Questões de Concurso Comentadas sobre ortografia em português

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Q1864693 Português
Observe o verbete que segue:
banco
ban·co

sm
1-Assento estreito de madeira, cimento, ferro ou plástico, com ou sem encosto, geralmente para várias pessoas.
2-Assento para uma pessoa, redondo ou quadrado, sem encosto, com três ou quatro pés; banqueta, mocho.
3-Balcão de loja.
4-Mesa de trabalho, comprida e rústica, para marceneiros, carpinteiros, serralheiros etc.; bancada.
5-ECON Instituição financeira que tem como atividades principais receber depósitos de dinheiro em conta-corrente, efetuar empréstimos, aplicar capitais, efetuar cobranças, operar no mercado cambial etc.
6-Local onde funciona essa instituição.

Fonte: https://michaelis.uol.com.br/busca?id=eWKj

As acepções do substantivo "BANCO" no verbete caracterizam o que é chamado precisamente de:
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Ano: 2022 Banca: IBFC Órgão: MGS Prova: IBFC - 2022 - MGS - Agente de Campo |
Q1864491 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão acentuadas INCORRETAMENTE:
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Ano: 2022 Banca: IBFC Órgão: MGS Prova: IBFC - 2022 - MGS - Agente de Campo |
Q1864489 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão escritas INCORRETAMENTE:
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Q1862855 Português
Assinale a frase gramaticalmente INCORRETA: 
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Q1862152 Português
Está em desacordo com a norma culta da Língua Portuguesa: 
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Q1861932 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras da frase estão grafadas corretamente.
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Q1860658 Português
Lei o texto a seguir

DO TEMPO

    Faz alguns anos tive, num sonho, um vislumbre de uma escultura interminável de corpos humanos entrelaçados emergindo muito abaixo de mim e perdendo-se no infinito acima de minha cabeça.
    Talvez seja um dos significados da existência nossa: encadeamento e continuação. Como um novelo desenrolando-se incessantemente, todos nascendo uns dos outros, uns por cima dos outros, cada um estendendo as mãos para o alto um milímetro mais e mais e mais: somos novelo e fio ao mesmo tempo.
    Meu gesto repete o de uma de minhas antepassadas; meu riso será o de algum descendente meu, que jamais conhecerei, o fio primeiro de minhas ideias nasce de outro pensamento milênios atrás, e continuará se desenrolando depois que eu tiver deixado de existir há séculos. Em meus filhos e netos, vejo com surpresa a repetição de um jeito de falar, de pensar, de virar o rosto, a figura toda, a mão, de quem me antecedeu. É a noção de um tempo que não flui como o imaginamos, esse tempo medido e calculado.
    Ele é pulsação, surpresa.
     Às vezes suspiramos pelo conforto que, vista de longe, parecia ser a vida quando tudo era mais limitado e certo: menos opções, menos possibilidade de erro. Temos de aprender a conviver com essas novas engrenagens de tanta surpresa e perplexidade, mas tanta maravilha. Temos de estar mais alertas do que décadas atrás, quando a vida era – ou hoje nos parece – tão mais simples: precisamos estar mais preparados, para que ela não nos dilacere.
    Temos de ser múltiplos, e incansáveis.
    Que cansaço.
    Pois a vida não anda pra trás: o preço da liberdade são as escolhas com seu cortejo de esperança, entusiasmo, hesitação e angústia – para que se criem novos contextos e se realizem novas adaptações, que podem não ser estáveis.
     As inovações, a corrida do tempo e as possibilidades aparentemente infinitas já nos puxam pela manga e nos convidam para outra ciranda de mil receitas: vamos ser inventivos, vamos ser produtivos e competentes, felizes a qualquer preço na companhia de todos os deuses e demônios nessa sarabanda.
    Fora dela, nos dizem, restam o tédio, a paralisia ou o desespero. Será mesmo assim?
    Ou ainda existem, e podemos descobrir, lugares ou momentos de tranquilidade onde se realiza a verdadeira criatividade, onde podemos expandir a mente, onde podemos amar as pessoas, onde podemos contemplar a natureza, a arte, e os rostos amados, e construir alguma paz interior? Creio que sim.
    Para que as emoções e inquietações positivas da alma não entrem em coma antes que termine de definhar o corpo.

(Lya Luft - as coisas humanas – 1ª edição – Editora Record – Rio de Janeiro. São Paulo – 2019)
Assinale a opção que indica, respectivamente, as palavras que seguem as mesmas regras de acentuação de “interminável, milímetro, será e angústia”. 
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Q1860285 Português
Para responder à questão, leia o fragmento abaixo, extraído do conto Amor, de Clarice Lispector. 


No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado. O homem com quem casara era um homem verdadeiro, os filhos que tivera eram filhos verdadeiros. Sua juventude anterior parecia-lhe estranha como uma doença de vida. Dela havia aos poucos emergido para descobrir que também sem a felicidade se vivia: abolindo-a, encontrara uma legião de pessoas, antes invisíveis, que viviam como quem trabalha — com persistência, continuidade, alegria. O que sucedera a Ana antes de ter o lar estava para sempre fora de seu alcance: uma exaltação perturbada que tantas vezes se confundira com felicidade insuportável. Criara em troca algo enfim compreensível, uma vida de adulto. Assim ela o quisera e o escolhera.
Sabendo que as palavras dentro de um contexto podem assumir vários sentidos, em Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, os termos sublinhados apresentam sentido: 
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Q1859895 Português
São vocábulos classificados como paroxítonos, EXCETO:
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Q1859894 Português
Observe as seguintes duplas de homônimos e parônimos:

I. Comprimento: medida / Cumprimento: saudação.
II. Emergir: mergulhar / Imergir: vir à tona.
III. Acender: atear fogo / Ascender: subir.

Pode-se afirmar que: 
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Q1859891 Português
Após a leitura do enunciado apresentado a seguir, assinale a alternativa INCORRETA:

Muita gente se queixa da rotina do trabalho. Vale lembrar que rotina não é sinônimo de monotonia. O que faz com que haja um enfado em relação ao cotidiano profissional é a monotonia, não a rotina. 

Mario Sergio Cortella. “Por que fazemos o que fazemos?”. São Paulo, 2016, p.39. 
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Q1859889 Português
Há ERRO de acentuação gráfica em: 
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Q1859770 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Sobre o uso de acento gráfico em vocábulos do texto, considere o fragmento que segue e as afirmações subsequentes, assinalando V, se verdadeiro, ou F, se falso.
    ‘No dicionário, inquietude é explicada como “falta de sossego”. Só aquilo que nos inquieta, chama nossa atenção e nos gera um certo incômodo é capaz de nos tirar da inércia para resolvermos ou aprimorarmos o que for necessário. Observar a inquietude por esse ângulo de "potência a ser revelada" pode nos levar além, pois revela a direção de para onde nossa alma está apontando para criar e atuar’.
( ) ‘dicionário’, ‘inércia’, ‘necessário’ e ‘potência’ são acentuados em virtude da mesma regra.
( ) ‘incômodo’ e ‘ângulo’ são acentuados por serem proparoxítonos.
( ) São exemplos de oxítonos que devem ser acentuados: ‘está’ e ‘além’.
( ) é e só são monossílabos tônicos acentuados.
( ) é, ‘incômodo’, ‘inércia’, ‘potência’ e ‘está’ são palavras que, se retirados os acentos gráficos continuam a existir na Língua Portuguesa; entretanto, assumindo outra classe gramatical.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Q1859484 Português
Todas as palavras da frase estão grafadas corretamente, exceto em:
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Q3771948 Português
Assinale a alternativa em que a palavra indicada tenha sido acentuada seguindo regra DISTINTA da das demais. 
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Q3044733 Português
TEXTO I


Um “aperto no peito” e a adrenalina do carnaval contida na escola Vai-Vai, a mais antiga de São Paulo

A mais antiga escola de samba de São Paulo
celebraria neste ano a volta ao grupo especial.
Agremiação perdeu 30 integrantes para a Covid-19
e viu comunidade ter de se virar para sobreviver

Na manhã da sexta-feira de Carnaval, só se ouvia, lá longe, um martelo batendo num ferro em algum dos barracões da Liga das Escolas de Samba de São Paulo, na zona norte da cidade. Um ano antes, o lugar estaria tomado de pessoas correndo de um lado para o outro, em uma cacofonia de sons que marcariam os últimos ajustes antes das noites de desfile. A pandemia de Covid-19 privou o Brasil de sua festa mais tradicional e mudou a vida de quem faz Carnaval o ano todo, não só em fevereiro. No caso do Grêmio Recreativo Cultural Vai-Vai, o aperto no peito é maior: a escola de samba mais antiga de São Paulo voltaria ao grupo especial em 2021, depois de levar o título no ano passado com um enredo em homenagem aos seus 90 anos de história.

“É o primeiro ano em que estou sem fazer nada no Carnaval. Aqui dentro está apertado.” Fernando Penteado, de 74 anos, diretor cultural do Vai-Vai, faz um gesto com a mão fechada sobre o peito. Neto de Frederico Penteado, um dos cinco fundadores da escola (que nasceu em 1930), Fernando começou a desfilar aos cinco anos com as cores preto e branco do bairro do Bixiga e hoje é uma espécie de entidade da escola.

No chão de um dos barracões do Vai-Vai, fantasias e adereços de anos anteriores formavam uma pequena montanha. Em uma parede, dezenas de rolos de fita de muitas cores e brilhos estavam organizadas em estante. Pedaços de tecido e moldes de gesso repousavam sobre duas grandes mesas de trabalho colocadas em cantos opostos do local fechado, onde apenas cinco pessoas trabalhavam nas alegorias. “Hoje era para ter mais de 100 pessoas aqui”, lamenta Fernando. À angústia da comunidade, soma-se a crise econômica provocada pelo coronavírus, que fez com que muitos membros da escola perdessem sua principal fonte de renda.

“Muitos dos nossos estão vendendo lanche ou fazendo artesanato para sobreviver. Tinha gente desesperada querendo fazer o desfile porque suas casas são ateliês de Carnaval, elas vivem disso e queriam trabalhar. Mas eu dizia que, se elas trabalhassem, o dinheiro seria só para comprar o caixão”, conta Fernando. Apesar de lamentar o primeiro Carnaval em mais de seis décadas sem pisar no sambódromo, ele não considera seguro ou apropriado fazer festa quando muitas pessoas estão adoecendo ou morrendo de Covid-19. A escola, conta Fernando, perdeu 30 pessoas para a doença, entre diretores, baianas, velha guarda e demais componentes. “De agosto a novembro, morriam dois ou três por mês. É impossível brincar em fevereiro diante de uma situação dessas.”

O diretor cultural também lembra das outras mazelas causadas por essa mudança na rotina da comunidade: “Tem gente que está tomando remédio, entrando em depressão, tristeza mesmo. Este ano vamos só fazer pipoca e sentar no sofá para assistir os desfiles do ano passado na televisão” (a TV Globo vai transmitir uma seleção, os maiores desfiles da história de São Paulo e do Rio, um convite à nostalgia, mas também à festa em casa).

Em uma das grandes mesas do barracão senta Luciana Mazola, de 42 anos, aderecista e decoradora responsável pelas alegorias do Vai-Vai, que só reassumiu seu posto de trabalho nos últimos meses e trabalha com uma equipe pequena para o próximo Carnaval. Ela, que há 28 anos largou o emprego de vendedora de automóveis para viver de Carnaval, teve que deixar a quadra para costurar máscaras em uma ONG e depois fazer telemarketing em uma empresa de internet e, assim, conseguir pagar as contas. “Há 20 anos na escola minha função é organizar e garantir que a criação do carnavalesco vai sair do papel. Quando perdi isso, consegui pagar os boletos, porém foi como se tivessem tirado um órgão do meu corpo. Perdi a adrenalina que tinha na minha rotina”, diz ela.

Luciana trabalha com as mesmas pessoas na sua equipe há, no mínimo, 10 anos. Quando a escola fechou os barracões e a quadra, ela passou os dados de todos para a direção do Vai-Vai, que organizou cestas básicas, kits de higiene e fraldas de criança paras serem entregues a esses trabalhadores. “Quem era aderecista, virou faxineira. Quem era forrador foi trabalhar em hospital, todo mundo tentou se manter”, conta. A solidariedade é um traço natural da escola de samba, onde muitos dos membros convivem mais entre si do que com suas próprias famílias. “Você acaba passando mais tempo aqui do que em casa. A cozinheira vira sua mãe, o diretor de barracão é como seu pai”, acrescenta.

[...]


Disponível em:<https://bityli.com/vvBU3 . Acesso em: 19 fev. 2021 (Adaptação).
Em relação à acentuação das palavras destacadas a seguir, assinale a alternativa incorreta.
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Q2678572 Português

Roda Viva


Tem dias que a gente se sente

Como quem partiu ou morreu

A gente estancou de repente

Ou foi o mundo então que cresceu.

A gente quer ter voz ativa

No nosso destino mandar

Mas eis que chega a roda viva

E carrega o destino pra lá.


A gente vai contra a corrente

Até não poder resistir

Na volta do barco é que sente

O quanto deixou de cumprir.

Faz tempo que a gente cultiva

A mais linda roseira que há

Mas eis que chega a roda viva

E carrega a roseira pra lá.


A roda da saia, a mulata

Não quer mais rodar, não senhor

Não posso fazer serenata

A roda de samba acabou.

A gente toma a iniciativa

Viola na rua, a cantar

Mas eis que chega a roda viva

E carrega a viola pra lá.


O samba, a viola, a roseira

Um dia a fogueira queimou

Foi tudo ilusão passageira

Que a brisa primeira levou.

No peito a saudade cativa

Faz força pro tempo parar

Mas eis que chega a roda viva

E carrega a saudade pra lá


Roda mundo, roda-gigante

Roda moinho, roda pião

O tempo rodou num instante

Nas voltas do meu coração.


Chico Buarque.


Com base no texto e em seus conhecimentos adquiridos responda às questões.

Há vocábulos que, no plural, mudam de classificação quanto ao acento tônico com o deslocamento da sílaba tônica.. Assinale o item em que esse deslocamento não ocorre. (Todos estão sem acento gráfico mesmo que o tenham)

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Q2676797 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


Como a alfabetização sofreu na pandemia: 'criança que já deveria saber ler ainda não domina o abc'


Por Paula A. Idoeta


  1. Na turma da professora Ana Carolina Guimarães, há, hoje, desde crianças que já
  2. conseguem ler textos com facilidade até os alunos que, aos 8 ou 9 anos de idade, ainda ______
  3. criaram familiaridade com todas as letras do alfabeto. O cenário da volta às aulas preocupou a
  4. professora do 3° ano do ensino fundamental I na Escola Estadual São Bento, em Belo Horizonte
  5. (MG) – que por enquanto está funcionando em modelo híbrido, em que as crianças alternam
  6. entre uma semana na escola e uma semana no ensino remoto.
  7. A preocupação da professora se deve ao fato de que, em condições normais, na 3ª série,
  8. as crianças já costumam estar na fase final do aprendizado básico de leitura e escrita.
  9. Crianças vulneráveis de 5 a 10 anos de idade – as que cursam o final da educação infantil
  10. e todo o ensino fundamental I – foram um grupo particularmente sensível às dificuldades dos
  11. mais de 18 meses de ensino a distância na pandemia. É porque elas estão em uma fase ______
  12. de seu desenvolvimento escolar: a da alfabetização e da consolidação da leitura, da escrita e dos
  13. fundamentos matemáticos. Nessa idade, elas ..... pouca autonomia no ensino remoto, e,
  14. portanto o contato próximo delas com os professores fez muita falta.
  15. Em abril, uma pesquisa divulgada pela Unicef e a organização Cenpec Educação apontou
  16. que a faixa etária correspondente ao ensino fundamental I foi a mais afetada pela ________
  17. escolar durante a pandemia. "Isso engloba desde crianças que não estavam matriculadas nas
  18. escolas ou que, no último mês (antes da pesquisa), não tinham tido nenhum tipo de contato com
  19. sua escola, nem por ou por acesso às aulas online. E o vínculo com a escola é importantíssimo",
  20. explica Anna Helena Altenfelder, presidente do Cenpec.
  21. Além disso, o ensino fundamental I público vinha melhorando constantemente seus
  22. indicadores de ensino – e embora estivesse aquém do ideal, repetidamente superava as metas
  23. oficiais de desempenho na grande maioria dos estados brasileiros.
  24. Agora, a pandemia reverteu, pelo menos temporariamente, essa universalização, e corre
  25. o risco de trazer retrocessos conquistados ao longo de décadas, aponta o economista Marcelo
  26. Neri – diretor do FGV Social e especialista em mensuração de desigualdades – o qual identificou
  27. que a taxa de evasão escolar nas idades de 5 a 9 anos era de apenas 1,39% em 2019, mas
  28. subiu para 5,5% no final de 2020 – o maior aumento percentual entre todas as faixas etárias.
  29. "Era a faixa etária onde a gente havia tido grandes avanços não apenas na universalização, a
  30. partir dos anos 1990, mas também na aprendizagem", diz Neri à BBC News Brasil.
  31. O economista explica que, para além do fato de muitas crianças dessa idade estarem na
  32. delicada fase de alfabetização, elas também são desproporcionalmente mais afetadas pela
  33. desconectividade e pela pobreza no Brasil.
  34. Não à toa a evasão observada por Neri foi mais aguda nas regiões mais remotas e carentes
  35. do país (principalmente na região Norte), e entre a população negra, também
  36. desproporcionalmente afetada pela desigualdade social e de renda.
  37. Agora, uma preocupação de especialistas e educadores é que as lacunas na alfabetização
  38. durante a pandemia, caso não sejam enfrentadas, virem uma bola de neve que prejudique o
  39. desempenho das crianças nas etapas seguintes de ensino.
  40. "E para aprender a ler e escrever elas precisam de experiências pedagógicas intencionais
  41. e de interações (com adultos e entre si) que não aconteceram na quantidade necessária durante
  42. a pandemia".
  43. Mas isso não significa que essas crianças estejam "fadadas a arrastar esse fracasso" ao
  44. longo de sua vida, prossegue a educadora, sobretudo porque elas ainda ..... bastante tempo de
  45. anos escolares pela frente.
  46. "Um trabalho consistente certamente é capaz de resgatar essas competências de leitura
  47. e escrita. (...). É algo possível e que sabemos fazer no Brasil. Mas as escolas não farão isso
  48. sozinhas, os professores vão precisar de apoio".


(Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/19/10/21 – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a correta grafia das palavras, as lacunas tracejadas das linhas 02, 11 e 16 devem ser preenchidas, respectivamente, por:

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Q2676689 Português

Analise as enunciações I e II:


I.É determinado pela variedade de gêneros de textos escritos que a criança ou adulto reconhece. A criança que vive em um ambiente em que se leem livros, jornais, revistas, bulas de remédios, enfim, e qualquer outro tipo de literatura (ou, em que se conversa sobre o que se leu, ou mesmo, em que uns leem para os outros em voz alta, leem para a criança enriquecendo com gestos e ilustrações).

II.Processo de aprendizado do uso da tecnologia da língua escrita. Isto é, a criança pode utilizar recursos da língua escrita em momentos de fala, mesmo antes de ser alfabetizada.


Os enunciados contêm informações que caracterizam, respectivamente:

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Q2671882 Português

A intensa busca da perfeição


Nos enganaram. É isso mesmo. Nem tudo termina em beijo. Quase nada, na verdade. E por que que insistimos que sim? Talvez eu não devesse atribuir a dúvida a todos nós. Só a mim mesma já está de bom tamanho.

Faço parte da massa de pessoas viciadas em comédias românticas do tipo água-com-açúcar. Sabe que aqueles filmes podem fazer um mal e tanto? Tudo é sempre tão perfeito, tão maravilhoso! E, claro, no meio do filme há sempre uma crise entre o casal e, no último quarto, no final, tudo começa a se ajeitar. Tudo caminhando para o grande final. O beijo! A câmera fecha no casal se beijando na chuva ou na praia, ou entre as flores. Ou ainda todas as anteriores ao mesmo tempo.

O cara é sempre bonito, gostoso, simpático, sorridente, carinhoso, cheiroso, bom cozinheiro, bemvestido, inteligente - todas as variáveis existentes. A moça é sempre maravilhosa, determinada, inteligente, bem-humorada, bem-vestida, delicada, meiga, romântica - e todas as outras variáveis existentes. Então, só o que posso concluir é que, afinal, nos enganaram.

Nem todas somos maravilhosas, meigas, determinadas e tudo o mais ao mesmo tempo. E, acreditem, nem todos eles são lindos, gostosos e - ao mesmo tempo - inteligentes, simpáticos e tudo o mais... E aí, como é que fica a vida real? Como é que nos mostram tudo isso e, depois - como se fosse um belo prêmio de consolação - nos dão isso. Acho que acabo de descobrir por que os filmes românticos terminam quando o casal dá o beijo definitivo. É porque, a partir daí, começa a realidade. E eles não vão querer nos mostrar a realidade. Não vende.

Daí, por que esses filmes podem fazer um mal e tanto. Ficamos esperando a perfeição. E ela deve ser realmente como nos filmes. Não aceitamos qualquer amostra barata. E então, um tem mau hálito, outro uma barriguinha, outro usa meia de ursinho, outro é um pouco lerdo, outro usa aparelho, outro gosta do É o Tchan! E, se por acaso vocês saem – se é que se chega a tal ponto - nada de passeios ao luar, velas, beijos debaixo da chuva. No dia seguinte, nada de telefonemas, mensagens ou e-mails apaixonados, nem mesmo - muito menos - flores.

Então, quando parei para pensar nisso, depois de uma maratona de três desses retratos da perfeição, achei que talvez devêssemos nunca mais assistir a eles. Greve às comédias românticas! Mas, no fim, acho que isso não resolveria. Devemos, isso sim, deixar de ser tão covardes. Levantar do sofá, desligar a TV e dar a cara a tapa. É tão cômodo sentar e dizer "nada é bom o bastante para mim" e não correr o risco de se machucar. Nada mais perfeito do que um amor de verdade, com todas as suas falhas e imperfeições. Com todas as brigas, encontros e desencontros, mau hálito e meias de ursinho. Sabe por quê? Porque, no fim, descobrimos que somos perfeitos pelo simples fato de não o sermos.


Annita Veslasque. Publicado no jornal Estado de Minas 29.03.2005

O vocábulo “está” retirado do texto acentua-se com base na mesma regra de acentuação da palavra:

Alternativas
Respostas
6941: B
6942: B
6943: D
6944: A
6945: D
6946: C
6947: C
6948: A
6949: B
6950: B
6951: C
6952: C
6953: A
6954: C
6955: X
6956: C
6957: E
6958: D
6959: C
6960: D