Questões de Concurso
Comentadas sobre ortografia em português
Foram encontradas 12.429 questões
banco
ban·co
sm
1-Assento estreito de madeira, cimento, ferro ou plástico, com ou sem encosto, geralmente para várias pessoas.
2-Assento para uma pessoa, redondo ou quadrado, sem encosto, com três ou quatro pés; banqueta, mocho.
3-Balcão de loja.
4-Mesa de trabalho, comprida e rústica, para marceneiros, carpinteiros, serralheiros etc.; bancada.
5-ECON Instituição financeira que tem como atividades principais receber depósitos de dinheiro em conta-corrente, efetuar empréstimos, aplicar capitais, efetuar cobranças, operar no mercado cambial etc.
6-Local onde funciona essa instituição.
Fonte: https://michaelis.uol.com.br/busca?id=eWKj
As acepções do substantivo "BANCO" no verbete caracterizam o que é chamado precisamente de:
I. Comprimento: medida / Cumprimento: saudação.
II. Emergir: mergulhar / Imergir: vir à tona.
III. Acender: atear fogo / Ascender: subir.
Pode-se afirmar que:
Muita gente se queixa da rotina do trabalho. Vale lembrar que rotina não é sinônimo de monotonia. O que faz com que haja um enfado em relação ao cotidiano profissional é a monotonia, não a rotina.
Mario Sergio Cortella. “Por que fazemos o que fazemos?”. São Paulo, 2016, p.39.


‘No dicionário, inquietude é explicada como “falta de sossego”. Só aquilo que nos inquieta, chama nossa atenção e nos gera um certo incômodo é capaz de nos tirar da inércia para resolvermos ou aprimorarmos o que for necessário. Observar a inquietude por esse ângulo de "potência a ser revelada" pode nos levar além, pois revela a direção de para onde nossa alma está apontando para criar e atuar’.
( ) ‘dicionário’, ‘inércia’, ‘necessário’ e ‘potência’ são acentuados em virtude da mesma regra.
( ) ‘incômodo’ e ‘ângulo’ são acentuados por serem proparoxítonos.
( ) São exemplos de oxítonos que devem ser acentuados: ‘está’ e ‘além’.
( ) é e só são monossílabos tônicos acentuados.
( ) é, ‘incômodo’, ‘inércia’, ‘potência’ e ‘está’ são palavras que, se retirados os acentos gráficos continuam a existir na Língua Portuguesa; entretanto, assumindo outra classe gramatical.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Roda Viva
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu.
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá.
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir.
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira pra lá.
A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou.
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola pra lá.
O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou.
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração.
Chico Buarque.
Com base no texto e em seus conhecimentos adquiridos responda às questões.
Há vocábulos que, no plural, mudam de classificação quanto ao acento tônico com o deslocamento da sílaba tônica.. Assinale o item em que esse deslocamento não ocorre. (Todos estão sem acento gráfico mesmo que o tenham)
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Como a alfabetização sofreu na pandemia: 'criança que já deveria saber ler ainda não domina o abc'
Por Paula A. Idoeta
- Na turma da professora Ana Carolina Guimarães, há, hoje, desde crianças que já
- conseguem ler textos com facilidade até os alunos que, aos 8 ou 9 anos de idade, ainda ______
- criaram familiaridade com todas as letras do alfabeto. O cenário da volta às aulas preocupou a
- professora do 3° ano do ensino fundamental I na Escola Estadual São Bento, em Belo Horizonte
- (MG) – que por enquanto está funcionando em modelo híbrido, em que as crianças alternam
- entre uma semana na escola e uma semana no ensino remoto.
- A preocupação da professora se deve ao fato de que, em condições normais, na 3ª série,
- as crianças já costumam estar na fase final do aprendizado básico de leitura e escrita.
- Crianças vulneráveis de 5 a 10 anos de idade – as que cursam o final da educação infantil
- e todo o ensino fundamental I – foram um grupo particularmente sensível às dificuldades dos
- mais de 18 meses de ensino a distância na pandemia. É porque elas estão em uma fase ______
- de seu desenvolvimento escolar: a da alfabetização e da consolidação da leitura, da escrita e dos
- fundamentos matemáticos. Nessa idade, elas ..... pouca autonomia no ensino remoto, e,
- portanto o contato próximo delas com os professores fez muita falta.
- Em abril, uma pesquisa divulgada pela Unicef e a organização Cenpec Educação apontou
- que a faixa etária correspondente ao ensino fundamental I foi a mais afetada pela ________
- escolar durante a pandemia. "Isso engloba desde crianças que não estavam matriculadas nas
- escolas ou que, no último mês (antes da pesquisa), não tinham tido nenhum tipo de contato com
- sua escola, nem por ou por acesso às aulas online. E o vínculo com a escola é importantíssimo",
- explica Anna Helena Altenfelder, presidente do Cenpec.
- Além disso, o ensino fundamental I público vinha melhorando constantemente seus
- indicadores de ensino – e embora estivesse aquém do ideal, repetidamente superava as metas
- oficiais de desempenho na grande maioria dos estados brasileiros.
- Agora, a pandemia reverteu, pelo menos temporariamente, essa universalização, e corre
- o risco de trazer retrocessos conquistados ao longo de décadas, aponta o economista Marcelo
- Neri – diretor do FGV Social e especialista em mensuração de desigualdades – o qual identificou
- que a taxa de evasão escolar nas idades de 5 a 9 anos era de apenas 1,39% em 2019, mas
- subiu para 5,5% no final de 2020 – o maior aumento percentual entre todas as faixas etárias.
- "Era a faixa etária onde a gente havia tido grandes avanços não apenas na universalização, a
- partir dos anos 1990, mas também na aprendizagem", diz Neri à BBC News Brasil.
- O economista explica que, para além do fato de muitas crianças dessa idade estarem na
- delicada fase de alfabetização, elas também são desproporcionalmente mais afetadas pela
- desconectividade e pela pobreza no Brasil.
- Não à toa a evasão observada por Neri foi mais aguda nas regiões mais remotas e carentes
- do país (principalmente na região Norte), e entre a população negra, também
- desproporcionalmente afetada pela desigualdade social e de renda.
- Agora, uma preocupação de especialistas e educadores é que as lacunas na alfabetização
- durante a pandemia, caso não sejam enfrentadas, virem uma bola de neve que prejudique o
- desempenho das crianças nas etapas seguintes de ensino.
- "E para aprender a ler e escrever elas precisam de experiências pedagógicas intencionais
- e de interações (com adultos e entre si) que não aconteceram na quantidade necessária durante
- a pandemia".
- Mas isso não significa que essas crianças estejam "fadadas a arrastar esse fracasso" ao
- longo de sua vida, prossegue a educadora, sobretudo porque elas ainda ..... bastante tempo de
- anos escolares pela frente.
- "Um trabalho consistente certamente é capaz de resgatar essas competências de leitura
- e escrita. (...). É algo possível e que sabemos fazer no Brasil. Mas as escolas não farão isso
- sozinhas, os professores vão precisar de apoio".
(Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/19/10/21 – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando a correta grafia das palavras, as lacunas tracejadas das linhas 02, 11 e 16 devem ser preenchidas, respectivamente, por:
Analise as enunciações I e II:
I.É determinado pela variedade de gêneros de textos escritos que a criança ou adulto reconhece. A criança que vive em um ambiente em que se leem livros, jornais, revistas, bulas de remédios, enfim, e qualquer outro tipo de literatura (ou, em que se conversa sobre o que se leu, ou mesmo, em que uns leem para os outros em voz alta, leem para a criança enriquecendo com gestos e ilustrações).
II.Processo de aprendizado do uso da tecnologia da língua escrita. Isto é, a criança pode utilizar recursos da língua escrita em momentos de fala, mesmo antes de ser alfabetizada.
Os enunciados contêm informações que caracterizam, respectivamente:
A intensa busca da perfeição
Nos enganaram. É isso mesmo. Nem tudo termina em beijo. Quase nada, na verdade. E por que que insistimos que sim? Talvez eu não devesse atribuir a dúvida a todos nós. Só a mim mesma já está de bom tamanho.
Faço parte da massa de pessoas viciadas em comédias românticas do tipo água-com-açúcar. Sabe que aqueles filmes podem fazer um mal e tanto? Tudo é sempre tão perfeito, tão maravilhoso! E, claro, no meio do filme há sempre uma crise entre o casal e, no último quarto, no final, tudo começa a se ajeitar. Tudo caminhando para o grande final. O beijo! A câmera fecha no casal se beijando na chuva ou na praia, ou entre as flores. Ou ainda todas as anteriores ao mesmo tempo.
O cara é sempre bonito, gostoso, simpático, sorridente, carinhoso, cheiroso, bom cozinheiro, bemvestido, inteligente - todas as variáveis existentes. A moça é sempre maravilhosa, determinada, inteligente, bem-humorada, bem-vestida, delicada, meiga, romântica - e todas as outras variáveis existentes. Então, só o que posso concluir é que, afinal, nos enganaram.
Nem todas somos maravilhosas, meigas, determinadas e tudo o mais ao mesmo tempo. E, acreditem, nem todos eles são lindos, gostosos e - ao mesmo tempo - inteligentes, simpáticos e tudo o mais... E aí, como é que fica a vida real? Como é que nos mostram tudo isso e, depois - como se fosse um belo prêmio de consolação - nos dão isso. Acho que acabo de descobrir por que os filmes românticos terminam quando o casal dá o beijo definitivo. É porque, a partir daí, começa a realidade. E eles não vão querer nos mostrar a realidade. Não vende.
Daí, por que esses filmes podem fazer um mal e tanto. Ficamos esperando a perfeição. E ela deve ser realmente como nos filmes. Não aceitamos qualquer amostra barata. E então, um tem mau hálito, outro uma barriguinha, outro usa meia de ursinho, outro é um pouco lerdo, outro usa aparelho, outro gosta do É o Tchan! E, se por acaso vocês saem – se é que se chega a tal ponto - nada de passeios ao luar, velas, beijos debaixo da chuva. No dia seguinte, nada de telefonemas, mensagens ou e-mails apaixonados, nem mesmo - muito menos - flores.
Então, quando parei para pensar nisso, depois de uma maratona de três desses retratos da perfeição, achei que talvez devêssemos nunca mais assistir a eles. Greve às comédias românticas! Mas, no fim, acho que isso não resolveria. Devemos, isso sim, deixar de ser tão covardes. Levantar do sofá, desligar a TV e dar a cara a tapa. É tão cômodo sentar e dizer "nada é bom o bastante para mim" e não correr o risco de se machucar. Nada mais perfeito do que um amor de verdade, com todas as suas falhas e imperfeições. Com todas as brigas, encontros e desencontros, mau hálito e meias de ursinho. Sabe por quê? Porque, no fim, descobrimos que somos perfeitos pelo simples fato de não o sermos.
Annita Veslasque. Publicado no jornal Estado de Minas 29.03.2005
O vocábulo “está” retirado do texto acentua-se com base na mesma regra de acentuação da palavra:
