar, da água e do solo. No Brasil, mais de 250 espécies de animais estão seriamente ameaçadas.

(Disponível em http://www2.uol.com.br) 

Na questão, assinale a palavra que preenche corretamente a lacuna na frase:


Várias espécies ______ sido ameaçadas!

Alternativas
Respostas
9121: B
9122: D
9123: D
9124: A
9125: C
9126: C
9127: A
9128: C
9129: A
9130: C
9131: C
9132: D
9133: A
9134: B
9135: D
9136: B
9137: A
9138: A
9139: B
9140: B