Questões de Concurso Comentadas sobre ortografia em português

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Q1702126 Português
Durante uma aula de Língua Portuguesa, a professora escreve duas frases no quadro: “Ganhei, aos quatorze anos, meu primeiro livro” e “Ganhei, aos catorze anos, meu primeiro livro”; quando questionados sobre a frase correta, muitos alunos erraram. Assinale a alternativa que corresponde a explicação CORRETA.
Alternativas
Q1702087 Português
Leia atentamente a canção Alucinação, de Antonio Carlos Belchior, cantor e compositor brasileiro, para responder à questão.

Alucinação

Eu não estou interessado
Em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia
Nem no algo mais
Nem em tinta pro meu rosto
Ou oba oba, ou melodia
Para acompanhar bocejos
Sonhos matinais 

Eu não estou interessado
Em nenhuma teoria
Nem nessas coisas do oriente
Romances astrais
A minha alucinação
É suportar o dia a dia
E meu delírio
É a experiência
Com coisas reais 

Um preto, um pobre
Uma estudante
Uma mulher sozinha
Blue jeans¹ e motocicletas
Pessoas cinzas normais
Garotas dentro da noite
Revólver: cheira cachorro
Os humilhados do parque
Com os seus jornais 

Carneiros, mesa, trabalho
Meu corpo que cai do oitavo andar
E a solidão das pessoas
Dessas capitais
A violência da noite
O movimento do tráfego
Um rapaz delicado e alegre 

Que canta e requebra
É demais!

Cravos, espinhas no rosto
Rock, Hot Dog
Play it cool, baby²
Doze Jovens Coloridos
Dois Policiais
Cumprindo o seu duro dever
E defendendo o seu amor
E nossa vida
Cumprindo o seu duro dever
E defendendo o seu amor
E nossa vida 

Mas eu não estou interessado
Em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia
Nem no algo mais
Longe o profeta do terror
Que a laranja mecânica anuncia
Amar e mudar as coisas
Me interessa mais
Amar e mudar as coisas
Amar e mudar as coisas
Me interessa mais 

¹ Blue jeans: calça de tecido jean azul.

² Play it cool, baby: fique tranquilo, querido.



A locução “dia a dia” foi modificada pelo Novo Acordo Ortográfico, implantado no Brasil em 2008. Houve algumas alterações também em relação à acentuação. A alternativa que apresenta outras palavras também modificadas pelo Novo Acordo Ortográfico é:
Alternativas
Q1701463 Português
Assinale a alternativa onde há erro ortográfico:
Alternativas
Q1700430 Português
Algumas palavras por apresentarem a mesma pronúncia suscitam dúvidas no momento da escrita. Aponte a sentença que emprega uma palavra homônima fora de seu contexto:
Alternativas
Q1700202 Português

Texto 1


Adaptado

    A Universidade de São Paulo (USP) é, mais uma vez, a instituição de ensino superior que mais fomenta o desenvolvimento do empreendedorismo entre seus estudantes.

    É o que diz o Ranking de Universidades Empreendedoras, estudo organizado pela Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Júnior). O objetivo do ranking, que está em sua terceira edição, é premiar as comunidades acadêmicas inseridas em ecossistemas favoráveis que mais ajudam a desenvolver a sociedade, por meio de práticas inovadoras.

    Seis pilares compõem a pesquisa: capital financeiro, cultura empreendedora, extensão, infraestrutura, inovação e internacionalização. Desta vez, o ranking contou com 123 universidades das 27 unidades federativas e mais de 15 mil universitários. As pesquisas foram realizadas entre março e agosto de 2019.

    A USP foi a universidade mais empreendedora nas três edições da lista do Brasil Júnior. Neste ano, duas universidades ficaram empatadas na nona posição: a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Universidade Federal de Viçosa (UFV).

    Disponível em: https://exame.abril.com.br

A expressão instituição de ensino superior no primeiro parágrafo é usada no texto para evitar repetição. Dessa forma, pode-se inferir que houve um processo de substituição lexical, realizado através de:
Alternativas
Q1697812 Português

Sobre acentuação gráfica, marque (C) correto ou (I) incorreto e assinale a alternativa devida.


( ) Mesmo formando sílabas sozinho, -i leva acento gráfico se a sílaba seguinte for iniciada por nh.

( ) Mesmo formando sílabas sozinho, -u não leva acento gráfico se estiver precedido de ditongo em palavras paroxítonas.

( ) Ter e vir e seus compostos na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo, recebem acento.

( ) Recebe acento pôde (no tempo passado), para se distinguir de pode (tempo presente).

( ) Recebe acento pôr (verbo), para se distinguir de por (preposição).

( ) É facultativo o emprego do acento circunflexo no substantivo fôrma para se distinguir de forma, substantivo, e de forma, 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo formar. 

Alternativas
Q1697793 Português
Sobre acentuação gráfica, assinale a alternativa, onde todas as palavras estão grafadas segundo a mesma regra.
Alternativas
Q1697790 Português

Sobre o plural dos substantivos compostos, coloque (C) correto ou (I) incorreto e marque a alternativa verdadeira.


( ) Os substantivos compostos não ligados por hífen fazem o plural como os substantivos simples.

( ) Os substantivos compostos ligados por hífen, os dois elementos vão para o plural, se representados por substantivo e substantivo.

( ) Os substantivos compostos ligados por hífen, apenas o primeiro elemento vai para o plural, se representados por substantivo e adjetivo.

( ) Os substantivos compostos ligados por hífen, apenas o primeiro elemento vai para o plural, se representados por numeral e substantivo.

( ) Os substantivos compostos ligados por hífen, apenas o primeiro elemento vai para o plural, se representados por adjetivo e substantivo.

( ) Os substantivos compostos ligados por hífen, apenas o primeiro elemento vai para o plural, se os elementos forem ligados por preposição.

Alternativas
Q1697386 Português
Concernente à regra dos compostos, julgue os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:

I – Os tenentes-coronéis foram recebidos pela autoridade.
II – Os arroz-doces que comemos estavam ótimos.
III – Fizeram poucos-casos dos presentes.
Alternativas
Q1697383 Português
São considerados homônimos perfeitos, EXCETO:
Alternativas
Q1697382 Português
Como se sabe, existem três tipos de vocábulos homônimos: homófonos, homógrafos e perfeitos. São exemplos de vocábulos homófonos, EXCETO:
Alternativas
Q1697380 Português
No tocante aos sinais diacríticos, julgue os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:

I – Acento agudo: marca a posição da sílaba tônica e o timbre aberto.
II – Acento grave: marca a posição da sílaba tônica e o timbre fechado.
III – Acento circunflexo: marca o fenômeno da assimetria suspensa.
Alternativas
Q1697144 Português
Dos pares de palavras abaixo todas possuem dupla grafia, ou seja, as duas formas apresentadas das palavras estão corretas, exceto uma. Marque-a:
Alternativas
Q1697143 Português

Dadas as frases:


1. Pedro ainda não havia chego ao trabalho.

2. Marcos ainda não havia chegado ao posto de gasolina.

3. Os meninos tem muitos brinquedos.

4. Elas têm vários livros para leitura.


De acordo com a norma culta padrão da língua portuguesa, estão corretas: 

Alternativas
Q1696574 Português
Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.

AÇÃO DO CORAÇÃO

    Foi num impulso. Em uma manhã, ao olhar no espelho, decidi que não queria mais ter a cara de sempre. No dia seguinte, então, fui confiante, pé ante pé, a um salão de beleza perto de casa. Entrei no lugar com o cabelo no meio das costas e saí de lá, minutos depois, tomando vento na nuca, com o corte mais dramático que já havia feito em toda a minha vida. De bônus, ainda ganhei a lembrança de ter à minha volta um grupo enorme de pessoas que parou tudo que estava fazendo só para observar o meu nervosismo e deslumbre enquanto a cabeleireira me dava, a cada tesourada, uma nova cara.
     Esse momento, aos 22 anos, foi meu primeiro ato de coragem. Até aquele dia, eu sempre havia enxergado a vida como um barquinho que eu não podia balançar muito: era preferível só mesmo navegar de maneira constante, evitando as águas mais agitadas das mudanças. Valia para o corte de cabelo, mas também para minha postura no dia a dia, com receio do que pensariam sobre mim se eu saísse um pouco da linha. Era melhor, então, não chamar atenção, não perturbar, viver dentro de normas preestabelecidas e, quem sabe, ficar em paz.
    Mas havia algo de desagradável e amargo nessa escolha. Permanecer na bonança era confortável. Mas era, também, ficar na superfície da vida. Além de ser cômodo e preguiçoso, evitar qualquer mudança, por menor que fosse, era também abrir mão de saber mais sobre o mundo e sobre quem eu era dentro dele. Era ser ignorante e indiferente às possibilidades à minha volta – em nome de uma tranquilidade que eu nem sabia se queria de verdade.
      Foi na cadeira do salão de beleza que provei da literal definição da palavra “coragem”: ela vem do latim e quer dizer “ação do coração”. Significa deixar que nossos atos mostrem ao mundo quem somos, por inteiro e de verdade – os potenciais, as imperfeições, as forças e fraquezas.
    Com muitos centímetros a menos de cabelo, sendo forçada a não esconder mais meu rosto, passei a ficar frente a frente com uma outra versão de mim toda vez que via meu reflexo. Foi como sair de uma carcaça velha e me entregar ao mundo sem possibilidade de voltar atrás. Sem máscaras. Por causa do novo rosto, experimentei diariamente medo e êxtase. E percebi que para sair do primeiro sentimento e chegar ao segundo, só existia um caminho: erguer a cabeça e ser corajosa.   
    A coragem, especialmente quando atrelada a mudanças, é engrandecedora por um motivo simples: ela sempre tem o medo como ponto de partida. Não dá para ser corajoso sem que haja algo que nos assuste à nossa frente, uma atitude. Só a partir disso é possível permitir que a ação do coração entre em cena. Vale para uma mudança no visual, mas também para pôr em prática nossos valores quando o mundo nos oprime, para assumir erros quando descobrimos que machucamos alguém e até para contar nossa história. 
    Nunca será confortável. O resultado será sempre imprevisível – e, às vezes, pode não ser agradável. Mas a coragem é nossa atitude mais libertadora porque, sendo uma estrada por vezes espinhosa, é o único caminho em linha reta para o autoconhecimento e, logo, para o amor-próprio.

(Texto adaptado. Rafaela Carvalho)
Em “Entrei no lugar com o cabelo no meio das costas e saí de lá...”, a palavra grifada se acentua pela mesma razão que em:
Alternativas
Q1696483 Português
A opção em que a palavra entre parênteses completa CORRETAMENTE a lacuna é:
Alternativas
Q1696353 Português
A opção em que todas as palavras são acentuadas em obediência à mesma regra é:
Alternativas
Q1696037 Português
Com base na Ortografia Oficial, analise as principais regras para o emprego do hífen:
I. Nas formações em que o segundo elemento começa por “h”, ou seja, não importa o prefixo: se o segundo elemento iniciar-se por “h”, deve-se empregar o hífen. Exemplo: Extrahumano; II. Não se usa, no entanto, o hífen em formações que contêm em geral os prefixos “des-” e “in-”, nas quais o segundo elemento perdeu o “h” inicial. Exemplo: inumano, inábil, etc; III. Não se emprega hífen nas formações em que o prefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento. Exemplo: contralmirante. Dos itens acima:
Alternativas
Q1695167 Português
É correto afirmar que há erro no emprego do hífen na seguinte alternativa:
Alternativas
Q1693628 Português
Texto 2

Licença poética

De acordo com o dicionário Houaiss, o termo “Licença Poética” é definido como a “liberdade de o escritor utilizar construções, prosódias, ortografias, sintaxes não conformes às regras, ao uso habitual, para atingir seus objetivos de expressão”. Está presente na literatura, música e também nas propagandas.
Por meio da licença poética, o artista ganha liberdade de expressão e se desprende da normatividade das regras gramaticais e/ou métricas, utilizando, entre outros recursos, versos irregulares, erros ortográficos e/ou gramaticais e rimas falsas. Assim, observa-se uma espécie de erro proposital, empregado para destacar determinado ponto da obra.
Entre os exemplos de uso de licença poética, podemos destacar o poema Indivisíveis, de Mário Quintana, que apresenta a seguinte frase: “Meu primeiro amor sentávamos…”.
Segundo a norma culta da língua portuguesa, observa-se um erro de concordância verbal, uma vez que o verbo (sentar) deve concordar com o sujeito (Meu primeiro amor). Assim, a forma correta da flexão do verbo deveria ser “sentava” em vez de “sentávamos”, no entanto, o poeta optou em utilizar a primeira pessoa do plural para demarcar simbolicamente a fusão entre o casal de amantes.
O poeta Manoel de Barros também utiliza o recurso no trecho: “Gostaria agora de escrever um livro. Usaria o idioma das larvas incendiadas […]”. Nesse caso, ele utiliza a licença poética para criticar a forma como as pessoas costumam usar a linguagem, comparando-a às larvas. 
Na letra da música Socorro, de Arnaldo Antunes, percebe-se a presença da licença poética no trecho a seguir: “Meu coração já não bate, só apanha…”. Sabe-se que o coração não é capaz de bater ou apanhar, no entanto, com a utilização do recurso, o autor reforça que em sua vida afetiva está mais acostumado a sofrer do que a ter alegrias.
Também encontramos a licença poética em romances, roteiros de novela, textos publicitários, jornalísticos, assim como em todas as outras áreas que envolvam um trabalho direto com a língua. 
Além de ser utilizada como recurso estético, a licença poética pode ser utilizada para objetivos mais práticos. Por exemplo, quando há uma novela ambientada ou com núcleo formado por personagens estrangeiros, como ocorreu em Caminho da Índias (Rede Globo, 2009), de Glória Perez, surpreendentemente, observa-se que os mesmos falam português perfeitamente. Isso ocorre devido ao pacto ficcional estabelecido entre o público e o autor da obra. Pelo fato dos telespectadores serem muito variados, seria difícil que todos conseguissem acompanhar o ritmo da trama, caso a mesma fosse legendada, o que resultaria, consequentemente, em uma perda de público. Uma vez que as telenovelas visam, em primeiro lugar, a obtenção da audiência, não seria um bom negócio em termos econômicos. Sem falar do tempo, esforço e investimento que devem ser aplicados para ensinar uma língua estrangeira aos atores, que, no momento da veiculação da obra, precisariam apresentar fluência na mesma.
Assim, pode-se considerar a licença poética como uma manobra linguística válida para diversos gêneros textuais, que permite aos autores expressarem o que desejam do modo que considerem mais adequado.

Fonte: https://www.infoescola.com/literatura/licenca-poetica, acesso em fevereiro de 2020

Texto 3

“Era profundamente derrotado pelo mundo em que vivia. E separara-se das pessoas pela sua derrota e por sentir que os outros também eram derrotados. Ele não queria fazer parte de um mundo onde, por exemplo, o rico devorava o pobre. Como parecia-lhe um movimento apenas romântico, o seu, se se agregasse aos que lutavam contra o esmagamento da vida como esta era, então fechou-se numa individualização que, se não tomasse cuidado, podia se transformar em solidão histérica ou meramente contemplativa. Enquanto não viesse algo melhor, procurava relacionar-se com os outros derrotados por intermédio de uma espécie de amor torto, que atingia tanto os outros como, de algum modo, a si próprio.”

Fonte: http://notaterapia.com.br/2019/02/28/vender-alma-no-cotidiano-13- cronicas-curtas-de-clarice-lispector/, acesso em fevereiro de 2020 

“Próprio” é palavra usada no texto, qual a justificativa para seu emprego de acentuação:
Alternativas
Respostas
7641: B
7642: B
7643: A
7644: E
7645: C
7646: D
7647: D
7648: C
7649: D
7650: A
7651: B
7652: A
7653: E
7654: C
7655: A
7656: A
7657: D
7658: B
7659: D
7660: C